segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

RAPIDINHO MANINHO!

Fritschen Schubergssen decidiu visitar a Amazônia.
Uma pesquisa antiga revelou os sonhos de povos diversos sobre a Amazônia. Alemães, japoneses, nórdicos e outros, queriam hotéis de selva rústicos, onde pudessem ter contato com a vida da floresta, sem tirar nem por. Já os brasileiros, queriam hotéis de selva sem mosquitos, de preferência com mosquiteiros e inseticidas, ar-condicionado até o topo, camas confortáveis, sem nenhum contato com animais silvestres, e se possível, com plantas europeias em volta dos alojamentos, toda a infraestrutura possível e imaginável, de uma cidade grande, como Nova Iorque. Ou seja, queriam a Disneylândia em plena floresta. Jacarés articulados, antas de controle remoto, as plantas todas, se possível, com sementes da Monsanto, eita povo bacana.É por isso que o mundo discute ir para um lado, o Brasil continua como se ainda estivéssemos em plena Escravidão, veladamente. Os meios de produção, ainda nas mãos das mesmas famílias, não tem jeito de mudar. Famílias que apoiaram a Monarquia, a Escravidão, a Ditadura Vargas, a Ditadura de 1964, todo tipo de falcatrua, mas continuam a dar o tom dos discursos sobre ética.
OS PERIQUITOS DA DISCÓRDIA
É por isso que estão continuando a matar os periquitos na Avenida Efigênio Salles e o IPAAM continua pensando que todo mundo é leso, pode brincar com a inteligência humana. Os laudos são inconclusivos. Seria tão fácil descobrir, mas preferem gastar dinheiro com placas idiotas: “DEVAGAR PARA NÃO MATAR PERIQUITO”, como se fossem os veículos os causadores do periquitocídio e não um periquito que se farta na Amazônia, há muito tempo e é tratado como artigo de luxo. É só investigar quem foi morar no Condomínio Ephigênio Salles, nas casas de frente e a partir de então, começou a guerra contra a natureza. É só ver quem chegou e já mandou colocar telas nas árvores e o próprio IPAAM afirmava que era um ato ecologicamente correto. Mas duvido que façam esse tipo de investigação, mesmo porque, podem atingir pessoas com alguma autoridade e podem ficar desempregados, gente que só é competente em cargos comissionados, a vida inteira, vai contra o patrão? Ou pior, a patroa?
ALGUMA COISA TEM DE FICAR
Talvez o ano de 2014 fique na História, por comprovar na prática que o que se diz há muito tempo, sobre a conservação dos recursos naturais, não é falácia, conversa de ecochato, ou coisa parecida. Está afetando as pessoas, a economia, a agricultura, mas ainda persiste o discurso do deixa para lá, Deus é grande. Em Presidente Figueiredo, continuam jogando esgoto nas cachoeiras, no Morro de São Paulo, os ricos continuam jogando esgoto direto no mar, os remadores que foram fazer uma competição teste para as Olimpíadas 2016, faltando um ano e meses, saíram se cagando e não era de medo, as águas estão por demais poluídas, porque ainda se tem a ideia de que recurso hídrico é lixeira pública que ao menor contato com a Baía da Guanabara, ou se pega micose, ou se pega uma caganeira dos diabos, ou se caga, coçando o rego ao mesmo tempo. Os exemplos estão na cara, diante de todos, mas os conceitos ainda são arraigados, do tempo das cavernas e ai de quem for contra. Ainda tem gente discursando que tudo não passa de bobagem, como diz Chomisky, sobre como os meios de comunicação podem estar a serviço de grandes interesses econômicos. No caso do aquecimento global, onde a EXXON, conhecida no Brasil como Esso que contratou jornalistas para dizerem o contrário e um “cientista” sempre disponível que dizia que suas pesquisas que nem existiam, diziam que era tudo natural, como os sociólogos que aparecem no Jornal Nacional, no Jornal da Globo, na GloboNews, na BandNews, sempre dizendo que o PSDB é a melhor opção, inclusive econômica, quando a realidade, inclusive das urnas, diz o contrário,   
Não são pessoas estúpidas, mas são pessoas demagogas e vigaristas, preferem falar em Deus, em fazer crer que vem um anjo salvar a todos, do que discutir soluções para o que ainda podemos preservar.
