Nestes tempos em que ser fútil é
posar de intelectual, aparece gente sem conteúdo algum, querendo ser
celebridade. E assim era a Família Schirowsky de Almeida & Almeida - fazem
questão de acentuar o Almeida & Almeida como se fosse grandes coisas. Tu
conheces algum Almeida & Almeida que tenha feito alguma coisa de destaque
no mundo? Nem eu -, daquelas famílias reacionárias até o topo que de repente
querem posar de vanguarda. E acham que só fazendo pose, já basta.
Guilhermo Schirowsky de Almeida
& Almeida chegou até a frequentar programas matinais, dominicais e
sensacionalistas, sobre bullying. Os
pais brigaram muito com os coleguinhas dele que o chamava, já naquela época, de
Porta-Jóia de Rola, sabe como são as crianças, impiedosas,mas verdadeiras. Por
isso, os pais achava que era extrema violência contra o coitadinho, hoje é “artista”
em uma casa LGBTTTTTTTTTTTKLMXYZ – velhos tempos aquelas em que eram só
Lésbicas, Gays e Simpatizantes que na verdade eram enrustidos, hoje se inventou
tanto baitola, é Travesti, Transexual, Transgênero, Thiaguinho, Travado,
Travoso, Tocaia, só as mulheres homossexuais é que continuam sendo ou mulher-macho,
ou sapatão e pronto – onde seu show é
famoso e atrai gente do mundo inteiro, ainda mais evangélicos. Começa como
Menino Jesus, depois vai percorrendo todo o corolário de Cristo, segundo João,
Segundo Mateus, segundo Chiquinha, segundo Kardek e segundo Elixico Paregórico
Xarope Xavier, o Homem dos espíritas, até o dia em que bate as botas de
fraldão, pregado na cruz, sem poder desmunhecar com os pulsos, aproveita para
desmunhecar com os cílios postiços e os seguidores abestalhados ficam fazendo
vigília na catacumba. Então ele reaparece dos mortos, espalhando purpurina, de asinhas, voando por
cima de todos e cantando:
Pensaro que fumo mas
vortemo
Oi nós aqui traveco!
Os neopentecostais então, saem aos
prantos, inconsoláveis da apresentação da Vida de Cristo Sem Tirar Só Pondo,
como é o título do programa.
Certa vez, os pais dele adentraram
ao camarim, pensando que o mancebo fosse leão, perceberam que é uma tremenda tigresa,
estava devidamente de quatro, com um cara desconhecido colocando a agulha no
disco, entende? Colocando lenha na padaria. Municiando o quiosque. Colocando de
jeito no zebesquefe do filho deles. Bem, se ainda não entenderam, vou ser
claro, estava dando o boga, o bocal, o caneco, o furico, a rabiola, a urna, a
tripa-gaiteira, o flaite, o raitioflaite, o latifúndio dorsal, o fiofó, a
rabadela, o mucumbu, estava dando o cu, pronto! E eis o susto e ao mesmo tempo
o constrangimento de todas as partes, inclusive do diretor teatral que fingia
muito bem que era muito macho, aliado do Bolsonaro no Colégio Militar, até as
Agulhas Negras.
- Meu garoto!
- Meu papito!
- Menino dos céus, este homem está
machucando você querido?
- Não mamãe, é o meu prazer!
- Viste Cinthia Cleia? Viste? Eu bem
que avisei, esse negócio de não deixar o garoto enfrentar as adversidades da
vida, iria acabar assim. Protegemo-lo tanto que olha o que ele está fazendo. Um
apelido era violência, um cara enrabando nosso garoto, é prazer. E nós brigamos
com todo o nosso círculo de amizade, pensando que o estávamos resguardando da
violência do mundo. E ele dando a retaguarda sem sentir dor.
- É, mea culpa! Admito, fui muito boazinha na educação dos meninos, quem
engole uma maçaroca dessas, sem nem gemer, aguenta muito mais e eu pensando que
ele era fraco.
- Meu filho, por que aquele estátua
de São Sebastião?
