O autor d’ O Universo
Inflacionário, Seu Fulano de Tal – não me lembro o nome do cara, deixa eu ver
no livro – Alan Lightman, algo assim
como o Vagalume Humano, ou o Tocha, ou o cara que dá à luz -, diz que muitas vezes
a resposta está na nossa cara, mas por crença, por convicção arraigada, por
tradição ou outros fatores, preferimos jogar o que está óbvio, a ter de mudar
esses conceitos que aceitamos como indestrutíveis, ou imutáveis. E mostra
quantos erros cosmológicos, por causa de se deixar de lado o que estava no
caminho correto, para se adequar ao senso-comum.
Eu penso até mais, muitas vezes as
pessoas sabem que a coisa não tem futuro, mas pensam: “ah se eu concordar com
essa merda e tiver de mudar do que já está posto, vou ter de sair da minha zona
de conforto, então vamos postergando, depois que eu morrer, aí sim, mudam, eu
já não estou nem aqui!”
Eu sempre me lembro de quando
namorava uma garota onde a família era levada pela propaganda oficial, muito
facilmente, como tantos, ou tontos, sei lá. O mote era: “enriqueça!”, todo
mundo tinha de ter seu primeiro milhão de dólar, antes dos 30 anos, todo mundo
podia ser bilionário, todo mundo.... O que gerou uma crise de escrúpulos ainda
hoje, tanta corrupção resultado de “enriqueça” de qualquer maneira, o vencedor
era quem tinha muito, Fernandinho Beira-Mar, os Cartéis Mexicanos, A Máfia
Russa, Berlusconi, a palavra de ordem, era ter, sem mais nada, sem precisar de
escrúpulos, de inteligência, só ter. Lembras disso? Eu me lembro, talvez seja
porque, como disse à Juju ontem, pelo aniversário dela, minhas cabeças são
sensacionais, funcionam muito bem, até demais. Até hoje, só uma amiga que eu
gosto muito, gostosa no balde, reclamou de uma delas. Muito fina, não sei o que
eu não fiz para ela que ela ficou puta comigo, mas não era por isso que ela
deixava de brincar e chupar, e sorver e se esbaldar com o que a cabecinha podia
oferecer. O resto, inclusive o Doutor Waldir que fez o teste vocacional e o
teste de Q.I., sempre acharam que a cabeça era muito boa, eu tinha de mostrar
mais. E eu mostro! Tem quem goste, tem quem fique chocada.
Então todo mundo resolveu fazer
Pirâmide, ou Corrente e entrar na AmWay para enriquecer da noite para o dia e
olha que já havia acabado a farra do OverNight, mas o pessoal acredita piamente
em Papai Noel. Eles diziam que eu tinha de entrar nessas ondas, eu não tenho
espírito empreendedor, eu sou molenga, eu sou... Era a “globalização” que eu
dizia que não iria dar certo, o tempo da Reengenharia que já dizia que
desempregando tanta gente, iria acabar em crise econômica. Não tenho bola de
cristal, mas com as minhas bolas, vou dando minhas pauladas.
Bem, o pai e o cunhado à época,
dessa namorada, eram engenheiros e pensei que mostrando como não daria certo,
pelo lado mais prático, fá-los-ia caírem na real. Fiz uma pirâmide, tipo o
valor das notas musicais, longa, duas breves, quatro semibreves, oito
colcheias, dezesseis semicolcheias, trinta e duas fusas, sessenta e quatro
semifusas e cheguei ao fim e disse que para a Corrente continuar a dar lucro, mesmo
que todos no mundo participassem, quem tinha ganhado no topo, teria de voltar a
reinjetar, para os novos participantes não ficarem com o prejuízo. Pagaram para
eu assistir a um culto – sim, a AmWay era uma religião com pastor, claque,
obreiros, tudo exatamente igual – para ver o que eu achava e se me interessava.
Fui. Na verdade, fui cerceado de falar, as pessoas nos camarotes estavam rindo
das minhas observações, até que um obreiro, até a roupa igual de templo
evangélico veio me pedir para ficar quieto e calado que eu estava atrapalhando.
Sim, estava dizendo coisas que as pessoas pareciam não enxergar, era óbvio que
aquela bosta é uma tremenda enganação, como a Avon, a Natura, a tal Jequiti, a
Xerox, que lucram sem ter de pagar honorários empregatícios, 13º salário,
férias, INSS, sem ter de abrir filiais, fazendo os idiotas pagarem até por
panfletos promocionais e a cada milhão que ganham, dão uns trocados para os
lesos que pensam que vão ficar ricos, sendo mais do que escravos desses
espertalhões. Antes de ser moda, eu participei de uma dinâmica de grupo, na
Xerox, para ser representante comercial. A “proposta” era de cada um abrir uma
empresa própria, ter carro próprio, pagar o próprio combustível, água, energia,
aluguel, comprar os produtos Xerox e revender para os prováveis clientes.
Ficaria com 1% de cada negociação e a Xerox, tolinha, sem ter custo algum,
abarcaria todo o resto. Eu serei leso? Mas tem muita gente que acredita que
saindo atrás de um ônibus, sendo humano, tendo cansaço a cada quilômetro, possa
vencer uma corrida com o objeto mecânico, muito facilmente.
Um tempo desses, estava em um
consultório médico e dois garotos ainda, estavam conversando sobre suas
profissões. Um deles, representante comercial, falava com ares de autoridade.
- A minha empresa!
- Nosso objetivo!
- Nós vamos implantar...
O típico colaborador, submissos às
ordens, sem nem questionarem o que estão deixando de cobrar por seus direitos.
E quando são despedidos, da “minha empresa”, fazem como os executivos nos EUA,
no auge da crise econômica de 2008 que lotaram consultórios de psicanalistas,
para saberem quem eram realmente. Não tinham mais identidade própria, antes de
dizerem o nome, faziam questão de se insuflar peitoralmente.
- Diretor de Negócios
Internacionais, da Chupa & Cospe Cia Ltda.
- CEO Internacional da Renitência
Alongada do Peru.
Mesmo se estavam apenas conquistar
uma mulher. Os caras quando perderam a redoma, caíram do pedestal, não sabiam
quem eram realmente, deixaram de ser aqueles deuses intocáveis que acreditavam
ser, para serem uns bostas incompetentes que levaram à bancarrota
generalizada.
