quarta-feira, 7 de outubro de 2015

UM GRÃO!

7 de outubro de 2015
Vou te contar minha história. Eu sou um grão de arroz, nascido sem pai, nem mãe, nem cheiro, porque, segundo me disseram, nasci nos laboratórios da Cargill, ou da Monsanto, não sei bem, aquelas empresas que detêm os royalties sobre as sementes transgênicas no mundo inteiro, o que as faz ricas, mas empobrecem o mundo e ainda fazem dos consumidores, verdadeiras cobaias. Quando países africanos ficaram à mercê dessas sementes, a fome aumentou, porque a cada nova plantação, como as sementes são estéreis, tem-se de comprar mais dessas multinacionais, diminuindo as áreas plantadas, aumentando os custos, e inflacionando a oferta dos produtos.
Dizem que eu sou “melhoramento genético”. Só não disseram, melhoramento, para quem.
Então, ainda semente, enterraram-me. Como em filme pornô de sexo anal, estrelado pelo Kid Bengala, bem fundo. Eu aguentei, mas não sei como aquelas meninas aguentam engolir uma banana daquelas, pela boquinha de macaco.
Fui aflorando, até um dia ver a luz do sol. Sim, nestes tempos de aquecimento global, onde o sol é o que menos se vê, mas se sente todo o efeito do efeito estufa, já cheguei murchando. Às vezes eu acho que é mais vantagem, nestes dias, morrer, do que insistir em viver. A vida está se tornando um tormento e vai piorar, a menos que se tomem providências radicais. Extinguir a Cargill, quebrar, literal e representativamente a Monsanto e acabar com o lucro privado que para ser conseguido, tem nos deixado à míngua, quase como um Inferno em vida, justamente quando a estupidez humana voltou a tratar o mundo, como coisa de Deus.
Então fui crescendo, crescendo e me vi afogado, já na lama. Eram charcos imensos, só de plantação de arroz. Uma família imensa que não se comunica, como essas famílias ligadas em redes sociais, onde à mesa, depois que a Coca-Cola propagou que se alimentar em família é uma boa, mas parece que não entenderam bem. O pai se comunicando com a empresa, no Whats App, a mãe, marcando uma foda com o garanhão, no tablet, a filha fazendo cyber bullying, os gêmeos, invadindo as redes de notas da escola, para, transformar o, com louvor, por 10. O retrato da família feliz e bem estruturada de nosso tempo. Ah, faltou a diarista, ligada, marcando com os comparsas, a melhor hora de invadirem a casa, para levarem tudo de valor. E juram que isso é o progresso da comunicação. Com quem?     
Eu sempre me senti rejeitado pelo mundo.
As abelhas não passavam nem perto, os insetos queriam distância, aqueles que chegavam junto, eram logo dizimados, enfim, eu vivia como em uma redoma, no meio da natureza. Melhoramento genético é como progresso na boca de quem tem pouco estudo e pensa menos ainda. Pode ser uma bosta, mas a resposta é sempre progresso.
- Estão acabando os rios
- É o progresso!
- O número de animais na lista de extinção quadruplicou.
- É o progresso!
- A senhora sua mãe está dando o cu no puteiro, a um real.
- É o progresso!
- Estão dizendo que o senhor é gay.
-É o progresso!
Então, de repente chegou uma ceifadora e foi cortando tudo que havia no caminho. Entrei numa máquina verde que colhia os grãos e descaroçava e jogava fora tudo o que não interessava, para criar húmus, diziam. Tem quem ache que é sujeira, folhas e restos orgânicos, espalhados pelo solo. O mesmo pessoal que acha que tudo é progresso.
Então fui lavado e pensei que fosse parque de diversão. Passamos em grupo, por uma esteira que parecia trenzinho de criança.
- Woohoo!
Gritávamos extasiados. Aí é putaria.
De repente foram nos separando por tamanho. Eu entrei num saco transparente e só dava para enxergar pela escotilha. Ainda dava para ver meus outros irmãos, em outro recipiente. Ainda pensávamos que fazia parte da diversão.
Viajamos de caminhão, de trem, de navio e alguns, até de avião. Aí eu gostei.
De repente me vi numa gôndola de supermercado, um barulho que eu não estava acostumado, em vários idiomas, gente falando por todos os lados. Uma hora era uma voz anunciando.
- Coca-Cola em lata, por apenas um dong. Aproveite, aproveite, grande promoção de queima de estoque!
Aí umas mulheres que se encontravam e gritavam mais do que se tivessem sentado em chapa quente.
- Chin Lin, que absurdo! Um hashi por cinco dólares?
- É a crise Li Ping! Daqui a pouco, vamos ter de nos acostumar com um só pau na boca.
- No tempo do Mao, isso nunca aconteceria.
- Viu a tal reforma do Deng Xiao Ping, onde acabou?
 E tocavam umas músicas fuleiras o dia inteiro.
- Agora, grande sucesso no Brasil. Compre o CD do Gustavo Lima.
Deus me guarde. Havia uma argentina muito puta, com essa mania de chamar porcaria de cultura popular. E malhou o que pode, bem perto de mim. Acho que se chamava María Teresa Nidelcoff.
- A primeira pergunta a ser formulada com relação a isso é se realmente existe uma cultura popular. [...] A cultura burguesa se SUPERPÕE e se IMPÕE à cultura popular de diversas maneiras. [...] São lançados no mercado produtos culturais de um nível de qualidade deplorável; e destinados às classes populares: fotonovelas, discos, certos cantores e programas de televisão.
      Ainda que massivamente consumidos pela classe popular, porque não são criação do povo e sim dos setores dominantes – aumentando assim a alienação do povo.
A María estava de TPM nesse dia. Imagina se fosse eleitora do PSDB nestes tempos de derrota constante, aí iria descer dos tamancos. Iria querer inclusive dar um golpe de estado, para finalmente vermos o que chamam de democracia. Deles.
Mas de repente alguém me pegou e me colocou em um carrinho. Tanto tempo exposto, finalmente começou de novo a diversão. A senhora era daquelas que tudo o que o anúncio dizia, ela corria para a sessão correspondente. Disseram que tem muita gente assim, hoje em dia. Consumo não é mais uma questão de necessidade apenas, como diziam os economistas clássicos, mas uma questão de status, de demarcar seu espaço na imagem social. Tem quem consuma tanto que acabe se achando vazio. Porque só não compra o que precisa de verdade, antes de tudo, quer se mostrar aos outros. Mas quem paga a conta, é o jumento!
Depois de muito andar, cheguei à outra esteira que corria bem menos. A moça sentada do outro lado do balcão, só falou uma vez.
- Quer fazer recarga para celular?... Algum produto que não encontrou?
E de cabeça baixa, não olhava para a frente, nem por decreto. E olha que tem gente ganhando dinheiro de otário, com umas tais redes de felicidade no atendimento. Ninguém sabe o que significa isso de verdade, mas que tem tolo para pagar, nem se fala.
