segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

CULTURA DA VIOLÊNCIA!

O mundo é governando pela violência, não pela lei. (Chomsky)
A violência é o último refúgio do incompetente. (Isaac Asimov)
A violência é uma questão de poder. As pessoas se tornam violentas quando se sentem impotentes. (Andrew Schneider)
A violência faz-se passar sempre por uma contraviolência, quer dizer, por uma resposta à violência alheia. (Jean-Paul Sartre)
Querer saber - o que parece tão difícil - se não é errado, entre tantos seres vivos que praticam a violência, ser o único ou um dos poucos não violentos, não é diferente de querer saber se seria possível ser sóbrio entre tantos embriagados, e se não seria melhor que todos começassem logo a beber. (Liev Tolstói)
Infelizmente há momentos em que a violência é a única maneira de assegurar a justiça social. (Thomas Stearns Eliot)
VIOLÊNCIA OU VIOLAÇÃO?
Eu sei que o mundo desde que instituíram as classes, foi feito pela violência. A imagem do troglodita que puxa a mulher pelo cabelo, na verdade é a violência de quem quer fazer contrainformação, contra quem quer destruir. Já é violência. Se estudarmos a evolução da humanidade de verdade, é capaz do homem que carrega a mulher pelos cabelos, ou a imagem do estupro ser mais fácil de acontecer, quando se pensa que tudo é mercadoria, tudo é objeto, inclusive a mulher, os idosos e as crianças que por muito tempo, depois das sociedades de riqueza individualizada, passaram um perrengue até hoje, para serem respeitados e terem dignidade, além da imagem da professorinha, da mamãezinha, da esposinha, do velhinho calado, do garotinho bonitinho, o estereotipo perpetuado para manter o que está.
Até na Bíblia, embutida, está a violência, apesar de se falar tanto em amor. Imagina Deus expulsar todo mundo do Paraíso, porque a Eva quis evoluir, acercou-se da Árvore do Saber. Imagina, Deus mandar 7 Pragas contra o Egito, porque os egípcios lutavam para manter o que era seu, suas terras, em suas mãos. A imagem do Moisés, para mim, é só violência. Quebrou o Bezerro de Ouro, as Tábuas das Leis Divinas, abriu o mar para a passagem de seu povo, mas fechou sobre os outros.
A História Geral é feita toda encima da violência. Não só física, o que parece que só acontece se houver sangue, hematomas, não, violência é muito mais do que só isso.
A História Norte-Americana, sempre foi embasada na violência. A Conquista do Oeste foi de uma sacanagem sem igual. Depois o racismo contra os negros e os latinos e todo o mundo. Até hoje, quando se colocam como o Dono do Mundo, tudo tem de estar em conformidade com o que eles pensam e querem, senão, “vão defender o mundo”.  Mesmo dizendo que são uma democracia, mas só se pode fazer o que querem, senão conhecerão a ira dos poderosos.
Então chegamos à História do Brasil. Desde que Cabral em nome de Jesus, com a cruz de malta, utilizada por tudo o que é filho da puta, desde os templários, até hoje, pelos vascaínos, chegou em uma terra superpovoada e declarou que Descobriu o Brasil para aumentar as terras portuguesas e proliferar a visão de Jesus, na porrada, sem se importar com que os outros que consideravam inferiores, podiam contribuir, apesar dos europeus, naquela época, estarem aquém do saber dos povos milenares que escravizaram, foi de uma violência, pouco vista, ou pensada. E vieram os Senhores de Escravos, a Abolição da Escravatura, onde colocam os escravos, sem moradia, sem dinheiro, nem conhecimento, na sarjeta e chamaram europeus que já chegavam com tudo garantido, para cantar de galo. Os Coronéis que tinham pouco e pouco se importavam com conhecimento, que mantinham as rédeas, na base da bordoada e até hoje, tanto no campo, como inclusive na Capital Federal, ainda se mantém o poder, assim, com muita força, muito sangue, muitas mortes. Matando por armas, por falta de inclusão, ou pela fome, mas sempre, para manter o poder dos mais ignorantes, muitas vezes, do que quem escravizam.
