segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

VISITE A AMAZÔNIA ANTES QUE VENDAM ATÉ A MÃE NATUREZA DELES MESMOS

A Amazônia está entrando em um processo que pode ser irreversível para todo mundo e ao mesmo tempo, ninguém está discutindo, ou pelo menos, deixando claro para, principalmente, seus habitantes do que ocorre.
Está em curso a breve Privatização das Florestas Amazônicas e os responsáveis por tanto, estão fazendo na maior surdina possível, como se ainda estivéssemos sob uma ditadura onde se manda tudo, goela abaixo, sem ao menos alertar a quem de direito.
E não é só com este processo que eu acredito que estamos sim em uma ditadura. Desde quando se inventou cooptar a oposição, para a base aliada, o que não é deste governo, que a república e a democracia deste país, atravessam uma fase, como se tivéssemos realizado um grande Pacto Nacional. Não existe oposição em nenhum nível de governo. Todo mundo faz o que bem entende e se faz de desentendido. Parece que todo mundo só pensa em se vender, para viver melhor. Inclusive o Quarto Poder que só informa o que interessa para obter vantagens. Pecuniárias, agrárias, ou sexagenárias.
Se não bastasse tudo isso, inclusive as ONG’s que ainda se dizem organismos não governamentais, só sabem existir se viram apêndices dos governos. Como um parasita que precisa sugar a energia de uma outra entidade. E justamente, quem vive de sugar o outro, vai se colocar contra, justamente quem o está alimentando? Parasita só perde a boca livre, quando acaba com o hospedeiro, por ter de sugar cada vez mais, para sobreviver cada vez mais gordinho. E quando suga tudo o que deve, morrem os dois. O parasita e o hospedeiro, quando não encontra outra boquinha onde se segurar.
A privatização pelo foco dos dois partidos que hoje se colocam em posições antagônicas e ao mesmo tempo, atraem a atenção do eleitorado brasileiro, têm diferenças. Privatização para o PSDB, é questão de honra, programa de governo, visto que eles se acham pessoas do Primeiro Mundo e o país, de terceira. Não querem deixar nada nas mãos deste povinho. Então a visão do PSDB tem na privatização, a questão para o progresso desta gentinha, já que se vai entregar tudo nas mãos de quem é considerado mais evoluído, de Primeiro Mundo, como eles e assim vai se puxar essa população subdesenvolvida, para o Primeiro Mundo. Nem é preciso muito esforço para buscar exemplos. O Fernando Henrique, até hoje age como se fosse um fleumático lorde inglês. Com um pé na cozinha, como diz, mas só para passar a mão na bunda da empregada. Aquele ser inferior, como a maioria do povinho de onde ela vem. Mas para quem dorme com a esposa, é melhor do que nádegas.
Dentro da transformação do país, em potência Primeiromundista, o PSDB propôs inclusive a Privatização da Amazônia. Quem sabe os amazônidas não se transformem em pessoas de um mundo melhor? De primeira.
Já para o PT a privatização era um estorvo, uma questão contra seus princípios. Mas como, assim que assumiu o governo, o partido do qual se fala, esqueceu os próprios princípios, é de preocupar. Continuou a mesma Política Econômica do Governo Passado que dizia ser neo-liberal, com alguns ajustes na altura das bolsas; continuou querendo acabar as desigualdades absurdas, sociais e imorais do país, com programas de filantropia, herdados do passado, sem mudanças consubstanciais, no Judiciário, na Previdência, nas heranças e grandes fortunas, só distribuindo cesta-básica em forma de bolsa; assim como tantas outras questões. O que será a privatização para eles, agora? Inclusive, a Privatização da Amazônia? Será que finalmente vai ser o celeiro do mundo, para saciar a fome dessa gente que só pensa em se locupletar?
