segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

DE PARIS AO RIO

Ontem, as redes de notícias no Brasil só falavam da Marcha Pela Família, Por Deus e a Propriedade Privada, não, não é essa, é a Parada Gay? Também não. Ah, a marcha em Paris, contra o terrorismo. Quando no Brasil está assim, só uma coisa de fora, eu ligo para as redes internacionais de notícias e depois de muito tempo, só a BBC fez alguma alusão à Marcha, durante a manifestação. Eu sempre digo que as redes de comunicação brasileiras, são porta-vozes do que se prega no estrangeiro. É mais fácil o Manhattan Connection defender uma ação dos EUA no mundo, do que a CNN que é estadunidense. É estranho, ou engraçado isso. Uma mesma notícia, no Brasil, defende-se ardorosamente os interesses, principalmente dos EUA, a pessoa vira para a BBC que é estatal da Inglaterra, eles dão a mesma notícia, com vários pontos de vista e com uma abordagem muito mais ampla do que o maniqueísmo do bem e o mal, até alimentado pelo William Waak que deveria ser mais inteligente, com tantos cursos que fez, não só um dogmático apresentador que desvirtua o que deveria ser notícia, para deturpação ideológica.   
Mas no fim da noite, quando fui assistir TV, virando e revirando os canais, Globe Award não sei o quê - o que antecede o Oscar -, NFL, Arquivos de Sexo - que por sinal são umas francesas feias que parecem uns travestis, as mais sexies, sem bunda, sem cintura, pernas finas, eu hein! -, passei, acho que pelo Canal Brasil e estava apresentando ANA MARIA A MULHER DE BRANCO.
Interessante fazer uma comparação entre Paris e Rio de Janeiro. Todas duas chamam para si, títulos de capitais culturais.
Paris, desde um daqueles tais reis Luis – eu nunca sei quem é quem. Só sei que o Luís XIX era porco e virou santo. Não tomava banho, como é típico dos franceses, para não mostrar suas “vergonhas” ao Senhor. Só “pegava” a madame de jeito, se fossem vestidos com batas longas, onde só se via genitália, onde haviam buracos estratégicos, isso era Cristianismo, Catolicismo sim, fundamentalista. Hoje o cara é católico e dá até o cu, o cara é Cristão e casa, descasa, “amiga”, trai e pode! Ainda bem que sexo era só para procriar, pois eu fico imaginando nossa colega, a rainha, fazendo um bola-gato num pau sujo desses que devia ter até sebo. Iria ficar uma semana sem poder abrir a boca com aquela cola nos lábios. Superiores. Banho era só na base da toalhinha, morreu leproso, mas pelo menos no mesmo panteão do João Paulo II, santo – acho que foi Luís XIV, ou Luís XV que deu ordens para que a França fosse um esmero em refinamento. Eram uns reis adamados – fui reler um capítulo d’ O PRÍNCÍPE e de novo estava lá: Adamado. Só encontrei referência no Houaiss, efeminado, afeminado, viado, baitola, bicha, biba – mas pelo menos a França ficou conhecida como a região da moda, da culinária, de tudo o que se refere à refinamento, à boas maneiras e até, onde se debate de tudo, mas tudo, com conteúdo, com base, dentro do espectro do que se pensa. E Paris, a Cidade Luz, não só pela iluminação pública, mas também, pelo debate de ideias, mesmo contrárias ao establishment, o afloramento de pensamentos e práticas que surgem e depois podem ser seguidas.
