Estamos diante de um Caso Madeleine, apenas com a mudança geográfica. De Portugal, chegou à ex-colônia portuguesa na América, mas os fatos parecem os mesmos. Os fatos colhidos, as cabeças das pessoas e o resultado final. Oxalá, o caso da garotinha de São Paulo, não acabe como o Caso Madeleine, inclusive com os pais requerendo indenizações, por todo o teatro do qual participaram, sem querer.
O caso da garotinha que foi jogada de um prédio em São Paulo, em primeiro lugar, arremete ao caso de Portugal, onde uma garotinha desapareceu e até hoje se está atônito. Em segundo lugar, mostra-nos o quão pré-conceituosos ainda somos, mesmo que o caso tenha ocorrido em São Paulo, a maior metrópole da América Latina, o maior pólo industrial do Brasil e em uma região residencial, considerada de classe-média alta. A vizinhança tem se mostrado tão igual a qualquer vizinho de qualquer zona residencial, em qualquer região do país. As tias que ficavam nas janelas dando palpite na vida de todo mundo da vizinhança, parece que mudaram os trajes, mas não deixaram da janela.
De certa forma, o caso, nos mostra como nossas policias estão mal preparadas. Total falta de vontade política de as aparelharem melhor. Falta do povo que paga impostos diretos e indiretos, exigir respeito, pois quando se paga por um serviço que não é executado, ou não se coloca a contento, no mínimo quem o faz, está chamando o consumidor de leso. Não podemos deixar de levar em consideração que tudo o que está sendo falado aqui, acontece em São Paulo. Imagina em um estado nem tão desenvolvidos assim. Em zonas residenciais de baixa condição financeira? < a isto?
De outra maneira, o Brasil, é o país dos técnicos e agora, além do futebol, o pessoal aprendeu a desvendar crimes, com as séries que passam na televisão e só não aprendem que “a vida não é filme, você não entendeu...” Todo mundo quer ficar na frente da televisão, apostando em um suspeito, em um final, em uma história, etc. A diferença é que nas séries e novelas, as variantes, são poucas. De ante mão já se sabe quem é bom e quem é ruim. E quem é bom, será sempre bom, quem é ruim, vai prosseguir até o fim, ruim. São seres imutáveis. E as pessoas ficam pensando que na realidade a vida é tão maniqueísta quanto os seriados da televisão, feitos sem o devido trabalho intelectual, como eram os filmes do Hitckock, ou os livros dos detetives de antigamente.
Sem ao menos passar por perto do local, sem nenhum estudo como fazer uma perícia, sem nada além da imaginação, fica-se torcendo, como se fosse um Fla X Flu, um clássico SanSão, por este, ou por aquele. E assim, surgem os pré-conceitos. Sem dados concretos nas mãos, sem se trabalhar como se deve, só se pode viver de proposição.
Aliás, nas séries os crimes são todos desvendados, os próprios peritos além de peritos, são psicólogos que fazem os suspeitos revelarem até seu ciúme pela vítima, sua inveja quanto a condição do outro, antes de serem presos, têm nível de escolaridade exigido para exercer a profissão, ganham como profissionais, têm equipamento dos mais modernos a disposição, a qualquer hora e ao mesmo tempo, são os responsáveis pelas prisões, como se fossem pagos para exercer a atividade policial também. Na tela, os EUA são perfeitos. Até as bandeiras na frente das casas, estão sempre novinhas e tremulando, mesmo num dia de calor nova-iorquino. Além do que, parece que o politicamente correto é regra e ninguém aparece fumando, nas telas de hoje, as equipes são formadas sempre, por um negro, um hispânico, uma loura, alguém com olhos azuis, um oriental, uma mulher, como se o mundo fosse assim tão perfeito, como se a realidade fosse sempre assim. Deve-se fazer concurso e de repente, as quotas são sempre atingidas iguais. Um negro, uma loira, uma mulher, um de olhos azuis, um hispânico, um oriental... Quase imutável. E as pessoas, pensam que a realidade das telas, é perfeição da vida. Por isso, querem ser tão perfeitas, quanto o photoshop da última revista masculina. Uma bunda monumental, com a mulher magrinha, sem celulite, as coxas grossas, o peito no pescoço, mesmo sem ajuda externa, mais de 60 anos e os cabelos loiros, os lábios mais grossos do que de recém-nascido, as partes erógenas, todas sem exceção, perfeitas, tudo enorme os olhos e as sobrancelhas tão grossas quanto as de qualquer adolescente de antigamente, apesar de tirar regularmente, afinal, tem gente que acredita em tudo. E ainda tem gente esperando acreditar em muito mais. E se mata para ser tão perfeito como. Só não consegue fazer crescer a massa encefálica. É querer um carro de passeio, com a pegada de um carro esportivo, o tamanho de um SUV, a entrada de curva de um F1, a velocidade final de um caça, totalmente no chão, para duas pessoas. Nem pickup cabine dupla, para casal em litígio pelo divórcio.
