O mundo é governando pela violência,
não pela lei. (Chomsky)
A
violência é o último refúgio do incompetente. (Isaac Asimov)
A
violência é uma questão de poder. As pessoas se tornam violentas quando se
sentem impotentes. (Andrew Schneider)
A
violência faz-se passar sempre por uma contraviolência, quer dizer, por uma
resposta à violência alheia. (Jean-Paul Sartre)
Querer
saber - o que parece tão difícil - se não é errado, entre tantos seres vivos
que praticam a violência, ser o único ou um dos poucos não violentos, não é
diferente de querer saber se seria possível ser sóbrio entre tantos
embriagados, e se não seria melhor que todos começassem logo a beber. (Liev
Tolstói)
Infelizmente
há momentos em que a violência é a única maneira de assegurar a justiça social.
(Thomas Stearns Eliot)
VIOLÊNCIA OU VIOLAÇÃO?
Eu sei
que o mundo desde que instituíram as classes, foi feito pela violência. A
imagem do troglodita que puxa a mulher pelo cabelo, na verdade é a violência de
quem quer fazer contrainformação, contra quem quer destruir. Já é violência. Se
estudarmos a evolução da humanidade de verdade, é capaz do homem que carrega a
mulher pelos cabelos, ou a imagem do estupro ser mais fácil de acontecer,
quando se pensa que tudo é mercadoria, tudo é objeto, inclusive a mulher, os
idosos e as crianças que por muito tempo, depois das sociedades de riqueza individualizada,
passaram um perrengue até hoje, para serem respeitados e terem dignidade, além
da imagem da professorinha, da mamãezinha, da esposinha, do velhinho calado, do
garotinho bonitinho, o estereotipo perpetuado para manter o que está.
Até
na Bíblia, embutida, está a violência, apesar de se falar tanto em amor.
Imagina Deus expulsar todo mundo do Paraíso, porque a Eva quis evoluir,
acercou-se da Árvore do Saber. Imagina, Deus mandar 7 Pragas contra o Egito,
porque os egípcios lutavam para manter o que era seu, suas terras, em suas
mãos. A imagem do Moisés, para mim, é só violência. Quebrou o Bezerro de Ouro,
as Tábuas das Leis Divinas, abriu o mar para a passagem de seu povo, mas fechou
sobre os outros.
A História
Geral é feita toda encima da violência. Não só física, o que parece que só
acontece se houver sangue, hematomas, não, violência é muito mais do que só
isso.
A
História Norte-Americana, sempre foi embasada na violência. A Conquista do
Oeste foi de uma sacanagem sem igual. Depois o racismo contra os negros e os latinos
e todo o mundo. Até hoje, quando se colocam como o Dono do Mundo, tudo tem de
estar em conformidade com o que eles pensam e querem, senão, “vão defender o
mundo”. Mesmo dizendo que são uma
democracia, mas só se pode fazer o que querem, senão conhecerão a ira dos
poderosos.
Então
chegamos à História do Brasil. Desde que Cabral em nome de Jesus, com a cruz de
malta, utilizada por tudo o que é filho da puta, desde os templários, até hoje,
pelos vascaínos, chegou em uma terra superpovoada e declarou que Descobriu o Brasil
para aumentar as terras portuguesas e proliferar a visão de Jesus, na porrada,
sem se importar com que os outros que consideravam inferiores, podiam
contribuir, apesar dos europeus, naquela época, estarem aquém do saber dos
povos milenares que escravizaram, foi de uma violência, pouco vista, ou
pensada. E vieram os Senhores de Escravos, a Abolição da Escravatura, onde
colocam os escravos, sem moradia, sem dinheiro, nem conhecimento, na sarjeta e
chamaram europeus que já chegavam com tudo garantido, para cantar de galo. Os
Coronéis que tinham pouco e pouco se importavam com conhecimento, que mantinham
as rédeas, na base da bordoada e até hoje, tanto no campo, como inclusive na
Capital Federal, ainda se mantém o poder, assim, com muita força, muito sangue,
muitas mortes. Matando por armas, por falta de inclusão, ou pela fome, mas
sempre, para manter o poder dos mais ignorantes, muitas vezes, do que quem
escravizam.
EDUCAÇÃO E VIOLÈNCIA
Diz
um estudo atual, que a violência mundo afora, diminuiu. E se dá o crédito, à
Educação. De certa maneira, concordo e discordo ao mesmo tempo, como concordo e
discordo da frase do Nelson Rodrigues: “toda unanimidade é burra”. Eu,
sinceramente, nunca gostei do Nelson Rodrigues, uma unanimidade para todo
brasileiro que quer se mostrar de vanguarda e segue os ditames da Globo, a quem
a Família Rodrigues era íntima da Famiglia
Marinho. Não gosto dele pela história da família, história do jornal da família
que vendia, fazendo fofoca, sem se importar se era verdade, ou atingia alguém,
foi por isso que o Mario Filho que deu nome ao Maracanã foi morto por uma
mulher que o jornal dizia que traía o marido, ela se encarregou de fazer com o
chargista da família, como fizeram com o pessoal do Charlie Hebdo. Depois de
muitos pedidos de parar com a difamação, entrou na redação e ela mesma se
encarregou de calá-lo para sempre e ele virou a vítima coitadinha. Nelson
Rodrigues era de Extrema Direita, reacionário até a alma, cretino e não se
importava com nada, além de si, como muitos brasileiros, inclusive os que o
adotam como pensamento. Mas fui atrás da frase toda, porque não concordo com a
frase em um contexto curto. A frase toda, diz que a unanimidade é burra, porque
é muito fácil concordar com o que está posto. Assim, em sendo unânime, apenas
se fica preguiçoso em pensar e se fica sempre de bem com o establishment, mas não leva a mais nada, não avança, não se evolui.
Bem,
nesses termos, concordo, mas discordo quanto à unanimidade ser burra.
Não
sei onde li, que o Lenin falava sobre a maioria estar sempre certa. E ele disse
que se colocasse um professor de Matemática em uma sala com um monte de ignorantes
na matéria, se o professor dissesse que 2+2=4 e a maioria de gente que estava
aprendendo ainda, dissesse que não, 2+2=5, o professor seria minoria, mas nem
por isso, a maioria estaria correta.
No Brasil,
mesmo muita gente repetindo que toda unanimidade é burra, ainda se tem um
conceito ditatorial, de impor suas ideias. Ainda se pensa em humilhar e até
torturar, para que os outros “aprendam” a ser unânimes. A magnanimidade da
unanimidade. Todo mundo tem de ser bom, mesmo que essa bondade não se sustente.