E o Brasil que é um país onde quem pensa, é sempre mandado para o ostracismo, o exílio, desde o Brasil Colônia, passando pela República, Estado Novo, Ditadura de 1964, Governos Collour e Fernando Henrique, sem luta, na base da imposição de armas, o Rio quis ser conhecido como a Capital Cultural, de certa maneira, como tudo se imita, quis ser uma Paris nos Trópicos, termo alcunhado para Manaus do Ciclo da Borracha. Mas Manaus é no Norte, pertencia à outra Colônia Portuguesa na América, entregou-se ao Brasil, sem grandes tratados, ou acordos, sem demandar bulhufas para se integrar, como até hoje se faz, até as meninas dando o toba de graça para turistas que depois ainda vão falar mal delas e como fez o Grupo Raça Negra que passou uma semana com as garotas, pagou R$ 300,00 e em cheque sem fundo, o Rio ficou conhecido como a Capital Federal, a BelaCap. E daí se formou todo um estereótipo de como é o espírito do carioca, nem é do fluminense em si, mas só do carioca. Um mito, uma exclusão de quem possa competir. O Rio é o Rio e ninguém pode dizer menos.
Dizem que baiano é bairrista, paraense é bairrista, gaúcho é bairrista, na verdade, para mim, é uma forma de manter suas tradições, diferente do carioca o mais bairrista de todos, o que mais se exalta, o que mais se eleva e enleva consigo, nem só o carioca, mas quem mora no Rio, nem precisa ser fluminense.
- O Rio é lindo!
- O Rio é o “país” mais lindo do mundo!
- O Rio é um mundo à parte!
Quantas músicas falam sobre a Bahia e quantas sobre o Rio? Tirando o Dorival Caymmi, nos dias em que não estava desmunhecando – dizem que a Carmem Miranda aprendeu aqueles trejeitos que fazia com as mãos, conversando com Caymmi, em seus dias mais másculos -, muito poucas. Quantos filmes sobre o Rio? Rio 4oº, Rio Babilônia, Menino do Rio, Beth Balanço, essa exacerbação do Rio, em todas as medias, é mais ou menos como o Instituto Brasil Estados Unidos que além de ensinar o idioma Inglês, quer fazer dos discípulos, seguidores da ideologia norte-americana. Já dizia o Professor Salazar da Economia e pai da minha médica e amiga Socorro, que por muito tempo foi Adjunto da SUFRAMA e antes, viveu outros tempos na França, onde nasceu parte dos filhos, inclusive a médica da família.
- Ensino de idioma que passa de 6 meses, vai além do idioma, é uma maneira de colocar os modos do país para os alunos seguirem.
Não por menos o ICBEU, ou só IBEU é citado sempre quando se fala em golpe militar de 1964. Coincidência?
Mas então, diante do que havia visto, comparei a cultura parisiense, com a cultura carioca, sem muita consistência, uma tradução livre.
Na marcha de Paris, quem ia à frente? O Netanyahu. Depois fiquei pensando, os caras invadiram uma sinagoga e mataram judeus. Explica-se, porque era uma marcha contra o terrorismo tenha o Netanyahu participando? Ele não estava como terrorista, ditador, covarde estava como representante do Estado de Israel, representando o povo hebreu. Tudo bem. É outra discussão.
Mas, tirando certos tipinhos como o Hollande que nem cheira, nem fede - é o representante do PSDB Francês -, político sabe o que representa. Os anarquistas são anarquistas, como o pessoal da Revista Charlie, dentro de uma linha filosófica e ideológica, não é como no Brasil que o cara não quer pensar, pronto, é anarquista, não sabe nem o que prega, mas é anarquista. A Madame Le Penn(is), é de Direita e defende a pena de morte, a xenofobia, não é como no Brasil que o José Agripino, com aquele desmunhecar de beiços, um dia é a favor do povo, no outro quer um estado de bem estar para todos, no outro é a favor da democracia pura e irrestrita, mesmo sendo da Extrema Direita. Até isso é estranho no Brasil, a Direita, sempre é ligada à religião, ao exército e ao Direito, justamente por defender o estado, mas de vez em quando o cara é de Direita e boiola. São coisas incompatíveis, mesmo porque a Direita não suporta diversidade. O cara é de Direita, mas fala em massas. E fica assim mesmo, todo mundo aceita, porque, primeiro, a grande maioria vai na valsa, não tem profundidade em nada, depois quem tem, tem medo até de ser agredido, visto que quanto mais ignorante se é, tanto mais violento.
