Eu sou brasileiro, admito, mas existem coisas que se dependesse de mim, o país estaria furtivo e mal pago. Se o Brasil entrasse em guerra e dependesse de mim para defender essas idéias arcaicas, atrasadas, reacionárias, estanques, iria cantar como cantava o Hino do Soldado, no Exército, no meio de um monte de gente cantando alto e em bom som: “Defender a pátria amada, ai meu Deus, mas que cagada”. Ora, no Juramento à Bandeira, o pessoal empolgado, gritando e repetindo o que diziam no microfone, com aquela mão estendida que nem nazista, jurando um monte de coisas que eu sei, não cumpririam nem um terço daquilo se fosse verdade, eu apenas falei uma coisa: “Tá querendo muito!” E muito pútrido, de estar com a mão levantada por todo aquele tempo, já doendo debaixo do sovaco. Logo eu, jurando, pelo Exército Brasileiro, entidade da qual eu quero distância, imagina, voltar para morrer pelas idéias dele. Umas idéias que parecem coisa de homens das cavernas. Se o Brasil ainda dependesse quase exclusivamente da economia do café, estaria fugido e mal pago comigo. Eu acho a coisa mais incoerente do mundo. O café, principalmente café quente, é uma coisa amarga, sem graça, deixa a língua da gente com um gosto horrível durante horas e para se tomar, tem de se adoçar com pelo menos metade da xícara de açúcar. Ora bolas, se é para tomar desse jeito, é melhor nem tomar. Vai chupar limão, ou então, comer jiló. Mas tem uma coisa bem brasileira, da qual, até estou aprendendo a me desvencilhar. A demagogia nacional é uma coisa de louco. Depois não sabem por que os políticos são tão demagogos, prometem tanto e não cumprem. O político é a imagem do eleitor que o escolheu. Quer mais. Então já tomei algumas providências, contra este mal que assola o país. Eis algumas.
W Em fila de lotérica, em dias de jogos acumulados, vai preparado com caneta e procuração em mãos. Não tem jeito. A lotérica lotada de gente, todo mundo querendo fazer uma “fezinha” como se diz, todo mundo babando pela possibilidade de ganhar milhões e ser dono do próprio dinheiro – aliás, como estamos no Brasil, sócio no próprio dinheiro, vírgula, por que 1/6, vai para impostos diretos, 3/6, pra impostos indiretos, outro 1/6 para pagar tudo o que se pagou em impostos, mas não se teve o retorno desejado, ou pior, dos mais tristes possíveis e o que sobra, é dinheiro teu. No caso de não retirá-lo do banco, nem aplicar em serviços e bens de consumo, pois vais ter de despender até os últimos trocados em outros impostos e contribuições que inventam a cada dia -, mas sempre aparece um demagogo e o pior, na frente de um monte de gente, atrapalhando a fila: “Ah, eu acho muito dinheiro. Só queria ganhar um pouquinho.” Nestas horas, entra em ação para ver até onde vai a demagogia nacional. Pega a caneta e a procuração e atua: “Não seja por isso. Eis aqui a procuração, para no caso de seres o vencedor, ou a vencedora, tirares uns R$ 100.000,00 para ti e o resto, depositares na minha conta corrente. Assina, deixa o número do CPF, endereço, um número de telefone, o número da conta corrente e esquece do valor que por ventura, achas exorbitante. Deixa comigo que eu nunca acho. Eu deposito só o necessário para ti” No caso da pessoa estar na frente, na fila, ainda pode se dizer mais: “Por favor, não atrapalha o andamento dos trabalhos. Retira-te e deixa o volante e o dinheiro comigo que eu mesmo faço o jogo. Pode confiar que eu deposito na tua conta.” Duvido se alguém deixa de apostar e entrega a outrem. É tudo bazofia. Brasileiro aprende a querer agradar a todos, de pequenininho. E vai sendo incentivado nas igrejas, no colégio, nas rodas de demagogos, onde a gente está vendo a coisa ruim, mas está dizendo que está tudo bem.
W Outra coisa mais demagoga do mundo. Já viu aquele pessoal que foi dispensado do Serviço Militar, seja por deficiência física e/ou mental, seja por que fez de tudo para ser dispensado, seja por que não era homem suficiente para “servir à pátria”? Depois que passa o tempo do serviço militar obrigatório, esse pessoal fica tarado pelas coisas das Forças Armadas, como o Luciano Hulk. É Deus no céu e as Armas na terra. Querem fazer aquelas operações de selva mixurucas – Operação Borboleta -, querem se camuflar, querem ir para a selva de mentirinha... Então é simples, acabar com esse tipo de demagogia. Quando conheceres algum desses tarados pelo serviço militar obrigatório, faz uma pegadinha. Chega com um caminhão do Exército na porta da casa dessa pessoa e diz que o Brasil está em guerra. E ele vai ter de se apresentar urgentemente. Se ele não fugir, nem desmaiar de susto, pode levar para servir por pelo menos meio ano. De repente, ele muda de idéia.
W Demagogia quanto às crianças, parece que vem de berço e acaba em campanha eleitoral. É todo mundo querendo carregar uma criancinha, para posar para fotos, é todo mundo, querendo ficar bem na fita, com criancinha. Diz que acha uma criança feia, na frente de um brasileiro... Dona Therezinha diz que quando me trouxeram do berçário para me mostrarem à ela, no pós-parto, quase ela morre de susto. Deve ser trauma, esse negócio de eu achar criança do jeito que me parece.Criança bonita, criança feia, criança com cara de monstro... Tem criança que se o cara esquece o braço, ela morde e tira pedaço e o pessoal ainda fica com aquele discurso de dizer: “ai que criança lindinha!” Eu é que não chego perto. Quando o pessoal estiver com esse tipo de demagogia, em relação à criança, vai buscar um monte de menino de rua e diz: “Vamos entrando pessoal, sem vergonha que a titia, o titio, vai cuidar de todos vocês com todo o amor do mundo. Para começar, vamos encher a banheira de hidromassagem que ela, ou ele, vai dar banho em todo mundo, de um, por um.” De repente acaba com a demagogia. Ainda mais hoje que o pessoal não está pegando leve com criança. Quando não defenestram, matam com terçadada no pescoço, ou então jogam nos rios mais poluídos do mundo, para se não morrerem afogadas, pelo menos as crianças morren com todo tipo de doença de pele e infecção generalizada. A demagogia diz uma coisa, mas a realidade da criança brasileira, nos diz outra, totalmente diferente. Infelizmente o meu espírito maternal nasceu atrofiado e eu adoro criança, até o momento em que ela está limpinha, não está chorando no pé do meu ouvido e o pior de tudo, não está puxando o meu cabelo com a maior força do mundo e eu, tendo de ser demagogo, para não parecer um bicho desalmado, dizendo: “Larga o cabelo do titio, larga. Larga gracinha.” Mas na realidade, querendo dizer: “Larga filho da porta, senão tu vais levar uma bolachada no meio dessa cara de mau elemento.” E para piorar, esse tipo de criança filho da pulga está arrancando o cabelo da gente que nem índio, quando a menina entra na maioridade e os pais, achando tudo muito bonitinho, sem fazerem nada.
