É, estamos no período chuvoso, os 6
meses de toró, isso antigamente, porque hoje, a chuva, comparada com antes, é
uma garoa, mas desde ontem, chove lá fora e faz um calor filho da puta em
Manaus. A água bate e o calor do asfalto e dos prédios vira um fogareiro a céu
aberto.
Eu até gosto, plantei umas
pimenteiras que estavam no vaso, no lugar da horta e precisam de muita água
para crescerem mais e darem frutos, ou seja, pimentas, eu preciso fazer uns
molhos maneiros, visto que o que está no fim, já não arde nem no olho. Dona
Therezinha perguntou se eu vou plantar pimenteira de todo jeito. Eu gosto de
pimenta, na outra casa tinham pimenteiras de todo tipo, o que deixava o molho
mais ardido, mais gostoso, eu também gosto de cabeça de peixe, gosto de mulher,
apesar disso, como ler, pensar e falar em política social também ser
considerado atrasado. Mas eu prefiro ser atrasado do que viver tomando no rabo
e ainda sair espalhando que é onde está o prazer. Cada um sabe por onde chora.
Eu prefiro do jeito antigo, eu colocando de jeito nas garotas, nas companheiras
que já nascem com útero e não precisam tomar hormônios para dizer que é mulher,
mulher, mulher. Mas respeito quem tenha outros prazeres, o meu é desse tipo,
arcaico para cacete.
Dizem que na cabeça de peixe, é onde
se concentram os nutrientes que servem até para dar tesão na cabocada. Lembro
de uma conhecida, do Rio que ficava enojada da filha ter o mesmo hábito do pai
e chuparem cabeça de peixe. Ela não chupava nem na hora do chove-não-molha a
cabecinha que não tinha nada a ver com o peixe.
Sim, talvez seja por isso que caboco
goste tanto de sexo, não precise de tanta fantasia, são nutriente presentes nos
alimentos locais que dão tesão e ainda colaboram com o colágeno, com a
preservação da espécie, por isso, é tirar a calcinha, o soutien e a cueca, se a indústria farmacêutica precisasse dos
cabocos para comprarem Viagra, Cialis e companhia, iria morrer de fome, porque
o pessoal já fica hirsuto só com o cheiro, a inhaca das coisas, a catinga da
caboca. Mas hoje, o pessoal quer ser estrangeiro em casa, não come cabeça de
peixe, não sabe o que está perdendo, não toma açaí, os estadunidenses levam
toda a produção, só salmão, caviar, Coca-Cola e cogumelo, muitas vezes que
pegam na Amazônia e comercializam como japonês, norte-americano, francês e os
toscos pagam com o maior prazer, para e por serem passados para trás.
Mas voltando ao caso de Manaus,
mesmo chovendo, faz mais calor do que sob um sol causticante, na verdade a
Capital do Amazonas virou deserto, não tem mais volta. Nosso solo é pobre,
melhor esclarecendo, paupérrimo, é mata primária que só existe no INPA, Universidade
Federal do Amazonas e na Reserva Duke; depois, mata secundária e daí,
campinarana, campina, gramínea, mato no sentido estrito da palavra. Quando o
pessoal que veio por causa da Zona Franca procurar novas “aventuras”, Manaus
não vai servir para mais nada. Só buraco, só devastação.
- É o progresso!
Eu entendo, para mim, progresso tem
a ver com saber, com cultura, com educação, com inteligência, mas ainda tem
gente que acredita em Deus e faz disso, até células terroristas, fazer o quê? O
tempo, segundo a Física, não é linear. Deve ser isso, em pleno 2015, tantra
gente estúpida e ignorante, pensando que está arrasando. E olha que o zinco, o selênio
presentes na cabeça de peixe, também servem para a inteligência. Fiquem na Coca-Cola e no Militos para ver.
Os empresários do Amazonas não
exaltaram a escolha do General Villas Boas para Ministro do Exército do Segundo
Mandato do Governo Dilma? Por quê? Por ele ser contra tribos ameríndias, ser
contra os recursos naturais, tão atrasado que se Deus nos livre, o Brasil entrar
em uma guerra, ele vai só de folha de parreira nas partes e tacape para se
defender. Mas não difere muito, de muita gente que parece ter parado no tempo e
acha que basta só viver de pose.
Se fosse nos filmes de Bang-Bang,
poderia até ser Sheriff do Velho
Oeste e ter como assessor o chefe do FECOMÉRCIO, da FIEAM, do CIEAM e tantos outros que há pelo menos dois
séculos ultrapassados, seriam considerados de vanguarda.
Mas como digo, o Brasil foi
colonizado por jumentos, porém faz tempo, a Oceania que é mais nova, tem a Austrália
e a Nova Zelândia que não me deixam mentir, nós temos pelo menos meio milênio,
já poderíamos ter evoluído, não ainda apegamo-nos muito nos ancestrais, para
parecer alguém. Não nos indígenas que já na “Descoberta” do Brasil, eram muito
mais evoluídos do que os europeus catequizadores, mas nos baseamos justamente
nos europeus e nos piores. Graças a Deus que a líder da Extrema Direita Francesa,
Madame Le Penn(is) ainda não existia naquele tempo, senão estaríamos muito mais
fodidos do que agora.