Foi o que um pesquisador, dia desses, falava e os outros participantes não acreditavam. Ele dizia que o mundo, hoje, é menos violento que há tempos atrás e reputa isso, à Educação. Ninguém acreditou, eu acredito, para mim, como disse à Dona Therezinha, o que há é a sensação de violência maior. Antes só se sabia que o vizinho havia batido nos filhos, as notícias eram muito locais, hoje, faltou assunto, o cara coloca no Jornal da Record, a notícia que Dona Jurema foi atropelada em Cingapura, Dona Mariana teve os olhos tirados pelo namorado ciumento em Karashi, baixou a Pomba-Gira no terreiro da branca e a Maria Padilha saiu batendo em todo mundo.
Quando quis ir ao shopping em Recife, acho que menos de 500 metros do hotel onde estava, falaram para ir de táxi, por causa da violência e o taxista me disse que se a Globo fosse em Recife, ao invés do Rio, o Brasil iria conhecer níveis absurdos de violência. É justamente isso mesmo, um lugar como Apuí, pode ser violento até a raiz, mas distante da grande media, só se sabe da violência do Rio, justamente quando o Governo não é aliado da Famiglia Marinho, a notícia serve até como pressão política e/ou propaganda de uma tendência ligada à ela. E daí se acostumou a fazer jornalismo e entretenimento, além das suas funções, uma maneira de fazer escravos mentais, ao que se apresenta e ai de quem for contra. Até o Roberto Carlos vira bom moço. Foi sempre plagiado, caridoso, amigo dos fãs, e quando todo mundo diz o contrário e sabe o contrário, aí a culpa é do TOC. Ele só usava trogloditas para afastarem os fãs, por causa do TOC, ele só plagiava por causa do TOC, ele só fungava, por causa do TOC, ele só era um grande filho da puta fascista, por causa do TOC. Coitadinho!
É o típico comportamento carioca. Não se tem base de nada, apenas se dissemina um comportamento, na base do “liberdade é uma calça velha azul e desbotada”. Ontem até tinha outra frase que exemplifica bem isso, mas esqueci por ora. O laissez-faire completo que todo mundo espera que acabe sempre em coeteris paribus. Uma espécie de defesa do estado-mínimo e a Anarquia de Esquerda, é o estilo de vida cultural do Rio. Mais ou menos como o Programa de Governo da Marina Silva que era neoliberal, como quase de todos, inclusive da Dilma que segurou a onda, até ser votada como uma representante de programas sociais, e a Marina queria a volta da meritocracia e muita gente estudada defendia uma tolice dessas. Meritocracia é Max Webber, Neoliberalismo é Milton Friedman e os Chicago Boys, como o Joaquim Levy. Não dá para falar em burocracia com empresas que precisam de agilidade para decidir. Aliás, todo muito mente muito, justamente porque no Brasil, como muita gente não sabe nada, não tem conteúdo, é só jogar ao vento, todo mundo segue para não parecer fora de moda.
