Segundo as noções de hoje, o tempo, é algo relativo, dependente de variáveis que atuam na percepção de cada fato e do referencial que se coloca como parâmetro. Certo? Acho que sim, quem discordar, favor ligar 32364079, ou mandar emails para tvs@internext.com.br, ou falar pessoalmente com o escrevente, no próprio condomínio localizado na Efigênio Sales 2226, preferencialmente entre os horários de 18:00, até umas 19:00 horas.
O tempo que medimos para nos guiarmos tem a haver com os giros em que a terra dá ao próprio eixo. Isto eu aprendi no primário e se chama até hoje, acredito eu, de rotação. Kct e eu ainda me lembro. Contado o tempo de rotação e de translação que nada mais é do o tempo percorrido pelo planeta para girar em torno do Sol, eu já estou beirando os 48 anos.
Velinho, é a... velha.
Mas sabe por que eu me lembro ainda? Eu fiz o ensino básico no Grupo Escolar Nilo Peçanha que era do governo. E como tudo o que era do governo, antes da Ditadura dos EUA no Brasil, era de primeira qualidade. E a minha professora, minha Tia Jória, puxava pela minha orelha, para eu aprender. E ainda tinha aula particular com a Dona Dalva Oliveira que me puxava pela gola da camisa e dava muito bolo, com a palmatória para fixar o aprendizado. Longe de mim, pregar a volta da palmatória, ou da porrada com didática, mas prego a volta da qualidade no setor público.
Eu, com o ensino que tive, dos 5 vestibulares que prestei, consegui passar em 4. E um dia desses, minha prima como querendo justificar para a filha dela, dizia que é por que eu fui como “livre atirador”, sem me preocupar com os resultados. Fosse assim, por que o pessoal se mata nos cursinhos? As coisas não eram como hoje. No meu tempo, a gente tinha de responder a questões do vestibular, furando com palitos de fósforos, o que já demandava um bom tempo. E depois, a cada 3 erros, anulava-se um acerto. Passei, sem fazer cursinho algum, o que até hoje, é considerado um fenômeno. Mas não fiz cursinho, talvez por total falta de tempo. O tempo cronológico que seguimos.
Durante os estudos do ensino médio, praticava Atletismo desde o início da manhã e da minha adolescência, saía correndo para a aula de música, tinha de seguir para a aula de idiomas e nos 3 últimos anos de estudo, tinha de me dedicar com afinco à matéria Construção Civil, onde um professor metido a carrasco, fez muita gente desistir e acabarem apenas 12 alunos remanescentes. Como ele era espírita, falava sempre na Santa Ceia. Imagina ao que ele se comparava.
Principalmente os alunos a quem ele não puxava o saco, tinham de encontrar alguns minutos de folga, para se dedicarem aos projetos que não eram possíveis terminar, dentro do prazo da aula. Então, tínhamos de dar seqüência, inclusive na parte da manhã, à execução da tarefa. E no último ano do colégio, fui à Junta Militar me apresentar sozinho. E o tempo que ainda restava, acabou, pois mesmo ainda não sendo tempo do Serviço Militar, tinha de fazer diversos testes e depois, tinha de ir pela parte da manhã, para o NPOR, fazer exercício, provas e muitas outras coisas. Talvez a falta do cursinho, tenha advindo da falta de tempo absoluto.
TEMPO DE ESTUDOS
Bem, até hoje não compreendo, como um cursinho, feito entre 1 ano e/ou 6 meses, pode ser mais importante do que o ensino básico, o ginásio e o colégio. Aliás, bastante tempo.
Talvez a minha diferença, tenha sido sempre de fazer as coisas com uma finalidade, não para mostrar para os outros. Eu sempre fui à escola, para aprender a utilizar o que se aprende, nas ocasiões devidas. Nunca estudei, para passar de ano, ou mostrar boas notas. Aliás, minha notas nunca foram lá grandes coisas, o que só aconteceu, no colégio, com medo de ser reprovado pelo dito professor, quando consegui as melhores notas no boletim. Só na dita matéria, foi que consegui ficar com Regular. O espírita que tratava cada espírito, de maneira diferente, dependendo do que ele achava, sobre o que os espíritos tinham de bens materiais.
Mas isto já nem interessa.
Quem sabe, a educação no Brasil, tenha de ser vista de outra maneira, para não perdermos tanto tempo e depois, querermos recuperar tudo o que não se aprendeu, mas se mostrou as melhores notas no boletim e depois se tenha de pagar para ter “dicas” de cursinho, equivalente a todo o gasto de todo período da educação?
Alguma coisa está errada. Alguma função não serve ao seu fim. E logo no que se chama de Educação Brasileira.
Tempo não é dinheiro, tempo não desfaz as feridas, tempo não faz esquecer um grande amor. O tempo é sim importante, mas não é uma varinha de condão, como até hoje, muita gente que tem educação no Brasil, ainda pensa sobre muita coisa.
INTERNET COMO INSTRUMENTO DE CONHECIMENTO
Outro dia, um outro amigo que sempre justifica sua falta de vontade, falta de atitude, falta de curiosidade, face aos desafios; e ao invés de mudar, ir procurar sanar suas dúvidas, suas incapacidades, prefere denegrir os outros que o fazem, conversando amenidades, falou a meu respeito: “Também, ele tem de estar informado de tudo. Ele não sai da internet.” Como se o tempo na internet, fosse fator preponderante para se fazer, ou se obter determinado conhecimento.
Quando conectei à internet, há mais de 10 anos atrás, navegava sim, por muitas horas, para aprender, pois éramos, minha namorada e eu, dois “analfanerds”, querendo descobrir sozinhos, o que era oferecido pela rede. E olha que não era muita coisa. Inclusive, quem não falava inglês, não tinha muita coisa a fazer.
Passava muito tempo conectado sim. Depois, com o fim do relacionamento, procurava salas-de-bate-papo, para preencher a ausência das conversas noturnas que tínhamos e dos telefonemas até altas horas, mesmo depois de chegar em casa que se acostuma e com o termino de um relacionamento longo, onde, queria ou não, muda muitos hábitos, a gente aprende algumas coisas e se compartilham experiências que com o fim, parece abrir um vazio.
Conectando nas salas de bate papo, encontrei pessoas com quem conversava, inclusive uma “companerd” que ficava conversando das 21:00 às 06:00 horas da manhã e escolhia sempre as salas com menos gente possível, para não sentir a falta do hábito De preferência, as salas de 70 anos, ou mais, as quais não eram acessadas naquela época, para não sermos interrompidos.
Procurei sala no Japão, na Argentina, nos EUA, na Alemanha, na Inglaterra e tinha até umas turmas de bate-papo, já tradicionais, em eu era membro ativo. Os chat no Brasil, surgiram anos depois, com o UOL. Quase todas as info-turmas, na minha faixa etária. O que não era o caso da minha “companerd” que ficava conectada até a manhã seguinte.
Gastava neste tempo, muito tempo, mas muito mais, conversando, batendo papo, aprendendo também, na prática. Inclusive alguns truques de hackers, onde acabei ingressando em um site exclusivo. Hacker, nunca foi cracker. Hacker estuda como interagir com a máquina e o cracker, estuda como destruir tudo o que há na máquina.