- É o Padroeiro da Causa. É assim
que todos nós gostaríamos de morrer, uma flecha de Cupido no coração, um tronco
veiudo nas costas, contorcendo de prazer.
- É, não tem jeito deste rombo em
diante, Cinthia Cleia, daqui pra frente, nem dando o testemunho, nem o sangue
de Cristo tem poder.
Mas sabe como são essas famílias
metidas a tradicionais, o que é deles, sempre é melhor. Dia desses, em um
programa humorístico, estavam falando da diferença entre baitola e boiola.
Baitola é sempre o filho dos outros, o da casa, é boiola. Então saíram
divulgando as maravilhas do filho, sem dizer o outro lado que ele entrega como
um ato de filantropia vai à Bíblia para dizer que está certo: “daí a quem tem
fome, com a mão direita, sem que a esquerda saiba, quem cuida dos mais
humildes, está dando a Pai”. E ele que era religioso até a alma, dava tudo, sem
cobrar nada e se o Caboco Enrabador for pobre, ainda dá mais do que apenas o
robiscopi - aquele filme famoso do
policial que virou robot e só ficou o
cu e a catinga – ele dava uma chupadinha, batia um punhetinha, qualquer coisa
para ser visto como cristão.
A família era assim, só mostrava o
lado mais bacana, quem está aqui fora, pensa que é propaganda de margarina, de
automóvel de luxo, de condomínio vertical, só tem beleza. A Família Feliz, como
era vista por muita gente.
VALÉRIA KATIÚSCIA
Bem, eram dois filhos, a
representante feminina na Família Schirowsky de Almeida & Almeida, era
Valéria Katiúscia, uma menina chata, mimada, antipática que achava que era
feminista, quando na verdade, como definiu uma feminista recentemente, era
femista, aquelas mulheres que não entendem nada da luta pela condição feminina
e querem apenas trazer para o lado feminino, tudo aquilo que foi reprovado no
machismo, inclusive aquela mania de achar que só por ter nascido com uma
sexualidade, já é competente, está acima dos outros, é capaz, mesmo sem
precisar se especializar nas coisas e que pode dominar, segregar, ao invés de
se juntar a todos.
Valéria Katiúscia confundia
arrogância com personalidade, queria se impor, sendo antipática, derrubando os
outros, querendo tudo só para si, mas com um discurso pronto para enganar por
quem se deixa levar só por discurso fácil.
Era daquelas que sempre dizia que a
mulher ainda vai dominar o mundo, o discurso do machismo, apenas com o sinal
invertido.
Mas quando o pneu furava, apelava
para o pai, o irmão, o namorado, até para o amigo de pós-graduação, como
aconteceu comigo.
[...]
Eu estava estudando, tranquilamente,
como havia me comprometido, quando me inscrevi na pós-graduação, quando uma
amiga chegou atrasada e descascou encima de mim.
- O pneu furou, tu nem pra teres
celular. Fiquei numa rua escura, erma, apareceu um cara querendo ajudar, eu
fiquei apavorada, não tinha como te chamar, tive de ligar pro meu noivo.
O noivo que acabou logo em seguida,
com o discurso de que a amava demais, não podia ficar com ela, nem eu entendi,
mas vai que tem algum fundamento, afinal, a relação era deles, não sou
conselheiro matrimonial para me meter e entender as razões de tanto amor. Já
dizia Shakespeare: “entre o Céu e a Terra... nem a vã filosofia...” Esqueci essa porra. Serei borracheiro?
Direitos iguais, então aprende a trocar pneu, a trocar a vela do motor, a
reparar o nível de água no radiador e de óleo no cárter.
É daquelas que arranja confusão com
todo mundo, quando deveria se defender, liga para o pai, o irmão, o namorado,
quer que todos os homens a defendam, Tipo mulher no trânsito. Quando está
saindo da garagem e a rua está com o tráfego intenso, faz todo tipo de charme,
pede com uma cara de coitada, o cara deixa, lá na frente, quando tem de ceder para
o outro, espera, aí aparece aquele monstro sem alma detrás do volante que passa
por cima se o cara frescar, não dá a vez, nem se for para ambulância com sirene
e luzes acesas. O cara fica com a maior
peninha, aliás, tudo o que se baseia em pena, em dó, acaba como o Renner e os
sertanejos que viraram celebridade, não porque têm um produto bom a apresentar,
mas porque eram pobrezinhos, coitadinhos, agora, abusam da petulância.
