Em Ciência Política, disse-se que toda forma de luta, é direito de quem se acha oprimido. Injustiçado e até com perigo de vida. Até concebe-se que todo preso, comum ou não, intente uma fuga, o que não deve ser visto como um direito dele, mas algo intrínseco à condição.
Em Filosofia, entre terrorismo e guerrilha existem diferenças gritantes. Não que um grupo guerrilheiro não possa entrar no campo do terrorismo. Mas também não significa que um governo constituído, não possa se valer do terrorismo, físico e/ou psicológico, para conseguir o que quer.
Em Sociologia, já se disse que quem é oprimido é que tem de espernear, pois esperar que o dominador se compadeça e se desfaça do poder que tem, sem uma luta, sem algo que o demova da idéia, é esperar demais.
Em Física, quanto um corpo está preso não tem mais para onde expandir, a tendência é que rompa o recipiente.
A ONDA QUE QUEBRA AQUI, REPERCUTE LÁ
Dia desses um dos coordenadores da Campanha McCain caim, caim, foi pego arquitetando um fato que pudesse alavancar o nome do seu candidato. Perguntado se um fato como um ataque às Torres Gêmeas, ou um ato violento da guerrilha palestina contra Israel poderia ser de grande valia para o seu candidato, a única resposta que pode dar, foi admitir que sim. E perguntado se estavam articulando algum fato dessa magnitude para colocar o candidato dele na frente da disputa eleitoral, ele de novo, teve de ser sincero, o que é difícil para os republicanos nos EUA, apesar de serem cristãos de carteirinha. Admitiu que sim.
Obama um candidato que não agrada em nada a elite dos EUA, está na frente das intenções de voto. Isso vai contra todos os princípios da “democracia” estadunidense. Não por ser negro, isso é superado, quando se tem como pet-bitch, Ms Rice e já se teve como comandante geral, um outro negro; mas principalmente, por ter muita ligação com árabes e o mais inadmissível, mulçumanos. É a própria democracia cristã. Tudo pode, desde que tudo de acordo com o que queremos, senão...
Apesar da invasão do Afeganistão, do Iraque, do domínio dos poços de petróleo físicos, ou especulativos, a hegemonia estadunidense não está tão forte, quando no início da tal “globalização”. O Neoliberalismo está francamente em queda no mundo todo. O poder dos EUA não mandam tanto quanto gostariam de mandar, mundo afora. Estão mandando em Marte, mas é um tanto quanto distante de nós.
Perdem questões importantes para os seus interesses na OMC, para países nem tão desenvolvidos assim, como o Brasil. Perdem o poder sobre a matriz dos combustíveis através do mundo. Perdem a força, quando o euro se mostra mais forte do que o dólar que coma o Neoliberalismo, está em queda acelerada e não podem reagir a contendo, por seguidas crises financeiras internas que se não fosse a servidão na base do USAid, estariam falidos e mal pagos. Graças que o USAid é usado quando necessário. Cobram caro a tal “ajuda humanitária” dos países que muitas vezes, eles mesmos destroem. Se não fosse essa política de altruísmo, já estariam na bancarrota, já teriam, pelo menos, decretado inadimplência se não, falência total.
Os países que os EUA decretam como apoiadores do terrorismo internacional, mesmo que a decisaão da ONU não sinalize assim, mostram claramente que, dentro da soberania de seu povo, podem negociar alterações pleiteadas pelas normas internacionais. A Coréia do Norte, um dos monstros na fila de espera para ser invadido, mostrou que está pronta para atender as determinações internacionais, desde que, coerentes. O Irã permitiu a visita da Comissão de Energia Nuclear das Nações Unidas e mostrou que a implantação da energia nuclear, é para fins energéticos.
Esse negócio de fins pacíficos, é coisa para enganar otário. Aliás, não são os fins que determinam para que servem os meios. Um fio conectado a uma tomada, contendo energia, isto é, se pagaram a conta de luz e tudo funcionando a contento, pode-se dizer que se presta a um bem pacífico, ou terrorista? A energia chega até um secador de cabelo, pode-se dizer que é pacífico? Sim. Um espírito de porco, na hora em que alguém da família do Uribe está usando-o, joga um balde de água, a energia ainda é para fins pacíficos. Não. Mas quem determinou seu fim, não foi ela e sim quem se utilizou dela. E se um outro espírito de porco cortar o fio, antes que chegue ao secador e com a ponta energizada, decida matar alguém dando choque como dão nos presos de Abulgraib e de Guantânamo? Podes crer que é terrorismo do brabo.
FAÇA O QUE EU MANDO, NUNCA O QUE EU FAÇO
Esse papo de fins pacíficos, luta contra o terror, está parecendo mais, uma forma de deixar todo mundo com medo de contrariar as decisões dos poderosos. “Faremos tudo o que o mestre mandar. Faremos todos.”
Supondo-se que se debata na ONU sobre uma invasão em um país do Oriente Médio e a votação diga que as Nações Unidas são contra. Mesmo assim, inventam-se armas de destruição em massa, apoio a terroristas que atacaram o maior centro financeiro do país invasor, histórias e mais histórias. Mesmo contra a decisão da ONU, invade-se o país e depois de tudo, depois de matarem os líderes políticos, depois de saquear os cofres do país, com um interventor adventício e de repartir entre os seus, as riquezas minerais, descubra-se que tudo não passou de uma grande mentira. Pergunta-se: Quem é terrorista? Pergunta-se ainda: A democracia admite posições contrárias? E mais: Quem não comunga com os mesmos ideais de alguém, pode ser considerado terrorista só por isso? Um pouco além: Os povos são soberanos e podem apoiar quem bem entendem, mesmo que não financiem ninguém?
Bem, como eu não entendo muito bem de democracia, não estou entendendo como o mundo está reagindo a tudo.
