quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

PELADEIROS PROFISSIONAIS

Sinceramente, quando era obrigado a ir bem cedo para o campo de futebol, por que o vigia do campo que era ligado à empresa de Seu Clóvis, só deixava o pessoal entrar, se eu estivesse presente, mesmo eu dizendo que ele podia deixar, podia confiar... Não adiantava. Quando eles iam sós, eu ficava descansando tranqüilo no sábado, sem nada para fazer. De repetente, lá viam eles, como aconteceu num sábado que estava tranqüilo, exercendo o direito de não ter de tomar banho cedo e de repente, lá pelas 06:30h, aparece o Julio Guimarães e mais uns outros que não me lembro, de táxi, gritando na porta de casa, convocando a minha presença urgente, urgentíssima, para poderem entrar e jogar o futebol sagrado de sábado. Tive que tomar um banho rapidíssimo, o que não é do meu feitio, só em casos extremos, sem deliciar a água no corpo e ainda tive de agüentar uma pressão danada do lado de fora do banheiro, para eu ser ainda mais rápido. E olha que eu só tomava banho, tirando o cano do chuveiro, com um jato ainda não comparado com os Hidro Jet Turbo de hoje em dia.
Eu era considerado ruim de bola e diferentemente das histórias do dono da bola, só entrava em campo, em casos extremos, nalguma necessidade de completar um time, ou por que não tinha jeito de convocar um outro para o último time convocado.
Naquele tempo, o pessoal entrava em campo, não para jogar, mas para driblar, para mostrar habilidades. E eu, sempre entrei para ganhar. Então, quando tirava a bola do adversário e jogava para o meio de campo, ao invés do pessoal que jogava na linha, marcar o gol, na maioria das vezes, desperdiçavam chances incríveis, por que driblavam um, driblavam dois, voltavam para o meio de campo, para driblar mais um e quando se via, o adversário atacava em bloco e eu, tinha de defender sozinho, por que jogador da linha naquele tempo, não voltava para marcar. Não era a Bebel da novela passada das oito, mas ficava fixo. Na porta do gol. Mais ou menos, como ainda jogava o Romário, até pouco tempo atrás, quero dizer, na frente, antes de querer se preocupar com a queda da cabeleira. E quando perdíamos a partida, a culpa ainda era minha.
Quando jogava de zagueiro, nunca deixava o goleiro sozinho. Quando no gol, muitas vezes me via entre a cruz e a empada. Sozinho, para defender o gol sozinho, com um monte de adversários e nenhum defensor. Nunca me saiu da cabeça, uma partida em que o time perdeu um gol feito, na área adversária e de repente lançaram a bola para o atacante adversário que estava sozinho, no meio de campo. Inevitavelmente, ficaríamos cara-à-cara, eu no gol e o atacante, com a bola para chutar do jeito que bem entendesse. Dei um pique até o centro do campo, para abafar a jogada, senão seria massacrado. Antes que ele chutasse na minha cara, chutei o que estava pela frente. De repente, só vi o atacante rodando no ar. No mínimo, um gol evitado. O juiz marcou falta e incrível, como não só o juiz reclamou, como o meu próprio time, veio falar da minha violência. E foram inúmeras vezes, a chamada de atenção do meu próprio time, para o meu estilo de jogo, dito violento. Quem sabe, racional? Quando pela primeira vez, soube que pelas “novas” regras, tinha uma coisa chamada pé-alto, já tinha levado cartão vermelho, também uma novidade e fui levado para fora do campo, por todo o meu time que não me deu razão, só por que disputei uma bola que estava na direção do pescoço do adversário.
Se jogássemos futebol americano, até que o drible seria levado em consideração. Mas no futebol inventado na Inglaterra, não vale um mísero ponto. Nem dá oportunidades de se avançar para se tentar o touch down, ou ir para o kick. Aliás, quando jogávamos rugby no colégio, os jogadores do meu próprio time, Piroka, Bustela, Wilhão e companhia, eram os primeiros a não colaborarem. Toda a vida, a mesma coisa. Dada a saída, pegavam a bola, lançavam para mim e ficava todo mundo parado. Os outros dos times adversários, já sabiam a tática. Ninguém ajudava para abrir caminho para quem estava conduzindo a bola. Eu tinha de avançar sozinho. O outro time em peso, caía encima de mim e só depois, chegavam os outros, do meu próprio time, para fazerem mais peso.