Essa era Valéria Katiúscia, uma
menina mimada que achava que era Menina Super Poderosa, aquele desenho animado,
de umas garotas muito mal desenhadas, tudo em bastonetes, mas que virou febre,
como muita porcaria alicerçada na propaganda apenas.
O CASAMENTO TRADICIONAL
De repente aquela menina que não entendeu
nada, quer fingir ser uma coisa que não é, conheceu Ricardo Lourival da Cunha
Neves num bar. Sabe como é amor de noite, todo mundo fazendo o maior tipo, aquele
machão que na verdade nas horas vagas é uma moça, todo mundo querendo dar para
ele, ele a fim de dar para os bofes, até as 3:00h da madrugada, onde quem não se
armou, está pegando até sarampo no teto, tem quem acredite em amor de bar, em
promessa de bar. O cara promete mundos e fundos, no outro dia diz que estava
bêbado e não cumpre nem à caceta. O pior é quando o cara pega aquela gatinha,
quando acaba do “vamos ver” que ela aparece só de toalha, saindo do banheiro,
ele percebe que é o maior jaburu. Comprou Suzie por Boneca Frankenstein,
aquelas bonecas que representam bem este mundo pós-moderno, sem ética alguma,
representado bem pela estética do que chamam de arte contemporânea, uma merda. A
mulher tirou a peruca, os cílios, as unhas postiças, o salto alto, é preciso
olhar para baixo para encontrá-la, a dentadura, o olho de vidro, o bundex,
enfim, o que sobra, não dá para fazer uma Boneca Barbie. Só o cuí e se o cara
não segurar a madame, é capaz de tirar até o I e ficar só o cu. Assim mesmo,
todo murcho.
Ah sim, para esclarecer quem não é
do Amazonas. Cuí s.m.
(c1607 cf. RelCar) 1B
resto do tabaco reduzido a pó. 2 AMAZ farinha de mandioca fina,
peneirada. ETIM tupi ku’i ‘farelo,
farinha, pó’ .
É chamado para ouriço também, ou ibaracuí, ou cuí,
Ela achava que era amor, acredita em
amor à primeira vista que os profissionais da área, dizem que é apenas tesão,
na maioria das vezes não resiste à primeira pirocada, não se sedimenta e acaba
em amor, em compromisso, em companheirismo, apenas uma maneira de satisfação
sexual, cada um para o seu lado e Deus contra todos. Mas ela insistia que era o
amor dela, logo ela que como uma antiga namorada, tinha tantos ex que eu dizia que para não se
esquecer, tinha três cd’s, só com o primeiro nome de cada um, cheios. E eu acho
que inaugurei o quarto cd, ou pelo andar da carruagem, a conexão USB dela,
mesmo casada, ainda tem quem ache que ela pule a cerca. Mas não me interessa, o
que tinha de ser feito, já fizemos, agora são águas passadas. Mas Valéria
Katiúscia tinha de casar, casar, casar, havia encontrado o homem da vida dela.
Só se fosse gato, sete vidas no Brasil, nove nos EUA, porque o que já passou de
homem e passou todos pelos peitos deve ter desabrochado a florzinha, faz tempo,
está para murchar de tanto que foi regada.
Então a Família Schirowsky de
Almeida & Almeida resolveu fazer uma festa de luxo, ao estilo dos casamentos
de príncipes e princesas de antigamente. Gente tão “antenada”, tão atual.
Imagina! Quando antigamente casamento não tinha nada com amor, era a
consolidação de poderes.