De repente fui colocado num outro saco e não vi mais nada. Acho que é um teste para as sensações. Eu sei que eu estava em movimento, mas como, para onde, nada disso. Como aquela gente que fala muito em “direito de ir e vir”, mas que tem um nível de inteligência, abaixo do medíocre e por não saber discernir sobre nada, vive sendo manipulada. Eu ia, vinha, mas para onde? Eu era apenas um produto nas mãos de quem decidia por mim.
Jogaram tudo num lugar e fecharam. De novo comecei a me mover. Mas agora, ainda mais escuro e mais rápido.
Finalmente chegamos. Então ficou tudo espalhado e madame mandava os filhos colocarem as compras em uns apartamentos, cheios de coisas. Eu conseguia enxergar de novo, da escotilha. Fiquei junto dos potes de milho, de cogumelo, de catchup, de mostarda e alguém gritou que aquilo parecia lata de sardinha, de tão atulhado. As sardinhas, ao meu lado direito, não gostaram muito.
- Mano, por que sardinha? Tem atum, polvo, cavala, lula, uma porrada de lata, tu invocas logo comigo que estou em banho-Maria, meu? ‘Tá tirando com a minha cara? Orra meu!
Ainda bem que a turma do deixa disso entrou no meio.
- Ôxi, ‘tá escuro pra picas e um calor do caralho e vocês vão brigar? Fica calmo meu rei!
Dormitei por um bom tempo, tudo escuro e calmo, hibernei por um bom tempo, não sou urso, nem sapo, mas botei o sono em dia, juro que pensava que iria passar minha vida inteira ali.
Até que um dia abriram tudo, estava livre de novo, pude sentir o ar de novo, mas de repente me colocaram em uma panela quente, com umas cebolas, azeite, sal, manjericão, ervas finas que algumas foram muito grossas comigo e misturaram tudo. Quando pensava que iria ficar de um lado, era jogado para o lado oposto, quando via, uma colher de pau que Deus me guarde, encima dos meus cornos. Comecei a suar. Mas peguei um bronze, como nunca mais. Esqueci meu protetor solar. Mas deixa, depois a gente cuida disso. O câncer de pele é cumulativo. Agora, uns 20 anos sem tomar sol, nem em frente ao televisor.
Começaram a jogar água quente na gente. Eu me senti sufocado. Que porra era aquela?
O filho mais novo veio perguntar se era arroz para o almoço, ou arroz doce. Eu é que não tenho mãe e o garoto frescando a paciência. É o que tiver. Menino muito mimado, escolhe o que comer. Filho de pobre come até tatu. E agora é tanta doença relacionada à alimentação. Estão reclamando de barriga cheia. Deixe numa Operação de Sobrevivência, para ver se não acabava essa frescura, ou senão, morreriam de fome, ou de comer.
Pronto, eu me senti servindo o Exército. Para sair da panela para o prato, tiveram de tocar corneta. Alguém gritou.
- Ordem unida!
Outro mais otimista, disse.
- Unidos venceremos.
Logo começou uma gritaria enorme.
Arroz unido,
Jamais será comido!
Você aí parado,
Também vai ser degustado.
Unidos, reunidos,
Pra não sermos deglutidos!
Acho que lá fora, tocavam algo para nos despertar. Assim:
Acorda recruta
Seu filho da
Uuuuuuta
Recruta seu filho da
Uta
Seu filho da
Uta!
Seu filho da
Uta!
Quando a gente pensa que não pode ficar pior, piora como nunca. O glutão veio me comer com dois paus. Eu era virgem até aquele momento, não que eu me importasse com selo de qualidade, mas assim, de uma hora para outra, dois pauzinhos, não estava preparado. Deve ser para compensar o tamanho, eles colocam em quantidade.
Pronto, comeram-me, morderam-me, fiquei molhadinho e agora era a hora do tobogã. Desci um caminho cheio de curvas. Até chegar em uma piscina cheia de ácido. Aí já não é brincadeira. Fazer o quê. Voltar é muito difícil. Disseram que se eu prosseguisse, iria ser reto. O jeito foi descer.  Fiquei um dia inteiro esperando o passaporte de saída. Um bolo enorme, já todo pretinho básico. Aliás, marrom, sei lá que cor é aquela de burro quando fode. Pensei que fosse aniversário de alguém, quando me disseram que tinha o pomposo nome de fecal. Gostei. Fecal, será de fécula? Fécula de arroz. Bonito, só que já não sabia quando começa eu e quando terminava mim. Misturou tudo.
No outro dia, despertei com um barulho que parecia trovão. Balançava tudo. Acho que de novo estava em movimento. Mas rápido, muito rápido. Um buraco escuro e fedido, dizem que mesmo assim, tem muita gente que gosta. Tinha gente se encrespando, querendo respeito.
- O que é isto? Eu mereço ser tratado com dignidade. Isto aqui é um cu!
Uma mixórdia danada de novo. Quando senti, fui expelido, no meio de um monte de merda. Que vida.
Acabar no cu, é brabo, mas depois ainda virar fezes, é de feder. Mas não era o fim.
Jogaram um monte de serragem, fiquei com desidratação. Uma merda dura e seca. Pelo menos não fedia tanto, pois as bactérias foram pastar em outro orifício.
Então me jogaram num forno enorme. A última coisa que me disseram, era que era um biodigestor para gerar calor. E precisa? Acabei no Inferno. Só não consegui ver o Satanás, nem o Príncipe de Luz, ou das Trevas, ainda. Dizem que é a maior mentira, história para boi dormir.
Esta foi a minha história.
Mas daqui eu vejo que meus irmãos que ainda estão penando naquele mundo, estão piores do que eu. É crise moral, é crise hídrica, é crise de alimentos, é crise migratória, mas tem gente que defende tudo isso, com aquela palavra mágica.
- É o progresso!
Mas têm outros ainda piores que só sabem repetir, como autômatos em curto circuito.
- É a provação! Deus está nos testando!
Será Deus do controle de qualidade, Ou da PROTESTE? Vive testando e o mundo a cada dia que passa, fica um Inferno, justamente porque esse povo de Deus, é ávido em ter tudo, imediatamente e com isso, degrada o mundo, como se fosse acabar daqui a pouco. O que foi um Paraíso está se tornando um lugar inóspito para viver. Por causa da ignorância, da inoperância e da estupidez de poucos que estão prejudicando a todos. 

INFELIZMENTE


CADERNO 2
Foram mais ou menos 300 anos de Escravidão, uma tal Abolição vergonhosa, uma ditadura que quase chega aos 30 anos e uma religiosidade que nos puxa para o passado, décadas de uma educação que deforma doutores em bobos da corte, uma comunicação a serviço de uma elite opressora que usa os smartphones e as redes sociais para espalhar fofoca por falta de conteúdo intelectual, dá nisto, todo mundo que só vive imitando o melhor do Brasil e o Brasil estagnado com uma imposição reacionária como sempre.
Não se buscam argumentos para discursar é na só na base do eu acho.