Talvez haja quem diga que não deu
certo, por... Não deu certo, como não deu e não dá, nem dará nunca certo o Pensamento
Liberal, nem Neoliberal, seja ontem, hoje, amanhã, com essas, ou com outras
condições. Num primeiro momento, pode até parecer que agora vai, mas não tem
consistência, vai acabar em crise, em guerras, até em sublevações populares, ou
golpes militares.
Existem coisas que de antemão, já
dá para conjecturar a merda que vai terminar.
Se eu colocar um automóvel, feito
para andar só no asfalto, dentro d’ água, o que eu sei que vai acontecer em
condições normais de temperatura e pressão? Vai afundar, vai alagar, vai ficar
um cheiro de chulé danado, o motor vai se foder, vai dar dano geral, vou ter de
vender as peças ao ferro-velho se quiser algum trocado. Só se eu for muito
esperançoso para achar que ele vai andar embaixo d’ água, ou que ele vai
bubuiar. O editor do Word marca de vermelho a palavra bubuiar, é bom ele
consultar o Houaiss.
ESTÁS ASSISTINDO MUITO O FANTÁSTICO
O tal aquecimento global de hoje,
eu já estava informado, desde o tempo do Colégio, nos anos de 1970. Começou com
a luta pelas baleias que aumentaram em quantidade, mas até hoje o Japão que
continua nazista, caça sem dar satisfação a ninguém, invade as águas
territoriais, como o mar da Rússia e até o Nordeste Brasileiro para pescar
lula, caranguejo, salmão, o que bem entende, como se ainda fosse soberano, a
segunda economia do mundo e não é mais e se não se segurar, a vaca vai para o
brejo muito rapidamente e eles deixam de ser arrogantes, como sempre foram.
Depois passou para a questão da extinção das espécies, o mar, a Amazônia, as
geleiras, no Brasil, a Floresta Atlântica, a Caatinga, o Pantanal, as planícies
e até a tolice da Christiane Torloni com a Lucélia Santos de ir de bicicleta,
trabalhar. É que agora Ecologia virou moda, antes era subversão, apesar do
Brasil ter sido um dos primeiros países, talvez até depois do Canadá, a ter um
Ministro da área ambiental, em plena Ditadura. Mas quem pertencesse ao SOS Mata
Atlântica, a movimentos ecológicos era considerado fora da lei.
Imagina o cara ir e vir de
bicicleta ao trabalho. Em São Paulo, onde as distâncias são imensas. O cara
leva quilômetros, tem de acordar às 3:00h da madrugada, “pegar o beco”. As
ruas, uma merda, poeira e/ou lama, uma escuridão do cacete, o cara morto de
sono, chega na primeira ponte, dorme ao guidão, despenca, menos um trabalhador.
Bem, digamos que ele consiga passar da primeira ponte. Lá na frente, como todo
mundo usa bicicleta, é um artigo que rende, vai ser assaltado, o filho da puta
tem de prosseguir à pé. Digamos que consiga chegar ao trabalho, às 7:00h da matina,
suado para caralho, sonolento, cansado, é quando ainda vai começar a lida. Tudo
bem, trabalha, trabalha nego... Ele faz o que tem de fazer, até às 17:00h, pega
a magrinha e volta para casa, mais umas 4 horas, se o caminho de volta não for
mais íngreme e mais distante. Baixa aquele temporal, o cara se lasca, desaparece
na enxurrada. Mas digamos que ele chegue em casa, todo molhado, pega uma
pneumonia e deixa mulher e filhos na rua da amargura. Bem, ele não morreu,
curou a porra da tuberculose, pedala para cá, para lá, problema de próstata.
Câncer. Tudo bem, digamos que só vá e volte de bicicleta, chega em casa, depois
de 4 horas ou mais, exausto, não consegue nem dar uma encoxada na madame, vai
ser corno. Tudo bem, digamos que a mulher é parceira, nem pensa nisso, entende
o cansaço do marido. Ele saiu do emprego às 17:00h, chega em casa às 21:00h,
digamos que nem coma, nem a comida, nem a senhora, vá dormir direto, sem nem
tomar banho, é europeu. São 5 horas de sono, eu consigo até dormir menos, mas
tem muita gente que precisa até de mais. A Dedéia dormia tanto que na vez em
que fui ao carnaval sozinho e estava com uma morena linda, chegou a turma
inteira, a Dedéia a única mulher, ela não gostava de amizade com mulher, por um
monte de coisa, inclusive, segundo ela, mulher é muito falsa, e acabamos
juntos, ela voltou comigo, o pneu furou, ela estava dormindo, todos molhados,
depois que a morena “puxou o carro”, o jeito foi ficar com a Dedéia, fomos para
a piscina e estava chovendo, eu estava de sunga por baixo, deixei o resto da
roupa numa barraca de bebidas, ela entrou com fantasia e tudo, só nós dois numa
piscina enorme, até a hora de ir embora. Parei num borracheiro, era madrugada,
o cara estava dormindo também, disse que eu poderia usar o que eu quisesse, ele
não iria ajudar em nada. Devia ter metido um cano no rabo dele. Podia usar
tudo. Até que chegou um taxista, também com problema no pneu e nos ajudamos
mutuamente, foi como conseguimos resolver os problemas. Eu levantei o carro no
“jacaré”, tirei pneu, levei para o tanque para identificar onde estava o furo,
remendei o furo, o taxista fez o mesmo no carro dele, a Dedéia dormindo, eu
fique tão puto que peguei a mangueira de ar que estava na sarjeta, coloquei na
boca que ela dormia com ela aberta e pisei para sair o ar. Entrou ar, areia,
lama, ela só fez abrir os olhos, virar para o outro lado e só acordou para
entrar na casa dela, quando a deixei na porta. Deus me livre! Imagina ir
trabalhar de bicicleta, dormir tarde e acordar cedo se é solução para os problemas
de mobilidade. Iria ser casos insolúveis psicossomáticos que ninguém
descobriria nunca.
Mas já se previa tudo isso o que
está ocorrendo hoje, na questão ambiental. Até há pouco tempo atrás, quando eu
falei para minhas colegas contabilistas que era necessário lidar com parcimônia
com a água, fui taxado de tolo, a água nunca acabaria,
- Estás assistindo muito o
Fantástico!