Escolheram véu com pedrarias da mais
refinada mina sul-africana. O vestido foi desenhado por Mark Jacobs, aquele gay que adora chamar a atenção, vestindo
minissaia, ao invés de fazer coisa que o valha em seu afazer. Só destoou de
tudo, o local escolhido. Mesmo sob protestos das famílias, ela queria que fosse
realizado na Maria das Patas. Uma casa de leniência, ou de conforto masculino, como
se chama puteiro, educadamente, que ficava em Manaus. Eu, moço de família, não entendia
porque a Maria se chamava das Patas. Então me explicaram, para não chamar as
funcionárias de putas, ela preferiu se intitular de Maria das Patas, era uma
cafetina muito frequentada por anos - e até por piriquita mesmo -, chegando a
se instalar no Bairro de Adrianópolis, lugar considerado chique, ainda hoje.
Bateu o pé que tinha de ser ali.
Hoje, casamento é um negócio para quem não tem nada mais a apresentar, do que
tolice, a oportunidade de se mostrar. O amor em si, não importa, como não
importava antes, mas é tanta gente querendo ser original no casamento que acaba
sendo apenas mais um casal de idiotas. È gente casando de paraquedas, no fundo
do mar, nu, no balão, virou um motivo para quem não amadurece, brincar de ser
gente grande.
Ela queria casar na Maria das Patas.
E casou. Hoje, mulher impõe tanta coisa, mesmo dizendo que a luta é por um
espaço no mercado, respeito para a condição feminina, mas parece que é uma
maneira de continuar a ser tratada, como objeto, como mercadoria, sob a tutela
de um macho que tem de realizar até vontades antes inimagináveis das mulheres
submissas de antigamente que nem precisam ser evangélicas e serem orientadas
pela filha do Bispo Edyr Macedo que prega na TV de hoje que mulher de Deus, é mulher
que tem de realizar todas as vontades do seu homem; Não sei se ele pedir sexo
anal, ela tem de perder as pregas, se não é pecado a sodomia, nas igrejas
protestantes. Vai ver que não, era como o rico não ir ao Reino do Céu, de
repente Lutero que não era o Martinho da Vila e não foi devagar, devarinho de
maneira alguma, chegou botando banca, dizendo que agora se pode enriquecer
bastante e viver nababescamente na Terra, desde que faça filantropia, para
assegurar um lugar no Céu, assim do nada, como todo mundo que quer abrir sua
igrejinha, para ficar rico, em nome de Jesus que pregava a humildade e ate a
conformação, contra a soberba. E ai de quem discutir tanta vontade a ser
satisfeita pela “mulher pós-industrializada”, é tachado de atrasado, quando
muita coisa é feita, como se fossem nossas vovozinhas, dependentes dos pais dos
maridos, ou relegadas ao caritó, como uma coisa de menor valor. Mulher só
existia se estivesse sob a chancela de um macho e muitas vezes, um homenzinho
de bosta que só tem o título de macho, por causa do penduricalho que muitas vezes,
hoje, só funciona com tesão de farmácia e depois de rodar a manivela num terra.
As pessoas ouvem o galo cantar, já
saem fazendo coisas que pensam ser da hora, mas são tão atrasadas, quanto de
tempos imemoriais.
Ontem, quando acompanhei Dona
Therezinha ao Banco Itaú, aquele dos lucros exorbitantes, mas um atendimento de
merda, até para os correntistas considerados top, caiu o sistema em toda Manaus, mas nem ao menos para virem ao
cliente na sala especial, dar satisfação do que estava acontecendo, as gerentes
pegaram o beco, o banheiro parecia chiqueiro, apesar do serviço de faxina terceirizado
ter gente a todo momento, mas conversando lá na frente, a cabocada não sabe
apertar o botão de descarga, tinha mais mijo, até no chão, do que em estádio de
futebol, de times de trogloditas; estava falando ao taxista que em todas as
relações, pode ser econômica, política, sentimental, de amizade, tudo, quem tem
o poder econômico é quem manda. O cara pode até num primeiro momento dizer que
é bonzinho, mas diante de uma coisa que se vê sem saída, apela para o seu poder
de financiar as coisas.
- Amor, deixa de trabalhar, a mulher
pós-moderna pode até decidir ser doméstica, como uma ato de soberania.