As redes de televisão ao invés de informarem, agora, além de colocarem música incidental nas notícias, aquelas tarjas que não saem da frente da tela e nos deixam ver muito pouco do que interessa, mais recentemente, começaram a chamar tarólogos, ufólogos, grafólogos, astrólogos, etc-rólogos, para se estudar a personalidade de um suspeito. E aumenta a discussão. Tudo sobre noções pré-concebidas. Aliás, vi uma análise de um grafólogo que me assustou. Pareceu-me que através da escrita ele pode dizer que alguém está com dor de barriga, com câncer de útero, vai ganhar na loteria, no dia tal, é um bom cônjuge, ou camufla. Achei um espetáculo. Para quê ir ao especialista e esperar na fila, mesmo pagando plano de saúde? É só chamar um grafólogo e ele diz até, a posição dos teus pais, quando foste fecundado. Com um pouco mais, ele pode até dizer se a senhora tua mãe, chegou ao orgasmo. Só não sei se a Grafologia é uma análise regulamentada, dentro de parâmetros técnicos, ou apenas mais um desses ditos científicos que assolam o mundo, mas não perfazem os padrões estipulados, para se dizer Ciência. Eu vou mudar a minha letra, senão vão já descobrir que eu estou cheio de lombrigas. Nada mais justo, afinal esta barriga enorme, significa alguma coisa. E isto o que pensaste, eu já faço aqui na frente do computador, escrevendo e envio por email.
Também fiquei deveras preocupado, com os vizinhos. Realmente algo que deve ser estudado mais profundamente. Não era a Dona Maricota, o Seu Bastião, ou o Firmino de Sousa, lá dos Canfundó do Judas. Muito pelo contrário, pessoas de certo nível econômico que eu já falei, no Brasil, não significa necessariamente, ser diretamente proporcional ao nível intelectual. Segundo o que noticiam, os vizinhos acusam um dos suspeitos de ser playboy, de ser sustentado pelo pai, de ser motoqueiro, da irmã ter se assustar ao atender o telefone, após a tragédia, de... Realmente, crimes inafiançáveis que pelo visto, ainda acabam em pena máxima, por todos esses fatos subjetivos que tanto em Portugal, quanto no Brasil, ainda dizem muito, para muita gente. Dizem muito, sobre quem somos nós. Como se de alguma maneira ser playboy, é indício de uma mente criminosa e antes de tudo, uma contravenção penal. Assim como todos os outros fatos apresentados pelos vizinhos que se mostraram, no mínimo, suspeitos de terem muita inveja da família que habita no mesmo ambiente. Imagina que até hoje tem quem pense que praticar sexo, é relevante para mostrar o caráter de alguém. “Ih, a Chiquinha é uma pessoa totalmente sem caráter. Uma pessoa que não merece respeito. Ela gosta de fazer sexo com o namorado. Eu hein. Afaste-se dela, senão pode pegar.”
Como não sou perito policial, criminal, jurídico etc e tal, não quero nem conjecturar quem possa ter cometido o crime.
A polícia por sua vez, para não querer mostrar sua falta de estrutura, sua falta de preparo, começa a esconder fatos relevantes que deixaram de ser vistos, colaborando para incriminar os suspeitos. E como já se sabe, de vez em quando um inocente vai preso por anos, é seviciado pelos outros, até que por fim, descubram que não passou de engano. E o pior, o próprio ex-detento, vai participar da quota para se pagar a indenização, visto que recai sempre nas costas do estado, esta entidade sobrenatural. Nunca, pelo menos com o rateio indenizatório, nas costas de um delgado, de um juiz, ou de um perito.
Cada policial no Brasil, ainda age por conta própria, pode até ter a melhor intenção, mas está errado. Cada um, aprende na marra da sua maneira. De repente é deslocado para atender um comunicado e vê uma criança estendida e estática no chão, esquece de verificar como a cena do crime está sendo preservada de verdade, não se lembra de fechar as portas, chega sob forte impacto e sob forte emoção. Não só em casos assim, como, quando se vai prender um outro bandido. Cada um imita a sua personagem preferida de Hollywood. O bandido fica de pé um bom tempo, ninguém o coloca em posição de revista – isto eu sei, por que aprendi no Exército -, não se verifica se pode ou não puxar uma arma. E de resto, é contar com a sorte. Não conhecem nem o que diz a Constituição nestes casos. É o puro descaso e depois dizem que é coisa do poder público como se não fosse formado por pessoas, cargos, organograma, patente e tudo o mais que deveria fazer funcionar a contento. E como parte da população e da mídia, muitas vezes tira sua atenção durante o trabalho, na frente de uma multidão, ou da televisão, quer aparecer como um daqueles policiais que aparecem nos filmes, mas que se fosse realidade, seriam tão ineficientes quanto os nossos. Até delegado e escrivão que se exige nível mais elevado, comportam-se como adolescente, quando pensam que estão aparecendo para o grande público. De repente, no sol do Rio, no calor de Manaus, no clima seco de São Paulo, aparece um Kojak, um Detetive Poirot, um Bareta...