W Uma das piores demagogias, refere-se à questão de cachorros, nem precisa dizer por que, obviamente. No condomínio onde moro, até pouco tempo atrás, parecia cidade do interior. Era cachorro correndo atrás dos carros, era cachorro querendo morder a perna dos outros - principalmente, na hora da caminhada, uns cachorros que parecem uns ratos de coleira, querendo pegar a perna do Doutor Bustela -, era cachorro fazendo as necessidades no quintal da casa dos outros - e gente colocando cartazes nos portões, para os cachorros não fazerem as necessidades em seu quintal, como se os cachorros soubessem ler -. De repente, quando instituíram a multa de R$ 300,00 por cada cachorro solto, a gente até vê as madames correndo, para pegarem os cachorros que fogem da sua casa. Mas o que é pior nos donos de cachorros, é a velha mania de acharem que os seus cachorros não mordem. O bicho latindo, avançando com a bocarra aberta e os donos dizendo: “Pode passar que ele não morde.” E os cachorros gordinhos. Como, eles não mordem? Só se alimentam à base de papinha? Então, eles mordem sim. Nesses casos, leva sempre um pitbull, um rotweiller, um fila brasileiro, um dobermann, escondido da visão alheia, para mostrar que cachorro morde sim. Em caso de ataque do cachorro dos outros e daquelas palavras repetidas do dono do cachorro, solta o teu, na direção dos outros e também pronuncia: “Não precisa correr. Fica despreocupado que ele também não morde. Ele está só brincando. Eu garanto que ele não morde, enquanto estiver com a boca aberta. Só tem problema se resolver fechar. Aí, é problemático por que ele morde e tira até pedaço.” De repente os donos de cachorro acabam com aquela cachorrada de achar que cachorro não morde. Os da casa.
W Houve uma época em que o sucesso, era cantar: “Eu quero uma casa no campo...” E a galera dizia que queria morar no campo de verdade. Eu, hein! Uns dias, tudo bem. É que nem morar em Salvador. Aquele trânsito caótico, todo mundo parando onde bem entende, dirigindo como bem entende, todo mundo achando que é artista e que está participando de alguma novela particular, aquela malevolência... Por uns dias, está tudo ótimo. De férias então, é maravilhoso. Passou disso... Já pensou, o cara vai morar no campo e cadê televisão? Primeiro, as retransmissoras, são poucas, depois, a variedade, é menor ainda e por cima, numa certa hora, o gerador de luz, é desligado e fica todo mundo no escuro, sem ar condicionado, num calor filho da mãe, mesmo que a propaganda diga que luz é para todos, o negócio é abrir a janela. Aí o cara não consegue dormir, por que os insetos ficam brincando de picar, como se fosse alvo, em stand de tiros. Não consegue dormir, só tirar uns cochilos por noite e acorda muito “feliz” da vida e vai ao pasto. Sim, por que o pessoal tem de levar boi, para tudo o que é terra. Falou em fazenda, casa no campo, lá vem boi. E boi como se sabe, parece que atrai aquelas moscas enormes, meladas que adoram se ralar na gente. E aí o bom moço, vai dar uma de educado e dá bom dia a todos. Era o que aquelas moscas enormes que vivem sempre ao lado do gado, estavam esperando. Entram na tua boca, sem pedir licença. Tu te engasgas e precisas de assistência médica, urgente. Já viu. Urgência no campo, é coisa para dias e noites, quilômetros de barro e lama. Alguém tenta chamar uma ambulância e o telefone não funciona. Imagina se na cidade, a telefonia brasileira, continua uma boa cerda, no interior, nem se fala. Se alguém consegue chamar a ambulância, ela atola no meio do caminho e aí, pior emenda do que Soweto. Estrada importante para exportação está que nem tábua de pirulito, imagina as outras, sem grande importância para a produção. O negócio é ir de trator e o trator, naquela velocidade de cruzeiro que não ultrapassa os 40km/h, aquele barulho desgraçado, aquela fumaceira, que mais parece reunião de maconheiro, vai pulando mais do que cowboy em rodeio, quando tu consegues chegar, além de engasgado, com um torcicolo que não permite nem mexer os olhos e no serviço de pronto atendimento não tem médico naquele dia, no outro dia, no dia seguinte e tantos outros dias. Só daqui a um mês, quando a corveta da Marinha sair do porto, com a banda de música, chegar fazendo barulho, fogos de artifício e até que ela monte os postos de atendimento, mais da metade dos pacientes já eram. A presença do estado, em todas os rincões, do Oiapoque, ao Chuí. Então, a solução, é entrar na porrada. Todo mundo metendo a mão nas tuas costas, para tirar o que te está engasgando. Ficas bonzinho do engasgo, mas vais continuar com o torcicolo e advém uma pneumonia, devido à tentativa de desengasgar as moscas da tua pessoa. O raio-X do pulmão, vai mostrar uma tragédia pior do que o furação de Miiammar que eu já falei que devia mudar de nome, pelo menos enquanto persistir a Junta Militar – que deve ser temporária. Há uns 40 anos só - e passar a se chamar Miifummar, Miilasccar, Miifutriccar, Miioddiar... Voltas para casa e o MST já invadiu a tua fazenda, dizendo que é improdutiva. Quem mandou? Queria uma casa no campo e de repente, vira fazenda, boi, galinha, bode... Os teus porcos da tua criação, já estão de boca aberta, com uma maçã no meio da boca, umas folhas de papel laminado nas patas, por que tem-se de comemorar tudo, neste país. E a reforma agrária, parece festa. Todo mundo come, todo mundo manda e nada se resolve. Quando vês, lá vêm os políticos, dizendo que isto é reforma agrária, fazendo a maior propaganda e tal e coisa. Brigam para ver quem mais fez reforma agrária no Brasil, sem garantir a infra-estrutura necessária – se nem as cidades ditas grandes, do Brasil, infra-estrutura, é coisa de novela, imagina uma casa no campo, distante de tudo - para manter o homem no campo. Então, os filhos pequenos, os “assentados” mandam para uma escola a 1.000 km de distância. Os mais velhos, vão para a capital, fazer o EJA e entrar em uma faculdade particular. E a saudade dos pais bate forte e eles te vendem a tua fazenda que já sofreu processo de indenização, para ti de novo, antigo proprietário. E como não arranjam emprego na cidade, voltam a invadir novas fazendas e ninguém tem uma anotação para ver que eles são assentados várias vezes em várias terras, Brasil a dentro. E tu, como não és bobo, nem nada, negocias novas invasões nas tuas terras, para receberes a indenização e depois, comprares a terra de volta, a preço de banana. O chato é que vais ter de agüentar o pessoal fazendo banquete com os teus porcos e o teu gado. Mas vale tudo, por uma boa causa. E os governos não vêem, que depois das indenizações, surgem empresas poderosas, no meio da invasão. Como pode, no meio de uma terra indenizada, surgir empresas, com silos e depósitos que não vão trazer economia alguma para o assentamento? Algumas dessas, até ex-proprietárias das próprias terras. Como pode? Recebem indenização e depois voltam para a mesma terra? Mas é tudo festa. Quando não é Carnaval, é Boi. Quando não é churrascada, é feijoada, mas no fim, acaba tudo em pizza. Mamma mia, Ma che cazzo! E a sujeira no campo, o desmatamento aumentando e os insetos, sem terem onde se abrigar, vão se esconder na tua casa. E tu pegas malária, encarecendo o serviço público. E os governos investindo pesado na pecuária e discursando pela preservação das terras. Parece falta de controle das políticas públicas, ou discurso para inglês ver. E tu, cheio de cruzes, cruz credo, esperando que pelo menos se lembrem e coloquem uma cruz, encima da tua sepultura. E quando retornas, ao seio da família, tua filha está rodando no pau de sebo de todo o movimento campesino e a tua mulher, está fazendo strip-tease, para os líderes dos sem-terra, para não dançar na faca. O negócio é descansar e tu ligas a televisão e a discussão sobre a reforma agrária, comendo solta. Uns contra, outros dizendo que fizeram mais reforma agrária do que todos os outros governos, por que o INCRA entregou título de terra, como se fosse só isso e a questão agrária, passa governo, entra