Mas não estão de todo, fora da contemporaneidade, onde as discussões, são feitas sob conceitos tão vazios e subjetivos que política hoje, não é mais lugar para se debater idéias, mas um lugar, aonde só se vai para ficar rico. Mesmo por que as propostas de governo apresentadas, são tão subjetivas, quanto os conceitos lusitanos, sobre o caso da garota Madeleine. O povo português, muito subjetivo, desde sempre, em suas entranhas, num primeiro momento, achou que os pais da garotinha, eram fortes, por que não choravam, apesar de tudo. Depois que as investigações desviaram em direção aos pais, o mesmo fato de não chorarem, virou o exemplo de frieza e monstruosidade expressa nos rostos dos mesmos. E assim, a globalização vai sendo levada, julgando os fatos pela cara, ou algum outro fator subjetivo, o que deve servir para alguém.
Não serve à democracia que precisa de discussão, para se fortalecer. Discussão, sob base sólida. Uma democracia onde as discussões são substituídas por cargos no setor público, compra de votos para se reeleger, ou algum outro tipo de corrupção, só fortalece os inimigos da democracia. Sem a discussão de nada, qual a contribuição desses governos que perfarão 16 anos, até o fim do Segundo Mandato de Lula, para a consolidação da democracia e para a política nacional? Na minha opinião, contribuem para o descrédito geral dos partidos, das ideologias e das instituições e até dão margem a um Golpe de Estado. E que num futuro se isso acontecer, não perguntem de quem foi a culpa. Talvez não terá sido só, da minha incredulidade crônica.
Vendo a transposição do Rio São Francisco, projeto antigo que abarcou como se fosse uma proposta sua, o atual governo que também se diz moderno, para levar água às grandes propriedades dos grandes usineiros, não é de se estranhar que tenha como prioridade também, levar a cabo a proposta da Privatização da Amazônia, como se fosse seu projeto, apesar de se ter colocado na oposição das privatizações, quando das campanhas eleitorais. No final das contas, não sei se o pessoal atrelado a este atual governo está se traindo, seus ideais, ou seus eleitores. Mas o certo é que estão querendo acabar com a própria credibilidade.
Os erros neste país, só são percebidos, depois de anos, muito depois do fim dos governos. Poucos enxergam a realidade, durante o período em que a mesma está sendo feita. Talvez por isso, o mapa do país, até pareça um vaso sanitário, onde se está fazendo e não se pode ver ao mesmo tempo. Só enxergam os erros, quando esses viram históricos. E daí, consertar depois, fica muito difícil, mesmo por que, são erros sobre erros que nunca se resolvem. Só se levam à termo, outros mais.
Estou pessimista, o que não é de todo novidade alguma, vindo da minha parte, sobre a privatização. Dizem que é para preservar a região, para proteger dos grileiros, para isso e aquilo. Inclusive o WWF que na Inglaterra acha natural que um de seus membros, o caído Príncipe Charles, cace, como uma prática de esporte. E no Brasil, tenha como principais filiados/acionistas os donos da Rede Globo, da Folha de São Paulo e as principais cabeças da FIESP.
Não seria nada demais, diretores dessas empresas se mostrando preocupados com o futuro de todos, se os seus veículos de comunicação não tivessem interesses na defesa de idéias, muitas vezes contrárias ao interesse nacional. E se muitas fazendas, onde imperam regimes de escravidão e destroem a própria natureza, não tivessem por trás, empresários ligados à essa entidade de classe que não se posiciona sobre, nem define regras a seus afiliados, mas está sempre, em dicotomia, também, com os interesses do povo deste país. Não é de hoje. FIESP nas discussões nacionais, é como os conceitos religiosos, quando da discussão de algum avanço técnico e científico. Se for favorável, pode-se advogar sem medo, sobre a outra causa, pois deve ser a correta. É um feeling para o que está contra a realidade, incrível. É como diz o Professor Doutor Noval Benaion Melo – eu nunca sei quantos L’s têm no Melo. Até procurei no livro, mas só se assina Noval Benaion, fazer o quê? Será medo de confundirem-no com o Superintendente do BASA que é Melo e meu ex-professor também, mas joga em outra área distante da família dele? -, no livro $UBRODINAÇÃO REITEIRADA – IMPERIALISMO E SUBDESENVOLVIMENTO NO BRASIL, algo como: as empresas que vêm para cá, não têm interesse em desenvolver a ciência, nem a tecnologia, muito menos o país. E para os cargos de diretores, elas colocam capatazes que pensem da mesma maneira. Numa tradução mais do que livre.