Até hoje, não se mudou uma das práticas mais utilizadas na hora de se prenderem as pessoas. Preso bem trajado, policial bandido, autoridade que desvirtuou das finalidades de cuidar da coisa pública, até os próprios policiais que os prendem, ajudam a esconder o rosto. Bandido supostamente pobre, o que leva à pré-suposição, também, sem conhecimento das leis, os policiais que deveriam dar garantias aos cidadãos, principalmente aqueles em sua responsabilidade, puxam-no pelo cabelo, fazem de tudo para mostrar o rosto do “bandido”, “safado”, “criminoso”. Nem precisa ir a tribunal para ser julgado. O próprio policial dá a sentença, ajudado muitas vezes por uns apresentadores demagogos que querem se dar bem. Isto, quando não os deixam quase pelados de roupas e de cabelo.
Por que pobre detido tem de aparecer de cuecas, quando foi preso vestido? O que isto auxilia nas investigações? Mas como digo, as coisas só acontecem, por que existe demanda. Só tem show se existe platéia. Muita gente esclarecida, acha normal essas atitudes. Até torce para que se mostre o rosto do suspeito de algum crime. Só não pode acontecer o mesmo, com os seus. “In my country it’s been said. There are 2 weights and 2 measures, to the same play...” E olha que minha prima Izabel registrou esta música, há muito, mas muito tempo atrás. Nem sei mais como se toca.
Os delegados, quando pegam um caso de tamanha repercussão, não sabem ser profissionais. São tão atores quanto os policias dos filmes de ação. Tiram conclusões precipitadas, aparecem com seu melhor par de óculos escuro, como se por usar um para de óculos escuro, a pessoa virasse da noite para o dia, um competente policial. Mais ou menos, como muita gente acha que para ser um músico de verdade, tenha-se de usar cabelo diferente, óculos escuros e hoje, até headphone usado em estúdio de gravação. Só não aprendem nada sobre ponteio, escalas, partituras...
O mercado age segundo a demanda da sociedade. É a mão de Deus atuando na economia, certo?
Diante de tudo isto, só posso dizer uma coisa: Ainda bem que a pena de morte no Brasil foi abolida.
Imagina se eu sou preso, por qualquer suspeita? Não teria nem julgamento legal. Estaria frito e mal pago. Estaria morto, ardendo no Inferno. Égua! E logo eu que sinto um calor de lascar. Será que não dá nem para levar um leque?
Pesariam contra mim:
1. sou negro na pele e descendo, além disso de índios. Sem apelação. No Brasil, muita gente tem a idéia de que índio já chamavam os graaaaaandes Bandeirantes, bugre, é um animal silvestre, pronto para atacar, como as feras que não se criam sem grades em volta. E olha que nos arvoramos a dizer que não somos preconceituosos. O nosso problema é que não mudamos o pensamento. O que nos é dito, levamos, como se nada mais tivesse mudado. O que é isso? Preconceituoso sou eu. E em Roraima, devido a um acordo internacional, as reservas indígenas têm de ser devolvidas aos seus donos e ainda hoje, gera a maior polêmica. O Bandeirantes deixaram a lição muito bem fixada. De repente, aparece uma “tribo” contrária, uniformizada, armada e até com dinamite na cintura. São índios. Eu também sou europeu. Uns índios estranhos. O que é para ser deles, eles querem dar para os das outras tribos bem distantes. Isto é que é altruísmo. Índios bonzinhos. Será que dão mais alguma coisa se pedirem? Uns índios que não têm pena. Não tem pena de dar... Imagina se vão ter pena dos outros. E o Comandante Militar da Amazônia disse que se quiser, invade as reservas à hora que bem entender, no melhor estilo “bate e arrebenta”, frase do General Newton Cruz, quando em um buzinaço contra a Ditadura Militar em Brasília, servindo ao Governo do General João Batista de Figueiredo, o psicólogo das baias. Parece que ainda considera os movimentos populares, antros de subversivos. Coitadinhos dos haitianos. Mas como quem está agindo como “terrorista” são os senhores, será que ele vai agir? Será que pensa em mandar homens, para atuarem contra os plantadores de arroz que aparecem, do lugares mais distantes do país, dizendo que “escolheram morar aqui”, como se agora, é só querer, pronto. Querer é poder. Vou escolher morar no Palácio do Alvorada. Será que vou poder também? E vem com aquele papo de que amam esta terra. Amor de puteiro. Dinheiro na mão, calcinha no chão. Amam tanto, mas tanto, que utilizam trator para danificar a terra. E isso não é coisa de índio. As terras dos índios são preservadas até hoje. Quem depredou, inclusive passando com estrada no meio das reservas, foram os caraas-pálidas, com dragas, asfalto, arroz, gado e muita usura. Os índios sabem a relação entre a terra, eles, a fauna, a flora e o planeta. O CO2 produzido pelos índios,é tão irrelevante, que não chega a ser computado nas mudanças climáticas do planeta.