O publicitário da Globo que é Chefe de Redação do telejornal, diz que Einstein é o maior cientista do mundo, porque acha, sem base em nada, ficou no passado, enquanto as academias, as sociedades científicas, mundo afora, dizem que o maior cientista de hoje e de todos os tempos, é o Hawking. A apresentadora diz que gosta disso, sem apresentar argumentação mínima e todo mundo imita.
Já não existem críticos, principalmente de artes, primeiro porque o espírito nazista disseminado é de que crítica não é boa. Só se pode fazer crítica construtiva, nunca destrutiva, ou seja, só elogios, quando criticar é avaliar as coisas. Sem crítica, não se avança, por se achar que está tudo bem, tudo legal. Mas para analisar, criticar, é preciso conhecimento sobre o que se avalia e muita gente acostumada à preguiça mental, sabe pouco de tudo, porque foi à escola apenas se diplomar e depois, aposentou o raciocínio, vive de repetir o que os outros dizem e depois, pensa-se o saber, como a superespecialização em um assunto, completamente alheio ao todo, à holística do mundo.
O garotinho decora os nomes dos dinossauros é gênio, mesmo que não saiba ilibar as consequências dos dinossauros, para o aparecimento das espécies conhecidas hoje.
Ensinam-nos a sermos espertos, ao invés de pensadores, aqueles que encima do conhecimento adquirido, sabem inferir por si, sem ser uma opinião vazia.
Certa vez Dona Themis, mais para dar pinta, para dizer que também foi, visitou o navio do GreenPeace fundeado na Baía do Rio Negro, com um nome de RainbownWarrior, o que aliás eu acho que quem pegou o bonde andando, não entendeu o sentido das coisas. O GreenPeace lutava, pelo menos quando começou, pelas questões ambientais, mas também, por questões pacifistas. Guerreiro, apesar de muito usado para tudo, é símbolo de guerra, de segregação, de animosidade. Quando começou no Canadá, pensava-se assim, talvez tenha passado a ser dirigido dos EUA, mudaram toda a concepção das coisas. Eu sempre digo que depois, surgiu um grupo ambientalista na França que eu não me lembro o nome, mas sempre acredito que se chamava de Primeira Linha e a luta, era de enfrentamento, de ações de guerrilha, não tinha nada de pacifismo. Ali sim, caberia bem esses nomes de Guerreiro, mesmo que do Arco-íris.
Mas Dona Themis voltou fula com a discussão que teve com a ambientalista que a recepcionou. Depois que tomei pé do assunto, disse que a ambientalista estava certa. Quando minha irmã muito cristã, muito religiosa, mas sempre mais irascível, o que muitas vezes acaba se revelando na saúde, revidou.
- Este cara é metido a saber tudo!
Infelizmente não, não sei de tudo, mas gostaria, porém, estudei muito, para aprender a formar opinião própria e Ecologia foi uma dessas coisas em que atuei, quando ainda era malvista no mundo afora.
Sem saber contatava um grupo canadense nos anos de 1970 e até iria abordar sobre isso que ainda não tinha um nome definido, na sala de aula. Combinei com a Professora Eunice, também conhecida carinhosamente como Tartaruguinha que eu iria levar vários livros e ler durante minha falação, no que ela concordou. Iria abordar a matança das baleias, primeiro assunto que deu ensejo ao grupo que hoje se chama GreenPeace. Pena que preparei tudo, coloquei duas carteiras para os livros, quando ia começar a falar, Tartaruguinha fechou todos e me mandou falar de improviso. Não deu, fui sentar e fiquei chorando, por ter me preparado tanto, ter combinado antes e de repente essa quebra de acordo, unilateral.
Mas não fiquei só nisso, fiz curso universitário, pratiquei, fui às escolas divulgar o que até então, era coisa de subversivo, apesar da Ditadura, ter tido um dos primeiros ministros de ecologia do mundo, participei de organizações ambientais nacionais e locais, plantei milhares de frutíferas para distribuir à comunidade, em sacos de plantio, tenho para mim que tenho mais capacidade de avaliação do que muita gente que hoje, quer fazer tipo, mas só fala besteira.
Então, em tudo hoje, tem mais gente querendo aprender nas coxas, do que fazendo uma análise concreta.
A arte virou algo como um INSS, onde não se pratica por vocação e até por horas de estudo, de aperfeiçoamento pessoal, mas, muitas vezes, por se estar desempregado, ou por se querer ascender financeiramente, ou para aparecer, limar o ego, simplesmente. Ao invés de se formarem Artistas, muitos deles, ainda muito conhecidos hoje, mas reclusos em seu tempo; hoje se formam egos megalomaníacos, indivíduos egocentrados e obras descartáveis de minutos.
Todo mundo quer aparecer, sem se esforçar em ter algum subsídio sobre as coisas que discorre.
Dia desses assistia a um programa sobre Educação e apareceu um novo conceito de educar, o conceito védico. De conceitos, o Brasil anda cheio e a Educação não forma pessoas que façam o país desenvolver, que discutam como tirar o país do ranço de explorar-se a maioria, para poucos jogarem dinheiro fora com quinquilharias.
E a professora da tal escola, dizia que ensina a escutar o “som do silêncio”.
Na minha curiosidade eterna e peculiar a mim, devo dizer que estudei piano (com 4 professoras: Dona Marieta Pedrosa que me escolheu com seu mestre em palavrão e novas gírias, não sei porquê; Dona Regina Xavier, da Escola Musical Ana Carolina; com a Sandra, uma loura da minha faixa etária, de olhos verdes e cabelos encaracolados que foi embora, quando separou do marido, oficial da Aeronáutica; e por fim, com a Elvina, minha colega de piano e de Exatas e de música a quatro mãos que preparávamos, mas ela nunca tinha coragem de se apresentar em público, que me pediu para deixar dessa vida de tocador e passar a dar aula na escola dela, para a garotada, de Teoria Musical, o que não aceitei, por não ter curso na área, como ela que além de Matemática, era formada em Educação Artística), violão (que Dona Regina só permitiu, depois de dizer que seria com o Domingos Lima, mesmo com calo, porque eu gosto do encordoamento de metal, não perdi a sensibilidade, como ela dizia), bateria, percussão, arranjo, regência, fuga, orquestração e muito mais, muitos desses cursos no Conservatório de Música da Universidade Federal do Amazonas, alguns outros, em cursos à distância, do Zimbo Trio, ou de universidades conceituadíssimas da Inglaterra, dos EUA, como também, fui aluno do Curso de Física, onde se tem o som, as ondas magnéticas, eletromagnéticas, as alturas dos graus sonoros; e o silêncio, pelo menos naquele tempo, talvez tenha mudado, naquela forma de ensinar, era a ausência de som. Vou voltar à escola, em particular, à essa escola védica, quem sabe, um método de ensino musical, ligado ao Verdi, para aprender a escutar o som do silêncio. Quem sabe, volte a tocar, a compor e faça uma partitura inteira, de uns 100 compassos biquaternários, só de silêncios. Quem sabe, será minha consagração. Mas vão me chamar de “ouvido de tuberculoso”. Eu tenho livro e K7, do SOM E O SENTIDO, mas aí são outros quinhentos. Gostei dessa nova experiência quase transcendental de ouvir o silêncio. Em dó, em ré, em mi, em fá, em sol, em lá, em si, em sustenido, em bemol, maior, menor diatônica, ou atonal? E fica todo mundo com cara de estar diante de uma nova fórmula que vai mudar o mundo.
