segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

AXIOMA DOGMÁTICO

Suponhamos que houvesse um Papa homossexual, como seria?
A igreja condenaria o homossexualismo, por seguir um de seus dogmas. O Ser Superior, fez estátuas de sal de quase todos aqueles que viviam em Sodoma e Gomorra, por terem práticas sexuais não “convencionais”. Já aí, uma contradição. Se o sexo é Pecado Capital, como pode existir uma forma convencional e outra pecaminosa?
E nesse episódio, para quem iria ser salvo, o Todo Poderoso, ainda disse para que não se olhasse para trás, o que se constitui numa dicotomia sem fim. Como, em um lugar onde todo mundo está colocando por trás, não se vai virar para ver ao menos quem bate na porta dos fundos? Quer dizer que se o cristão for “sodomizado”, sem beijinho, nem sem ver quem está por trás, pode? Passa a ser “sexo convencional” e então é aceitável? E no caso do lesbianismo se as mulheres colocarem as aranhas para brigarem, de olhos fechados, não é pecaminoso? É o que está escrito. É só ler. O chato é que muitos seguidores desses dogmas, até sabem ler, mas interpretam tão mal, quanto aquele pastor que foi mostrado em um programa de televisão que “jantava” todas as irmãs da igreja dele, inclusive as casadas e dizia que estava escrito. E o repórter foi ler o que estava escrito e justamente, ele não sabia era fazer a pontuação correta e “ingenuamente”, traçava as irmãs, com o aprovo dos maridos, uns cordeiros de chifres, convencidos, ou apenas, muito cordeiros. Cordeiros de Deus. E quando o repórter mostrou a pontuação correta ele percebeu que estava pregando erradamente, na verdade, pecando. Mas percebeu isso, muito humildemente, então está perdoado, segundo dos preceitos religiosos. Pelo Homem. O homem só não perdoa a intromissão do repórter. O que esse profissional tinha de se meter em um assunto onde ele estava metendo sem dó, nem piedade, para satisfazer o Homem? Saber ler ele até sabia. Interpretar, só a vontade dele mesmo.
Mas as igrejas que têm o homossexualismo, como uma “perversão”, não dizem de maneira clara, justamente para não ferirem os sentimentos da sociedade moderna que já admite como normal e é até comprovado cientificamente, o fato de existirem pessoas homossexuais, assim como bissexuais heterossexuais e cada dia mais formas sexuais. É fato notório e sem discussão. Aliás, era sem discussão, até pouco tempo. Porém, hoje em dia, as igrejas que seguem os ditames do Gêneses, onde o primeiro casal de seres humanos foi despachado do Paraíso, por que o macho quis se igualar a Deus, aproximando-se do Saber e com isso, aprendendo que sexo é uma coisa divina e maravilhosa, ótimo de ser feito até para melhorar a cútis; dizem que são científicas, falam sobre vários ângulos do saber e se metem em tudo o que é mundano. Eles sabem tudo. E onde ficam os dogmas? O saber não é pecado? Vai entender esses pensadores. E nós é que somos pecadores.
Enquanto a Ciência descobre as coisas através de anos de estudo, de prática e da pesquisa, eles já sabiam, só seguindo a Palavra. Sempre depois das descobertas científicas, eles afirmam que é coisa Dele e já estava escrito. Só não sei por que não descobriram eles mesmos que a Terra não é o centro do Universo, que se conta a partir do zero, em qualquer contagem crescente, que tratando o porco dentro de uma higiene prevista, o porco não passa doença, já que O Livro Sagrado tem tudo. Gostam de dar chance aos pecadores.
Mas como adoram uma contradição, não abrem o Livro, nem quando precisam de cuidados de saúde. Deve estar escrito. Preferem abrir as carteiras de dinheiro o que também é mundano, para serem bem atendidos, e saem correndo da Casa de Deus, para buscarem socorro na Casa do Diabo. É muita contradição e os dogmas parecem que mudam conforme os ventos.
Como estamos conjeturando, sobre uma realidade distante, um Papa que só nos serve para imaginar como seria se existisse, as igrejas não colocam seus preconceitos às claras por que têm medo de serem mal interpretadas e sofrerem processos de racismo, discriminação e preconceito, mesmo que sempre tenham alguém dando um jeito de fazer os processos pararem no início. Digamos que na realidade atual, as igrejas podiam ser enquadradas dentro de vários parágrafos que infringem as leis estabelecidas. Todas mundanas.
Como a não aceitação do homossexualismo, é dogmático, ou seja, alguma coisa que não pode ser mudada, nem com a mudança da realidade, como um Papa poderia ser homossexual?
Ele teria de combater a si, em princípio.
Ao mesmo tempo, teria de mentir mais do que qualquer outro, pois afirmaria que ele mesmo não existe e em não se revelando como tal, estaria mentindo para os outros seguidores. Teria de fazer de tudo para que os outros não soubessem sobre sua opção sexual, de seu fator genético, de sua forma de vida e até, da sua existência. Seria uma mentira atrás da outra. E quem sabe, para satisfazer sua sexualidade, só tivesse interesse por criança que é fácil de ser conduzida e de se manipular. Além de mentiroso contumaz, ainda seria pedófilo. E como calar as vozes, no caso de alguma criança ser linguaruda e contar aos pais, ou responsáveis que acreditavam que as crianças indo à igreja, para ouvirem a Palavra, estariam salvas? Como se sabe, religioso praticante é o que não falta nos cargos mais importantes da sociedade em geral. E as justiças tanto têm evangélicos, quanto maçons e católicos aos borbotões. E assim se torna muito fácil, “engavetar” um processo num caso que possa denegrir a imagem de um dos seus. Irmão ajuda irmão. Uma mão lava a outra e no fim da história, está todo mundo sujo.