governo, continua sem solução. A única solução palpável que se vê, são os pistoleiros matando quem discorda dos grandes pecuaristas, donos de madeireiras e grileiros e até hoje, ninguém sabe por que os pistoleiros fazem isso. Deve ser algum espírito maligno que baixa no couro dessa gente. Rapaz, Seu Clovis dizia que quando não tem solução, solucionado está. Há divergências. Resolves tomar um banho no rio, para tirar a urucubaca que parece, baixou em ti e sais todo cheio de cocô. Dizem as más línguas que Iemanjá e Oxumaré, morreram afogadas no Brasil, com tanto cocô nos rios e no mar. A velha política de achar que rio e mar brasileiro, é fossa pública e todas as sujeiras, vão para lá, como se por alguma mágica, ele fosse auto-limpante, como fogão moderno. O cara gasta uma nota, para viver em um condomínio luxuoso, por que está em frente a algum espelho d’ água e o próprio esgoto do condomínio, acaba poluindo tudo, sem nenhuma providência, para tratar as águas servidas e muito bem servida, com toda espécie de porcaria que despeja direto nas fontes de água. E ainda tem gente que paga caro por isso e acha que é ser desenvolvido. Fazer o quê? É uma cocôzada desgraçada, cheia de lombrigas, cheia de doenças e lá vais de novo para o hospital, Não tem jeito que o torcicolo não cura. É entrar no trator a dor voltar, com vontade. É micose, é meiose, e o pessoal querendo que tifose e o escambau. Aí quando começas a exigir o que te cabe deste latifúndio, aparece um general, com a ideologia que ainda perdura nas Forças Armadas Brasileiras, de que há o cidadão subversivo e o cidadão que eles têm de defender, como se ainda estivéssemos no Regime de Exceção, onde só o cidadão que pensa como eles, merecia ser tratado como brasileiro e os outros, eram todos subversivos. Então ele manda meter bala em quem se mexer. Considera todo mundo que não cumpre ordens, subversivo. É que o princípio da democracia, ainda não foi disseminado, entre os brasileiros e ainda tem gente achando que para manter a liberdade, a melhor coisa, é meter o país, numa ditadura. Inclusive gente à frente de partidos que se dizem popular. E tu, cheio de coceiras, com a febre da malária te fazendo tremer mais do que a China, tens de te manter rijo. Depois de horas de ordem unida, todo mundo é liberado inclusive tu e vais assistir televisão de novo. O general maluquinho, aparece sendo condecorado pelo o que não realizou. Não dá nem para abrir a boca, por que da primeira vez, foste parar no hospital e saíste com pneumonia e na última, tiveste de ficar mais duro do que o padre voador, no meio da tempestade, preso aos balões – e agora nem dá para dizer que não sabes do que se trata Madame Martin -. E num dia qualquer, os teus filhos menores, voltam de férias, felizes, dizendo: “Nós fumo, mas vortemo.” E então verificas que se a educação no Brasil é ruim, até nas capitais de maiores recursos, imagina no campo. E os teus filhos maiores, finalmente aprovados no vestibular de uma dessas faculdades que tanto faz ser particular, ou pública, está tudo como exame laboratorial, a maior encosta, chegam mostrando um diploma impresso em papel da melhor qualidade, escrito em negrito, feitos nas gráficas mais modernas do momento, com tinta dourada, onde apresentam: “Diploma pela Graduação na Falcudade de Agronomia”, assinado Doutor Macola – é, filho do campo não procura outra possibilidade de conhecimento. Ou é agrônomo, ou vira cheira pau, mais conhecido como engenheiro de madeiras, como se existissem só essas duas possibilidades na educação na vida - . Pelo menos os meninos devem ter aprendido a mexer na terra. Por que pelo que aprenderam, quando abrem a boca, é só estrume. Adubo natural e ecológico. O retrato da educação nacional, estatisticamente de Primeiro Mundo... Nem a vida no campo está fácil. Como ainda sobrou um gado, um porco e alguma criação de outras culturas na fazenda, resolves vender tudo, antes de uma nova invasão. Ganhas um bom dinheiro e tens de guardar debaixo do colchão, por que banco no Brasil, é só para bater recordes de lucros. Perder dinheiro no campo, nem pensar. Só se for, para cobrar taxa sobre taxa, sobretaxa, como eles fazem até hoje com o cálculo dos juros e não tem cristão que tire essa prática, assim meio sem ética, sem denodo com o bem dos outros, algo que se fosse praticado por um qualquer, seria logo taxado de ladrão. E serias mostrado sem perdão, como bicho em zoológico, como fazem com os Nardoni que o CSI São Paulo, acusou-os de terem jogado a filha do homem, lá no jardim e os vizinhos de outros edifícios, corroboraram com o laudo, dizendo até que ouviram, à milhas de distâncias, um chamando o nome do outro, outro chamando nome para o um,perfeitamente audível, em São Paulo, no quinto andar e nos edifícios do outro lado da rua. Cuidado que quando a polícia acusa alguém de bandido, ela faz de tudo, para encerrar o caso, antes até de ser julgado. Avisam a população, a hora, o dia e o lugar, onde o acusado vai ser apresentado. Não vestem o acusado com colete à prova de balas. Não interditam as ruas próximas. Querem de todas as maneiras que a população, faça justiça com as próprias mãos – existe uma história em Manaus, de muito tempo atrás, no tempo em que nem eu, era nascido, onde se acusou um jovem de um crime contra um taxista. A polícia o prendeu, colocou no bagageiro, avisou a todos os taxistas, a hora, o lugar, e como iriam passar. Deixaram a porta aberta, “sem querer”, do camburão e numa certa altura, os taxistas interceptaram o carro da polícia e justiçaram o tal de Delmo. Tempos depois, foi se ver que ele era inocente e tudo aconteceu, por pura inveja. Ele era bem nascido, era bonito, era inteligente... Mas ninguém nos dias de hoje, mesmo vivo, diz que apoiou a justiça feita naquele tempo. E vai ver, ainda acha correto o que estão fazendo com o casal, assassino, ou não. Democracia e liberdades civis, é muito bonito de dizer que apóia, muito difícil de se levar adiante. Só se doer na nossa pele - Certa noite – não sei por que ladrão adora roubar à noite. É que nem o pessoal que pensa que só se transa à noite e que motel só abre nos fins de semana e depois das 18:00h, fecha durante final de semana e nos feriados -, recebes a visita do amigo do alheio. Não, não é nenhum banqueiro com agência no Brasil. É um ladrão de galinha que resolveu te roubar na maior cara de pau. Ele leva uma quantia pequena. Então chamas a polícia. Imagina, que na cidade grande, só se vê a polícia quando entregam veículos novos, no interior, é quase sempre um sargentão, semi-analfabeto, cheio de preconceitos e mau encarado e intencionado, à frente, com todo o poder de polícia. Tu tens de falar tudo o que aconteceu, e dizes o que sobrou e de repente, na maior cara de pau, recebes a visita do meganha, cheio de autoridade. Exigindo o que sobrou, para custear a investigação. É interior e ninguém vai saber mesmo. A presença do estado só é sentida, quando os rizicultores descendentes de europeus, querem tomar as terras dos índios, com interesses escusos e uma ficha criminal tão longa, quanto as 500 milhas náuticas brasileiras. Como não tens mesmo mais o que fazer, decides ir assistir televisão. E vês a propaganda de um determinado partido político, anunciando mais impostos para serem aplicados em mais investimentos na Segurança Pública. E ao fim do programa partidário, vês que é o partido do governador do estado. O partido onde a segurança é de primeiro mundo, na televisão. PTMDBSDemB. Tens uma crise de nervos e decides voltar para a cidade grande e deixar de frescura de querer uma casa no campo. Voltas para a cidade grande. Grande, não pela estrutura que tem, não pelas idéias que circulam, mas ditas grandes, de inchaço, de todo mundo querendo um lugar ao sol, já que fora delas, existe vida, como no universo, é lógico. Mas onde? Ninguém sabe, ninguém viu. Nas rodovias brasileiras, só passam tratores. Estavas até ficando melhor do torcicolo, mas não tem jeito. A vontade é de mandar tudo para a PAC