A Rede Globo só se voltou para a
questão, quando a burguesia e a aristocracia, como o Príncipe Charles e o Juan
Assassino Fratricida Carlos da Espanha que vivem caçando, entraram no WWF.
Antes, muito antes, a Globo nem ligava para isso, agora faz média. Ainda tinham
esses discursos de menino de Jardim de Infância. Eis o que está ocorrendo
agora. E ainda digo mais, São Paulo se não resolver este problema logo, não é
depois de amanhã, é para “tresontonte”, vai perder o título de Capital Financeira
do Brasil e vai perder esta arrogância de achar que o Brasil só existe, por
causa de São Paulo, como no discurso do Alckmin, de posse em 2015, vai ter de
ser mais humilde, vai baixar a ball e
acabar no cat.
Nos anos de 1980, acho que
exatamente 1980, ou 1981, os físicos que voltaram do exílio, vieram à Manaus,
discutir exatamente a crise de petróleo, alternativas com outras matrizes, até
então consideradas alternativas, que hoje são produzidas em escala, motor
híbrido que chegam a mais de 100km/h, só na eletricidade, elétrico, à
hidrogênio, solar... Eu já sabia, faz tempo que era possível, mas por questões
político/financeiras, não permitiam nem que se discutisse a respeito.
Um tempo, um taxista me falou que
havia assistido um programa onde o carro era movido à suco de laranja. Falei
que qualquer motor à combustão, pode funcionar com suco de uva, de laranja, de
cana de açúcar, água, berinjela, copaíba, tucumã, é só queimar a partida, é
biocombustível. Parecia que tinham inventado a pólvora hoje.
É como a questão da energia gerada
por micro-ondas. Ainda se mascaram os resultados, mas existem estudos que
revelam que a humanidade vai ter mutações genéticas, por causa de celular, de
forno de micro-ondas, essas cretinices que os filhos da puta vendem, para
enriquecerem, sem se preocuparem com as consequências alheias.
E o discurso é sempre o mesmo,
quando se fala contra a propaganda oficial.
- Deixa de tolice!
- Tu tens de mudar de ideia.
- Tu és muito atrasado!
Só me lembro de quando a Executiva
Nacional dos Estudantes de Física, que eu era Diretor da Executiva Regional
Norte tirou, juntamente com a Sociedade Brasileira de Física o indicativo de
lutar contra a abreugrafia que se tinha de fazer pelo menos no início e no meio
do ano, para verificar se havia doenças no pulmão e era justamente uma causa de
radiação do cacete. O pessoal da Medicina, nem estudantes, nem profissionais
graduados quiseram participar, diziam que não tinha nada ver, era tolice, nunca
conseguiríamos, a abreugrafia era um patrimônio nacional. Talvez até com medo
de perder uma grande quantia em dinheiro, com esses exames. Hoje, quem se
lembra, ou quem conhece a tal de abreugrafia, mesmo estando empregado?
Seu Clóvis dizia que “contra a
força, não há resistência”, em relação à Ditadura, como ele, muita gente
acreditava que seria perpétua, não eram uns “sonhadores” que iriam enxotar os
milicos para a merda.
Quando eu era estudante de Física, já
pesquisávamos como gerar energia solar. Não terminamos o processo, primeiro que
o órgão responsável em financiar projetos, custou tanto, ainda mais em sendo
para o Norte, nos anos de 1980, que quando chegou a verba necessária, cada um
foi para um canto, o Newton formou e foi ser professor de cursinho, o Ápio virou
advogado, o Wander deixou o Curso e ficou sendo professor, a ex-esposa do
Marcílio foi fazer mestrado e doutorado e não voltou mais, uma colega que
também era do Centro Acadêmico e participava da pesquisa, era do Rio, foi
embora, eu fiquei puto com o Marcílio que não entendia como uma pessoa podia
estudar Física e Economia ao mesmo tempo e deixei o Curso nas últimas matérias.
E interessante, acho que domingo no jornal local, falando sobre ciúmes, acho
eu, a profissional da neuropsicologia, era Marilene Correa, atualmente, esposa
do Marcílio. O que isso tem a ver com a questão dele me encher a paciência para
eu largar o Curso de Física? A Marilene é graduada em Serviço Social, dá aula
de Sociologia, agora que a moda é neuro em tudo, ela virou neuropsicóloga, sem
dar chance a que outros apareçam. Mas eu sempre digo que tinham questões
política por trás. Da primeira vez que o Marcílio veio para Manaus, tinha uma
mulher bonita, inteligente, éramos do Centro Acadêmico que foi CAFis, CAFUA,
teve de voltar a ser CAFis, ele era uma pessoa expansiva, até alegre, gentil,
tínhamos até uma relação próxima. Quando voltou, já veio só, casou de novo,
ficou um cara muito, mas muito chato. Era do PT e eu já era do PCdoB. Aliás, no
início da militância político-estudantil, eu era ligado à trotskalha
desvairada, mas depois fui me desligando, até levei uma bofetada num bar, dos
anarquistas que depois foram defenestrados do PT, juntos com os trotskistas. Um
tal de Sávio e uma turma de anarquistas do PT, inclusive o compadre da Acácia, como
o Abacatada, o Cristovão que agora é consultor de arte do Itaú e outros, talvez
ele não se lembre, eu me lembro muito bem, eles quebraram garrafas na rua, para
furar os pneus, pintaram e bordaram, resolvemos ir embora, pois o clima não
estava para secar roupa no varal para nós.
