sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

O HOMEM-OSGA MOSTRA TODA SUA VIRILIDADE

Esta é uma obra de fricção, qualquer semelhança com a realidade, é pura mania de perseguição de sua parte. Procure o serviço de psiquiatria do seu plano de saúde, imediatamente, ou procure uma mesa-branca.
23:30 horas de uma noite escura, a secura no ar e a frescura na terra. Howard Johnson Edward Stewart von Daniken ainda não acabou seu trabalho de tradutor intérprete e já está com a língua presa de tanto traduzir. No caso de cuspir, iriam pensar logo que tinha fumado um baseado daqueles que dobra o quarteirão. Até o cuspe estava seco. A língua branca. E os olhos cansados. Diga-se de passagem, só os olhos da cara. O terceiro-olho, como dizem na Índia, o olho da sabedoria, estava sempre aberto, para um amigo, um desconhecido que soubesse chamá-lo para a luta.
Graças a Deus, este que escreve nasceu brasileiro. Esse negócio de abrir o terceiro-olho, para adquirir sabedoria, não é comigo. Eu prefiro permanecer na minha santa ignorância. Se isso fosse verdade, o Clovis Bornay teria morrido com uma sabedoria estupenda. Será?
Mas vamos ao que não interessa. De repente, Howard sente um arrepio no cangote. Era o sinal. Por sinal, um sinal meio estranho, como o mundo desses super-heróis. Como o Hulk rasga a roupa toda do Dr. David Banner e depois aparece todo vestido de novo, impecável? Como ninguém nunca roubou a roupa do Clark Kent que se troca em uma cabine pública de telefone e depois volta e ela ainda está lá, toda passadinha, toda limpa, sem nem terem pisado nela? E o Batman que sai do batmóvel e nem aciona o alarme para fechar portas e vidros, numa periferia cheia de assaltante e quando retorna, lá está o batmóvel, são e salvo. Sem falar na Tempestade que não pode nem pegar em copo de água, mas não morre de sede?
Arrepios e mais arrepios, alguém precisava da ajuda, ele era entendido. O instinto de réptil dizia que algo estava fora do lugar. O rabo não parava de balançar e ele nem era marido da Carla na boquinha da garrafa Peres. De novo, os esfíncteres ficaram duros, intumescidos, nervosos.
Howard correu para o banheiro feminino. Infelizmente estava trancado. Dona Felícia que havia ficado com o patrão, para fazer serão, estava sentindo os efeitos na carne. Estava se vazando mais do que a tubulação da Águas do Amazonas, nas ruas de Manaus.
- Como é Dona Felícia, a senhora vai demorar muito aí?
- Eu não sei Howard. Eu não sinto nada, só sei que as coisas estão saindo de um jeito que eu estou me sentindo num vazio estranho. Estou me sentindo como garrafa de champagne, em noite de Ano Novo. Parece que tiraram a rolha. Se fez barulho, eu nem ouvi, estava concentrada demais.
- Mas o que foi que a senhora comeu?
- Na verdade me comeram. Me comeram de um jeito que eu não esperava. Me pegaram na traição mano.
- Seja homem Dona Felícia. Por trás, é a posição preferida de muito homem.
- Isso dói mano! Atinge a honra da gente, bem no fundo. Tá pensando o quê?
O perigo rondando e Dona Felícia com frescura, no banheiro da Diretoria. O banheiro masculino estava ocupado pelo chefe que estava limpando o instrumento de trabalho. Dona Felícia se mostrou a maior caga-pau da história da empresa. Coitada, agüenta muito pouco. Não tem estômago para as coisas. Mas em banheiro masculino, Howard também não entra. Tem nojo, tudo sujo, urina pelo chão, água empoçada, teve de correr para o banheiro coletivo do corredor do 5º andar. Era um banheiro feminino que não deixava nada a desejar, para qualquer banheiro masculino. Era papel higiênico espalhado pelo chão, até poesia feita com o produto final de um almoço, um jantar, ou um café da manhã regional, reforçado. Podia-se notar que tinha desde baguete, até ovo cozido. Sem contar com o espaguete que saiu inteiro e decorava em forma de flor, a poesia que falava sobre amor.