Até hoje, Bustela lembra do gol contra que eu fiz. Só não fala como foi o lance. O time de novo, com chances de fazer gol, principalmente, por que Piroca era uma pessoa muito magra e por isso, ninguém, ou quase ninguém, tinha coragem de pará-lo com falta. Então ele driblava daqui, driblava para lá e quando tinha de fazer gol, só queria fazer gol se fosse daqueles considerados de placa. Gol comum, chute de bicuda, não era com ele. Ele preferia esperar o adversário se reagrupar, para tentar o gol. Numa dessas, em que perderam a bola no ataque, o time adversário ganhou a bola e jogou para o meio do campo. Era comum, até a bola passar, mas o jogador ficava, quando eu estava na zaga. Então a bola sobrou e no meio, eu ganhei a bola. Wilhão, grande goleiro que jogava de óculos e disputava com Bustela a posição no gol, uma coisa sempre rara, em qualquer pelada, mas não por não terem habilidade na linha, mas por gostarem de agarrar, ou talvez, de se cansar menos e ficar buzinando no ouvido dos outros, gritando, como se fossem os técnicos.
No meio de campo, lá estava eu com a bola. Wilhão gritou: “Atrasa Thevão.” Só fiz virar e chutar. Nem vi onde ele estava e estava justamente adiantado e a bola foi descendo exatamente dentro do gol, encobrindo-o. Um dos gols mais bonitos de todos os tempos das peladas.
Sinceramente, comparado aos tempos de hoje, não seria considerado ruim. Se levarmos os estilos de jogo para a Seleção Brasileira, coordenada pelos puxa-saco Dunga e Jorginho, o filho de Deus, as possibilidade de eu ser convocado e os outros que achavam que driblar, é que era jogar futebol, não, eram muitas.
Se o jogador atual que mais tem a cara do técnico canarinho, é Lucio, não é de se esperar grandes coisas do futuro. Eu posso ser chamado de ruim, mas melhor do que o Lucio, comparadas as fases, pior, ou igual, nunca.
Os craques, que se achavam os bons, como Piroca, The Good e Bosquela, talvez nem tivessem chance de aparecer. Se aparecessem nas mão do Dunga, seriam colocados em uma posição onde nem tivessem a chance de mostrar o seu futebol. Como se diz na Administração. “Incompetente, não vai chamar alguém melhor do que ele, até por medo.” E o Dunga, sempre foi muito competente, para o Galvão Bueno que faz tipo. E ganha muito dinheiro.
Ou quem sabe, hoje em dia, já teriam de entrar em curso rápido e super-intensivo de inglês, alemão, russo, espanhol, ou árabe e tirar o time de campo. Ou melhor, do Brasil e aparecer no futebol estrangeiro, como uma revelação brasileira meu povo. E os veículos de comunicação, estamparem: “Um gol brasileiro no Milan, ou no Roma, ou no CSKA, ou no Borussia, ou no Chelsea, ou...” Ou em qualquer lugar do mundo, menos no Brasil. Eu não entendo por que o gol do Milan, feito pelo Kaka, é considerado brasileiro e um gol de um estrangeiro em qualquer time do campeonato nacional, não é considerado estrangeiro. É coisa de quem gosta de fazer escândalo, encima de nada.
