sábado, 26 de abril de 2008

Hans Danbachstein

Nossa personagem em questão, estava no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, aquele pardieiro mal feito, mal enjambrado, mal esquadrinhado, mal arquitetado, mal até de se olhar de fora, parece até que não existe arquiteto criativo por aqui, esperando o CEO internacional da empresa onde ele era o CEO regional.
Tempos modernos, não se precisa mais ficar com plaquinha na mão, pagando o maior mico, no meio de todo mundo, na área do desembarque. Aliás, o desembarque é área de maior embaraço. Nem o pessoal da INFRAERO acerta por onde os passageiros vão sair. É uma loteria. E olha que o embaraço, era dito, quando se ia fazer o que se chama hoje de check-in. Mas para que traduzir se nós estamos no Brasil? Complicar para quê?
É só mandar uma foto via internet, entrar no orkut do outro, ou se comunicar através do MSN, Messenger, Skype, ou outro software que logo a gente reconhece quem está do outro lado.
José Hans Danbachstein Almeida de Oliveira, era o típico cidadão brasileiro, tanto que só gostava de ser chamado por Hans Danbachstein. Bastava. Sim, no Brasil, apesar de mais de 1500 anos de descobrimento e mais de 100 anos de independência do Reino de Portugal, as pessoas adoram se identificar através da nacionalidade de seu parente mais europeu.
Hans Danbachstein, era moderno, seguidor de todas as teorias mais atuais lançadas no mercado, nem pensava fazer diferente. A diferença, era querer ser diferente deste povo brasileiro. Cresceu vendo Ayrton Senna sendo idolatrado nas manhãs de domingo. Pertencia até à tal de TAS. Odiava quem chamava o ídolo pelo nome inteiro. Ayrton Senna da Silva. Pior, nem reconhecia se alguém dizia Ayrton da Silva. Onde já se viu? E olha que esse pessoal não é ignorante, nem são umas pessoas com pouca cultura. Mas brasileiro, acima de tudo. Fazer o quê?
Bem, eu na verdade, nem preciso utilizar sobrenome. Com um nome destes, quem precisa se destacar com sobrenome? Mas quando é preciso, assino os dois, justamente, para não favorecer nenhum dos lados. Porrada na família por causa de sobrenome, só até a adolescência, mas já passou. Coisa de família brasileira mesmo.
Do percurso do aeroporto até o hotel, Hans Danbachstein, deu um jeito de passar pelo Comando Militar da Amazônia, para convidar o General Heleno Augusto, para a palestra do chefão da Knock – Knock Corp.. Sim a palestra interessava a todos, era sobre o aquecimento global e a Amazônia tinha relevância na discussão.
Foram convidadas diversas autoridades brasileiras, tudo pago pela KKC, inclusive as limusines que engarrafaram o estacionamento e área de circulação de veículos, do aeroporto. Era uma verdadeira carreata de carros de luxo, do aeroporto, até o hotel, onde ficariam hospedados. Enfim, era tanta gente convidada que a rede hoteleira se viu superlotada. Não tinha lugar nem mais para pensamento. Estava muito parecido com os brasileiros.
Os hotéis e os apartamentos, para cada convidado, eram escolhidos segundo o grau de influência das autoridades. Logo atrás da limusine do CEO, vinha o Ministro Gilmar Mendes do STF, o Presidente do Brasil. Nunca se viu tanta autoridade reunida de uma só vez. A coisa era séria. Faltou limusine. Sim que foram alugadas em Beverly Hills, mas até lá, faltou pela quantidade exigida. Nem com o aluguel do resto que faltava em Miami, deu para suprir a necessidade. Os ministros Reynholds Stephanes e Edison Lobão, vieram no veículo mais moderno do país. O novo Ford KA. Sim, não se ia gastar limusine com quem não serve nem para fazer figuração. E o hotel reservado à eles... Bem, digamos assim, a umas três quadras do Cemitério São João Baptista, em Manaus. Vamos facilitar as coisas. Mesmo com aquele cabelo pintado com tinta nanquim, daqui, esses dois não passam. Deixaram logo, próximo de onde eles não deveriam ter saído. Mania de ressuscitar os mortos neste país. Até o Rod Stewart que estava quieto, morto e enterrado, foram buscar para cá. Sim que o álbum Thriller do Michael Jackass Son, está completando 25 anos. Mas não é por isso que vamos querer repetir a dança dos mortos-vivos. E graças a Deus que a meninada nem sabe que ele andava para trás, naquele álbum. Justamente por isso, foi expulso da religião mórmon. O que é isto? Ali só tem macho. E ele além de andar de costas, dando aqueles gritinhos... Digamos assim, estava queimando o filme da igreja.