AMAZÔNIA O CELEIRO DAS ILUSÕES
Mas bem,Fritschen Schubergssen chegou no Aeroporto Eduardo Gomes e foi interpelado por um caboco esperto, metido a guia turístico, daqueles que a INFRAERO informa, cuidado, mas deveria ser função delA, identificar e tirar essas pessoas de circulação naquela área aduaneira, mas não, no Brasil o cara faz concurso público, para ficar rico, o resto que se foda. Uma mania de jogar a responsabilidade das coisas para o consumidor que paga os salários dessa gente. A ANVISA informa que um remédio é proibido, todo mundo espera que eles façam a vistoria nos estabelecimentos, não, o consumidor é que tem de informar, tem de ir atrás, que dizer até o nome do farmacêutico responsável. É incrível. É como telefonar para a Cité Luz, essa companhia responsável pela iluminação pública de Manaus, ou a própria Amazonas Energia que não serve para nada, só ganhar nas costas dos lesos. Seria de esperar que eles tivessem equipes se antecipando aos problemas, não tem. Seria de esperar que eles tivessem equipes vendo onde os problemas já aconteceram. Também não tem. Então dias e dias o poste sem luz, o cara liga, parece piada.
- Informe onde está o problema.
- Rua do Chiqueiro Velho.
- O número de sua casa, por favor.
- 2018.
- Seu número conosco.
- 0756912-5.
- O número do poste.
- Não sei.
- Olhe acima da lâmpada que tem lá.
- Não enxergo e é muito alto e as letras bem pequenas.
- O número do disjuntor, por favor.
- Não consigo ver.
- O senhor tem de informar. O número do transformador.
- Meu caralho, eu não trabalho pra vocês. Isso é serviço de vocês, não sou eu que pago a merda da conta e ainda vou fazer o que deveria ser atribuição da empresa que deveria receber para fazer isso. Vamos fazer o seguinte, vou dar duas horas para vocês virem aqui, passou um minuto, vou ligar para todos os meios de comunicação.
- Eu informo ao senhor que sua ligação está sendo gravada.
- Que ótimo, então grava esta: Foda-se! Já sabem a localização, têm ideia de onde é o problema, já está gravado, inclusive, daqui a 2 horas, passando um minuto se não vierem, vou fazer o maior estardalhaço.
Agora aprendi, ligo logo para a Ouvidoria da Amazonas Energia, de repente resolvem, antes do prazo, parece que o brasileiro é imbecil, tem de pagar e fazer o trabalho de um monde de filho da puta metido a espertalhão.  
E ainda têm aquelas propagandas:
- Consumidor, ajude-nos a identificar os problemas.
Não ajude não, a ajuda devida, é o que se paga para eles trabalharem. O resto é com eles. Quem acha que ganha pouco, dentro do que estava no edital, vá procurar outro emprego, mas não queira fazer o contribuinte de otário.
SEGURA A ONDA
Banheiro público é uma lástima, sujo, sujo, sujo, não tem jeito, segundo a falácia geral, muita gente entrando e saindo, não dá para controlar, e quem não entende nada de Administração, ou é preguiçoso, hoje tem um lema de que a mão de obra é mal preparada, desqualificada, quando para mim, leigo no assunto, é o contrário, muita gente querendo ser chefe por ego, ou para receber mais, ou os dois, sem a menor capacidade e não sabe dar ordens, não sabe nem quais as funções do cargo, não sabe a missão da empresa, seu lugar no organograma e acha que é só rezar para São Longuinho, para Santa Pertadinha, vai “ter sorte na vida” e tudo tem de acabar bem.