Hoje, estou quase sem saco de conectar para ficar conversando online. Vejo os emails, respondo-os e vejo as novidades, dentre as quais, notícias. O que não dura muitas vezes, mais do que, uma hora. Muito menos tempo do que antes. Mas consigo ficar mais informado, consigo captar as possibilidades do presente e o que se avizinha no futuro. Inclusive, acessava sites onde se delineavam as novas tecnologias para daqui a 20 anos. Saíram do ar, por serem muitos caros de manter.
E meu amigo que acha que o tempo conectado é que faz a diferença, revelou-se, quando disse em que gasta o tempo na internet.
Não sei o por que, quase como uma maldição, os homens casados adoram prostitutas e/ou travestis, freqüentam casas de strip-tease, como se fosse uma norma e gastam seu tempo, em sites de sexo, na internet. Parece que pensa que nem puta velha, pegando a extrema-unção: “Já deram o que tinha de dar” e não procuram nada além do que perder tempo com coisa que não leva a nada.
Meu amigo inclusive, propagou um site que eu nem sabia que existia: sofazão.com.br.
Então, como se pode ver, não é o tempo gasto na internet que determina o que se aprende, ou o que se evolui, mas como se utiliza esse tempo.
A internet não é mágica, o tempo não é mágico e as coisas não acontecem, como mágica.
Um livro debaixo do sovaco, não vai fazer ninguém inteligente, só por ser bom e se ter passado muito tempo, com ele debaixo do braço. No máximo vai ficar acabado, com o efeito do suor. Ou quem sabe, vai dar muito trabalho para quem lavar as camisas, pois vai deixar muita tinta, nas axilas. Nada mais do que isso.
Dia desses, estava lendo uma crônica do Heitor Cony, ele citou Josué 23. Fiquei em dúvida e fui procurar na Bíblia e não encontrei. Então na hora de conectar, uma das buscas, foi exatamente Josué 23. Matei a dúvida do que significava o capítulo bíblico. E como eu não suporto contar o final do filme, quem tiver curiosidade, é só colocar na barra de endereços, Josué 23 e pronto.
Agora estou curioso para saber todos os ganhos que um parlamentar brasileiro pode perceber e através disso, fazer uma conjectura do quanto, no caso de ser inteligente, ele pode gastar e o quanto pode economizar e o quanto, em 4 anos, pode amealhar, o que nenhum outro trabalhador comum consegue, com as horas gastas no exercício do mandato. E fui atrás, na internet, numa hora em que conectei. Apareceu logo o Transparência Brasil, a RadioBras e tantos outros sites. Foi preciso escolher com critérios.
E aminha conexão nem é assim tão potente, quanto outras. Mas eu também nunca dei desculpas, por causa do tempo. Mas tem gente que se acostuma e mesmo com a internet vindo para nos ajudar a poupar muito tempo, só faz gastar dinheiro e no fim, só consegue dar desculpas, culpando o tempo.
E quando a gente procura um desculpa, principalmente o tempo, ao invés de analisar a realidade, a gente perde um tempo enorme.
O TEMPO AMAZÔNICO
Na região onde habito, parece que o tempo é mais mágico do que o tempo dos outros. Parece que de repente, as coisas, num passe de mágica vão mudar. E olha eu o exemplo de outros tempos, nos mostram que nunca foi assim.
A Zona Franca de Manaus foi promulgada e executada, em 1967. Então vejamos. 2008 – 1967 = 41 anos. Pelo o amor de Deus!
Foram 41 anos em que a cidade inchou, o desenvolvimento de verdade não houve, o saneamento ainda é do tempo dos ingleses, o que beira os 200 anos e o que se faz na verdade, é acabar com o que se tem de mais precioso.
Bem, vendo as propagandas institucionais dos governos, parece até que vivemos próximos de Alice. É o próprio País das Maravilhas.
Problemas, nenhum, pois nem oposição existe mais. A política moderna que se disseminou, é a de comprar quem pode ser oposição e deixar, um, ou outro partido muito próximo, para polarizar a discussão e não se deixar pensar diferente. É como se O Marcola e o Fernandinho Beira-Mar, não fizessem nada mais do que já fazem normalmente e polarizando as discussões, não deixassem ver outras formas de se administrar, de se governar e de se pensar política
E muita gente que se acha íntegra, não vendo um jeito de sair dessa roda-viva, ajuda a remar no mesmo barco, para ver se sobram, pelo menos, migalhas.
De repente, sem querer, explode um fato aqui, outro ali e não dá mais para segurar. O País das Maravilhas, nada mais é do que a velha Terra do Jeca Tatu, com a publicidade do Pinóquio.
A propaganda alardeia uma saúde de primeira. O Secretário de Saúde é visto como uma pessoa competente, por que já ocupou o cargo, diversas vezes. Mas de repente, o Hemocentro do Amazonas - HEMOAM, órgão ligado à mesma secretaria, ao mesmo governo, pede encarecidamente que se doe sangue, pois os estoques estão à zero, devido à epidemia de dengue. Mas como? Existe epidemia de dengue no Amazonas? O Governo do Estado não diz que colocou o bloco na rua? Não diz que está se antecipando, para não ocorrer nenhuma incidência da doença na região?
As lendas da região são mais fortes do que as mentiras dos governantes.
Então, vem um jornal desconhecido, lá não sei de onde e trata sobre a crise da dengue em todo o Brasil. “O estado onde a dengue mais avançou, foi no Amazonas. Um acréscimo de 990 e tantos por cento.” Lógico que há sempre os indignados que vão tirar satisfação, ao invés de procurar a verdade: “Onde se pesquisou isto? Nos dados do Estado?” “Não senhor, é só entrar no site do Ministério da Saúde e procurar as estatísticas sobre a dengue no Brasil.”
Então a saúde não é tudo aquilo que as agências de propaganda, como a WT4 alardeiam? É tudo mentira inclusive a própria agência? E agora? É torcer para que pelo menos, a dengue que te pegue, seja do nível 3 e não do nível 4 que já chegou e veio da Venezuela, mas se mantém no formol das informações. Não interessa dizer que está presente. Vai ver que foi o Chavez que mandou, só para tumultuar. Ele é ruim mesmo. E assim, a gente discute sobre as coisas importantes. E não é o pessoal da periferia, é a classe-média que a gente pensa ter recursos financeiros, para procurar evoluir que assim age
A classe-média, no máximo, consegue atingir o patamar que muita gente da periferia fez questão de sair, na procura de oportunidades de emprego. Qualquer dia, a classe-méida fica dependente das outras classe que estão procurando se especializar, enquanto ela, fica segura no mesmo patamar, pensando que o poder financeiro é tudo. E tem figuras, como a Narcisa Tamborindeguy que herdou muito do seu pai que por ser amigo do JK, abria estradas e colocava os seus postos, como se fosse a coisa mais natural do mundo, mesmo se dizendo bacharel em Direito. E quando o dinheiro é gasto em drogas, corre atrás de um casamento endinheirado, para continuar com sua missão vazia pelo mundo. E fazendo escola. Até um dia, quem manipula seu dinheiro notar que ela está tão alienada que fica com tudo e ela nem percebe, por nem saber gerir as suas coisas.
