€ Chegar na pressa, tirar a mimosa para mijar e ela estar toda enrolada nos pentelhos. Não tem jeito. Só não se vai acertar o devido alvo. E as mulheres não ainda quererem compreender.
€ Mirar exatamente o mictório e perceber que existem dois esguichos aos mesmo tempo. O principal que acerta o alvo e o auxiliar enxerido que acerta o pé, as beiradas do vaso sanitário e qualquer outro lugar, menos o correto.
€ Interessar-se pela aquela garota maravilhosa e depois que catou, ter a sensação de que ela peida mais do que velho jogando cartas. Pode ser por problemas orgânicos, ou simplesmente, por pura sacanagem, mas é desagradável, cheirar o perfume interno dos outros.
€ Ser do tipo que não sabe se limpar com papel higiênico e já atrasado para o compromisso, quando já todo pronto, aparece um sinal de que as coisas querem liberdade de expressão, querem deixar aquele cubículo, querem se jogar no mundo, querem sujar teu nome. Não tem jeito, indo, ou voltando, vai ser a maior cagada de qualquer maneira.
€ Depois de anos de luta pelo direito da mulher poder decidir sobre o seu corpo, sobre sua vida, sobre se quer ou não ser mãe, quer ou não casar, de repente, aparecem mensagens no Dia Internacional da Mulher, alando sobre a maternidade, uma bênção para a condição feminina.
€ Em um ambiente público de repente, um suor frio, uma cólica que não passa, uma vontade de jogar o barro na água, sem que isso se transforme em argamassa, uma vontade de melar as beiras, sem com isso, fazer parte de nenhum conto português, e procurar o primeiro reservado à vista. E depois de aliviado de toda aquela pressão, perceber que não existe nem papel higiênico, muito menos ducha higiênica. A solução, é o dedo e torcer para pelo menos ter água e sabão na pia.
€ Guardar a virgindade por toda a vida e liberar justamente para o primeiro pilantra que aparece, cheio de palavras bonitas que nunca se coadunam com a realidade dos fatos.
€ Apostar tudo no casamento e depois da festa, verificar que essa não era realmente a vida que havia pedido a Deus.
€ Fazer tudo o que é tratamento de fertilidade e quando consegue parir, ter vontade de esganar aquele filho que só dá trabalho. E pior, depois dele, não saber mais o que é prazer.
€ Ter a maior expectativa quanto a “primeira vez” e depois disso, constatar que o prazer de uma transa, é o mesmo de uma punheta, só que com diálogo. E um diálogo que só dura até as trocas das alianças. Depois que se casa, muitas vezes volta-se ao estado de punheta só que com um membro alheio. No casamento a mulher se masturba no pau de alguém que já foi conhecido e o marido toca uma, dentro da outra de quem já nem olha mais na cara. E o diálogo? Atualmente, só ao telefone. É quando ninguém se interessa mais pelo ponto G e só procura o ponto com.
€ Mal intencionado, convidar aquela gatinha para tomar um banho no ofurô e na hora, perceber que o furo, dela, é bem mais embaixo do que se imaginava. É enorme. Trabalho para pá mecânica e tu só dispões de uma enxada velha e enferrujada.
€ Tratar a amiga todo cheio de dedo, pensando que se a convidar para imoralidades, ela vai se sentir agredida e logo depois, ficar sabendo que ela derruba mais pau do que madeireira no Pará e só contigo ela faz o tipo virgem mal informada. E o pior é que as amigas dela ainda te chamam de insensível, quando falas alguma coisa. Não percebeste que ela estava interessada em ti. Até aí tudo bem, mas por que ela só deu para os outros? Não dava para se interessar pelos outros e dar para ti?
€ Na hora em que o estômago avisa ao cérebro que a coisa está feia e é hora de sentar no trono, o zíper da calça faz greve de sexo e não abre, nem amarrado.
€ Ser convidado para conhecer a família da namorada e logo na entrada, perceber que o casal dono da casa, é justamente aquele a quem se mandou tomar no cós, no trânsito, antes de chegar ao encontro.
€ Sair pisando em todo mundo, só por que vai à Europa e voltar da Espanha, tratado como cachorro.
€ Todo animado, convidar a garota para aquela pimbada e escolhe o motel mais caro da região. Depois de já instalado, mas sem concretizar o ato, lembrar- se que tem de fazer aquele exame que não se pode nem pensar em sexo, durante alguns dias. E não adianta argumentar. Passou do portão de entrada, tem de pagar, mesmo que não se tenha utilizado nada das dependências físicas, orgânicas, etílicas e imorais desses estabelecimentos.
€ Ficar acordado para assistir a F1 de madrugada e no meio da prova, aparecer um homossexual curioso querendo ver como anda a casa do BBB. Se acordado eles já não acrescentam grandes coisas, imagina de madrugada. Nada a declarar.
€ No meio de uma reunião importante, naquele ambiente fechado, de repente a sensação de fluxo e refluxo e a cadeira onde se está sentado é de couro. Os gases borbulhando que nem garrafa de refrigerante cola quente e tu fazendo cara de nem aí para as coisas. Nem fazendo barulho para brindar ao chefe, dá para disfarçar.
€ Ficar desperto até de madrugada para ver o eclipse e de repente, uma nuvem enorme, encobrindo todo o céu.
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