Fritschen Schubergssen decidiu visitar a
Amazônia.
Uma pesquisa antiga revelou os sonhos de povos
diversos sobre a Amazônia. Alemães, japoneses, nórdicos e outros, queriam
hotéis de selva rústicos, onde pudessem ter contato com a vida da floresta, sem
tirar nem por. Já os brasileiros, queriam hotéis de selva sem mosquitos, de
preferência com mosquiteiros e inseticidas, ar-condicionado até o topo, camas
confortáveis, sem nenhum contato com animais silvestres, e se possível, com
plantas europeias em volta dos alojamentos, toda a infraestrutura possível e
imaginável, de uma cidade grande, como Nova Iorque. Ou seja, queriam a Disneylândia
em plena floresta. Jacarés articulados, antas de controle remoto, as plantas
todas, se possível, com sementes da Monsanto, eita povo bacana.É por isso que o
mundo discute ir para um lado, o Brasil continua como se ainda estivéssemos em
plena Escravidão, veladamente. Os meios de produção, ainda nas mãos das mesmas famílias,
não tem jeito de mudar. Famílias que apoiaram a Monarquia, a Escravidão, a
Ditadura Vargas, a Ditadura de 1964, todo tipo de falcatrua, mas continuam a
dar o tom dos discursos sobre ética.
OS PERIQUITOS DA DISCÓRDIA
É por isso que estão continuando a matar os
periquitos na Avenida Efigênio Salles e o IPAAM continua pensando que todo
mundo é leso, pode brincar com a inteligência humana. Os laudos são
inconclusivos. Seria tão fácil descobrir, mas preferem gastar dinheiro com
placas idiotas: “DEVAGAR PARA NÃO MATAR PERIQUITO”, como se fossem os veículos
os causadores do periquitocídio e não um periquito que se farta na Amazônia, há
muito tempo e é tratado como artigo de luxo. É só investigar quem foi morar no
Condomínio Ephigênio Salles, nas casas de frente e a partir de então, começou a
guerra contra a natureza. É só ver quem chegou e já mandou colocar telas nas
árvores e o próprio IPAAM afirmava que era um ato ecologicamente correto. Mas
duvido que façam esse tipo de investigação, mesmo porque, podem atingir pessoas
com alguma autoridade e podem ficar desempregados, gente que só é competente em
cargos comissionados, a vida inteira, vai contra o patrão? Ou pior, a patroa?
ALGUMA COISA TEM DE FICAR
Talvez o ano de 2014 fique na História, por
comprovar na prática que o que se diz há muito tempo, sobre a conservação dos
recursos naturais, não é falácia, conversa de ecochato, ou coisa parecida. Está
afetando as pessoas, a economia, a agricultura, mas ainda persiste o discurso
do deixa para lá, Deus é grande. Em Presidente Figueiredo, continuam jogando
esgoto nas cachoeiras, no Morro de São Paulo, os ricos continuam jogando esgoto
direto no mar, os remadores que foram fazer uma competição teste para as
Olimpíadas 2016, faltando um ano e meses, saíram se cagando e não era de medo,
as águas estão por demais poluídas, porque ainda se tem a ideia de que recurso
hídrico é lixeira pública que ao menor contato com a Baía da Guanabara, ou se
pega micose, ou se pega uma caganeira dos diabos, ou se caga, coçando o rego ao
mesmo tempo. Os exemplos estão na cara, diante de todos, mas os conceitos ainda
são arraigados, do tempo das cavernas e ai de quem for contra. Ainda tem gente
discursando que tudo não passa de bobagem, como diz Chomisky, sobre como os
meios de comunicação podem estar a serviço de grandes interesses econômicos. No
caso do aquecimento global, onde a EXXON, conhecida no Brasil como Esso que
contratou jornalistas para dizerem o contrário e um “cientista” sempre
disponível que dizia que suas pesquisas que nem existiam, diziam que era tudo
natural, como os sociólogos que aparecem no Jornal Nacional, no Jornal da
Globo, na GloboNews, na BandNews, sempre dizendo que o PSDB é a melhor opção,
inclusive econômica, quando a realidade, inclusive das urnas, diz o contrário,
Não são pessoas estúpidas, mas são pessoas
demagogas e vigaristas, preferem falar em Deus, em fazer crer que vem um anjo
salvar a todos, do que discutir soluções para o que ainda podemos preservar.