É assim que o Brasil se gosta, sem conhecimento sólido em nada, mas todo mundo querendo posar de bacana, fazer moda.
O pior é que não se pode discutir nada, sem se esbarrar em questões religiosas. O cara não é racista, não é boçal, não é atrasado, não é preconceituoso, não é burro é apenas religioso, como se aqueles conceitos toscos, rudimentares e ultrapassados fossem deste mundo.
E até hoje essa gente “inteligente” do Senhor, falar em cor e a cor que fala, é negro, ou preto. Eu volto a repetir, fui aluno do Curso de Física, até o último período e a questão de cor, pelo menos naquele tempo, em Óptica, tem a ver com espectro de luz, Física II, portanto, pelo menos onde eu estudei, preto é a ausência de cor, porque acontece onde não incide luz e não há cor, nessas condições. Mas como eu digo, tudo muda, tudo hoje, é pós-moderno e eu sou pré-careta pa-caralho. Mas na Bíblia, Trevas, não é justamente onde tem fogo? Se tem fogo, tem luz, se há cor, então não pode ser trevas. Mas eu sou ateu, Deus deu inteligência aos seus filhos.
Mas se pregam esses conceitos sobrenaturais, como científicos. É um absurdo e regredimos, ao invés de ir avante.
Qualquer mudança, ou busca de uma identidade própria é rechaçada como se vissem o Diabo na cruz.
Nossa eterna esperteza, nunca se traduz em inteligência de verdade, no máximo, vemos alguém fazer lá longe, repetimos aqui, como novidade e original de nós.
E aí, enquanto nossos técnicos de futebol adentram ao campo de terno completo, como os europeus, esses imitam o futebol-arte do Brasil de antigamente. Enquanto compramos agrotóxicos do estrangeiro, na Suécia descobrem que a maneira mais saudável de fertilizar o solo, é produzindo a Terra Preta de Índio, praticada por povos autóctones do Amazonas, há milênios. Enquanto se vangloria a imigração europeia que liquidou biomas importantes Brasil afora, como a Floresta Atlântica, a Caatinga e o Cerrado, a SBPC nos anos de 1980 divulgava uma pesquisa de que a melhor maneira de plantio, sem exaurir o solo, era de tribos da Amazônia que praticavam a agricultura circular. E agora, quando as forças do atraso lutam contra a vitória da Dilma, o que a fez recuar em suas propostas de vanguarda, a Hilary Clinton, em plena Nova Iorque adota um discurso baseado completamente na Esquerda Brasileira.
E nós continuamos a importar o que já nos pertenceu, pagando sempre muito caro. Claro!
Uma elite entreguista, mal formada, mal informada e deformada que toca tudo de ouvido, mas quer posar de competente e por falta de capacidade, pensa que inventa, quando na verdade é apenas falta de profundidade em tudo.
Discute música, sem ter estudado método algum, na base da intempestividade, deu vontade, não precisa de mais nada, do que um instrumento, sem saber nem como as partes se juntam e como atuam para gerar o som. Interpreta as coisas, sem conhecimento do que se trata e diz que é uma nova forma de interpretar. Se estuda a História das coisas, a História do Mundo, a História da Filosofia, a História da Arte, a História da Música, a História Econômica, a História da História, talvez visse que isso que faz hoje, muitos tentaram e não deu certo e a pólvora já foi descoberta na China Milenar. Uma nova interpretação, quer dizer que o cara não é compositor, não sabe escala, não conhece os tons maiores e menores, em suma, não sabe nada, mas por falta de capacidade, ao não alcançar níveis mais altos dos que seu limitado mundo permite, já diz que é uma nova interpretação, quando deveria dizer, uma nova limitação, isso sim. A cantora não atinge graves e agudos, fica nos médios, acelera a música para conseguir cantar e diz que interpreta de maneira diferente. Então vá fazer a sua musica, vá compor. Ou melhor, vá se aperfeiçoar.
Até ao se expressar, por não ler, não sair do rami-rami de sempre, a que se colocou, “inventa” palavras quando a gramática e os dicionários mostram uma vastidão que podem ser utilizadas. E por fim, por falta de conteúdo mesmo, ao invés de se discutir o teor das coisas, fica-se parado em picuinhas.
O cara apresenta um olhar sobre o mundo, fica-se discutindo o palavrão que ele usou, ou a visão do lugar dele, ao invés do olhar dos outros, o todo, em relação ao assunto.
É a velha e arcaica elite nacional, fruto da Escravidão e de ditaduras que insiste em discutir o Brasil, a partir do olhar e da conveniência da elite internacional.
De Marquês de Cairu ao “Doutor” Bulhões de Carvalho. De Dom Pedro II ao Astronauta Brasileiro – um dinheiro jogado fora, por capricho -. De Armínio Fraga a Joaquim Levy.

Mas uma coisa, por imitação, ou devido à ideologia, como a elite capitalista mundial, causa crises, sejam econômicas, sociais, éticas, de valores e nunca assume sua parte neste latifúndio e elege sempre uma questão para jogar a culpa nos outros. Mas ao primeiro sinal de que a crise amainou, arrefeceu, já parte para lançar os velhos conceitos liberais e neoliberais de sempre, fonte de todo o problema, como coisa moderna, pós-moderna e hyper-pós-moderna. Sempre aliada a religiões que pregam a Inquisição como uma ideia contemporânea e a grupos que discutem os problemas, com formas de punir e excluir ao invés de discutir-se uma sociedade que integre a todos, inclusive quem não tenha o perfil do conformado eterno. 

terça-feira, 6 de outubro de 2015

IMPÉRIO DA PETULÂNCIA!


6 de outubro de 2015
Há muito tempo um especialista educacional acho que francês veio ao Brasil para um encontro e chegou à conclusão de que as crianças no Brasil são criadas como pequenos príncipes. Elas é que determinam o que os pais e responsáveis devem fazer para criá-las. Elas podem tudo e querem tudo, sempre individualmente.
Lendo um artigo do BRASILEIRISMOS do Da Matta, ele falava de um encontro em Harvard em que o jovem professor, discorria sobre como os povos eram vistos por outros. E falando sobre o brasileiro, na verdade, lá nos países mais desenvolvidos, os latinos americanos eram vistos com preguiçosos e só pensavam em sexo, como a maneira estereotipada de sempre, no entanto, no Brasil, quem se considera poderoso, identificou que se tem no atraso, na falta de pontualidade, uma forma de se mostrar superior.
- Quem chega na hora certa, dá a sensação de inferior!
 Dizia que não é novidade alguma, é uma forma adquira de reis de antigamente, do poderoso fazer os outros, sempre esperarem.
