Ontem parece que foi um dia especial, diferente, alguma coisa que os astros, as convenções e os signos chineses já me prenunciam. Não sei, mas alguma coisa muito boa vai acontecer este ano. Como em todos os outros. E como eu e o Piroka nascemos em um ano bissexto e somos rato, alguma coisa de melhor está nos esperando. 7 de fevereiro de 2008, quinta-feira de Metal, nos espera. Feliz ano novo.
Começou o dia e lembrei de uma antiga amiga e liguei para ela. Finalmente ela atendeu. Acho que ela devia ter colocado o número do meu telefone, na agenda dos spam’s. Mas ontem finalmente atendeu. Sim que segundo ela, hoje no máximo dá para sermos amigos. Mas sempre fomos. Mesmo quando... Éramos amigos freqüentes. Depois que começou a ler livros espíritas, baixou o espírito de porco e ela decidiu ser fiel ao marido. E olha que o livro que ela começou a ler, foi um tal que dizia: NINGUÉM É DE NINGUÉM, de algum expert sobrenatural. Se ninguém é de ninguém, aí mesmo que pode... Ela invocou que eu tenho muitas amigas. O que de Mauá nisso? Ainda bem. Se com poucos inimigos, a coisa já fica ruim imagina se eu não tenho amigos. Depois começou a dizer que eu sou hedonista. Sim que eu sei que é palavreado do livro, um daqueles best-sellers, escritos por almas elevadas que quando estavam entre nós, muitas vezes nem sabiam ler, nem escrever. Mas quem é vivo hoje, vive editando livro desses mortos. Mas como já disse o Shakeaspeare, Sheikespeare, Shakspear, ou tantos outros nomes que ele mesmo se dava: “EXISTEM MISTÉRIOS ENTRE O CÉU E A TERRA QUE A VÃ FILOSOFIA...” Tudo bem, vamos dar um crédito a esses best-sellers. Ora bolas, se tem gente que compra a biografia do BISPO e da Bruna Surfistinha, por que não comprar esses também? Vale tudo. Eu ainda prefiro o Super Homem, os X-Men e a Rebordosa, quando quero sair desta realidade perversa. Até tinha um quadrinho italiano de um robô tarado por sexo que quando ele queria mudar a aparência, mudava a cabeça e tudo mudava, menos a tara por sexo. E as mulheres e humanóides gostavam das cabeças dele. Pelo menos esses, têm um desenho mais apurado. E o design italiano é reconhecido.
As coisas aconteceram de maneira estranha. Bati um papo longo com minha amiga que só quer ser amiga. Virou espírita, está complicada. Lógico que amiga só pode ser amiga. Tem outra maneira de ser? Ela parece que rivalizava com uma outra amiga, sem a outra saber. E pareceu tão soberba em me dizer que a outra está bem gordinha. E o Kiko? Parece que havia uma disputa velada, dela contra a outra. Coitadinha. A outra nunca se importou com o que os outros achavam dela. Ela fazia o que gostava. Traía todo mundo, menos a si.
Mas com algum tempo de papo, quem sabe, ela volta a sonhar comigo. E quando mulher sonha, parece premonição. Ou senão, é papo furado, para não dizer claramente do que está afim. É um subterfujo aqui, uma disfarçada por ali e acaba que o cara perde o tesão e depois, ficam reclamando da vida, na mão, chupando o dedo.
Estamos vivendo, como se todos fossemos Big Brothers e tivéssemos assinado um contrato para fazer tipo. O tipo bonzinho, a tipo chata, o tipo atrevido, a tipo perua. Tudo já ensaiado previamente, mas se fazendo crer que é tudo real. E muita gente acredita. Aliás, hoje em dia está se acreditando em cada coisa. Muito mais para fazer tipo, do que na realidade. Até a Jane Fonda pega espírito conectada ao computador, fazer o quê? Deve levar cada choque quando baixam aquelas almas de outro mundo.
Então fui caminhar sozinho. Quando não tenho companhia, nunca me retraí por estar só. Freqüento restaurante, vou ao cinema e até no motel, se tiver que fazer o dois, ou algo parecido de repente e a única saída, for o mesmo. Não me sinto incomodado, paranóico, nem pior do que os outros.