E supondo ainda mais, além de homossexual, esse Papa de nossa elucubração, ainda fosse nazista. Os nazistas têm uma verdadeira ojeriza pelo homossexualismo também. Seguem a Palavra também.
Sabe aquele machão que o-dei-a viado e se puder, machuca, mata e nem quer que saibam que existe? Pois é. No fim das contas, ele mesmo se pega sonhando com uma trôlha nas costas, sai às escondidas, para “comer” travesti e depois se acha o maior machão. Ele mesmo sabe que o ódio aos homossexuais, é o temor de perder mercado, para a concorrência. Dizem que era o caso do vegetariano e fanático cristão, Adolf Hitler. Muito machão para as câmeras da produtora da propaganda nazista, mas uma moça, debaixo dos panos. Sem falar no Mussolini que dava pinta no palanque oficial. Uma deusa gorda e camuflada. E como devia camuflar. Aquelas poses não deixavam dúvida.
Como seria a vida deste Papa? Teria de ser mascarado, como foram seus antecessores, no palco internacional, onde os nazi-fascistas levaram o mundo à guerra. Ser, ou não ser? Como não ser, o que se é? É que nem casar com quem não se gosta, por algum interesse, por dó, ou algo parecido. No início, até dá para fingir, mas com o passar dos anos, o ódio reprimido vai ter de estourar. É uma convivência tão pesada, uma relação tão sacrificada que qualquer coisa é motivo para fazer o outro zangado, infeliz. Aliás, infeliz essa pessoa já o é, desde que está querendo ser o que não é exatamente, para sobreviver à crítica dos outros.
Mentir, por si só também, era citação de um dogma. Era um dos 7 Pecados, bem original. Mas parece que de vez em quando os dogmas podem ser revistos e apresentados à sociedade, com novas cores e de outras formas. Como, eu não sei. Alguém deve saber o user-name do VOIP que Deus tem e mantém ligação direta com Ele.
E no caso da existência de um Papa que mentisse tanto assim, quem sabe, a mentira acabaria sendo a Verdade Absoluta? Se existisse um Papa assim mentiria tanto que ele, o Grande Mentiroso, acabaria acreditando tanto que suas mentiras eram a verdade que bradaria: “Eu sou a única Verdade. A Luz? Sem mim, não há vida.”
Deus nos livre de um Papa assim, imagina uma pessoa com tanto poder sobre uma parte considerável da sociedade mundial, capaz de mentir para si, o que não seria capaz de fazer contra os outros? Oxalá, nunca se tenha uma pessoa tão atormentada assim, à frente de um organismo que manipula tanta gente em volta de si e que com isso, ache normal que meta o bedelho até onde não é chamado e depois, faça o gênero humildade absoluta, tão evocada pelos seus pregadores.
É como se eu mandasse bala e bombas no território do vizinho, sem motivo aparente e dissesse que é apenas uma “ação preventiva”. E se houvesse retaliação da parte de quem foi atingido, ainda assim, fazendo o gênero da “vítima coitadinha”, atacada por “terroristas radicais”, aparecesse como a verdadeira vítima.
Ou de outra maneira, alegar em todos os meios, diuturnamente que a perseguição a Galileo Galilei foi um ato comum, correto e normal, quando se sabe, o Galilei teve de amargar um ostracismo abissal, por ter quebrado um dos principais dogmas da Palavra que esse Papa fictício, de nosso axioma, prega que dizia que a Terra, era o centro do Universo.
E se por isso, alguém dissesse que esse Papa, homossexual, pedófilo e cretino, fosse altamente atrasado, até como pessoa, essa bicha velha imaginária, congregasse milhões de fiéis na Praça São Pedro, para desagravar a honra deste mentiroso que não a tem. E os veículos de comunicação, só mostrassem um lado da verdade, justamente a mentira do ataque sem motivo. E principalmente, as autoridades que participassem do desagravo, fossem também, ícones altamente ligadas a facções nazi-fascistas? Que mundo seria esse de nosso axioma proposto?
É como se ao se colocar um nazista no Vaticano, nessa nossa hipótese, alguém estivesse querendo incrementar um retorno à essa ideologia, na maior cara de pau. Um retorno mundial, ao que não conseguiu o Führer do III Reich.
Como viveríamos o tempo todo, vendo mentiras escabrosas sendo ditas, como verdades?
Sendo mentiroso, ele poderia pregar a Verdade?
E para onde esse povo crente iria na verdade? Seguindo gente inescrupulosa assim, para o Céu, quem sabe, depois da morte. Mas em vida, para a pqp, por se fazerem de tolos e acreditarem piamente em qualquer coisa. Inclusive em quem mente para eles.
Que Verdade seria essa, pregada por um mentiroso?
Se a escolha de um Papa é a escolha de Deus, como Deus permitiria um ser menor desses, sabendo quem é, o que é e sobre tudo?
Ou então o Papa não seria o emissário de Deus na Terra? Então o que ele pregasse, seria mentira, sobre a Verdade?
Se não foi Deus quem escolheria um Papa assim, quais forças, com bastante força, teriam interesse em entroná-lo?
Realmente um axioma difícil de resolver.
Dá para acreditar?

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