Infelizmente o Brasil vive de estereótipos arcaicos. Muitos dos pensamentos vigentes, são ainda, resquícios de nossa colonização e da vinda de europeus desdentados e boçais que aqui viveram verdadeiros aristocratas. Em pleno Capitalismo.
Não é muito incomum se ter um horário numa empresa, mas o chefe, sempre chegar depois de todo mundo. Imagina o chefe chegar junto com os “colaboradores”. Eu, quando fui chefe, nas vezes em que estive chefe, chegava até antes de todos. Nem por isso me sentia inferior. Mas eu tenho autoestima alta, espírito forte e personalidade. Não sou o exemplo do brasileiro comum. O comum, é ser recalcado e ainda cantar “beijinho no ombro pro recalque passar longe”, mas na verdade, o recalque é justamente esse tipo de música onde se tenta afirmar, por se sentir na lama. Já falei, são temas recorrentes, a cantora sexualmente espalhafatosa que se sente uma merda, mas com algo a mais, começa a querer pisar nos outros, para se sentir superior.
Quando eu era uma baranga
Você não quis me comer
Agora que eu estou gostosa
Virei puta de luxo
Baba baby
Baba baby
Baba
[...]
Prepara
Que agora é hora
Do show das poderosas
Eu não estudei
Não tenho nada a contribuir
Mas “venci” chupando o pau dos outros
E mostrando a bunda em público...
Imagina um povo onde as crianças são mimadas, não podem ser questionadas, nem mesmo, terem limites, crescerem com uma visão de mundo em que o outro é sempre inferior e uma elite que pensa que o mundo gira em torno de seu umbigo e repassa isso aos filhos e aderentes para não perderem a pose.
E Russell diz que há quem se ache sempre superior que exija leis sempre mais duras, duras, duras, para os outros, eles não cumprem as próprias leis que desejam. Imagina o Brasil, onde a Escravidão deixou sequelas feias, imorais, racismos, segregações, concentrações, de forma velada.
- Doutor, o senhor assinou a Lei da Redução da Maioridade Penal.
- Lógico!
- Seu filho foi pego dirigindo aos 15 anos, sozinho, acima da velocidade permitida e embriagado. Vamos encaminhá-lo à penitenciária.
- Mas de maneira alguma. É meu filho, estás pensando o quê? Não sabe quem sou eu? Se eu permito que punam meu filho, vão pensar que eu sou povinho... Deixa o menino em paz!
Eu sempre digo que quando se fala em brasileiro, tem-se de ao menos, dividir o brasileiro Casa Grande do brasileiro Senzala.
O garoto da periferia, muitas vezes nem tem infância, então não dá para pensar que todos os brasileiros são principezinhos que irão se transformar em nobres adultos, cheios de dedos e alheios à nossa realidade que nos rodeia desde muito.
Quando se fala até em crise no Brasil, é preciso diferenciar. Crise para quem mesmo? A Ditadura viveu em crise, o Governo Sarney, foi a crise institucionalizada, até o começo do Governo Lula, com o Pallocci, era crise para as classes economicamente inferiores, mas o Paraíso para quem hoje, se descabela com a “crise”, justamente porque podiam investir em Bolsa, podiam viajar sozinhos, foi voltar os interesses para as classes menos privilegiadas, pronto, tem gente “despentelhada”, sem precisar depilar.
- É crise, imagine você que eu viajava para Dubai num 777 particular e gastava poucos milhares de dólares para abastecer. Agora, Jesus Cristinho, é um absurdo completar o tanque! É crise. Mas se pegar voo comercial, Deus me livre, é tanto povinho no aeroporto, tudo de sandália, eu não posso me imiscuir nesse mundinho!
- Imagine que eu ia ver o Roberto Carlos no transatlântico de luxo e só havia ricos e bem nascidos, agora a gente topa com pobretões que também adoram porcaria como nós. Onde já se viu isso querida?
- Bom mesmo, era naqueles tempos do OverNight, os pobres cada vez mais pobres, os ricos enriqueciam da noite para o dia, sem produção alguma.
Os pequenos príncipes crescem, com a visão de que ainda estamos na Escravidão, ao Senhor de Engenho, tudo, ao Zé Povinho que se foda.
E ainda tem o lúpen-proletariado que ascende um pouco, esquece de onde veio e quer se igualar ao burguês mais rico do mundo.
- O Bill Gates agiria assim, eu tenho de agir igual, senão vão pensar que eu fiquei pobre!
Bresser diz que o maior problema no Brasil, em se tratando de querer tudo só para as classes abastadas que acabam em crises e não permite que o país desenvolva, não é só dos empresários e diretores de multinacionais, mas também, dos tecnoburocratas estatais que ao se verem percebendo acima da realidade nacional, juntam-se às demandas da burguesia, como se não pertencessem ao setor público. Como agora que a realidade nacional, é de uns R$ 5mil no máximo, mas no Judiciário, querem aumento, por estarem “ganhando pouco”.
- R$ 20mil, que país é este? Não posso nem comprar uma Ferrari nova. Estou paupérrimo!
E ainda diz que se remuneram bem esses tecnoburocratas, no publico e no privado, regiamente e quando chega nos níveis mais baixos do organograma, tem-se de remunerar miseravelmente. Ou seja, uma minoria percebendo milhões, enquanto uma maioria na merda, sempre, produzindo cada vez mais, para viver com muito pouco, porque se paga bem sempre, o pessoal da Casa Grande.
E o Slavoj diz que o que causa tanta revolta em relação à Venezuela de Chavez, é que ele não tentou puxar as classes menos favorecidas para o mundo dos abastados, mas usou uma lógica completamente diferente da usual. Ele foi aos miseráveis e de lá, com a visão da minoria política, adotou uma política de inclusão. Tanto que a Venezuela pré-Chavez, tinha mais de 80% de miseráveis, enquanto a elite da PDVSA gastava tudo nos EUA e não desenvolvia a economia local, mas nunca houve uma estupefação tão grande das elites internacionais. Agora, com menos de 34% dos venezuelanos na miséria, os mesmos de sempre, gritam.
- É crise!
E ainda tem quem viva falando em desabastecimento, o que o Slavj já previa que iria acontecer. Primeiro os donos dos meios de produção, iriam boicotar o novo governo, depois, um mercado que atendia à 20%, atender de uma vez, mais de 80%, realmente gera desabastecimento. Mas com o tempo, a Venezuela vai ter sua própria economia, soberana e atendendo à mais de 15% de uma minoria que parece não enxergar a existência de outros, de tantos, principalmente na miséria.
Realmente, estamos em crise, no mundo inteiro, quando se tenta fazer ver que o outro existe, mas alguns ainda querem um mundo voltado só a si.