2. eu não tenho religião. Ai Jisus! Tudo indica que eu sou uma pessoa do mal. Imputar-me-iam logo, crimes como a Inquisição, as Cruzadas, a perseguição a judeus e mulçumanos, etc. Coisas que os sem religião praticam a toda hora. Justamente por não terem Deus no coração.
3. eu de vez em quando, penso diferente do senso comum, sem nenhum siso, muito menos com bom senso, ou seja, remo contra a maré. Por muito menos, Galileu quase queima a bunda. Teve de morrer calado. Imagina eu que nunca apresentei uma grande contribuição à humanidade. Égua! E olha que Galileu viveu, séculos e séculos atrás. Como somos modernos.
4. um outro fator muito relevante nos dias de hoje no caso de se julgar os outros. Eu sou feio de dar dor de barriga em criancinha. Tenho o cabelo pixaim e o nariz grosso que parece bastão de revezamento no Atletismo. Imagina! Totalmente fora dos padrões estabelecidos pela sociedade. Ou seria pela mídia que a sociedade pensou que é seu? Além do mais, estou gordo, gordo, mas tão gordo que nem o Furação Katrina, conseguiria me afastar do local em que estivesse.
5. e para complicar o meio de campo, uns me chamam de playboy, outros de comunista, outros de metido a besta, outros de querer parecer inteligente, outros de totalmente ignorante. Mano velho, estaria na forca. E olha que não é a melhor sensação do mundo, digo isto, por experiência própria, quando me enforcavam no Glorioso EB, por não acreditar em Deus. Tem uma hora, quero dizer, é tão rápido que se passa em segundos, que parece que tudo o que está dentro, vai sair pela goela. É horrível. Parece que a traquéia passa pelo clitóris na entrada da garganta e a gente sente até no ouvido. Deixa essa brincadeira de forca para o Saddam Hussein.
6. no Glorioso EB, além de não professar nenhuma religião, vim saber por alguns superiores que pesava contra mim, o fato de ser graduado nos estudos. Segundo esses mesmos, isto deixa muita gente danada da vida. É quase uma sentença de morte no Brasil que ainda trata a educação, como um bem a ser consumido pela nobreza, como se tratava há muito tempo, no tempo dos palácios. Uma heresia para poucos.
7. também tem o fato de estar com quase meio século de vida, não ser homossexual, pelo menos não declarado e não seguir a normalidade das coisas. As pessoas normais agem dentro de um roteiro estipulado. Namorar, noivar, casar, ter filhos, procurar uma outra mulher que esteja em forma fora do casamento, encher o saco da mulher de casa, digladiar na hora de divorciar, não aceitar que a ex-mulher tenha vida própria, mesmo depois do divórcio, matar e alegar legítima defesa. Esta é a normalidade que eu insisto em não seguir.
8. eu sou do Norte do Brasil. Agora lascou-ser, ou melhor, lasquei-me. Sou do Norte que nem música do Boi, continuo chamando todo mundo por tu, segunda pessoa do singular, não soletro as vogais: A – Ê – I – Ô – U. Nem falo Rôrãima. Penso em desenvolvimento para a região, como para todas as outras, ao invés de me mandar e me esquivar quando me perguntam a naturalidade, naturalmente. Fico preocupado quando as coisas que deveriam ser do âmbito político, são decididas, primeiro pelo IBGE que deveria ser um órgão técnico e depois, no Supremo Tribunal Federal que deveria estar se preocupando em baixar as pilhas de processos e deixando que se resolvessem as questões políticas, politicamente. Fico preocupado também, quando os tribunais federais, ao invés de deixarem a educação a cargo dos pais, arvora-se em deixar a região em patamares sempre aquém da cultura nacional, quando decidem pelo horário da programação das redes de televisão, como se fossem os paladinos da boa família e não se importassem com os desníveis gritantes, entre as regiões do país, como se quisessem acentuá-los, não levando em conta ao menos, o desenvolvimento tecnológico, em que chegamos, onde já se deveria ter as informações, a cultura e tudo o que é ligado ao entretenimento, na mesma hora, devido aos satélites, aos cabos óticos, a tanto conhecimento adquirido, mas uns e outros juízes, optam pelo atraso, como são educados para pensarem o Brasil. Um Brasil rústico, tosco como suas atitudes que não precisam prestar contas a ninguém e ainda se aposentam com todas as vantagens percebidas, façam o que fizerem. Trabalham se quiserem, sentenciam com bem entendem e se aposentam, como um prêmio merecido. É ser do Norte, é ser assim, remar contra todo tipo de adversidade mesmo que já se tenha iate para nos levar com mais conforto e rapidez, tem quem nos queira ver, remando, mesmo contra o banzeiro que não é fraco.
9. e como último fator contra, eu sou chato, Sou chato Pacaraima.... Acará-bodó Quando eu estou nos meus dias, não tem quem agüente. E olha que é todo dia. Eu tenho uma TPM que não acaba nunca. É uma chatice perpétua.