De
outra maneira, eu digo que depende, como tudo, a unanimidade, sim, pode
expressar inteligência. Peguemos de novo, o exemplo do cálculo de 2+2=4.
Digamos que tenham vinte pessoas que pelo menos já saibam tabuada, seria de
pensar que todos concordem que está certo. Deve ser unânime e correto. Ou,
alguém é muito burro, ou como muitos, quer aparecer, sem argumento, só sendo do
contra. Poderiam dizer que acrescentando uma constante, ou um i, número
imaginário, seria quanto pudéssemos imaginar, mas o cálculo em questão é só
isso mesmo, não tem para onde correr. E imaginemos que esses vinte cidadãos
sejam conhecedores do idioma lusitano e tenham de decidir sobre o tempo verbal
do ser no presente. Estaria escrito: eu sou; tu és; ela/ele é; nós somos; vós
sois; eles/elas são. Dá para discordar, para dizer que não, o certo é eu somos;
vós seres...? Sim, tem quem discorde, só para chamar a atenção, como muita
gente de hoje, chamam a isso, a Era Moderna, a propaganda pelo escândalo que
fez um monte de gente medíocre, não se precisa fazer grandes coisas, estudar,
nada, é só fazer escândalo, ganhar no grito, pronto!
VIOLÊNCIA INVISÍVEL
De
certa forma, concordo que a Educação possa nos fazer menos violentos. Talvez os
crimes visíveis, tenham diminuído, mas eu, pessoalmente, acho que regredimos
muito, para que o Neoliberalismo proliferasse. Trouxeram de volta a religião
que para mim, é uma estupidez completa, mas a religião desses tempos
pós-informatizados, todas, fundamentalistas, impositivas. Mais do que as
anteriores que pelo menos disfarçavam. A arrogância hoje é vista como uma coisa
de gente superior. Dizem, há muita gente com títulos escolares, mas, muitos,
analfabetos funcionais que não sabem fazer nada mais, do que decoraram. E é
essa violência que tem se proliferado entre todos nós e que leva à violência
física, em última análise. Aumento da violência
por coisas banais que poderiam ser resolvidas, caso as pessoas estivessem
cultivando de verdade, o saber, a busca por outras questões, além do discurso
oficial.
Quais
são os teus truísmos? As pessoas nem sabem mais o que é isso, só conhecem o
altruísmo, que dá cartaz, faz as pessoas aparecerem, quando na verdade apenas
querem manter a miséria. Truísmo, são as verdades que cada um tem no fundo que
são intocáveis, aquelas que se atacadas em sua essência, as pessoas não
concordam. Ninguém sabe mais o que realmente acha de nada, truísmos? Ninguém
sabe o que quer. Por isso que se diz tanto: “todos têm seu preço”. Todos que
não têm princípios. A Genoveva posa nua, mas só porque quer comprar um
apartamento novo; o Chicão dá o rabo para fazer parte de um grupo no poder, mas
só porque quer viajar para a Europa; a Luísa é capaz de virar pistoleira de
aluguel, mas só porque estava cansada de viver no sertão nordestino. Todos se
vendem, desde que sem ética alguma, porque acham que dando desculpas, os outros
vão aceitar. E sempre é o discurso do tenham pena de mim, então eu posso tudo.
Tudo é razoável. Quanto menos caráter, mais se vende, mas quando no lugar certo,
são os que dão exemplos aos outros e acham que podem reconstituir sua história
de vida, em conformidade com o que acham que agrada. Imagina celebridades,
autoridades, gente no topo, sem a mínima dignidade que se vende por
quinquilharias, pregar que o mundo está muito violento. Por quê?
O PILOTO SUMIU
Primeiro,
como diz Chomsky, de novo. “Os dirigentes do mundo precisam deixar claro que
eles não se submetem a nenhuma autoridade”.
Até
aí, passa, mas as autoridades, as celebridades são exemplos para a maioria. Mas
hoje, parece que todos somos um universo particular, “os outros são os outros e
só”, como era uma letra de uma música antiga. A arte reflete seu tempo. Essa
música era dos anos ’80 passados. É como assistir E SE EU FOSSE VOCÊ, o
primeiro e o segundo filmes. Em pouco tempo, mudou muito o pensamento. Porque o
primeiro foi realizado quando o Pensamento Neoliberal era soberano, ai de quem
fosse contra a “globalização”, ou a “obsolescência programada”, ou o “ter seu
primeiro US$ milhão antes dos 30”; e o segundo, justamente quando já havia se abatido
a crise de 2008, justamente o resultado daquele “pensamento positivo”, do “é só”.
No primeiro filme, o protagonista tem um sócio, onde todas as falas, são
exatamente do se dar bem, ser rico, é preciso dar golpes para se manter no
mercado. Já no segundo, o sócio, é o filho do antigo sócio e o protagonista já
se mostra contrário àquele discurso do ceteris
paribus, da Mão de Deus, como Marx chamava a Mão do mercado de Adam Smith.
AI QUE LOUCURA!
Não
interessa como, mas interessa onde. Cada um fala uma besteira qualquer, desde
que tenha um ótimo networking, como
aquela drogada que virou celebridade do Jô, está tudo ótimo, tem seguidores aos
borbotões, mesmo que não digam nada com nada.
Como
dizem d’ O Príncipe, do: “os meios justificam os fins” que não está escrito no
livro, de maneira alguma. Mas alguém falou, muita gente que quer parecer
inteligente, sai repetindo. Segundo a edição da L&PM pockets – 1998, tradução
de Antônio Caruccio-Caporate: “Há porém uma grande distância entre o modo como
se vive e o modo como se deveria viver...”
Segundo
a Nota do Editor: “Os meios dos quais se vale um príncipe não são portanto,
justificados pelos fins (que é a interpretação vulgar e inexata do pensamento
maquiavelino) eles são impostos, tornados necessários pelo “modo” da experiência,
pelo ambiente no interior do qual o homem deve agir”.
Os
psicólogos dizem que pessoas que maltratam animais, até por brincadeira, têm desvios
de caráter muito sérios, psicopatias que podem aparecer violentamente, que em
um contexto onde a pessoa assim se veja sem saída é possível até de eliminar
seu igual, por não ter a consciência de que vida, é importante, seja do Totó, do
Miauaua, do Seu Tonho, ou quem quer que seja. É vida, tem de ser respeitada. Mas
fomos levados, desde o Genesis, que vida é só humana, o resto “é para seu
deleite Adão”, inclusive a Eva.
