terça-feira, 25 de março de 2008

PRIMEIRO O MEU

Fiquei intrigado como a classe-média brasileira pode ser tão egoísta.
O Governo Brasileiro está querendo reduzir as prestações do comércio e o representante do comércio de São Paulo, veio criticando o governo, para ele baixar os gastos do próprio governo.
A questão que se coloca, não é reduzir o gasto do governo, o que deve ser estudado e consignado em qualquer ocasião.
Mas o que se discute, á oferta para o consumidor final. Com tanta oferta no mercado, o governo está com medo da volta inflacionária, por que a demanda cresce quando se permite tantos meses para se sanar as dívidas e a indústria nacional, como sempre, muito lenta em dar respostas à procura, não aumenta o parque produtivo, na mesma proporção.
E caso se abra as importações para se suprir a demanda, a gritaria fica ainda mais forte.
É como se a indústria nunca acreditasse no mercado nacional e não se programasse a longo prazo, para a demanda crescente. Parece que sempre acha que é apenas uma bolha pontual. Com isso, só começasse a se mexer, depois que a demanda já estivesse além da medida.
Em suma, com a oferta abaixo da demanda, disparado, em futuro próximo, vai consumir quem puder pagar por produtos com ágio, com preços elevados, como se sabe na Introdução à Economia, o que configura inflação. E eu acho que ainda não mudou. Consumo acima da oferta, inflação. Oferta acima da procura, preços baixos. E se continuam muitos baixos, deflação. Quando o mercado tem oferta, mas as famílias não têm como comprar, ou não as interessas comprar.
Daí, para o descontrole geral de preços, é um passo. O comércio já não vai apreçar, conforme a procura, mais conforme a expectativa futura. Como diria o Graaaande Bresser Pereira, uma Inflação Inercial. O que significa que fu...-se tudo.
Mas o governo não devia só se preocupar com o fantasma da inflação. Com crediário para tudo, inclusive para compra de ovo-de-Páscoa – e os meus ovinhos dando sopa. Cedê-los-ia, e até cedo, ou tarde, para quem quiser chupar, de graça – pode causar uma bolha de inadimplência, como causou no mercado imobiliário estadunidense. Na Páscoa, crediário a perder de vista. O consumidor acha que cartão de crédito e crediário, são coisas mágicas e que se pode gastar à vontade e se endivida por 12, 24, 36, 100 meses. Mas não sabem que quanto mais baixo o valor cobrado, por causa do prazo de pagamento, mais alto os juros embutidos e isso pouca gente explica para o grande público. O consumidor fica pagando uns R$ 36,00 mensais, por um ovo que custou à vista, R$ 50,00. Então, vem o Dia dos Pais, das Crianças, das Mães, Natal, Amigo Oculto, Secreto, Inimigo Oculto... Cada data, principalmente religiosa, é uma data para se consumir desbragadamente. Pronto, o cartão mágico vai se endividando de R$ 20,00 e, R$ 20,00 e quando se vê, já chegou à R$ 5.000,00 e o cidadão só ganha R$ 1.500,00 mensais.
Com o estímulo muito grande para as compras e um descontrole das contas pessoais, quando se vê, SERASA em todo mundo. E a bolha explode. Vai faltar consumidor para adquirir novos bens e a produção tem de se retrair, com isso, muita gente tem de ser dispensada e lá vem de volta a Reengenharia que ai de quem se colocasse contra, no tempo em que imperou soberano o Neoliberalismo. Lembra? Era quase uma heresia falar qualquer coisa diferente.
Mas o representante do comércio, acha tudo normal. Deve-se manter o crédito descontrolado e é só controlar as contas públicas. Os consumidores podem comprar tudo, com prazos cada vez mais elásticos. O comércio lucra, com altas taxas de juros embutidas. E essas taxas, ninguém fica pentelhando, para baixar. A indústria não acompanha a demanda crescente, então os preços aumentam, dando a sensação de que se está ganhando muito. O que não é mentira, em se tratando de economia no Brasil. Imagina onde o HSBC e o Santander, bancos internacionais, estão tendo os maiores lucros? Eu sei, mas não digo.
É como no tempo da inflação altíssima. Os empresários ganhavam muito no overnight, com a sensação de que eram ricos. E na verdade, a moeda nacional, frente o dólar, era uma mixaria.