pariu, mas tens de te controlar, senão vais ficar maluqinho que nem o general e ainda vais corroborar com o que falam mal de ti, pelas costas. Ainda mais hoje que para subir, muita gente tem que denegrir a imagem dos outros. No meio do caminho, roubam o trator e tens de seguir caminho à pé. E tu que pensavas que irias ter mais tranqüilidade, verificas que a coisa é bem pior do que pensavas. Inclusive aquelas moscas varejeiras, estão te acompanhando até agora. Deve ser amor. E vens trazendo tudo o que é doença do campo, para se misturarem às doenças da cidade. E tu que pensavas que aquele mal cheiro de cocô de vaca, aquela sujeira de porco, aquele rio onde deságua todo tipo de esgoto, eram as piores coisas do mundo, passas na frente de um desses rios que os governos insistem em dizer que fizeram trabalho de limpeza e de drenagem e acabam parecendo o maior banheiro do mundo. Além do número um e do número dois – para quem não sabe, o número 1, é a necessidade física feita no W.C. que não precisa de acompanhamento e os cabras machos, fazem em pé. E o número 2, é aquela necessidade que até cabra macho, tem de sentar, a não ser na China e no Quartel, para realizar e sempre vem acompanhada pelo número 1 -, o pessoal ainda joga garrafa pet, lixos dos carros, de geladeira, a fogão e até peça de carros, quando não o próprio. Cruz credo, a febre recomeçou na hora certa e te faz dançar mais do que o Michael Jackson. Te faz mexer mais do que os prisioneiros de Guantânamo, levando choque, nas mãos da CIA. Resolves pegar um táxi, na intenção de andares mais rápido, singrar a 4ª dimensão, ou seja, o tempo/espaço, num tempo menor, numa velocidade maior. E verificas que andar de carro hoje em dia, não quer dizer literalmente isso. Com tanto engarrafamento, está mais fácil dizer que a gente está parado de carro, do que andando de carro. E se alguém perguntar como estás indo, avisa que estás no meio de um engarrafamento, literalmente parado, por isso não estás indo, nem vindo. Parece brincadeira, mas engarrafamento só acontece quando a gente está ao lado desses rios, mangues, igarapés drenados e poluídos, como se fosse a melhor solução para todos. Pode não ser para todos, mas obra pública, sempre é a solução para alguns, o paraíso do superfaturamento, do desvio de verbas, de falcatruas. Não é difícil imaginar por que o pessoal resolveu fazer obras em tudo o que é lugar. Inclusive, na beira de rios e igarapés e hidrelétricas no Madeira. São obras que dizem querer preservar os rios, mas tiram a mata ciliar, exatamente das beiradas, do leito desses ecossistemas e colocam cimento de cima a baixo. Preserva sim. Isso é concreto, ninguém discorda. Inclusive é um rio de dinheiro, um mar de lama, com gastos exorbitantes, para o benefício de todos. De todos? Os envolvidos nessas obras faraônicas que no futuro se mostrarão ineficientes. Mas a ordem é ficar rico de qualquer maneira, com a coisa pública, nem se para isso, for necessário, acabar com o público da coisa. Abrem um processo para a execução das obras, em dois dias, acabam com o dinheiro destinado às obras e têm de se valer de adendos que em todo projeto público nacional, parece que já está implícito que se vai ter de fazer uso. Alguém conhece um projeto que foi realizado de uma vez, sem precisar aditar? E um único adendo apenas, nunca é o suficiente. Então, lá vem adendo sobre adendo. Projeto 458/2010... Proejto 458/2010 Primeiro Termo Aditivo 1... Projeto 458/2010 Termo Aditivo 145... Projeto 458/2010 Termo Aditivo 3458... E o tempo passa e se tem de recalcular os custos, a inflação do período e uma, ou outra mexida que o engenheiro e o arquiteto, tiveram a idéia de refazer, depois das obras calculadas e já sendo executadas. E o engarrafamento comendo solto, aquele cheiro de mangue e de podre que enriquece muita gente no país e destrói os recursos hídricos, até hoje, e se acaba com as hidrovias, para se fazer rua, para a passagem de carro particular, com uma, ou outra pessoa e o pessoal com aquela impressão de que se buzinar, vai resolver alguma coisa. E tu que pensavas que barulho, era aquele zunido daquelas moscas rola-bosta no pasto, enchendo o teu saco. Um começa a buzinar daqui e logo todo mundo está buzinando, como uns Maria-vai-com-as-outras e nem assim, o trânsito anda, lógico. Mas pelo menos os caras ficam sentindo orgasmos, como se estivessem protestando de verdade, contra alguma coisa. Na hora de se pronunciarem sobre as questões que os envolvem, inclusive o trânsito, preferem se abster e continuar tudo como antes, no quartel de Dantes, ou seria de Abranches? E passam a bola para os outros, para protestarem por eles, como se o protesto individual, fosse levado em conta. Se nem a pressão popular, muitas vezes resolve, imagina o protesto solitário. O único ato solitário que conheço e resolve e não por muito tempo, é masturbação. Até solitária, resolve o problema dela e deixa um problemão para os outros. E todo mundo parado no maior engarrafamento, no maior buzinaço, na maior sensação de que isso é civilização. De repente, novo, um outro assalto. Tanto carro buzinando, tanta gente parada, foram se invocar justamente contigo, no mesmo dia. Todo mundo vendo, mas ninguém tem coragem de pelo menos, sair em socorro, visto que as pessoas de carro, são em número maior do que os assaltantes à pé. Mas esperam que a polícia, os políticos, resolvam tudo, inclusive a covardia de estarem vendo as coisas acontecerem na sua frente e não mexerem um sobrolho, pelo menos, para verem melhor. Até que tu, caboco do intério, sais correndo atrás de um daqueles filhos de uma égua que te roubou a bolsa, com os documentos e não sabias que ninguém ajuda nesses casos e ficam todos esperando que apareça o Batman, o Superman, ou Homem-Aranha, pois eles mesmos, são os próprios Homem-Osga, maior sangue de barata. E levas um tiro de um garoto que vive largado nas ruas, todo mundo vendo e todo mundo dizendo que adora criancinha, mas as crianças de rua... Bem, como disse aquela juíza de Brasília, justificando o assassinato do Pataxó: “Eles confundiram. Pensaram que fosse um mendigo.” Vai ver que assim como mendigo que não deve ser gente, as crianças de rua, também não são crianças. Ainda bem que nos orgulhamos de não sermos racistas, preconceituosos, nem discriminatórios. Finalmente chegas a um lugar qualquer. Post-mortem. Não interessa se é o Céu, ou o Inferno. Mil vezes melhor do que aquela anarquia que nunca tem solução e ainda assim, tem quem defenda a manutenção daquela zorra. Aparece um ser de luz, algo como um entrevistador e pergunta se queres fazer uso da vida adicional – sabe videogame em que o teu bonequinho é acertado diversas vezes e assim mesmo, ainda ganhas vida adicional”- e tu dizes que nem morto, pois vivias na maior Mérida – nome de cidade na Espanha, no México, na Venezuela, em Porto Rico... - e ele te mostra Darfur, onde negro enxota negro, por causa de fanatismo religioso – o que para mim, já se configura em pleonasmo. Fanatismo e religioso, é a mesma coisa. Falou que acredita em Deus, eu já acho que tem algum problema psíquico, alguma psicopatia séria e perigosa que se esconde sob o discurso do bonzinho -, deixando quem não professa a mesma ideologia fanática, à própria sorte, no mato sem cachorro, mas cheio de feras. E tu, insistes em deixar a vida adicional, de lado. Nem te chamas Mario e como é filho único, nem podes ser Bros. de ninguém. É melhor ficar calado e garantir o lugar nesse lugar. Vai que eles se enganam e ao invés de te mandarem para o Brasil onde já está o maior inferno, mandam-te para a Europa, ou para a África do Sul, a terra que dizem, superou o Apartheid, como imigrante. Melhor ser um morto vivo, do que viver à beira da morte. E tu que pensavas que estavas fu... e mal pago no Brasil, foi preciso morrer para ver que se cutucar, sempre aparece coisa pior. E ainda deixam as unhas da gente sujas e mal cheirosas, como as ruas de Nápoles. E ainda vais querer um macarrão à napolitana? Tens coragem?