Imagina
uma elite que mata periquitos, por achar o barulho do piar dos pássaros, muito chato. E entre essas pessoas,
alguns com o poder nas mãos.
É o
que tem acontecido no Amazonas, uma violência disfarçada, calada, silenciada.
Um conceito aceito de que a tortura justifica os fins, desde que torturem os
filhos dos outros, quando torturam os nossos, é um Deus nos acuda.
São
governos e mais governos que têm seus grupos de extermínios particulares.
Perpassa para a sociedade que a violência está enorme, quando na verdade, são
as autoridades que incentivam, não é de hoje, e continua até agora. Vide os
Irmãos Sousa que tinham um programa mundo-cão quer elegeu o Omar Aziz, o
Eduardo Braga, o Alfredo Nascimento, o Amazonino Mendes, a Famiglia Garcia e tantos outros que gritavam contra os “bandidos”,
os narcotraficantes, os assassinos, todo mundo, quando na verdade, eram eles
que assassinavam para mostrar no programa, eles que quebravam paradas de
ônibus, como vi e chamei a polícia e não pode ir, porque o atendente queria que
eu soubesse o número das paradas, o tipo, um monte de coisas inúteis que se
usam para não se fazer nada, eu dizendo que um grupo com martelos, vassouras,
enxadas e outras armas brancas estavam quebrando todas as paradas, desde o
cruzamento com a Paraíba, já estavam em frente à Igreja, na Efigênio Salles, mas
não podiam fazer nada, porque eu não sabia as especificidades que só serviam a
quem trabalha com isso. Depois me disseram.
-
Fica calmo. Não há interesse em resolver essas coisas. São filhos de políticos,
de desembargadores, só picão, tu vais ficar doidinho e não resolves.
É, só
os Sousa ficaram como bandidos e os filhinhos das outras autoridades que até
agora estão sãos e salvos? Isso, também é violência, mesmo que não haja vítima,
nem sangue, nem feridas. A violência que causa temor, faz com que ninguém tenha
coragem de ir contra o que querem. E os políticos que se valeram desse esquema?
Cala-te!
- Por
que não te calas?
Pois
é, em boca fechada, não entra mosca, sem se aparece com a boca cheia de
formiga. Se tu falares muito, podes revelar o que está escondido e se pode
considerar violência e se ter de usar a contraviolência. Entende?
Pois é,
fica calado, senão descobrem quem são os reis e seus filhos.
NÃO É O QUE TU ESTÁS
PENSANDO!
O que
fez o Adail Pinheiro em Coari, deixar famílias e mais famílias, sem acesso a
nada, apesar de Coari ser a segunda maior economia do Amazonas, com o gás natural
extraído pela Petrobrás, o que se infere, é um aporte enorme de dinheiro, dá
para fazer muita coisa, inclusive, desenvolver a região, mas se mantém a
pobreza, principalmente para quem é local, como se faz no Amazonas inteiro, para
que as famílias cedessem suas filhas, principalmente menores, para praticarem
sexo com governadores, prefeitos, senadores, desembargadores, empresários,
gente de lá, de cá e de um monte de lugares. Isso é violência, sim, como a
ditadura econômica, um tipo de violência difícil de computar. A media envolvida, cala, ou acusa outras
pessoas, diz que é bobagem, quem fala contra, é louco, essas táticas antigas,
mas ainda tão utilizadas. E mais violência, engavetar todo processo que seja
contrário ao grupo de poder, até todos se esquecerem e depois, acabar em
decurso de prazo e bandido dizer que é mocinho, porque não houve julgamento. E
só o Adail acabou com bandido. E quem se valeu desse esquema? Deixa para lá,
senão é capaz até de derrubar o grupo do poder no Amazonas inteiro, senhores
acima de qualquer suspeita.
Mas o
pior, é que todas essas atitudes são disseminadas, como a coisa certa a se
fazer. O cara ascende um pouquinho e repete as mesmas ações, porque não adianta
ter só poder, como diziam sobre o Neoliberalismo, é preciso mostrar que se tem
poder. E esse exemplo de poder, dissemina-se, até entre os mais novos, que são
levados a pensar com dinossauros, senão vão pensar que é mendigo e isso é feio.
Chomsky
diz: “É preciso manter as pessoas atomizadas, segregadas e isoladas.” Em outras
palavras, o que diziam os Nazistas Alemães: “dividir para dominar” E vem de
muito antes, d’ A Arte da Guerra que diz que é muito importante dividir o
exército inimigo, para vencer facilmente, até se possível, sem luta.
São
violências que nem se pensa que existe, são veladas. E violências contra
pessoas. usam-se pessoas, como “recursos humanos”. Prendem os Irmãos Sousa,
aparece um Adail, prendem o Adail, fazem o Leandrinho, “laranja”, para os
poderosos continuarem a fazer a mesma violência. Não se veem pessoas, como
pessoas, mas como algo assim, que se furar, como um pneu, tenha sempre
sobressalente.
O
vilão da vez, é a Grécia.
- O
mundo vê com temor, a vitória da Extrema Esquerda!
Mas o
mundo não está passando fome, sem emprego para as famílias. O mundo do qual
falam, é o FMI, o Banco da Alemanha, A União Europeia, os donos do dinheiro
mundial. A Grécia é capaz de entrar nos BRICS, enquanto o Brasil que se vergou
diante do Pensamento Liberal, acabe voltando ao FMI, como endividado de novo.
Vamos ver com vai se dar no futuro, como se dizia que a Bolívia iria amargar a
miséria absoluta, quando na verdade, desenvolve com a política que se apartou
dos interesses das “grandes potências” que aí sim, é a violência de manter
milhões na pobreza absoluta, para dar uma vida nababesca para apenas 1%.
São
violências que não se vê sem claramente.
Por
exemplo, o Fulano faz concurso para ser funcionário público, segundo a
ideologia do eu sozinho, ele não está ali para resolver problema coletivo, mas
para resolver o seu problema pessoal, é possível fazer alguma coisa para resolver
um probleminha, mas ele não está nem aí. Só pensa em receber o holerite no fim
do mês, o resto que se foda. A pessoa passando mal na frente deles é como se
não tivesse nada importante, o que importa é o salário.
[...]