E a gente pensa que o progresso é certo. Bem pelo menos a propaganda diz: “Isto é preparar o Amazonas para o futuro.” Pelo menos pensa um povo com nível de escolaridade elevada que assim sendo, consegue ver um outro caminho, ter uma outra atitude diante da realidade. E lá vem o ENEM. Pelo o amor de Deus, deve ser complô contra nossos governantes.
A educação nas escolas públicas é uma água. Talvez em homenagem ao grande Rio Amazonas. Mas pelo menos, nossos meninos da classe-média, terão uma visão diferente. E de novo, será o possível? A realidade diz que a diferença entre a escola pública e a privada, é a merda que se faz, ou melhor, é o tanto que se gasta, para bem educar nossos jovens. Mas não tem diferença alguma. Na verdade, é tudo propaganda. Tanto faz ser pública e notória, quanto ser particularmente cara. A falta de educação, é muito próxima. Os estudantes estão sendo promovidos de classe, às vezes com notas maravilhosas, para as estatísticas aparecerem, como uma realidade da nossa educação. Mas as pessoas estão aprendendo a assinar o nome e a soletrar e ganhar títulos de doutor, sem a menor capacidade, sem o menor aproveitamento da educação de verdade.
Mesmo que o titio Vladmir Ulitch Ulianov dissesse que a quantidade trás a qualidade, do jeito que estamos brincando com os estudos, a qualidade está a cada dia se degradando à olhos vistos. E o pior, aquele que aprendeu só para fazer parte das estatísticas, vai ensinar para os próximos. Imagina o final da história. Quem brincou de “telefone”, deve ter uma idéia.
E quem é que fala alguma coisa? Ninguém. Mesmo por que, nem faz idéia. Só pode repetir o que aprendeu. E se mudar alguma coisa, talvez os seus filhos nem consigam sair do mesmo período. Então, para não frustrar ninguém, deixe-se tudo como está. Eu faço de conta que estou sendo enganado e nós fazemos de conta que estamos enganando os outros.
E olha que quando eu entrei na Exatas, tinha uma amiga italiana que me dava carona num bugrezinho. Ela conseguiu fazer um feito inédito, além de conseguir entrar no bugre, devido o tamanho. Tirou 10 nas médias gerais de Cálculo I e II, em Física I, II e inclusive III que era o terror dos alunos e um dia chegou comigo e disse: “Vou embora pra Itália.” “Por quê?” “Por que a educação no Brasil, é muito fraca.”
Primeiro, o povo que aqui vive, tem medo de se indispor contra os outros. Principalmente se acharem os outros mais poderosos. Anos e anos de subjugo, então, até hoje, acham que eles são e serão sempre, inferiores. Complexo puro. Quem se elegeu para falar em nosso nome, de repente se vendeu, foi colocado em um cargo em alguma secretaria, ou fez um acordo para defender os governantes e por isso, não acha justo falar em nosso nome, já que fala em nome dos governos. E se no cenário nacional, é assim, imagina nas regiões mais afastadas. Sobra ainda o Ministério Público. Bem, tem fortes ligações com os poderosos. Não vai querer desgostar o padrinho. Bem, resta o TCE. Um dia talvez, quem sabe. Os conselheiros são indicados pelo governante da hora e cada um, com menos mérito do que o outro, esperar o quê? Mas algum tribunal deve funcionar.
Não sei. Nem sei se as coisas estão funcionando mesmo, ou é a pura ilusão.
Um ministro do TST veio fazer uma faxina no TRT/AM-RR e até confiscou o Cartão-Corporativo. Foram tantos absurdos que até ele mesmo se assustou, quando viu que uma simples conciliação, no mínimo, dura uns 6 meses, por aqui. Mas isto não é normal? E eu pensando que vivíamos em um mundo real. O normal por aqui, é o Curupira que tem os dois pés, virados para trás. Isto é lenda. Lenda Amazônica.
Então o Noval me manda um email, onde um empresário convoca que se compre a Amazônia, para preservá-la. Não muito diferente da proposta da Torloni e alguns artistas globais que passaram por aqui e acham que isto tem de ser colocado em uma redoma, intocável. Mas como os habitantes da região vão saciar sua fome, sua sede e mitigar seus desejos?
Não sei, mas o que eu sei, é que os nomes, Amazônia e Amazonas, têm grande apelo mercadológico. Mas quem mais ganha dinheiro com isso, muitas vezes nem sabe onde fica a região. A maior livraria do mundo, é a Amazon Books. E o que isso reverte alguma coisa para a Região Amazônica? Tanto, quanto eu envio para Israel. Nada!
Mas quem é de fora, pensar assim, é até um direito deles. É mais uma forma de pensar. Porém, cadê nossos representantes? Cadê uma discussão para não se deixar que isso aconteça? Cadê propostas para se evitar que a Amazônia seja comprada por estrangeiros, ou por laranjas, em nome de terceiros? Cadê uma ação concreta? Cadê um planejamento para gerar lucros para a região?
CONCRETO SÓ CIMENTO, PEDRA E AÇO NA AMAZÔNIA
Bem, enquanto o interior do Amazonas vive em grande parte, no sistema de extrativismo, o mundo já está explorando os produtos amazônicos, em escala industrial.
A Malásia vai nos ensinar como produzir borracha, extraído dos seringais que eles levaram daqui e conseguiram erguer fazendas para produzirem em grande escala e não ficarem atônitos, procurando uma seringueira, floresta à dentro, até hoje, no modelo de aviamento, dos Coronéis de Barranco. E o Governo do Estado acha que foi um lance de grande perspicácia, um lance de mestre. Imagina. Quem sabe, um dia ainda vão nos mostrar como explorar a juta, sem ser preciso que o trabalhador fique exposto à degradação da própria saúde? E vai se um grande lance. Um golpe de mestre, se o governador for buscar lá fora, os modelos. Incrível!
A flora e fauna da região é vendida em escala, pagando impostos e girando a economia dos outros países, por que eles já conseguem reproduzir artificialmente, tudo o que compraram no mercado negro do que extraímos, inclusive, com mutações genéticas. Enquanto que os peixes ornamentais da região estão desaparecendo. E ainda tem gente que acha uma maravilha. “Nossos produtos mostrando sua beleza para o mundo.” E nós, mostrando nossa resistência em buscar novas alternativas, em buscar nossa libertação com o que temos e não aprendemos a explorar, só a extrair.
Muita gente consegue explorar os nomes Amazônia e Amazonas, para retirar lucros exorbitantes. E a Amazônia numa miséria de dar gosto. E o que volta para região? Mais ou menos, como a Natura que se apresenta como um santo remédio para a região. Paga uns míseros centavos aos cabocos, por quilos de produtos extraídos e ganha milhões, por cada migalha transformada em cosméticos. E ainda se diz a salvação da lavoura. Um modelo que em nada difere do aviamento dos grandes seringais.
É a imagem da região.
Um descendente de japonês apareceu um dia desses, em uma reportagem, citando os efeitos do bacuri e do camu-camu que o INPA, sim, aquele instituto que se diz amazônico, pesquisou e o fruto das pesquisas nunca aparecem por aqui. São levados embora e quando se vê, já era. O produtor que apareceu na reportagem, foi apresentado como o maior exportador desses produtos que o INPA pesquisou. Mas como ele aparece de repente, como o maior plantador com tecnologia e tudo se o produto é essencialmente amazônico? Como de repente, aparece produzindo em grande escala, bem longe?