W Em fila de lotérica, em dias de jogos acumulados, vai preparado com caneta e procuração em mãos. Não tem jeito. A lotérica lotada de gente, todo mundo querendo fazer uma “fezinha” como se diz, todo mundo babando pela possibilidade de ganhar milhões e ser dono do próprio dinheiro – aliás, como estamos no Brasil, sócio no próprio dinheiro, vírgula, por que 1/6, vai para impostos diretos, 3/6, pra impostos indiretos, outro 1/6 para pagar tudo o que se pagou em impostos, mas não se teve o retorno desejado, ou pior, dos mais tristes possíveis e o que sobra, é dinheiro teu. No caso de não retirá-lo do banco, nem aplicar em serviços e bens de consumo, pois vais ter de despender até os últimos trocados em outros impostos e contribuições que inventam a cada dia -, mas sempre aparece um demagogo e o pior, na frente de um monte de gente, atrapalhando a fila: “Ah, eu acho muito dinheiro. Só queria ganhar um pouquinho.” Nestas horas, entra em ação para ver até onde vai a demagogia nacional. Pega a caneta e a procuração e atua: “Não seja por isso. Eis aqui a procuração, para no caso de seres o vencedor, ou a vencedora, tirares uns R$ 100.000,00 para ti e o resto, depositares na minha conta corrente. Assina, deixa o número do CPF, endereço, um número de telefone, o número da conta corrente e esquece do valor que por ventura, achas exorbitante. Deixa comigo que eu nunca acho. Eu deposito só o necessário para ti” No caso da pessoa estar na frente, na fila, ainda pode se dizer mais: “Por favor, não atrapalha o andamento dos trabalhos. Retira-te e deixa o volante e o dinheiro comigo que eu mesmo faço o jogo. Pode confiar que eu deposito na tua conta.” Duvido se alguém deixa de apostar e entrega a outrem. É tudo bazofia. Brasileiro aprende a querer agradar a todos, de pequenininho. E vai sendo incentivado nas igrejas, no colégio, nas rodas de demagogos, onde a gente está vendo a coisa ruim, mas está dizendo que está tudo bem.
W Outra coisa mais demagoga do mundo. Já viu aquele pessoal que foi dispensado do Serviço Militar, seja por deficiência física e/ou mental, seja por que fez de tudo para ser dispensado, seja por que não era homem suficiente para “servir à pátria”? Depois que passa o tempo do serviço militar obrigatório, esse pessoal fica tarado pelas coisas das Forças Armadas, como o Luciano Hulk. É Deus no céu e as Armas na terra. Querem fazer aquelas operações de selva mixurucas – Operação Borboleta -, querem se camuflar, querem ir para a selva de mentirinha... Então é simples, acabar com esse tipo de demagogia. Quando conheceres algum desses tarados pelo serviço militar obrigatório, faz uma pegadinha. Chega com um caminhão do Exército na porta da casa dessa pessoa e diz que o Brasil está em guerra. E ele vai ter de se apresentar urgentemente. Se ele não fugir, nem desmaiar de susto, pode levar para servir por pelo menos meio ano. De repente, ele muda de idéia.
W Demagogia quanto às crianças, parece que vem de berço e acaba em campanha eleitoral. É todo mundo querendo carregar uma criancinha, para posar para fotos, é todo mundo, querendo ficar bem na fita, com criancinha. Diz que acha uma criança feia, na frente de um brasileiro... Dona Therezinha diz que quando me trouxeram do berçário para me mostrarem à ela, no pós-parto, quase ela morre de susto. Deve ser trauma, esse negócio de eu achar criança do jeito que me parece.Criança bonita, criança feia, criança com cara de monstro... Tem criança que se o cara esquece o braço, ela morde e tira pedaço e o pessoal ainda fica com aquele discurso de dizer: “ai que criança lindinha!” Eu é que não chego perto. Quando o pessoal estiver com esse tipo de demagogia, em relação à criança, vai buscar um monte de menino de rua e diz: “Vamos entrando pessoal, sem vergonha que a titia, o titio, vai cuidar de todos vocês com todo o amor do mundo. Para começar, vamos encher a banheira de hidromassagem que ela, ou ele, vai dar banho em todo mundo, de um, por um.” De repente acaba com a demagogia. Ainda mais hoje que o pessoal não está pegando leve com criança. Quando não defenestram, matam com terçadada no pescoço, ou então jogam nos rios mais poluídos do mundo, para se não morrerem afogadas, pelo menos as crianças morren com todo tipo de doença de pele e infecção generalizada. A demagogia diz uma coisa, mas a realidade da criança brasileira, nos diz outra, totalmente diferente. Infelizmente o meu espírito maternal nasceu atrofiado e eu adoro criança, até o momento em que ela está limpinha, não está chorando no pé do meu ouvido e o pior de tudo, não está puxando o meu cabelo com a maior força do mundo e eu, tendo de ser demagogo, para não parecer um bicho desalmado, dizendo: “Larga o cabelo do titio, larga. Larga gracinha.” Mas na realidade, querendo dizer: “Larga filho da porta, senão tu vais levar uma bolachada no meio dessa cara de mau elemento.” E para piorar, esse tipo de criança filho da pulga está arrancando o cabelo da gente que nem índio, quando a menina entra na maioridade e os pais, achando tudo muito bonitinho, sem fazerem nada.
W Uma das piores demagogias, refere-se à questão de cachorros, nem precisa dizer por que, obviamente. No condomínio onde moro, até pouco tempo atrás, parecia cidade do interior. Era cachorro correndo atrás dos carros, era cachorro querendo morder a perna dos outros - principalmente, na hora da caminhada, uns cachorros que parecem uns ratos de coleira, querendo pegar a perna do Doutor Bustela -, era cachorro fazendo as necessidades no quintal da casa dos outros - e gente colocando cartazes nos portões, para os cachorros não fazerem as necessidades em seu quintal, como se os cachorros soubessem ler -. De repente, quando instituíram a multa de R$ 300,00 por cada cachorro solto, a gente até vê as madames correndo, para pegarem os cachorros que fogem da sua casa. Mas o que é pior nos donos de cachorros, é a velha mania de acharem que os seus cachorros não mordem. O bicho latindo, avançando com a bocarra aberta e os donos dizendo: “Pode passar que ele não morde.” E os cachorros gordinhos. Como, eles não mordem? Só se alimentam à base de papinha? Então, eles mordem sim. Nesses casos, leva sempre um pitbull, um rotweiller, um fila brasileiro, um dobermann, escondido da visão alheia, para mostrar que cachorro morde sim. Em caso de ataque do cachorro dos outros e daquelas palavras repetidas do dono do cachorro, solta o teu, na direção dos outros e também pronuncia: “Não precisa correr. Fica despreocupado que ele também não morde. Ele está só brincando. Eu garanto que ele não morde, enquanto estiver com a boca aberta. Só tem problema se resolver fechar. Aí, é problemático por que ele morde e tira até pedaço.” De repente os donos de cachorro acabam com aquela cachorrada de achar que cachorro não morde. Os da casa.