AMAZÔNIA O CELEIRO DAS ILUSÕES
Mas bem,Fritschen Schubergssen chegou no
Aeroporto Eduardo Gomes e foi interpelado por um caboco esperto, metido a guia
turístico, daqueles que a INFRAERO informa, cuidado, mas deveria ser função delA,
identificar e tirar essas pessoas de circulação naquela área aduaneira, mas
não, no Brasil o cara faz concurso público, para ficar rico, o resto que se
foda. Uma mania de jogar a responsabilidade das coisas para o consumidor que
paga os salários dessa gente. A ANVISA informa que um remédio é proibido, todo
mundo espera que eles façam a vistoria nos estabelecimentos, não, o consumidor
é que tem de informar, tem de ir atrás, que dizer até o nome do farmacêutico
responsável. É incrível. É como telefonar para a Cité Luz, essa companhia
responsável pela iluminação pública de Manaus, ou a própria Amazonas Energia
que não serve para nada, só ganhar nas costas dos lesos. Seria de esperar que
eles tivessem equipes se antecipando aos problemas, não tem. Seria de esperar
que eles tivessem equipes vendo onde os problemas já aconteceram. Também não
tem. Então dias e dias o poste sem luz, o cara liga, parece piada.
- Informe onde está o problema.
- Rua do Chiqueiro Velho.
- O número de sua casa, por favor.
- 2018.
- Seu número conosco.
- 0756912-5.
- O número do poste.
- Não sei.
- Olhe acima da lâmpada que tem lá.
- Não enxergo e é muito alto e as letras bem
pequenas.
- O número do disjuntor, por favor.
- Não consigo ver.
- O senhor tem de informar. O número do
transformador.
- Meu caralho, eu não trabalho pra vocês. Isso é
serviço de vocês, não sou eu que pago a merda da conta e ainda vou fazer o que
deveria ser atribuição da empresa que deveria receber para fazer isso. Vamos
fazer o seguinte, vou dar duas horas para vocês virem aqui, passou um minuto,
vou ligar para todos os meios de comunicação.
- Eu informo ao senhor que sua ligação está sendo
gravada.
- Que ótimo, então grava esta: Foda-se! Já sabem
a localização, têm ideia de onde é o problema, já está gravado, inclusive, daqui
a 2 horas, passando um minuto se não vierem, vou fazer o maior estardalhaço.
Agora aprendi, ligo logo para a Ouvidoria da
Amazonas Energia, de repente resolvem, antes do prazo, parece que o brasileiro
é imbecil, tem de pagar e fazer o trabalho de um monde de filho da puta metido
a espertalhão.
E ainda têm aquelas propagandas:
- Consumidor, ajude-nos a identificar os
problemas.
Não ajude não, a ajuda devida, é o que se paga
para eles trabalharem. O resto é com eles. Quem acha que ganha pouco, dentro do
que estava no edital, vá procurar outro emprego, mas não queira fazer o
contribuinte de otário.
SEGURA A ONDA
Banheiro público é uma lástima, sujo, sujo, sujo,
não tem jeito, segundo a falácia geral, muita gente entrando e saindo, não dá
para controlar, e quem não entende nada de Administração, ou é preguiçoso, hoje
tem um lema de que a mão de obra é mal preparada, desqualificada, quando para
mim, leigo no assunto, é o contrário, muita gente querendo ser chefe por ego,
ou para receber mais, ou os dois, sem a menor capacidade e não sabe dar ordens,
não sabe nem quais as funções do cargo, não sabe a missão da empresa, seu lugar
no organograma e acha que é só rezar para São Longuinho, para Santa Pertadinha,
vai “ter sorte na vida” e tudo tem de acabar bem.