O problema e a solução, quanto à
questão ambiental, estão na nossa cara, mas por questões conceituais, questões
religiosas, questões políticas, dentre tantas, as pessoas ainda insistam em
viver do mesmo jeito. Uns pensam que Deus é grande, maior era o Long Dong, e Ele
fez o mundo em 7 dias, vai refazer em menos tempo. Outros acham que é
preferível morrer rico do que deixar de vender porcaria ao público. Outros
estão se lixando para o povo, para o mundo, são egocêntricos, imediatistas,
ensimesmados, se eles tiverem lucros, não se importam se daqui a pouco nasçam
pessoas com cílios nos dedos dos pés e escamas nas nádegas. Ninguém tem coragem
de fazer uma pesquisa séria, mas depois do celular e do forno de micro-ondas, o
número de pessoas com cânceres, aumentou vertiginosamente. Mas é só
coincidência, eu sei. É a mesma coisas que a Exxon, a BP, a Chevrolet, a
Mercedes Benz e outras empresas faziam, para não se discutir alternativas aos
petróleo, à motores de combustão interna. Agora a Apple, Microsoft, Samsung,
Panasonic etc., estão ganhando rios de dinheiro com micro-ondas, não vão querer
mudar as linhas de produção, as plantas das fábricas, os processos, o
fluxograma de produção nada disso que dá um trabalho da porra, um gasto de
recursos, do cacete, para que o povo seja saudável. E o pior, eu que não uso
celular, sou atrasado, segundo o pesquisador sueco que vem alertando há muito
tempo, inclusive que criança com celular, por ainda estar com os ossos em
formação, principalmente os ossos próximos das orelhas, vão ter problemas com
tanta exposição à radiação, quando se pode muito bem, conectar celulares à
satélites, ou até usar wi-fi, mas
deixa como está, que os custos são menores, já está tudo implantado, até quem
não utiliza, com tantas torres, está sendo afetado. Quer dizer, vou me foder,
mesmo sendo “radical”, como me chamam.
Os pais dão celulares às crianças, sem
a menor necessidade, com o argumento que é para se comunicarem na saída, eu ia
e saía do colégio e não precisava ligar para Dona Therezinha, ela sabia quando
acabava a aula, ou eu ia à pé, mas os genitores, mesmo sabendo que vão criar
idiotas e monstros com problema de saúde, compram celulares e smartphones de última geração, para não
serem vistos como uma família sem posses. Para estarem integrados à sociedade
de consumo. Acabam como a Urach e o Ken Humano, que estão cheios de filosofia,
estão enojados de terem sido tão fúteis, para chamarem a atenção por alguns
momentos e se foder para o resto da vida.
- Ah, mas o meu filho pede!
Parece que os pais não sabem mais
dar rumo à prole, acontece exatamente o contrário. O filho manda, o pai, a mãe,
o avô, a vovó, todo mundo tem de fazer o que a cria quer, para não ter de
argumentar, nem ser antipático. Aí criam uns lesos que pensam que o mundo foi
feito só para si, egoístas, imediatistas, medrosos de enfrentarem o mundo e
cheios de discursos de que são o rei da cocada preta, mas só com relacionamentos
virtuais. Que lindo!
Dia desses, alguém falou sobre eu
não utilizar celular. Pensei comigo e falei que nem telefone fixo, eu uso muito,
não sou taxista, não sou médico, não sou de equipe de urgência e emergência,
não sou do tipo que tem de ficar conectado todo tempo, para fugir de si, de
preencher o vazio, com o vazio de conversas vazias, para quê usar, só para
mostrar aos outros? Eu gosto de pegar, de olhar, de ir para a cama no mundo
real. Eu fico até rouco e com a orelha ardendo, quando converso muito ao
telefone, não é meu sonho de consumo. Se fosse uma bucetinha nova a cada nova
ereção, aí são outros quinhentos. A conta do fixo é de R$ 30,00, no máximo, R$
50,00, agora é que eu ligo para a Mega Livraria Saraiva do Manauara, para ver
se já chegou o livro do Chomsky, desde 28 de dezembro, acho que estão
retaliando, por eu ter enviado um email
para a Saraiva Nacional, nem ao menos atendem, o pessoal diz que foi enviado em
30 de dezembro, então, são mais de 15 dias, já era para ter chegado com folga,
se fossem pessoas capacitadas, profissionais de verdade, é hoje, amanhã, depois
de amanhã, estou para pedir outro, via Sed-Ex.
- Mas teve Natal, Ano Novo...
- Minha filha, se ele está num
caminhão desde 30 de dezembro, tens de convir comigo que o cara não para porque
é Natal, é domingo, sábado, Ano Novo, ele continua na estrada todo tempo.
Parece que pensam que o cliente é
leso.
Quando eu era criança, os telefones
de casa eram grampeados, eu tinha uns primos subversivos, procurados pela
Ditadura, no Rio, em Brasília, um até, foi torturado, que faziam contato com o
telefone de casa, apesar de eu ser sempre religioso, crente na legalidade do
estado, então o telefone vivia com eco, como se estivesse no vazio, eu era
incentivado a não ficar de “convercê” ao telefone, só usei muito, quando era
telefonista no quartel e quando estava namorando que as minhas namoradas
adoravam falar ao telefone, até umas amigas que as minhas namoradas tinham
ciúmes. Eu desligava a secretária-eletrônica do telefone fixo, uma das namoradas,
não sei como ela fazia, ligava remotamente, deixava uma, duas, três, 100
mensagens, com intervalos de 2 segundos. Eram chamadas de celular a cobrar, aí
a conta era alta. Mais de R$ 500,00, há muito tempo, quando o real era
paritário ao dólar. Ela fazia de propósito. Quando eu levava o celular de Dona
Therezinha para alguma eventualidade me comunicar quando necessário, deixava
desligado, não sei como ela fazia, ele ligava sozinho, era ela ligando de
segundo em segundo, até acabar a bateria.
O que está acontecendo em São
Paulo? É fácil de saber o que está acontecendo. As árvores estão com fungos,
estão ocas por dentro, caem facilmente. Quer fazer um teste? Plante em um vaso,
sem que a água possa escoar. O que for, pode estar no tamanho que estiver, de
repente murcha, morre, a terra fica cheia de fungos. As raízes sem o solo ter
capilaridade, estão sendo invadidas por fungos, estão amolecendo, estão com
dificuldade para alimentar a árvore. As raízes superficiais, cimento dos lados,
não tem para onde escapar. Já dizia o A Arte da Guerra, nunca dê a impressão ao
inimigo que ele não tenha como fugir da luta, pois mesmo se for um exército de
dezenas, contra outro de milhares, sem saída, vão lutar por suas vidas, não têm
o que perder, ou é vencer, ou vencer.