No Exército, eu aprendi uma coisa que serve para todos, dar responsabilidades e cobrar depois. Quem é o Chefe da Faxina? Quem ele colocou como responsável pela limpeza disso, ou daquilo? Então se não funciona, tem de se chamar os responsáveis e dar um jeito, nem se for demitindo. No Exército funciona, e para mim, mesmo que eles não queiram, as Forças Armadas são serviço público. Um monte de homens, mas todos são responsáveis por seu material. O fuzil tal é do Soldado Tal, ele tem de se responsabilizar e prestar contas sobre o material em seu poder. Nas operações de selva, tinham a gracinha de roubar fuzil quando se estava dormindo, então se tinha de dormir com o fuzil todo cruzado no corpo, a mochila nas costas, todo torto. Eu dormia com as pernas cruzadas, os braços, cruzados, as mãos seguras e o fuzil do lado da cabeça. Nunca me roubaram. Assim como todo material, inclusive uma pinça, o responsável tem de dar conta. Agora pós-Neoliberalismo, todo mundo pode fazer tudo, sem ter capacidade para nada e dar desculpas e fica por isso mesmo? No Exército, inda seguem a Burocracia de Max Weber, sem tirar, nem por. E mesmo assim, funciona, onde todos têm uma teoria nova, a cada minuto e tudo está levando á bancarrota do Capitalismo.
Quando viajava de ônibus pelas estradas, a diferença de banheiro público de São Paulo, para outros Estados era enorme é que em todo banheiro público de São Paulo, havia um responsável e ele era remunerado com as moedas que se deixava no local. Então os banheiros são limpos, higienizados todo tempo. Nos outros, fica-se ao Deus dará. Uma vez, na Feira da Manaus Moderna, deu vontade de arriar o barro. Sempre ia no banheiro na entrada do Portão A, dessa vez, estava nos fundos e fui no banheiro de lá. Havia um rapaz que tomava conta de tudo. Papel-higiênico, ele vendia, por R$ 0,50, dei R$ 2,00, porque não tinha moeda. Quando um dos banheiros ficou vazio, ele mandou esperar, entrou com uma pistola com água, acho que álcool, mais produtos de limpeza, fez uma limpeza geral, eu estava melando a cueca, aí sim, ele liberou. Fiquei abismado, em Manaus, um banheiro tão limpo. No Teatro Amazonas onde não tem ninguém fiscalizando pessoas bem trajadas, com alto grau financeiro, tentam quebrar as louças e tudo o mais, para deixar sua marca.É incrível, como esse pessoal que acredita muito em Deus, tem de ter babá todo tempo, senão não consegue fazer as coisas dentro das regras, tem de achar que é muito esperto, por destruir o que ele mesmo paga para manter.É por isso que muito colégio tem de fazer do aluno, um cachorrinho na coleira, as “falculdades”, sempre com gente seguindo para não saírem das normas de boa convivência, no meio da rua, guardas e agentes, para multar, senão viram bicho, não sabem conviver com uma espécie que jura que é racional.
Já nas balsas que fazem as travessias dos rios no Amazonas, os vasos sanitários dão nojo, mesmo limpos, tudo com marcas de sujeira anterior, mesmo porque, muita gente usa e não sabe apertar a porra do botãozinho, para esgotar nem a merda, nem o mijo, parece coleção em exposição e o cara vai no maior aperto, tem de esgotar pelo menos três vezes, porque aquela merda está grudada nas paredes e não sai nem com reza, e vai falar, não pode ser diferente. Pode sim, é só colocar gente competente, o que parece, por muito tempo a coisa vem piorando e com o José Melo de Governador, vão ser 4 anos de merda, além dos 2 que ele já afundou o Estado, com aquela cara de bajulador profissional e diletante incompetente idiota, mas que na verdade está fazendo a feira, junto com o irmão. Os Irmãos Metralha. Bem esse título, já é dos Sousa. Tudo bem, os Irmãos Cara de Pau.