Ontem mesmo, estava pensando sobre o Comunismo no Brasil. Marx, Engels, Lenin e companhia, dizem que é preciso levar a teoria para as massas. Nos partidos com esses títulos, nem os militantes têm essa teorização devida. Muitas vezes, os partidos ditos comunistas, são quase como Maçonaria, Rosa Cruz, só os eleitos têm acesso à informação, à teoria, como se não fosse uma luta popular e de massas. Vão levar o que não sabem? Vão fazer como o Durango Duarte quando éramos da mesma base da Exatas/Tecnologia, e ele quis cooptar o Miguel, namorado que eles arranjaram para a Norminha, para votar nas propostas no Congresso de Engenharia e ela acabou convencendo o Miguel a votar nas propostas do PT com ela, coisa que quando ela ia aos Congressos da UNE, sempre votava nas propostas da Viração; eu vinha, acho que para ir à casa da Dedeia, ou para o Partido que eram “confronte” e passei em frente da Pinguim, uma sorveteria da época e o Durango ao Miguel dizia que o Comunismo era tão perfeito que eu disse que não tinha nem gripe. Eu me meti naquele papo sem fundamento algum e falei que não era assim, era melhor do que hoje, mas certas características, independem de fatores políticos, sociais, ideológicos, até no Comunismo vamos morrer, vamos ter doenças, separações, desavenças, desilusões, suicídios, depressão mesmo que se tenham condições para se tratar muito melhores do que hoje, sem precisar ser de classe social abastada etc., mas o que ele dizia, era coisa de quem não estuda nada a começa a falar na base do “achismo”. É por isso que a Sininho que se diz de Esquerda, vai às ruas, com um grupo mínimo, para quebrar as coisas, ao invés de aproveitar o ensejo e discutir embasada nas teorias que defende. É por isso também que na primeira vez em que participei, como INDEPENDENTE, junto com o pessoal do Mato Grosso do Sul, de um Congresso da UNE, vários líderes vieram me cooptar e dentre tantos, a Pituca, Tuca, Turra, Piturra, sei lá qual deles era o certo, que defendendo as bandeiras trotskistas, era muito capaz, mas ficamos a madrugada inteira no alojamento onde eu dormia, conversando e eu que não pertencia a nenhum grupo, mas já havia lido muita teoria, achei que ela era muito fraca, inconsistente na teoria. Depois pensei que fosse por ser trotskista e eu li sobre Comunismo, mas depois, os trotskistas, antes de me alijarem, por ter feito contato tanto com a OLP, quanto com o MR8, mandavam teorias de Trotsky mimeografada, discussões e vi que não divergiam tanto, até o Trotsky deixar de ser Menchevique e querer se arvorar a Bolchevique. Do Exército Branco, para o Exército Vermelho.  
O Cazuza não cantava: “ideologia, eu quero uma pra viver”, justamente o garotinho da mamãe, do Rio Zona Sul, viciado, que não respeitava as regras pré-estabelecidas e queria fazer as suas e era aceito, só por ser filho do Pai João da Som Livre? Ele praticava sim uma ideologia, o Anarquismo de Direita, ao menos, que é pior até do que Nazismo. Se fosse em outro contexto, aquela frescura de menino mimado, não seria aceito, nem com reza. Digamos, até sendo capitalista, mas fora do Brasil, duvido. Era uma ideologia de país subdesenvolvido, onde filhinho de papai quer inventar moda. Os atingidos pela TPM Social. Furam fila, por se acharem melhores do que os outros, buzinam, quando os outros não seguem o fluxo, e não querem que façam o mesmo, quando ele faz na sua vez, pessoas que se fossem das classes mais baixas do país, seriam logo executadas, como se tem praticado, num país onde a ideologia vigente, é a da segregação muito forte, com cunho escravocrata disfarçadamente.  
Em Paris, até antes dos ataques à Revista, fala-se tudo, debate-se tudo. No Rio, representando o Brasil, não. As coisas são fechadas, herméticas, mesmo que se queira dizer que é uma discussão democrática. Tudo é na base do pragmatismo feio.
A todos os Congressos da UNE que participei, devo dizer que havia organização, seguia-se uma linha definida, no Congresso do Rio, acho que o último do qual participei, o pessoal ainda queria que eu fosse ao Congresso de Goiás, talvez até reencontrasse a Ângela, como reencontrei aquela mulher que acho, deve ser uns 5 anos mais velha, a primeira com quem tive contato, em Campinas, quando esperávamos sozinhos, na frente do Teatro Carlos Gomes, no Taquaral e depois no Rio, onde fomos fazer o desjejum na UERJ e as garotinhas tolas, riram, por ela falar com sotaque nordestino, apesar dela, só com jeans e camisa de malha, ser muito mais alta, mais bonita, mais sex e pelo visto, mais inteligente, do que as três que se misturadas, não dariam uma, para competir. Talvez encontrasse a Angela, como reencontrei a Rosa Elisa Villanueva, acho que no Congresso de Piracicaba, depois que formamos um grupo de dormir e de noitada em Campinas também. Mas decidi que não tinha nada a ver. Em todos os Congressos, a organização cedia a alimentação, fazia uns quentões, os shows eram de música popular, principalmente forró e sertanejo, mas não esse country music disfarçado, no Rio esculhambou geral. Haviam barracas para vender bebidas, comidas, o café da manhã cada um tinha de se virar, quanto aos shows, só rock. Como falar em cultura, quando não SAE sabe nem o que seguir, não se tem uma linha definida de nada?