Mas o que se poderia chamar de pessimismo arraigado, pode ser visto também, de outra maneira, quando se buscam fatores para se esclarecer e mostrar a causa.
Aprendi desde muito cedo, que no Brasil, tudo no papel, é muito bem feito, muito bonito, muitas vezes, acima das coisas de qualquer outro país. Não sei se isso é um dos fatores da nossa identidade, um supremo ufanismo, ou outra coisa parecida. A propaganda quase sempre é a fantasia da realidade. A Saúde funciona, o desmatamento acabou, somos um dos primeiros países do mundo, somos os mais espertos... Tudo na propaganda. Tão boas que até os comitês internacionais acreditam e premiam a propaganda, com Pan-Americanos, Copas do Mundo e até Olimpíadas. Mas a realidade, não muda. Até parece que a Real Família Lusitana, ainda está viva. Vívida na cabeça das pessoas. Afinal, somos uma república de reis e rainhas. Xuxa, Pelé, Roberto Carlos e agora, até o Imperador.
Mas quando se passa à prática, a teoria é outra. Não é de se estranhar que justamente aqui, tenhamos um ditado popular que diz que “na prática, a teoria é outra”, como as próprias leis que existem, muitas vezes, superiores às leis de países desenvolvidos, mas não têm quem as implemente, ou quem atue para serem cumpridas. Muitas, precisam de um projeto-de-lei, para se tornarem presentes e desde a Constituição Promulgada, continuam na mesma. Todo mundo sabe que existem, mas ninguém faz nada para elas deixarem de ser apenas uma coisa bonitinha e passarem a vigorar na real. Quantas, dentre tantas no Brasil, são bonitinhas, mas só no papel?
Em se tratando de Brasil, fico sempre com o pé atrás. Aliás, essa minha descrença, já me faz parecido ao Curupira, sempre com o pé atrás.
Sim, é elevado, pensar em se estudar a flora, a fauna, os recursos tão ignorados, que a floresta nos dá. Será benéfico para todos. Mas onde se colocam as tantas instituições de pesquisa, extensão e ensino da região que consomem enormes recursos, justamente para isso? Onde há espaço no projeto, para os regionais, poderem se pronunciar, ou viverem do produto dessa pesquisa e dessa futura exploração de toda essa riqueza? Por que dar vastas áreas de florestas, nas mãos de qualquer um, por tanto tempo?
A História do Brasil, mostra-nos como desde a “Descoberta”, sempre fomos pródigos em dar para os outros. Parecemos um país do Carnaval. Apareceu na frente, mostrou alguma coisa que nos interessa no momento, damos, como as meninas envolvidas na prostituição infantil que parece que não deu em nada. Elas continuam dando. Inclusive a CPMI para investigar este crime, teve nome de político de destaque, retirado na calada da noite, por outro político de destaque nacional, sem mais nem menos. É a cara do Brasil. É só dar que se dá. Uns apartamentos, uns dólares nas contas bancárias, compram até a honra. E se vai dando tudo. Se acontecia com as índias que davam em troca de espelho, por que não acontece hoje, quando nossa gente não sabe nem pescar mais?
Quando surgiu o café no Brasil, levaram-no da Amazônia, para as regiões mais abaixo do mapa. Acabaram com as florestas primárias, nativas dessas regiões. Hoje quando aparece algum bosque nessas áreas, plantam flamboyant, eucalipto e cerejeira. Bem brasileiro! Digamos, uma cultura exótica.
Quando os Governos Militares queriam ser “bonzinhos” com os patrões, diziam que “plantando” cabeças de gado na região, ir-se-ia alimentar o mundo. Morreram tanto grande parte do gado, quando povos da região, assim como a própria floresta, para se dar lugar a uma estrada que levava do fim, ao início do arco-íris, como se fosse uma via que transportasse de um lugar a outro.