W Houve uma época em que o sucesso, era cantar: “Eu quero uma casa no campo...” E a galera dizia que queria morar no campo de verdade. Eu, hein! Uns dias, tudo bem. É que nem morar em Salvador. Aquele trânsito caótico, todo mundo parando onde bem entende, dirigindo como bem entende, todo mundo achando que é artista e que está participando de alguma novela particular, aquela malevolência... Por uns dias, está tudo ótimo. De férias então, é maravilhoso. Passou disso... Já pensou, o cara vai morar no campo e cadê televisão? Primeiro, as retransmissoras, são poucas, depois, a variedade, é menor ainda e por cima, numa certa hora, o gerador de luz, é desligado e fica todo mundo no escuro, sem ar condicionado, num calor filho da mãe, mesmo que a propaganda diga que luz é para todos, o negócio é abrir a janela. Aí o cara não consegue dormir, por que os insetos ficam brincando de picar, como se fosse alvo, em stand de tiros. Não consegue dormir, só tirar uns cochilos por noite e acorda muito “feliz” da vida e vai ao pasto. Sim, por que o pessoal tem de levar boi, para tudo o que é terra. Falou em fazenda, casa no campo, lá vem boi. E boi como se sabe, parece que atrai aquelas moscas enormes, meladas que adoram se ralar na gente. E aí o bom moço, vai dar uma de educado e dá bom dia a todos. Era o que aquelas moscas enormes que vivem sempre ao lado do gado, estavam esperando. Entram na tua boca, sem pedir licença. Tu te engasgas e precisas de assistência médica, urgente. Já viu. Urgência no campo, é coisa para dias e noites, quilômetros de barro e lama. Alguém tenta chamar uma ambulância e o telefone não funciona. Imagina se na cidade, a telefonia brasileira, continua uma boa cerda, no interior, nem se fala. Se alguém consegue chamar a ambulância, ela atola no meio do caminho e aí, pior emenda do que Soweto. Estrada importante para exportação está que nem tábua de pirulito, imagina as outras, sem grande importância para a produção. O negócio é ir de trator e o trator, naquela velocidade de cruzeiro que não ultrapassa os 40km/h, aquele barulho desgraçado, aquela fumaceira, que mais parece reunião de maconheiro, vai pulando mais do que cowboy em rodeio, quando tu consegues chegar, além de engasgado, com um torcicolo que não permite nem mexer os olhos e no serviço de pronto atendimento não tem médico naquele dia, no outro dia, no dia seguinte e tantos outros dias. Só daqui a um mês, quando a corveta da Marinha sair do porto, com a banda de música, chegar fazendo barulho, fogos de artifício e até que ela monte os postos de atendimento, mais da metade dos pacientes já eram. A presença do estado, em todas os rincões, do Oiapoque, ao Chuí. Então, a solução, é entrar na porrada. Todo mundo metendo a mão nas tuas costas, para tirar o que te está engasgando. Ficas bonzinho do engasgo, mas vais continuar com o torcicolo e advém uma pneumonia, devido à tentativa de desengasgar as moscas da tua pessoa. O raio-X do pulmão, vai mostrar uma tragédia pior do que o furação de Miiammar que eu já falei que devia mudar de nome, pelo menos enquanto persistir a Junta Militar – que deve ser temporária. Há uns 40 anos só - e passar a se chamar Miifummar, Miilasccar, Miifutriccar, Miioddiar... Voltas para casa e o MST já invadiu a tua fazenda, dizendo que é improdutiva. Quem mandou? Queria uma casa no campo e de repente, vira fazenda, boi, galinha, bode... Os teus porcos da tua criação, já estão de boca aberta, com uma maçã no meio da boca, umas folhas de papel laminado nas patas, por que tem-se de comemorar tudo, neste país. E a reforma agrária, parece festa. Todo mundo come, todo mundo manda e nada se resolve. Quando vês, lá vêm os políticos, dizendo que isto é reforma agrária, fazendo a maior propaganda e tal e coisa. Brigam para ver quem mais fez reforma agrária no Brasil, sem garantir a infra-estrutura necessária – se nem as cidades ditas grandes, do Brasil, infra-estrutura, é coisa de novela, imagina uma casa no campo, distante de tudo - para manter o homem no campo. Então, os filhos pequenos, os “assentados” mandam para uma escola a 1.000 km de distância. Os mais velhos, vão para a capital, fazer o EJA e entrar em uma faculdade particular. E a saudade dos pais bate forte e eles te vendem a tua fazenda que já sofreu processo de indenização, para ti de novo, antigo proprietário. E como não arranjam emprego na cidade, voltam a invadir novas fazendas e ninguém tem uma anotação para ver que eles são assentados várias vezes em várias terras, Brasil a dentro. E tu, como não és bobo, nem nada, negocias novas invasões nas tuas terras, para receberes a indenização e depois, comprares a terra de volta, a preço de banana. O chato é que vais ter de agüentar o pessoal fazendo banquete com os teus porcos e o teu gado. Mas vale tudo, por uma boa causa. E os governos não vêem, que depois das indenizações, surgem empresas poderosas, no meio da invasão. Como pode, no meio de uma terra indenizada, surgir empresas, com silos e depósitos que não vão trazer economia alguma para o assentamento? Algumas dessas, até ex-proprietárias das próprias terras. Como pode? Recebem indenização e depois voltam para a mesma terra? Mas é tudo festa. Quando não é Carnaval, é Boi. Quando não é churrascada, é feijoada, mas no fim, acaba tudo em pizza. Mamma mia, Ma che cazzo! E a sujeira no campo, o desmatamento aumentando e os insetos, sem terem onde se abrigar, vão se esconder na tua casa. E tu pegas malária, encarecendo o serviço público. E os governos investindo pesado na pecuária e discursando pela preservação das terras. Parece falta de controle das políticas públicas, ou discurso para inglês ver. E tu, cheio de cruzes, cruz credo, esperando que pelo menos se lembrem e coloquem uma cruz, encima da tua sepultura. E quando retornas, ao seio da família, tua filha está rodando no pau de sebo de todo o movimento campesino e a tua mulher, está fazendo strip-tease, para os líderes dos sem-terra, para não dançar na faca. O negócio é descansar e tu ligas a televisão e a discussão sobre a reforma agrária, comendo solta. Uns contra, outros dizendo que fizeram mais reforma agrária do que todos os outros governos, por que o INCRA entregou título de terra, como se fosse só isso e a questão agrária, passa governo, entra governo, continua sem solução. A única solução palpável que se vê, são os pistoleiros matando quem discorda dos grandes pecuaristas, donos de madeireiras e grileiros e até hoje, ninguém sabe por que os pistoleiros fazem isso. Deve ser algum espírito maligno que baixa no couro dessa gente. Rapaz, Seu Clovis dizia que quando não tem solução, solucionado está. Há divergências. Resolves tomar um banho no rio, para tirar a urucubaca que parece, baixou em ti e sais todo cheio de cocô. Dizem as más línguas que Iemanjá e Oxumaré, morreram afogadas no Brasil, com tanto cocô nos rios e no mar. A velha política de achar que rio e mar brasileiro, é fossa pública e todas as sujeiras, vão para lá, como se por alguma mágica, ele fosse auto-limpante, como fogão moderno. O cara gasta uma nota, para viver em um condomínio luxuoso, por que está em frente a algum espelho d’ água e o próprio esgoto do condomínio, acaba poluindo tudo, sem nenhuma providência, para tratar as águas servidas e muito bem servida, com toda espécie de porcaria que despeja direto nas fontes de água. E ainda tem gente que paga caro por isso e acha que é ser desenvolvido. Fazer o quê? É uma