Eu só tenho a dizer que ainda bem, somos um povo sem preconceitos e sem racismo, o que quer dizer, analisamos os fatos, com a mais alta isenção, sob os dados obtidos e deixamos de lado, as suposições subjetivas, que poderiam prejudicar nossa capacidade de análise.
Ê Brasilzão!
O caso da garotinha que foi jogada de um prédio em São Paulo, em primeiro lugar, arremete ao caso de Portugal, onde uma garotinha desapareceu e até hoje se está atônito. Em segundo lugar, mostra-nos o quão pré-conceituosos ainda somos, mesmo que o caso tenha ocorrido em São Paulo, a maior metrópole da América Latina, o maior pólo industrial do Brasil e em uma região residencial, considerada de classe-média alta. A vizinhança tem se mostrado tão igual a qualquer vizinho de qualquer zona residencial, em qualquer região do país. As tias que ficavam nas janelas dando palpite na vida de todo mundo da vizinhança, parece que mudaram os trajes, mas não deixaram da janela.
De certa forma, o caso, nos mostra como nossas policias estão mal preparadas. Total falta de vontade política de as aparelharem melhor. Falta do povo que paga impostos diretos e indiretos, exigir respeito, pois quando se paga por um serviço que não é executado, ou não se coloca a contento, no mínimo quem o faz, está chamando o consumidor de leso. Não podemos deixar de levar em consideração que tudo o que está sendo falado aqui, acontece em São Paulo. Imagina em um estado nem tão desenvolvidos assim. Em zonas residenciais de baixa condição financeira? < a isto?
De outra maneira, o Brasil, é o país dos técnicos e agora, além do futebol, o pessoal aprendeu a desvendar crimes, com as séries que passam na televisão e só não aprendem que “a vida não é filme, você não entendeu...” Todo mundo quer ficar na frente da televisão, apostando em um suspeito, em um final, em uma história, etc. A diferença é que nas séries e novelas, as variantes, são poucas. De ante mão já se sabe quem é bom e quem é ruim. E quem é bom, será sempre bom, quem é ruim, vai prosseguir até o fim, ruim. São seres imutáveis. E as pessoas ficam pensando que na realidade a vida é tão maniqueísta quanto os seriados da televisão, feitos sem o devido trabalho intelectual, como eram os filmes do Hitckock, ou os livros dos detetives de antigamente.
Sem ao menos passar por perto do local, sem nenhum estudo como fazer uma perícia, sem nada além da imaginação, fica-se torcendo, como se fosse um Fla X Flu, um clássico SanSão, por este, ou por aquele. E assim, surgem os pré-conceitos. Sem dados concretos nas mãos, sem se trabalhar como se deve, só se pode viver de proposição.
Aliás, nas séries os crimes são todos desvendados, os próprios peritos além de peritos, são psicólogos que fazem os suspeitos revelarem até seu ciúme pela vítima, sua inveja quanto a condição do outro, antes de serem presos, têm nível de escolaridade exigido para exercer a profissão, ganham como profissionais, têm equipamento dos mais modernos a disposição, a qualquer hora e ao mesmo tempo, são os responsáveis pelas prisões, como se fossem pagos para exercer a atividade policial também. Na tela, os EUA são perfeitos. Até as bandeiras na frente das casas, estão sempre novinhas e tremulando, mesmo num dia de calor nova-iorquino. Além do que, parece que o politicamente correto é regra e ninguém aparece fumando, nas telas de hoje, as equipes são formadas sempre, por um negro, um hispânico, uma loura, alguém com olhos azuis, um oriental, uma mulher, como se o mundo fosse assim tão perfeito, como se a realidade fosse sempre assim. Deve-se fazer concurso e de repente, as quotas são sempre atingidas iguais. Um negro, uma loira, uma mulher, um de olhos azuis, um hispânico, um oriental... Quase imutável. E as pessoas, pensam que a realidade das telas, é perfeição da vida. Por isso, querem ser tão perfeitas, quanto o photoshop da última revista masculina. Uma bunda monumental, com a mulher magrinha, sem celulite, as coxas grossas, o peito no pescoço, mesmo sem ajuda externa, mais de 60 anos e os cabelos loiros, os lábios mais grossos do que de recém-nascido, as partes erógenas, todas sem exceção, perfeitas, tudo enorme os olhos e as sobrancelhas tão grossas quanto as de qualquer adolescente de antigamente, apesar de tirar regularmente, afinal, tem gente que acredita em tudo. E ainda tem gente esperando acreditar em muito mais. E se mata para ser tão perfeito como. Só não consegue fazer crescer a massa encefálica. É querer um carro de passeio, com a pegada de um carro esportivo, o tamanho de um SUV, a entrada de curva de um F1, a velocidade final de um caça, totalmente no chão, para duas pessoas. Nem pickup cabine dupla, para casal em litígio pelo divórcio.