Um tempo atrás, conversando com um
taxista que é do “intério”, ele falou que achou lindo a frente da casa, as
árvores, a “plantação de ovos” que Dona Therezinha coloca encima até do cactus,
então, já havia pago, continuou a conversa, falando sobre cortarem as árvores
de várias ruas de Manaus, porque elas quebravam a calçada, ele me ensinou como
plantar, sem danificar porra nenhuma.
- É só plantar abaixo de 15cm. A
raiz vai afundar cada vez mais, vai procurar água no subsolo, ao invés de
procurar se expandir para os lados e para cima.
E eu tenho até um pauzinho para
medir os 15cm para baixo da terra. Não, não é o meu pauzinho, é um pau de
churrasco que eu pintei na medida. Antigamente o meu, ia além de 18cm, quando
estava com vontade de foder a cartola das amigas.
Só o rambutã é que ficou com as
raízes para fora, porque a Mara, uma garota de “Cudaxássh”, terra de Dona
Dolores, minha avó paterna, também conhecida como Codajás, bonita, uns cabelos
lindos, gordinha, mas dizem as más línguas, eu não olho essas coisas,
“comível”, com uma rabiola no jeito, nunca nem reparei nisso, imagina, apesar
de ter mais filho do que preá, baixinha, branquinha e bacaninha, com uma prima
preta e alta que é uma delícia, segundo me disseram, ela até veio aqui em casa,
acompanhando a Maroca que gosta dessas coisas assim, mas eu nem notei na prima
dela, a Mara viu na casa de uma patroa dela, também neste Condomínio, a quem
era diarista, como no apartamento de Dona Themis que parece vigia da genitália
alheia, se eu encosto em uma empregada, ela já pensa maldades e fica falando
maledicências para Dona Therezinha; colocarem garrafas em volta das árvores e
fez merda aqui, as raízes do rambutã saíram todas, ficaram para cima, a terra
cedeu dos lados e o que era para ser 15cm para baixo, está visível agora.
Desde quando eu ia dar aula de
Ecologia, desde quando enchíamos saquinhos com sementes de árvores frutíferas
para entregar às pessoas carentes o Amazonino passou a mandar seus asseclas
pegarem de monte e ele distribuía como uma ação sua, distribuía o que
plantávamos e ele pegava na esperteza, no Campus, no Horto Municipal que agora
é Cidade das Crianças e já foi a lixeira, quando Manaus nem tinha Zona Franca
ainda, desde quando eu atuava na AMAPAM, desde quando eu era ligado em Ambientalismo,
era atuante, que se diz que as consequências mais trágicas de um transtorno
ambiental, são a produção agrícola, maior empobrecimento das comunidades
carentes que vai arcar com os prejuízos e vai ter de se virar com preços mais
elevados para o consumo de subsistência e vai gerar uma mexida na economia como
um todo.
- Bobagem!
- Tu és muito tolo!
Sempre, como uma forma de demover
as pessoas da luta, fazendo com que se achem estúpidas e acabem se aliando ao
que só quer meter de jeito no da gente.
Lembra do gás ClFC? Deixei até de
usar desodorante, inseticida, Bom Ar. Não fazia mal, era só impressão, de
repente a indústria mostrou que é possível produzir inseticida, desodorante,
Bom Ar, sem esse gás, inclusive nos aparelhos de ar condicionado e cada vez mais,
é um diferencial, para vender mais produtos com gases ditos, mais ecológicos.
Gás ecológico? Não existe, mas é como a propaganda do óleo “sem colesterol”, ou
o detox, para desintoxicar depois das festas de fim de ano. Não infloem nem
contriboem, o colesterol da fritura é tão ínfimo que não altera nada, o próprio
corpo tem a função de se desintoxicar, quando não consegue, a pessoa baixa o
hospital, não é nenhum suquinho que vai ser mais, ou menos desintoxicante, mas
soa bonito, e tem muita gente que embarca nessas barcas furadas. É como a
função autolimpante de áreas do corpo humano. Mas tem quem acredite que sujou,
vai passar doença para todo mundo, pelo fato de uma trepadinha sem vírus
atuantes. A saliva é antibactericida natural, a urina é um líquido de limpeza
da genitália, por isso, depois de dar umazinha, uma mijadinha já deixa pronto
para outra. As pessoas se enganam com “produtos químicos”, quando querem dizer
industrializados, como se a copaíba fosse menos eficiente do que o Merthiolate,
só porque um é de graça e o outro é produzido pela indústria farmacêutica.
São Paulo vai ser um exemplo
palpável da irresponsabilidade ambiental, da crença que se pode exaurir os
recursos que nunca acabam. Agricultura e Indústria, Primeiro e Segundo Setores
de qualquer economia, demandam água pacas. Podem reciclar, reutilizar, tem até,
como dizia a um taxista que ficou abismado, um captador de água da atmosfera que
faz 5mil litros/dia, por cada equipamento, pode dessalinizar a água do mar, o
que for, sem água em abundância, os problemas econômicos vão aparecer e muito
breve. Empresas que contribuem com a Balança Comercial do Estado, vão procurar
abrigo onde tenha recursos abundantes. Se o José Melo deixar de ser leso, com
essa idiotice de mandar água do Amazonas para o Nordeste e outras tolices quase
infantis, pode-se até cooptar essas empresas para cá, melhorando a
infraestrutura logística, com ferrovias e hidrovias, com saída e entrada por
todos os lados, como puta que faz serviço completo, ou atriz pornô que faz
anal, banal, bananal, frontal, bocal, manual e o que inventarem. São Paulo vai
ver a emigração de empresas que contribuem com o PIB Estadual, para outras
plagas e em tempo bem escasso.
Se não mudarem as coisas, muito
provavelmente a estrutura de poder no mundo vai ter mudanças profundas, não só por causa da
economia, a política dos BRICS, mas também por questões de ter, ou não,
recursos naturais. Não vai ser possível mais, que países que tenham insumos,
continuem dando de graça, para países que sempre se beneficiaram da leseira
alheia. Até a consciência nacional está mudando. A Bolívia com o lítio, com o
gás natural, ao invés de dar de graça, como amazonense quando vê macho de fora,
que o Governo Fernando Henrique quis invadir, para que continuasse a dar quase
de graça para a produção de São Paulo, o gás, adotou nova política, quem quiser
consumir, vai ter de produzir internamente, com empregos para os bolivianos e
ficando parte dos lucros para o estado. A Coreia do Sul, o que o Brasil diz que
fará em 2017, cansou de ser quintal de transnacional, quem quisesse produzir
lá, teria de nacionalizar a produção teria de investir em inovação, em
pesquisa, em novas tecnologias estudadas lá dentro. Surgiram LG, Samsung, Kia
Motors. O mundo está mudando, de todo jeito, de todos os lados.