E a sensação no Brasil, é de que a economia está ajustada, por que se acha que se está ganhando muito. Não vêem que podiam ganhar mais.
Melhorou muito, inegavelmente. Para o que era no tempo do Sarney onde os preços mudavam por turno, nem se compara. No desgoverno do PMDB, com o Sarney à frente, de manhã um produto custava X, à tarde X+Y, à noite X2+Yn e durante a madrugada, o capital especulativo rendia mais do que a produção de um ano inteiro. Não que eu tenha alguma coisa contra o PMDB, mesmo por que, no tempo em que só se tinha como canal de repercussão das vozes contrárias à Ditadura, o MDB, eu fui inscrito nessa agremiação que parecia um balaio de gato. De Ulisses Guimarães, ao MR 8. Mas o PMDB já deu e dá mostras que não sabe governar. No passado o exemplo do Sarney. Hoje, com investimentos pesados em propaganda, mas uma incompetência generalizada. Do Rio, ao Amazonas. É só alarde.
Avançou-se muito, mas comparativamente, com a economia mundial, ainda está devendo.
A economia no Brasil, ainda engatinha. Até o momento, depende quase exclusivamente do governo. Se não houver o incentivo público, o privado nem se mexe. Em uma economia forte, o estado até pode se fazer presente, mas não é só quem faz a economia girar. A iniciativa privada também se faz presente.
O empresário brasileiro, só entra no ramo da educação, para ganhar dinheiro. Não se vê contribuições privadas, para a pesquisa, para as universidades, para as escolas públicas, nada. Todos esperam que o “governo” faça a sua parte, ou seja. Tudo.
As praças, os logradouros, na cara de empresas sólidas, caindo pelas tabelas e elas nem seu Souza.
Até em eventos populares, onde o nome das empresas ressoariam por muito tempo, dentre tanto público, o patrocínio, é do governo. Desde vernissage, até Olimpíadas e Copa do Mundo. O Flamengo, o maior time de torcida do país, tem de ser patrocinado pela PETROBRÁS. E o pior, um patrocínio que parece, não faz uma auditagem nas contas do clube, um dos que mais são assaltados. Não o único, mas um dos mais tradicionais representantes da gerência do futebol brasileiro, como um todo. Nem prefeito de interior, abusa tanto da malversação de dinheiro que não lhe pertence. O que quer dizer que, o estado patrocina uma administração que não precisa prestar contas dentro de parâmetros oficiais, com o dinheiro do contribuinte, para sermos todos roubados. E o futebol continua com os mesmos Soberanos atrasados, mutreteiros, prevaricadores, por toda a vida. Até que a morte os leve, como levou o Caixa D’ Água, no Rio. Aleluia. Obrigado Senhor, mas falta muito. Ou será, faltam muitos? Imagina o nosso dinheiro na Copa do Mundo de 2014. Vamos ver gente do futebol, citado nas listas da Forbes e da Economist e o dinheiro, sumido como o dos Pan-Americanos, sem ninguém prestar contas. E o país paupérrimo, tendo de dar jogadores que ainda nem despertaram direito, quase de graça. Senhor tenha pena de nós e chame essa galera para uma conversa tête-à-tête.
O futebol, é o melhor exemplo de como funciona a economia nacional.