Sem contar que estávamos no Maracanã, quando não ia dormir no apartamento da Concon, com a Minerva e o Beija a Minha, e num domingo, entrei em um elevador, conheci o “Maraca” todo, até chegar ao último andar e depois de muito tempo, virem uns soldados da Aeronáutica, dizer que eu não podia ficar ali, pois estavam realizando concurso para a FAB. Se eu tivesse de passar informações, passaria, iria embora e nem perceberiam, pelo tempo que vieram dizer que era área que não se podia frequentar. Uma esculhambação como meta e princípio. Mas se vende isso, como se fosse o País das Maravilhas, a Madona compra terras na favela, “Oh!”, quando na verdade se está de novo, colocando quem não tem grandes recursos, para mais longe, vão ficar nos morros, só Brad Pitt, Bill Gates e a periferia vai para onde? Novo problema social, novas exclusões que por ora se pensa: “oh!”, como numa trepada rápida,l com um orgasmo quase silencioso. É tudo festa, quando acaba, termina em merda. O morro, foi para onde os excluídos que foram combater Antonio Conselheiro, foram mandados, bem longe dos Senhores. A “Santa” Igreja negociou com o Estado o fim do Morro, acho que com nome de santo, ou santa, acho que era o Morro de São Carlos se não me engano, no Centro, para erigir ali, aquela bosta arquitetônica, da Catedral que mais parece um balde de criança fazendo castelo de areia da praia. E ninguém protestou. Isso é cultura? E no outro morro, colocaram a imagem de Cristo em forma de cruz, para o Congresso Eucarístico, como se a Cidade do Rio fosse um apêndice do Vaticano e ficou como símbolo maior. Cultura Cristã! Entendo! E o Cristianismo tem cultura? É outra discussão.   
Se a moda é ser de Direita, todo mundo segue, quem discordar é alijado. Cultura onde não haja debate de ideias, sempre haja cerceamento, nem que seja veladamente, é esquisito, parece a “democracia” da Inquisição, ou as “liberdades” dos países religiosos fundamentalistas. Só para inglês ver.
Imagina a Beth Faria, por ter uns 70 anos de idade, ir à praia em Paris, de biquíni e ser vaiada. Aconteceu em Ipanema, Rio de Janeiro. Como se pode dizer que pessoas assim, pertencem à uma Capital Cultural? E não eram os favelados não, área de intelectuais, artistas, pensadores livres, imagina o resto.
- Ah, mas ela está velha pra usar biquíni.
Quer dizer que tem idade, até para ir à praia? Se a pessoa estiver disposta e quiser pegar surf, aos 80 anos, vai ser ridicularizada, porque não é mais gatinha? É isso que se chama de debate, de liberdade sobre todas as coisas?
Não temos cultura, nós gostaríamos de ter, mas nossa preguiça é tanta que preferimos, até em termos das leis divinas, seguir o que outros dizem, o que ouvimos dizer, o que pensamos ser, ao invés de procurarmos ser realmente condizentes com as regras que seguimos. Ou até a falta de regras que gostaríamos de inventar e apenas descobrimos a pólvora, depois do Fim de Ano e Copacabana.
E vendo parte do filme, ou documentário da Ana Maria, vi que é esse o estilo de se fazer gente alienada, como símbolo da Capital Cultural do Brasil.
O Poeta Simpatia, a Ana Maria, muita gente é exposta ao ridículo simplesmente, para o deleite de gente sem responsabilidade alguma se divertir com a desgraça alheia, quando se espera de gente com cultura elevada que seja solidária, não na hora de aparecer no Criança Esperança, ou nas câmeras da rua, mas ter empatia com os problemas alheios, não só os colocar como marionetes para virarem brinquedo de gente estúpida.