O futebol brasileiro atualmente, é o celeiro de craques que logo são vendidos para fora, como o Pato e o Lucas, ou o depósito de finados de carreira, como o Animal e o Denílson. É o futebol feito de extremos. Extrema incompetência no trato da coisa pública; extremo amadorismo na administração das entidades e dos clubes, onde o dirigente que nunca estudou nada, acha que tem de escalar os jogadores, no meio da partida; extrema falta de visão de negócios que ao invés de se gerar dinheiro, o melhor a fazer, é roubar o clube e deixar dívidas enormes, junto ao INSS; de extrema corrupção, onde o dirigente maior do dito esporte é entronado até a morte e justamente quem atuou em CPI’s que o acusavam de pernicioso para o futebol e para a nação, virou justamente, cabo-eleitoral, para ganhar votos no futuro. Somos extremamente inúteis na gerência dos nosso esportes. Damos tudo aos outros, de mãos beijadas. Vendemos jogadores que são promessas de futuro, a preço de pechincha, não por não acreditarmos em seu futuro, mas para sanarmos os rombos dos clubes e das entidades que têm sempre as mesmas figurinhas carimbadas à frente, locupletando-se vergonhosamente, sem se importarem se suas ações serão maléficas para o esporte nacional como um todo. Seus interesses imediatos sendo atendidos, está tudo ótimo. E essa visão cretina, chegou à política, onde políticos que aprenderam a só pensar nos seus interesses imediatos, apóiam as barbaridades e as irregularidades do esporte, ajudando que se roube ainda mais, com umas loterias, para ajudar os ladrões, sem antes se pedir uma prestação de contas detalhadas de toda roubalheira. Não que eu seja muito pessimista, o que não é de se estranhar. Mas pelo que eu conheço, essa Timemania, vai chegar para dar muito mais dinheiro aos dirigentes ladrões. Quando estiverem riquíssimos, como o Presidente da CBF, eles deixam os clubes e a dívida fica para a administração posterior que também não vai ter a mínima preocupação, e assim por diante. O problema jurídico é do clube. Os dirigentes são pessoas físicas. Daqui a 50 anos, quando se tiver de prestar contas, vamos torcer todos para o espírito cristão baixar. Os presidentes ricos e os times paupérrimos. O futebol, esquecido. E o Presidente da República da época, que espero, seja um político responsável, totalmente diferente dos de hoje, vendo toda essa roubalheira, não vai querer reaver o dinheiro roubado. Apenas, vai dar o perdão de todas as dívidas. Ficar antipatizado pelas torcidas, por que se político irresponsável, quer mais é que os cidadãos pensem que estão em campo de futebol? Ao invés de discutirem os fatos e os artefatos, querem mais é que uns torçam para o time de vermelho e os outros, para o time de azul. Na verdade, todos dois, uma porcaria, mas como bons torcedores, isso não nos interessa. Nos interessa exercer o direito de torcer, mesmo que o espetáculo apresentado, não nos traga nenhum benefício e estejamos pagando caro por isso.
É por isso que o Brasil é Pentacampeão, mas amarga um terceiro lugar no ranking perneta da FIFA e só aparece com time falido, no campeonato brasileiro que ao invés de se ver jogarem futebol, só se saiba de fraudes onde se pagam juizes, para ajudrem nos resultados, para se sagrarem campões de um campeonato que empolga cada vez menos, os torcedores que preferem ficar em casa acompanhando o Campeonato Inglês, Francês, Espanhol. Italiano e até Japonês.
Então, Piroca me liga e fica conversando sobre o jogo do Flamengo, contra um time lá da casa do... Um tal General Lombrosiano, um Coronel Tijucano, sei lá que nome escroto, tinha aquele timeco. O time já é ruim de nome. Onde já se viu, time de futebol, com patente?
Eu ainda estava caminhando, quando vi num telão, os times jogando. Fiz o tempo regulamentar, até com prorrogação, para acompanhar o João que chegou atrasado. Quando entrei no condomínio, o televisor da guarita, estava ligada no jogo que já ia bem adiantado. Cinco minutos até em casa e quando cheguei, o jogo já estava quase sendo encerrado na etapa inicial.
O jogo estava tão ruim, mas tão ruim que certa hora os operadores de câmeras, decidiram mostrar a bunda das peruas, peruanas. E olha, algumas tinham umas bundinhas maravilhosas, visto de longe, lógico, coisa rara por aquelas bandas. Ou seriam bundex, para iludir os incautos?
Mas nem isso, fez com que me segurasse no canal. De vez em quando, pegava o controle, para ver os outros assuntos, nos outros canais. Assistir futebol com time brasileiro, hoje em dia, é preciso ser fanático por futebol.