Uma
noite levei Dona Themis que deve ser sócia-proprietária do PS 28 de Agosto e
ela logo foi atendida, tirou tudo o que era carteira da OAB, de promotora do
Estado, de repente foi atendida. Muito bem atendida. Enquanto a esperava,
apareceu uma garota que acho, foi uma com quem dei uma pirocada uma vez, no
carro, não muito distante daquela data. A mãe estava sendo atendida com hipertensão
e ela veio ensinar o filho a escrever, ao meu lado. Enquanto estava fora,
fiquei cuidando tanto do maiorzinho, quanto do bebê que dormiu a noite inteira,
numa das cadeiras da recepção. Ela até agradeceu, quando saíram, acho que foi
por causa dos filhos, quanto à pombada, ela já havia agradecido antes e acho
que nem se lembrava mais.
Mas
de repente apareceu uma senhora, com uma moça avantajada, carregada sozinha, sem
ajuda alguma. Falei para a senhora fazer a ficha e eu fiquei com a moça. Estava
sem forças, ela estava como que acabando a pilha. Coloquei-a em uma cadeira de
rodas que encontrei, mas assim mesmo, estava quase caindo, estava pesadíssima. Sem
forças para se manter. E a atendente, fazendo perguntas e mais perguntas, como
se nada estivesse acontecendo. Fiquei puto, dei uma esculhambação em todo
mundo, de repente os padioleiros que estavam brincando, contando piadas lá nos
fundos, vieram, veio todo o pronto socorro ver o porque dos gritos altos,
inclusive a responsável, a Baixinha, acho que se chama Francineide, Francinete,
alguma coisa assim. Ela vinha vindo, quando me viu, voltou a atender Dona
Themis que depois veio dizer que o pessoal estava prometendo me dar porrada, lá
atrás e nem sabiam que éramos irmãos. Não quero nem saber, mas pegaram a moça,
levaram-na em uma maca como deveriam ter feito desde o início, depois que a mãe
respondeu àquele calhamaço todo, foi até ela e veio me dizer que a filha estava
enfartando e os cretinos, os amorais e vagabundos, estavam se lixando, o
salário estaria assegurado, morrendo, ou não.
Não
tem bom. É uma cultura disseminada, como falei ontem ao Noval, sobre um sócio
de Seu Clóvis que eu falei que havia coisa errada e ele me perguntou.
-
Porra cara, tu queres que eu saiba de tudo?
-
Quero. Administrar é estar a par do que acontece, não é um trono onde o
administrador seja satisfeito, mesmo contra o atendimento ao cliente.
Mas é
isso que se dissemina. O administrador não precisa saber de nada, os empregados
é que têm de “pensar como o dono”, se nem o dono sabe o que quer, como fazer,
nem mesmo qual a missão da empresa e depois, quando tudo dá errado, a culpa é
da “mão de obra desqualificada” e se demite todo mundo. Quanta violência. Violência
covarde!
Essa
mania de não se capacitar e colocar a culpa das mazelas nas costas alheias, é
de uma violência incomensurável.
Dia
desses, fiquei até de madrugada, assistindo um embate de boxe, entre um
estadunidense e um estrangeiro, nos EUA. Foi decidido em pontos e todos viram
que o estrangeiro era muito, mas muito melhor, mas como sempre, para mostrar
que são a raça superior, ao estilo nazista, deram a vitória para o estadunidense,
como sempre, e ao invés de haver indignação, as pessoas preferem se calar. É
quando a violência prospera, pois muitos desses, são uns covardes, como
cachorro que muito ladra, se todos recuam, vão se sentindo muito fortes, mas se
alguém corre para cima, coloca o rabo entre as pernas e sai ganindo, como
covardes em fuga. Como dizia Rousseau, se quando o primeiro homem se arvorou a
ser dono das riquezas que eram de todos, para si, tivesse enfrentado a fúria popular,
alguém se colocasse contra, muito provavelmente não se teria um mundo assim,
dos muito ricos e poderosos e de uma maioria acovardada, descompromissada,
inclusive com sua própria sobrevivência que acha que está tudo bem, tudo legal!
[...]
Esse
descompromisso com os outros, com as responsabilidades, essa mania de dar
golpes, fazer uma “falcudade” e depois sair cheio de discursos, sem dar solução
à nada, muitas vezes, é mais violento do que ferir, sangrar alguém.
A VIOLÊNCIA DA
INCOMPETÊNCIA
Essa violência
é o que tem acontecido no Amazonas. Sempre foi uma terra, onde tudo é lindo,
tudo está bom, tudo bem obrigado. Não se discute, discutir é mal visto. Todo
mundo tem de concordar. Eis onde entra a frase do nazista do Nelson Rodrigues: “toda
unanimidade é burra”. No Amazonas é até diferente, por ser muita gente burra,
há unanimidade em tudo, ou tem de haver de qualquer maneira.
O
Manoel Galvão, professor de Psiquiatria da UFAm, paraense, dizia que em Manaus,
se acaba uma pessoa, uma carreira, com o discurso do “é louco”. De certa
maneira, não só em Manaus, é comum. Quem não concorda, é segregado, em todo o
mundo, desde que inventaram Deus para que se conformasse com o estado.
Mas a
unanimidade que acontece no Amazonas é para manter uma elite ignorante,
deformada, sem coragem para nada e até sem competência alguma, no poder,
indefinidamente. Se ainda estivéssemos no tempo em que para ascender ao poder,
só nascendo em família aristocrática, ou mostrando valentia, no peito e na
marra, o Amazonas não teria um desses poderosos no poder. São todos, como
passarinhos que se assustam com a presença de qualquer coisa. Nem é com eles,
já fogem. É a imagem dos poderosos no Amazonas, tudo sem coragem para nada, nem
para apresentar outra ideia que divirja do status
quo.
Dia
desses, vinha falando com o taxista que muita gente acha que está estudando em
uma instituição de primeira, com a chegada dessas bostas: Estácio de Sá, SUAM –
Seja Universitário Agora Mesmo -, UNIP, Nassau... São o lixo do lixo em suas
terras, mas chegam, com um conceito elevadíssimo, até mesmo pelos meios de
comunicação locais que têm seus interesses na manutenção dessa (de)formação profissional.
E se mandam os filhos para o EJA, o Supletivo, depois para uma dessas “falcudades”
e aprendem a dar discursos muito bonitinhos, como aquele idiota que diz que por
causa de uma balsa em frente à Manaus para ver o Encontro das Águas, os
turistas virão em grande quantidade, e se mantém a sustentabilidade da
floresta. Só discurso, mas como ninguém discorda, o cara parece um gênio.
[...]