Quando pessoas usam outras para se divertirem, mesmo sabendo que aquelas não respondem satisfatoriamente por si, não se pode dizer que são ao menos aculturadas. E é o que tem acontecido muito no Ri.
O cara “rala” para ter um tostão trocado, vai ao Maracanã e se veste de gambá, aí vira SÍMBOLO DO RIO, porque quem estava em casa achou engraçadinho. Não se quer saber do dia a dia, apenas da fantasia que se vista, desde quando o carnaval passou a ser um espetáculo internacional? Então o Rio é só isso? Seus cidadãos passam mal, são mal tratados, uma minoria tem vez para tudo, mas para aparecer, basta o cara colocar uma melancia na cabeça e nada muda, fica todo mundo vivendo mal, mal assistido, miserável, mas o cara acha que ascendeu socialmente, à “classe” de celebridade.
- Oh, como o Ri é cultural!
Cultura? Vai falar com um cara desses sobre assuntos diversos, não dura cinco minutos, de repente ele defende o Capitalismo, daqui a pouco, até pela falta de cultura mesmo, de conhecimentos aprofundados, já é anarquista, depois é fascista, dependendo das circunstância, é tudo e nada ao mesmo tempo. Liiiiiindo! Parecem as fantasias dos Bailes de Carnaval chiques, que as fantasias pareciam as mesmas, só as da categoria Originalidade, de vez em quando tinham algo a mais a dizer, mas os desfilantes davam títulos como tese de doutorado em universidades brasileiras: O URUBU BALEADO COM O CU SUJO NA CASA DO REI LEÃO PARA O CONSUMO DIÁRIO DE DONA MARICOTA. Não dizia nada com nada, mas ficava muita gente estupefata.  
Em suma, realmente chego à conclusão de que os títulos são bem dados às duas cidades.
Paris a Capital da Cultura Mundial. Até há pouco, até para expor uma tese, uma teoria, ia-se a Paris, senão não se tinha vez.
Rio a Capital da Cultura Nacional.
Sim, o Brasil tem cultura? O Brasil tem uma linha definida ideologicamente, entre seus partidos e concidadãos? O político diz uma coisa na propaganda, seguindo um “marketeiro” que não sabe nem o que está dizendo, depois não precisa fazer realmente o que prometeu, seguir sua plataforma política, mesmo porque ninguém liga mesmo para essas coisas sem importância, como teoria. Cada um faz a sua e acabamos vivendo como nos primórdios das tribos de clãs, onde uma minoria tinha tudo e aquele monte de miserável em volta, para fazer as vontades dos senhores.  
O Brasil tem argumentos para defender uma proposta?
O Rio é a cara deste Brasil que ainda não deixou de pensar como Escravagista e faz de pessoas, principalmente sem sintonia com a realidade, ou famélicas que desejam um pedaço de pão em troca de um tostão, os bobos da corte para o deleite de quem se acha acima de todos, elite Zona Sul. O Rio “maravilha”, é só no asfalto, subiu os morros, mesmo com as UPP’s, falta o estado, falta infraestrutura, faltam escolas, bancos, parece que é o Norte, ou o Nordeste, fazendo fronteira com o Ri “Cidade Maravilhosa, cheia de encantos mil”. Ou seja, a cara do Brasil, que até para dar o golpe de estado, levou em conta uma classe bem pequena, para dizer que era vontade de todos. Ou seja, mentimos até quando queremos dizer que a coisa é séria. É a luta de classe safada, por ser sempre mascarada, onde quem quer ascender socialmente, ou pelo menos ter uma refeição por dia, tem de agradar ao rei, ao dono do poder, senão não ascende da casta dos mais miseráveis, não aparece no Caldeirão do Hulk, nem na Fátima Bernardes, como um idiota que é submisso aos mandos e desmandos de quem pisa nos seu igual.

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