Então os dois foram fazer a aventura de selva.
A DESVENTURA
De repente, muita gente sem qualificação, muita gente deformada em “falcudades”, muita gente colocada em postos, por amizades, por privilégios, dirigia o Estado do Amazonas que estava todo descontrolado. Mas é só inventar uma palavra de ordem, muito idiota segue, pensando fazer o tipo intelectual. Mestrinho dizia que a Ecologia tinha de ver primeiro o lado do ser humano. E muita gente até hoje tem esse discurso, como se o mundo nascera para o “homem” e sem ele na Terra, feneceria, como diz a Bíblia, o que como tudo, é uma tremenda estupidez e não tem nenhum fundamento. Depois veio o Dudu Braga, com a tal “Floresta em Pé” e todo mundo repente, inclusive o homem da floresta é o Euler Ribeiro que fala fino, com nem mulher fala mais. Uma esculhambação danada que acaba parecendo que é uma piada. Imagina a mulher da mulher da floresta, já sei a Mulher de Branco. Se pega o Euler de jeito, enraba e chama de meu docinho de coco.
E lá foi nosso turista iludido Fritschen Schubergssen, para conhecer a floresta, com o guia paulista, chegado há duas semanas ao Amazonas Diego Francheschinni que como todo mundo cheio de gogó, é de se desconfiar de sua idoneidade, de sua ética, e levou o turista para Humaitá.
Logo onde, onde o pessoal do Sul Maravilha está há muito tempo, Apuí e imediações, está tirando o caboco do que é seu, para fazer um Novo Rio Grande do Sul na Amazônia, desmatando tudo, para plantar café e tocar o gado e com o discurso de que o Governo Federal no tempo da Ditadura que acabou e eu torço que não volte nunca mais, mesmo porque o Luis Carlos Prestes morreu e agora, quando a Direita Fascista vai às ruas pedir golpe de estado, os movimentos sociais e a Esquerda que não estão mais sob a direção de covarde e idiota com dantes, vai mostrar força, em 2015, esperem, vamos ver quem coloca mais gente nas ruas, enviou-os para acabarem com a floresta e não trocam o discurso, nunca, um monte de analfabeto e desqualificado para tudo, fazendo do Sul do Amazonas, o verdadeiro Bang-Bang Caboclo com um pessoal do Sul do Brasil que acha que é grandes coisas, por ser descendente de europeu, fazendo a mesma coisa que seus ancestrais cheios de pavulagem e estupidez, fizeram ao destruir a Floresta Atlântica e ainda acharem que fizeram grandes coisas pelo país e o mundo, com o beneplácito dos vários níveis de Governo e do empresariado local que ainda premia bandidos dessa estirpe. Mas como digo, a regra é clara, está na cara de todo mundo, mas esse pessoal metido à empreendedor, na verdade é curto das ideias e lento, quando mudarem o estilo de beneficiar quem nos destrói, pode ser tarde. Uns empresários e líderes da elite deformados, semianalfabetos, com a cabeça em 1500 ainda, fingindo ser gênio do futuro, quando apenas repetem os mesmos erros do ultra passado, um passado que já era, faz tempo, deixou de ser ultrapassado há muito mais inda tem gente com o mesmo discurso, fazendo crer que é pós-moderno, destruir a natureza é progresso,
A SELVA É LOGO ALI
E indo à Lábrea, onde o guia jurava que tinha a maior diversidade de flora e fauna e tribos, foram pegar a balsa na Ceasa, para atravessar o Rio Negro. Sim, diversidade de pickups importadas, tratores pesados em solo amazônico, sem contar as tribos de gaúchos, paranaenses, catarinenses, matogrossenses, disputando quem é mais violento e parvo das ideias.