Nunca
me esqueço de uma conversa que escutei, há muito, mas que se mantém muito
atual. Estávamos numa sala de espera, não sei se era de uma pet-shop, ou de um médico, ou algo
assim. Duas garotas conversavam sobre um garoto que não queria ir à Nova
Iorque, antes da política econômica popular, garantir que muitos tantos tenham
essa possibilidade, nem se for só para consumir, nada para se aprimorar com o
conhecimento de locais diferentes.
- O
Fulano não suporta quando os pais viajam para os EUA. Ele não quer ir, mas os
pais o levam e ele fica zangado.
- Mas
por quê?
- Ele
não sabe falar Inglês.
-
Ora, é simples, é só comprar um diploma...
- Ele
compra o diploma e continua sem saber falar Inglês.
- Ah,
é mesmo!
Parecia
um prenúncio para o que tanto acontece hoje. Todo mundo achando que vai ficar
inteligente, fazendo essas “falcudades”, esses cursos primários com títulos de
terceiro grau.
[...]
Como
disse um garoto, desses ligados ao Polo Incentivado de Manaus, quando passou no
vestibular e outra pessoa perguntou se era na Federal.
-
Não, Federal é pra pobre que tem de mostrar inteligência. Meu pai é do
Distrito, eu formo e já tenho um lugar certo!
Eu
fiquei indignado, mas é o correto. Ele apenas reproduziu em palavras, o que
acontece silenciosamente. E não é de hoje. São guetos de imigrantes que só
deixam entrar no meio, quem é muito submisso, na casa dos outros, têm
preconceito contra quem é da área. É fácil se justificar, sendo minoria, para
manterem o poder, têm de segregar, têm de manter o discurso do colonizador, têm
de fazer pensar que são imprescindíveis, tudo só aconteceu, por sua causa, não
o contrário. E têm os que aceitam, para se sentir tão forasteiros quantos os
que se apegam à segregação, para se manterem no posto.
Outra
pesquisa diz que o Ensino de Jovens e Adultos e os Supletivos estão lotados de
jovens. Pessoas com mais de 30 anos, são minoria, estão escasseando, o que se
tem visto, são jovens de famílias que podem estudar em colégios bons, mas que
deixam de estudar e que depois de completarem uma idade tal, fazem esses cursos
rápidos e depois se valem das “falcudades”. Não sou eu quem digo isso. Está
pesquisado. Imagina gente sem nada a oferecer com esses, sendo a classe
dirigente. Para onde estamos indo? Posso dizer o que eu penso?
- À
merda!
CURTI
Mas e
daí? Daí é que se vai repetir o que outros já erraram, por falta de capacidade
de pensar. É como o tal Modelo Zona Franca que não dá certo, não tem como dar,
mas até hoje, só é benquisto, bem quisto, quem é a favor. Quem poderia pensar
de outra maneira? O Presidente da FIEAM, do FECOMÉRCIO, do CIEAM, o Governador,
muitos “intelectuais” das faculdades que só sabem repetir, sem se posicionarem...?
Um monte de gente que sabe que não tem capacidade alguma, só repete o que
fizeram e que não dá certo, mas é melhor errar em grupo, do que acertar
sozinho.
O que
se tem visto é gente que pega um cargo, repete, repete, troca José por Zé, a
mesma coisa não muda nada, mesmo que não esteja dando certo. Por quê? Por falta
de capacidade, por se aprender apenas a dar discurso bonito, a repetir, os
mesmo erros, nem se for mascarando com cara de novo.
Isso
é violência e pior, leva à violência. Dizer mentiras, para mascarar a verdade
que se nos apresenta, como uma mediocridade, como fator preponderante para se
integrar à elite local.
Uma
incapacidade completa de analisar por si, o que nos cerca.
- O
que você achou do meu Feijão Caboclo Chique?
- Maravilhoso!
Nunca comi nada igual.
O cara
pensa que fez grandes coisas, mesmo porque, muitas vezes quando se pergunta,
está se querendo que se digam os pontos positivos, e o negativos, até para
evoluir, mas a bosta é insosso, é rançoso, mas todo mundo só elogia e quando se
muito elogia, quando ninguém discorda, nada muda, tudo se mantém na mesma. É o
Amazonas. Talvez, até o Brasil.
É com
a discussão sobre mudanças de matriz energética. Alguém diz que leva tempo. Não
cara-pálida. Dependendo da vontade política, como aconteceu com os estádios
para a Copa de 2014, dá para se fazer em prazo curto. O problema é que se
acostumou às empreiteiras que custam tempo, tempo, por, primeiro, serem
incompetentes de planejar e depois, porque a Lei 8.666/93, a Lei das
Licitações, prega que a cada ano que passa, pode-se fazer um adendo encima da
inflação calculada, mas sempre, é acima de uma inflação de décadas e é isso que
faz esses “empresários” que são bandidos, serem eleitos e pagarem para aparecer
como grandes empreendedores e se ficar num vício eterno do empresário fazer o
colunista, o colunista dar prêmios ao empresário de muita gente acreditar que é
verdade. É violência contra a nossa inteligência, e quanto à resolução dos
problemas que nos cercam, pagamos caro, para termos à frente, muita porcaria,
como o asfalto em Manaus que é feito para durar duas chuvas e de novo, fazer-se
licitação para enriquecer o mesmo grupo de sempre, com cara de inimigos. Arthur
Neto, Serafim Correa, Amazonino Mendes, Manoel Ribeiro que foram pupilos de
Mestrinho. Depois fizeram suas crias. Omar Aziz, Carijó, Castello Branco. E os
que vieram da Ditadura e se agregaram ao grupo, pois o poder é a única coisa
que interessa. José Melo, Vivaldo Frota...
E
como diz o Chomsky, quando fala em atomizar, segregar e isolar pessoas. Muita
gente pensa igual, mas a media, o establishment, até com “pesquisas”, faz
crer que só ele pensa assim. E se todo mundo pensa igual, só ele discorda, é
melhor não se expor ao ridículo. E assim se mantém o que não agrada, mas
ninguém tem coragem de lutar sozinho, pensando que é o único a não querer
aquilo. Assim, não há violência contra quem nos violenta.
É
como a violência verdadeiramente dita, o narcotráfico. Dá lucros a uma minoria,
a uma elite qualquer. Parece que não tem
como resolver, os narcotraficantes, os grupos que disseminam a violência,
parecem ser superiores aos grupos que são para manter a “ordem”. Vão à guerra,
agridem a população quando se posiciona, mas contra esses grupos, parecem
impotentes, na verdade, são coniventes. Primeiro que não se permite pensar que
a violência é uma questão coletiva. Todo mundo faz tudo particularmente.
[...]