No Exército, eu aprendi uma coisa que serve para
todos, dar responsabilidades e cobrar depois. Quem é o Chefe da Faxina? Quem
ele colocou como responsável pela limpeza disso, ou daquilo? Então se não
funciona, tem de se chamar os responsáveis e dar um jeito, nem se for
demitindo. No Exército funciona, e para mim, mesmo que eles não queiram, as
Forças Armadas são serviço público. Um monte de homens, mas todos são
responsáveis por seu material. O fuzil tal é do Soldado Tal, ele tem de se
responsabilizar e prestar contas sobre o material em seu poder. Nas operações
de selva, tinham a gracinha de roubar fuzil quando se estava dormindo, então se
tinha de dormir com o fuzil todo cruzado no corpo, a mochila nas costas, todo
torto. Eu dormia com as pernas cruzadas, os braços, cruzados, as mãos seguras e
o fuzil do lado da cabeça. Nunca me roubaram. Assim como todo material,
inclusive uma pinça, o responsável tem de dar conta. Agora pós-Neoliberalismo,
todo mundo pode fazer tudo, sem ter capacidade para nada e dar desculpas e fica
por isso mesmo? No Exército, inda seguem a Burocracia de Max Weber, sem tirar,
nem por. E mesmo assim, funciona, onde todos têm uma teoria nova, a cada minuto
e tudo está levando á bancarrota do Capitalismo.
Quando viajava de ônibus pelas estradas, a
diferença de banheiro público de São Paulo, para outros Estados era enorme é que
em todo banheiro público de São Paulo, havia um responsável e ele era
remunerado com as moedas que se deixava no local. Então os banheiros são
limpos, higienizados todo tempo. Nos outros, fica-se ao Deus dará. Uma vez, na
Feira da Manaus Moderna, deu vontade de arriar o barro. Sempre ia no banheiro
na entrada do Portão A, dessa vez, estava nos fundos e fui no banheiro de lá.
Havia um rapaz que tomava conta de tudo. Papel-higiênico, ele vendia, por R$
0,50, dei R$ 2,00, porque não tinha moeda. Quando um dos banheiros ficou vazio,
ele mandou esperar, entrou com uma pistola com água, acho que álcool, mais
produtos de limpeza, fez uma limpeza geral, eu estava melando a cueca, aí sim,
ele liberou. Fiquei abismado, em Manaus, um banheiro tão limpo. No Teatro
Amazonas onde não tem ninguém fiscalizando pessoas bem trajadas, com alto grau
financeiro, tentam quebrar as louças e tudo o mais, para deixar sua marca.É
incrível, como esse pessoal que acredita muito em Deus, tem de ter babá todo
tempo, senão não consegue fazer as coisas dentro das regras, tem de achar que é
muito esperto, por destruir o que ele mesmo paga para manter.É por isso que
muito colégio tem de fazer do aluno, um cachorrinho na coleira, as “falculdades”,
sempre com gente seguindo para não saírem das normas de boa convivência, no
meio da rua, guardas e agentes, para multar, senão viram bicho, não sabem
conviver com uma espécie que jura que é racional.
Já nas balsas que fazem as travessias dos rios no
Amazonas, os vasos sanitários dão nojo, mesmo limpos, tudo com marcas de
sujeira anterior, mesmo porque, muita gente usa e não sabe apertar a porra do
botãozinho, para esgotar nem a merda, nem o mijo, parece coleção em exposição e
o cara vai no maior aperto, tem de esgotar pelo menos três vezes, porque aquela
merda está grudada nas paredes e não sai nem com reza, e vai falar, não pode
ser diferente. Pode sim, é só colocar gente competente, o que parece, por muito
tempo a coisa vem piorando e com o José Melo de Governador, vão ser 4 anos de
merda, além dos 2 que ele já afundou o Estado, com aquela cara de bajulador profissional
e diletante incompetente idiota, mas que na verdade está fazendo a feira, junto
com o irmão. Os Irmãos Metralha. Bem esse título, já é dos Sousa. Tudo bem, os
Irmãos Cara de Pau.