Não se sabe o que Diego comeu no Aeroporto de Manaus, típico da região, porta de entrada para tudo o que se vai ver da porta pra fora, tudo muito caro, por um produto de merda, sem fiscalização, porque também virou moda, os órgãos fiscalizadores darem a desculpa da falta, falta material, falta pessoal, quando na verdade falta vergonha e competência, não tem planejamento, é tudo feito na base da boa vontade e nem a Legião da Boa Vontade sobrevive assim, cada um faz o que bem entende, o cara era Supervisor de Serviços Gerais numa empresa do Polo Incentivado de Manaus, virou Gerente de Produção sem capacidade alguma, foi demitido por justa causa, pegou a grana que restou, virou taxista, daí, achou que pode ser empreendedor, investiu em comida, como muita gente, sem higiene, sem saber como conservar e diminuir custos que não seja reaproveitando sobras, sem nada, só com o título do SEBRAE e vamos levando, quando acaba, é a casa da Mãe Joana e os mesmos, ganhando muito para não fazerem nada. Só figuração. Não se muda nada no Amazonas, são cargos e títulos vitalícios, seja no setor público, tanto quanto no privado que se misturam muito, não se sabe se as terras públicas são do estado, ou das famílias de grileiros, o erário é para todos, ou para favorecer uns poucos de sempre, mudança, nem quando o time está perdendo.  
Diego entrou numa dessas balsas da SPH, acho que é essa a sigla que só serve para colocar gente sem competência de nada, para não fazer nada mais do que vender beleza e arriou o barro. Só que banheiro de balsa no Amazonas, é mais perigoso do que guerra no Oriente Médio. Quem viaja de carro, já sabe, um penico para as necessidades mais sólidas e um recipiente para as líquidas se pintar sujeira.
Fritschen preocupado com a demora de Diego no banheiro pediu uma rede fina, dessas que pesca até candiru, para alcançá-lo, caso passasse pelo ralo e caísse no Rio, feito dejeto humano. Não foi preciso. Diego entrara corado, saíra branco, mais branco do que a Anitta, aquela que dizia que era poderosa e está mudando todas as suas características físicas e étnicas. Coisa de brasileiro que sem conteúdo, acha que é só dar discurso, pronto, vira exemplo de alguma coisa. Antes dela, a Negra Li que falava tanto dos “mano”, pegou uma grana a mais, mandou fazer logo uma plástica no nariz. E era mais bonita antes, o que não se pode dizer o mesmo da Anitta – o diminutivo em espanhol, de anta -, nem antes, nem depois, nem nunca.
Chegaram finalmente à Lábrea, destino Humaitá. O que deveria durar algumas horas, durou dias, nos ônibus velhos que fazem o percurso na BR 139 e ainda tem quem queira que se pavimente toda. Espera para ver a merda. Eu na minha ignorância achava que deveriam fazer uma ferrovia, com transbordo em hidrovias, como um projeto antigo que não sai do papel, mesmo que favorecesse a região, desviando a distribuição dos grãos pelos portos de Itacoatiara, via Oceano Pacífico,o que desafogaria Tubarão, Santos, Paranaguá, baratearia custos e levaria menos tempo para colocar no mercado internacional, produtos brasileiros, mas o pessoal é muito esperto, acham lindo os engarrafamentos, as perdas de produção, dias estacionado, tudo o que já se revelou arcaico mas que ainda tem quem ache que é civilização.
VIA CUSIS
A cada metro, Diego pedia para parar e se embrenhava na floresta. Três dias depois, chegaram ao destino. Diego que era meio bronzeado, estava esverdeado, tipo objeto de bronze sem cuidado que oxida, vai esverdeando, assim estava Diego. Papel-higiênico, há 2 quilômetros já era. Era preciso usar as folhas, mas usou tantas que o ICM-Bio o multou por estar desmatando a “floresta em pé”. Na verdade ele estava o tempo todo de cócoras, que até para andar, já o fazia curvado.
Numa taberna, ainda em Novo Aripuanã, viram a posse do Ministro da Energia, o 50tinha, Eduardo Braga, o financiador de campanha, futuro Senador pelo Amazonas, Lírio Parisoto e suas respectivas bonecas de estimação de vitrine, Sandra e Luiza Brunet.