Nunca penso o que os outros podem pensar de mim. Se eles sabem o que eu penso deles... E daí?
Como Mr. Bustela não pode vir caminhar, fui só.
Passei em frente à casa de uma vizinha que tem umas filhas... Umas vizinhas... Mas eu só as encontro no meio da rua, quando Mr Bustela vem caminhar. Não é por ele, mas por que caminhamos aqui dentro. E ele, ao invés de facilitar as coisas, só sabe sacanear a mãe das vizinhas, por que ela sente frio. Falta de tecido adiposo, aos 70 anos, qualquer vento, ela se ressente e ele fica gozando. Estou afim de ser genro dela, mas desse jeito, sacaneando toda hora, vai ser difícil. Já levei um lero com a minha futura sogra, para ficar a par sobre a mais nova. 10 anos de diferença e tal e coisa. Mas ela só sabe cuidar do sobrinho. Chega em casa, troca de roupa e fica grudado com o menino que pensei que fosse filho dela. E a mãe do menino, só aparece de vez em quando. Assim fica mais difícil ainda. Mas, apesar de uma ser mais alta do que a outra, usarem um rabo-de-cavalo que hipnotiza e um caminhar parecido, de costas, serpenteando e maneando a cabeça, tanto uma quanto a outra... São irmãs. Mas com as gracinhas, vai ser difícil da minha futura sogra, chegar de novo, para conversar e falarmos dela. E para complicar ainda mais, a sogra veio caminhar conosco e a gente pensando que estava seguindo o ritmo dela e ela pensando que estava seguindo o nosso ritmo, parecia competição de F1, subindo e descendo ladeira. No final da caminhada é que a filha dela passou segurando o sobrinho na bicicleta e disse que ela estava caminhando muito forte. Ninguém falou nada para o outro e quase morre todo mundo de cansaço. Agora é que eu não sei mais nada mesmo.
Fui caminhar sozinho. Sozinho em termos. Acho que nunca vou sentir solidão na vida, mesmo por que eu sei ficar sozinho, sem me desesperar, nem precisar estar com rádio, televisor, aparelhagem de som, telefone... tudo ligado para evitar estar comigo. Encontrei quem caminhasse comigo. A mulher de um ex-caminhante que dizia odiar gordo, quando tinha conseguido perder uns 70 quilos, sem operação bariátrica, sem remédio, só com dieta e caminhada e agora voltou a ser gordificante, por que desistiu de caminhar e se entregou à loura gelada, primeiro. Por fim, encontrei um amigo do tempo do campus que caminha na turma e afirmou um tempo que eu tinha um corpo masculino, escultural. Depois disso, continuamos amigos, mas não daria meus dentes para ele tratar nunca. Com uma vista dessas? Pior, é se ele disser do meu corpo de hoje. Aí então, fico banguela, mas não entrego minha gengiva, nem com reza. Mas ele está com o mesmo corpo que tinha, no tempo da faculdade. “Deixei só de tomar cerveja.” E o que eu faço? Nunca gostei muito de cerveja. E nem por isso...
Atualmente, tem ido muita gente caminhar. Um dia desses, meu amigo da Economia, mais conhecido como Arara, perguntou o que estava havendo. “Vai ver que o pessoal quer ficar com o corpo perfeito para o carnaval. Brasileiro acredita em milagre mesmo.” As pessoas parecem querer acreditar em tudo, como se fossem crianças. Pensam que resolvem os problemas de uma hora para outra. É só pensar positivo... Então, uma semana antes do carnaval, todo mundo vai querer ficar com o corpo da revista de outubro, ou a capa de dezembro. É como se exercício físico, fizesse milagre do retoque fotográfico e todo mundo acreditasse que pudesse ficar maravilhosa. Mesmo por que, tem quem tente e nunca vá conseguir ficar igual ao outro. Então a mulher do jogador Beckham cortou o cabelo de um jeito e todo mundo saiu imitando, como se assim, fosse ser igual a ela. Antigamente isso se chamava inveja. Mas hoje, tem profissional incentivando atitudes como essas. Aliás, se depender do meu gosto, ela vai ser mulher de jogador de futebol, para o resto da vida...