Duvido se alguém diga hoje que não
acredita que a água é um produto natural, exaurível. Tudo o que é do Reino
Mineral, não tem reposição e até pode ser produzido em laboratório, mas mesmo
em escala, é muito mais caro, ficando difícil de apreçar para o consumo de
mercado. Pode até acreditar em Deus, como o João Paulo II acreditava, mas na
hora do vamos ver, faz como ele que não queria morrer, nem à pau. Lutou o que
pode, parecia pedir para ajudarem-no, naqueles momentos em que seus aliados
estavam dando o chá, chá de sumiço, para ele desocupar o trono que já estava
ficando feio para a “Santa”, o Papa se babando, na sacada do Vaticano,
aparvalhado e quase tetraplégico total.
O COMUNISMO ACABOU
É como a discussão sobre o
Capitalismo. Está na cara, mas os dogmas, as tradições, levam as pessoas a
pensarem que só tem esse jeito de viver, mesmo porque são levadas a conceitos
que inexistem do outro lado, mas são jogados, como se fossem verdadeiros, na
guerra da contrainformação.
Dos livros da área econômica que
li, depois da cagada de 2008, a maior crise econômica capitalista de todos os
tempos, ainda muito viva no mundo inteiro, apesar do escamoteamento de
informações, todos, sem exceção, buscam subsídios na Teoria Marxista, apesar de
chegarem quase a dizer que o Capitalismo não tem jeito, está no fim, mas quando
estão quase lá, reafirmam sua crença num Capitalismo, um Capitalismo diferente
que desde Adams Smith se diz que o problema é que virou selvagem, todo mundo
querendo “comer” o próximo, mas dá para fazer um Capitalismo Socialista, com
distribuição de renda melhor, com mais sintonia com o social, com mais
parcimônia entre as partes, nem que se tenha de fazer algumas mexidas, ninguém
sabe onde, é justamente onde não está o gargalo que agora virou ponto de
inflexão e pronto, vai perdurar para sempre com as crises financeiras, com as
ondas de desemprego, com a utilização da destruição em massa, ou obsolescência
estudada, para sempre.
Com a morte do Dr. Moura, do
Niemeyer, eu pensei que só eu acreditasse piamente ainda na solução comunista
para o mundo. Nem os partidos que têm títulos de Comunistas, agem como se
acreditassem que o Comunismo é o ponto final da humanidade, da paz de verdade,
da união sem fronteiras, da divisão de raças, de gêneros, de opção sexual,
Deus, nem Diabo. Não, tem o Slavoj que ainda prega o Comunismo e diz o porquê
as pessoas acharem que o Capitalismo é definitivo.
Quando se vai discutir sobre
concentração de rendas, mercado oligopolista que acaba em monopólio, a primeira
coisa que falam, ou citam, é que o Comunismo não deu certo. Comunismo? Para mim
se chegou só ao Socialismo e olhe lá. E onde foi implantado? Rússia, Coreia do
Norte, Cuba, Albânia, China...
Sejamos inteligentes. O Capitalismo
só foi possível, quando a economia feudal avançou e não tinha mais como expandir,
devido a questão da distribuição, entre poucos do clero e da realeza, só. E foi
feito primeiro na França, depois na Inglaterra, países altamente desenvolvidos
social, econômico, político e tecnologicamente, já naqueles tempos.
A Rússia era um país ainda, sob um
Império Czarista, falida, antes de haver a Revolução Bolchevique se fez um
arremedo de Revolução Capitalista de 1907, com guerras internas e externas.
Cuba era um puteiro que os ricos dos EUA faziam de seu quintal. A Coreia do
Norte foi resultado da divisão do mundo pós-II Guerra. A China até
recentemente, era completamente rural. Todos muito subdesenvolvidos, não
conheceram nem o Capitalismo de verdade, para poderem entrar no Socialismo.
Mas, por outro lado, por conseguinte, assim mesmo, com embargos, o caralho a
quatro, progrediram mais do que no tempo em que só serviam à “coitadinha” da
Anastácia e a Família Imperial Russa e Ucraniana. Cuba com um embargo fascista
desde 1962, curou um monte de gente com doença venérea dos estadunidenses, é
referência no estudo do vitiligo, é um dos melhores tratamentos ortopédicos do
mundo, as pessoas que viviam num “miserê” lascado, têm casa, alimentação,
educação, esportes, transporte público o que hoje se debate inclusive em países
capitalistas, como solução para não se ter de fazer tantas vias de rolagem,
tanta poluição ambiental e sonora, apesar dos pesares.
Para se discutir se dá, ou não
certo, a Revolução Socialista tem de ser feita em países desenvolvidos, onde a
produção chegou num limite que é estagnada pela forma de distribuição
econômico-ideológica. Até agora, vimos países passarem do Feudalismo, direto
para o Socialismo, que até nas Teorias, são incompatíveis. É como o bebê nascer
a sem passar pelas fases humanas, no outro dia já seja adulto. No mínimo vai
ter os ossos das pernas, coxas e até do tórax comprimidos, fraturados ficando
só um amalgama de pele e sangue.
É, pois como já disse, o
Capitalismo só pode existir depois do Feudalismo, o Socialismo, depois do
Capitalismo e o Comunismo Científico, depois da Ditadura do Proletariado que
para mim, pode ser feita mais com educação, conscientização, do que com
repressão. São processos evolutivos que vêm depois do outro.
Pronto, o Comunismo não deu certo,
como se um projeto nascesse pronto, senão não poderia sobreviver. Quantas vezes
o Edison, tentou a lâmpada? Quantos quiseram ter a primazia de inventar o
avião? Quantos estudos para se chegar até a penicilina? Nada nasce pronto. Muitas
vezes se projeta, faz-se o protótipo, volta á prancheta, até apresentar a
solução. Muitas vezes, a solução está no ar, não sei quem disse isso, se o
Graham Bell não tivesse roubado a concepção do telefone, outro o inventaria, se
o Einstein não explicasse a Teoria da Relatividade Geral, outro chegaria lá.