Luta de guerrilha, uma das formas de luta contemplada até em livros didáticos, hoje é chamada de terrorismo. Digamos que os partisans durante a Segunda Guerra, fossem chamados de terroristas e tivessem suas ações restritas, o que aconteceu realmente. Os partisans, praticavam a luta de guerrilha e por isso, lutavam contra a democracia? Deveriam agir “pacíficamente” e deixar o Adolf, Hiroito e Mussollini dominarem o mundo? Digamos que a França tivesse invadido a Argélia e ao invés de se utilizar a luta de guerrilha para enfraquecer o adversário, todos tivessem agido “pacificamente”. A Argélia seria independente hoje? Digamos que ao invés do PC da Índia descarrilar trens, ao invés de enfrentar o Exército Inglês, tivesse acompanhado aquele pilantra que vivia na Inglaterra – história parecida com a história da coitadinha. Um descompromissado com seu país - e se apresentou como o salvador da pátria, e ao invés de se utilizarem da luta, tenham acompanhado o outro para tomarem chá juntos com a rainha, a Índia, o Sri Lanka, o Paquistão existiriam hoje? Digamos que os EUA desmatando as florestas do Vietnã, subjugando o povo vietnamita, mandando e desmandando no país dos outros, ao invés de se utilizarem da guerra de guerrilha, ficassem “pacificamente” discutindo o sexo dos anjos, o Vietnã seria um país nas mãos de seu povo? Sabe quem negociou “pacificamente”? Os boers, descendentes de holandeses e belgas que dominavam a África do Sul. Sabe com quem eles negociaram? Com os ingleses e os alemães que dominavam o país. Sabe no que acabou tanta negociação? No Apartheid. Talvez ainda exista gente que não saiba o que foi isso. A Inglaterra dominando a África do Sul, dividiu-a entre ingleses – brancos – e sul-africanos – negros -. Quem se insurgisse contra as suas ordens, era considerado terrorista, inclusive pelos EUA. O Mandela ficou preso durante décadas, só por ter posição contrária a dos ingleses, por lutar por dignidade ao seu povo. A Amandla foi morta, assim como tantos outros, por que queria ser tratada como pessoa, dentro de sua própria casa. Sabe por que? Por que a exploração opressora dos países desenvolvidos, tinha a África do Sul, como uma mina, na acepção da palavra. É o maior produtor de diamantes do mundo, até hoje. Além de tantas outras riquezas minerais. E sabe o que a “democracia cristã” achava que era justo? Os sul-africanos, maioria e em seu país, escravos e só podiam obedecer ordens que emanavam dos brancos únicos eleitos. Os arianos. Só não entendi até hoje, por que o Hitler morreu. Deixou um legado duradouro. Os ingleses que tiravam toda a riqueza do solo da África do Sul e levavam para desenvolver a Inglaterra, viviam nababescamente, em cidades com todas as condições dignas para se viver e até além, do que se possa imaginar. Os negros viviam em guetos, sem a menor higiene e se reclamassem, eram mortos, por ser considerados e chamados de terroristas. Justamente o clamor popular por liberdade, pelo fim de qualquer apartheid, social, político, ou econômico, ainda hoje é terrorismo. Só muda de época e de região, mas o domínio na base de nomear os outros pejorativamente, continua.
DEMOCRACIA COISA DE LOUCO
Com a hegemonia norte-americana, com o Neoliberalismo que grassou e desgraçou a própria economia estadunidense, ninguém pode ter visão diferente dos poderosos. Um país que deveria ser soberano e que seus governantes eleitos democraticamente se colocam a favor desta, ou daquela luta contra os poderosos, logo é chamado de terrorista. E agora está virando moda até em novela, não se discutir politicamente, mas psiquiatricamente. Foi contrário, “é louco”. E ainda se acham contemporâneos. Isso já fizeram com a Chiquinha Gonzaga, com a Camile Claudel, com o Ernesto Nazaré, com tanta gente que desejavam que ficassem longe das vistas das pessoas que podiam ser influenciadas por propostas e idéias novas, por não se adequarem ao caprichos de quem tinha mais poder econômico e de mando da época.
Certa vez, um professor psiquiatra da UFAM – que mais parecia um paciente do que um especialista, mas muito lúcido - dizia que no Amazonas, tinha-se a mania de acabar com o outro, chamando-o de louco. Sem nenhum laudo psiquiátrico, ou psicológico, um desafeto começava a chamar repetidamente o outro de louco e no fim, todos acreditavam que o sujeito era louco mesmo. Algumas vezes por causa de usar um cabelo diferente dos “normais”, ou por não se vestir como dizia o figurino, ou ainda, por que não queria se curvar a quem o chamava de louco. De repente perdia o emprego, as amizades, ninguém o chamava para assumir nenhum cargo, mesmo que mostrasse competência, as pessoas se desviavam dele e não queriam sua presença em nenhum evento que participavam, com medo de se contaminarem com a loucura que não passava de ponto de vista diferente. Acabava no ostracismo total.
Acho que algum amazonense, desses que adora nomear os outros de maluco, está assessorando o Bush. O Presidente do Irã que se coloca contra o poder e a hegemonia dos EUA, mesmo trazendo para o país dele, pesquisa tecnológica, ciência e não alinhamento, é chamado de terrorista e de louco. Pronto, ninguém discute politicamente, as ações do Persa. Ele é louco. É mais fácil do que mostrar incoerência em suas pretensões. O Presidente da Venezuela quer acabar com aquela pouca vergonha do Apartheid Venezuelano, em que o pessoal da PDVSA comia do bom e do melhor, torrava todo o dinheiro do petróleo nos EUA e a grande maioria dos venezuelanos, vivendo em regime de miséria. Foi tentar diminuir o fosso entre as classes, com isso bateu de frente com os interesses dos EUA, pronto, o Presidente da Venezuela, um coronel boina vermelha e pé marrom que serviu a muitos governos anteriores, com todos os testes físicos e psicológicos rigorosos que se tem de passar nessa corporação, virou terrorista e maluco. Quer dizer, democracia, é só discurso, por que nenhum povo pode ser soberano. Todo mundo tem de comungar da mesma cartilha do G7. Temos de ficar D4. Eu, se eleito democraticamente, não poderia declarar apoio político às FARC, à guerrilha do Sudão, de Darfur se isso for contrário aos interesses dos EUA? Às vezes nem são os interesse de todo o povo. Talvez aos interesses dos republicanos que estão no poder, graças a muita mutretagem – de novo a mentira, como forma de se impor. Não é uma forma de terror? Terrorista – nas eleições, justamente onde o outro irmão Bush, era governador. Foi tanta roubalheira, tanta bandalheira que dizer que é mentira, é sofisma. E a mentira se não me engano, é um dos 7 Pecados Capitais. “Não mentirás”. Os Bush tão religiosos, será que não sabem disso?
