quinta-feira, 27 de março de 2008

HASTA CUANDO?

Vendo o “panelaço” contra as declarações da Presidente Kirschner, nota-se a diferença das classes-médias brasileira e argentina.
Sim que por trás de tal manifestação possam existir outros desejos, mas o que não é o caso de análise agora.
Nuestros hermanos, competiran conosotros, para ver quem detinha o poder na região. Depois de algumas mudanças nas contas dos governos, o Brasil conseguiu dar um empurrão na economia e a Argentina, abrasileirou-se. Onde não existia camelô, ou a economia informal, de repente encheu as esquinas com o comércio marginal, fora das estatísticas oficiais.
O Brasil ficou sendo o primo rico e a Argentina, o primo pobre. Porém, a diferença entre os povos, é gritante.
Apesar do surto de riqueza no Brasil, a classe média argentina, como todas as outras classes, parecem cientes do papel de cada um, no desenvolvimento nacional, enquanto a nossa, vive de deslumbramento. Quanto mais o pé, fora da realidade, melhor.
A diferença gritante entre uma cultura e outra, é simples. Muito simples. Simplória. Visível, a olhos despidos de qualquer outro entendimento.
No Brasil, como saiu estampada na Primeira Página dos jornais do dia 26 de março. “Estou rico”. Rafinha, o ganhador do BBB8 que acompanhei através das notícias dos sítios do computador, principalmente, quando era excluída alguma BBB que a primeira coisa que faz, é posar nua. E os meios de comunicação ainda a elevam ao grau de mulher moderna, atual, atuante na luta feminista. Imagina. Até os comunicadores, fazem de tudo, para manter o deslumbramento na sociedade. Sim, está rico, mas e daí, o que fazer com isso? Quais as reivindicações de classe, como investir por conta própria, como ajudar a dirimir os problemas sociais que atingem a todos, como multiplicar esse dinheiro? Alguns analistas de fofoca já previram tudo. Os especialistas do mercado de deslumbramento. “Ele participa de festas de 15 anos, cobrando R$ 300.000,00 por participação, em quatro meses, já tem mais de R$ 2.000.000,00. Aparece nu em revista para o público gay e cobra R$ 15.000.000,00. Depois, apresenta um programa na televisão, com um cachê de R$ 1.500.000,00. Pronto. Não precisa se preocupar com o futuro.” É uma sociedade onde se mostra que a produção, é um conto de fadas. A realidade mesmo, é esta de aparecer, aparecer, sem nada a oferecer. E o pior de tudo, a classe-média que seria de esperar, uma classe mais bem informada a até formada, é quem compra a idéia. As colunas sociais estampam nas fotos, “a linda socialight, com o representante do BBB.” Como se isso acrescentasse muito, no curriculum.
Brasileiro fica rico e o que faz? As mesmas coisas que fazia, com uma pobreza de espírito que não deixa aquele corpo. “Sai desse corpo espírito obsessivo.” Mas a culpa na grande maioria, é por que não expande os horizontes, não sabe discutir nada, não sabe pensar além do que deixaram para que ele pensasse que pensava. Como dizem nustros hermanos. “Macaquitos de repeticón.”