Podiam não ser do mesmo jeito, mas seriam soluções para problemas que estão
para serem resolvidos. Muitos projetos, vingaram, por seus executores
patentearem antes dos outros, mas soluções aparecem quando existe um problema
que a sociedade tenta resolver.
Ainda tem, como diz o Slavoj, uma
tentativa de fazer crer que o Capitalismo é natural, o resto é tudo inventado
pela humanidade, mais a pregação ideológica dos meios de comunicação, nas mãos
de nazifascistas, como na cobertura da GloboNews, sobre os atentados ao Charlie
Hebdo.
- Uma tentativa de manchar a
democracia.
- Um ataque à democracia!
- Querem acabar a democracia.
Não, a Democracia, surgida na
Grécia Antiga, no Século V, não tem nada com essa desvirtuação, essa deturpação
dos fatos. Querem dizer que democracia é sinônimo de Capitalismo, não é, ou
pior, muita gente não cita Capitalismo, nem a Revolução Francesa é vista como
Revolução Capitalista, a Guerra da Secessão Norte-Americana, não é dita, a
Revolução Capitalista, a Revolução Industrial na Inglaterra, mesmo mantendo a
Realeza, como bibelô de geladeira, sem deter o poder sobre os meios de
produção, como Revolução Capitalista, para não se perceber que até chegarmos ao
Capitalismo, foi um processo longo. Ajuntamentos ancestrais, homo-sapiens com
Neandertais, tribos comunistas primitivas nômades, até chegarmos à agropecuária
e sermos sedentários, exércitos de perdedores que podiam ser mantidos vivos por
se saber lidar com a subsistência, por se poder ter para si e ainda dividir com
os perdedores, que viraram escravos, tribos de clãs, Deus, família, conquista
territorial, para a criação do estado, escravidão como forma de governo, reis
como pessoas que tinham parentesco com os deuses que representavam, e
justificavam através disso, terem tudo, contra uma maioria que se conformava em
ser o lixo social e estavam apenas cumprindo na Terra as punições de Deus,
Feudalismo, Capitalismo, Socialismo...
Apresentam o Capitalismo como
democracia, como sistema natural, só não citam Capitalismo, talvez com medo que
as pessoas percebam que estão sob um sistema de injustiças, mesmo que se faça
alguns avanços sociais que nunca são suficientes para todos.
Tirando esse ranço ideológico
enganador, de falar que o Comunismo já era por causa da Cortina de Ferro, vamos
fazer um jogo rápido.
Digamos que para cada pessoa com
desejos ilimitados e sem restrição alguma, desde que se faça dona das coisas,
pode tudo, tenha-se uma constante tal que represente esse desejo.
Então:
f(x)= pd. Onde p seja a
pessoa e d seja o desejo. Carros, churrasqueiras, sardinha em lata, Coca-Cola,
sexo, alimentação autopreservação.
Digamos que o limite do planeta é
constante, assim como os recursos.
Então temos:
f(x)- pd-N/ie. Onde N
são os recursos da natureza e ie, é a taxa de expansão do planeta, que eu
“acho”, é constante, não tem como aumentar, a não ser que um cometa ou um corpo
celeste se choque com a Terra e se integre, mas aí vamos morrer todos, com a
porrada. Nova Era Glacial, nova reposição dos continentes, até voltar ao normal
se ainda puder ser reabilitada a vida.
Imaginemos que por ora, somos mais
de 7 bilhões de pessoas e o sexo deixou de ser em certa parte tabu, todo mundo
fode à vontade, muitas vezes sem preservativo, sem contar o pessoal que não tem
nem capacidade para conquistar uma mulher e vai na base do estupro e ainda
engravida a vítima.
Então fica mais ou menos assim:
f(x)=p1d+ p2d’+
p3d’’+ p4d’’’-N/ie
Sabendo-se que o desejo inicial de
uma pessoa, é referente à sua subsistência, à sua preservação, às suas
necessidades básicas, humanas, naturais e animais. Mas aí, vai-se evoluindo, o
que era básico, passa a ser pouco, a pirâmide de necessidades fica mais alta,
mais afunilada e o desejo da pessoa, a partir de um determinado estágio não é
referente só ao que pensa, ao que precisa, mas ao que vê os outros tendo e
consumindo, ao que tenta se impor sobre os demais, por isso os d vão ficando
mais refinados e cada vez maiores.
Digamos que a Teoria Malthusiana de
colocar a culpa nas mazelas do mundo, na superpovoação não seja lembrada, nem
colocada em prática. Um mundo com recursos escassos, para desejos ilimitados,
como o conceito de Introdução à Economia, cada um queira tudo para si, todo
mundo não queira ter limites, a Terra seja a casa da Mãe Joana.
f(x)= p1d+ p2d’+
p3d’’+ p4d’’’(...) + pnd(n-1)-N/ie.
O Capitalismo se cria? Vamos acabar
com fome, uns desperdiçando, outros necessitando, no ceteris paribus que nunca chega, nem vai chegar, nem se Jesus vier
de salto alto, bolsa Louis Vuiton, maquiagem Max Factor, não tem como deixar no
laissez-faire e a mão do mercado se
virar para resolver por ordem e graça do Divino Espírito Santo. Nem sendo crédulo
que cede o boga, só para fazer caridade, dá para acreditar que é possível viver
num mundo assim para todo o sempre, uns com muitos, muitos babando de fome,
vendo os poucos se locupletando.
Não tem jeito. O N/ie teria de ser
enorme, lógico, N sempre muito maior do que a taxa de expansão. O Capitalismo
vai se esgotar. Está agonizante, ainda sobrevive por mecanismos que ainda
mantém o coração batendo artificialmente, a mente sendo estimulada através de
choques elétricos, os movimentos, feitos por equipamentos rádio controlados por
outrem.