SUBSERVIÊNCIA AO EXTREMO
Bem, como já disse, a hegemonia que os EUA pensavam, seria eterna – eles já pensaram tantas vezes em eternidade. As ditaduras patrocinadas por eles, diziam eternas. O Apartheid, disseram eterno. O embargo à Cuba, pensaram eterno -, tem dado mostra de que está se esfacelando, como cubos de açúcar em meio líquido. E para não perder de vez o poder sobre o mundo, tem de manter dentro de redomas, quem se curva a suas ordens.
Perdeu a mão na América do Sul e o pior, está perdendo a mão inclusive na América Central, quando outros países estão se declarando contrários ao embargo comercial a Cuba e estão negociando diretamente, passando por cima das decisões do Pentágono. Inclusive países que formam o G8.
Os subservientes, podem fazer o que bem entendem, nunca são terroristas. Preferem serem mandados a serem soberanos.
Como dizia Seu Clovis: “tem gosto para tudo e ainda sobra quem prefira comer merda.”
Um dos poucos governos que se mostram subservientes ainda, é o Governo de Álvaro Uribe. Não é de hoje que se diz que a família Uribe é a principal mandatária do narcotráfico colombiano. Papai Uribe foi morto quando governava a Colômbia. Os países latino-americanos têm a tendência de cultivar o Apartheid social e político. Enquanto uns têm muito, muitos têm muito pouco. Enquanto uns podem tudo, outros não têm o direito nem de abrir a boca. E a Colômbia quer manter este perfil, por muito tempo, enquanto os outros tentam a sua própria experiência.
A classe dominante da qual o Senhor Álvaro Uribe faz parte, é tão rica, quanto qualquer rico do mundo. O povo colombiano comum, e tão pobre, quanto muitos africanos famélicos que servem de propaganda para shows beneficentes.
Poderoso na Colômbia é quem tem terra, parecendo que ainda não saiu do Estado Feudal. Grandes extensões de terra foram conseguidas através de mutretagem também. Quem tem terra, na maioria das vezes, planta coca, planta nativa que não é droga. A transformação química pela qual passa, sim. Acaba em brilho e mesclado, ou crack e é o fim.
Existe uma insatisfação notória na Colômbia que se tenta esconder debaixo do tapete, pois como na Índia antiga, as sociedades de castas, não deixavam haver troca de classe social. Na Colômbia ainda é assim. Os pobre vão continuar sendo povo para o resto da vida. Os ricos, podem, ou não receber ordens dos EUA e se apresentarem como políticos.
Os índices de desemprego só não são escancarados, por que a população sem emprego formal, é toda carreada para as plantações, refino e tráfico de drogas. A quem interessa manter essa situação? Às FARC? Quem deve ser narcotraficante? As FARC?
AS FARC SÃO UMA FORÇA CONTRÁRIA À VONTADE DOS COLOMBIANOS
Então a insatisfação se transformou em guerrilha. Quero dizer, “terrorismo”. É uma aventura aventureira, como querem nos fazer crer. Mas me diz uma coisa. Uma aventura tresloucada qualquer, duraria mais de 40 anos, contra tudo e contra todos? Se não representasse uma insatisfação real, será que tanta gente se apresentaria para fazer parte? Dizem que as pessoas que estão lutando pelas FARC foram seqüestradas. Mas sejamos lúcidos. Se o Pedro Manuel e o Apolinário para formar o seu exército, seqüestrasse-me, seqüestrasse o Chico Doido, o Paulo Podre, o Marco Leso, o Mario Pitomba e o Luis Barbosa, quando somos maioria, por que não nos insurgimos, os matamos, ou os prendemos e nos tornando livres? Estaremos hipnotizados?
As FARC e não a classe-A da Colômbia é que dominam o narcotráfico, não é mesmo? Digamos que quando Papai Uribe foi morto, as FARC pegaram a produção, o cultivo e o trágico para si. Expropriaram a Família Uribe. Mas por que então se arriscam a lutar em condições inóspitas, quando se sabe que as drogas ilícitas, perfazem um grande percentual na receita mundial. Serão lesos?
Como a política internacional está se valendo e muito da mentira, fica difícil até de acreditar nessas notícias.
A Colômbia e o Peru, são o último baluarte da democracia na América do Sul. Será mesmo? Uribe e Mesa mudaram tanto assim? Ou apenas cumprem ordens do Pentágono e tentam desestabilizar a democracia que tenta se firmar no continente e ser soberana?
MINHAS BARBIES, MEU COMPROMISSO
Por que a libertação da Bettancourt está sendo noticiada a dias e leva um bom tempo nos telejornais? Será a política da boa vizinhança? Já estamos sendo simpáticos, por que como andam dizendo, ela será a próxima Presidente da Colômbia e quando assumir, já fizemos muito por sua imagem?
Eu não digo que as coisas são feitas, se não de forma mentirosa, pelo menos de forma a só mostrar o que se deseja.
Para não dizerem que eu ajo da mesma maneira, já vou dizendo. As FARC são terroristas? Nem tanto quanto deveriam. Terror mesmo, seria pegar esse monte de gente seqüestrada que está atrapalhando inclusive os deslocamentos e cortá-los em picadinhos, distribuir pelas cidades e gerar terror. E terror surgiu na Idade Média e não vinha do povo, mas dos governos.
Terrorismo, é usar photoshop para causar comoção na comunidade internacional.
Vamos explicar.
Como a imagem de 2007 mostrava uma mulher sofrida, cabisbaixa, macérrima, como se acabasse de perder a prega rainha e tivesse filosofando sobre; e agora, em 2008, com leishmaniose, apareça forte – nem tanto. Ela sempre teve o biótipo de magra -, zoiuda e queichuda, feinha de dar gosto, mas ativa e fisicamente, aparentando total bem estar, apesar do penteado horroroso que pretende que vire moda? Acho que me enganaram. Pensei, baseado nas notícias que ela estava morrendo, coitadinha, mas era tudo photoshop. Nos confundiram a feiúra dela, com doença.
Mas vamos contar a história do meu ponto de vista, é lógico.
Dentre tantos da classe dominante da Colômbia, uma família, talvez para se diferenciar dos cabocos colombianos, manda todos os seus, estudarem, viverem e gastarem as divisas, nos países de Primeiro Mundo. Coisa de gente que concorda com a intervenção externa em seu país.
Dentre as famílias, eis que surge a Família Bettancourt. Dentre seus membros, Ingrid.