EDUCAÇÃO E VIOLÈNCIA
Diz um estudo atual, que a violência mundo afora, diminuiu. E se dá o crédito, à Educação. De certa maneira, concordo e discordo ao mesmo tempo, como concordo e discordo da frase do Nelson Rodrigues: “toda unanimidade é burra”. Eu, sinceramente, nunca gostei do Nelson Rodrigues, uma unanimidade para todo brasileiro que quer se mostrar de vanguarda e segue os ditames da Globo, a quem a Família Rodrigues era íntima da Famiglia Marinho. Não gosto dele pela história da família, história do jornal da família que vendia, fazendo fofoca, sem se importar se era verdade, ou atingia alguém, foi por isso que o Mario Filho que deu nome ao Maracanã foi morto por uma mulher que o jornal dizia que traía o marido, ela se encarregou de fazer com o chargista da família, como fizeram com o pessoal do Charlie Hebdo. Depois de muitos pedidos de parar com a difamação, entrou na redação e ela mesma se encarregou de calá-lo para sempre e ele virou a vítima coitadinha. Nelson Rodrigues era de Extrema Direita, reacionário até a alma, cretino e não se importava com nada, além de si, como muitos brasileiros, inclusive os que o adotam como pensamento. Mas fui atrás da frase toda, porque não concordo com a frase em um contexto curto. A frase toda, diz que a unanimidade é burra, porque é muito fácil concordar com o que está posto. Assim, em sendo unânime, apenas se fica preguiçoso em pensar e se fica sempre de bem com o establishment, mas não leva a mais nada, não avança, não se evolui.
Bem, nesses termos, concordo, mas discordo quanto à unanimidade ser burra.
Não sei onde li, que o Lenin falava sobre a maioria estar sempre certa. E ele disse que se colocasse um professor de Matemática em uma sala com um monte de ignorantes na matéria, se o professor dissesse que 2+2=4 e a maioria de gente que estava aprendendo ainda, dissesse que não, 2+2=5, o professor seria minoria, mas nem por isso, a maioria estaria correta.
No Brasil, mesmo muita gente repetindo que toda unanimidade é burra, ainda se tem um conceito ditatorial, de impor suas ideias. Ainda se pensa em humilhar e até torturar, para que os outros “aprendam” a ser unânimes. A magnanimidade da unanimidade. Todo mundo tem de ser bom, mesmo que essa bondade não se sustente.
De outra maneira, eu digo que depende, como tudo, a unanimidade, sim, pode expressar inteligência. Peguemos de novo, o exemplo do cálculo de 2+2=4. Digamos que tenham vinte pessoas que pelo menos já saibam tabuada, seria de pensar que todos concordem que está certo. Deve ser unânime e correto. Ou, alguém é muito burro, ou como muitos, quer aparecer, sem argumento, só sendo do contra. Poderiam dizer que acrescentando uma constante, ou um i, número imaginário, seria quanto pudéssemos imaginar, mas o cálculo em questão é só isso mesmo, não tem para onde correr. E imaginemos que esses vinte cidadãos sejam conhecedores do idioma lusitano e tenham de decidir sobre o tempo verbal do ser no presente. Estaria escrito: eu sou; tu és; ela/ele é; nós somos; vós sois; eles/elas são. Dá para discordar, para dizer que não, o certo é eu somos; vós seres...? Sim, tem quem discorde, só para chamar a atenção, como muita gente de hoje, chamam a isso, a Era Moderna, a propaganda pelo escândalo que fez um monte de gente medíocre, não se precisa fazer grandes coisas, estudar, nada, é só fazer escândalo, ganhar no grito, pronto!
VIOLÊNCIA INVISÍVEL
De certa forma, concordo que a Educação possa nos fazer menos violentos. Talvez os crimes visíveis, tenham diminuído, mas eu, pessoalmente, acho que regredimos muito, para que o Neoliberalismo proliferasse. Trouxeram de volta a religião que para mim, é uma estupidez completa, mas a religião desses tempos pós-informatizados, todas, fundamentalistas, impositivas. Mais do que as anteriores que pelo menos disfarçavam. A arrogância hoje é vista como uma coisa de gente superior. Dizem, há muita gente com títulos escolares, mas, muitos, analfabetos funcionais que não sabem fazer nada mais, do que decoraram. E é essa violência que tem se proliferado entre todos nós e que leva à violência física, em última análise.  Aumento da violência por coisas banais que poderiam ser resolvidas, caso as pessoas estivessem cultivando de verdade, o saber, a busca por outras questões, além do discurso oficial.