A Seleção Canarinho, campeã cinco vezes do mundo, com vários títulos em mãos, não consegue gerir os próprios negócios, por conta própria. Não vende nem a metade das camisas negociadas pelos grandes times europeus. Não gera renda própria de maneira alguma, não tem um marketing que gere renda, como geram os times de fora, até no Japão, onde o futebol, é insipiente. A Confederação se vende como pode e depende em tudo, do erário nacional. Os gestores, exemplos do atraso nacional, uns Coronéis de Barranco, comprovadamente corruptos, ladrões, marginais, bandidos que se locupletam a torto e a direito com o dinheiro público e vivem entronados, dependentes das maracutais que já foram desmascaradas em CPMI, com a presença inclusive do atual Excelentíssimo Presidente da República Federativa do Brasil que através de conchavos, faz vista grossa, pensando na eleição para o Senado, ao final do governo. O futebol brasileiro, apesar dos títulos, decadente. Só ficam por aqui, os Souza da vida, sem condições nenhuma de jogar em um time com visão moderna de administração. Os dirigentes de forma geral, tanto das federações, quanto de clubes, outros Coronéis de Barranco que só ratificam a roubalheira que há, desde o início, sem qualquer mudança. Os clubes, endividados, só sabem sair do vermelho, com a ajuda do estado que paga, para ser restituído depois. É como se o banco emprestasse para o cidadão, depois tivesse de emprestar um valor maior do que a dívida inicial, para reaver o dinheiro. Uma matemática bem brasileira. A CBF, um desmando geral, totalmente sem critérios, até para contratar técnicos. O critério usado atualmente, foi baseado no puxa-saquismo. Técnicos com vasta experiência nos campos de futebol, foram preteridos por dois puxa-sacos que nunca mostraram serviço algum. Um, evangélico se preocupou muito com o símbolo do América/RJ, esqueceu do futebol e o time que estava tentando se reerguer, só consegue a lanterna em qualquer campeonato. O outro que nunca mostrou algum serviço como técnico, foi escolhido, por que os outros, técnicos de verdade, não se dobram às conveniências dos Coronéis da CBF. E assim, mesmo sendo pentacampeã de futebol de seleções, quando se tem de convocar um jogador de um grande clube, não se tem moral, nem peso, deixando-se para o técnico canarinho as desculpas para não se dizer que se dobrou aos mandos de Milan e Barcelona e outros times nem tão expressivos assim, que não dispensam os seus jogadores brasileiros. Uns clubes que mostram muito mais força do que a Seleção Pentacampeã. É mole?
Enquanto que os clubes internacionais são multimilionários, os brasileiros, com tradição. nome e renome, não saem da mesmice, da bandalheira e da roubalheira generalizada, pedindo ajuda todo tempo, ao estado. Eles roubam e nós pagamos. Como no jogo entre Nacional X CAM, neste mês de março. O estádio do Vivaldo Lima que tinha a capacidade total de 75.000 espectadores e após as reformas, passou a abrigar em torno de 56.000 espectadores e às vistas de todo mundo, quase todo tomado por torcedores em todos os lados, de repente anunciaram uma bilheteria de R$ 18.000,00. É muito provincianismo. Mas o futebol brasileiro é assim e parece que não muda. É provinciano mesmo. Com a ajuda até de quem se dizia de reputação ilibada. Desde o primeiro título da seleção que só serve para enriquecer os dirigentes e fazer propaganda de quem está no poder. Sejam os Generais e até os trabalhadores que dizem, lutaram contra e eram impolutos. É o retrato da economia nacional. E os dirigentes vão e voltam, sem proposta alguma nova, o futebol se acabando e apenas a mesma e velha política de se locupletar. Sem nenhuma novidade administrativa de peso. Uns apóiam o outro e outro apóia uns. Tudo ladrão. E o resultado... A CPMI foi arquivada e a Copa do Mundo é nossa. “Socorro, polícia!”
O empresariado nacional, com algumas exceções, do empresariado paulista, por isso se vê o representante do comércio paulista, mesmo que equivocadamente, dando palpite na economia, não sabe se impor.
Esperam-se todas as medidas, vindas do governo, para depois se debater encima. Acostumaram a engolir sapo que nem pensam.
A ABAV, a ABIH e outras entidades ligadas ao turismo, não sabem reunir, definir políticas públicas e levar para discussão com o governo. Os índices do turismo nacional, sempre inferiores a regiões sem atrativo algum e escolhem alguém que não entende nada de nada. Só entende de foder. A cartola da gente. A dengue, a violência, a falta de infra-estrutura, à céu aberto e ainda acham que não têm nada a ver. Esperam que o estado solucione. Eles acham que quem não é da área, entende mais do que quem já tem experiência, há tempos, só por que está no pedestal sobre todos. E nem sempre é assim. Mas ninguém tem coragem, nem enquanto entidade representativa de se colocar contra umas indicações de amizade que não infloem, nem contriboem. É o perfeito bibelô, colocado para enfeitar uma área que não se leva à sério, mas no mundo inteiro, gera riquezas maiores do que muitas indústrias solidificadas.
Os sindicatos patronais e do proletariado, não sabem discutir os problemas que afetam a todos, como saneamento básico, educação, saúde e segurança publica. Só sabem discutir encima de salários e algumas leis trabalhistas. Não se reúnem para traçar metas a serem levadas ao governo, fora das vistas de sua atuação, mas que dizem respeito. Esperam sempre que os outros discutam isso e aquilo, mesmo que esses problemas afetem diretamente a produção e o consumo. O que lhes é favorável.