As coisas mudaram muito. Antigamente, chegavam aquelas pessoas que todo mundo tinha medo de botar quebranto, olho gordo e essas coisas: “Ai mas que bonito. Onde tu compraste? Vou comprar uma igual para mim.” Pessoas assim, eram consideradas invejosas. Hoje, apenas seguem a moda. O pessoal tinha pavor de gente assim. Diziam que só atrasava o mundo. Mudamos!
Continuamos a caminhar no meio de um monte de gente. Gente que nunca aparecia para caminhar e agora quer aparecer. Então passamos por duas balzaquianas que me atraíram sobremaneira. Aliás, pensei logo em estar sobre elas de qualquer maneira. Deixa para lá. Eu sou politicamente incorreto. Onde já se viu, um homem nos dias de hoje dizer que gostaria de manter uma relação com uma mulher? Sou quase um troglodita. No máximo se elogia o penteado, os acessórios e se pergunta onde comprar igual, para si. Ufa! Mulher é para ser respeitada. É desrespeito falar que se olhou para os peitos dela, para a bunda, para a b... Não, tem que se dizer que se foi atraído pela inteligência, pela elegância. Como se na hora do vamos ver, eu sentisse tesão pela inteligência, pelos títulos escolares, por essas coisas. Estou em desalinho com o meu tempo. Af!
Quando liguei para a minha amiga, a primeira coisa que perguntei, é como está aquela bundinha linda. Ela tem nível superior, mas eu vou querer saber, como está a inteligência dela? Eu sinto, conversando. Basta. A bundinha, é diferente. É palpável. Ou seria, apalpável?
Então na caminhada, até parei para elogiar uma delas, mas ela passou, como se não tivesse ninguém do lado. Calma que um dia ela desce do salto. O tempo é machista. Quanto mais nova a mulher, mais amplo é o espectro dos pretendentes. Quanto mais adiantadas na idade, mais esse espectro vai se fechando, até chegar a um nível que nem os da mesma idade se vêem como pretendentes. Então elas só vão ter salvação nos pós-centenários que desejam uma companhia para trocar a fralda geriátrica. E a gravidade é mulher. Nada pior para denegrir a imagem das outras.
Meu amigo que caminhava ao lado, comentou. “Mulherão.” “Tem mais carne aí do que em qualquer churrascaria de plantão.” “Mas ela está um pouco acima do peso.” “Eu não posso ser tão rigoroso, por que não estou lá com essas formas todas. E se a gente procurar, sempre vai achar defeito nos outros.” Era a minha última volta, antes de voltar para casa. Mas fiquei pensando como estamos criando a ilusão do mundo perfeito.
Se aquela mulher emagrece mais um pouco, ela não atrai mais a atenção. O corpo dela é daquele jeito. Tudo ão. Corpão. Tudo vigoroso. Tudo em abundância, inclusive a própria que se pode chamar de abundancião.
Inventaram um tal de equilíbrio, inclusive o equilíbrio do Universo que os crédulos tanto procuram. Se o Universo estivesse em equilíbrio, nem estaria em expansão e nem voltaria ao momento inicial. O Universo, de todas as coisas, é a mais desequilibrada do mundo. O ser muito equilibrado é psicopata.
Então lembrei de quando voltei à cardiologista para levar os exames. Fiz todos os outros, fora da clínica. Apenas o sangue, é que foi feito lá mesmo. E como já estava lá, só peguei, no dia. Não sabia o resultado. Foi um exame completo, nunca visto antes.Então entrei e mostrei: “Vamos à sentença de morte. Vamos ver quantos dias me restam de vida.” “Por quê?” “Por que a gente não pode ser mais gordo que todo mundo fica torcendo para a gente ter pressão alta, colesterol ruim, dor aqui, dor ali e eu estou muito acima do peso, para os padrões americanos.” “De jeito algum. Não chegas nem aos pés. Os americanos são obesos, muito acima do teu peso. Eles comem muito mal e só porcaria.” “Mas o padrão que eles fixaram para os outros, é sempre como se fossem esguios. E nós seguimos.” O resultado de todos os exames até que foi camarada. Tudo dentro dos limites. Só o ácido úrico de novo, acima das medidas. “Só se eu parar de comer. Não como carne vermelha, não como muito feijão...” E comer, eu gosto. Adoro baixar nas carnes. Mas vermelhas é que não. É lógico. É meio nojento. Mas depois que não estão mais vermelhas, aí é tabelinha. Do primeiro dia que ficou vermelha, até o 14º, e como eu sempre fui prevenido, sempre contei 3 dias antes, o dia em si e três dias depois. Uma semana exatamente, só de brincadeirinha e batendo pelas tabelas, para não ouvir choro depois.