Ontem
estava conversando com o Noval, falava sobre a reunião do Condomínio, onde
entregaram o Estatuto, coisa que eu já demandara, faz tempo e diziam que não
era possível fazer.
-
Lembras do Janio que deve ter sido teu aluno em Economia?...
- Ah,
sim, foi meu aluno.
Papo
vai, papo vem na reunião recente, até que bem concorrida, quando cheguei, só havia
três pessoas, comigo, depois que chegaram os Diretores, Vice e Presidente.
Então,
discutindo sobre energia que está um caos aqui, como tudo, desde quando
entregaram as casas, não existe nada feito, o engenheiro responsável, não sabe
nem onde estão as plantas civis, elétricas, nada. Então pedi a palavra, mais
uma vez. Dessa vez, pessoas diferentes e até mais abertas à discussão. As
outras diretorias, talvez por serem de pessoas arrogantes e boçais, o clima
ficava meio pesado, as pessoas tinham até medo de abrir a boca e eu fiquei como
cara que só quer fazer a desagregação, o chato, até que Dona Therezinha me
pediu para não participar, vieram dizer à ela que eu só fazia confusão. Mas fui,
pois era a entrega do Estatuto, do Código de Conduta Interno.
- Vou
fazer uma pergunta, nem é à Mesa, mas ao engenheiro eletricista. Dá para mudar
essa iluminação amarela dos postes da rua? Fica até difícil enxergar.
O
Vice emendou.
- Eu
também concordo, mas tem gente que acha romântica!
Então
o engenheiro falou que era econômica, mas sim, podiam trocar, não seria muito
difícil. Eu queria saber se afeta, a energia gerada que já está no limite. Lá
de trás, o Janio interveio.
-
Thevis, compra uma lâmpada e troca na frente da tua casa.
Porra,
a questão não é individual, é iluminação pública, mesmo que no Condomínio.
Imagina cada um colocar a lâmpada que quiser. No dia em que acontecer uma violência
nas vias públicas, duvido, acharem romântico, ainda mais se for com um ente
seu, ou que cada um tem de fazer por conta própria, a troca a iluminação. Mas
como diz Chomsky, é preciso atomizar, cada um na sua, cada um fazendo o que
deveria ser do todo, para não haver mudança. É assim que se quer acabar a violência,
cada um dando seu jeito individualmente, o resto que se ferre!
[...]
Como
se mantém esse pessoal sem grandes contribuições, mesmo intelectual, por tanto
tempo acima da plebe? Simples, com a violência do silenciamento.
O
Governo é do Governador, a Prefeitura, do Prefeito, invertem-se os conceitos. O
Governador, o Prefeito, o funcionário público ao invés de atenderem aos cidadãos,
pensa-se e faz-se crer o contrário, eles é que têm de ser servidos. Mas é assim
também, no setor privado, o dono da empresa é que tem de ser servido, ao invés
de servir ao cliente para fidelizar, para se manter no mercado, mesmo que o “Rosé”,
do Derrubando Mitos, diga que se pensa até hoje que empresa no Capitalismo,
tenha de dar certo, tenha de se manter para todo o sempre. E vai buscar uma
explicação na Teoria Socialista que não é possível isso.
NÃO TEM JEITO!
Por
exemplo, Seu Joaquim Levy pode até querer consertar a economia, o que eu não
acredito, sou diametralmente contrário à política neoliberal dele e do Palocci
o padrinho dele. Mas, enquanto não se discutir os ralos, ou gargalos que jogam
dinheiro fora, não tem como desenvolver nada. Pode-se fazer tudo, que logo
acham que podem “comer” mais e mais do erário.
Imagina
um país de pobres, que para terem alguma coisa em casa, nem que sejam gêneros
de primeira necessidade, tenham de ralar muito. De repente o Juquinha decide
ser “político”, ou seja, deveria ser representante do povo. Digamos, Deputado
Federal. Um povo que tem um salário-mínimo e pronto. Mas os representantes
deste mesmo povo, ganham um salário que não tem nada a ver com a média salarial
do povo que representam. Mas não é só isso. Têm gráfica de graça, ou seja, quem
quiser se candidatar e não seja do “grupo”, vai ter de gastar mais, por conta própria,
para se opor a quem tem tudo de graça, sem gastar nada. O cara tem
salário-alimentação, mesmo recebendo um monte de dinheiro. Ajuda-paletó,
salário-moradia... Sejamos justos, é tripudiar sobre a inteligência do cidadão
comum. A Direita diz que está certo, para manter privilégios particulares, a
Esquerda concorda, para fazer caixa aos partidos e todo mundo sabe que é um
acinte, mas todos querem se fazer de espertos. Até aqueles que não são da
boquinha, mas querem que se mantenha, pois espera chegar lá para enriquecer,
num cargo que deveria ser representativo.
Aí
vem o pessoal que trabalha no Judiciário, um pessoal que parece que saiu de
contos infantis, só príncipes e princesas que acreditam que jurumum vira
carruagem de ouro, ratinho, jumento para puxar coches essas tolices. Um pessoal
que trabalha pouco, muito pouco, se dia 28 vai ser feriado, o pessoal já fica
de folga no dia 20, só volta, depois do dia 10 do próximo mês, para descansar
do feriado, mas o pior, é como veem dinheiro. Parece que nasce em árvores, ou
como melão, no chão mesmo, aos borbotões. É inacabável. Por isso que muita
gente vai estudar Direito, para fugir da Matemática. E dinheiro, é Matemática,
o pessoal acha que pode tirar sem repor, uma entrada de 4 milímetros e uma
saída de 20 centímetros e nunca acaba. Produção zero, ganhos mil.
Certa
vez, no blog do Zé Serra, ele
discutia a “Aristocracia do Funcionalismo Público”. Eu sei, ele como bom
neoliberal e como bom covarde que foi, não suporta serviço público. Tem de “enxugar”.
Deve ser enxugar gelo. Mas ele dizia que um povo que deveria servir à
população, ganha tanto, não é o caso de todos, mas tem casos em que eu
concordo, que acaba até discriminando os mais pobres, os que têm de ser
servidos, afastam-se da visão de povo, começam a pensar como se fossem
aristocratas, sangues-azuis, têm de ser servidos e o contribuinte tem de lhes
render homenagem. É muito do Poder Judiciário, a elite da “nobreza” do setor
governamental. É como o pessoal da PDVSA na Venezuela que ganhava tanto, sem
contribuir com a economia local que quando decidiram distribuir rendas, até
hoje, é um falatório falacioso de que falta democracia, quando na verdade,
democracia também é distribuição de riquezas, se antes, havia mais de 80% na
miséria, só menos de 20% todo poderoso, então a democracia não podia existir.