Howard retocou a maquilagem, exagerou no gloss, colocou a roupa de super-herói e sai rabeando para cá, rabeando para lá, pendurado nas paredes dos prédios, até chegar ao local do crime.
Sabia que tinha de salvar alguém, mas não sabia exatamente onde. Seguiu o cheiro. Cheiro de cu. Um cheiro nauseabundo. Lógico, vindo de onde vem, queria o quê?
- Oh que olor, dadonde vem este cheiro tão fascinante?
De repente, seus sentidos captaram um som quase inaudível.
- Oh vida, oh céus. Nem para tomar no ânus eu consigo. Sou a degradação em pessoa!
Finalmente o Homem-Osga captou de onde vinha a mensagem e correu para cima. Ou melhor, para baixo. Ou, depende da posição. Isso é muito relativo.
Encontrou um jovem filósofo filólogo teólogo, perdido no meio da rua, de cócoras, com a cabeça sob as pernas.
- Oh Homem-Osga, como me descobriste aqui? Como soubeste que eu estou precisando de ajuda?
- Mana, eu sou antenada, conectada, tá pra ti amiga? Então diga-me qual o seu pobrema?
- Eu pensei que tu fosses Mona, mas tu és tudo isso? Bem, vamos ver se podes me ajudar. O que me aflige, é que eu estou desiludido com a vida. Fiz voto de castidade, mas não consigo conter este ímpeto que me aperta o peito.
- Onde, onde?
- Onde o quê Homem-Osga?
- Onde está este que te aperta o peito?
- Homem-Osga, deixa de ser burro. O que me aperta o peito, é o anseio.
- Qual o telefone para contratar os serviços dele? Há muito tempo ninguém me aperta os peitos. No máximo, bolina no meu imbigo.
- Bem, posso continuar com a minha história?
- Por favor querida.
- Não sei quem sou, estou tentando me encontrar, me sentindo carente, necessitado de um colo amigo. Preciso preencher o meu ser tão vazio.
- Sim, sim. Diga, diga.
- Vem cá, tu és gago, ou tomaste chá de disco de vinil riscado? Não interrompe por favor? Parece mulher conversando. Pois bem. Decidi pular a cerca do seminário e procurar o que me falta. Desde as 17 horas, eu estou aqui, com a calcinha toda molhada, o sovaco pingando, debaixo de um sol franciscano, com esta roupa de festa e ninguém me quer. Baixei o preço, fiz uma promoção próxima a 100% de desconto e nem as crianças, ninguém. Nem os coroinhas, não querem nada comigo. Eu não sou digno senhor.
- Mano, vou abrir uma exceção.
- Não abra Homem-Osga. Deixa que eu abro. Eu quero sentir o amor, entrando, sem que eu perceba. Eu quero levar as bolas por trás. Eu quero sentir o tronco, como sentiu São Sebastião. Com todas as veias. Eu quero me sentir na plenitude do meu ser. Eu quero me encontrar.
- Aiiiiiiiii, mas isso eu também quero sua louca! Fiquei com água na boca. Há quanto tempo que estou perdida. Logo eu que estava com a boca seca. Pára senão eu sou capaz de fazer uma loucura no meio da rua.
Os dois sentaram desolados no meio-fio. Homem-Osga não sabia como resolver este caso dificílimo. Mesmo ele sendo entendido, estava sentindo muita dificuldade, para entrar de cabeça nesse assunto tão virado. E vira mundo, a lua deu lugar ao despertar no orvalho do dia.
Égua mano velho, frescura pega. Até para escrever normalmente, estou cheio de firulas.
De repente o Homem-Osga viu a Delegada Katarina, passar para o trabalho.
- Delegada, delegada...
- Não fresca rapaz, estou atrasada para o trabalho. Não atrapalha. Hoje tenho de atender uns cinco casos de maridos que bateram nas esposas.
De repente acendeu uma luz, resolvida a questão. Era o sol batendo na moleira. Homem-Osga pegou o seminarista pela cintura e lá foram eles para a porta da Delegacia da Mulher. Homem-Osga com sua experiência, sabia muito bem que homem que bate em mulher, pode não vestir a fantasia, mas é do ramo. Falta só, um empurrãozinho.