A Colômbia pegando fogo, a contribuição de todo o povo sendo requerida e a mocinha dos Bettancourt, curtindo a vida de nababo, no Primeiro Mundo. “Foda-se o mundo que eu não me chamo Raimundo.” “Colômbia? Não conheço. É distrito de Colombine?” Casamento na França, francês fluente, visto permanente no Primeiro Mundo, vida en vogue, de repente o “até que a morte os separe”, entediou quem vive entediada. Típico dessas meninas acostumadas a brincar com boneca Barbie. Não era assim na propaganda da Barbie com o Ken. “Hoje eu vou brincar com a Barbie Escoteira. Ah, cansei! Agora eu quero a Barbie Narcotraficante. Não quero mais! Vou comprar o Ken Astronauta. Cansei! Vou procurar a Barbie Marilyn Monroe para comprar, custe o que custar. Ah, eu estou achando tudo tão entediante!” Cansou do casamento, cansou de cuidar dos filhos e como muita gente faz, resolveu jogar tudo para o espaço e curtir umas férias no Caribe. “Vou tirar férias das minhas responsabilidades. Não quero ser mais eu. Cansei dessa vida!” Tirou férias na Colômbia especificamente.
“Ih, aqui em Colômbia não tem montanha-russa, não tem roda-gigante, não tem bungie-jumpie, assim não vai dar praia. Tenho de procurar um esporte radical, para não me entediar ainda mais. As praias do Caribe estão lotadas com os pobres sul-americanos. Que tédio! Já sei, o grande barato é ser política. Vou de Partido Verde, por que não se precisa ser coerente, não tem ideologia mesmo, mas dá para tirar onda!”
A porrada cantando, a Colômbia o maior perigo, permanecer vivo, é mais difícil do que ganhar cinco vezes na lotto dos EUA com valores acima de US$ 500,000,000.00. Se não se morre nas mãos das FARC, ainda se tem de se desviar da ELN, dos paramilitares que executam, violentam, mas ninguém diz nada por que não vão contra os interesses dos EUA e não são considerados terroristas, e se tudo isso não conseguir eliminar o cidadão, ainda se tem de desviar do Ejército de Colômbia e do US Army. Parece filme de far-west. A Colômbia está cheia de bandido. Até o xerife pertence a uma gang. Só não tem mocinho. Mas agora tem a mocinha.
“Ah, as coisas são muito paradas por aqui, nenhuma ópera, nenhuma peça de Molière, nenhuma vernissage, nenhum corredor de lojas Chanel, Yves Saint Loren, Armani, Mont Blanc, Cartier, vou ter de fazer alguma coisa, por que eu sou entediada, está na minha cara. Já sei. Vou encher o saco do pessoal das FARC e quem sabe, viro notícia. Nunca tive vínculo com nada mesmo, vou brincar com a minha vida. Vou chamar minha assessora otária, para darmos uma de Mulher Maravilha e Mulher Macaxeira.” Então como Chapeuzinho Vermelho, entraram de mãos dadas nas matas, atrás do lobo-mau que estava quieto. De repente, pensando que a vida é uma eterna brincadeira, foram seqüestradas. Aliás, nunca se sabe o por que de duas pessoas adultas quererem passear pelos domínios de uma guerrilha. Tiveram muita sorte, foram só seqüestradas.
Será que não queriam só ficar na moita e quando foram seqüestradas, inventaram mais uma mentira?
Anos se passaram e a França elegeu um Presidente de extrema direita que também usa o sofisma, como forma de desviar a discussão política. “Como não pensei nisso antes? O governo está uma bomba, mas a bomba para desviar a atenção é inventar uma missão de resgate da Chapeuzinho Vermelho no meio da mata Seu Lobo.” E se torna uma questão de honra. A Chapeuzinho Vermelho aparece em fotos, em filmes de celulares, em... Mas me diz uma coisa. Os “narcotraficantes” não são ruins? Não são terroristas? Como os seqüestrados tinham celulares e como eles reabasteciam a bateria? Mistério!
Para comover todo mundo de que os “terroristas” são ruins, sem Deus no coração, um trabalho de photoshop para dar um ar de famélica à vítima coitadinha. “Meu Deus do Céu, ela está morrendo. Oremos irmãos, como oramos pela Whitney Houston. Coitadinha! Todo mundo chorando! Buáááá’.”
Então o US Army, como fez no Araguaia, na década de 1970 invade a Colômbia, faz o que bem entende e diz que foi uma ação do Ejército de Colômbia. A Chapeuzinho que foi seqüestrada por uns monstros, está livre. “Eu não gostei dos hotéis de selva das FARC, por que não tinha sabão de luxo, nem banheira com sais de banho, muito menos roupão com fios de ouro, para me cobrir depois de cada banho. Uma pobreza extrema. Nunca mais vou brincar de ser seqüestrada. Quase eu pago caro. Se não me resgatam, eu continuaria comendo o pão que o Diabo amassou, logo eu, uma frango-colombiana? Fiquei entediada. Para você ver, sem laptop, nem conexão wireless. Odiei. Sabe de uma coisa, cansei da Colômbia, vou voltar para o Primeiro Mundo. Nunca tive compromisso com nada mesmo, por que tenho de ter agora? Meus filhos, quanta saudade. Logo eu que sempre me preocupei tanto com vocês. Tanto que me mandei e deixei todo mundo a ver navios. Faz parte! Agora que virei heroína no país da cocaína, vou embora para parecer importante, vindo de fora, como as ordens da Casa Branca.”
E aí, os grandes cientistas sociais, já estão falando em paz. Paz! Mas me explica o que significa isso, por que eu sou rude. Como paz, sem resolver as questões de fundo? Como paz se não se faz nada por mudanças? Como paz, para manter tudo como está? As grandes fortunas do tráfico, mandando e desmandando e a grande maioria da população, seus escravos? Paz? Isto não seria uma forma de achar que todo mundo é leso? E nesse discurso de paz, os problemas se resolvem, fazendo-se de conta de que eles não existem? As festas juninas já acabaram, mas o grito ficou e ecoa mundo afora: “Olha a cobra.” “É mentira!” “Olha a chuva.” “É mentira!” “Olha o combate ao terrorismo.“ “É mentira!” “Olha o Osahma bin Ladden, contra as ordens dos EUA.” “É mentira!” “Olha a soberania dos povos.” “É mentira!” “Olha a democracia.” “Onde, onde, onde? Na Colômbia, em Guantânamo, ou na fronteira com Israel? Os outros são terroristas.”