Então os dois foram fazer a aventura de selva.
A DESVENTURA
De repente, muita gente sem qualificação, muita
gente deformada em “falcudades”, muita gente colocada em postos, por amizades,
por privilégios, dirigia o Estado do Amazonas que estava todo descontrolado.
Mas é só inventar uma palavra de ordem, muito idiota segue, pensando fazer o
tipo intelectual. Mestrinho dizia que a Ecologia tinha de ver primeiro o lado
do ser humano. E muita gente até hoje tem esse discurso, como se o mundo
nascera para o “homem” e sem ele na Terra, feneceria, como diz a Bíblia, o que
como tudo, é uma tremenda estupidez e não tem nenhum fundamento. Depois veio o
Dudu Braga, com a tal “Floresta em Pé” e todo mundo repente, inclusive o homem
da floresta é o Euler Ribeiro que fala fino, com nem mulher fala mais. Uma
esculhambação danada que acaba parecendo que é uma piada. Imagina a mulher da
mulher da floresta, já sei a Mulher de Branco. Se pega o Euler de jeito, enraba
e chama de meu docinho de coco.
E lá foi nosso turista iludido Fritschen
Schubergssen, para conhecer a floresta, com o guia paulista, chegado há duas
semanas ao Amazonas Diego Francheschinni que como todo mundo cheio de gogó, é
de se desconfiar de sua idoneidade, de sua ética, e levou o turista para
Humaitá.
Logo onde, onde o pessoal do Sul Maravilha está
há muito tempo, Apuí e imediações, está tirando o caboco do que é seu, para
fazer um Novo Rio Grande do Sul na Amazônia, desmatando tudo, para plantar café
e tocar o gado e com o discurso de que o Governo Federal no tempo da Ditadura
que acabou e eu torço que não volte nunca mais, mesmo porque o Luis Carlos Prestes
morreu e agora, quando a Direita Fascista vai às ruas pedir golpe de estado, os
movimentos sociais e a Esquerda que não estão mais sob a direção de covarde e
idiota com dantes, vai mostrar força, em 2015, esperem, vamos ver quem coloca
mais gente nas ruas, enviou-os para acabarem com a floresta e não trocam o
discurso, nunca, um monte de analfabeto e desqualificado para tudo, fazendo do
Sul do Amazonas, o verdadeiro Bang-Bang Caboclo com um pessoal do Sul do Brasil
que acha que é grandes coisas, por ser descendente de europeu, fazendo a mesma
coisa que seus ancestrais cheios de pavulagem e estupidez, fizeram ao destruir
a Floresta Atlântica e ainda acharem que fizeram grandes coisas pelo país e o
mundo, com o beneplácito dos vários níveis de Governo e do empresariado local
que ainda premia bandidos dessa estirpe. Mas como digo, a regra é clara, está
na cara de todo mundo, mas esse pessoal metido à empreendedor, na verdade é
curto das ideias e lento, quando mudarem o estilo de beneficiar quem nos destrói,
pode ser tarde. Uns empresários e líderes da elite deformados, semianalfabetos,
com a cabeça em 1500 ainda, fingindo ser gênio do futuro, quando apenas repetem
os mesmos erros do ultra passado, um passado que já era, faz tempo, deixou de
ser ultrapassado há muito mais inda tem gente com o mesmo discurso, fazendo
crer que é pós-moderno, destruir a natureza é progresso,
A SELVA É LOGO ALI
E indo à Lábrea, onde o guia jurava que tinha a
maior diversidade de flora e fauna e tribos, foram pegar a balsa na Ceasa, para
atravessar o Rio Negro. Sim, diversidade de pickups
importadas, tratores pesados em solo amazônico, sem contar as tribos de
gaúchos, paranaenses, catarinenses, matogrossenses, disputando quem é mais violento
e parvo das ideias.