O time do Tenente Coronel Coriolano, estava fazendo tudo, para ser goleado pelo Flamengo. Aliás, nem tudo. Eles também se esforçaram para serem expulsos. Mas parece que o dia era deles. Eles entravam de carrinho, com as pernas levantadas, obstruíam os adversários na violência e o juiz até que mostrou poucas vezes, a tarjeta amarilla. E vai ver, por tinha esquecido a roja e ficou com medo de mostrar duas vezes a amarilla e depois ter de pedir emprestada outra, para o outro que só faz figuração nas partidas, o juiz auxiliar.
Não adiantava abrir o gol que ninguém fazia nada. Lembro de uma vez em que estávamos no meio da rua, eu, uma conhecida minha que dizem, dançava no Jet Set, uma boite de strip tease onde eu nunca entrei, um antro de pouca vergonha, digamos assim, bem fraternalmente, e um garotinho de olhos azuis, pele bem alva, realmente, o homem que as mulheres sonham. O garotinho só tinha um defeito. Ele desmunhecava mais do que a minha amiga. Nós tínhamos menos de 30 anos e ele era muito mais novo do que nós. Combinei com a minha amiga dela fazer tudo, para ver o que o garotinho fazia, ou melhor, sentia. Ela deu um show. Eu de longe, já estava ficando irrequieto. Ela se alisou com ele, ela fez carícias, fez quase tudo o que podia no meio da rua. A única coisa que o garoto dizia, era: “Sai menina!” Meu Deus, como era duro na queda. E eu, já duro, sem queda. Eu com pouca coisa, já estava dizendo: “Entra escroto, sai escroto. Entra escroto, sai escroto. Entra ah, ah, ah, ah, Não sai, não sai. Segura peão!”
O time do Flamengo, estava jogando quase no mesmo esquema do garoto de olhos azuis. O time do Major Floriano estava totalmente entregue e o Souza, chutando as bolas para derrubar nave espacial. É isso que eu fico p... da vida. O cara é pago para fazer o que dizem, eu fazia quando era amador. E jogando na linha. Não é querendo elogiar, mas o Souza é muito, mas muito ruim, pelo o amor de Deus! O Dunga, competente puxa-saco do Presidente da CBF, devia formar um ataque com Wagner Love, Souza e Tuta. O Wagner Love balançando mais o cabelo do que jogando realmente. O Souza, desperdiçando quase todos os lances. E o Tuta, mascando aquele chiclete, paradão na banheira, para fazer um gol, desperdiça uns quinze, na mesma partida e sai com aquela cara de abestado atordoado. A cara do técnico. Vamos sugerir ao Dunga. Sugerir para ele que se acha altamente competente, como técnico, um grande manequim das roupas que a filha dele escolhe? Só se for para ele ficar Zangado.
Aliás, ele tem razão. Foi eleito pela FIFA, aquela entidade perneta que faz tudo pelo futebol europeu, como o melhor técnico do mundo. É que nem aqui no Sul do Amazonas que a floresta está sendo devastada e quando o governador do estado que ganha prêmios internacionais pela preservação desta mesma floresta, finalmente tomou uma atitude, as entidades que representam as madeireiras e os pecuaristas, colocaram uma nota conjunta de página inteira, para dizer que estavam a favor do Senhor Digníssimo Governador. É até engraçado. Vai ver que a FIFA vai dar premio de melhor ao Dunga, até a Itália, ou a Alemanha, igualar-se aos títulos do Brasil e o futebol desaparecer por completo, dos estádios brasileiros. E vai ver que as entidades desse calibre, continuarão pagando caro, para o Governador do Amazonas, ganhar prêmios internacionais de preservação, até ficar óbvio que na verdade, ele está destruindo o que ainda existe.
A zaga do Capitão Emiliano, totalmente aberta, que nem a genitália das meninas que fazem strip tease na Kild’s, lá atrás do Aeroporto Internacional e o Leonardo Moura, com aquele cabelo de dragão, cruzando as bolas bem baixinhas. Será que estava preocupado com a altitude? Já estavam jogando mal naquela altura do campeonato, se cruza por cima, a coisa ia desandar de vez.
De repente, o Papai Joel, convoca o Obina, o xodó da torcida, para resolver a partida. Justo, muito justo. O Souza estava uma água. Ou seria, uma égua? Não. Naquela altura, uma mula.