Bem, ele mesmo citou o INPA. Sim, um instituto onde tem mais gente de fora do que o povo da região, pesquisando e ganhando dinheiro, em nome de uma região que tem muito pouco acesso aos estudos realizados. Estranho.
E muitos desses que vêm de fora para aprender com recursos da região, fazem questão de também não se misturarem com os lesos que pagam para eles pesquisarem. Alguma coisa está errada.
Mas pelo menos, temos uma Comissão da Amazônia, no Parlamento Nacional. Ela deve estar atenta a tudo isso que nos rodeia e afeta.
Talvez nem tenham tempo para isso, visto que uns defendem o Lula e outros defendem o FkHC e não passam disso. Ficam discutindo o sexo dos anjos, o sexo das baratas, para parecer que estão muito ocupados e por isso, sem tempo para discutirem o que interessa. Mesmo por que, muitos estão ali, não por terem propostas para resolver os problemas, mas por alimentarem os velhos problemas, justamente para não se acabarem e lhe renderem muitos votos, quando distribuem pão e vinho, próximo ao período eleitoral.
Parece que nem apelando para nossos representantes tem solução.
O QUE FAZER?
Bem, os incentivos fiscais que mantêm o Pólo Industrial de Manaus ativo, acabam daqui a... a.... a.... Ih rapaz, faltam só 15 anos. E quando acabarem os incentivos, duvido que fique alguma empresa dessas que vieram só por causa deles. A única base do Pólo Industrial, continua sendo os incentivos.
Em 41 anos de existência da Zona Franca de Manaus, nada mais do que inchar a cidade e contar muita mentira, foi feito. Será que em 15 anos que restam, tudo o que se deixou de fazer, vai ser viabilizado?
Pelo menos, até agora, não parece. Desde as eleições diretas, com o fim da Ditadura, um grupo político se apoderou do estado e só muda o nome, ou a briga do momento. Em certas ocasiões, concorre aos cargos majoritários, com vários candidatos ao mesmo tempo. Se um não ganha, pelo menos outro ganha e mantêm as mesmas pessoas nos cargos, sem a menor vergonha. Tem secretário de estado que já passou por tantos governos e tantos cargos que já se sente na hora de se aposentar e, como justa homenagem, nada como indicá-lo ao cargo de Conselheiro do TCE. Para pedir aposentadoria alguns meses à frente, com todas as vantagens integrais, como manda a lei.
E assim mesmo, com todos os mesmos servindo a um, ou outro senhor do mesmo grupo, ainda tem quem acredite que são governos diferentes. Nem os secretários mudam. Ou para ser mais fiel. Mudam quando morrem, graças a Deus, ou quando se aposentam. No TCE. E a roubalheira, só se aperfeiçoa. Inclusive as empresas que ganham as licitações, são ligadas a um, ou outro que não ganhou a eleição, mas vive muito bem, através de laranjas que agem por eles, mantendo o grupo sempre refestelado. E o negócio está ficando tão sério que não dá nem mais para exonerar secretário. Num crise de TPM do gestor público, ele é demitido em público, mas quando o gestor se dá conta de que ele sabe muito, volta atrás e faz de conta que nem teve chilique na frente dos outros. E continua-se a missão de chamar o povo de leso. Deixa-se o ex-secretário que continua sendo secretário, sem ser, em uma sala anexa ao poder, para ele ficar de boca fechada.
Até os projetos são os mesmos. O NOVA VENEZA, mudou para PROSAMIN, mas é a mesma coisa. Uma forma de enriquecer uns e empobrecer o estado. E o projeto MOTO-SERRA, onde um ex-governador distribuía o equipamento para os caboclos destruírem a região, mudou para o nome de ZONA FRANCA VERDE. Nada mais condigno com a realidade.
A Zona Franca de Manaus, até hoje, bate recordes de lucros. E o que fica para a região? Problemas de invasão de saneamento, de violência e uma série de mazelas que de maneira alguma, podem ser solucionados com a porcentagem que aqui fica. Então, a Zona Franca Verde, como a outra, veio para dar lucros a pára-quedistas que vêm se locupletar, como grandes bancos e investidores do agronegócio. O que vai ficar por aqui? O povo chupando o dedo. Ou, os filhos da periferia, chupando o sexo dos outros, para conseguirem uns trocados, com a prostituição. O que é grande e a cada dia aumenta, na capital. Mas mesmo assim, a propaganda institucional e oficial, diz que novos empregos são abertos todos os dias. E como a prostituição nunca diminui, só aumenta? Deve ser por que somos um povo malandro, preguiçoso, sem vontade de evoluir que só mostram trabalho no Pólo Industrial, com eficiência comparável aos das matrizes do Primeiro Mundo.
Mas dentre tantos prostitutos e prostitutas, tem gente de todo o mundo. Não só as nossas, são prostitutas. Há filhas de outras regiões também. Os outros cabocos também são assim? Preguiçosos, malandros, ou é alguma falha de caráter de quem quer manter a putaria como está?
Só tem uma solução. É pegarmos as rédeas do que é nosso. E quando digo nosso, não é de quem nasceu aqui, pois tem muito caboco que não quer nem que se lembre que é da região. Nosso, é de quem tem compromisso com a região, de verdade. E entre um que nasceu e não quer nem saber e outro que veio e se comprometeu com a região, fico com o segundo.
Temos de pegar as rédeas, deixar de ter vergonha de ser da região e contar a nossa História, para sentirmos quão grandes somos, com as nossas peculiaridades e nossas diferenças e nossos costumes. Não somos nem melhores, muito menos, piores do que os outros. Somos nós, com todas nossas idiossincrasias. E isso faz um povo, uma nação.
E para começarmos a mudar, temos de exigir respeito. Temos de exigir uma educação de verdade, para não sermos guiados por alguns políticos muito próximos dos primatas que nos deram origem que fazem questão de manter tudo como está.
Temos de pensar o que queremos e como isto tudo pode nos gerar de lucro, sem destruir. Temos de aprender a ser nós mesmos e não só pensar o que mandam lá de baixo, em pacotes fechados, para seguirmos. Temos toda a miscigenação brasileira, mas também temos traços da Amazônia que é muito maior do que muitos países e têm culturas diversas, do Equador, à Bolívia.
Antes que acabem esta riqueza que tanto se alardeia e até hoje, só dá frutos, bem distante daqui, comecemos a reivindicar nosso direito à esta riqueza imensa.
Enquanto há tempo. Se pegarmos os 15 anos que restam para as empresas se locupletarem com mais investimentos na região, faremos tudo o que deixou de ser feito em 41 anos e o pouco tempo, ainda pode gerar, uma noção do poder que temos em mãos. Se aprendermos e estudarmos sobre a região, para o nosso deleite.
Não interessa o tempo que temos. Interessa o que fazemos com o tempo que temos. E ainda há tempo. Por enquanto ainda podemos computar os movimentos de translação e rotação. Resta apenas mudarmos nossos referenciais. E os que estão aí postos, muito pouco nos interessam.