Em um texto que escrevi em um caderno, dizia que na discussão no Brasil, sobre Dilma, ou o perdedor, o PT, ou o PSDB, não existe o certo, nem o errado. Todos têm sua lógica, seus interesses. Marx sempre falou em luta de classes, mesmo que hoje, no Brasil, quem dizia não acreditar em luta de classes, adote o ódio ao diferente. Somos plurais, interesses muitos, é normal cada um puxar o peixe para a sua brasa. São Paulo acostumada a sempre ser beneficiada sobre todos, tem de querer mais uma vez, derrubar quem pensa o Brasil, além do Eixo Rio-São-Paulo-Minas-Rio Grande do Sul. O que fica difícil entender, é que o cara lá do asfalto, esteja lutando para manter os interesses do pessoal dos helicópteros. Mesmo que seja paulista e viva em Swamp, quero dizer, Sampa.
Para quem não acompanhou o texto que nem eu sei onde está, o Slavoy diz que hoje, as hierarquias das cidades, já nem existem mais. Antes, havia o bairro dos ricos, rodeado pelos bairros da periferia. Hoje, com o advento dos condomínios, já não existe essa mistura entre pobres e ricos. Não se convive com os diferentes, os condomínios criam suas próprias leis, dentro de um país, de um estado, de um município com leis gerais. Para os outros. E diz que o exemplo maior desse medo de se confundir ao povo, dar de cara com o pobre, é de São Paulo de Lula. Explica-se, o livro foi publicado em 2010. E Slavoj é um filósofo e psiquiatra do Leste Europeu, mas conhece a “realidade” brasileira, por ser internacionalista. Em São Paulo, onde os engarrafamentos são frequentes, assim como os assaltos a quem está parado nesses congestionamentos, os ricos não se isolam mais em carros blindados. Eles, como em filmes de ficção científica sobre o futuro, sobrevoam por cima dos pobres que se veem perdendo tempo em lentidões eternas. São Paulo tem a maior frota de helicópteros do mundo, por isso, é o único município que tem controle de tráfego aéreo, só para helicópteros, enquanto em terra, está a maioria, pensando em ascender socialmente, para, não lutar contra as desigualdades, mas também para andar de helicóptero e se ver livre daquela gente que fede. Depois, com tanta segregação, um apartheid indisfarçável, umas sociedades de castas, como nem a África do Sul, nem a Índia preservam mais, não querem que a violência, a tentativa de consumir, assaltando quem rouba a riqueza só para si.
Goethe e alguém mais que não me lembro, diziam que aquela riqueza individual, na verdade, era um roubo da riqueza que deveria pertencer a todos.    
Aí eu dizia no texto que o cara andar de “busão” em São Paulo e defender os interesses da classe abastada dos helicópteros, é como a apresentadora do SBT que se notabiliza em ser a Musa da Estupidez da Direita Fascista, acho que se chama Sheherazade, que é nordestina, da Paraíba, mas se comporta como se tivesse nascido em berço de ouro, em um condomínio de luxo de Sampa.
Aí sim, esses são os que estão no mínimo, equivocados, pensando que ao defenderem os direitos de quem sempre teve direitos no país, vai se colocar na mesma posição. Ledo engano cara pálida!
Musa que não tem nada a acrescentar do que tolice, sempre é trocada, quando aparece uma mercadoria mais nova, com mais viço. Foram tantas. Caiu a bunda, os peitos, nem silicone segura, o rosto ficou mais velho, chegou a Annita, a Valeska, pronto, a Kelly Key, a Carla Peres, a Feiticeira são substituídas, pois não passam de objetos. E só reaparecem, dando o testemunho, como putas redividas, ex-baitolas, como se fosse possível.
Infelizmente as classes mais abastadas, mesmo falando histericamente em crise, não param de consumir. Estranho para eu que estudei Economia. Acho que peguei professores e li livros de quem não era da área. Eu devia ter aprendido com a Cristiana Lobo, a Miriam Leitão, o Justus e até com o João Dória Junior. Esses entendem tudo de Economia. Vide o tal de “Doutor” Roberto Marinho que acreditou na Miriam e ela deixou a Globo endividada em dólar e quase na falência.
Eu sempre digo que Economia e Administração são saberes, ciências, áreas de conhecimento, como quiserem, que têm muito a ver com a expectativa. E quando se fala em expectativa, fala-se também em política, em esperar que suas posições políticas e até ideológicas, sejam vitoriosas.  E no Brasil, há uma disseminação do individualismo sem fim. Isso não precisa diferenciar pobres e ricos, são poucos os que pensam no coletivo, antes de pensarem em satisfazerem seus interesses, mesmo que os outros se lasquem de verde, amarelo, azul e bronco!
Um povo que custa a amadurecer. A pesquisa VIP sobre o novo homem brasileiro, constata isso, no item, quando se é maduro. Tem “homem” achando que amadurecimento é para depois dos 80 anos. Imagina gente que vive infantilmente, discutindo sobre realidade. Só pensa no Príncipe Encantado vindo resolver crise capitalista, ou na fada madrinha, solucionando problemas reais.
É como eu disse dia desses ao taxista, quando um filho da puta costurava o trânsito que não andava.
- O cara pensa que resolve seu problema individualmente, acaba atrapalhando a todos, inclusive a ele. Sozinho, faz com que o trânsito não flua nunca.
Se essa falta de educação foi comum no passado, ainda hoje, é até mais comum, quando as classes menos favorecidas economicamente, pensam que entrando na onda da ostentação, vão ser ricas de verdade, quem sabe, viram celebridades e entram na lista Forbes.
Tempo desses, acho que um tal de US$ 0,50, ou Fifty Cents, pediu falência pessoal e disse que esbanjava para parecer estar numa ótima, mas já estava na merda e com a ostentação direta, acabou o que restava.
Os shoppings estão cheios de crianças. Que porra é essa, tanta criança como se fosse uma grande creche. De repente pensei. Dia das Crianças. Ah, é isso.
Pensemos. Quem frequenta shopping, comprando, não é classe D... Z. Mesmo porque os preços dos shoppings, por motivos de alugueres, de taxas condominiais, quota de eventos etc., são sempre superiores aos de lojas de bairros.
Em plena “crise”, os pais levam as crianças para escolherem seus presentes nos shoppings, por causa do Dia das Crianças.
- O quê cidadão?
Em plena “crise”, os pais levam os filhos para escolherem presentes.
Olha, eu não tenho filho, mas estudei Psicologia do Desenvolvimento. Como tudo mudou, a Matemática, mudou, 2+2 não são mais 4, a Economia mudou, em tempo de restrição econômica, os governos retraem investimentos, a Administração mudou, quem ensina como administrar, é publicitário, é pedagoga, é assistente social – talvez por isso os dados sobre a Administração no Brasil, sejam pífios, vergonhosos, é todo mundo querendo aprender na marra e se arvorando de suprassumo, mais para atender ao ego, do que aos princípios profissionais -, até a Física, quem ensina, é engenheiro, até estudante de Medicina, vale tudo, quem sabe, criança e adolescente também mudaram muito, como dizia um parlamentar que defendia a Redução da Maioridade Penal, as crianças e adolescentes mudaram muito, por causa do tablet, da internet, do smartphone. Antigamente o cara era estúpido, mal informado, burro mesmo, ficava com vergonha de ser ridicularizado em público. Agora, estupidez, é até publicidade pessoal, como muito usa o Coronel Bolsonaro que não tem muito a acrescentar, mas vive se fazendo de idiota, para não sair da media. E como ele, Silvio Santos, esse pessoal que serviu à Ditadura que não aprendeu a debater com ideias, mas com atos ridículos e tão levianos.