O time do Tenente Capobiano, só faltava pedir para colocarem neles, como aquelas mulheres que não gostam de preliminares. O joguinho, muito ruim coitado. Pena que o Diretor de Imagem, não deve ter gostado de terem mostrado as bundinhas das peruas peruanas. Aliás, depois que começaram a louvar muito a Deus, adeus, parece que só tem diretor assim, meio, como diríamos? Desses que não gostam de mostrar as mulheres em sua integridade, principalmente, quando elas estão pedindo. Até no carnaval, as câmeras quando mostram uma mulher, eles não passeiam pelo corpo. Hoje em dia, a câmera fica parada nos pés. Sim que um pezinho, pode fazer miséria, mas o todo, também é importante. Quem come só o pé, é oriental que acha que pé de galinha, faz bem para o colágeno. E por falar em pé, os pezinhos das coleguinhas de hoje em dia, 44 bico chato, não dá tanto tesão assim. Mas como estamos numa época em que não é politicamente correto e não se pode discriminar homossexuais, só podemos assistir essas pessoas, colocarem para dentro das empresas onde atuam, pessoas com a mesma preferência e isso não é considerado discriminação, vamos levando, para ver onde paramos. É proibido discriminar nordestino, mas eles podem escolher só outros nordestinos, para os cargos importantes. É proibido discriminar judeus, mas eles podem muito bem, matar os habitantes do Oriente Médio, para defender Israel. É engraçado. Vou começa a fazer uma campanha para não discriminarem o meu ser. E conforme for, vou colocando no seu, de leve.
Substituição no time que mais é roubado fora de campo, no campeonato brasileiro. Entra presidente, sai presidente e o trabalho que se faz, é driblar o fisco. Contratar bons jogadores, nunca pode. Manter a escolinha de futebol que já lapidou grandes nomes para o futebol brasileiro, sai muito caro. O jeito é roubar. Os juizes roubam nas quatro linhas e os dirigentes, nas entrelinhas.
Lá vai Obina, cruzamento na área do Leonardo Moura, rasteiro e lento, nem para ser rápido e rasteiro, finalmente a bola chega redonda nos pés do mascote da torcida rubro-negra. Obina sozinho, na frente do gol, goleiro no chão, Obina... Caiu torcida brasileira. Deve ser parente de castanheira. Cai de maduro. Uma vergonha! E olha que é profissional. Profissional do futebol de hoje em dia que vai ser premiado pelo Governo Federal, com uma loteria só para eles. Os ladrões da casaca.
Aproveitei para dizer ao Piroca que assiste os jogos pela televisão, ouvindo a Rádio Globo, com os comentários do Gerson e eu, ainda não sei, como sintonizar a Rádio Baré que retransmite a Globo, e a primeira e última vez que tentei, só ouvia uns caras falando em Globo, narrando atrasado, o que passava na televisão e falando em Jesus, do início ao fim. Até pensei que fosse um jogador porto-riquenho, como os Menudos, ou paraguaio, como whisk contrabandeado, que iria substituir alguém, mas depois do fim do jogo é que fui ver que era mais uma rádio evangélica, dessas que estão infestando as microondas de rádio e fazendo onda de crentes no Brasil. Sejam legais, ou piratex. Está valendo tudo. Elas falam do Diabo e descumprem as leis do país. Mas isso não pecado. É brabo. Pecado é só o que os outros fazem. As coisas do mundo. Corrupção dos irmãos, conchavos para se darem bem, ladroagem, utilização da coisa pública para promoção pessoal, é uma bênção.
Então falei para o Piroca, eu podia até ser considerado ruim, mas na frente do gol, sem goleiro, nas condições físicas e metereológicas do Obina que se diz profissional, eu não perderia a chance de levar o meu time a não depender dos adversários no futuro, nem da complacência de juizes, como vem acontecendo com o Flamengo, na Taça Guanabara.
Posso até ser considerado ignorante, pelo jeito que jogava, mas uma bola daquelas, era para chutar de bico, para furar a rede. E olha que eu nunca fui considerado, nem mesmo peladeiro.
Eu é que era ruim. O futebol brasileiro, com os nossos dirigentes em todos os escalões à frente, iludindo a torcida, é que está maravilhoso.

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