Não se sabe o que Diego comeu no Aeroporto de
Manaus, típico da região, porta de entrada para tudo o que se vai ver da porta
pra fora, tudo muito caro, por um produto de merda, sem fiscalização, porque
também virou moda, os órgãos fiscalizadores darem a desculpa da falta, falta
material, falta pessoal, quando na verdade falta vergonha e competência, não
tem planejamento, é tudo feito na base da boa vontade e nem a Legião da Boa Vontade
sobrevive assim, cada um faz o que bem entende, o cara era Supervisor de
Serviços Gerais numa empresa do Polo Incentivado de Manaus, virou Gerente de
Produção sem capacidade alguma, foi demitido por justa causa, pegou a grana que
restou, virou taxista, daí, achou que pode ser empreendedor, investiu em
comida, como muita gente, sem higiene, sem saber como conservar e diminuir
custos que não seja reaproveitando sobras, sem nada, só com o título do SEBRAE
e vamos levando, quando acaba, é a casa da Mãe Joana e os mesmos, ganhando
muito para não fazerem nada. Só figuração. Não se muda nada no Amazonas, são cargos
e títulos vitalícios, seja no setor público, tanto quanto no privado que se
misturam muito, não se sabe se as terras públicas são do estado, ou das
famílias de grileiros, o erário é para todos, ou para favorecer uns poucos de
sempre, mudança, nem quando o time está perdendo.
Diego entrou numa dessas balsas da SPH, acho que
é essa a sigla que só serve para colocar gente sem competência de nada, para
não fazer nada mais do que vender beleza e arriou o barro. Só que banheiro de
balsa no Amazonas, é mais perigoso do que guerra no Oriente Médio. Quem viaja
de carro, já sabe, um penico para as necessidades mais sólidas e um recipiente
para as líquidas se pintar sujeira.
Fritschen preocupado com a demora de Diego no
banheiro pediu uma rede fina, dessas que pesca até candiru, para alcançá-lo,
caso passasse pelo ralo e caísse no Rio, feito dejeto humano. Não foi preciso.
Diego entrara corado, saíra branco, mais branco do que a Anitta, aquela que
dizia que era poderosa e está mudando todas as suas características físicas e
étnicas. Coisa de brasileiro que sem conteúdo, acha que é só dar discurso,
pronto, vira exemplo de alguma coisa. Antes dela, a Negra Li que falava tanto
dos “mano”, pegou uma grana a mais, mandou fazer logo uma plástica no nariz. E
era mais bonita antes, o que não se pode dizer o mesmo da Anitta – o diminutivo
em espanhol, de anta -, nem antes, nem depois, nem nunca.
Chegaram finalmente à Lábrea, destino Humaitá. O
que deveria durar algumas horas, durou dias, nos ônibus velhos que fazem o percurso
na BR 139 e ainda tem quem queira que se pavimente toda. Espera para ver a
merda. Eu na minha ignorância achava que deveriam fazer uma ferrovia, com
transbordo em hidrovias, como um projeto antigo que não sai do papel, mesmo que
favorecesse a região, desviando a distribuição dos grãos pelos portos de
Itacoatiara, via Oceano Pacífico,o que desafogaria Tubarão, Santos, Paranaguá,
baratearia custos e levaria menos tempo para colocar no mercado internacional,
produtos brasileiros, mas o pessoal é muito esperto, acham lindo os
engarrafamentos, as perdas de produção, dias estacionado, tudo o que já se
revelou arcaico mas que ainda tem quem ache que é civilização.
VIA CUSIS
A cada metro, Diego pedia para parar e se
embrenhava na floresta. Três dias depois, chegaram ao destino. Diego que era
meio bronzeado, estava esverdeado, tipo objeto de bronze sem cuidado que oxida,
vai esverdeando, assim estava Diego. Papel-higiênico, há 2 quilômetros já era.
Era preciso usar as folhas, mas usou tantas que o ICM-Bio o multou por estar
desmatando a “floresta em pé”. Na verdade ele estava o tempo todo de cócoras,
que até para andar, já o fazia curvado.
Numa taberna, ainda em Novo Aripuanã, viram a
posse do Ministro da Energia, o 50tinha, Eduardo Braga, o financiador de campanha,
futuro Senador pelo Amazonas, Lírio Parisoto e suas respectivas bonecas de estimação
de vitrine, Sandra e Luiza Brunet.