Mas ao invés de evoluirmos, ainda
fomos chamar uns europeus analfabetos e sem higiene para botarem banca após a “Abolição”
da Escravatura, ficou a ideia de que o “homem” é a imagem e semelhança de Deus
e, portanto, a natureza tem de ser dominada. E dominação para essa gente, é
destruir, como os alemães faziam nos campos de concentração na Segunda Guerra e
os EUA destroem no país dos outros mesmo, com a maior cara de pau e o discurso
da autopreservação, esperando sempre a comiseração de quem é leso e se deixa
levar por discurso sem cabimento algum, completamente sem nexo.
Os europeus destruíram a Floresta
Atlântica, foram subindo, a Caatinga, o Pantanal, cada vez mais destruindo, com
a imagem do Todo Poderoso que se faça o que fizer, vem nos salvar, vem morrer
por nós. E eu sou ateu, na próxima encarnação quero vir bem crédulo, só para
pagar os pecados desta vida herética.
O que acontece no Norte do Brasil
hoje, é apenas um microcosmos do que aconteceu no Brasil de antigamente e ainda
menor, do que se pensou por eras, no mundo inteiro, quando apareceram Deuses,
para justificarem a estupidez humana, onde a insensatez era vista como
religiosidade santa. Deuses que eram a imagem e semelhança dos aristocratas e
reis antigos, sujos, incautos, sem nada mais do que fama, para contribuírem e
nos legaram um mundo violento, de elites burras e nojentas.
Mas ainda se pensa que a natureza é
perpétua, até o Dia do (pré)Juizo Final. Eu sei que eu vou estar morto. Não faço o menor esforço para levar uma vida
religiosa, mesmo porque eu prefiro ser visto com uma pessoa com alguma
inteligência. Nem se for de barata.
Mas não precisa ser filho de Deus,
nem muito inteligente para perceber o que nos acontece. Tiraram todos os nichos
de floresta que ainda existiam a nossa volta e não foi aos poucos, foi de uma
porrada só, com o aval do IPAAm aquele órgão que parece um presépio no
carnaval, não serve para nada. Depois, o Braga para tirar as empresas da
família da falência, fez os PROSAMIN’s, uma estupidez que se fez em São Paulo
lá pelos idos de 1930, até os anos de 1950 e hoje causa o maior transtorno, com
uma simples garoa e uma seca dos Diabos, com as maiores tempestades. E as
árvores caem e ninguém sabe. Eu sei. São as águas represadas no subsolo. Daqui
a pouco, com aquela esponja que eram os leitos dos rios, São Paulo vai ter um
aquífero muito maior do que o do Amazonas que é da mesma extensão e largura do
Rio Amazonas, na Amazônia. E nós em
Manaus, estamos indo pelo mesmo caminho. Para o brejo. Com tanta gente
(in)competente valendo-se apenas dos subsídios do Polo Incentivado de Manaus e
nada mais.
As árvores estão caindo em São
Paulo, é como um técnico estava explicando do porque com chuvas menos intensas
do que nas grandes florestas, as águas causam tantos transtornos. Na floresta,
até nas construção dos Incas, nas encostas dos morros, que não caíram até hoje,
as águas pluviais escoavam com barreiras de todo jeito, troncos, galhos,
raízes, a própria formação da terra. De repente a estupidez europeia inventou o
sistema de escoamento das águas pluviais e até servidas, em galerias retas,
quase em curvas. A água do Pinheiros entra, encontra a do Tietê, vão se
avolumando, encontram dos Jardins, do Morumbi, da Zona Leste, vão aumentando a
velocidade, quando estão em quantidade enorme e uma velocidade sem precedentes,
o que se colocar à frente vai para as cucuias, sem dó nem piedade, porque a
natureza não tem disso não, como diria um forró antigo do Gonzagão. Sem
barreira, qualquer coisinha vira um monstro, como as crianças mimadas de hoje.
Acharam que desertificar Manaus era
pouco, fizeram uma ponte, a Ponte que Partiu do Iranduba para cá pagaram à
vista, até hoje não tem defensas, é assim que aparecem novos-ricos. Até eu,
como supermercados, universidades, cachaçarias, lojas de informática, o cara
recebe milhões hoje, para ir pagando com produtos e serviços, a perder de
vista, até que a inflação come tudo e sem juros, a dívida cessa e o cara se
arvora de empreendedor.
- Cadê as defensas da Ponte? No dia
em que um navio bater e causar uma tragédia vão dar desculpas de todo jeito, menos
procurar quem nos está roubando em plena luz do dia à mão armada, com o Ronda
no Bairro a dar segurança a bandido.
