quarta-feira, 5 de março de 2008

A VERDADEIRA CRISE

Há muito, o Pentágono, a CIA e a Casa Branca temem estarem perdendo o controle sobre a América do Sul, o que poderia refletir como exemplo, na América Latina e a África como um todo.
Novos golpes de estado, por enquanto, seriam tentativas muito arriscadas, visto que os governantes dos países sul-americanos, receberam apoio da população, de forma inquestionável e vigoroso. Nem com alguns meios de comunicação conhecidamente pró-política do atraso, nem assim, seriam capazes de mudar a opinião pública, para nova investida de dominação norte americana na região.
Novas lideranças assumiram o controle da região e se mostraram independentes, não alinhados à política econômica, social e política que o Pentágono traçou para a região, levando consigo, um gosto de derrota à diplomacia dos EUA. Mesmo por que, democracia nos EUA, é para consumo interno. Eles não conseguem digerir legal, pontos de vista diferentes e principalmente, divergentes.
Como, pelo que parece o único cordeiro na região, é a Colômbia, o jeito, é tumultuar a partir daí.
Os EUA invadiram a Colômbia, com mais organismos governamentais, do que há no Iraque, ou no Afeganistão, onde a invasão é declarada.
As fronteiras dos países vizinhos vivem sendo assaltadas, com uns ditos treinamentos conjuntos de guerra dos exércitos da Colômbia e dos EUA. Uns treinamentos que deixam os quartéis de prontidão, quase diária. E isto não é divulgado nos meios de comunicação.
E para disfarçar a tática de invasão para desestabilizar os vizinhos, anunciou-se a prática ao combate do narcotráfico. Justamente quando se faz presente no governo, um membro de uma família há muito identificada com grupos do narcotráfico colombiano. É como se o Fernandinho Beira Mar de repente chegasse ao Governo do Brasil e fizesse um acordo com um país estrangeiro e começasse a gritar pega ladrão e acusar os adversários, de traficantes de armas e de drogas. E proibisse de divulgarem notícias contrárias à sua verdade.
Ao mesmo tempo em que as notícias são truncadas, tanto nos EUA, quanto na Colômbia, este grupo pró-EUA, pede para concessões públicas serem mantidas em outros países, acusando-os de totalitários. É o caso da Venezuela, com a RCTV que não era apenas uma rede de notícias contrárias ao governo, mas antes de tudo, uma rede de intrigas, com a forja de muitos fatos irreais.
A Colômbia por si, já não podia sustentar os planos dos EUA de voltar a dominar a região, pois os ditos terroristas, os belicosos, como o Coronel Hugo Chavez, estavam aparecendo para o mundo, negociando a libertação de reféns a muito esquecidos, pelo Governo Colombiano e já estavam chegando a uma popularidade tal que desafiavam a própria ordem do continente que pela ideologia dos EUA, sempre tem de pedir permissão ao Pentágono.
O Coronel Hugo Chavez negociou a libertação de vários reféns e chamou para si, a negociação direta com o Governo Francês, através do Presidente Sarkozy.
Para os EUA, um desplante. Hugo Chavez tem de ser visto pelo mundo, como terrorista, assim como todos que discordem das linhas traçadas pelos generais estadunidenses. E até o Sarkozy, da Direita Francesa, estava se retratando a ele, para interceder pela liberdade da Senadora Franco-Colombiana Betrancourt que interessa à França. Como um terrorista, poderia ser visto pelo mundo, como um cidadão do “bem”?
Alguma coisa teria de ser feita, para mixar, frustrar, desmoralizar e atravancar esse processo.
A CIA, como no tempo da Ditadura Militar no Brasil, usou todos os recursos para descobrir como eram feitas as negociações. De onde vinham os contatos, quando eram feitos a transmissões e traçou um plano, como traçou no Araguaia, com a ajuda do Pentágono, para jogar tudo por água abaixo.
Como o Direito Internacional só serve aos interesses dos EUA, desde antes da invasão do Iraque, onde os EUA desrespeitaram solenemente as decisões do Conselho das Nações e até hoje não teve nenhuma sansão, nenhum embargo, coordenou uma ação do mesmo jeito, da Colômbia, diante do Equador.
Quando a Colômbia teria tanto poder no Conselho da OEA, quanto agora? E por que? Um país insignificante na geopolítica internacional e até regional, de repente quebras as normas internacionais e fica por isso mesmo. Algum padrinho poderoso, tem de ter por trás. E quem apadrinha, sempre deseja algo de quem é apadrinhado.