Eu sei, o “Ministro” diz que a esposa vai assumir, nisso eu acredito, como todo mundo esquece e muito rápido, alguns meses depois ela diz que não foi feita para aquilo, faz como o filho de Mestrinho, Thomé fazia, “tinha muitos negócios para cuidar” e entregava para o Gilberto Miranda e o Amazonas ficava sem representante com compromisso com o Estado. Não vai ser a primeira, nem a última vez que isso acontece. O problema é que ninguém vai se lembrar das promessas e nas próximas eleições ainda vai votar no mesmo esquema, o “Ministro” larga o Senado, ficamos reféns dos interesses de São Paulo, do Rio Grande do Sul e muita gente achando que é tudo lindo. Vamos ter cabocos louros e de olhos azuis, é o que vale, mesmo que continuem com a sanha de não terem compromisso algum com esta região.
FOGOS E ROJÕES
O Sul do Amazonas estava em festa, enfim, um dos seus, descompromissado com um projeto coletivo, como o atual Governador, sempre objetivando apenas o interesse mais mesquinho, assumindo um cargo tão importante. Foi assim que o Alfredo Nascimento degringolou geral. A cada nova eleição baixa de posto. Já foi Prefeito, Senador, Deputado Federal, pelo andar da carruagem, nas próximas, vem de Vereador, ou office-boy de algum gabinete do município. Quando pensou que iria ser uma figura nacional, apagou-se até como figura regional. Ainda bem que o filho dele é um homem rico, menino esperto, sem nunca ter trabalhado, nem ter feito nada de excepcional, tem um patrimônio enorme, o homem mais rico do Amazonas, mesmo sendo do Rio Grande do Norte, ninguém sabe como, ou não quer saber, talvez por engarrafar vento. E o 50tinha que se cuide se ele tiver a mesma fome como tem no Amazonas, vai direto para a Penitenciária de Urso Branco, virar boi de piranha. Não adianta chamar os presos de “maninhio”, prometer que leva todo mundo para Alter-do-Chão se forem bons com ele que vai desaparecer do cenário, como tem acontecido com cada eleição que não vence mais, nem para vendedor de pipoca. O problema é que a gang do poder já está sem forças, mas as novas forças que aparecem, como o Marcelo Ramos, logo são cooptadas por agentes da gang, como o Serafim, o Rei Arthur, todos provenientes da Escola de Mestrinho de fazer o povo de leso, mesmo que se escondam disso, e não há uma força que se coloque para derrubar de vez esse grupo que já deu – e dizem as más línguas, para esses donos de partido chegarem onde chegaram, tiveram de dar muito, ainda mais que depois de Mestrinho o decano é o Amazonino – o que tinha de dar, mas não aparece quem os retire do cenário de uma vez por todas.O José Melo já nem esconde, fala às claras.
- Todo mundo que é do grupo político, quando chega a Vice, disputa a eleição para Governador. Agora é a minha vez!
E a fábrica de Hipoglós agradece.
CAGARAM O MUNDO  
De repente o bar foi evacuado. Diego evacuou geral, parece que tudo o que comera nas festas de fim de ano, resevou para aquele momento como muito caboco que não defeca meses, é chegar em local público, dá vontade de deixar lembranças, como se fossem artistas plástico, ica toda obra nas paredes, parece que esse pessoal não acerta um buraco enorme daqueles, imagina o buraquinho da parceira. Com um agravante, já não bastava o efeito comida do Aeroporto, agora tinha a companhia da sujeira das balsas que se juntou e ele estava pior do que paciente com infecção hospitalar, quando começara apenas como uma infecção alimentar, o que se configurou nunca cagada generalizada.
Mas, mesmo assim, entrou na floresta com Fritschen, sem bússola, só com o GPS do smartphone que não era conectado ao satélite, mas de micro-ondas mesmo.E ainda tem gente que acredita que funcione.