Finalmente todo mundo estava alojado em seus respectivos ambientes, uma higiene rapidinha, pois os jatinhos estavam com o motor ligado e não se podia demorar muito, visto que o CEO internacional é quem manda nas paradas e não pode ficar mais de umas horas por aqui. Segundo a assessoria brasileira, como sempre.
Na última hora é que foram atentar para detalhes sem muita importância. Afinal, brasileiro deixa tudo para a última hora mesmo. Tomara que até o fim do mundo, eu ainda esteja vivo. Vai ver que alguns minutos antes, o Brasil vai ser um grande país, com seu povo refestelando-se com suas riquezas. Mas deixa pra lá. A história é outra.
Encima da hora, lembraram de reservar o espaço para a conferência, para a palestra, para a exposição. Bem que tentaram fazer a palestra no Centro de Convenções dos Povos da Floresta. Mas não deu, por que é exclusivo da Igreja da Restauração. Apelaram para o sambódromo. Eles até se comprometeram a fazer a cobertura tão falada. Só não iriam chamar aquele engenheiro paulista. Também não deu. É reservado para a Igreja Universal do Reino de Deus. Tentaram agendar o Ginásio da Arena Amadeu Teixeira. Agenda lotada. Todos os dias, de manhã, à tarde, à noite e de madrugada, para as vigílias da Assembléia de Deus. Numa tentativa desesperada, apelaram para o Vivaldão. Sim que ele está caindo pelas tabelas, coitadinho, mas fazer o quê? Também não foi possível por que a Igreja Católica estava realizando um encontro dos carismáticos, aqueles malucos que dizem que só dão um pimbadinha se casarem. Eu hein? Ou eu teria de casar à força, ou iria ter de pecar escondidinho. Já pensou? Isto aqui no estado, não deve funcionar muito bem. O pessoal deve estar se escondendo atrás da igreja. Imagina a igreja de Parintins depois de culto dos carismáticos? Coisinha mais antinatural! E ainda dizem que mentira é pecado. Duvido que só se encontrem depois do casamento! Mas rapaz. O sol matando, o clima quente, a cidade pegando fogo e os carismáticos se prendendo? Como eu sou incrédulo. Herege!
Bem, não se pode mais fazer nada em lugar algum no estado, pois os políticos estão mais interessados nos votos religiosos, do que nas questões políticas de verdade. E a gente pagando esta palhaçada toda.
O único lugar disponível foi o Dulcilla’s Buffet na Ponta Negra. Duas coisas pegaram. A primeira, a questão do estacionamento. Logo foi resolvido. Os quartéis da área, viraram estacionamento rotativo e de graça. Afinal as Forças Armadas estão aí, para assegurarem nossa... Nossa o quê mesmo? Deixa para lá que eu esqueci. É a idade!
Verdade seja dita, o soldo, eles sabem garantir como ninguém. E ai de quem não aumentar regularmente. Pode ser deposto e chamado de “agitador”. Ainda bem que eles são patriotas. Estão para nos garantir a integridade nacional. Lembrei.