Quais são os teus truísmos? As pessoas nem sabem mais o que é isso, só conhecem o altruísmo, que dá cartaz, faz as pessoas aparecerem, quando na verdade apenas querem manter a miséria. Truísmo, são as verdades que cada um tem no fundo que são intocáveis, aquelas que se atacadas em sua essência, as pessoas não concordam. Ninguém sabe mais o que realmente acha de nada, truísmos? Ninguém sabe o que quer. Por isso que se diz tanto: “todos têm seu preço”. Todos que não têm princípios. A Genoveva posa nua, mas só porque quer comprar um apartamento novo; o Chicão dá o rabo para fazer parte de um grupo no poder, mas só porque quer viajar para a Europa; a Luísa é capaz de virar pistoleira de aluguel, mas só porque estava cansada de viver no sertão nordestino. Todos se vendem, desde que sem ética alguma, porque acham que dando desculpas, os outros vão aceitar. E sempre é o discurso do tenham pena de mim, então eu posso tudo. Tudo é razoável. Quanto menos caráter, mais se vende, mas quando no lugar certo, são os que dão exemplos aos outros e acham que podem reconstituir sua história de vida, em conformidade com o que acham que agrada. Imagina celebridades, autoridades, gente no topo, sem a mínima dignidade que se vende por quinquilharias, pregar que o mundo está muito violento. Por quê?
O PILOTO SUMIU
Primeiro, como diz Chomsky, de novo. “Os dirigentes do mundo precisam deixar claro que eles não se submetem a nenhuma autoridade”.
Até aí, passa, mas as autoridades, as celebridades são exemplos para a maioria. Mas hoje, parece que todos somos um universo particular, “os outros são os outros e só”, como era uma letra de uma música antiga. A arte reflete seu tempo. Essa música era dos anos ’80 passados. É como assistir E SE EU FOSSE VOCÊ, o primeiro e o segundo filmes. Em pouco tempo, mudou muito o pensamento. Porque o primeiro foi realizado quando o Pensamento Neoliberal era soberano, ai de quem fosse contra a “globalização”, ou a “obsolescência programada”, ou o “ter seu primeiro US$ milhão antes dos 30”; e o segundo, justamente quando já havia se abatido a crise de 2008, justamente o resultado daquele “pensamento positivo”, do “é só”. No primeiro filme, o protagonista tem um sócio, onde todas as falas, são exatamente do se dar bem, ser rico, é preciso dar golpes para se manter no mercado. Já no segundo, o sócio, é o filho do antigo sócio e o protagonista já se mostra contrário àquele discurso do ceteris paribus, da Mão de Deus, como Marx chamava a Mão do mercado de Adam Smith.
AI QUE LOUCURA!
Não interessa como, mas interessa onde. Cada um fala uma besteira qualquer, desde que tenha um ótimo networking, como aquela drogada que virou celebridade do Jô, está tudo ótimo, tem seguidores aos borbotões, mesmo que não digam nada com nada.
Como dizem d’ O Príncipe, do: “os meios justificam os fins” que não está escrito no livro, de maneira alguma. Mas alguém falou, muita gente que quer parecer inteligente, sai repetindo. Segundo a edição da L&PM pockets – 1998, tradução de Antônio Caruccio-Caporate: “Há porém uma grande distância entre o modo como se vive e o modo como se deveria viver...”
Segundo a Nota do Editor: “Os meios dos quais se vale um príncipe não são portanto, justificados pelos fins (que é a interpretação vulgar e inexata do pensamento maquiavelino) eles são impostos, tornados necessários pelo “modo” da experiência, pelo ambiente no interior do qual o homem deve agir”.       