Espera para ver, ela fica dependente
do marido financeiramente, na primeira porrada, ele se coloca acima e ai dela
se não cumprir o que ele manda. Enquanto se os dois tiverem como se manter, a
relação em casa é diferente, mesmo que muitas mulheres ainda casem com Reis do
Lar, façam a dupla jornada de trabalho, relevem tudo, achando que é amor,
quando apenas são uma mulheres atrasadas que trabalham também fora de casa, mas
ainda submissas.
Não tem jeito, as pessoas têm mania
de discutir encima do eu achismo, ao invés de se basearem no que se tem de
conhecimento. A mesma coisa com pobre, o filantropo é bonzinho, mas deixa o
pobre que vive de altruísmo, colocar seu ponto de vista contrário, para ver se
continua a ser beneficiado. E o taxista pensou um pouco e concordou. O mundo
pode até rodar, mas as coisas não mudam por um passe de mágica. Estava
discutindo, sobre produção e distribuição. Não tem jeito, como ele disse, dia
desses na Feira da PanAir que virou mesmo Feria da Panaír, o cara chegou com
uma canoa cheia de peixes e vendeu tudo por R$ 100,00. Eu disse que o vendedor da
Feira, iria colocar o preço de R$ 100,00 em cada peixe. Quem menos faz, é quem
mais lucra. O problema não é de produção, dá para alimentar 3 vezes a raça
humana e mesmo assim, ainda existe uma miséria, uma fome muito grande, mas como
o sistema é de lucros, o vendedor não vai dar de graça, senão acostuma e não tem
lucros. Se não vende, mesmo que sejam milhares de peixes que ele só teve de
colocar a rede e trazer para a Feira, ele joga no lixo.
É como as crises cíclicas do
Capitalismo, pode crer, mesmo que robots
estejam à frente da produção, o problema é distribuir. Quanto mais robots, mais desemprego, menos
consumidores, acaba em crise e para se vender o que é novo, para ter novos
lucros, é preciso destruir o velho, lá vêm guerras, até grupos pagos para
quebrar, para roubar, possibilitando assim que se venda mais e não se estagne a
produção.
Mas inda se discute muito sem base
de nada, como se tudo fosse novidade, só porque algum best-seller escreveu um livro novo dizendo que tudo mudou, como o
Bush que decretou o fim da luta de classes e muita gente comemorou, mesmo que
no auge do Neoliberalismo, a luta de classes fosse selvagem. Tem gente que vive
esperando milagre, ao invés de adaptar ao mundo real.
A SURPRESA
O casamento foi aquele espetáculo,
sim, hoje, todo mundo quer ter seus 15 minutos de fama, sem apresentar nada que
o distinga da plebe rude, como dizem, sendo moderno, pois o princípio básico do
Modernismo era o escândalo em torno das obras. Não se precisa fazer nada
demais, ganha quem grita mais alto. Fica a disputa entre a Madonna e a Riahanna
que se promovem, fazendo papel de puta rameiras, sem nada mais do que umas
musiquinhas fuleiras, mas celebridades internacionais. E as pessoas continuam,
achando que são muito contemporâneas. Isso o Oswald e o Mario de Andrade,o
Villa Lobos já faziam sem seguir nenhum manual de Escoteiro Mirim, de como
chamar a atenção.
Mas dali em diante, parece que a
festa acabara no momento em que se teve de limpar o salão. Muita gente ainda
acha que casamento é só a festa, o dia a dia, ou melhor, o dia seguinte, quando
a ficha cai, cada um quer tirar o cu da reta.
Nunca mais foram o mesmo casal
apaixonado, mesmo porque paixão não resiste por muito tempo, é coisa de gente
imatura, enquanto parceiros, só funcionou até o momento de dar satisfação aos
outros, o que hoje é muito comum. O cara não é nada, nem faz por onde, mas vive
querendo aparecer, com selfies, com “seguidores”, ou seja, gente mais
desqualificada do que os outros que tentam pegar carona na fama alheia.