Os padrões de beleza, disseminados para nós subdesenvolvidos é da Gisele Bündchen que para mostrar que tem alguma bunda, força a escoliose. E mesmo assim dica devendo. O modelo de mulher moderna, é daquela mulher Bismark que ficou viúva de um cirurgião plástico e já pegou outro. A própria cyborg. Plástica de seios; de bochechas, tanto nas coxas, quanto no canto da boca; de lábios superiores e inferiores; etc, etc, etc e para perfazer um número par, a 46ª, até nos olhos da cara, para parecer oriental. E nem assim, é bonita. A cara parece o outro olho. Só serve para fazer os ingleses gozarem, nos sites de fofoca. E não gozam por ela. Gozam dela. Um papo basbaque, uma voz artificial, perfeita ilusão de ótica. Apesar de tanto silicone e bottóx, completamente vazia.
Mas o que nos passam, é das pessoas perfeitas, do mundo perfeito, do Universo perfeito, das frases perfeitas...
Malhava com uma amiga que tinha tanta celulite que as coxas e essa região limítrofe, parecia milk-shake. Quando resolveu fazer um tratamento para a celulite, emagreceu tanto que perdeu as formas. E, mesmo sem celulite, não chamava tanta atenção quanto antes.
Uma ex-namorada, quando ia deitar, lambuzava-se tanto com um creme anti-estrias que parecia osga. E eu nem sabia o que era estrias, antes disso. Nunca liguei para essas coisas frescas.
Aí, tem um programa da tarde que fica apresentando as celebridades e compara as fotos das revistas e a imagem real, sem photoshop, cheia de celulites. Graças a Deus que ainda existe celulite. Bunda sem celulite, é coisa de viado. E não que eu seja fresco, mas não me apraz, nem sendo atrás. Mas a mulherada fica doida, seguindo os conselhos desses homens que falam das celulites das mulheres. E quem apresenta o programa? Uma bicha velha que tem tanto nome de bicho no sobrenome que mais parece um zoológico. E as mulheres acham que os homens que gostam de mulher, ligam para isso. Homem que se importa com isso, é daquele tipo. Meio Bambi que sai saltitando, meio ema que enfia a cara na terra, para ficar com a bunda a disposição.
Celulite, é sinal de fartura. O que não quer dizer que a mulher tenha de ser desleixada. Mas se tiver tudo encima, ótimo. Não precisa colocar os braços acima da cabeça, para não se perceber os peitos caídos, nem parecer uma princesa, com photoshop. A realidade é esta e o pessoal está querendo mascarar. E se ficarmos procurando muitos defeitos, acabamos não vendo o que tem de melhor nos outros.
Para piorar as coisas, isso se reflete até na relação entre as pessoas. Ninguém quer se mostrar como é realmente. Todo mundo quer mostrar-se ao outro, dentro dos padrões que se acha “politicamente correto”. Só se fala o que já está prefixado, como se todos tivéssemos de seguir um roteiro, feito por um autor desconhecido.
Chega do País das Maravilhas. Nós vivemos num planeta onde as imperfeições são até naturais. O que é irreal, é querermos nos iludir num mundo perfeito.
É o reino da pieguice, das frases vazias, justamente, para não se conhecer o outro, como ele realmente é.
Chega de dizer palavras bonitas, mesmo que não as queiramos dizer, só para parecer aos outros o que não somos. Vamos mandar quem nos desagrada se fod... Mandar tomar no c... Vamos mandar mais à mer... Vamos ser reais. Eu não sou mutante. Eu não sou divino. Isto é ser humano.