Eu sei, o “Ministro” diz que a esposa vai
assumir, nisso eu acredito, como todo mundo esquece e muito rápido, alguns
meses depois ela diz que não foi feita para aquilo, faz como o filho de
Mestrinho, Thomé fazia, “tinha muitos negócios para cuidar” e entregava para o
Gilberto Miranda e o Amazonas ficava sem representante com compromisso com o
Estado. Não vai ser a primeira, nem a última vez que isso acontece. O problema
é que ninguém vai se lembrar das promessas e nas próximas eleições ainda vai
votar no mesmo esquema, o “Ministro” larga o Senado, ficamos reféns dos
interesses de São Paulo, do Rio Grande do Sul e muita gente achando que é tudo
lindo. Vamos ter cabocos louros e de olhos azuis, é o que vale, mesmo que
continuem com a sanha de não terem compromisso algum com esta região.
FOGOS E ROJÕES
O Sul do Amazonas estava em festa, enfim, um dos
seus, descompromissado com um projeto coletivo, como o atual Governador, sempre
objetivando apenas o interesse mais mesquinho, assumindo um cargo tão importante.
Foi assim que o Alfredo Nascimento degringolou geral. A cada nova eleição baixa
de posto. Já foi Prefeito, Senador, Deputado Federal, pelo andar da carruagem,
nas próximas, vem de Vereador, ou office-boy
de algum gabinete do município. Quando pensou que iria ser uma figura nacional,
apagou-se até como figura regional. Ainda bem que o filho dele é um homem rico,
menino esperto, sem nunca ter trabalhado, nem ter feito nada de excepcional, tem
um patrimônio enorme, o homem mais rico do Amazonas, mesmo sendo do Rio Grande
do Norte, ninguém sabe como, ou não quer saber, talvez por engarrafar vento. E
o 50tinha que se cuide se ele tiver a mesma fome como tem no Amazonas, vai
direto para a Penitenciária de Urso Branco, virar boi de piranha. Não adianta
chamar os presos de “maninhio”, prometer que leva todo mundo para Alter-do-Chão
se forem bons com ele que vai desaparecer do cenário, como tem acontecido com
cada eleição que não vence mais, nem para vendedor de pipoca. O problema é que
a gang do poder já está sem forças,
mas as novas forças que aparecem, como o Marcelo Ramos, logo são cooptadas por
agentes da gang, como o Serafim, o Rei
Arthur, todos provenientes da Escola
de Mestrinho de fazer o povo de leso, mesmo que se escondam disso, e não há uma
força que se coloque para derrubar de vez esse grupo que já deu – e dizem as
más línguas, para esses donos de partido chegarem onde chegaram, tiveram de dar
muito, ainda mais que depois de Mestrinho o decano é o Amazonino – o que tinha
de dar, mas não aparece quem os retire do cenário de uma vez por todas.O José
Melo já nem esconde, fala às claras.
- Todo mundo que é do grupo político, quando
chega a Vice, disputa a eleição para Governador. Agora é a minha vez!
E a fábrica de Hipoglós agradece.
CAGARAM O MUNDO
De repente o bar foi evacuado. Diego evacuou
geral, parece que tudo o que comera nas festas de fim de ano, resevou para
aquele momento como muito caboco que não defeca meses, é chegar em local
público, dá vontade de deixar lembranças, como se fossem artistas plástico, ica
toda obra nas paredes, parece que esse pessoal não acerta um buraco enorme
daqueles, imagina o buraquinho da parceira. Com um agravante, já não bastava o
efeito comida do Aeroporto, agora tinha a companhia da sujeira das balsas que
se juntou e ele estava pior do que paciente com infecção hospitalar, quando
começara apenas como uma infecção alimentar, o que se configurou nunca cagada
generalizada.
Mas, mesmo assim, entrou na floresta com Fritschen,
sem bússola, só com o GPS do smartphone
que não era conectado ao satélite, mas de micro-ondas mesmo.E ainda tem gente
que acredita que funcione.