A segunda, o lugar escolhido para a palestra, é mais apertadinho do que bunda com silicone nas bochechas. Rapidamente se fez os cálculos e se dividiu as autoridades em turnos. Autoridade brasileira em se tratando de empresário de transnacional, sempre se coloca à disposição. Os empresários não podem perder tempo, nossas autoridades sempre perdem, quando se trata dos interesses deles. Não deu para agregar todo mundo ao mesmo tempo. Com isso, alguns jatinhos tiveram de desligar os motores. Um custo para a empresa. A logística da KKC na região estava funcionando que era uma beleza. E olha que nem tinha greve de auditor fiscal. Tudo no prazo. Tudo just ‘n time, justinho como os esfíncteres da Bruna Surfistinha. Aliás, até agora não compreendi por que meu amigo Piroka me mandou via internet o livro dela. Vai gostar de pickles assim... Desde bem cedo na vida ela já dançava na pequena área. E ele achava que eu iria me excitar com a história daquela mulher? Pelo o amor de Deus. Tem caboca mais em forma, inclusive, menos troncha que é só se aproximar e ela diz: “toma”. E de graça. Tem graça? Eis uma coisa que me excita e muito. Nem por isso, a cabocada fica ganhando dinheiro, divulgando que tenha dançado na rosca. E isto é muito bom. Isto é bom demais.
Logo se fez a primeira turma no Ducilla’s. As autoridades escolhidas a dedo por Hans Danbachstein, todas quietinhas que nem cdf em escola militar. Todo mundo limpinho, arrumadinho, quietinho e brincando de fura-bolo. “Faremos tudo o que o mestre mandar. Faremos todos!” E isto não é um problema ideológico. Mesmo por que ideologia no Brasil, é coisa para discurso. No governo, todo mundo se parece. Parece perfil da segunda dimensão. Não existe direita nem esquerda.
Por que a família do Hans Danbachstein não colocou o nome de José, como colocou o de Joãozinho, chique, em um idioma estrangeiro? Deixa para lá, pois a questão aqui, é outra.
Bem, a primeira sessão estava no ponto. Não daria nem para um coffee-break, ou outro desses intervalos que o pessoal adora nomear em inglês. “É o meu Brasil brasileiro...” Tinha de ser de uma tacada só. Quem quisesse, confraternizar-se-ia lá fora, na Academia de Tênis, alugada pra isto mesmo. Tênis que é bom, por aqui, só se for para calçar. E olha que a pirataria tomou conta de tudo que até isto está difícil de encontrar um de verdade. É melhor comprar na Feira do Paraguai em Brasília, na Feira Hippie no Rio, ou mesmo na 25 de Março em São Paulo. Aqui até se o tênis original se chamar Guga, o que se vende vem como Cuca. Dá para acreditar?
Mas quem vê assim, pode até pensar que o Amazonas está uma esculhambação. Que nada. Está sendo preparado para o futuro. Ruim, só o presente. O futuro é promissor. Isto é, se ainda der tempo da gente ter futuro. Estão nos levando na mão grande. Licitação, até para jardim da policia, não existe, por que tudo agora, é obra emergencial. Socorro! Polícia! Bandidos nos acudam! Não tem mais polícia! Pelo o amor de Deus. Bem, deixa que o Coronel, é do lado Dele. Não dá nem para apelar para o Bispo.
Ansiedade geral entre os presentes, para saber qual o tema tão importante a ser abordado. Nem Hans Danbachstein estava a par. Aliás, nem precisava estar. Ele foi feito para cumprir ordens e pronto. Não foi feito para ser uma pessoa ímpar. Não precisava estar a par?
De repente, como show de rock, as luzes começaram a se mover, algumas acendiam e apagavam. A luz da platéia se apagou por inteiro. Só ficaram acesas as luzes de emergência, no corredor e nas laterais da audiência. E aquele vozeirão: “Please, don’t smoke, be quiet and no flashes is required to the audience. Now, Mr. John Smith.” Alvoroço total na platéia. E olha que a voz do apresentador, nem era como a do Cid Moreira com aquela viadagem de: “Oh Mr. M., deixe disso. Eu ainda sou um moço de família, com tudo encima, quero dizer, embaixo!”