Dias e dias dando voltas, sem saber sair. De repente Fritschen pisou num monte mole, pensou que fosse algum formigueiro gigante, ou casa de cupim, era merda até o pescoço. Diego aproveitou para dizer que era coisa de anta, coisas da floresta. Só não sabia que a anta na verdade era ele. Rodaram tanto que voltaram quase ao atracadouro da balsa, em Lábrea.
De repente nova cólica intestinal. Não era possível que uma pessoa fizesse tanta merda, sem ser do grupo político de Omar Abdel Aziz e José Melo. Gente que odeia periquito preferiria que na Efigênio Salles só se pendurasse cobra, ou pomba-rola nas árvores.
Mas desta vez Fritschen esperou dias pelo retorno de Diego e nada. Depois da maior revolta da comunidade, dizendo que os indígenas os haviam matado, finalmente Fritschen apareceu, resgatado justamente pelos indígenas. Teve sorte se fosse pelos grileiros do Sul, no Sul do Amazonas, invariavelmente estaria morto e esfolado. Famélico, só o cu e a catinga, mas vivo. Dizem que os índios do Amazonas são canibais. É só ficar de quatro para ver como eles são ferozes, comem tudo que estiver à frente. Muitos evangelizadores depois que os conheceram, finalmente deixaram essa frescura de lado e assumiram seu lado gay e as mulheres metidas a serem de Jesus, assumiram que são putas e deixaram de se enganar. Índios canibais são um perigo.
Nunca mais Fritschen quis voltar ao Amazonas, nada de aventura exótica numa terra sem Governo, onde o crime organizado manda e justamente, por estar com as costas quentes, ter anjo forte nos setores mais importantes e justamente esses criminosos bem organizados é que gritam que é preciso a pena de morte, a revisão da maioridade penal, quando os criminosos estão diante do espelho, quando estão se aprontando para alguma solenidade.
Depois de anos, já vivendo como macaco-aranha, o mais querido entre os macacos machos mais fortes,eis que finalmente uns pesquisadores do INPA com a NASA, encontraram o guia turístico de araque.
Então, depois de uma reabilitação enorme que não era de drogas, o que parece que hoje a palavra rehab trás até status para as famílias que têm um viciado entre todos, mas uma reabilitação para agir como gente, finalmente se soube da verdade.
ENFIM A VERDADE NO AMAZONAS
- Eu cheguei no Amazonas, vim tentar a vida, tentar a sorte, mas não tive condições de sair da área do Aeroporto. Como não conhecia ninguém, o que é muito difícil, ainda mais em se tratando de estrangeiro, vi que muita gente se apresentava como guia turístico no desembarque de passageiros e nenhuma autoridade fazia nada para desmascara-los, o que acontecia é que a cada dia pareciam se dar bem, então decidi investir no ramo. Como pedi pagamento adiantado, enquanto o Senhor Fritschen colocava a roupa de aventureiro no toillet do Aeroporto Internacional, o que é uma palavra muito chique para a realidade, ainda que chamassem de cagador, ainda não estaria condizente com a situação, eu investi nuns salgadinhos e uns sucos das lanchonetes. Das centenas de euros todos que recebi, sobraram só uns centavos de reais, é o Custo-Manaus, mas iria para a selva mesmo, me viraria por lá.
Mas por azar, tive a primeira crise de intestino, na balsa. Imagina, misturou o que estava podre do Aeroporto, com o que é já podre na própria balsa. Até tentei acompanhar meu cliente, mas na última vez, quando nos perdemos e eu me perdi com os macacos, esvaziei tanto o bucho que escorreguei na própria merda. Estava muito fraco e fui sendo levado, até conseguir parar. Sabe quando a gente evacua muito e depois dá uma modorra, uma madorna, uma moleza do cacete? Eu estava assim. O jeito foi armar a rede de selva que comprei nas casas de caça e pesca no próprio Aeroporto, para inglês ver, nem consegui me limpar, com medo da fiscalização do ICM-Bio, visto que já tenho de pagar uma multa pesada, não iria querer outra, afinal não sou dono de serraria na região, nem grileiro, muito menos minerador que nunca descobrem, resolvi me recolher à minha insignificância. Afinal nem sou o Renner, cantor sertanejo chique que mata, faz e acontece e sempre tem um advogado dizendo que é um coitadinho, tenham pena, dele, ninguém tem pena de cidadão comum. Muito pelo contrário.