Em Filosofia, entre terrorismo e guerrilha existem diferenças gritantes. Não que um grupo guerrilheiro não possa entrar no campo do terrorismo. Mas também não significa que um governo constituído, não possa se valer do terrorismo, físico e/ou psicológico, para conseguir o que quer.
Em Sociologia, já se disse que quem é oprimido é que tem de espernear, pois esperar que o dominador se compadeça e se desfaça do poder que tem, sem uma luta, sem algo que o demova da idéia, é esperar demais.
Em Física, quanto um corpo está preso não tem mais para onde expandir, a tendência é que rompa o recipiente.
A ONDA QUE QUEBRA AQUI, REPERCUTE LÁ
Dia desses um dos coordenadores da Campanha McCain caim, caim, foi pego arquitetando um fato que pudesse alavancar o nome do seu candidato. Perguntado se um fato como um ataque às Torres Gêmeas, ou um ato violento da guerrilha palestina contra Israel poderia ser de grande valia para o seu candidato, a única resposta que pode dar, foi admitir que sim. E perguntado se estavam articulando algum fato dessa magnitude para colocar o candidato dele na frente da disputa eleitoral, ele de novo, teve de ser sincero, o que é difícil para os republicanos nos EUA, apesar de serem cristãos de carteirinha. Admitiu que sim.
Obama um candidato que não agrada em nada a elite dos EUA, está na frente das intenções de voto. Isso vai contra todos os princípios da “democracia” estadunidense. Não por ser negro, isso é superado, quando se tem como pet-bitch, Ms Rice e já se teve como comandante geral, um outro negro; mas principalmente, por ter muita ligação com árabes e o mais inadmissível, mulçumanos. É a própria democracia cristã. Tudo pode, desde que tudo de acordo com o que queremos, senão...
Apesar da invasão do Afeganistão, do Iraque, do domínio dos poços de petróleo físicos, ou especulativos, a hegemonia estadunidense não está tão forte, quando no início da tal “globalização”. O Neoliberalismo está francamente em queda no mundo todo. O poder dos EUA não mandam tanto quanto gostariam de mandar, mundo afora. Estão mandando em Marte, mas é um tanto quanto distante de nós.
Perdem questões importantes para os seus interesses na OMC, para países nem tão desenvolvidos assim, como o Brasil. Perdem o poder sobre a matriz dos combustíveis através do mundo. Perdem a força, quando o euro se mostra mais forte do que o dólar que coma o Neoliberalismo, está em queda acelerada e não podem reagir a contendo, por seguidas crises financeiras internas que se não fosse a servidão na base do USAid, estariam falidos e mal pagos. Graças que o USAid é usado quando necessário. Cobram caro a tal “ajuda humanitária” dos países que muitas vezes, eles mesmos destroem. Se não fosse essa política de altruísmo, já estariam na bancarrota, já teriam, pelo menos, decretado inadimplência se não, falência total.
Os países que os EUA decretam como apoiadores do terrorismo internacional, mesmo que a decisaão da ONU não sinalize assim, mostram claramente que, dentro da soberania de seu povo, podem negociar alterações pleiteadas pelas normas internacionais. A Coréia do Norte, um dos monstros na fila de espera para ser invadido, mostrou que está pronta para atender as determinações internacionais, desde que, coerentes. O Irã permitiu a visita da Comissão de Energia Nuclear das Nações Unidas e mostrou que a implantação da energia nuclear, é para fins energéticos.
Esse negócio de fins pacíficos, é coisa para enganar otário. Aliás, não são os fins que determinam para que servem os meios. Um fio conectado a uma tomada, contendo energia, isto é, se pagaram a conta de luz e tudo funcionando a contento, pode-se dizer que se presta a um bem pacífico, ou terrorista? A energia chega até um secador de cabelo, pode-se dizer que é pacífico? Sim. Um espírito de porco, na hora em que alguém da família do Uribe está usando-o, joga um balde de água, a energia ainda é para fins pacíficos. Não. Mas quem determinou seu fim, não foi ela e sim quem se utilizou dela. E se um outro espírito de porco cortar o fio, antes que chegue ao secador e com a ponta energizada, decida matar alguém dando choque como dão nos presos de Abulgraib e de Guantânamo? Podes crer que é terrorismo do brabo.
FAÇA O QUE EU MANDO, NUNCA O QUE EU FAÇO
Esse papo de fins pacíficos, luta contra o terror, está parecendo mais, uma forma de deixar todo mundo com medo de contrariar as decisões dos poderosos. “Faremos tudo o que o mestre mandar. Faremos todos.”
Supondo-se que se debata na ONU sobre uma invasão em um país do Oriente Médio e a votação diga que as Nações Unidas são contra. Mesmo assim, inventam-se armas de destruição em massa, apoio a terroristas que atacaram o maior centro financeiro do país invasor, histórias e mais histórias. Mesmo contra a decisão da ONU, invade-se o país e depois de tudo, depois de matarem os líderes políticos, depois de saquear os cofres do país, com um interventor adventício e de repartir entre os seus, as riquezas minerais, descubra-se que tudo não passou de uma grande mentira. Pergunta-se: Quem é terrorista? Pergunta-se ainda: A democracia admite posições contrárias? E mais: Quem não comunga com os mesmos ideais de alguém, pode ser considerado terrorista só por isso? Um pouco além: Os povos são soberanos e podem apoiar quem bem entendem, mesmo que não financiem ninguém?
Bem, como eu não entendo muito bem de democracia, não estou entendendo como o mundo está reagindo a tudo.