E não se pode culpar o tempo, por tudo o que nunca fazemos. O tempo não é senhor da nossa incompetência. Não pode ser responsabilizado por nossa falta de vontade de fazer alguma coisa.
O tempo que medimos para nos guiarmos tem a haver com os giros em que a terra dá ao próprio eixo. Isto eu aprendi no primário e se chama até hoje, acredito eu, de rotação. Kct e eu ainda me lembro. Contado o tempo de rotação e de translação que nada mais é do o tempo percorrido pelo planeta para girar em torno do Sol, eu já estou beirando os 48 anos.
Velinho, é a... velha.
Mas sabe por que eu me lembro ainda? Eu fiz o ensino básico no Grupo Escolar Nilo Peçanha que era do governo. E como tudo o que era do governo, antes da Ditadura dos EUA no Brasil, era de primeira qualidade. E a minha professora, minha Tia Jória, puxava pela minha orelha, para eu aprender. E ainda tinha aula particular com a Dona Dalva Oliveira que me puxava pela gola da camisa e dava muito bolo, com a palmatória para fixar o aprendizado. Longe de mim, pregar a volta da palmatória, ou da porrada com didática, mas prego a volta da qualidade no setor público.
Eu, com o ensino que tive, dos 5 vestibulares que prestei, consegui passar em 4. E um dia desses, minha prima como querendo justificar para a filha dela, dizia que é por que eu fui como “livre atirador”, sem me preocupar com os resultados. Fosse assim, por que o pessoal se mata nos cursinhos? As coisas não eram como hoje. No meu tempo, a gente tinha de responder a questões do vestibular, furando com palitos de fósforos, o que já demandava um bom tempo. E depois, a cada 3 erros, anulava-se um acerto. Passei, sem fazer cursinho algum, o que até hoje, é considerado um fenômeno. Mas não fiz cursinho, talvez por total falta de tempo. O tempo cronológico que seguimos.
Durante os estudos do ensino médio, praticava Atletismo desde o início da manhã e da minha adolescência, saía correndo para a aula de música, tinha de seguir para a aula de idiomas e nos 3 últimos anos de estudo, tinha de me dedicar com afinco à matéria Construção Civil, onde um professor metido a carrasco, fez muita gente desistir e acabarem apenas 12 alunos remanescentes. Como ele era espírita, falava sempre na Santa Ceia. Imagina ao que ele se comparava.
Principalmente os alunos a quem ele não puxava o saco, tinham de encontrar alguns minutos de folga, para se dedicarem aos projetos que não eram possíveis terminar, dentro do prazo da aula. Então, tínhamos de dar seqüência, inclusive na parte da manhã, à execução da tarefa. E no último ano do colégio, fui à Junta Militar me apresentar sozinho. E o tempo que ainda restava, acabou, pois mesmo ainda não sendo tempo do Serviço Militar, tinha de fazer diversos testes e depois, tinha de ir pela parte da manhã, para o NPOR, fazer exercício, provas e muitas outras coisas. Talvez a falta do cursinho, tenha advindo da falta de tempo absoluto.
TEMPO DE ESTUDOS
Bem, até hoje não compreendo, como um cursinho, feito entre 1 ano e/ou 6 meses, pode ser mais importante do que o ensino básico, o ginásio e o colégio. Aliás, bastante tempo.
Talvez a minha diferença, tenha sido sempre de fazer as coisas com uma finalidade, não para mostrar para os outros. Eu sempre fui à escola, para aprender a utilizar o que se aprende, nas ocasiões devidas. Nunca estudei, para passar de ano, ou mostrar boas notas. Aliás, minha notas nunca foram lá grandes coisas, o que só aconteceu, no colégio, com medo de ser reprovado pelo dito professor, quando consegui as melhores notas no boletim. Só na dita matéria, foi que consegui ficar com Regular. O espírita que tratava cada espírito, de maneira diferente, dependendo do que ele achava, sobre o que os espíritos tinham de bens materiais.
Mas isto já nem interessa.
Quem sabe, a educação no Brasil, tenha de ser vista de outra maneira, para não perdermos tanto tempo e depois, querermos recuperar tudo o que não se aprendeu, mas se mostrou as melhores notas no boletim e depois se tenha de pagar para ter “dicas” de cursinho, equivalente a todo o gasto de todo período da educação?
Alguma coisa está errada. Alguma função não serve ao seu fim. E logo no que se chama de Educação Brasileira.
Tempo não é dinheiro, tempo não desfaz as feridas, tempo não faz esquecer um grande amor. O tempo é sim importante, mas não é uma varinha de condão, como até hoje, muita gente que tem educação no Brasil, ainda pensa sobre muita coisa.
INTERNET COMO INSTRUMENTO DE CONHECIMENTO
Outro dia, um outro amigo que sempre justifica sua falta de vontade, falta de atitude, falta de curiosidade, face aos desafios; e ao invés de mudar, ir procurar sanar suas dúvidas, suas incapacidades, prefere denegrir os outros que o fazem, conversando amenidades, falou a meu respeito: “Também, ele tem de estar informado de tudo. Ele não sai da internet.” Como se o tempo na internet, fosse fator preponderante para se fazer, ou se obter determinado conhecimento.
Quando conectei à internet, há mais de 10 anos atrás, navegava sim, por muitas horas, para aprender, pois éramos, minha namorada e eu, dois “analfanerds”, querendo descobrir sozinhos, o que era oferecido pela rede. E olha que não era muita coisa. Inclusive, quem não falava inglês, não tinha muita coisa a fazer.
Passava muito tempo conectado sim. Depois, com o fim do relacionamento, procurava salas-de-bate-papo, para preencher a ausência das conversas noturnas que tínhamos e dos telefonemas até altas horas, mesmo depois de chegar em casa que se acostuma e com o termino de um relacionamento longo, onde, queria ou não, muda muitos hábitos, a gente aprende algumas coisas e se compartilham experiências que com o fim, parece abrir um vazio.
Conectando nas salas de bate papo, encontrei pessoas com quem conversava, inclusive uma “companerd” que ficava conversando das 21:00 às 06:00 horas da manhã e escolhia sempre as salas com menos gente possível, para não sentir a falta do hábito De preferência, as salas de 70 anos, ou mais, as quais não eram acessadas naquela época, para não sermos interrompidos.
Procurei sala no Japão, na Argentina, nos EUA, na Alemanha, na Inglaterra e tinha até umas turmas de bate-papo, já tradicionais, em eu era membro ativo. Os chat no Brasil, surgiram anos depois, com o UOL. Quase todas as info-turmas, na minha faixa etária. O que não era o caso da minha “companerd” que ficava conectada até a manhã seguinte.
Gastava neste tempo, muito tempo, mas muito mais, conversando, batendo papo, aprendendo também, na prática. Inclusive alguns truques de hackers, onde acabei ingressando em um site exclusivo. Hacker, nunca foi cracker. Hacker estuda como interagir com a máquina e o cracker, estuda como destruir tudo o que há na máquina.
