terça-feira, 8 de julho de 2008

SEM PALAVRAS

Estou chocado com a capacidade humana de brincar com a vida alheia.
Estou chocado como se dá desculpa para tudo
Estou chocado como não se respeita o cidadão
Estou chocado como estamos sendo mortos e nem assim, gritamos por socorro

Que a polícia há muito não nos dá segurança alguma, é fato.
Que as autoridades não estão nem aí, para respeitar o cidadão, é fato
Que a falta de respeito só aumenta os impostos, é fato
Não servirmos para mais nada, além de enganados, é fato

Que civilização é esta onde se faz de tudo para se magoar?
Que passa por cima de todos, para louvar este, ou aquele
Que se forma em guetos, excluindo a própria sombra
Que admite tudo, como apenas um desvio do que se chama de progresso?

Se eu matasse uma pessoa mesmo se não por brincadeira, tentaria ver o que acontece comigo
A sociedade dita civilizada, matou a flora, a fauna e não satisfeita, quer se matar
Até onde vamos procurar a extinção de tudo e de cada um?
Estamos nos suicidando para chegarmos mais rápido ao Céu?

Deixamos de produzir alimentos, para ganhar com armas
Deixamos as crianças ao léu, para ganhar fama na libertação
Deixamos de falar a verdade, para nos enganarem com a propaganda
Deixamos de ser humanos e o instinto animal, da preservação.

Imagina se eu tivesse palavras
Se pudesse falar sobre a minha indignação
Eu estou chocado, sem saber de nada
Como se tivesse andado muito para chegar a algum lugar e bem próximo, não saberia dizer que lugar chegar

O que acontece com essa gente que fala tanto em Deus
Que grita, chora e louva no domingo
E mata sem perdão, quem atravessar na frente,
Para brincar de solidão durante toda a semana?

O mundo, como um edifício lotado
Pintaram de um lado, reformaram de outro
Enfeitaram, as pilastras com balões,
Mas esquecem de verificar as estruturas que estão em ruína

Vamos deixar cidades fantasmas
Fantasmas perdidos no desalento
Histórias fantásticas de uma espécie que estudou como se acabar para sempre
Deixando o deserto como a última opção

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