Nós homens, seres explorados por todo esse tipo que se chama mulher, que nos usa como objeto de masturbação mecânica, vimos a público lançar a campanha pela igualdade sexual. Achamos que estamos levando desvantagem em tudo, inclusive no relacionamento, com o advento do vibrador elétrico, manual e até portátil. Nosso desempenho tem de ser sobrenatural, sobre-humano e até desumano, para que consigamos chegar próximo do nível de prazer da demanda dessas mulheres cada vez mais, insaciáveis.
Não sabem elas que com o atrito repetido, nossa pele fica sensível e tende a fazer rachaduras que nos deixarão sem vontade de entrar no chuveiro, na piscina e até no mar, ou rio. Não é questão de fimose, mas da dose. E isto nos fere profundamente. Ou seja, naquele instrumento que para nós, é a medida da nossa masculinidade.
Nunca nos recusamos a dar o que elas nos pedem. É só ver exemplos como o do Paul McCartney que vai ter de dar uma boa grana para aquela boa biscateira. E às vezes, nem precisam ser boas, como as mulheres com quem os The Beatles se casaram, pelo o amor de Deus. Tanta mulher afim deles e eles só pensando em fazer caridade. Como sempre, são essas nossas intenções para com elas. É a nossa penitência, agüentar muitas vezes, o cão em figura de gente, para pagar nosso pecado. Bem original.
Às vezes até sem elas pedirem, damos como casos do tipo do Maníaco do Parque. E o que acontece depois? Elas fazem questão de nos tirar tudo. Começam abrindo o zíper de nossas calças, para mexer conosco, depois nos chamando de benzinho vão chegando para nos fazer dependentes delas e quando menos se espera, tiram todos os bens, para nos deixarem lisinhos, sem lenço, nem documento e fecharem questão.
Desde os primórdios até hoje em dia, o homem ainda faz, o que o macaco fazia e só quer ver o sorriso nos lábios da parceira que ele escolheu para estar consigo. Damos jóias, carros, família, cueca suja para ela lavar e até o leite na boca. Se engolem, ou não, é problema de cada uma.
Nunca quisemos rivalizar, por isso, a deixávamos em casa. Nossa intenção não é ver a mulher como inimiga, mesmo por que, só como amiga. Nunca foi de nosso interesse, que a mulher ficasse atrás de nós. É na frente que a relação rola. E bota rola nisso.
Mas de um tempo para cá, as coisas estão ficando cada vez mais difíceis, a um nível quase insuportável para nós seres tão desprotegidos.
Temos nos sentido deveras injustiçados, com todo tipo de acusação, muitas vezes infundadas, talvez por isso, alguns de nós estejam pulando do barco e só brincando em fundo dado. Qualquer coisa mal feita, qualquer vento mal visto, logo nos acusam mesmo sem provas. O mundo está ruim, a culpa é do homem, mesmo que nos digam que quem o fez foi Deus e pelo que parece, era um ser assexuado, bissexual, unissex, alguma coisa dessas do ramo. Se a mulher tem de conquistar mercado, a culpa é do homem, como se ele próprio não tivesse de fazer o mesmo.
Não adianta mais nos esforçarmos para satisfazê-la que sempre têm alguma acusação contra nós.
Não adianta conversar horas a fio ao telefone, mandar flores, escrever cartão romântico, convidar para o almoço executivo, ou jantar a luz de velas, presentear com anel de brilhante, pensando no outro, mandar abrir o champagne mais caro para brindar e ver se ela abre no motel mais caro, na suíte mais suntuosa de todas, pois assim mesmo, elas têm de atritar contra nós.
Não adianta tomar Viagra nem Cialis, para competir de igual para igual. Não adianta lambuzar com mel, leite-condensado e chantilly que mesmo assim elas vão se mostrar amargas. Não adianta levar vaselina e gel lubrificante que elas vão achar que a coisa está dura. Não adianta beijar o cangote e o lóbulo da orelha que elas só escutam o que querem. Não adianta passar a língua de leve na aureola dos seios que o negócio agora, é nos peitar e reclamar de tudo.
Depois de tudo o que fazemos por elas, é só pedir com carinho, unzinho que não faz falta a elas que lá vai se ouvir as respostas mais vingativas, mais antipáticas, mais absurdas do mundo. Pede se for homem.
- Dá o boga?
Vais te sentir constrangido com as respostas vindas em sentido contrário.
- Vai tomar no teu.
- O que seu filho de uma puta. Vá pedir de sua mãe, vá.
- Tenho cara de guincho para puxar por trás, com gancho?
- Tenho cara de calculadora científica que precisa empurrar no reset para funcionar?
- Eu não sou telefone para me ligar num fio fino e por trás.
- Amor, até que eu gostaria muito, mas meu médico me desaconselhou, devido à última operação que fiz há 40 anos atrás. E ainda não cicatrizou. Tu acreditas?
Por que antigamente era muito mais fácil? Por que as mulheres faziam tudo por amor à família? Por que perdemos o direito de poder sobre elas? Será que precisaremos mostrar o Velho Testamento, para saberem a sua posição nesta história? Ou teremos de apelar para a Evolução de Darwin, para mostrar que ela descende do macaco também e tem de ceder a boquinha?
Sinceramente, não precisamos ouvir isto de quem só nos interessa o bem. Bem fundo.
E quando se vê, lá vem ela toda arreganhada, peidando-se pelo meio da rua, com a felicidade estampada no rosto e a cratera aberta na calça, para levar o dinheiro de casa e dar para um Zé Ruela qualquer que sem o menor esforço, nem precisa pedir. Ela dá com toda a graça. E nós é que temos de pagar. No mínimo, o pato. De graça, nem na rua, muito menos em casa.
Vamos dar um basta em tudo isso. Homens do mundo inteiro, uni-vos!
Pensando bem, podem me deixar de fora desta pendenga. Muito homem junto, parece trenzinho. E quando fecha a roda, vira carrossel. Estou fora. Prefiro estar dentro de outra.
Vamos mostrar quem tem a força.
Espera aí que esse papo é do He Man e pelo que parece, é espada. Espada cristã que corta pelos dois lados.
Pensando bem... Eu sou oriental meu mano. A espada é até curva.
Vamos mostrar quem é o homem.
Ih, esta história eu já ouvi em algum lugar. E pelo visto, não era lá o que se poderia chamar de homem, homem.
Pensando bem, deixa como está.
Para que pedir, não é mesmo? É só ir entrando com jeitinho, com carinho, devagarzinho, como se faz na casa de conhecido, por que quem nos ama, não fresca, e nem reclama.
Se não gostar da idéia, é só pensar num jeito de ter sempre a carteira cheia de notas de euros e cartão de crédito internacional que o amor nunca vai te deixar.
Gente, só queremos dizer que nós também somos gente, gente! E eu, ainda um moço de família!
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