Hoje, estou quase sem saco de conectar para ficar conversando online. Vejo os emails, respondo-os e vejo as novidades, dentre as quais, notícias. O que não dura muitas vezes, mais do que, uma hora. Muito menos tempo do que antes. Mas consigo ficar mais informado, consigo captar as possibilidades do presente e o que se avizinha no futuro. Inclusive, acessava sites onde se delineavam as novas tecnologias para daqui a 20 anos. Saíram do ar, por serem muitos caros de manter.
E meu amigo que acha que o tempo conectado é que faz a diferença, revelou-se, quando disse em que gasta o tempo na internet.
Não sei o por que, quase como uma maldição, os homens casados adoram prostitutas e/ou travestis, freqüentam casas de strip-tease, como se fosse uma norma e gastam seu tempo, em sites de sexo, na internet. Parece que pensa que nem puta velha, pegando a extrema-unção: “Já deram o que tinha de dar” e não procuram nada além do que perder tempo com coisa que não leva a nada.
Meu amigo inclusive, propagou um site que eu nem sabia que existia: sofazão.com.br.
Então, como se pode ver, não é o tempo gasto na internet que determina o que se aprende, ou o que se evolui, mas como se utiliza esse tempo.
A internet não é mágica, o tempo não é mágico e as coisas não acontecem, como mágica.
Um livro debaixo do sovaco, não vai fazer ninguém inteligente, só por ser bom e se ter passado muito tempo, com ele debaixo do braço. No máximo vai ficar acabado, com o efeito do suor. Ou quem sabe, vai dar muito trabalho para quem lavar as camisas, pois vai deixar muita tinta, nas axilas. Nada mais do que isso.
Dia desses, estava lendo uma crônica do Heitor Cony, ele citou Josué 23. Fiquei em dúvida e fui procurar na Bíblia e não encontrei. Então na hora de conectar, uma das buscas, foi exatamente Josué 23. Matei a dúvida do que significava o capítulo bíblico. E como eu não suporto contar o final do filme, quem tiver curiosidade, é só colocar na barra de endereços, Josué 23 e pronto.
Agora estou curioso para saber todos os ganhos que um parlamentar brasileiro pode perceber e através disso, fazer uma conjectura do quanto, no caso de ser inteligente, ele pode gastar e o quanto pode economizar e o quanto, em 4 anos, pode amealhar, o que nenhum outro trabalhador comum consegue, com as horas gastas no exercício do mandato. E fui atrás, na internet, numa hora em que conectei. Apareceu logo o Transparência Brasil, a RadioBras e tantos outros sites. Foi preciso escolher com critérios.
E aminha conexão nem é assim tão potente, quanto outras. Mas eu também nunca dei desculpas, por causa do tempo. Mas tem gente que se acostuma e mesmo com a internet vindo para nos ajudar a poupar muito tempo, só faz gastar dinheiro e no fim, só consegue dar desculpas, culpando o tempo.
E quando a gente procura um desculpa, principalmente o tempo, ao invés de analisar a realidade, a gente perde um tempo enorme.
O TEMPO AMAZÔNICO
Na região onde habito, parece que o tempo é mais mágico do que o tempo dos outros. Parece que de repente, as coisas, num passe de mágica vão mudar. E olha eu o exemplo de outros tempos, nos mostram que nunca foi assim.
A Zona Franca de Manaus foi promulgada e executada, em 1967. Então vejamos. 2008 – 1967 = 41 anos. Pelo o amor de Deus!
Foram 41 anos em que a cidade inchou, o desenvolvimento de verdade não houve, o saneamento ainda é do tempo dos ingleses, o que beira os 200 anos e o que se faz na verdade, é acabar com o que se tem de mais precioso.
Bem, vendo as propagandas institucionais dos governos, parece até que vivemos próximos de Alice. É o próprio País das Maravilhas.
Problemas, nenhum, pois nem oposição existe mais. A política moderna que se disseminou, é a de comprar quem pode ser oposição e deixar, um, ou outro partido muito próximo, para polarizar a discussão e não se deixar pensar diferente. É como se O Marcola e o Fernandinho Beira-Mar, não fizessem nada mais do que já fazem normalmente e polarizando as discussões, não deixassem ver outras formas de se administrar, de se governar e de se pensar política
E muita gente que se acha íntegra, não vendo um jeito de sair dessa roda-viva, ajuda a remar no mesmo barco, para ver se sobram, pelo menos, migalhas.
De repente, sem querer, explode um fato aqui, outro ali e não dá mais para segurar. O País das Maravilhas, nada mais é do que a velha Terra do Jeca Tatu, com a publicidade do Pinóquio.
A propaganda alardeia uma saúde de primeira. O Secretário de Saúde é visto como uma pessoa competente, por que já ocupou o cargo, diversas vezes. Mas de repente, o Hemocentro do Amazonas - HEMOAM, órgão ligado à mesma secretaria, ao mesmo governo, pede encarecidamente que se doe sangue, pois os estoques estão à zero, devido à epidemia de dengue. Mas como? Existe epidemia de dengue no Amazonas? O Governo do Estado não diz que colocou o bloco na rua? Não diz que está se antecipando, para não ocorrer nenhuma incidência da doença na região?
As lendas da região são mais fortes do que as mentiras dos governantes.
Então, vem um jornal desconhecido, lá não sei de onde e trata sobre a crise da dengue em todo o Brasil. “O estado onde a dengue mais avançou, foi no Amazonas. Um acréscimo de 990 e tantos por cento.” Lógico que há sempre os indignados que vão tirar satisfação, ao invés de procurar a verdade: “Onde se pesquisou isto? Nos dados do Estado?” “Não senhor, é só entrar no site do Ministério da Saúde e procurar as estatísticas sobre a dengue no Brasil.”
Então a saúde não é tudo aquilo que as agências de propaganda, como a WT4 alardeiam? É tudo mentira inclusive a própria agência? E agora? É torcer para que pelo menos, a dengue que te pegue, seja do nível 3 e não do nível 4 que já chegou e veio da Venezuela, mas se mantém no formol das informações. Não interessa dizer que está presente. Vai ver que foi o Chavez que mandou, só para tumultuar. Ele é ruim mesmo. E assim, a gente discute sobre as coisas importantes. E não é o pessoal da periferia, é a classe-média que a gente pensa ter recursos financeiros, para procurar evoluir que assim age
A classe-média, no máximo, consegue atingir o patamar que muita gente da periferia fez questão de sair, na procura de oportunidades de emprego. Qualquer dia, a classe-méida fica dependente das outras classe que estão procurando se especializar, enquanto ela, fica segura no mesmo patamar, pensando que o poder financeiro é tudo. E tem figuras, como a Narcisa Tamborindeguy que herdou muito do seu pai que por ser amigo do JK, abria estradas e colocava os seus postos, como se fosse a coisa mais natural do mundo, mesmo se dizendo bacharel em Direito. E quando o dinheiro é gasto em drogas, corre atrás de um casamento endinheirado, para continuar com sua missão vazia pelo mundo. E fazendo escola. Até um dia, quem manipula seu dinheiro notar que ela está tão alienada que fica com tudo e ela nem percebe, por nem saber gerir as suas coisas.
E a gente pensa que o progresso é certo. Bem pelo menos a propaganda diz: “Isto é preparar o Amazonas para o futuro.” Pelo menos pensa um povo com nível de escolaridade elevada que assim sendo, consegue ver um outro caminho, ter uma outra atitude diante da realidade. E lá vem o ENEM. Pelo o amor de Deus, deve ser complô contra nossos governantes.