Eu gosto de encontrar os amigos, olhar nos olhos, falar o que eu penso. E não suporto aquelas mensagens que mandam de tudo bem, tudo bonitinho, mas bem distantes, como se todos tivéssemos doença contagiosa e não se pudesse ficar junto. É o mundo virtual. Mensagens cheias de palavras feitas, umas musiquinhas de fundo e... O que tem de quem enviou naquilo? Quem é o outro realmente? Se eu fosse psicólogo, diria que quem se esconde tanto atrás de estruturas pré-moldadas, ou é covarde, ou quer esconder alguma coisa muito ruim.
As pessoas estão acostumando a esta virtualidade.
Dia desses fui caminhar, numa manhã de sábado e resolvi entrar numa lotérica. Enquanto aguardava na fila, passou uma engraçadinha mandando beijos de longe. Fui ver o que estava acontecendo. “Eu sou casada.” “Eu não sou ciumento.” “Mas eu moro aqui, todo mundo conhece o meu marido.” Por que as pessoas têm medo de um simples beijo? E não existe lugar, onde não se possa se esconder. Parece que nunca brincou de esconde-esconde!
De longe, todo mundo é valente. Parece menino no primário que só tem coragem de se declarar para a colega, na porta do banheiro. Ou aqueles caras que são engraçadinhos, quando apagam as luzes do cinema.
Mundinho brabo esse de desejar que o outro se fume e só saber dizer: “O Senhor seja louvado.” Um mundo que a gente está querendo partir a cara do outro e só sabe repetir: “Oh, como a vida é bela!” Um mundo onde as pessoas começam nos chamando de amigo, maninho, miguinho, mano... e justamente essas frases soam tão falsas, melhor que nem fossem ditas.
Que mundo queremos?
Daqui a pouco a gente dar uma topada, arromba o dedão do pé e vai querer que se diga: “Oh ainda bem que não foi nada. Eu só estourei os ligamentos do pé e a unha do dedo, mas está tudo bem. Tomara que eu dê outra topada lá na frente, com o outro lado. Que maravilha! ” Eu continuo sendo troglodita. Eu digo, dependendo da dor: “Filho da put...” ‘Caral...” “Vai tomar no c...” “P... que os pariu!” Principalmente se estourar.
Enquanto o leite está cheio de solvente, soda cáustica e outros derivados químicos, as pessoas estão muito pasteurizadas. Do tipo que aquele tipo do Doutor Bactéria adora. Ele mesmo, parece filhinho da vovó, todo limpinho, para falar m...
Em breve, os “corretos” estão morrendo de cirrose. “Fumas?” “Não.” “Brincas com as partes?” “O que é isso? É pecado.” “Bebes?” “Só leite longa-vida.” Aliás, esse rótulo longa-vida, é querer gozar da cara da gente. Imagina aquele leite nos limpando todo dia. Em cinco anos, não teremos nada. Sem rim, sem esôfago, sem artérias, sem fígado, sem nada. Estaremos perfeitos como manda o script.
Até para educar uma criança a gente é que tem de se educar: “Chiquinho, por favor não quebra a prateleira da vovó.” “Chiquinho, por favor, eu já falei. Não quebra os bibelôs da vovó.” Chiquinho, o que isso, vê se não quebra a casa da vovó.” “Chiquinho...” Minha Psicologia Troglodítica, é mais incisiva: “Seu filho da put..., eu não falei para não fazer isso?” Duvido que tenha de repetir o nome do Chiquinho, até ele se cansar.
Quando cheguei em casa o Zeletrônico, o primeiro e único secretário-eletrônico do mundo, estava piscando para mim. Tem horas que o Zeletrônico me decepciona. Parece que na sei!
Meu primo que mora no Rio, uma distância razoável, mesmo para a relatividade do mundo, ligou. Nos mantemos em contato, apesar dessa distância. “Porra meu primo, toda vez que eu ligo não estás. Que porra é esta?” Então pensei. “Vou já deixar de fazer o que eu quero, só para ficar esperando por um macho. Vai tifu...” Qualquer dia desses, ligo para a gente conversar. Esta é a minha realidade. Não precisamos mandar mensagem de “AMIGO EU TE AMO!” Eu sei.
Nenhum comentário:
Postar um comentário