E os jornais, não se envergonham de estampar nas primeiras páginas, notícias de professores, enganados por pessoas que diziam prever o passado, o presente e o futuro. Mesmo que a maioria seja crente num Deus judaico-cristão que diga em letras garrafais que só a ele, é dado este poder. Não sabem nem por que acreditam, nem mesmo em quem acreditar. A vidente pediu uma camisa, uma garrafa de vinho tinto e alguma coisa a mais e tampou uma lata. Tempos depois, na presença do professor, destampou o que diz não ter mexido e apareceram bonecos, cheios disso e daquilo. E essa gente, ainda quer processar os outros que vivem muitíssimo bem, de explorar a credulidade alheia e se dizem enganados. De maneira alguma. Os visionários ofereceram um serviço e os clientes se propuseram a pagar. Pelo montante pago, gente da classe-média que não se diferencia em nada, de qualquer ignorante, por falta de condições materiais, físicas e econômicas de freqüentar uma escola qualquer. Fosse comigo, ao destampar a lata onde só havia vinho tinto – aliás, um desperdício, ao invés de se consumir, para deleite e saúde própria -, uma camisa e algo mais e aparecesse muito mais coisa, com bonecos com agulhas e alfinetes, a coisa que faria imediatamente, era inscrever a figura, para concorrer, com grande chance de ganhar o Prêmio Nobel de Física. Imagina, a macumbeira de plantão, a religiosa aplicada, conseguiu tele-transportar uns bonecos, para dentro de uma lata tampada, com outros objetos afixados. Conseguiu o tele-transporte de matéria. Incrível. É mais do que religião. É Física Pura, Aplicada e pós-contemporânea. Acredita quem quer. E a classe-média nacional, é crédula, até o infinito. E o pior, esses são os que levam o ensino para toda a sociedade. Imagina!
E não é de hoje que a classe-média gasta fortunas, com curandeiros que aparecem do nada. No tempo de um vice-governador que pegou o mandato por alguns meses, antes do fim do governo e se locupletou, como nunca antes haviam feito, o que se via de cheques de madames, inclusive da Primeira-Dama, para essas curandeiras de meia-tigela, era brincadeira. Eram valores astronômicos. Eram nomes famosos da exploração da credulidade nacional, como Mãe Dinah que até previu que a ilha de Parintins, iria afundar. Logo que o Festival Folclórico chegou ao grande público e até hoje... A Bonfiglioli, Bonnamassa, boa bisca, sei lá como é nome famoso dessa que vive falando sobre anjos. E outros nomes famosos. Previam tudo, tinham receita para tudo, o que não deixou que a Primeira-Dama da época fosse conversar com Jesus Cristo, cara-à-cara, com um câncer que se alastrou e não teve solução.
Então, a classe-média brasileira, com um horizonte tão reduzido, o que sabe fazer, o que pode fazer, é posar para Caras e Quem. É o que sabe fazer muito bem. Só pose, mostrando os produtos mais modernos possíveis, como se a felicidade estivesse ali, como por si só, tais produtos a fizesse inteligente, ou astuta. E depois, é entrar com processos quando algum colunista fala a verdade. Quando se chama a bola da vez que derrubou o Governador de Nova Iorque de cafetina. “Eu não sou cafetina. Eu não sou prostituta. Eu não sou traficante de drogas. Eu não sou o que vocês pensam. É tudo invenção do FBI.” Quer dizer, a cafetina que vai ficar famosa no Brasil, nem existe, segundo declarações próprias. E assim mesmo, quer entrar com ação na Justiça? A outra, imagem da “vencedora”, processa quem diz que “aplicou o golpe da barrigada no Mick Jagger.” Mas processar por quê? São mentiras?
A sociedade brasileira, entra no redemoinho ditado pelos famosos dos EUA de ter pelo menos “15 minutos de fama” e depois, quer processar quem apenas diz o que fizeram no passado, para aparecer de qualquer maneira e se envergonham no presente, como a Rainha dos Baixinhos que não admite que mostrem as fotos onde vivia nua nas páginas da Status, antecessora da Playboy. E é por que eles só mostram as fotos. Não citaram os fatos...
Quer dizer, vender o corpo como prostituta, para chegar à fama pode? Falar a verdade, quando já estão por cima, não pode? É mentira? E são essas que ditam o modus-vivendi da classe-média que se inspira nesses atos. E ao invés de passarem cultura, conhecimento, repassam apenas futilidades, coisas vazias, com bulimia e anorexia, com um grande feito, já que não consegue mostrar nada mais edificante.