Dias e dias dando voltas, sem saber sair. De
repente Fritschen pisou num monte mole, pensou que fosse algum formigueiro
gigante, ou casa de cupim, era merda até o pescoço. Diego aproveitou para dizer
que era coisa de anta, coisas da floresta. Só não sabia que a anta na verdade
era ele. Rodaram tanto que voltaram quase ao atracadouro da balsa, em Lábrea.
De repente nova cólica intestinal. Não era
possível que uma pessoa fizesse tanta merda, sem ser do grupo político de Omar
Abdel Aziz e José Melo. Gente que odeia periquito preferiria que na Efigênio Salles
só se pendurasse cobra, ou pomba-rola nas árvores.
Mas desta vez Fritschen esperou dias pelo retorno
de Diego e nada. Depois da maior revolta da comunidade, dizendo que os
indígenas os haviam matado, finalmente Fritschen apareceu, resgatado justamente
pelos indígenas. Teve sorte se fosse pelos grileiros do Sul, no Sul do
Amazonas, invariavelmente estaria morto e esfolado. Famélico, só o cu e a
catinga, mas vivo. Dizem que os índios do Amazonas são canibais. É só ficar de
quatro para ver como eles são ferozes, comem tudo que estiver à frente. Muitos
evangelizadores depois que os conheceram, finalmente deixaram essa frescura de
lado e assumiram seu lado gay e as
mulheres metidas a serem de Jesus, assumiram que são putas e deixaram de se
enganar. Índios canibais são um perigo.
Nunca mais Fritschen quis voltar ao Amazonas,
nada de aventura exótica numa terra sem Governo, onde o crime organizado manda
e justamente, por estar com as costas quentes, ter anjo forte nos setores mais
importantes e justamente esses criminosos bem organizados é que gritam que é
preciso a pena de morte, a revisão da maioridade penal, quando os criminosos
estão diante do espelho, quando estão se aprontando para alguma solenidade.
Depois de anos, já vivendo como macaco-aranha, o
mais querido entre os macacos machos mais fortes,eis que finalmente uns
pesquisadores do INPA com a NASA, encontraram o guia turístico de araque.
Então, depois de uma reabilitação enorme que não
era de drogas, o que parece que hoje a palavra rehab trás até status para
as famílias que têm um viciado entre todos, mas uma reabilitação para agir como
gente, finalmente se soube da verdade.
ENFIM A VERDADE NO AMAZONAS
- Eu cheguei no Amazonas, vim tentar a vida,
tentar a sorte, mas não tive condições de sair da área do Aeroporto. Como não conhecia
ninguém, o que é muito difícil, ainda mais em se tratando de estrangeiro, vi
que muita gente se apresentava como guia turístico no desembarque de
passageiros e nenhuma autoridade fazia nada para desmascara-los, o que acontecia
é que a cada dia pareciam se dar bem, então decidi investir no ramo. Como pedi
pagamento adiantado, enquanto o Senhor Fritschen colocava a roupa de
aventureiro no toillet do Aeroporto
Internacional, o que é uma palavra muito chique para a realidade, ainda que
chamassem de cagador, ainda não estaria condizente com a situação, eu investi
nuns salgadinhos e uns sucos das lanchonetes. Das centenas de euros todos que
recebi, sobraram só uns centavos de reais, é o Custo-Manaus, mas iria para a
selva mesmo, me viraria por lá.
Mas por azar, tive a primeira crise de intestino,
na balsa. Imagina, misturou o que estava podre do Aeroporto, com o que é já podre
na própria balsa. Até tentei acompanhar meu cliente, mas na última vez, quando
nos perdemos e eu me perdi com os macacos, esvaziei tanto o bucho que
escorreguei na própria merda. Estava muito fraco e fui sendo levado, até
conseguir parar. Sabe quando a gente evacua muito e depois dá uma modorra, uma
madorna, uma moleza do cacete? Eu estava assim. O jeito foi armar a rede de
selva que comprei nas casas de caça e pesca no próprio Aeroporto, para inglês
ver, nem consegui me limpar, com medo da fiscalização do ICM-Bio, visto que já
tenho de pagar uma multa pesada, não iria querer outra, afinal não sou dono de
serraria na região, nem grileiro, muito menos minerador que nunca descobrem,
resolvi me recolher à minha insignificância. Afinal nem sou o Renner, cantor
sertanejo chique que mata, faz e acontece e sempre tem um advogado dizendo que
é um coitadinho, tenham pena, dele, ninguém tem pena de cidadão comum. Muito
pelo contrário.