Um dia Ricardo Lourival estava
escalado para ir ao Oriente. Sim a terra do pessoal que não abre os olhos, nem
depois de tirar a ramela dos olhos. A terra em que fim de ano, é desgraça para
todo lado, todo ano parece que é o fim do mundo. Foi ao aeroporto e na saída,
como todo casal norte-americano do Sul, despediu-se na porta, para todos verem.
Lá dentro nem se tocam, cada um dorme em seu quarto, mas em público, até dá
inveja a quem acredita em muita cena de novela.
É como as senhoras aqui de casa com quem
eu fico puto, toda vez que vamos sair. Todo mundo esperando o táxi, elas
paradas, quando chega, aí é que vão procurar as bolsas, ver se está tudo no
jeito, arrumar o que falta e o carro esperando, quando chegam do lado de fora
da rua, é que resolvem rezar. Pauta que pariu, não dá para fazer essa porra,
enquanto esperam?
- Não, só pode ser feita na hora em
que se sai de casa.
Então sai antes e reza, ora, louva,
mas não atrapalha. Esse caralho de religiosidade já é um saco, ainda atrapalha
o mundo real.
Mas Ricardo Lourival até esperou o
voo em que iria, mas era da Asia Air, aquele em que o piloto pensou que Airbus era
submarino e se lascou no fundo do mar. Então, quando os passageiros foram
avisados que não iriam nem com reza braba, decidiu voltar para casa, era
conformado, nem pediu uma hospedagem por conta e uma putas para não entrar com
um processo, contra empresa. Era recém-casado, achava que tinha de ser fiel.
Como a máxima no futebol: “quem não faz, leva!” Fidelidade, é sinal de que se está
procurando chifre. Quem é fiel? A torcida do “Curingão”. Ah, acredito.
Lá foi ele, querendo fazer uma
surpresa à amabilíssima esposa, que deveria ter voltado do trabalho há tempos, devia
estar com saudades, na cama, sem o marido querido, entrou sem fazer
estardalhaço, pé ante pé. Quando chegou ao quarto, pensou que o cunhado estava
na casa.
- Guilhermo, na nossa cama, porra?
- Opa!
Foi um susto tão grande que o ferro
do cara amoleceu como se estivesse sob alta temperatura.
- Mas o que é isso? Vou matar os
dois.
- Peraí amigão, eu não tenho nada a
ver com vocês. Conversem aí, mas deixa eu voltar pra casa. Sou um homem casado,
diretor de empresa com muitos funcionários com famílias grandiosas, amo a minha
esposa, tenho muitos filhos que ainda dependem de mim. Vira esse trabuco pra lá
mermão.
- Vou matar. Olha que desde quando
namoro com essa filha da puta que eu peço pra meter no anel. Ela não deixa eu
meter nem o dedo, de repente conhece um vagabundo qualquer e já sai entregando,
sem conversa. Filhos da puta!
- Me respeite!
- Respeite? Eu estou armado.
- Bem, não precisa respeitar, mas
vamos conversar como amigos. Eu ainda sou muito novo para morrer, tenho apenas
54 anos, dizem que o homem vai viver até os 500 anos, imagina eu morrer hoje, é
um desperdício. São quase 1.000% de tudo o que eu poderia aproveitar.
- E tu estás aproveitando com a
mulher dos outros?
- Não eu nem sabia que ela era
casada.
- Como é, Alfredo?
- Bem, eu pensei que fosse
brincadeira dela, esta mulher vive na putaria, juro que eu pensava que ela era
solteira e desimpedida. O papo de casada, era só pra dificultar e ter mais de
quem a procurava. Tenha piedade de um bom cristão que só quer fazer o bem aos
outros.
- Metendo no cu, né?
- Olha, nem das xadangas eu gosto...
- Que porra é essa?
- Que porra amigo?
- Xadangas?
- Ah, nem de cu eu gosto, ela disse
que estava coçando, eu não queria sujar meus dedos, não sei onde estão as
coisas nesta casa nova, foi a única solução. Me desculpa, já está tarde, se eu
chegar tarde em casa, minha mulher começa a desconfiar que eu estou na putaria.