Existe hoje, quando se dá oportunidade de pelo menos estar na base da pirâmide
social. Mas a violência da mentira faz crer que é ditadura, incluir a maioria à
economia nacional. A violência da deturpação da idiotia.
E
existe um teto salarial que não deveria passar o salário do ou da Presidente,
mas eles da Justiça que deveriam ser os guardiões da lei, são os primeiros
espertalhões que vivem de dar golpe. Ganham muito, mas acham que é pouco, aí têm
ajuda de custos, ajuda de papel-higiênico, ajuda-dentadura, automóvel,
combustível, viagem de graça, ajuda... Como vamos querer que os outros, até que
ganham menos e têm menos regalias, tenham mais consciência e mais
responsabilidade e mais compromisso com a coisa pública e que respeitem os demais?
Para
mim, a arrogância que é uma maneira de violência extrema, leva a se pensar que
não tem de se preocupar em ser competente, é só esconder sua falta de
capacidade, com coices, com chiliques, e aí se conhece um povo que se acha
acima de tudo e de todos. Qualquer coisa que achem que são contra si, mesmo que
nem estejam falando com eles, logo dão um jeito de eliminar o “subversivo”.
Hoje, todo mundo se acha o mocinho do Bang-Bang. Só tem Durango Kid, Billie the
Kid, Jim das Selvas e Tarzã. Sozinhos, são capazes de derrotarem tudo. Invadem
o bioma de espécies silvestres, mas acham que eles é que estão corretos,
mudando tudo de lugar, e quem quiser manter seu território, tem de ser
eliminado, como o bandido. É a pura ideologia judaico-cristã. A realidade tem
de se adequar ao sobrenatural.
Estamos
criando pessoas arrogantes, incapazes de tudo e muito egocêntricas. É por isso
que uma batida de trânsito acaba em morte. A homofobia seja levada às últimas
consequências. Eu, o ego é o senhor de tudo. Não se associe a nada, resolva
sozinho. O mundo está violento? Cerca-elétrica em casa, carro blindado,
segurança particular... É por isso que as pessoas mais abonadas no país,
qualquer coisa, reclamam, não podem pagar mais, estão endividados até a alma.
Realmente ganham muito, mas gastam mais. Eles têm de mostrar que não precisam
de escola pública, de saúde grátis, de segurança coletiva, podem pagar e pagam
sempre mais para acharem que são muito espertos, ao invés de demandarem
serviços públicos de qualidade, como acontecia, antes da Ditadura Cívico-Militar
de 1964 e acabaram, para deixar essa merda toda, todo mundo dependente da coisa
privada, inclusive privatizaram tudo, muita gente dizia que iria ser
maravilhoso, ficamos reféns de Unimed, de NET, de um monte de empresa
particular de merda, mas que não tem para onde fugir, é isso, ou isso mesmo, o
monopólio público, agora está em mãos privadas, muito pior, mas lucros maiores,
exorbitantes, para produtos que regrediram, a não ser a oferta de novas
tecnologias que tem quem diga que faz parte do avanço dos serviços. Eita gente
imbecil!
É
feio, ou é pobre, discutir soluções coletivas. E se chega a uma paranoia tal,
até para parecer acima de quem não pode, então se contrata segurança, para
vigiar o guarda-costas, porque se começa a desconfiar que até o segurança
particular, quer fazer mal e assim se contratam mais e mais serviços que
poderiam ser resolvidos para todos de uma vez. E quando se vê, toda segurança
contra os desconhecidos, todo um aparato para se apartar do cidadãos comum e a
Susane von Hichthofen é quem mata os pais, a filha amabilíssima que deveria ter
consciência, ato por estar estudando Direito, não, ela só aprendeu e só pensa
no imediatismo, quer ser rica logo, mata os pais na esperança de pegar a
herança e ser feliz para sempre. É o que tem acontecido, os próprios pais que
ensinam aos filhos a serem espertos, a darem jeitinhos que em outros países são
chamados de sociopatia, acabam vitimados pela esperteza familiar. É tanta
esperteza que acabam vítimas dos espertos que criam. Pessoas sem limites que só
são incentivadas a darem golpes para se darem bem. Acabam mal.
Então,
se quem é inferior não se comporta, com uma cultura de violência, desde a
Escravidão, com o disfarce de Deus é o Senhor, Jesus é bondade, essa babaquice
toda, tudo o que se conhece como forma de eliminar o outro, desde os seringais,
onde o Coronel de Barranco se valia da distância, para cobrar inclusive a
moradia, a alimentação de quem deveria ser empregado, até hoje quando o
pé-rapado vira grileiro, de grileiro, classe abastada, contrata pistoleiros
para eliminar quem não se comporta e a Justiça que serve ao estado, faz vista
grossa e assim, chega até a Ministra da Agricultura. Nossa história é esta,
chegar à elite, não para contribuir, para desenvolver, mas para poder matar,
roubar, com o beneplácito de toda a sociedade, e, principalmente, de quem se
diz autoridade que se junta numa patota de incompetentes que se defendem ente
si, para manter a mesmice de sempre. É o exemplo que temos, o poderoso não tem
de se submeter a nenhuma lei, quem cumpre regras, é pobre. Nem mesmo aprender,
ou evoluir, enquanto pensamento, é só ter e pronto, manter a ignorância, como
uma forma de dizer que os outros são tolos, ele é que é esperto, tem dinheiro
no bolso, está salvo!
Quando
a pobreza, depois do Neoliberalismo, virou uma doença transmissível e perigosa,
como se todos pudessem ser ricos, ninguém quer ser pobre. Então, ninguém
precisa cumprir as leis, para não ser visto como inferior.
E aí,
se mata um surfista em Santa Catarina, por pedir para tirar o carro de luxo, para
um policial militar que além do carrão, tem uma casa de praia em condomínio de
luxo, com um salário incompatível. Mas ele apenas colocou em prática, o que
pensa ser o poder. Não pode ceder, e além do mais, tem de se mostrar intocável.
Todo mundo tem de posar de rico. Não, o rico de ideias, o rico de conhecimento,
mas o boçal, analfabeto, com um diferencial, tem dinheiro no bolso e muita presunção
para mostrar. É por esse tipo de exemplo que se divulga que no Rio, o crime
organizado desfila com fuzis, na própria comunidade onde vive, para ser “respeitado”.