Afinal, um cara com um nome desses: John Smith. Se fosse brasileiro e os pais o tivessem nomeado de João da Silva, ele ficaria morto de vergonha. Daria o maior trabalho para os cartórios, para trocar de nome e sobrenome.
Os repórteres, sempre com aqueles microfones de auditório, curtinhos e aqueles gravadores de mão, de estudante preguiçoso, tentando pegar as palavras do nobre conferencista, quase o atingem por diversas vezes. Não adianta que não mudam. Ainda não aprenderam a conectar à mesa de som, ou comprarem uns microfones externos. Mas um dia, antes do fim do mundo, talvez aprendam. É notório. Brasileiro sempre deixa para a última hora. Só não sei como nasce tanta gente. Será que eles copulam sem tirar, nem por? Eu faço diferente, apesar de ser brasileiro. Deixo dentro até o fim, mas devidamente encapado que nem fio de telefone. Fino e quase imperceptível.
A imagem do rosto do conferencista na televisão, mais parecia a cara do Gasparzinho. O foco de luz, direto na cara. Também quem sabe, antes do Apocalipse, nossos cinegrafistas aprendam a filmar?
Data-show, wi-fi conection na banda larga do satélite, mouse wireless, digital – the book is on the - table, tudo para ele se sentir em casa. Rapid translation, mesmo que ele tenha aprendido a falar o nosso idioma e fluentemente, o que é raro. O mais tradicional, é virem para o país e nos exigirem falar fluentemente o idioma deles. Todo mundo de fio no ouvido, só para fazer charme que nem grupo de pagode que faz show ao vivo, mas vai todo mundo com headphone, como se estivesse em estúdio. Brasileiro além de muito piegas, é muito metido a besta.
E no meio da explanação, de repente se vira para o tema da preservação da Floresta Amazônica. Segundo os dados apresentados, os detalhamentos dos estudos realizados, os gráficos mostrados, a preservação deste ecossistema, é muito importante para o regime das chuvas no mundo inteiro, para a captura de carbono da atmosfera, pelas inúmeras possibilidades que ainda não foram estudadas, apesar de tanta gente por tanto tempo, fazendo isso, principalmente por que a floresta pode participar com a crise de alimentos que daqui para a frente só vai se agravar no mundo. E já tem gente tão evoluída, brasileiro lógico, relembrando Malthus. Égua! Roda, roda, roda e de repente lá vem um e outro, querendo redescobrir a própria.
Enfim, defendeu uma política voltada para a preservação, onde o tal “Povo da Floresta” tão alardeado internacionalmente, tire proveito do que é seu e não virasse escravo do capital internacional, servindo ele mesmo de guardião da floresta, pois com uma política voltada para fortalecer os laços do povo com sua “casa”, sua extinção ficaria muito mais difícil.
Bateu o zaralho na platéia. Aqueles garotinhos comportadinhos, pareciam meninos na ausência de professor. Os veículos de comunicação brasileiros que parecem estar sempre na época do Marcarthyismo, logo o apresentaram como o demônio em figura de gente. E já viu, quando veículo de comunicação brasileiro elege um para Cristo, nem os Céus o salvam. O respeito que eles pedem tanto para si, é esquecido ao bel-prazer, quando é para o lado dos outros.
O que mais se ouvia, dentre tantas reclamações era a descendência estrangeira, um culto ao ancestral de além-mar, muito importante para esta gente. Justo eles, iriam preservar justamente um lugar no interior deste país? Tem graça! O Brasil não é um país, é um depósito de descendentes que têm a maior vergonha de serem confundidos com os brasileiros. Brasileiro é índio! Os outros, têm o maior orgulho dos parentes que chegaram cheios de mazelas, na maior pindaíba, mas logo quiseram se impor, só por serem estrangeiros. É o legado para o Brasil, dessa gente. Meus ancestrais também. Mas eu prefiro o meu sangue indígena que tem com o lugar onde vive, uma relação de vida e de morte. Não estão por aqui, só de passagem, como eternos turistas.