Entào as pessoas ficam ricas no Brasil e mantêm o mesmo discurso de menina pobre e burra. Enchem as contas correntes, mas continuam com a cabeça vazia. “Eu viajo todo final de semana para os EUA, tenho milhões de dólares mas quando estou no meu jardim, eu converso com os duendes. Eu não sei dizer nada, sobre a situação do mercado financeiro, eu sou apolítica, eu só quero apresentar o meu programa para os baixinhos.” Ou senão, uns discursos assim: “A mulher brasileira tem de ser esperta. Eu tirei milhões do Senado Federal, para posar para revista masculina, para mostrar como as mulheres são poderosas. Agora eu estou à frente de programa na televisão. Sou, ou não poderosa? Não interessam os meios, o que interessa, é o fim. Acho que foi o Machado de Assis que disse isso. Não? Foi o Maquiavel? Juro que eu não sabia. Mas quem é esse cara? Já apareceu na Ilha de Caras?”
Aí, pega um argentino de classe-média e ele nem sabe o que é Revista Caras. Mas sabe discutir sobre política, sobre a situação financeira, sobre o momento internacional, saber discernir sobre o que pensa, em qualquer situação e não aparece mostrando aos outros, o que tem, para depois achar que a violência está grassando entre eles. Talvez por isso, a violência seja muito maior no Brasil, onde a classe-média, até para espezinhar sobre a pobreza, viva de mostrar os bens de consumo, como algo mágico que quem tem, consegue ter tudo, inclusive perspicácia, para lidar com a vida.
E talvez por saber discernir, a classe-média portenha, quando se acha desrespeitada, por quem quer que seja, sai às ruas, em manifestação, em panelaço. Não fica se escondendo, com medo de desagradar o governo e com isso, seus negócios não consigam vingar, como se o Capitalismo Brasileiro, fosse totalmente estatal. O governo é quem determina o que se deve fazer.
Sabe a grande diferença entre as duas classes? A classe-média brasileira, quando tem o mínimo possível de recursos financeiros, não muda nada, além de querer mostrar aos outros o que às vezes, nem é seu. Compra diploma universitário, coloca os filhos nas piores escolas que ela mesmo sabe que não ensina nada, mas pelo menos, deixa passar. Faz piada sobre conhecimento adquirido, dos outros, por preguiça de procurar crescer. Vai levando, conforme as ondas. Se perguntarem qual a posição dela sobre qualquer coisa, se não tiver algum assessor, ou inteligência parda para buzinar nas suas idéias, mostra-se tímido, o que muitas vezes significa mesmo, é falta de interpretação pessoal, dos fatos à sua volta. Em outras e curtas palavras. Burrice pura.
A sociedade argentina, mesmo empobrecida, expande horizontes. Ela não quer que os filhos tenham apenas diploma. Quer que eles aprendam para saber dirigir a própria vida. Ela sabe que para se manter, tem de procurar conhecimentos e não apenas títulos. Procura novos horizontes, em todas as frentes, o que expande e muito os horizontes. Nas artes plásticas, na literatura, na economia, na música, no teatro, na gastronomia, etc. Até para discutir sobre futebol, eles sabem argumentar, sobre a realidade, por isso, não precisam estar jogando chavões ditos pelos comentaristas esportivos que muitas vezes, são tão pobres de subsídio encefálico, quanto a maioria da sociedade. Enquanto no Brasil, as discussões giram encima de poder aquisitivo, nem sempre ganho de forma limpa, sobre seres mitológicos, sobre tudo o que possa desviar a discussão, da realidade. E por quê? Por falta de bases sólidas. Ela mesma sabe que não sabe gerir de outra forma os próprios negócios, a não ser, com encontrou há anos, por não confiar nos títulos que compra. E até hoje, ainda se vendem títulos. Do ensino básico, à carteira de motorista. Depois se espera que as coisas mudem. É um classe-média mais crédula, do que inteligente. Por isso tenha de se impor, pelo poder econômico, chegando até a patrocinar torturas e crimes hediondos, para não perder o status.
Brasileira visita a França, mas odeia visitar os museus, saber a História, conhecer os costumes, a moda, a cozinha... Tudo isso, expande os horizontes. Queira ou não. Visões diversas de mundo, fazem pensar. E isso dói, ma cabeça dos brasileiros.
Brasileiro vai à Itália e odeia visitar “aquelas ruínas caindo aos pedaços”, as praças históricas, as vielas da cidade, as fazendas produtoras de mussarela e de azeites. No máximo, pagam uns travestis brasileiros, para se sentirem italianos. Mais machos do que os pobres brasileiros comuns que não têm oportunidade de sair do país.