A educação nas escolas públicas é uma água. Talvez em homenagem ao grande Rio Amazonas. Mas pelo menos, nossos meninos da classe-média, terão uma visão diferente. E de novo, será o possível? A realidade diz que a diferença entre a escola pública e a privada, é a merda que se faz, ou melhor, é o tanto que se gasta, para bem educar nossos jovens. Mas não tem diferença alguma. Na verdade, é tudo propaganda. Tanto faz ser pública e notória, quanto ser particularmente cara. A falta de educação, é muito próxima. Os estudantes estão sendo promovidos de classe, às vezes com notas maravilhosas, para as estatísticas aparecerem, como uma realidade da nossa educação. Mas as pessoas estão aprendendo a assinar o nome e a soletrar e ganhar títulos de doutor, sem a menor capacidade, sem o menor aproveitamento da educação de verdade.
Mesmo que o titio Vladmir Ulitch Ulianov dissesse que a quantidade trás a qualidade, do jeito que estamos brincando com os estudos, a qualidade está a cada dia se degradando à olhos vistos. E o pior, aquele que aprendeu só para fazer parte das estatísticas, vai ensinar para os próximos. Imagina o final da história. Quem brincou de “telefone”, deve ter uma idéia.
E quem é que fala alguma coisa? Ninguém. Mesmo por que, nem faz idéia. Só pode repetir o que aprendeu. E se mudar alguma coisa, talvez os seus filhos nem consigam sair do mesmo período. Então, para não frustrar ninguém, deixe-se tudo como está. Eu faço de conta que estou sendo enganado e nós fazemos de conta que estamos enganando os outros.
E olha que quando eu entrei na Exatas, tinha uma amiga italiana que me dava carona num bugrezinho. Ela conseguiu fazer um feito inédito, além de conseguir entrar no bugre, devido o tamanho. Tirou 10 nas médias gerais de Cálculo I e II, em Física I, II e inclusive III que era o terror dos alunos e um dia chegou comigo e disse: “Vou embora pra Itália.” “Por quê?” “Por que a educação no Brasil, é muito fraca.”
Primeiro, o povo que aqui vive, tem medo de se indispor contra os outros. Principalmente se acharem os outros mais poderosos. Anos e anos de subjugo, então, até hoje, acham que eles são e serão sempre, inferiores. Complexo puro. Quem se elegeu para falar em nosso nome, de repente se vendeu, foi colocado em um cargo em alguma secretaria, ou fez um acordo para defender os governantes e por isso, não acha justo falar em nosso nome, já que fala em nome dos governos. E se no cenário nacional, é assim, imagina nas regiões mais afastadas. Sobra ainda o Ministério Público. Bem, tem fortes ligações com os poderosos. Não vai querer desgostar o padrinho. Bem, resta o TCE. Um dia talvez, quem sabe. Os conselheiros são indicados pelo governante da hora e cada um, com menos mérito do que o outro, esperar o quê? Mas algum tribunal deve funcionar.
Não sei. Nem sei se as coisas estão funcionando mesmo, ou é a pura ilusão.
Um ministro do TST veio fazer uma faxina no TRT/AM-RR e até confiscou o Cartão-Corporativo. Foram tantos absurdos que até ele mesmo se assustou, quando viu que uma simples conciliação, no mínimo, dura uns 6 meses, por aqui. Mas isto não é normal? E eu pensando que vivíamos em um mundo real. O normal por aqui, é o Curupira que tem os dois pés, virados para trás. Isto é lenda. Lenda Amazônica.
Então o Noval me manda um email, onde um empresário convoca que se compre a Amazônia, para preservá-la. Não muito diferente da proposta da Torloni e alguns artistas globais que passaram por aqui e acham que isto tem de ser colocado em uma redoma, intocável. Mas como os habitantes da região vão saciar sua fome, sua sede e mitigar seus desejos?
Não sei, mas o que eu sei, é que os nomes, Amazônia e Amazonas, têm grande apelo mercadológico. Mas quem mais ganha dinheiro com isso, muitas vezes nem sabe onde fica a região. A maior livraria do mundo, é a Amazon Books. E o que isso reverte alguma coisa para a Região Amazônica? Tanto, quanto eu envio para Israel. Nada!
Mas quem é de fora, pensar assim, é até um direito deles. É mais uma forma de pensar. Porém, cadê nossos representantes? Cadê uma discussão para não se deixar que isso aconteça? Cadê propostas para se evitar que a Amazônia seja comprada por estrangeiros, ou por laranjas, em nome de terceiros? Cadê uma ação concreta? Cadê um planejamento para gerar lucros para a região?
CONCRETO SÓ CIMENTO, PEDRA E AÇO NA AMAZÔNIA
Bem, enquanto o interior do Amazonas vive em grande parte, no sistema de extrativismo, o mundo já está explorando os produtos amazônicos, em escala industrial.
A Malásia vai nos ensinar como produzir borracha, extraído dos seringais que eles levaram daqui e conseguiram erguer fazendas para produzirem em grande escala e não ficarem atônitos, procurando uma seringueira, floresta à dentro, até hoje, no modelo de aviamento, dos Coronéis de Barranco. E o Governo do Estado acha que foi um lance de grande perspicácia, um lance de mestre. Imagina. Quem sabe, um dia ainda vão nos mostrar como explorar a juta, sem ser preciso que o trabalhador fique exposto à degradação da própria saúde? E vai se um grande lance. Um golpe de mestre, se o governador for buscar lá fora, os modelos. Incrível!
A flora e fauna da região é vendida em escala, pagando impostos e girando a economia dos outros países, por que eles já conseguem reproduzir artificialmente, tudo o que compraram no mercado negro do que extraímos, inclusive, com mutações genéticas. Enquanto que os peixes ornamentais da região estão desaparecendo. E ainda tem gente que acha uma maravilha. “Nossos produtos mostrando sua beleza para o mundo.” E nós, mostrando nossa resistência em buscar novas alternativas, em buscar nossa libertação com o que temos e não aprendemos a explorar, só a extrair.
Muita gente consegue explorar os nomes Amazônia e Amazonas, para retirar lucros exorbitantes. E a Amazônia numa miséria de dar gosto. E o que volta para região? Mais ou menos, como a Natura que se apresenta como um santo remédio para a região. Paga uns míseros centavos aos cabocos, por quilos de produtos extraídos e ganha milhões, por cada migalha transformada em cosméticos. E ainda se diz a salvação da lavoura. Um modelo que em nada difere do aviamento dos grandes seringais.
É a imagem da região.
Um descendente de japonês apareceu um dia desses, em uma reportagem, citando os efeitos do bacuri e do camu-camu que o INPA, sim, aquele instituto que se diz amazônico, pesquisou e o fruto das pesquisas nunca aparecem por aqui. São levados embora e quando se vê, já era. O produtor que apareceu na reportagem, foi apresentado como o maior exportador desses produtos que o INPA pesquisou. Mas como ele aparece de repente, como o maior plantador com tecnologia e tudo se o produto é essencialmente amazônico? Como de repente, aparece produzindo em grande escala, bem longe?