Os psicólogos dizem que pessoas que maltratam animais, até por brincadeira, têm desvios de caráter muito sérios, psicopatias que podem aparecer violentamente, que em um contexto onde a pessoa assim se veja sem saída é possível até de eliminar seu igual, por não ter a consciência de que vida, é importante, seja do Totó, do Miauaua, do Seu Tonho, ou quem quer que seja. É vida, tem de ser respeitada. Mas fomos levados, desde o Genesis, que vida é só humana, o resto “é para seu deleite Adão”, inclusive a Eva.
Imagina uma elite que mata periquitos, por achar o barulho do piar dos  pássaros, muito chato. E entre essas pessoas, alguns com o poder nas mãos.
É o que tem acontecido no Amazonas, uma violência disfarçada, calada, silenciada. Um conceito aceito de que a tortura justifica os fins, desde que torturem os filhos dos outros, quando torturam os nossos, é um Deus nos acuda.
São governos e mais governos que têm seus grupos de extermínios particulares. Perpassa para a sociedade que a violência está enorme, quando na verdade, são as autoridades que incentivam, não é de hoje, e continua até agora. Vide os Irmãos Sousa que tinham um programa mundo-cão quer elegeu o Omar Aziz, o Eduardo Braga, o Alfredo Nascimento, o Amazonino Mendes, a Famiglia Garcia e tantos outros que gritavam contra os “bandidos”, os narcotraficantes, os assassinos, todo mundo, quando na verdade, eram eles que assassinavam para mostrar no programa, eles que quebravam paradas de ônibus, como vi e chamei a polícia e não pode ir, porque o atendente queria que eu soubesse o número das paradas, o tipo, um monte de coisas inúteis que se usam para não se fazer nada, eu dizendo que um grupo com martelos, vassouras, enxadas e outras armas brancas estavam quebrando todas as paradas, desde o cruzamento com a Paraíba, já estavam em frente à Igreja, na Efigênio Salles, mas não podiam fazer nada, porque eu não sabia as especificidades que só serviam a quem trabalha com isso. Depois me disseram.
- Fica calmo. Não há interesse em resolver essas coisas. São filhos de políticos, de desembargadores, só picão, tu vais ficar doidinho e não resolves.
É, só os Sousa ficaram como bandidos e os filhinhos das outras autoridades que até agora estão sãos e salvos? Isso, também é violência, mesmo que não haja vítima, nem sangue, nem feridas. A violência que causa temor, faz com que ninguém tenha coragem de ir contra o que querem. E os políticos que se valeram desse esquema? Cala-te!
- Por que não te calas?
Pois é, em boca fechada, não entra mosca, sem se aparece com a boca cheia de formiga. Se tu falares muito, podes revelar o que está escondido e se pode considerar violência e se ter de usar a contraviolência. Entende?
Pois é, fica calado, senão descobrem quem são os reis e seus filhos.
NÃO É O QUE TU ESTÁS PENSANDO!
O que fez o Adail Pinheiro em Coari, deixar famílias e mais famílias, sem acesso a nada, apesar de Coari ser a segunda maior economia do Amazonas, com o gás natural extraído pela Petrobrás, o que se infere, é um aporte enorme de dinheiro, dá para fazer muita coisa, inclusive, desenvolver a região, mas se mantém a pobreza, principalmente para quem é local, como se faz no Amazonas inteiro, para que as famílias cedessem suas filhas, principalmente menores, para praticarem sexo com governadores, prefeitos, senadores, desembargadores, empresários, gente de lá, de cá e de um monte de lugares. Isso é violência, sim, como a ditadura econômica, um tipo de violência difícil de computar. A media envolvida, cala, ou acusa outras pessoas, diz que é bobagem, quem fala contra, é louco, essas táticas antigas, mas ainda tão utilizadas. E mais violência, engavetar todo processo que seja contrário ao grupo de poder, até todos se esquecerem e depois, acabar em decurso de prazo e bandido dizer que é mocinho, porque não houve julgamento. E só o Adail acabou com bandido. E quem se valeu desse esquema? Deixa para lá, senão é capaz até de derrubar o grupo do poder no Amazonas inteiro, senhores acima de qualquer suspeita.