As redes de televisão ao invés de informarem, agora, além de colocarem música incidental nas notícias, aquelas tarjas que não saem da frente da tela e nos deixam ver muito pouco do que interessa, mais recentemente, começaram a chamar tarólogos, ufólogos, grafólogos, astrólogos, etc-rólogos, para se estudar a personalidade de um suspeito. E aumenta a discussão. Tudo sobre noções pré-concebidas. Aliás, vi uma análise de um grafólogo que me assustou. Pareceu-me que através da escrita ele pode dizer que alguém está com dor de barriga, com câncer de útero, vai ganhar na loteria, no dia tal, é um bom cônjuge, ou camufla. Achei um espetáculo. Para quê ir ao especialista e esperar na fila, mesmo pagando plano de saúde? É só chamar um grafólogo e ele diz até, a posição dos teus pais, quando foste fecundado. Com um pouco mais, ele pode até dizer se a senhora tua mãe, chegou ao orgasmo. Só não sei se a Grafologia é uma análise regulamentada, dentro de parâmetros técnicos, ou apenas mais um desses ditos científicos que assolam o mundo, mas não perfazem os padrões estipulados, para se dizer Ciência. Eu vou mudar a minha letra, senão vão já descobrir que eu estou cheio de lombrigas. Nada mais justo, afinal esta barriga enorme, significa alguma coisa. E isto o que pensaste, eu já faço aqui na frente do computador, escrevendo e envio por email.
Também fiquei deveras preocupado, com os vizinhos. Realmente algo que deve ser estudado mais profundamente. Não era a Dona Maricota, o Seu Bastião, ou o Firmino de Sousa, lá dos Canfundó do Judas. Muito pelo contrário, pessoas de certo nível econômico que eu já falei, no Brasil, não significa necessariamente, ser diretamente proporcional ao nível intelectual. Segundo o que noticiam, os vizinhos acusam um dos suspeitos de ser playboy, de ser sustentado pelo pai, de ser motoqueiro, da irmã ter se assustar ao atender o telefone, após a tragédia, de... Realmente, crimes inafiançáveis que pelo visto, ainda acabam em pena máxima, por todos esses fatos subjetivos que tanto em Portugal, quanto no Brasil, ainda dizem muito, para muita gente. Dizem muito, sobre quem somos nós. Como se de alguma maneira ser playboy, é indício de uma mente criminosa e antes de tudo, uma contravenção penal. Assim como todos os outros fatos apresentados pelos vizinhos que se mostraram, no mínimo, suspeitos de terem muita inveja da família que habita no mesmo ambiente. Imagina que até hoje tem quem pense que praticar sexo, é relevante para mostrar o caráter de alguém. “Ih, a Chiquinha é uma pessoa totalmente sem caráter. Uma pessoa que não merece respeito. Ela gosta de fazer sexo com o namorado. Eu hein. Afaste-se dela, senão pode pegar.”
Como não sou perito policial, criminal, jurídico etc e tal, não quero nem conjecturar quem possa ter cometido o crime.
A polícia por sua vez, para não querer mostrar sua falta de estrutura, sua falta de preparo, começa a esconder fatos relevantes que deixaram de ser vistos, colaborando para incriminar os suspeitos. E como já se sabe, de vez em quando um inocente vai preso por anos, é seviciado pelos outros, até que por fim, descubram que não passou de engano. E o pior, o próprio ex-detento, vai participar da quota para se pagar a indenização, visto que recai sempre nas costas do estado, esta entidade sobrenatural. Nunca, pelo menos com o rateio indenizatório, nas costas de um delgado, de um juiz, ou de um perito.
Cada policial no Brasil, ainda age por conta própria, pode até ter a melhor intenção, mas está errado. Cada um, aprende na marra da sua maneira. De repente é deslocado para atender um comunicado e vê uma criança estendida e estática no chão, esquece de verificar como a cena do crime está sendo preservada de verdade, não se lembra de fechar as portas, chega sob forte impacto e sob forte emoção. Não só em casos assim, como, quando se vai prender um outro bandido. Cada um imita a sua personagem preferida de Hollywood. O bandido fica de pé um bom tempo, ninguém o coloca em posição de revista – isto eu sei, por que aprendi no Exército -, não se verifica se pode ou não puxar uma arma. E de resto, é contar com a sorte. Não conhecem nem o que diz a Constituição nestes casos. É o puro descaso e depois dizem que é coisa do poder público como se não fosse formado por pessoas, cargos, organograma, patente e tudo o mais que deveria fazer funcionar a contento. E como parte da população e da mídia, muitas vezes tira sua atenção durante o trabalho, na frente de uma multidão, ou da televisão, quer aparecer como um daqueles policiais que aparecem nos filmes, mas que se fosse realidade, seriam tão ineficientes quanto os nossos. Até delegado e escrivão que se exige nível mais elevado, comportam-se como adolescente, quando pensam que estão aparecendo para o grande público. De repente, no sol do Rio, no calor de Manaus, no clima seco de São Paulo, aparece um Kojak, um Detetive Poirot, um Bareta...