Chegaram esbaforidos à porta da delegacia, onde esperavam ser chamados para a audiência, mais de 7 casos. A Doutora Katarina chutou por baixo. O que tem de homem que bate em mulher, é fabuloso. Ficam se segurando para não se revelar e depois, descontam nas companheiras. Nem todos conseguem fazer programa sobre a família, na Rede Boas Novas e segurar o pulso, para não revelar sua verdadeira identidade. O que tem de super-herói da família dos répteis, espalhados, é magnífico.
Então, o Homem-Osga foi convencer os últimos da fila, a fazerem um trabalho de filantropia, pois a fila não anda. Pelo visto, os três primeiros, eram do ramo, mas as mulheres também, eram barraqueiras. Não ia acabar hoje, tanta audiência, enquanto não revelassem todos os podres das famílias de um de outro, o próximo, só bem próximo, ao meio-dia. Briga de baitola com barraqueira, é de puxar pelo mega-hair. Homem-Osga olhando aquela gente, desabafou.
- Aiiiiiiiii, estou bege. Por que este pessoal não assume? Será que não são homens? Encarar aquele bicho melado, com os lábios que nem os lábios do Zezinho Correia, cheio de botóx, dever ser no-jen-to! Como os manos conseguem? Gente, vamos nos divertir. Antes de encarar a Doutora Katarina, vamos fechar a rodinha. Todo mundo empurrando o outro. Topam?
De repente, a Delegacia da Mulher, ficou vazia. Inclusive o marido que estava na primeira audiência saiu gritando.
- Pode dar à revelia que eu vou é me fazer de locomotiva com a turma.
Por uma semana, a Delegacia da Mulher ficou sem trabalho, às moscas.
Na segunda-feira da outra semana, o seminarista se apresentou ao seminário, revigorado, contando uma história que fora abduzido por uma carruagem de fogo. Virou notícia até no Vaticano. Todos queriam saber sobre a sua história, até Sua Santidade o Papa Benito XVI que tem o maior interesse em saber sobre essas coisas. Não agüentou, quando ouviu falar que os extraterrestres enfiaram-no um objeto imenso que ia até o seu aparelho digestivo. O Papa desfaleceu, sendo socorrido com Sal Eno, para ver se digeria melhor essa história. Ele tinha muitos gases. Peidar, ele até nem mais sentia. Mas arrotar, é que era o problema. Era uma moça, em questão de educação.
Howard voltou ao trabalho, apresentando um atestado-médico, onde atestava que ele tinha de permanecer um bom tempo, afastado das funções administrativas, por que não podia sentar. Segundo o laudo pericial, caiu sentado e rachou o cóccix – êta nomezinho estranho, para o fim da coluna -, perdendo muito sangue.
Foi colocado para prestar auditagem em toda a empresa. Não precisava sentar e ao mesmo tempo, sabia de todas as fofocas da empresa.
- E aí Dona Felícia, já mudou de idéia quanto àquele assunto?
- Eu hein. Dói muito! O meu fiorde, não é nenhum Canal do Panamá que passa tudo, a qualquer hora.
- O que é isso! O Canal do Panamá está tão pequeno para a demanda danavegação de grande porte, dos dias de hoje que está virando um fiorde. Dona Felícia, se a senhora não expandir o fiorde da senhora, vai fechar um grande canal de networking, tão utilizado na globalização contemporânea.
Howard ficou por dias, fazendo a cabeça da Dona Felícia, sobre as relações trabalhistas atuais. Ela parecia a legislação trabalhista brasileira, totalmente defasada.
O Homem-Osga, quando pressente o perigo, sempre está disposto a soltar o rabo, para sentir a pele. Mestre na arte do Kung-Fu, nem precisa ver quem o quer apunhalar pelas costas, para se atracar com o inimigo.
Bateu saudade, antes de agredir sua esposa, chame o Homem-Osga. Ele está sempre em algum lugar da tua cidade. Sempre com sua aliança pela família, pois o seu forte, é o anel.

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