cocôzada desgraçada, cheia de lombrigas, cheia de doenças e lá vais de novo para o hospital, Não tem jeito que o torcicolo não cura. É entrar no trator a dor voltar, com vontade. É micose, é meiose, e o pessoal querendo que tifose e o escambau. Aí quando começas a exigir o que te cabe deste latifúndio, aparece um general, com a ideologia que ainda perdura nas Forças Armadas Brasileiras, de que há o cidadão subversivo e o cidadão que eles têm de defender, como se ainda estivéssemos no Regime de Exceção, onde só o cidadão que pensa como eles, merecia ser tratado como brasileiro e os outros, eram todos subversivos. Então ele manda meter bala em quem se mexer. Considera todo mundo que não cumpre ordens, subversivo. É que o princípio da democracia, ainda não foi disseminado, entre os brasileiros e ainda tem gente achando que para manter a liberdade, a melhor coisa, é meter o país, numa ditadura. Inclusive gente à frente de partidos que se dizem popular. E tu, cheio de coceiras, com a febre da malária te fazendo tremer mais do que a China, tens de te manter rijo. Depois de horas de ordem unida, todo mundo é liberado inclusive tu e vais assistir televisão de novo. O general maluquinho, aparece sendo condecorado pelo o que não realizou. Não dá nem para abrir a boca, por que da primeira vez, foste parar no hospital e saíste com pneumonia e na última, tiveste de ficar mais duro do que o padre voador, no meio da tempestade, preso aos balões – e agora nem dá para dizer que não sabes do que se trata Madame Martin -. E num dia qualquer, os teus filhos menores, voltam de férias, felizes, dizendo: “Nós fumo, mas vortemo.” E então verificas que se a educação no Brasil é ruim, até nas capitais de maiores recursos, imagina no campo. E os teus filhos maiores, finalmente aprovados no vestibular de uma dessas faculdades que tanto faz ser particular, ou pública, está tudo como exame laboratorial, a maior encosta, chegam mostrando um diploma impresso em papel da melhor qualidade, escrito em negrito, feitos nas gráficas mais modernas do momento, com tinta dourada, onde apresentam: “Diploma pela Graduação na Falcudade de Agronomia”, assinado Doutor Macola – é, filho do campo não procura outra possibilidade de conhecimento. Ou é agrônomo, ou vira cheira pau, mais conhecido como engenheiro de madeiras, como se existissem só essas duas possibilidades na educação na vida - . Pelo menos os meninos devem ter aprendido a mexer na terra. Por que pelo que aprenderam, quando abrem a boca, é só estrume. Adubo natural e ecológico. O retrato da educação nacional, estatisticamente de Primeiro Mundo... Nem a vida no campo está fácil. Como ainda sobrou um gado, um porco e alguma criação de outras culturas na fazenda, resolves vender tudo, antes de uma nova invasão. Ganhas um bom dinheiro e tens de guardar debaixo do colchão, por que banco no Brasil, é só para bater recordes de lucros. Perder dinheiro no campo, nem pensar. Só se for, para cobrar taxa sobre taxa, sobretaxa, como eles fazem até hoje com o cálculo dos juros e não tem cristão que tire essa prática, assim meio sem ética, sem denodo com o bem dos outros, algo que se fosse praticado por um qualquer, seria logo taxado de ladrão. E serias mostrado sem perdão, como bicho em zoológico, como fazem com os Nardoni que o CSI São Paulo, acusou-os de terem jogado a filha do homem, lá no jardim e os vizinhos de outros edifícios, corroboraram com o laudo, dizendo até que ouviram, à milhas de distâncias, um chamando o nome do outro, outro chamando nome para o um,perfeitamente audível, em São Paulo, no quinto andar e nos edifícios do outro lado da rua. Cuidado que quando a polícia acusa alguém de bandido, ela faz de tudo, para encerrar o caso, antes até de ser julgado. Avisam a população, a hora, o dia e o lugar, onde o acusado vai ser apresentado. Não vestem o acusado com colete à prova de balas. Não interditam as ruas próximas. Querem de todas as maneiras que a população, faça justiça com as próprias mãos – existe uma história em Manaus, de muito tempo atrás, no tempo em que nem eu, era nascido, onde se acusou um jovem de um crime contra um taxista. A polícia o prendeu, colocou no bagageiro, avisou a todos os taxistas, a hora, o lugar, e como iriam passar. Deixaram a porta aberta, “sem querer”, do camburão e numa certa altura, os taxistas interceptaram o carro da polícia e justiçaram o tal de Delmo. Tempos depois, foi se ver que ele era inocente e tudo aconteceu, por pura inveja. Ele era bem nascido, era bonito, era inteligente... Mas ninguém nos dias de hoje, mesmo vivo, diz que apoiou a justiça feita naquele tempo. E vai ver, ainda acha correto o que estão fazendo com o casal, assassino, ou não. Democracia e liberdades civis, é muito bonito de dizer que apóia, muito difícil de se levar adiante. Só se doer na nossa pele - Certa noite – não sei por que ladrão adora roubar à noite. É que nem o pessoal que pensa que só se transa à noite e que motel só abre nos fins de semana e depois das 18:00h, fecha durante final de semana e nos feriados -, recebes a visita do amigo do alheio. Não, não é nenhum banqueiro com agência no Brasil. É um ladrão de galinha que resolveu te roubar na maior cara de pau. Ele leva uma quantia pequena. Então chamas a polícia. Imagina, que na cidade grande, só se vê a polícia quando entregam veículos novos, no interior, é quase sempre um sargentão, semi-analfabeto, cheio de preconceitos e mau encarado e intencionado, à frente, com todo o poder de polícia. Tu tens de falar tudo o que aconteceu, e dizes o que sobrou e de repente, na maior cara de pau, recebes a visita do meganha, cheio de autoridade. Exigindo o que sobrou, para custear a investigação. É interior e ninguém vai saber mesmo. A presença do estado só é sentida, quando os rizicultores descendentes de europeus, querem tomar as terras dos índios, com interesses escusos e uma ficha criminal tão longa, quanto as 500 milhas náuticas brasileiras. Como não tens mesmo mais o que fazer, decides ir assistir televisão. E vês a propaganda de um determinado partido político, anunciando mais impostos para serem aplicados em mais investimentos na Segurança Pública. E ao fim do programa partidário, vês que é o partido do governador do estado. O partido onde a segurança é de primeiro mundo, na televisão. PTMDBSDemB. Tens uma crise de nervos e decides voltar para a cidade grande e deixar de frescura de querer uma casa no campo. Voltas para a cidade grande. Grande, não pela estrutura que tem, não pelas idéias que circulam, mas ditas grandes, de inchaço, de todo mundo querendo um lugar ao sol, já que fora delas, existe vida, como no universo, é lógico. Mas onde? Ninguém sabe, ninguém viu. Nas rodovias brasileiras, só passam tratores. Estavas até ficando melhor do torcicolo, mas não tem jeito. A vontade é de mandar tudo para a PAC pariu, mas tens de te controlar, senão vais ficar maluqinho que nem o general e ainda vais corroborar com o que falam mal de ti, pelas costas. Ainda mais hoje que para subir, muita gente tem que denegrir a imagem dos outros. No meio do caminho, roubam o trator e tens de seguir caminho à pé. E tu que pensavas que irias ter mais tranqüilidade, verificas que a coisa é bem pior do que pensavas. Inclusive aquelas moscas varejeiras, estão te acompanhando até agora. Deve ser amor. E vens trazendo tudo o que é doença do campo, para se misturarem às doenças da cidade. E tu que pensavas que aquele mal cheiro