A realidade já nos diz, mais ou menos, como podem ser as coisas.
Se os grileiros que agem com violência, hoje, têm o título de terra legalizado, como, quem pegou terra com o beneplácito do Governo Federal, não terá legalizada sua propriedade, dentro de um projeto de tão longo prazo?
Quem fiscalizará as ações dos proprietários dessas terras cedidas? O IBAMA, o Instituto Chico Mendes, o SIVAM, o SIPAM, as Forças Armadas?
O IBAMA alega sempre, quando tem de desempenhar qualquer trabalho de fiscalização que precisa de gente. É uma necessidade crônica, inesgotável. É como se todo mundo tivesse de fazer tudo ao mesmo tempo e no mesmo lugar. Com um planejamento assim, vai faltar gente, em qualquer situação.
O Instituto Chico Mendes, foi desmembrado do IBAMA, o que quer dizer que é mais do dobro da necessidade de quadros que necessita o IBAMA e veio justamente em uma época onde com o fim da CPMF, o Governo Federal, diz que vai enxugar o quadro de funcionários públicos a sua disposição. Se, concursos, como poderá fiscalizar?
O SIVAM e o SIPAM, foram um sonho megalomaníaco do ex-Presidente Fernando Henrique, aquele que implementou a política de compra de votos, para seu benefício. Aviões acidentados do outro lado do rio, na Comunidade do Tarumã, bem abaixo dos “narizes” dos radares, não são detectados. Imagina desmatamentos, muito mais distantes.
E Política de Governo no Brasil, quase nunca se torna Política de Estado. O que o Chico fez aqui, o Zé, desfaz ali, justamente, para não dar crédito ao antecessor, mesmo que se tenha despendido milhões, em sua execução. E quando implementam as políticas dos antecessores, são quase sempre, demagógicas, oportunistas e sobretudo, uma fonte de renda para todo o sempre em suas vidas.
A Região Amazônica é enorme, até a Marinha do Brasil sabe disso, por isso, quando dos naufrágios, é sempre a primeira a tirar o corpo da reta. A ela é dada a missão de fiscalizar e quase a toda hora saem barcos atopetados de gente, como se a Capitania dos Portos, fosse um lugar para se proteger do sol de quase 40ºC. E nunca se processa o processo de não processar a fiscalização como deveria ser, a cargo da Marinha e se põe a culpa na imensidão da região. Não se estuda nem mesmo se há corrupção ativa, passiva e até remissiva nessas atitudes de deixar passar tudo, quase sempre. E a falta de fiscalização, por conta da desculpa pelo tamanho da região, é uma água. É só verificar a qualquer momento, na saída das embarcações, nos flutuantes que todo mundo sabe que os barcos param, para pegar passageiro, menos a Capitania e nas estatísticas dos naufrágios.
Se os barcos saídos a poucos metros da sede da Capitania dos Portos em Manaus, não são fiscalizados como deveriam, umas áreas distantes, da capital serão?
Eu conheço as Lendas Amazônicas. E o Mapinguarí, enquanto não se tornar realidade, eu não acredito. E quem sabe, com uma proposta dessas, bonita no papel, o que seria para ser estudado, acabaria, sem estudo algum? Ou sem insumo para se colocar em prática tanta especialização, depois que se verificou como era rica nossa floresta?
No papel se diz que quando a privatização for colocada na prática, vão chamar gente para assumir a fiscalização. Na prática, o IBAMA, em particular e os cargos técnicos de governo, estão servindo para aliados políticos, ou sendo reduzidos, por causa do fim da CPMF. O número de profissionais parece ser inversamente proporcional ao tamanho que se quer destinar aos felizes proprietários que terão o papel de devolver as terras depois de mortos, ou bem caquéticos. Com Mal de Alzheimer, esquecidos até dos termos assinados. Eu, um ser na flor da idade, na metade do centenário, já terei até lá, 100 anos, imagina os outros envolvidos, com muito mais experiência cronológica?