Imagina para futuro, um país de filhos únicos, sem limites, com pais que dizem que a família é a celula-mater da sociedade, mas todo mundo “trepa” com todo mundo, diferente do discurso oficial, com um pensamento que se deve pensar só em atender aos seus interesses, sempre e sempre mais, com crianças cada vez mais aprendendo a serem arrogantes, petulantes, insensíveis, prepotentes e ainda pensando serem os Senhores de Escravos.
Eu ia entrando no banheiro para dar uma mijadinha, quando vi uma criança no colo da mãe. Abraçaram-se os três, como propaganda de dentifrício e a mãe perguntou que presente ele queria. Eu até sorri ao ouvir os pedidos, e o pai me olhou satisfeito, não em atender uma necessidade infantil, ou de dar um presente infantil, mas de ao ceder aos caprichos da criança, é como uma forma de se mostrar aos outros que é poderoso, pode presentear uma criança ainda em formação, com coisas bem caras e até desnecessárias para aquele contexto.
- Dois tablets, um smartphone...
Era uma lista enorme, só de produtos para adulto.
Em uma loja de departamentos que antes da “pós-modernidade” se chamava de bazar, os pais chamavam uma criança ainda aprendendo a caminhar, que estava dispersa, para ela escolher qual a bicicleta que ela queria. Por que não me perguntam para me darem de presente?
- Papai, por enquanto, eu quero só uma House of Solid Gold, The Beverly Hills Edition acompanhada de um Gulf Stream G650 ER, mais um giga-iate, com dois helicópteros para 15 pessoas na proa, duas casas mobiliadas e informatizadas e mulheres apaixonadíssimas à minha disposição, limpinhas, até de saúde. Paga papai?
Aí quando aparece uma Susane von Hichthofen, as pessoas não sabem, como uma menina criada com tanto carinho, pode matar os pais. Simples, porque carinho, amor, também significa dar limites, a vida é cheia de gente, não dá para pessoas criadas como príncipes, queiram que os outros sejam só a plebe a servir-lhes.
O problema em falar em dar limites no Brasil, é que as crianças e adolescentes, acham sempre que estão certos, mas com pais imaturos e cada vez mais maniqueístas, mais prepotentes, nem sempre o limite que dão, é para a vida, mas para impor sua visão de mundo, sua ideologia, sua religião. É muito difícil saber quem realmente está apenas exercendo sua personalidade, ou querendo ser impositivo sobre todos.  
Pelo visto, esse pensamento de uma elite cada vez menos inteligente, mas cheia de pose, que pensa que se pode ter tudo, é só bater o pé, é só dar pití, pronto, querer é poder, vai perdurar por longo tempo. Ou senão, a plebe cria consciência e dá um basta nessa vigarice, nesse comportamento de filho da puta e de vagabundo que pensa que Deus no Céu, ele na Terra e o resto se foda!

Um pessoal que faz tudo para se dar bem de qualquer maneira, sozinho, mas em público, é de uma altruísmo que dá até vontade de chorar.     

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

NEWS OF BEYOND in FORD DEU-SE UM PRESENTE DE GREGO!

5 de outubro de 2015
γ     EUA ATACAM MÉDICOS SEM FRONTEIRA PENSANDO SER DO ESTADO ISLÂMICO:
o   Fontes próximas ao Secretário Geral da ONU, dizem que Mr. Moon arregalou os olhos, quando soube do ataque à sede do Médicos Sem Fronteira no Afeganistão. Ainda com os olhos esbugalhados, ligou para pedir explicações à Casa Branca que afirmou que nestes tempos pós-modernos, de pós-capitalismo, fronteira é coisa do passado. A única fronteira que não querem que mexam, é a que fica ao lado do México, para não se misturar o Sul branco, com aqueles “cucarachas” de bigodes enormes, uns carrões cafonas e um gosto estranho pela morte.  Se país que tem fronteira, eles invadem, imagina um Estado Islâmico Sem Fronteiras, não interessa se são médicos socorristas, ou terroristas medíocres, atacaram, está atacado e fica por isso mesmo.
γ     SALVE JORGE GUERREIRO, ASSIM NÃO VALLE:
o   Depois de 37 anos, colegas do Christus se reencontraram e prometeram que daqui para adiante, não desgrudam mais. É que nem cachorro cruzando. O próximo encontro será na Praia da Lua, num dia de sol ameno. The Good, Vaquinha e Topo Gigio, já confirmaram presença, estão escolhendo inclusive as sungas que arrasarão no encontro. Como esse negócio de apelido de infância tem dado muito pano para mangas, desde que o Eduardo Jorge, em pleno Campus Universitário me pediu para chamá-lo pelo nome, pois era um homem casado e Zé Touro não pegava bem; e desde quando o Plínio quis entrar no Banco da Economia e como todos tinham de ter um apelido e eu falei que no Colégio, era conhecido como Mucura, ou Mucureba ele ficou muito grosso me chamando de Topo Gigio, revelo os nomes dos modelos de pança. Jorge Eduardo, Maury e Thevis, este que vos digita. As meninas já estão pensando em sentar encima, amarrar umas cordas nos pescoços e fazer daquelas circunferências abdominais, bananas boat humanas. Sabendo usar, não vai faltar!     
γ     GOVERNO DILMA APELA CONTRA TCU E A CORTE DIZ QUE ISSO NÃO É NARDES:
o   O Sinistro Nardes, do TCU, indicado pela Arena, o PDS e pela Escola Superior de Guerra, não se deu conta que agora ele não pode mais, exercer vida política, pois, mesmo sendo do Legislativo, agora os pareceres devem ser técnicos e isentos, coisa que ele não é nem um, nem outro. E com isso, criou o maior embaraço ao desembaraçar as contas do Governo Dilma relativos à 2014. Os Ministros do Governo Dilma dizem que assim não pode, assim não dá e pedem o afastamento do magistrado que nunca o foi, nem nunca será, pois os Tribunais de Contas, não são ligados ao Judiciário, nem aqui, nem na China. Nardes que se criou na ARENA, como muitos golpistas, viu seu espírito atávico de capacho internacional aflorar, despertar, dar sinal de vida, antes que o Brasil vire um Estado Islâmico Bolivariano Grego de Esquerda Nazista, como alguns “gênios” estão pregando que o país está se tornando. A grande dúvida, é saber, quem indicou um egresso da ARENA, em pleno estado democrático de direito, para um papel importante, quanto julgar as contas nacionais, com isenção. Em nota, Movimento Nacional Pelas Ciclovias apoiou o Governo Dilma, dizendo que no Brasil, todos pedalaram um dia, porque ela não poder, só por ser mulher? Logo agora que o Hadad e o Arthur Neto fizeram as ciclovias encima de calçadas, vão querer proibir as pedaladas? Como ficará o coletivo, com um transporte público ineficiente, sujo, caindo pelas tabelas e em quantidade inferior à necessidade nacional? Robinho anunciou se proibirem as pedaladas, ele para de jogar futebol. Não é Nardes, mas indignado com tanta manifestação contrária à sua luta em restaurar a Ditadura, já disse que voltará ao Partido Popular, para ver se cai na Rede.  