Até hoje, não se mudou uma das práticas mais utilizadas na hora de se prenderem as pessoas. Preso bem trajado, policial bandido, autoridade que desvirtuou das finalidades de cuidar da coisa pública, até os próprios policiais que os prendem, ajudam a esconder o rosto. Bandido supostamente pobre, o que leva à pré-suposição, também, sem conhecimento das leis, os policiais que deveriam dar garantias aos cidadãos, principalmente aqueles em sua responsabilidade, puxam-no pelo cabelo, fazem de tudo para mostrar o rosto do “bandido”, “safado”, “criminoso”. Nem precisa ir a tribunal para ser julgado. O próprio policial dá a sentença, ajudado muitas vezes por uns apresentadores demagogos que querem se dar bem. Isto, quando não os deixam quase pelados de roupas e de cabelo.
Por que pobre detido tem de aparecer de cuecas, quando foi preso vestido? O que isto auxilia nas investigações? Mas como digo, as coisas só acontecem, por que existe demanda. Só tem show se existe platéia. Muita gente esclarecida, acha normal essas atitudes. Até torce para que se mostre o rosto do suspeito de algum crime. Só não pode acontecer o mesmo, com os seus. “In my country it’s been said. There are 2 weights and 2 measures, to the same play...” E olha que minha prima Izabel registrou esta música, há muito, mas muito tempo atrás. Nem sei mais como se toca.
Os delegados, quando pegam um caso de tamanha repercussão, não sabem ser profissionais. São tão atores quanto os policias dos filmes de ação. Tiram conclusões precipitadas, aparecem com seu melhor par de óculos escuro, como se por usar um para de óculos escuro, a pessoa virasse da noite para o dia, um competente policial. Mais ou menos, como muita gente acha que para ser um músico de verdade, tenha-se de usar cabelo diferente, óculos escuros e hoje, até headphone usado em estúdio de gravação. Só não aprendem nada sobre ponteio, escalas, partituras...
O mercado age segundo a demanda da sociedade. É a mão de Deus atuando na economia, certo?
Diante de tudo isto, só posso dizer uma coisa: Ainda bem que a pena de morte no Brasil foi abolida.
Imagina se eu sou preso, por qualquer suspeita? Não teria nem julgamento legal. Estaria frito e mal pago. Estaria morto, ardendo no Inferno. Égua! E logo eu que sinto um calor de lascar. Será que não dá nem para levar um leque?
Pesariam contra mim:
1. sou negro na pele e descendo, além disso de índios. Sem apelação. No Brasil, muita gente tem a idéia de que índio já chamavam os graaaaaandes Bandeirantes, bugre, é um animal silvestre, pronto para atacar, como as feras que não se criam sem grades em volta. E olha que nos arvoramos a dizer que não somos preconceituosos. O nosso problema é que não mudamos o pensamento. O que nos é dito, levamos, como se nada mais tivesse mudado. O que é isso? Preconceituoso sou eu. E em Roraima, devido a um acordo internacional, as reservas indígenas têm de ser devolvidas aos seus donos e ainda hoje, gera a maior polêmica. O Bandeirantes deixaram a lição muito bem fixada. De repente, aparece uma “tribo” contrária, uniformizada, armada e até com dinamite na cintura. São índios. Eu também sou europeu. Uns índios estranhos. O que é para ser deles, eles querem dar para os das outras tribos bem distantes. Isto é que é altruísmo. Índios bonzinhos. Será que dão mais alguma coisa se pedirem? Uns índios que não têm pena. Não tem pena de dar... Imagina se vão ter pena dos outros. E o Comandante Militar da Amazônia disse que se quiser, invade as reservas à hora que bem entender, no melhor estilo “bate e arrebenta”, frase do General Newton Cruz, quando em um buzinaço contra a Ditadura Militar em Brasília, servindo ao Governo do General João Batista de Figueiredo, o psicólogo das baias. Parece que ainda considera os movimentos populares, antros de subversivos. Coitadinhos dos haitianos. Mas como quem está agindo como “terrorista” são os senhores, será que ele vai agir? Será que pensa em mandar homens, para atuarem contra os plantadores de arroz que aparecem, do lugares mais distantes do país, dizendo que “escolheram morar aqui”, como se agora, é só querer, pronto. Querer é poder. Vou escolher morar no Palácio do Alvorada. Será que vou poder também? E vem com aquele papo de que amam esta terra. Amor de puteiro. Dinheiro na mão, calcinha no chão. Amam tanto, mas tanto, que utilizam trator para danificar a terra. E isso não é coisa de índio. As terras dos índios são preservadas até hoje. Quem depredou, inclusive passando com estrada no meio das reservas, foram os caraas-pálidas, com dragas, asfalto, arroz, gado e muita usura. Os índios sabem a relação entre a terra, eles, a fauna, a flora e o planeta. O CO2 produzido pelos índios,é tão irrelevante, que não chega a ser computado nas mudanças climáticas do planeta.
2. eu não tenho religião. Ai Jisus! Tudo indica que eu sou uma pessoa do mal. Imputar-me-iam logo, crimes como a Inquisição, as Cruzadas, a perseguição a judeus e mulçumanos, etc. Coisas que os sem religião praticam a toda hora. Justamente por não terem Deus no coração.