Invadiram o Equador e com uma só cajadada, mataram dois coelhos. Conseguiram espalhar a insegurança para a região o que é maravilhoso para os planos estadunidenses e mataram o líder da guerrilha que negociava as libertações dos reféns.
Em curtas palavras, espalharam o terror, com a luta antiterrorista. Como se diria no quartel. Bateu o zaralho total.
Não esperavam que os países da América do Sul se unissem, contra invasão do Exército Norte Americano, travestido de colombiano. Porém, foi uma tentativa que sabem muito bem, não dará em nada. Os EUA mandam e comandam também, a Organização dos Estados Americanos. E a Colômbia saiu como criminosa, mas sem nenhuma forma de ressarcir os danos morais, físicos e éticos, causados. É como se o Marcola fosse condenado pelos atos do PCC, mas mantivesse a liberdade, por interesse de alguma autoridade que tivesse interesse nessas ações.
Mas de certa forma, a ação trouxe algum avanço para os interesses do Pentagono. Os comandantes colombianos propagando que a localização da base guerrilheira em território equatoriano se deu quando das negociações para a libertação de reféns, invariavelmente farão com que a retomada das negociações estagne, ou pelo menos, seja mais lenta.
Um avanço e tanto às pretensões estadunidenses quanto à questão dos reféns das FARC. Pelo menos tiram do noticiário o nome dos adversários da região que negociavam.
Com a notícia de que a Senadora Betancourt precisa urgentemente de cuidados médicos, a estratégia tem se mostrado perfeita. Procrastinam-se as negociações, agrava-se o estado de saúde da mais notória refém, podendo levar à sua morte. Esperam com isso, que a opinião pública se volte contra a guerrilha e ao mesmo tempo, contra os governantes eleitos que acusam de cumplicidade, o que não significa nada, tendo em vista serem estados soberanos, portanto, podendo manter amizade, ou inimizade com quem bem os convier. Mas com a política do combate ao terrorismo, quem não comungar com os planos do Pentágono, é colocado na marca do pênalti. É inimigo público número 1.
Ademais, com as negociações sendo feitas lentamente, é grande a chance dos reféns norte americanos serem sacrificados, levando-se em conta também, o espírito dos mesmos.
Havendo tantas mortes notórias, para onde os holofotes irão se encaminhar? As FARC são ‘sem coração” e todos supostos cúmplices, têm de ser combatidos. Só vai restar ao Pentágono armar um plano de invasão, para “ajudar” a Colômbia contra os “narco-guerrilheiros”, os “sem Deus no coração”, aquele papo batido e rebatido. O que eles desejam, desde muito.
Não é por mero acaso que hoje se mistura tanto política, com religião, como na Idade Média. Na base do maniqueísmo, é muito mais fácil dominar quem bem se quiser.
Com a Colômbia, como base de ação, os próximos passos são criar animosidades nas fronteiras. E a Colômbia, faz fronteira com países importantes. Brasil, Equador e Venezuela. Pelo menos, as maiores bacias petrolíferas da região. Ao menor sinal de retaliação frente à Colômbia, o Exército Estadunidense se apresentará como defensor do país amigo. A cavalaria vai chgar para salvar a mocinha em perigo. Mais uma vez, a América do Sul estará nas mãos dos EUA, com isso, refletindo para o Terceiro Mundo, como imagem a ser seguida. Com uma mensagem poderosa de que quem se atrever a querer sair das ordens do Pentágono, terá o mesmo destino.
Não é por acaso que redes de comunicação ligadas aos EUA, como a TV Globo, divulguem as notícias de um jeito totalmente deturpadas, ou pelo menos, de um jeito favorável aos próximos do Pentágono e da CIA.
Hoje são 5 de março de 2008. Se nada for feito contra a Colômbia, nem contra a presença dos EUA na região, podem guardar o que está escrito e daqui a algum tempo, voltar a ler. Isto é, se for permitido.
A Colômbia está colocada hoje, para disseminar a confusão na América do Sul, para os EUA voltarem a dominar outra vez, com as ditaduras e o FMI. Esperem e verão. E desta vez, intensificarão tanto a dependência financeira que nunca mais, ninguém vai querer se meter a besta de se liberar da política econômica implementada pela agência de fomento mundial. Fomento da miséria. E mesmo com toda a América dominada de novo, o narcotráfico não cessará. E perguntarão por que? Talvez o Abadia responda, quando faz de tudo, para ser transferido para a prisão nos EUA, mesmo com todas as desvantagens contra ele. Inclusive, podendo pegar pena de morte. Será?

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