Luta de guerrilha, uma das formas de luta contemplada até em livros didáticos, hoje é chamada de terrorismo. Digamos que os partisans durante a Segunda Guerra, fossem chamados de terroristas e tivessem suas ações restritas, o que aconteceu realmente. Os partisans, praticavam a luta de guerrilha e por isso, lutavam contra a democracia? Deveriam agir “pacíficamente” e deixar o Adolf, Hiroito e Mussollini dominarem o mundo? Digamos que a França tivesse invadido a Argélia e ao invés de se utilizar a luta de guerrilha para enfraquecer o adversário, todos tivessem agido “pacificamente”. A Argélia seria independente hoje? Digamos que ao invés do PC da Índia descarrilar trens, ao invés de enfrentar o Exército Inglês, tivesse acompanhado aquele pilantra que vivia na Inglaterra – história parecida com a história da coitadinha. Um descompromissado com seu país - e se apresentou como o salvador da pátria, e ao invés de se utilizarem da luta, tenham acompanhado o outro para tomarem chá juntos com a rainha, a Índia, o Sri Lanka, o Paquistão existiriam hoje? Digamos que os EUA desmatando as florestas do Vietnã, subjugando o povo vietnamita, mandando e desmandando no país dos outros, ao invés de se utilizarem da guerra de guerrilha, ficassem “pacificamente” discutindo o sexo dos anjos, o Vietnã seria um país nas mãos de seu povo? Sabe quem negociou “pacificamente”? Os boers, descendentes de holandeses e belgas que dominavam a África do Sul. Sabe com quem eles negociaram? Com os ingleses e os alemães que dominavam o país. Sabe no que acabou tanta negociação? No Apartheid. Talvez ainda exista gente que não saiba o que foi isso. A Inglaterra dominando a África do Sul, dividiu-a entre ingleses – brancos – e sul-africanos – negros -. Quem se insurgisse contra as suas ordens, era considerado terrorista, inclusive pelos EUA. O Mandela ficou preso durante décadas, só por ter posição contrária a dos ingleses, por lutar por dignidade ao seu povo. A Amandla foi morta, assim como tantos outros, por que queria ser tratada como pessoa, dentro de sua própria casa. Sabe por que? Por que a exploração opressora dos países desenvolvidos, tinha a África do Sul, como uma mina, na acepção da palavra. É o maior produtor de diamantes do mundo, até hoje. Além de tantas outras riquezas minerais. E sabe o que a “democracia cristã” achava que era justo? Os sul-africanos, maioria e em seu país, escravos e só podiam obedecer ordens que emanavam dos brancos únicos eleitos. Os arianos. Só não entendi até hoje, por que o Hitler morreu. Deixou um legado duradouro. Os ingleses que tiravam toda a riqueza do solo da África do Sul e levavam para desenvolver a Inglaterra, viviam nababescamente, em cidades com todas as condições dignas para se viver e até além, do que se possa imaginar. Os negros viviam em guetos, sem a menor higiene e se reclamassem, eram mortos, por ser considerados e chamados de terroristas. Justamente o clamor popular por liberdade, pelo fim de qualquer apartheid, social, político, ou econômico, ainda hoje é terrorismo. Só muda de época e de região, mas o domínio na base de nomear os outros pejorativamente, continua.
DEMOCRACIA COISA DE LOUCO
Com a hegemonia norte-americana, com o Neoliberalismo que grassou e desgraçou a própria economia estadunidense, ninguém pode ter visão diferente dos poderosos. Um país que deveria ser soberano e que seus governantes eleitos democraticamente se colocam a favor desta, ou daquela luta contra os poderosos, logo é chamado de terrorista. E agora está virando moda até em novela, não se discutir politicamente, mas psiquiatricamente. Foi contrário, “é louco”. E ainda se acham contemporâneos. Isso já fizeram com a Chiquinha Gonzaga, com a Camile Claudel, com o Ernesto Nazaré, com tanta gente que desejavam que ficassem longe das vistas das pessoas que podiam ser influenciadas por propostas e idéias novas, por não se adequarem ao caprichos de quem tinha mais poder econômico e de mando da época.
Certa vez, um professor psiquiatra da UFAM – que mais parecia um paciente do que um especialista, mas muito lúcido - dizia que no Amazonas, tinha-se a mania de acabar com o outro, chamando-o de louco. Sem nenhum laudo psiquiátrico, ou psicológico, um desafeto começava a chamar repetidamente o outro de louco e no fim, todos acreditavam que o sujeito era louco mesmo. Algumas vezes por causa de usar um cabelo diferente dos “normais”, ou por não se vestir como dizia o figurino, ou ainda, por que não queria se curvar a quem o chamava de louco. De repente perdia o emprego, as amizades, ninguém o chamava para assumir nenhum cargo, mesmo que mostrasse competência, as pessoas se desviavam dele e não queriam sua presença em nenhum evento que participavam, com medo de se contaminarem com a loucura que não passava de ponto de vista diferente. Acabava no ostracismo total.
Acho que algum amazonense, desses que adora nomear os outros de maluco, está assessorando o Bush. O Presidente do Irã que se coloca contra o poder e a hegemonia dos EUA, mesmo trazendo para o país dele, pesquisa tecnológica, ciência e não alinhamento, é chamado de terrorista e de louco. Pronto, ninguém discute politicamente, as ações do Persa. Ele é louco. É mais fácil do que mostrar incoerência em suas pretensões. O Presidente da Venezuela quer acabar com aquela pouca vergonha do Apartheid Venezuelano, em que o pessoal da PDVSA comia do bom e do melhor, torrava todo o dinheiro do petróleo nos EUA e a grande maioria dos venezuelanos, vivendo em regime de miséria. Foi tentar diminuir o fosso entre as classes, com isso bateu de frente com os interesses dos EUA, pronto, o Presidente da Venezuela, um coronel boina vermelha e pé marrom que serviu a muitos governos anteriores, com todos os testes físicos e psicológicos rigorosos que se tem de passar nessa corporação, virou terrorista e maluco. Quer dizer, democracia, é só discurso, por que nenhum povo pode ser soberano. Todo mundo tem de comungar da mesma cartilha do G7. Temos de ficar D4. Eu, se eleito democraticamente, não poderia declarar apoio político às FARC, à guerrilha do Sudão, de Darfur se isso for contrário aos interesses dos EUA? Às vezes nem são os interesse de todo o povo. Talvez aos interesses dos republicanos que estão no poder, graças a muita mutretagem – de novo a mentira, como forma de se impor. Não é uma forma de terror? Terrorista – nas eleições, justamente onde o outro irmão Bush, era governador. Foi tanta roubalheira, tanta bandalheira que dizer que é mentira, é sofisma. E a mentira se não me engano, é um dos 7 Pecados Capitais. “Não mentirás”. Os Bush tão religiosos, será que não sabem disso?