E o pior de tudo é que a gang no poder estendeu seus tentáculos
em todos os Poderes e até no setor privado. Não tem Ministério Público, Tribunal
de Contas, nem pensar, Justiça então, todos acabam o dia numa happy-hour entre amigos, onde todos são
aliados, sem a menor vergonha de mostrar ao público votante e contribuinte que
só se fazem de adversários nas eleições para sempre estarem roendo o osso.
Já não basta a Ditadura ter aberto a
BR 319, matando indígenas sem pena e até padres que ficavam do lado dos povos
tribais, em nome de Deus, como disse um General Amazonense que fez parte da sublevação
covarde, sobre a Ditadura que os milicos deram o golpe, por causa do chamado da
Santa Mãe de Deus. Na verdade, como diz no Tortura Nunca Mais, a imagem da
santa nos jornais, era apenas a senha para a Direita fazer arruaças, era uma
santa lá da casa do caralho, acho que até hoje, tem nos classificados dos
jornais locais e o pessoal pensa que as pessoas são santas mesmo. Devem ser as
senhas do pessoal da FIEAM do CIEAM, do SEBRAE, do FECOMÉRCIO e tantas representações empresariais locais,
com saudade da Ditadura. Tão inteligentes!
Bem, o Sul do Amazonas, mais parece
o cu nas zonas. Uma gauchada violenta e semianalfabeta, um pessoal que faz o
mesmo que seus ancestrais fizeram com o Brasil. Meter o pau-Brasil na roda da
gente.
Não satisfeitos, levaram a mesma
prática para Iranduba, Manacapuru, Novo Airão e alhures. Um sargento do
Exército que trabalhou para a Ditadura, depois enriqueceu com agiotagem e jogo,
virou símbolo de hotel de selva, agora grilou as terras depois da Ponte, com
capangas armados, mas parece que ninguém está vendo. Só quando não tiver mais
jeito, vêm o Ministério Público, a Justiça fazer média na media, mas aí eles mesmos já deram as terras de graça, por
usucapião. Mas é o que aconteceu em Manaus, onde as zonas eram divididas entre
famílias que se tornaram notórias. Centro, benchimol e Benzecri, que se
estendiam até o Tarumã que antigamente era um município. Ponta Negra, Loureiro,
V8, Nascimento e assim por diante. Quando a gente espera que essa raça pense um
pouco mais, apenas repete o que já se tornou esquecida pelo tempo encardido.
Mas isto é Capitalismo, não tem jeito. Sempre vai haver um espertalhão para se
fazer de gente boa.
Mas o terrível nem é o poder à
propriedade, na forma de bandidagem, como já dizia Goethe, sobre como se
amealham riquezas, todo rico, um dia foi ladrão. Hoje, até talvez não, dá para
enriquecer ganhando nos jogos lotéricos, com uma música fuleira, sendo BBB, ou
participando d’ A Fazenda, ou seja, quanto menos se puder desconstruir a
sociedade, o sentido de cidadania, mais se ganha. Bambã, Dado Dolabela, Zezé de
Camargo e Luciano, quanto mais se mostrar idiota, com seguidores, mais se ganha
nestes tempos em que o sistema está em perigo e se tem de fazer o povo não
pensar, senão cai de uma vez.
A tragédia daí, é que vai ficar mais
quente no entorno de Manaus. Mais deserto. Tem até a Secretaria, ou uma pasta
da Região Metropolitana, que o Reneé, meu ex-vizinho e ex-colega que se formou
em Geologia, é o responsável, por ser maçon
e nada mais. Grão-Mestre, imagina as gramíneas, com essa falta de escrúpulos. E
são assim que os religiosos se proliferam no poder. Com negociatas que
envergonham até quem é materialista, mas não falam nada esse povo que acredita
no Além. Além da ignorância.
A tal Região Metropolitana deveria
cuidar disso, mas os grileiros sempre são amigos do rei, ele não vai perder uma
boquinha dessas, por bobagem. Hoje mesmo, deve estar nas mesas de bacarat, ou nas roletas conhecidas
inclusive pelas autoridades que se fazem de tolas e se negocia até os
escrúpulos por dívidas astronômicas.
Manaus, Iranduba, Cacau Pirêra que
pertencia ao Adalberto Valle, Manacapuru, Novo Airão completamente, “modernas”,
sem capilaridade no solo, só asfalto e cimento, onde se troca uma pupunheira,
por uma Palmeira Imperial e onde o som dos periquitos incomoda, quem vive com a
mão na buzina, como se estivesse numa constante TPM social.
Se está ruim, espera que vai ficar
pior, inclusive no que chamam de “progresso”, um monte de analfabeto sem leitura,
sem cultura, inventando inclusive as leis divinas, segundo sua conveniência mais
simplista e imediata.
Será
que antes do Fim dos Tempos, ainda seremos um povo desenvolvido de verdade?
Tenho cá minhas muitas dúvidas e como não acredito em vida depois da morte, senão
não se precisaria morrer, acho que perdemos grandes oportunidades de sairmos
desta mediocridade de gente que se escolhe por ser turva das ideias, por ser
obsoleta e obtusa, para e por preservar o pensamento sobrenatural que já se fez
sem conexão com nenhuma realidade real.
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