As autoridades brasileiras logo se posicionaram contra o discurso de um estrangeiro, que ia contra os interesses nacionais. Daqui há pouco iria se exigir que todas as regiões do país, fossem tratadas com respeito, com dignidade e o devido investimento que tem de ser feito, para que todas cresçam e se desenvolvam equitativamente. Onde já se viu? Esse cara só pode ser subversivo. Comunista! Sim, ele é comunista. Querer que o Brasil desenvolva, seja uma nação onde todos tenham direitos e deveres? Eis o perigo do Comunismo nos rondando mais uma vez. É o Comunismo que ainda nos está atentando. E desta vez, através de um capitalista. Não é possível. Alguma coisa tem de ser feita. De preferência, uma ditadura para essa gente preservar a Democracia que eles se dizem guardiões. Sim e por que não? Melhor uma ditadura nazi-fascista do que rebater as idéias com palavras e ações. ‘Ditadura Já!” Alguns mais açodados, gritavam em coro.
Estranha essa gente. É como o cara que se suicidou, por que poderia morrer de aids, ou outra doença qualquer que tem como medicar.
O clima ficou tenso. John Smith teve de desaparecer no trecho. Como? Ninguém sabe, ninguém viu.
O Ministro Gilmar Mendes, aliás, o Presidente imposto da República Federativa do Brasil, foi à frente de todos e observou o esforço que estão fazendo no STF para dar terras do Amazonas para o Pará, Acre e Rondônia, por que este povinho provinciano daqui, não tem mania de desmatar. Pelo menos é o que diz a propaganda de governo, mesmo que o interior do estado esteja entregue às baratas, ou melhor, a grileiros, pecuaristas, pistoleiros e todo tipo de gente ruim que se impõe através da violência, com recursos públicos do estado, como incentivo à produção rural. Tirando as terras daqui Pará lá, a floresta cai por terra, em um instante. Pode não ficar como o sobrenome da Excelentíssima Governadora do Estado do Pará, mais a terra vai ficar careca. Acho que os madeireiros fizeram campanha para ela, por causa do sobrenome. É mais, ou menos, como eles querem a Amazônia.
O General Augusto Heleno, interveio, mostrando o plano de desalojar as tribos de suas terras, justamente, para permitir a invasão deste povo que produz soja, arroz, pecuária, trigo, cana e todo tipo de cultura rasteira. Ele se preocupa muito com a questão de se chamar “nação indígena” e nem liga para o que pode acontecer com o resto. É bater e ver a floresta se acabar em pouco tempo.
E o Presidente Gilmar Mendes que estava fazendo pose com o microfone, como parece que é praxe no STF – o Reino da Boçalidade que nos representa no Brasil -, pediu um aparte, para fazer notar que os índios não têm tanto dinheiro assim, para impetrarem qualquer ação na Justiça. As ações são caras. Só pode argüir qualquer coisa, quem é cara-pálida. A Justiça, não é para qualquer tonto. Assim como os índios não podem pagar “bons advogados”, também. E como demonstrou a todos, “bom advogado” no Brasil, inocenta até o Jack Estripador. Dependendo como ele age na corrente da conta.
Aliás, o STF que já foi um órgão puramente técnico do Poder Judiciário, está fazendo as funções do Legislativo Brasileiro, mesmo que nunca, ninguém tenha votado em alguém de lá e não prestem contas ao contribuinte. Não consulta nem os interessados em questões meramente políticas e decide ao bel-prazer, como se estivéssemos no Estado de Direito sem direito a nada. Mas é onde se senta o Direito, para decidir questões importantes do país. Só faltam chamar o Hilton Franco, o Wagner Montes e o Roberto Jefferson para a choradeira ser geral. Virou Brasil. Um país com muitas leis, mas ninguém se importa com elas. A menos que se tenha “bons advogados”. Aí, nem se precisa de lei. Qualquer brecha, já serve.