Vai ao Japão e não quer nem saber dos jardins de pedras, dos pagodes que não têm nada a ver com o nosso “samba-romântico”, os banhos públicos, as gueixas, o mercado onde há leilão diário, etc. Isso é coisa que se vá ver?
No máximo, vai lá, para tirar fotos e mandar para os amigos. Ou quem sabe, comprar, comprar e comprar, inclusive muita bugiganga, para deixar muitas divisas no exterior, para mostrar que tem poder de compra para adquirir o lixo cultural dos outros. Não é fato isolado. É história entre as agências de viagem, há muito, no Brasil. E até hoje, não mudou em nada.
E encima do que se tem em vista e dos exemplos passados, podemos inferir o seguinte. Com uma classe-média que a cada dia é feita para pensar cada vez menos, o futuro, não é tanto para o G8, mas muito mais para o G157, cada vez mais.
Tomemos os fatos passados, como exemplo, para inferir sobre o futuro.
No início do século passado, o Japão enfrentava uma crise econômica sem precedentes. O Brasil estava tão à frente economicamente que substituiu os escravos africanos, por escravos orientais, sem muito esforço. Pagava navios, para irem recrutar os imigrantes que vinham iludidos para o país. Então, na metade do século passado, o Japão entrou numa aventura ao lado das forças nazi-fascistas, liderados pelo anão nazista do Imperador Hiroito que imitava o Hitler em tudo, inclusive no bigodinho e perdeu a guerra. Foi vítima da maior chacina mundial que foi a prorrogação do armistício entre Japão e EUA, quando se sabia que o Japão já não tinha forças, nem armadas, para prosseguir a guerra, só para se testar a bomba atômica, sobre as pessoas vivas. Do outro lado, o Brasil, entrou na guerra, só para fazer número, até pressionado, por causa da ajuda econômica e financeira, que demoveu o Governo Brasileiro de apoiar o Eixo também. Enquanto o Japão perdeu tudo, o Brasil ganhou até a indústria de beneficiamento de metais, além da indústria automobilística, como parte para o desenvolvimento nacional.
Quer dizer, enquanto o Japão lutava contra tudo e todos, o Brasil, tinha tudo para dar certo, para ser uma grande potência. Porém, ainda em meados do século passado, qual não foi a grande surpresa? O Japão conseguiu vencer as batalhas que o perturbavam, transformando-se na segunda maior economia do mundo. Ditando caminhos tecnológicos e até da moda mundial. E o Brasil, continuava discutindo uma maneira de controlar a inflação.
O Japão já tinha feito, há muito tempo a sua reforma agrária, enquanto no Brasil, o campo, ainda é área de conflito e mortes. O Japão mostrava uma economia que se auto-regulava, enquanto no Brasil, ainda se tinha medo que o crescimento da economia, trouxesse a inflação descontrolada. O Japão tem níveis de escolaridade crescentes, enquanto o Brasil há décadas, tem como modelo o MOBRAL, para chamar os analfabetos, para aprenderem pelo menos assinarem os seus nomes. E tempos depois, revivam-no com outra nomenclatura, trazendo o tal de EJA, com a mesma proposta antiga, por que não consegue ainda, diminuir a evasão escolar a contento. E a solução, é fazer um modelo de educação, para inglês ver. Uma educação para colocar o país nos níveis estatísticos de qualquer grande país, mas a verdade revelar que no maior estado do país, pessoas de nível de graduação, sem saber interpretar textos e fazer as operações básicas da Aritmética.
A cara da nossa classe-média que acha que mostrando aos outros, vai conseguir ser o que deseja. Comprando diplomas, vai conseguir entender sobre aquela área de conhecimento.
Em pleno Século XXI, o Japão avança em tecnologia, em educação, em moda e até em gastronomia. E o Brasil continua a imitar a cultura dos outros, mesmo que tenha uma cultura muito mais vasta e só faça discutir uma forma de conter o avanço da inflação, como a finalidade em si, da Economia, como um todo.