É isso que eles veem que é poder. A novela Windek da TV Brasil, feita em
Angola, tem a mesma cultura de poder do Brasil. Todos negros, mas arrogantes,
um puxando o tapete do outro, fui saber, foi feito por brasileiro, ou seja,
está se exportando a arrogância, a estupidez dos poderosos do Brasil. Quem quer
que se cumpram as regras, mas não pode cumprir, para não ser confundido com
povo. É uma questão de poder. E como digo, vivemos em uma sociedade de classes,
ninguém quer ficar por baixo, justificam-se a corrupção, os desvios de caráter,
a falta de amor próprio e respeito ao próximo. Fique rico! Uns conseguem e são
os Eike Batista, outros são pegos, antes mesmo de chegarem lá, como o Marcola.
Como dizia Goethe, mas todos, bandidos, todos que usam e abusam da indignidade,
mas têm de participar da classe do poder. Justifica-se que a Índia, justamente
quando está saindo da merda, tenha tanto estupro. Faz parte do poder. Tanta violência,
justamente quando a economia cresce, é uma maneira de se fazer poderoso. A violência,
queira, ou não, sempre é uma forma de poder. É que todos querem, logo, “chegar
lá”. Fique rico, não dizem, “fique rico com escrúpulos”, apenas dizem, fique
rico, ou seja, até sem respeitar as regras, se tiver sorte, não for pego antes
de poder contratar a Justiça, o cara vira elite e lá de cima, é intocável. Bons
advogados, meios de comunicação fazendo a defesa, tudo se justificando.
Até
quando vamos aceitar? Eu não estou ganhando nada com tanta violência, até,
estou perdendo muito, não aceito o establishment
que não é exatamente o que eu penso ser satisfatório para todos, mas muitos,
acham que um dia, “chegam lá” e por isso, não se precisa mudar nada. Engano
tolo. De cada um milhão, um consegue ascender, neste sistema obsoleto. De dois
ricos, um fica pouco tempo no topo, logo desse de classe.
E
vamos nos violentando, pensando que vai nos possibilitar viver bem, quando na
verdade, possibilita a morte eterna, em nome de Deus, para manter o estado, a
propriedade privada de poucos e cada dia mais, bem poucos.
Como
dizia ao Noval que também leu o Piquetty.
-
Engraçado, o Piquetty diz que nasceu num tempo, onde não se tinha a ilusão do
Comunismo. Ele é onze anos mais novo do que eu. Nasceu justamente na queda do
Muro de Berlim, no fim da União Soviética. Mas de todos os autores que abordam
Economia, ou Administração que li nos últimos tempos, Piquetty – O Capital no
Século XXI, Chang – 23 Coisas Que Não Nos Falaram Sobre o Capitalismo, Rosé, um
cara que tem um nome grande – Derrubando Mitos etc., todos dizem que depois da
crise econômica de 2008, os economistas têm de revisitar Marx. E dizem que
acreditam no Capitalismo.
E eu,
em Deus, imagina! Prefiro o Slavoj que diz que os comunistas têm de voltar a
discutir o Comunismo, têm de deixar de vergonha, que colocaram os capitalistas
dizendo que o Comunismo é inviável, sem discutir a viabilidade do Capitalismo,
primeiro. È preciso voltar a levar a experiência do Comunismo, para as massas
de novo, um Comunismo que discute o Comunismo, segundo ele, pois até hoje,
discutiu-se o Socialismo, muitas vezes se esquece que o Comunismo é o fim do
estado, das classes, de oligarquias, sejam quais forem. Mas também é violência,
divulgar mentiras e boatos, para se desviar a atenção.
É por
isso que os Frigoríficos JBS, da marca Friboi, está gastando uma grana para
dizer que não tem nada com o filho do Lula, como a boataria fez crer. Existe há
mais 60 anos, mas é assim mesmo, quem não tem plataforma, tem de se valer de
mentiras, de fofocas. Foi o que aconteceu, o avião do Eduardo Campos foi
sabotado, o filho do Lula era o dono do Friboi, e muita gente acreditou, uns
por conveniência, outros por ignorância mesmo. Como dizia Stalin, boato, fofoca
é tão violento, é tão perigoso que pode levar à morte de pessoas, como
aconteceu com aquela mulher no interior de São Paulo que foi linchada, por
colocarem que fazia magia-negra, assim como pode até a derrubar governos, o que
tentaram e ainda estão tentando, em todos os países que saíram da órbita dos
EUA, como na Argentina que a morte do promotor que tudo leva a crer, foi suicídio,
logo virou um crime de estado, para inglês ver. É a velha Direita se valendo
desses artifícios de sempre. Não aprende mesmo, não tem argumentos, só falácia.
É a violência
silenciosa de se saber que estamos na merda, mas querer mentir aos outros, para
que não vejam, tenham sempre uma venda nos olhos, ou como jumentos, tenham
aquele troço para só olhar para frente. Quando vão sair dessa mesmice? E cada
dia que passa, tudo fica medíocre, é o ensino que faz jumentos diplomados, é a
cultura que não tem nada cultural, é a política, onde não se parla, não há atividade parlamentar, que
é de dizer, ouvir, discutir, dialeticamente. Agora, é só na base da violência, uma
violência que parece uma coisa glamourosa,
justamente porque as pessoas estão fazendo tudo, ao invés de enfrentar a
realidade, todo mundo quer passar por baixo das barreiras, quer ganhar a maratona
pegando atalhos amorais e isso tudo. Cada dia, empobrecemos o mundo, não só com
multidões de miseráveis, mas com uma pobreza de caráter e de espírito que dá
nojo.
O que não diriam os pensadores acima, nesta era da
tal comunicação, onde as pessoas só têm a mostrar, pose no Instagram, ou Curtí
no FaceBroco e nada mais? Formador de opinião é gente que nem tem opinião, muito
menos algo a acrescentar. É a celebridade pelo escândalo, e sempre, pelo pior,
mais rasteiro que se possa apresentar.
Por isso, quando falo “puta que o pariu”, tanta
gente quer que fale, “misericórdia”. É a cultura do vazio, ao invés de se ligar
no todo, fica-se discutindo semântica, que em Filosofia se diz, a cadeira é
cadeira, porque alguém disse que se chamaria assim. Mas poderia ser “sentadoura”,
“porta-nádegas”. Se ao invés de chamarem vagina, o primeiro nome que viesse
fosse buceta, quem falasse vagina, genitália feminina, seria execrado, mas faz
parte dessa violência silenciosa, ter de medir cada palavra, justamente para
não se dizer nada e ficar “tudo bem”, “tudo legal”. Ótimo. Para quem?
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