de cocô de vaca, aquela sujeira de porco, aquele rio onde deságua todo tipo de esgoto, eram as piores coisas do mundo, passas na frente de um desses rios que os governos insistem em dizer que fizeram trabalho de limpeza e de drenagem e acabam parecendo o maior banheiro do mundo. Além do número um e do número dois – para quem não sabe, o número 1, é a necessidade física feita no W.C. que não precisa de acompanhamento e os cabras machos, fazem em pé. E o número 2, é aquela necessidade que até cabra macho, tem de sentar, a não ser na China e no Quartel, para realizar e sempre vem acompanhada pelo número 1 -, o pessoal ainda joga garrafa pet, lixos dos carros, de geladeira, a fogão e até peça de carros, quando não o próprio. Cruz credo, a febre recomeçou na hora certa e te faz dançar mais do que o Michael Jackson. Te faz mexer mais do que os prisioneiros de Guantânamo, levando choque, nas mãos da CIA. Resolves pegar um táxi, na intenção de andares mais rápido, singrar a 4ª dimensão, ou seja, o tempo/espaço, num tempo menor, numa velocidade maior. E verificas que andar de carro hoje em dia, não quer dizer literalmente isso. Com tanto engarrafamento, está mais fácil dizer que a gente está parado de carro, do que andando de carro. E se alguém perguntar como estás indo, avisa que estás no meio de um engarrafamento, literalmente parado, por isso não estás indo, nem vindo. Parece brincadeira, mas engarrafamento só acontece quando a gente está ao lado desses rios, mangues, igarapés drenados e poluídos, como se fosse a melhor solução para todos. Pode não ser para todos, mas obra pública, sempre é a solução para alguns, o paraíso do superfaturamento, do desvio de verbas, de falcatruas. Não é difícil imaginar por que o pessoal resolveu fazer obras em tudo o que é lugar. Inclusive, na beira de rios e igarapés e hidrelétricas no Madeira. São obras que dizem querer preservar os rios, mas tiram a mata ciliar, exatamente das beiradas, do leito desses ecossistemas e colocam cimento de cima a baixo. Preserva sim. Isso é concreto, ninguém discorda. Inclusive é um rio de dinheiro, um mar de lama, com gastos exorbitantes, para o benefício de todos. De todos? Os envolvidos nessas obras faraônicas que no futuro se mostrarão ineficientes. Mas a ordem é ficar rico de qualquer maneira, com a coisa pública, nem se para isso, for necessário, acabar com o público da coisa. Abrem um processo para a execução das obras, em dois dias, acabam com o dinheiro destinado às obras e têm de se valer de adendos que em todo projeto público nacional, parece que já está implícito que se vai ter de fazer uso. Alguém conhece um projeto que foi realizado de uma vez, sem precisar aditar? E um único adendo apenas, nunca é o suficiente. Então, lá vem adendo sobre adendo. Projeto 458/2010... Proejto 458/2010 Primeiro Termo Aditivo 1... Projeto 458/2010 Termo Aditivo 145... Projeto 458/2010 Termo Aditivo 3458... E o tempo passa e se tem de recalcular os custos, a inflação do período e uma, ou outra mexida que o engenheiro e o arquiteto, tiveram a idéia de refazer, depois das obras calculadas e já sendo executadas. E o engarrafamento comendo solto, aquele cheiro de mangue e de podre que enriquece muita gente no país e destrói os recursos hídricos, até hoje, e se acaba com as hidrovias, para se fazer rua, para a passagem de carro particular, com uma, ou outra pessoa e o pessoal com aquela impressão de que se buzinar, vai resolver alguma coisa. E tu que pensavas que barulho, era aquele zunido daquelas moscas rola-bosta no pasto, enchendo o teu saco. Um começa a buzinar daqui e logo todo mundo está buzinando, como uns Maria-vai-com-as-outras e nem assim, o trânsito anda, lógico. Mas pelo menos os caras ficam sentindo orgasmos, como se estivessem protestando de verdade, contra alguma coisa. Na hora de se pronunciarem sobre as questões que os envolvem, inclusive o trânsito, preferem se abster e continuar tudo como antes, no quartel de Dantes, ou seria de Abranches? E passam a bola para os outros, para protestarem por eles, como se o protesto individual, fosse levado em conta. Se nem a pressão popular, muitas vezes resolve, imagina o protesto solitário. O único ato solitário que conheço e resolve e não por muito tempo, é masturbação. Até solitária, resolve o problema dela e deixa um problemão para os outros. E todo mundo parado no maior engarrafamento, no maior buzinaço, na maior sensação de que isso é civilização. De repente, novo, um outro assalto. Tanto carro buzinando, tanta gente parada, foram se invocar justamente contigo, no mesmo dia. Todo mundo vendo, mas ninguém tem coragem de pelo menos, sair em socorro, visto que as pessoas de carro, são em número maior do que os assaltantes à pé. Mas esperam que a polícia, os políticos, resolvam tudo, inclusive a covardia de estarem vendo as coisas acontecerem na sua frente e não mexerem um sobrolho, pelo menos, para verem melhor. Até que tu, caboco do intério, sais correndo atrás de um daqueles filhos de uma égua que te roubou a bolsa, com os documentos e não sabias que ninguém ajuda nesses casos e ficam todos esperando que apareça o Batman, o Superman, ou Homem-Aranha, pois eles mesmos, são os próprios Homem-Osga, maior sangue de barata. E levas um tiro de um garoto que vive largado nas ruas, todo mundo vendo e todo mundo dizendo que adora criancinha, mas as crianças de rua... Bem, como disse aquela juíza de Brasília, justificando o assassinato do Pataxó: “Eles confundiram. Pensaram que fosse um mendigo.” Vai ver que assim como mendigo que não deve ser gente, as crianças de rua, também não são crianças. Ainda bem que nos orgulhamos de não sermos racistas, preconceituosos, nem discriminatórios. Finalmente chegas a um lugar qualquer. Post-mortem. Não interessa se é o Céu, ou o Inferno. Mil vezes melhor do que aquela anarquia que nunca tem solução e ainda assim, tem quem defenda a manutenção daquela zorra. Aparece um ser de luz, algo como um entrevistador e pergunta se queres fazer uso da vida adicional – sabe videogame em que o teu bonequinho é acertado diversas vezes e assim mesmo, ainda ganhas vida adicional”- e tu dizes que nem morto, pois vivias na maior Mérida – nome de cidade na Espanha, no México, na Venezuela, em Porto Rico... - e ele te mostra Darfur, onde negro enxota negro, por causa de fanatismo religioso – o que para mim, já se configura em pleonasmo. Fanatismo e religioso, é a mesma coisa. Falou que acredita em Deus, eu já acho que tem algum problema psíquico, alguma psicopatia séria e perigosa que se esconde sob o discurso do bonzinho -, deixando quem não professa a mesma ideologia fanática, à própria sorte, no mato sem cachorro, mas cheio de feras. E tu, insistes em deixar a vida adicional, de lado. Nem te chamas Mario e como é filho único, nem podes ser Bros. de ninguém. É melhor ficar calado e garantir o lugar nesse lugar. Vai que eles se enganam e ao invés de te mandarem para o Brasil onde já está o maior inferno, mandam-te para a Europa, ou para a África do Sul, a terra que dizem, superou o Apartheid, como imigrante. Melhor ser um morto vivo, do que viver à beira da morte. E tu que pensavas que estavas fu... e mal pago no Brasil, foi preciso morrer para ver que se cutucar, sempre aparece coisa pior. E ainda deixam as unhas da gente sujas e mal cheirosas, como as ruas de Nápoles. E ainda vais querer um macarrão à napolitana? Tens coragem?
Nenhum comentário:
Postar um comentário