Então acho que dormi por dias, só fui acordado com uns bichos que estavam mordendo a minha bunda. O cheiro de merda os atraiu, eles pensavam que fosse carcaça podre. A onça era a mais agitada para me comer. Olha o tamanho da excitação. Foi quando fui salvo pelos macaco-aranha, o líder do grupo, juro, ouvi me chamando de Didi, quando eu pensei que estava salvo, virei a Geni do grupo, acho que faltava macaca que todo mundo resolveu se satisfazer comigo. Eu estava salvo, sendo alimentado na boca e na boquinha, iria reclamar? E quanto mais eu jogava as vísceras fora, parece que mais eles gostavam de mim. São atraídos pelo cheiro. Achavam que eu estava no cio, eu estava é com uma diarreia danada, mas vou querer indenização da lanchonete do Aeroporto, da Infraero que permite qualquer bosta ser vendida como alimento e da SNPH, é essa a sigla do órgão que deveria cuidar das balsas, por danos morais, imorais, rabiais e tudo o mais. Nem se eu morrer durante a tramitação do processo que no Amazonas, na Justiça do Amazonas é preciso esperar sentado, porque são do mesmo grupo, todos, fica para a minha família em São Paulo, se um dia o CNJ entrar na parada e os magistrados começarem a se comportar como pessoas íntegras.
- E agora Seu Diego, o que o senhor pretende fazer?
- Eu acho que vou voltar pra minha terra. É mais seguro!
- Espere um pouco. Sim, estou escutando. Vai daí do estúdio, fala você. Empinando pipa, não, estava comendo abóbora com gengibre. Rede Amazônica, a cara e a voz do Amazonas!
- Mas quando, ora já então!
- Quem falou isso?
- Esquece!
- Goreth Almeida, o Governador chamou o rapaz para assessorar a Secretária de Turismo, na gestão vindoura.
- Você ouviu? O Governador num ato de benevolência extrema, o convidou para assumir um cargo comissionado, como se o dinheiro público fosse para fazer essas coisas.
- Mas eu não entendo nada de Turismo.
- A esposa do Pastor-Deputado Silas Câmara, muito menos, Falam tanto em Jesus, mas nem isso, vivem de maracutaia, não entendem de nada, mas estão aí, sempre. O Dan Câmara continua sendo irresponsável por muita coisa, e tudo o que pega, transforma.
- É o Midas?
- Não, o Merdas. Os helicópteros parados, as viaturas escasseando, enfim, o Amazonas é um Estado onde se tem de acreditar muito em Deus, porque acreditar nas autoridades é esperar muito. É por isso que tem tanto evangélico, muito cristão sem moral alguma, como autoridade, falando do pecado dos outros, mas com jeitinhos, as negociatas em nome de Deus, trocando voto para político inescrupuloso, pelo curral-eleitoral das igrejas evangélicas, para receberem vantagens pessoais, isso, de maneira alguma é uma forma criminosa de representar Deus na terra, nem atinge a honra de Deus, muito pelo contrário.
    E vamos ficando por aqui. Graças a Deus, deu tudo certo! Isto é Manaus!
- Espera aí, eu não sou evangélico.
- Não importa, todo mundo faz o mesmo, católico judeu, todos se vendem sem o menor temor de prestarem contas no Dia do Juízo. Os caras se acham tão espertos que podem enganar até a Deus. Adeus! Escrúpulos não é bem com essa gente do Além!

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OBSERVADORES DE PLANTÃO