3. eu de vez em quando, penso diferente do senso comum, sem nenhum siso, muito menos com bom senso, ou seja, remo contra a maré. Por muito menos, Galileu quase queima a bunda. Teve de morrer calado. Imagina eu que nunca apresentei uma grande contribuição à humanidade. Égua! E olha que Galileu viveu, séculos e séculos atrás. Como somos modernos.
4. um outro fator muito relevante nos dias de hoje no caso de se julgar os outros. Eu sou feio de dar dor de barriga em criancinha. Tenho o cabelo pixaim e o nariz grosso que parece bastão de revezamento no Atletismo. Imagina! Totalmente fora dos padrões estabelecidos pela sociedade. Ou seria pela mídia que a sociedade pensou que é seu? Além do mais, estou gordo, gordo, mas tão gordo que nem o Furação Katrina, conseguiria me afastar do local em que estivesse.
5. e para complicar o meio de campo, uns me chamam de playboy, outros de comunista, outros de metido a besta, outros de querer parecer inteligente, outros de totalmente ignorante. Mano velho, estaria na forca. E olha que não é a melhor sensação do mundo, digo isto, por experiência própria, quando me enforcavam no Glorioso EB, por não acreditar em Deus. Tem uma hora, quero dizer, é tão rápido que se passa em segundos, que parece que tudo o que está dentro, vai sair pela goela. É horrível. Parece que a traquéia passa pelo clitóris na entrada da garganta e a gente sente até no ouvido. Deixa essa brincadeira de forca para o Saddam Hussein.
6. no Glorioso EB, além de não professar nenhuma religião, vim saber por alguns superiores que pesava contra mim, o fato de ser graduado nos estudos. Segundo esses mesmos, isto deixa muita gente danada da vida. É quase uma sentença de morte no Brasil que ainda trata a educação, como um bem a ser consumido pela nobreza, como se tratava há muito tempo, no tempo dos palácios. Uma heresia para poucos.
7. também tem o fato de estar com quase meio século de vida, não ser homossexual, pelo menos não declarado e não seguir a normalidade das coisas. As pessoas normais agem dentro de um roteiro estipulado. Namorar, noivar, casar, ter filhos, procurar uma outra mulher que esteja em forma fora do casamento, encher o saco da mulher de casa, digladiar na hora de divorciar, não aceitar que a ex-mulher tenha vida própria, mesmo depois do divórcio, matar e alegar legítima defesa. Esta é a normalidade que eu insisto em não seguir.
8. eu sou do Norte do Brasil. Agora lascou-ser, ou melhor, lasquei-me. Sou do Norte que nem música do Boi, continuo chamando todo mundo por tu, segunda pessoa do singular, não soletro as vogais: A – Ê – I – Ô – U. Nem falo Rôrãima. Penso em desenvolvimento para a região, como para todas as outras, ao invés de me mandar e me esquivar quando me perguntam a naturalidade, naturalmente. Fico preocupado quando as coisas que deveriam ser do âmbito político, são decididas, primeiro pelo IBGE que deveria ser um órgão técnico e depois, no Supremo Tribunal Federal que deveria estar se preocupando em baixar as pilhas de processos e deixando que se resolvessem as questões políticas, politicamente. Fico preocupado também, quando os tribunais federais, ao invés de deixarem a educação a cargo dos pais, arvora-se em deixar a região em patamares sempre aquém da cultura nacional, quando decidem pelo horário da programação das redes de televisão, como se fossem os paladinos da boa família e não se importassem com os desníveis gritantes, entre as regiões do país, como se quisessem acentuá-los, não levando em conta ao menos, o desenvolvimento tecnológico, em que chegamos, onde já se deveria ter as informações, a cultura e tudo o que é ligado ao entretenimento, na mesma hora, devido aos satélites, aos cabos óticos, a tanto conhecimento adquirido, mas uns e outros juízes, optam pelo atraso, como são educados para pensarem o Brasil. Um Brasil rústico, tosco como suas atitudes que não precisam prestar contas a ninguém e ainda se aposentam com todas as vantagens percebidas, façam o que fizerem. Trabalham se quiserem, sentenciam com bem entendem e se aposentam, como um prêmio merecido. É ser do Norte, é ser assim, remar contra todo tipo de adversidade mesmo que já se tenha iate para nos levar com mais conforto e rapidez, tem quem nos queira ver, remando, mesmo contra o banzeiro que não é fraco.
9. e como último fator contra, eu sou chato, Sou chato Pacaraima.... Acará-bodó Quando eu estou nos meus dias, não tem quem agüente. E olha que é todo dia. Eu tenho uma TPM que não acaba nunca. É uma chatice perpétua.
Eu só tenho a dizer que ainda bem, somos um povo sem preconceitos e sem racismo, o que quer dizer, analisamos os fatos, com a mais alta isenção, sob os dados obtidos e deixamos de lado, as suposições subjetivas, que poderiam prejudicar nossa capacidade de análise.
Ê Brasilzão!
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