SUBSERVIÊNCIA AO EXTREMO
Bem, como já disse, a hegemonia que os EUA pensavam, seria eterna – eles já pensaram tantas vezes em eternidade. As ditaduras patrocinadas por eles, diziam eternas. O Apartheid, disseram eterno. O embargo à Cuba, pensaram eterno -, tem dado mostra de que está se esfacelando, como cubos de açúcar em meio líquido. E para não perder de vez o poder sobre o mundo, tem de manter dentro de redomas, quem se curva a suas ordens.
Perdeu a mão na América do Sul e o pior, está perdendo a mão inclusive na América Central, quando outros países estão se declarando contrários ao embargo comercial a Cuba e estão negociando diretamente, passando por cima das decisões do Pentágono. Inclusive países que formam o G8.
Os subservientes, podem fazer o que bem entendem, nunca são terroristas. Preferem serem mandados a serem soberanos.
Como dizia Seu Clovis: “tem gosto para tudo e ainda sobra quem prefira comer merda.”
Um dos poucos governos que se mostram subservientes ainda, é o Governo de Álvaro Uribe. Não é de hoje que se diz que a família Uribe é a principal mandatária do narcotráfico colombiano. Papai Uribe foi morto quando governava a Colômbia. Os países latino-americanos têm a tendência de cultivar o Apartheid social e político. Enquanto uns têm muito, muitos têm muito pouco. Enquanto uns podem tudo, outros não têm o direito nem de abrir a boca. E a Colômbia quer manter este perfil, por muito tempo, enquanto os outros tentam a sua própria experiência.
A classe dominante da qual o Senhor Álvaro Uribe faz parte, é tão rica, quanto qualquer rico do mundo. O povo colombiano comum, e tão pobre, quanto muitos africanos famélicos que servem de propaganda para shows beneficentes.
Poderoso na Colômbia é quem tem terra, parecendo que ainda não saiu do Estado Feudal. Grandes extensões de terra foram conseguidas através de mutretagem também. Quem tem terra, na maioria das vezes, planta coca, planta nativa que não é droga. A transformação química pela qual passa, sim. Acaba em brilho e mesclado, ou crack e é o fim.
Existe uma insatisfação notória na Colômbia que se tenta esconder debaixo do tapete, pois como na Índia antiga, as sociedades de castas, não deixavam haver troca de classe social. Na Colômbia ainda é assim. Os pobre vão continuar sendo povo para o resto da vida. Os ricos, podem, ou não receber ordens dos EUA e se apresentarem como políticos.
Os índices de desemprego só não são escancarados, por que a população sem emprego formal, é toda carreada para as plantações, refino e tráfico de drogas. A quem interessa manter essa situação? Às FARC? Quem deve ser narcotraficante? As FARC?
AS FARC SÃO UMA FORÇA CONTRÁRIA À VONTADE DOS COLOMBIANOS
Então a insatisfação se transformou em guerrilha. Quero dizer, “terrorismo”. É uma aventura aventureira, como querem nos fazer crer. Mas me diz uma coisa. Uma aventura tresloucada qualquer, duraria mais de 40 anos, contra tudo e contra todos? Se não representasse uma insatisfação real, será que tanta gente se apresentaria para fazer parte? Dizem que as pessoas que estão lutando pelas FARC foram seqüestradas. Mas sejamos lúcidos. Se o Pedro Manuel e o Apolinário para formar o seu exército, seqüestrasse-me, seqüestrasse o Chico Doido, o Paulo Podre, o Marco Leso, o Mario Pitomba e o Luis Barbosa, quando somos maioria, por que não nos insurgimos, os matamos, ou os prendemos e nos tornando livres? Estaremos hipnotizados?
As FARC e não a classe-A da Colômbia é que dominam o narcotráfico, não é mesmo? Digamos que quando Papai Uribe foi morto, as FARC pegaram a produção, o cultivo e o trágico para si. Expropriaram a Família Uribe. Mas por que então se arriscam a lutar em condições inóspitas, quando se sabe que as drogas ilícitas, perfazem um grande percentual na receita mundial. Serão lesos?
Como a política internacional está se valendo e muito da mentira, fica difícil até de acreditar nessas notícias.
A Colômbia e o Peru, são o último baluarte da democracia na América do Sul. Será mesmo? Uribe e Mesa mudaram tanto assim? Ou apenas cumprem ordens do Pentágono e tentam desestabilizar a democracia que tenta se firmar no continente e ser soberana?
MINHAS BARBIES, MEU COMPROMISSO
Por que a libertação da Bettancourt está sendo noticiada a dias e leva um bom tempo nos telejornais? Será a política da boa vizinhança? Já estamos sendo simpáticos, por que como andam dizendo, ela será a próxima Presidente da Colômbia e quando assumir, já fizemos muito por sua imagem?
Eu não digo que as coisas são feitas, se não de forma mentirosa, pelo menos de forma a só mostrar o que se deseja.
Para não dizerem que eu ajo da mesma maneira, já vou dizendo. As FARC são terroristas? Nem tanto quanto deveriam. Terror mesmo, seria pegar esse monte de gente seqüestrada que está atrapalhando inclusive os deslocamentos e cortá-los em picadinhos, distribuir pelas cidades e gerar terror. E terror surgiu na Idade Média e não vinha do povo, mas dos governos.
Terrorismo, é usar photoshop para causar comoção na comunidade internacional.
Vamos explicar.
Como a imagem de 2007 mostrava uma mulher sofrida, cabisbaixa, macérrima, como se acabasse de perder a prega rainha e tivesse filosofando sobre; e agora, em 2008, com leishmaniose, apareça forte – nem tanto. Ela sempre teve o biótipo de magra -, zoiuda e queichuda, feinha de dar gosto, mas ativa e fisicamente, aparentando total bem estar, apesar do penteado horroroso que pretende que vire moda? Acho que me enganaram. Pensei, baseado nas notícias que ela estava morrendo, coitadinha, mas era tudo photoshop. Nos confundiram a feiúra dela, com doença.
Mas vamos contar a história do meu ponto de vista, é lógico.
Dentre tantos da classe dominante da Colômbia, uma família, talvez para se diferenciar dos cabocos colombianos, manda todos os seus, estudarem, viverem e gastarem as divisas, nos países de Primeiro Mundo. Coisa de gente que concorda com a intervenção externa em seu país.
Dentre as famílias, eis que surge a Família Bettancourt. Dentre seus membros, Ingrid.