Ainda se tem na cabeça que o governante, em qualquer instância, é o dono do estado. E com esse pensamento, ele pode fazer o que bem entende. Nomear amigos para o TCE, colocar em ministérios quem não tem competência para nada, até o tempo das eleições municipais, ou fazer com que as concorrências públicas, de alguma maneira, beneficiem os próximos.
Parece que essas coisas não dizem respeito aos atores da sociedade em geral. As pessoas sabem que acontecem, mas nem se tocam.
Como se as contas públicas, fossem mais uma burocracia que não interessa a quem não faz parte da política partidária do momento.
Um governo que gasta sem necessidade no supérfluo, inevitavelmente, deixa de investir no que interessa. A população vai sentir a deficiência depois, quando procurar o serviço público que devia ser para todos, mas não atende ninguém. Os próprios governantes, na menor dor de barriga, procuram os serviços médicos, hospitalares e ambulatoriais, bem distante dos seus domicílios eleitorais. Serão lesos? Eles sabem muito bem o quer administram.
As compras das Primeiras-Damas, noticiadas nas colunas sociais, na Daslu, bem distante da arrecadação fiscal do estado. Gerando renda para os súditos dos outros.
O amigo colocado como auditor do TCE, vai sempre colocar panos quentes nas contas do governo. Mesmo que irregulares. Senão vai ser chamado de amigo-urso e isso ele não quer ser.
Com os gastos ineficientes aumentando em proporções assustadoras, os impostos têm de aumentar. E sem ninguém para barrar o furor dos gastos públicos desviados para a ineficiência, quem vai pagar, é o contribuinte. O país é rico e o contribuinte que empobreça. A ministra não serve nem para cartaz de delegacia, mas tem de retocar o botóx. E isto é caro. E o contribuinte que se lasque.
E o círculo vicioso recomeça. O estado aumenta os gastos desnecessários, por que a troca de partidos só serve para enriquecer uns e outros, não a nação como um todo e os serviços básicos como educação, segurança e saúde se deterioram e chegam à obsolescência – gosto muito deste nome, desde a Economia – muito rapidamente. O cidadão mais afortunado paga duas, ou três vezes pelo mesmo produto, como educação, saúde e segurança que já paga no imposto para ser bem servido, mas como não o é, paga plano de saúde, segurança particular e escolas privadas. E paga depois, pelo mesmo serviço, para ser melhor atendido no plano de saúde e no imposto indireto que se destina à mesma rubrica a que se destina a imputação direta.
A procura por produtos e serviços aumenta, sem a contrapartida do aumento da oferta, como acontece com muitos planos de saúde que não deixam nada a desejar ao SUS, com uma demanda muito maior do que a oferta de médicos, dentistas e ambulatórios. Os preços aumentam ao bel prazer de quem oferta, por que como já disse a Introdução à Economia, quem tem um produto, onde muitos o querem, pode vender ao preço que interessar e só quem é leso, vai vender barato, mesmo por que vivemos em uma economia de mercado, lembra? E os impostos são embutidos no preço, por que no Brasil, ninguém quer pagar o pato, ou seja, ninguém quer gastar com custos, só quer ter lucro. Começa na escola que repassa os custos, para os responsáveis pela matrícula e colocam como material escolar, desde papel higiênico, até filtro de água e ninguém fala nada, como se isso fosse normal. Daí para adiante, os novos consumidores, formados nessas escolas, acham normal, pagar os custos das empresas e nem reclamam. As empresas embutem no preço final, além dos impostos, até a compra futura de máquinas e serviços que vão gerar lucro a elas. E com os preços elevados, o consumidor tem à disposição, o crediário a perder de vista, ficando com a sensação que a economia está indo de vento em polpa. Não está. Economia onde só se consegue comprar na base do crédito, não é muito segura. É uma economia da expectativa futura. Mais ou menos, uma BM&F, onde se paga agora, pensando em levar vantagem futura. Até o dia em que a inadimplência apertar tanto que gera uma crise de mercado.
Na verdade a economia não está tão pujante assim, como se deseja alardear, mesmo por que, as empresas brasileiras, al;em de não acompanharem a demanda com investimento em bens duráveis à altura, ainda têm certa resistência em abrir o capital, à Bolsa e isso, é um dos fatores de desenvolvimento de qualquer país capitalista.