Hans Danbachstein não sabia onde se enfiava de tanta vergonha. Mesmo sendo totalmente seguidor das idéias estrangeiras, não podia permitir que se defendesse o Brasil. Ainda mais, o Norte do país. Ele pedia desculpas a todos os presentes, totalmente incomodado.
O jato que levaria o executivo da Knock - Knock Corp., foi confiscado na pista. Despistaram a forma da lei e prenderam as rodas, mesmo sem provas concretas de nada. Mas para quê perder tempo? A coisa sempre funciona assim. Primeiro a gente acusa, depois vê como encaixa as provas, contra o meliante. E com isso, as pessoas estão fazendo justiça com as próprias mãos. Não é assim que funciona, inclusive diante das câmeras?
Foi dado tratamento de choque para John Smith ser preso. O Ministro Edison Lobão, sempre vendido, quero dizer, sempre atento, não mediu esforços para desviar a energia para a consecução das medidas. De choque, ele pode não entender nada, mas aprende na internet a dirigir a energia no país. E olha que é um dos raros cidadãos brasileiros que tem um município com o seu nome, no seu estado natal. Que bonito! O ministro estava em choque, tão nervoso que quase se descabela, mas quando pensou em fazer um novo implante de cabelo, ficou quieto. Mesmo por que, a tinta podia sujar suas mãos, sempre limpas.
As reclamações via internet explodiram contra a empresa. Todas as reclamações, provenientes do Brasil. Especificamente do Sul e do Sudeste. Brasileiro nestas horas, mostra a cara. Quero dizer, esconde-se atrás do computador. ‘E eu?”
Hans Danbachstein, pediu demissão ao vivo e em cores, para todo o mundo. Ele não iria ficar em uma empresa onde se defende este país.
Ainda bem que John Smith estava conectado online. Através de uma ação de espionagem, conseguiu passar por dentro da reserva indígena na Rodovia Manaus - Boa Vista, chegar à fronteira da Venezuela e partir de volta para o seu país.
Mas o rastro de destruição que se abateu depois disso, é incalculável.
O Presidente da Venezuela foi deposto, como Comunista Ordinário. Nem a CIA tinha conseguido derrubá-lo. O que é o ódio pelo Brasil. Quase é linchado e esquartejado em público. Mc Cain agradeceu de joelhos. Pouparam muito trabalho para ele, como a Hilary Clinton.
A tribo Atroari-Waimiri foi dizimada em segundos. Nem a Ditadura Militar havia conseguido antes. O General estava certo. Eles deixam passar tudo o que vai contra o “nosso” interesse.
E a Amazônia? Bem, agora virou um grande parque temático da Disney, com toda a fauna e a flora, reproduzida em detalhes, artificialmente.
Pena que a fome no mundo, só tenha aumentado e só bem poucos, consigam ter disposição para alguma coisa. Inclusive, de visitar a Amazônia dos “nossos” sonhos.
E o turismo no Brasil, continua penando. Nosso melhor exemplo, de como somos. Sabe por quê? Por que brasileiro quando pensa em turismo, pensa em satisfazer primeiramente quem vem de fora, deixando o povo daqui insatisfeito, sem saneamento básico, sem política urbana, sem uma visão holísitca das questões. É tratado com tanto respeito que se coloca qualquer um, como se fosse pelada e para completar o time, convoque-se o primeiro que passar por perto, mesmo que nunca tenha entrado nesse campo. E o turismo só vinga, quando as necessidades básicas do povo local são atendidas, inclusive, educação e grau de pobreza, por conseguinte, nem se precisa gastar muito para satisfazer quem vem de fora. Se a maioria que vive aqui está satisfeita, a satisfação dos outros, é conseqüência. É uma questão mais simples do que fazer esquemas mirabolantes para turistas que muitas vezes nem voltam.
Quando vamos primeiro pensar na visita, antes de alimentarmos os da casa? Questão cultural que em algum momento se vai ter de discutir.

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