Então acho que dormi por dias, só fui acordado
com uns bichos que estavam mordendo a minha bunda. O cheiro de merda os atraiu,
eles pensavam que fosse carcaça podre. A onça era a mais agitada para me comer.
Olha o tamanho da excitação. Foi quando fui salvo pelos macaco-aranha, o líder
do grupo, juro, ouvi me chamando de Didi, quando eu pensei que estava salvo,
virei a Geni do grupo, acho que faltava macaca que todo mundo resolveu se
satisfazer comigo. Eu estava salvo, sendo alimentado na boca e na boquinha,
iria reclamar? E quanto mais eu jogava as vísceras fora, parece que mais eles
gostavam de mim. São atraídos pelo cheiro. Achavam que eu estava no cio, eu
estava é com uma diarreia danada, mas vou querer indenização da lanchonete do
Aeroporto, da Infraero que permite qualquer bosta ser vendida como alimento e
da SNPH, é essa a sigla do órgão que deveria cuidar das balsas, por danos
morais, imorais, rabiais e tudo o mais. Nem se eu morrer durante a tramitação
do processo que no Amazonas, na Justiça do Amazonas é preciso esperar sentado,
porque são do mesmo grupo, todos, fica para a minha família em São Paulo, se um
dia o CNJ entrar na parada e os magistrados começarem a se comportar como
pessoas íntegras.
- E agora Seu Diego, o que o senhor pretende
fazer?
- Eu acho que vou voltar pra minha terra. É mais
seguro!
- Espere um pouco. Sim, estou escutando. Vai daí
do estúdio, fala você. Empinando pipa, não, estava comendo abóbora com gengibre.
Rede Amazônica, a cara e a voz do Amazonas!
- Mas quando, ora já então!
- Quem falou isso?
- Esquece!
- Goreth Almeida, o Governador chamou o rapaz para
assessorar a Secretária de Turismo, na gestão vindoura.
- Você ouviu? O Governador num ato de
benevolência extrema, o convidou para assumir um cargo comissionado, como se o
dinheiro público fosse para fazer essas coisas.
- Mas eu não entendo nada de Turismo.
- A esposa do Pastor-Deputado Silas Câmara, muito
menos, Falam tanto em Jesus, mas nem isso, vivem de maracutaia, não entendem de
nada, mas estão aí, sempre. O Dan Câmara continua sendo irresponsável por muita
coisa, e tudo o que pega, transforma.
- É o Midas?
- Não, o Merdas. Os helicópteros parados, as
viaturas escasseando, enfim, o Amazonas é um Estado onde se tem de acreditar
muito em Deus, porque acreditar nas autoridades é esperar muito. É por isso que
tem tanto evangélico, muito cristão sem moral alguma, como autoridade, falando
do pecado dos outros, mas com jeitinhos, as negociatas em nome de Deus,
trocando voto para político inescrupuloso, pelo curral-eleitoral das igrejas
evangélicas, para receberem vantagens pessoais, isso, de maneira alguma é uma
forma criminosa de representar Deus na terra, nem atinge a honra de Deus, muito
pelo contrário.
E vamos
ficando por aqui. Graças a Deus, deu tudo certo! Isto é Manaus!
- Espera aí, eu não sou evangélico.
- Não importa, todo
mundo faz o mesmo, católico judeu, todos se vendem sem o menor temor de
prestarem contas no Dia do Juízo. Os caras se acham tão espertos que podem
enganar até a Deus. Adeus! Escrúpulos não é bem com essa gente do Além!
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