Mas o pior, é que todas essas atitudes são disseminadas, como a coisa certa a se fazer. O cara ascende um pouquinho e repete as mesmas ações, porque não adianta ter só poder, como diziam sobre o Neoliberalismo, é preciso mostrar que se tem poder. E esse exemplo de poder, dissemina-se, até entre os mais novos, que são levados a pensar com dinossauros, senão vão pensar que é mendigo e isso é feio.
Chomsky diz: “É preciso manter as pessoas atomizadas, segregadas e isoladas.” Em outras palavras, o que diziam os Nazistas Alemães: “dividir para dominar” E vem de muito antes, d’ A Arte da Guerra que diz que é muito importante dividir o exército inimigo, para vencer facilmente, até se possível, sem luta.
São violências que nem se pensa que existe, são veladas. E violências contra pessoas. usam-se pessoas, como “recursos humanos”. Prendem os Irmãos Sousa, aparece um Adail, prendem o Adail, fazem o Leandrinho, “laranja”, para os poderosos continuarem a fazer a mesma violência. Não se veem pessoas, como pessoas, mas como algo assim, que se furar, como um pneu, tenha sempre sobressalente.
O vilão da vez, é a Grécia.
- O mundo vê com temor, a vitória da Extrema Esquerda!
Mas o mundo não está passando fome, sem emprego para as famílias. O mundo do qual falam, é o FMI, o Banco da Alemanha, A União Europeia, os donos do dinheiro mundial. A Grécia é capaz de entrar nos BRICS, enquanto o Brasil que se vergou diante do Pensamento Liberal, acabe voltando ao FMI, como endividado de novo. Vamos ver com vai se dar no futuro, como se dizia que a Bolívia iria amargar a miséria absoluta, quando na verdade, desenvolve com a política que se apartou dos interesses das “grandes potências” que aí sim, é a violência de manter milhões na pobreza absoluta, para dar uma vida nababesca para apenas 1%.
São violências que não se vê sem claramente.  
Por exemplo, o Fulano faz concurso para ser funcionário público, segundo a ideologia do eu sozinho, ele não está ali para resolver problema coletivo, mas para resolver o seu problema pessoal, é possível fazer alguma coisa para resolver um probleminha, mas ele não está nem aí. Só pensa em receber o holerite no fim do mês, o resto que se foda. A pessoa passando mal na frente deles é como se não tivesse nada importante, o que importa é o salário.
[...]
Uma noite levei Dona Themis que deve ser sócia-proprietária do PS 28 de Agosto e ela logo foi atendida, tirou tudo o que era carteira da OAB, de promotora do Estado, de repente foi atendida. Muito bem atendida. Enquanto a esperava, apareceu uma garota que acho, foi uma com quem dei uma pirocada uma vez, no carro, não muito distante daquela data. A mãe estava sendo atendida com hipertensão e ela veio ensinar o filho a escrever, ao meu lado. Enquanto estava fora, fiquei cuidando tanto do maiorzinho, quanto do bebê que dormiu a noite inteira, numa das cadeiras da recepção. Ela até agradeceu, quando saíram, acho que foi por causa dos filhos, quanto à pombada, ela já havia agradecido antes e acho que nem se lembrava mais.
Mas de repente apareceu uma senhora, com uma moça avantajada, carregada sozinha, sem ajuda alguma. Falei para a senhora fazer a ficha e eu fiquei com a moça. Estava sem forças, ela estava como que acabando a pilha. Coloquei-a em uma cadeira de rodas que encontrei, mas assim mesmo, estava quase caindo, estava pesadíssima. Sem forças para se manter. E a atendente, fazendo perguntas e mais perguntas, como se nada estivesse acontecendo. Fiquei puto, dei uma esculhambação em todo mundo, de repente os padioleiros que estavam brincando, contando piadas lá nos fundos, vieram, veio todo o pronto socorro ver o porque dos gritos altos, inclusive a responsável, a Baixinha, acho que se chama Francineide, Francinete, alguma coisa assim. Ela vinha vindo, quando me viu, voltou a atender Dona Themis que depois veio dizer que o pessoal estava prometendo me dar porrada, lá atrás e nem sabiam que éramos irmãos. Não quero nem saber, mas pegaram a moça, levaram-na em uma maca como deveriam ter feito desde o início, depois que a mãe respondeu àquele calhamaço todo, foi até ela e veio me dizer que a filha estava enfartando e os cretinos, os amorais e vagabundos, estavam se lixando, o salário estaria assegurado, morrendo, ou não.  