A questão ambiental está mostrando
isso. Não dá para ser capitalista e ter água para todos. São Paulo, governada
pelo PSDB há mais de 20 anos, o projeto que eles diziam que era só do PT, está
mostrando que é preciso regular a esculhambação, até no puteiro tem de haver
ordem. E toda Teoria Liberal, Nazista, Fascista, Neoliberal, o escambau,
Capitalista, leva à concentração monopolista. O resto que se foda. Mesmo que os
economistas que buscam a Teoria Marxista digam que é só... para o Capitalismo. É
só arranjar um jeito do Capitalismo ser menos predatório. Não tem. É como
querer criar um leão, alimentando só com peixe e suco de maracujá. Os Clássicos
Liberais, desde o início, já pregavam o monopólio, uns poucos tentando ser dono
de tudo e abafando quem não tenha nada e dependa do pouco para ter, de quem
tenha muito. Vai se chegar no Capitalismo à uma concentração tal que os poderosos,
a classe dominante vai lidar com os menos favorecidos, como os Senhores
tratavam os escravos, dependendo do humor de momento. E para onde se vai,
depois do Capitalismo? O Capitalismo Social-Democrata? Não adianta, ainda vai
existir o que tem e o que precisa ter. Vai se aumentar a violência, a
criminalidade, a corrupção, cada um vai querer ter mais do que o outro, para não
ser mandado pelo próximo, tanto mais gente se digladiando, tentando pegar nem
que ilegalmente o que dos outros, só para si.
Sem falar na mais-valia, a
apropriação da parte do “colaborador” que hoje, então, é muito maior. O cara
produz uma coisa, ganha por aquele momento, o “amigo patrão” utiliza diversas
vezes aquele produto pago só uma única vez, com lucros exorbitantes, sem chamar
o “colaborador”, para pegar a parte das vezes que ganha sobre aquele mesmo
trabalho executado e revendido.
Por hora a media, o sistema ainda garantem um pessoal bastante estúpido que
não sabe pensar por si, nem para colocar no papel, um tema de redação. Cada vez
que se tem mais saberes, menos se têm pessoas que consigam concatenar ideias,
colocar o que pensa de forma conexa, no papel, em teoremas mínimos que sejam. Mas
como o tempo na Física, as questões sociais são muito voláteis. De repente
alguém diz que a comunicação serve para fazer as pessoas escravas das ideias
alheias, alguém diz que só ficar Curtindo, ou posando para selfie é muito pouco para ser feliz, de repente se volta a ler os
clássicos do Socialismo Histórico Dialético Materialista e Científico, de
repente se percebe que Marx, Lenin e outros, ainda, mesmo com o Bush declarando
que seus pensamentos estão mortos, estão mais vivos do que nunca, ainda
explicam melhor o Capitalismo, as crises cíclicas, a diferença aviltante entre classes,
o fim em si mesmo, o germe que está dentro contido no próprio sistema que vai
liquidar consigo, do que todos os outros Liberais e Neoliberais que tentaram
fugir da questão da luta de classes, tentaram fazer crer que o Capitalismo é
eterno, é uma maneira de pensar positivo, de ser fiel, mas no fim, chegam à
conclusão de que não tem solução, mas não têm coragem de ir contra a opinião
pública que é levada a acreditar que o Capitalismo é ruim, mas pior sem ele.
Não sei onde há uma citação dessas, um livro que li recentemente, acho que até
grifei, só falta saber qual.
Ah, PRIMEIRO COMO TRAGÉDIA, DEPOIS
COMO FARSA do Slavoj:
“Uma tarefa essencial dos governos democráticos
e dos formadores de opinião quando confrontados com os ciclos econômicos e a pressão
política é garantir e proteger o sistema que serviu tão bem à humanidade, e não
mudar para pior, tendo como pretexto sua imperfeição. [...] Ainda assim, essa
é, sem dúvida, uma das lições mais difíceis de traduzir numa linguagem que a
opinião pública aceite. O melhor de todos os sistemas econômicos possíveis é
mesmo imperfeito. Sejam quais forem as verdades reveladas pela ciência econômica,
o livre mercado é, afinal, apenas o reflexo da natureza humana, dificilmente
aperfeiçoável”
Não se pode esquecer como o
Liberalismo vê a pessoa humana. Só faz bondade se for para ganhar à frente,
todo mundo é avaro, é egoísta, não se pode confiar no outro...
O que se faz pensar é o seguinte,
como diz o Slavoj. Acaba o Capitalismo, qual a saída? O Feudalismo é passado. O
Socialismo não deu certo, o Comunismo é o totalitarismo, mesmo que seja o fim
do estado, das classes, não existe Terceira Via, nem com a Marina posando de
heroína dos novos tempos, então vamos manter o Capitalismo. Ruim com ele, pior
sem. Se correr o bicho pega se fica o bicho come! É a questão que colocam na
cabeça das pessoas para elas não quererem mudanças.
Ledo engano. Os problemas inerentes
ao Capitalismo não têm solução. Houve sim erros no passado, o que não quer
dizer que não se possa consertar, inclusive, dentro da Teoria Marxista de
democracia com direito, inclusive a inferir sobre sua condição no mundo,
possibilidade de assistir às necessidades de todos, dentro do que cada um
deseja. Esse Socialismo onde todos têm de gostar de um estilo de roupa, de um
estilo de música, como se fossemos todos iguais, até as mesmas quantidades, é a
desvirtuação da Teoria, completamente. O Socialismo oferece bens e serviços,
dependendo das necessidade de cada um, das família, do quanto podem dispor para
ter, vão usar, ou não, se quiserem e puderem.
Sim, ainda é possível o Comunismo,
não como um sonho, mas como a única saída para o Capitalismo que a cada dia que
passa, só exacerba as diferenças entre iguais, não resolve nada dos problemas
antigos, citados no Manifesto do Partido Comunista, no século retrasado, quando
Marx ainda mamava no peito da mãe e se tenta fazer as pessoas se conformarem,
como quis fazer a aristocracia, antes de perder espaço para a burguesia. Mas de
crise em crise, com a melhoria das condições humanas, tecnológicas, vai ser
possível ver que não tem como resolver a questão de tantos com nada e poucos
tendo mais do que necessitam. E um dia, quem sabe, como diz a mitologia, uma
Maria Antonieta venha ao balcão do palácio mandar o povo comer brioches e o
povo mande essa gente tomar no orifício.
4:20
a.m.
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