Bem, ele mesmo citou o INPA. Sim, um instituto onde tem mais gente de fora do que o povo da região, pesquisando e ganhando dinheiro, em nome de uma região que tem muito pouco acesso aos estudos realizados. Estranho.
E muitos desses que vêm de fora para aprender com recursos da região, fazem questão de também não se misturarem com os lesos que pagam para eles pesquisarem. Alguma coisa está errada.
Mas pelo menos, temos uma Comissão da Amazônia, no Parlamento Nacional. Ela deve estar atenta a tudo isso que nos rodeia e afeta.
Talvez nem tenham tempo para isso, visto que uns defendem o Lula e outros defendem o FkHC e não passam disso. Ficam discutindo o sexo dos anjos, o sexo das baratas, para parecer que estão muito ocupados e por isso, sem tempo para discutirem o que interessa. Mesmo por que, muitos estão ali, não por terem propostas para resolver os problemas, mas por alimentarem os velhos problemas, justamente para não se acabarem e lhe renderem muitos votos, quando distribuem pão e vinho, próximo ao período eleitoral.
Parece que nem apelando para nossos representantes tem solução.
O QUE FAZER?
Bem, os incentivos fiscais que mantêm o Pólo Industrial de Manaus ativo, acabam daqui a... a.... a.... Ih rapaz, faltam só 15 anos. E quando acabarem os incentivos, duvido que fique alguma empresa dessas que vieram só por causa deles. A única base do Pólo Industrial, continua sendo os incentivos.
Em 41 anos de existência da Zona Franca de Manaus, nada mais do que inchar a cidade e contar muita mentira, foi feito. Será que em 15 anos que restam, tudo o que se deixou de fazer, vai ser viabilizado?
Pelo menos, até agora, não parece. Desde as eleições diretas, com o fim da Ditadura, um grupo político se apoderou do estado e só muda o nome, ou a briga do momento. Em certas ocasiões, concorre aos cargos majoritários, com vários candidatos ao mesmo tempo. Se um não ganha, pelo menos outro ganha e mantêm as mesmas pessoas nos cargos, sem a menor vergonha. Tem secretário de estado que já passou por tantos governos e tantos cargos que já se sente na hora de se aposentar e, como justa homenagem, nada como indicá-lo ao cargo de Conselheiro do TCE. Para pedir aposentadoria alguns meses à frente, com todas as vantagens integrais, como manda a lei.
E assim mesmo, com todos os mesmos servindo a um, ou outro senhor do mesmo grupo, ainda tem quem acredite que são governos diferentes. Nem os secretários mudam. Ou para ser mais fiel. Mudam quando morrem, graças a Deus, ou quando se aposentam. No TCE. E a roubalheira, só se aperfeiçoa. Inclusive as empresas que ganham as licitações, são ligadas a um, ou outro que não ganhou a eleição, mas vive muito bem, através de laranjas que agem por eles, mantendo o grupo sempre refestelado. E o negócio está ficando tão sério que não dá nem mais para exonerar secretário. Num crise de TPM do gestor público, ele é demitido em público, mas quando o gestor se dá conta de que ele sabe muito, volta atrás e faz de conta que nem teve chilique na frente dos outros. E continua-se a missão de chamar o povo de leso. Deixa-se o ex-secretário que continua sendo secretário, sem ser, em uma sala anexa ao poder, para ele ficar de boca fechada.
Até os projetos são os mesmos. O NOVA VENEZA, mudou para PROSAMIN, mas é a mesma coisa. Uma forma de enriquecer uns e empobrecer o estado. E o projeto MOTO-SERRA, onde um ex-governador distribuía o equipamento para os caboclos destruírem a região, mudou para o nome de ZONA FRANCA VERDE. Nada mais condigno com a realidade.
A Zona Franca de Manaus, até hoje, bate recordes de lucros. E o que fica para a região? Problemas de invasão de saneamento, de violência e uma série de mazelas que de maneira alguma, podem ser solucionados com a porcentagem que aqui fica. Então, a Zona Franca Verde, como a outra, veio para dar lucros a pára-quedistas que vêm se locupletar, como grandes bancos e investidores do agronegócio. O que vai ficar por aqui? O povo chupando o dedo. Ou, os filhos da periferia, chupando o sexo dos outros, para conseguirem uns trocados, com a prostituição. O que é grande e a cada dia aumenta, na capital. Mas mesmo assim, a propaganda institucional e oficial, diz que novos empregos são abertos todos os dias. E como a prostituição nunca diminui, só aumenta? Deve ser por que somos um povo malandro, preguiçoso, sem vontade de evoluir que só mostram trabalho no Pólo Industrial, com eficiência comparável aos das matrizes do Primeiro Mundo.
Mas dentre tantos prostitutos e prostitutas, tem gente de todo o mundo. Não só as nossas, são prostitutas. Há filhas de outras regiões também. Os outros cabocos também são assim? Preguiçosos, malandros, ou é alguma falha de caráter de quem quer manter a putaria como está?
Só tem uma solução. É pegarmos as rédeas do que é nosso. E quando digo nosso, não é de quem nasceu aqui, pois tem muito caboco que não quer nem que se lembre que é da região. Nosso, é de quem tem compromisso com a região, de verdade. E entre um que nasceu e não quer nem saber e outro que veio e se comprometeu com a região, fico com o segundo.
Temos de pegar as rédeas, deixar de ter vergonha de ser da região e contar a nossa História, para sentirmos quão grandes somos, com as nossas peculiaridades e nossas diferenças e nossos costumes. Não somos nem melhores, muito menos, piores do que os outros. Somos nós, com todas nossas idiossincrasias. E isso faz um povo, uma nação.
E para começarmos a mudar, temos de exigir respeito. Temos de exigir uma educação de verdade, para não sermos guiados por alguns políticos muito próximos dos primatas que nos deram origem que fazem questão de manter tudo como está.
Temos de pensar o que queremos e como isto tudo pode nos gerar de lucro, sem destruir. Temos de aprender a ser nós mesmos e não só pensar o que mandam lá de baixo, em pacotes fechados, para seguirmos. Temos toda a miscigenação brasileira, mas também temos traços da Amazônia que é muito maior do que muitos países e têm culturas diversas, do Equador, à Bolívia.
Antes que acabem esta riqueza que tanto se alardeia e até hoje, só dá frutos, bem distante daqui, comecemos a reivindicar nosso direito à esta riqueza imensa.
Enquanto há tempo. Se pegarmos os 15 anos que restam para as empresas se locupletarem com mais investimentos na região, faremos tudo o que deixou de ser feito em 41 anos e o pouco tempo, ainda pode gerar, uma noção do poder que temos em mãos. Se aprendermos e estudarmos sobre a região, para o nosso deleite.
Não interessa o tempo que temos. Interessa o que fazemos com o tempo que temos. E ainda há tempo. Por enquanto ainda podemos computar os movimentos de translação e rotação. Resta apenas mudarmos nossos referenciais. E os que estão aí postos, muito pouco nos interessam.
E não se pode culpar o tempo, por tudo o que nunca fazemos. O tempo não é senhor da nossa incompetência. Não pode ser responsabilizado por nossa falta de vontade de fazer alguma coisa.
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