γ     PAPA DÁ APOIO À HOMOFOBIA E RATZINGER SE DIZ ABALADO:
o   Eu sempre soube que mentira tem pernas curtas e que Mentira na Igreja Católica Apostólica Romana era um dos 7 Pecados Capitais, mas depois do grito de guerra papal, da Encíclica Vinde a Mim os viados, as putas, os cornos, os corruptos e os filhos da puta de espírito pequeno, com medo de perder seu rebanho, o Papa Chico se contradisse, ao visitar uma filha de uma puta que de tão feia, se fosse puta, morreria de fome, e dizer que ela estava certa em não casar baitolas no cartório onde trabalha, pois, segundo ele, o exemplo dela é nítido. Deus disse que esse negócio de chupar rola, dar o boga e trepar que nem desesperado, é para mulher, como ela que casou mais de 4 vezes e se diz chocada, ao ver duas rolas se amando, como se em todo esse tempo de casar, descasar, dar, dedar, essas coisas todas, nunca tivesse visto ao menos uma chapuleta. Dizem pastores da igreja onde esse canhão enferrujado frequenta, que ela só transa de bata. Bate aqui, bate ali, e quando percebe que está chegando ao clímax, coloca a boca e engole. O Papa Emerito Bento XXIV, porta-voz das bibas da “Santa”, enviou carta de repúdio ao Papa Chico, por esse se colocar a favor da homofobia. Em resumo, diz o repúdio em epístola mais ou menos assim: “Demos, damos e daremos, enquanto o cu for nosso e a pistola quiser, não venha querer reprimir irmão!” Agora o The New York Herald Journal of Maryland, diz que seu critico de arte, não sabe bem o que quer o Papa, se ele realmente perdoa os fuleiros pecadores, ou se ele quer que vão até ele, para foder a cartola, ainda mais, com essa declaração de que perdoa, só da boca para fora, para dentro, o caminho é só de saída, não entra nem com gel lubrificante, xilocaína e Vinho Dom Bosco.
γ     GRUPO POLÍTICO QUE DIRIGE O AMAZONAS HÁ MIL ANOS QUEIMA TANTO QUE A FLORESTA VIROU FUMAÇA:
o   Dizem as más línguas que as escolhas para os cargos políticos dentro do grupo que desgoverna o Amazonas há uns mil anos, passa por quem queima mais. Este Governador aparvalhado, incompetente, duas-caras e inoperante, se for verdade, está queimando demais. Manaus é só fumaça e nada tem sido feito. Estão queimando tudo, foi só a Presidente Dilma dizer que em 2300, tomará medidas para o desmatamento zero, estão torrando a floresta e o panema do Governador, diz que vai deslocar homens, ninguém sabe quando, para aplacar os fogos que consomem os delírios da corrida das construções de condomínios de luxo, em Humaitá, Codajás, Apuí, Iranduba, Manacapuru, Novo Airão, Itacoatiara, Parintins etc., senão não acabo de digitar. Vai mandar homens? E tem isso neste grupo? Se pede uns aviões de combate à incêndio, do Governo Federal do Brasil, do Canadá, da França, do mundo inteiro, resolveria logo, mas tem o pensamento tão atrasado que ainda combate incêndio florestal, com homens, quando os roscofes estão dominando o mundo, no Vaticano e até no Exército Norte Americano, onde estão à frente das discussões sobre a aceitação de permitir que os outros deem o que é deles, desde que não peçam o meu, seremos eternos amigos. Quando a Presidenta do Brasil decretar Desmatamento Zero, a Amazônia já não terá mais o que torrar, imagina o que desmatar. E ainda se discursa com o mote da Floresta em Pé e da Sustentabilidade Amazônica. Não se sustenta. O zero, só se for com o que brincam desses meninos tão subdesenvolvidos. E ainda tem quem diga que o progresso, justamente na Amazônia, onde os índices relativos à Educação saão vergonhosos e no Amazonas, onde a quantidade de professores de verdade, com Licenciatura, é próximo a 16%, é o “pogresso”, na verdade.
γ     CALDEIRADA DE GENTE 24 HORAS:
o   O calor em Manaus é tanto que as lojas que vendem chuveiros elétricos reclamam da crise. Ninguém compra mais, pois parece que todos são tambaquis, na hora da caldeirada, quando vão tomar um banho. A água é tão quente que se o homem não lavar o saco rápido, pode fazer dois ovos quentes, ou cozidos, nos poucos minutos em contato com as gônadas. Em Manaus, onde se queima muito, ninguém sabe mais se o queimadinho, é porque o rebento, a princesa cederam a rainha, ou se é efeito da água no rego, beirando os 50°C. “Profissionais” da vidência, garantem que é o efeito do El Niño, no que eu concordo, o Niño está fazendo estrago no... da gente, mas na verdade, é o aquecimento global que antes da data marcada, já dá sinal de morte. Agora, até as prostitutas, antes de meterem a boca, exigem que o cliente lave a salsicha, pelo menos três vezes. É que com a água quente daquele jeito, dizem que quando chupam, sentem gosto de cachorro-quente. E essas putas filhas da puta, ao invés de colocarem chantilly, mel, vinho, leite condensado e doce de leite encima do maçarico, como faziam antigamente, estão colocando catchup, maionese, mostarda Dijon e até queixo ralado, para fazerem um “gostoso” Blow-Job Tropical, como apelidaram. Iara que era uma sereia, tem colocado o rabo de fora, para ver se toma ao menos um vento, pois está tudo quente debaixo do Equador.
γ     MAIS CABEÇAS COM CHIFRES NO BRASIL:
Não foi a Sinistra Katia Abreu que anunciou mais cabeças de gado, de ovinos, caprinos, nada, é a moda de ficar 24 horas no Whats APP, ou como ouvi hoje, a mulher já reduzindo, para Ats APP. Quanta inteligência! As mulheres são seres que gostam de ser notadas, de chamarem a atenção, principalmente de seus parceiros, de se sentirem necessárias e únicas. Com a moda do pessoal não desgrudar do Zap Zap, do FaceBroco, daqui há pouco, enquanto os maridos ficam nas redes sociais, elas estarão nas camas sexuais. Quando notarem que são chifrudos, Inês é morta. Quando procurarem, o Ricardão já comeu o pedaço que nem ele conseguiu. Vão ficar no sexo virtual e as madames, na transa real. Só para constar, eu não tenho nem Zap Zap, muito menos Face. Me liga! Beijos nas bochechas!

OBSERVADORES DE PLANTÃO