Mas os brasileiros até hoje, não se decidiram. Principalmente o empresariado. Querem um país onde os lucros sejam privativos e as despesas, socializadas. Vivem pedindo para o estado diminuir, frente ao mercado, mas no menor balanço da economia, querem que o estado intervenha com vultosas quantias, para segurar as empresas. Contraditório.
Mas, não dá para esquecer que o estado representa a elite dominante. O Feudalismo, representava os nobres. O Capitalismo, representa a burguesia. Então, mesmo o Bush, nascido em 6 de julho como o traficante de ópio que se diz “Representante no Exílio do Tibet” – uns brincalhões -, que faz de tudo para o levar a idéia do “livre mercado”, principalmente no mercado dos outros, a não intervenção do estado na economia, intervém no mercado, ao sinal da menor crise, ajudando as grandes empresas, ou seja, os capitalistas. Está explicado sociologicamente, como as coisas são de verdade. E ao menor sinal de crise interna, na economia estadunidense, guerra através do mundo. E sempre com a intervenção dos EUA. Seja no Tibet, onde se quer tumultuar, até em Darfur. Aliás, o pessoal de Darfur está tão f... e mal pago que eles estão dando até, qualquer coisa, por um prato de comida. A guerra mata pessoas. Mas muitos de classe baixíssima e o governo estadunidense defende apenas o grande capital que está nas empresas bélicas que vendem indiscriminadamente armas para as chacinas nos colégios do próprio país, até para o narcotráfico internacional. O que interessa é consolidar o estado capitalista norte-americano.
No Brasil, falta muito, para sairmos do Feudalismo cultural. E assim, até hoje não se faz nenhum estudo para apreçar os produtos. O mais usual ainda é na base do chutômetro. Coloca-se o preço de acordo com o estado de espírito do responsável, no dia. Vai pela cara do freguês. O que encarece qualquer economia de mercado. E a missão do governo tem de ser quase de uma entidade divina para gerar economia. Dá-se assim, um grande atestado para que desvios e superfaturamentos aconteçam bem nas nossas fuças, por que tudo tem de vir do estado. Tudo é deixado nas mãos do estado, até quando é para gerar lucros para agentes privados.
Em contrapartida, a outra política, é do PSDemB que a tudo privatiza, sem critério algum, como as feitas no Governo do FkHC.
Privatizou-se quase tudo, a preços irrisórios, sem estudo de impacto na economia nacional, nem a viabilidade de tais atos.
Atualmente, a política de privatização do PSDemB, chegou à Companhia de Energia de São Paulo - CESP, muito abaixo do valor de mercado e sem levar em conta que a água, no atual campeonato, é um bem estratégico. Quem a tiver e a tem, no presente e no futuro, será o detentro de poder mundial, como eram os petrodólares, no passado. Incrível como os do PSDemB, privatizam tudo o que pode gerar altos lucros para todos, deixando tudo nas mãos de uns poucos. Isto não é economia, é assalto à luz do dia e à mão armada até os dentes. E quem está coordenando tudo? Aquele filho político do Serra, um tal de Mauro que foi da SUFRAMA, no tempo do FkHC e que quase leva à falência o modelo da Zona Franca de Manaus. Meninos competentes.
Não tem para onde correr. E o pior, como a educação ainda é feita com uma grande porcentagem, encima de medidas emergenciais, como o MOBRAL e até hoje, o EJA, parece que vamos continuar marcando passo por um bom tempo. Discutindo encima das propostas do PT X PSDemB. Ou as propostas do PSDemB X PT.
No mais, o estado brasileiro é rico e pode muito vem investir em propaganda, mesmo que o povo continue na miséria e tenha de sobreviver, vendendo seus filhos para os clubes internacionais, como escravos, ou para a prostituição dos cartéis espanhóis e portugueses que ainda não se deram conta que a escravidão, pelo menos nos livros de História, já acabou. E seqüestram até crianças, para o mercado negro. Depois querem posar de civilizados. E a classe média brasileira que só sabe imitar os outros, pouco se importa se a economia vai travar no futuro. Eles querem se dar bem, no presente. Por isso, não querem que se reduzam os prazos do crediário. Continua a mesma. Parecem os nobres que vieram com a Família Real Lusitana. Atrasados.

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