Não se sabe mudar o disco, o lenga-lenga, o lesco-lesco. E se discuta sempre quase as mesmas coisas. Quem é melhor, Pedro Álvares Cabral, ou Fernando de Nassau? O Eixo, ou os Aliados? A “democracia” em forma de ditadura, ou o Comunismo? Fernando Henrique, ou Lula? Como se isso fosse mostra de cultura ilibada.
A Argentina, mesmo em condições financeiras, nem tão alvissareiras, discute como fazer uma sociedade, onde se tenha respeito por todos.
Ao invés de lerem Contigo e Mais, eles conseguem ser exímios leitores de cultura variada. Livros, revistas, gibis, manual do proprietário...
Aliás, no Brasil, a Volkswagen está sendo processada por que alguns usuários de um determinado veículo não leram os manuais e perderam os dedos. Por preguiça, quase perdem a mão da direção.
Manual de proprietário para os brasileiros, por quê? Vamos ser lógico. Vamos preservar a natureza. Não vamos fazer mais lixo do que já produzimos, sem necessidade. A solução é mandar os clientes entrarem nas salas-de-bate-papo na internet, pois brasileiro com um instrumento tão rico de cultura, só sabe perder tempo, exclusivamente nessa área de conhecimento.
Espero estar vivo, até o meio deste século, para ver como se comportarão os dois países. Quais as idéias e reivindicações das duas sociedades. E como se comportam os horizontes das pessoas desses dois estados vizinhos. Passa horas, conversando abobrinhas, sem ao menos verificar outras possibilidades de enriquecimento de conhecimento.
O Brasil, no começo do Século XXI, mostra-se à frente da Argentina, economicamente, como se mostrava à frente do Japão, no início do século passado. Será que eu verei como seremos até meados deste século?
Continuaremos a nos encher de bugigangas e esvaziar nossas idéias, enquanto nuestros hermanos, serão o próximo Japão? Ricos, não só economicamente, mas de idéias próprias. Deixando de ser escravo tecnológico do lixo que nos mandam, depois de obsoletos em seus países, para nos fazer feliz?
Enquanto nosotros discutimos o fim de mais um namoro da Adriana Galisteu, los hermanos discutem sobre cultura de verdade.
Enquanto se discute soluções nacionais, chegando-se à violência, o Brasil paz e amor, fica discutindo quem é melhor. Rafinha, ou Alemão. Grazi Massaferi, ou a outra Miss Segura do Rio Grande do Sul. O grande nome da literatura brasileira, é nada mais, nada menos do que Paulo Coelho. Lido da França, à Espanha.
Até hoje, a grande mídia tem mania de justificar as coisas, como a apresentação do Carnegie Hall. “Brasileiros recebidos nos EUA.” Não dizem que o público, era formado por outros brasileiros e outros latinos de países do Terceiro Mundo e nem assim, lotou a casa de show. Mas Brida, foi traduzida para o francês. O que quer dizer, foi adquirida na França. Por quem? Aí, são outras histórias.
De quem é a culpa? Quem ajuda a enriquecer um mercado que não edifica em nada nossa cultura vazia que é o nosso saber? Quem consome?
A classe-média. Sim, ou não?
Encuanto los hermanos navegán en lo conocimiento, nosotros, compramos os mais luxuosos automóveis, para ficarmos presos no trânsito. Adquirimos barcos com autonomia incrível, para navegar na mesma região praiana, para “pegar” as filhas menos abastadas da sociedade. Podemos viajar para onde quisermos de avião, mas ficamos com pavor, por causa da infra-estrutura portuária. Ou seja, temos muito mais recursos financeiros, mas continuamos presos aos mesmos horizontes.
Talvez por isso, o fluxo de turismo cresça para Buenos Aires, e no Rio, o que mais voa, atualmente, é o aedes-aegipty, assustando o turismo nacional.
Eu fico curioso para saber o final desta história.
Que o Senhor esteja comigo. Estou curioso para saber. Dá uma chance mermão!

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