A Colômbia pegando fogo, a contribuição de todo o povo sendo requerida e a mocinha dos Bettancourt, curtindo a vida de nababo, no Primeiro Mundo. “Foda-se o mundo que eu não me chamo Raimundo.” “Colômbia? Não conheço. É distrito de Colombine?” Casamento na França, francês fluente, visto permanente no Primeiro Mundo, vida en vogue, de repente o “até que a morte os separe”, entediou quem vive entediada. Típico dessas meninas acostumadas a brincar com boneca Barbie. Não era assim na propaganda da Barbie com o Ken. “Hoje eu vou brincar com a Barbie Escoteira. Ah, cansei! Agora eu quero a Barbie Narcotraficante. Não quero mais! Vou comprar o Ken Astronauta. Cansei! Vou procurar a Barbie Marilyn Monroe para comprar, custe o que custar. Ah, eu estou achando tudo tão entediante!” Cansou do casamento, cansou de cuidar dos filhos e como muita gente faz, resolveu jogar tudo para o espaço e curtir umas férias no Caribe. “Vou tirar férias das minhas responsabilidades. Não quero ser mais eu. Cansei dessa vida!” Tirou férias na Colômbia especificamente.
“Ih, aqui em Colômbia não tem montanha-russa, não tem roda-gigante, não tem bungie-jumpie, assim não vai dar praia. Tenho de procurar um esporte radical, para não me entediar ainda mais. As praias do Caribe estão lotadas com os pobres sul-americanos. Que tédio! Já sei, o grande barato é ser política. Vou de Partido Verde, por que não se precisa ser coerente, não tem ideologia mesmo, mas dá para tirar onda!”
A porrada cantando, a Colômbia o maior perigo, permanecer vivo, é mais difícil do que ganhar cinco vezes na lotto dos EUA com valores acima de US$ 500,000,000.00. Se não se morre nas mãos das FARC, ainda se tem de se desviar da ELN, dos paramilitares que executam, violentam, mas ninguém diz nada por que não vão contra os interesses dos EUA e não são considerados terroristas, e se tudo isso não conseguir eliminar o cidadão, ainda se tem de desviar do Ejército de Colômbia e do US Army. Parece filme de far-west. A Colômbia está cheia de bandido. Até o xerife pertence a uma gang. Só não tem mocinho. Mas agora tem a mocinha.
“Ah, as coisas são muito paradas por aqui, nenhuma ópera, nenhuma peça de Molière, nenhuma vernissage, nenhum corredor de lojas Chanel, Yves Saint Loren, Armani, Mont Blanc, Cartier, vou ter de fazer alguma coisa, por que eu sou entediada, está na minha cara. Já sei. Vou encher o saco do pessoal das FARC e quem sabe, viro notícia. Nunca tive vínculo com nada mesmo, vou brincar com a minha vida. Vou chamar minha assessora otária, para darmos uma de Mulher Maravilha e Mulher Macaxeira.” Então como Chapeuzinho Vermelho, entraram de mãos dadas nas matas, atrás do lobo-mau que estava quieto. De repente, pensando que a vida é uma eterna brincadeira, foram seqüestradas. Aliás, nunca se sabe o por que de duas pessoas adultas quererem passear pelos domínios de uma guerrilha. Tiveram muita sorte, foram só seqüestradas.
Será que não queriam só ficar na moita e quando foram seqüestradas, inventaram mais uma mentira?
Anos se passaram e a França elegeu um Presidente de extrema direita que também usa o sofisma, como forma de desviar a discussão política. “Como não pensei nisso antes? O governo está uma bomba, mas a bomba para desviar a atenção é inventar uma missão de resgate da Chapeuzinho Vermelho no meio da mata Seu Lobo.” E se torna uma questão de honra. A Chapeuzinho Vermelho aparece em fotos, em filmes de celulares, em... Mas me diz uma coisa. Os “narcotraficantes” não são ruins? Não são terroristas? Como os seqüestrados tinham celulares e como eles reabasteciam a bateria? Mistério!
Para comover todo mundo de que os “terroristas” são ruins, sem Deus no coração, um trabalho de photoshop para dar um ar de famélica à vítima coitadinha. “Meu Deus do Céu, ela está morrendo. Oremos irmãos, como oramos pela Whitney Houston. Coitadinha! Todo mundo chorando! Buáááá’.”
Então o US Army, como fez no Araguaia, na década de 1970 invade a Colômbia, faz o que bem entende e diz que foi uma ação do Ejército de Colômbia. A Chapeuzinho que foi seqüestrada por uns monstros, está livre. “Eu não gostei dos hotéis de selva das FARC, por que não tinha sabão de luxo, nem banheira com sais de banho, muito menos roupão com fios de ouro, para me cobrir depois de cada banho. Uma pobreza extrema. Nunca mais vou brincar de ser seqüestrada. Quase eu pago caro. Se não me resgatam, eu continuaria comendo o pão que o Diabo amassou, logo eu, uma frango-colombiana? Fiquei entediada. Para você ver, sem laptop, nem conexão wireless. Odiei. Sabe de uma coisa, cansei da Colômbia, vou voltar para o Primeiro Mundo. Nunca tive compromisso com nada mesmo, por que tenho de ter agora? Meus filhos, quanta saudade. Logo eu que sempre me preocupei tanto com vocês. Tanto que me mandei e deixei todo mundo a ver navios. Faz parte! Agora que virei heroína no país da cocaína, vou embora para parecer importante, vindo de fora, como as ordens da Casa Branca.”
E aí, os grandes cientistas sociais, já estão falando em paz. Paz! Mas me explica o que significa isso, por que eu sou rude. Como paz, sem resolver as questões de fundo? Como paz se não se faz nada por mudanças? Como paz, para manter tudo como está? As grandes fortunas do tráfico, mandando e desmandando e a grande maioria da população, seus escravos? Paz? Isto não seria uma forma de achar que todo mundo é leso? E nesse discurso de paz, os problemas se resolvem, fazendo-se de conta de que eles não existem? As festas juninas já acabaram, mas o grito ficou e ecoa mundo afora: “Olha a cobra.” “É mentira!” “Olha a chuva.” “É mentira!” “Olha o combate ao terrorismo.“ “É mentira!” “Olha o Osahma bin Ladden, contra as ordens dos EUA.” “É mentira!” “Olha a soberania dos povos.” “É mentira!” “Olha a democracia.” “Onde, onde, onde? Na Colômbia, em Guantânamo, ou na fronteira com Israel? Os outros são terroristas.”
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