Fiquem aí discutindo a relação. Eu não tenho nada com isso. Obrigado por tudo!
Depois do trauma, a esposa de
Alfredo até desconfiava que ele a estava traindo. Nunca mais quis saber da
mulher alheia. Ficou tão fiel que a mulher enjoou dele e contratava michés, para se satisfazer sexualmente.
Ele tinha ficado muito chato. Homem fiel é que nem leite condensado com açúcar
e mel, até as papilas gustativas femininas que adoram uma coisa adocicada,
acabam querendo coisa mais bitter. Ah, não sou eu que digo, apenas transcrevo o
que já ouvi dizer de umas amigas.
Acabou em divórcio do lado de
Valéria Katiúscia, Ricardo Lourival não conheceu Seu Clóvis que dizia que é melhor
comer um banquete acompanhado, do que merda sozinho. O que tem demais um
chifre? Desde que ninguém saiba, tudo bem, lavou escaldou, já está pronto para
uso, desde que sobre um cuzinho para nós, um boquete sem segundas intenções,
maravilhoso. O problema é trazer companhia para casa, no caso dessas pessoas
casadas que transam fora, sem preservativo, nem se preservarem, podem voltar
acompanhadas, até para sua cama, com uma gonorreia, um sífilis, um cancro, uma AIDS,
aí é inaceitável, no caso da AIDS que não tem antibiótico que dê jeito, até se
for inaceitável o cara está fodido pelo lado mais negativo possível.
Então Valéria Katiúscia pediu emprego
ao irmão, visto que perdeu por todos os lados, as benesses a que estava
acostumada e ela chamou mais clientes à casa de diversão madura, como também
chamam bordel, para não parecer que é lugar de esculhambação, com seu número,
do que Guilhermo com a vida de Jesus. Encarnou Luz Del Fuego. Sentava em tudo o
que era cobra, já aparecia despida, contorcia-se de todo jeito e no fim,
acendia um isqueiro e mandava aquela flatulência, iluminando o ambiente por
inteiro. Para isso, 10% de todo lucro tinha de ser investido em ovo choco, em
couve-flor, em repolho, em cerveja quente, em pickles, suco integral de uva, essas coisas que causam gases
abdominais que acabam em bufas anais. Os clientes faziam leilão, para consumir o
Bufante em Chamas, como era conhecida. E a cada noite, o leilão da argola dela
gerava mais lucros. Assim dispostos. 10% para os insumos dos gases, 60% para
Valéria Katiúscia, 15% para a casa e os 15% que sobravam, para corromper
autoridades que faziam vista grossa para a putarias que até hoje são ilegais,
eu quero ver quem não gosta. O pessoal quer fingir religiosidade a Deus, mas se
arrepia todo, ao primeiro sinal de uma saliência às escondidas.
Bem, vou ficando por aqui, tenho de
comer e muito, para alimentar este corpinho de mais de 100kg, é o meu charme,
fazer o quê?
Mais uma história que não se
sustenta, onde as pessoas ao invés de serem, querem dar satisfação aos de fora
e acaba mal. E eu não tenho nada a ver com isso. Eu sou contra casamento,
relacionamento muito grudento e principalmente, fidelidade, no meu caso,
lógico. Se a minha parceira quiser ser fiel, eu até incentivo.
Ah, já ia me esquecendo, como muitas, a Família Schirowsky
de Almeida & Almeida não podia sair por baixo, reinventou a história do
casamento de Valéria Katiúscia, a culpa toda era do marido que não era homem
suficiente e coitadinha, ela teve de procurar homem na rua, porque o seu
cônjuge era muito fraco e isso a levou a um trauma tão absurdo que hoje ela
vive representando um papel para fugir da realidade que se tornou tão cruel com
ela. Mesmo assim, é uma mulher que se sustenta por seu próprio trabalho. E a
Família Schirowsky de Almeida & Almeida continua sendo vista como uma das guardiãs
dos valores mais cristãos e éticos, - coisas que são como água e azeite, mas
tem quem acredite – da sociedade mais pura, como a Virgem Maria.
Assim, continua se iludindo a humanidade.
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