O Bolsa Floresta, tem uma propaganda muito bonita. Mas como tudo no Brasil, como se sabe, para chegar R$ 50,00 nas mãos do caboclo, quantos US$ 250.00 não foram desviados? Ainda mais em se tratando de uma região tão distante das vistas do mundo. Isolada até em termo de notícias dos veículos de comunicação que quando aparecem, é para falar das “fofas” na coluna social, ou de algo totalmente alheio à realidade. Muitos nem saberiam que existimos, se dependêssemos desses veículos. Cumprem o papel de retransmitir, muito bem, inclusive a cultura dos outros.
Se os grileiros são os primeiros a serem beneficiados com a outorga de terras federais, poucos meses depois de cometerem barbaridades, depois de mais de 50 anos, alguém ainda vai se lembrar de alguma coisa? Nem o Alzheimer. E já disseram que o Brasil, é um país esclerosado. Esquece de tudo. Mas alguma coisa tem de ser feita, para desenvolver, e explorar dentro do conceito de sustentabilidade, esta região. Mas não acredito que seja assim. Muito pelo contrário. Precisamos ouvir e acreditar que existam pessoas habitando essa floresta que podem ajudar a solucionar esse problema. Modelos mandados de baixo para cima, já se conhece. Eram os Interventores Federais, os Presidentes da Província, a exploração do látex, até a Zona Franca. Todo mundo fica rico, menos a região. E os navegadores que por aqui chegaram no tempo das Grandes Colonizações, descobriram depois de matar muita gente que o El Dorado, é mais embaixo. Nas Minas Gerais.
Dizem que quando se cogitou fazer a Transamazônica, um dos Elefantes Brancos da Ditadura, as melhores terras foram distribuídas aos “amigos”. Os povos das florestas não puderam ficar, principalmente, na beira de estrada. Até hoje, sem asfalto, sem nada, é só atravessar de balsa até Humaitá, para ver. Caboclo na beira da estrada? Ora já então! Só se mudou. De olhos azuis, lourinho e de bombacha e chimarrão? E olha que para as distâncias, amazônicas, até que é perto dos grandes centros. Alguns minutos de balsa e já se está lá. Imagina as regiões onde para se chegar, até avião precisa reabastecer e o fuso horário, é uma hora diferente da capital? Tão longe que até ave migratória chega com a língua para fora, cansada.
As madeireiras pegando uma região com tanto insumo para virar lucro, não vão acabá-la em menos de cinco anos? E quando devolverem, o que será? Um pasto de antas. Mas anta não come capim. Um descampado cheio de chifrudos.
As chuvas dependem da cobertura da floresta. E a Amazônia contribui com grande parte das chuvas através do mundo, não só para a região. Os rios precisam de chuva e mata ciliar para correrem esplendorosos. Sem essas duas condições eles perecem, fenecem e se esquecem de chegar à foz. E a água do mar, além do depósito dos dois pólos terráqueos, depende dos rios. Coitadinha das baleias, tendo de se debater que nem bodó, acaribodó, sendo vendido no mercado, no seco.
No máximo, uma chuva ácida aqui, outra ali e se vai levando, como se fizéssemos parte do Mad Max. Só não se vai ter o fundo musical da Tina Charles, aquela mulher que sofreu tanto na mão do Ike, mas não largava o osso, enquanto ele estava por cima e depois veio se fazer de vítima.
E por fim, como se vai substituir árvores milenares, de uma hora para outra? Com boa vontade, ou bom senso?
Mas pensar daqui a 50, 60, 100 anos? Hora bolas, estão querendo enriquecer hoje. Daqui a 50 anos, eles estão em outra. Terão muito dinheiro para comprar guarda-chuva-ácido-inoxidáveis. Podem comprar uma passagem, para curtirem o mar da Lua, de Vênus, de Marte, ou outro planeta que poderá ser habitável e principalmente, destruído.
E o que nos sobrará? A velha lamúria de sempre. A Terra do Já Teve. Só que desta vez, parece que vai ser para se lamuriar para sempre.
Ou senão, é esperar que desça algum Super Homem, para refazer tudo, do nada. E é preciso acreditar muito. Não tenho essa capacidade, para mim, tão ilusória.

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