Não tem bom. É uma cultura disseminada, como falei ontem ao Noval, sobre um sócio de Seu Clóvis que eu falei que havia coisa errada e ele me perguntou.
- Porra cara, tu queres que eu saiba de tudo?
- Quero. Administrar é estar a par do que acontece, não é um trono onde o administrador seja satisfeito, mesmo contra o atendimento ao cliente.
Mas é isso que se dissemina. O administrador não precisa saber de nada, os empregados é que têm de “pensar como o dono”, se nem o dono sabe o que quer, como fazer, nem mesmo qual a missão da empresa e depois, quando tudo dá errado, a culpa é da “mão de obra desqualificada” e se demite todo mundo. Quanta violência. Violência covarde!
Essa mania de não se capacitar e colocar a culpa das mazelas nas costas alheias, é de uma violência incomensurável.
Dia desses, fiquei até de madrugada, assistindo um embate de boxe, entre um estadunidense e um estrangeiro, nos EUA. Foi decidido em pontos e todos viram que o estrangeiro era muito, mas muito melhor, mas como sempre, para mostrar que são a raça superior, ao estilo nazista, deram a vitória para o estadunidense, como sempre, e ao invés de haver indignação, as pessoas preferem se calar. É quando a violência prospera, pois muitos desses, são uns covardes, como cachorro que muito ladra, se todos recuam, vão se sentindo muito fortes, mas se alguém corre para cima, coloca o rabo entre as pernas e sai ganindo, como covardes em fuga. Como dizia Rousseau, se quando o primeiro homem se arvorou a ser dono das riquezas que eram de todos, para si, tivesse enfrentado a fúria popular, alguém se colocasse contra, muito provavelmente não se teria um mundo assim, dos muito ricos e poderosos e de uma maioria acovardada, descompromissada, inclusive com sua própria sobrevivência que acha que está tudo bem, tudo legal!   
[...]
Esse descompromisso com os outros, com as responsabilidades, essa mania de dar golpes, fazer uma “falcudade” e depois sair cheio de discursos, sem dar solução à nada, muitas vezes, é mais violento do que ferir, sangrar alguém.
A VIOLÊNCIA DA INCOMPETÊNCIA
Essa violência é o que tem acontecido no Amazonas. Sempre foi uma terra, onde tudo é lindo, tudo está bom, tudo bem obrigado. Não se discute, discutir é mal visto. Todo mundo tem de concordar. Eis onde entra a frase do nazista do Nelson Rodrigues: “toda unanimidade é burra”. No Amazonas é até diferente, por ser muita gente burra, há unanimidade em tudo, ou tem de haver de qualquer maneira.
O Manoel Galvão, professor de Psiquiatria da UFAm, paraense, dizia que em Manaus, se acaba uma pessoa, uma carreira, com o discurso do “é louco”. De certa maneira, não só em Manaus, é comum. Quem não concorda, é segregado, em todo o mundo, desde que inventaram Deus para que se conformasse com o estado.
Mas a unanimidade que acontece no Amazonas é para manter uma elite ignorante, deformada, sem coragem para nada e até sem competência alguma, no poder, indefinidamente. Se ainda estivéssemos no tempo em que para ascender ao poder, só nascendo em família aristocrática, ou mostrando valentia, no peito e na marra, o Amazonas não teria um desses poderosos no poder. São todos, como passarinhos que se assustam com a presença de qualquer coisa. Nem é com eles, já fogem. É a imagem dos poderosos no Amazonas, tudo sem coragem para nada, nem para apresentar outra ideia que divirja do status quo.
Dia desses, vinha falando com o taxista que muita gente acha que está estudando em uma instituição de primeira, com a chegada dessas bostas: Estácio de Sá, SUAM – Seja Universitário Agora Mesmo -, UNIP, Nassau... São o lixo do lixo em suas terras, mas chegam, com um conceito elevadíssimo, até mesmo pelos meios de comunicação locais que têm seus interesses na manutenção dessa (de)formação profissional. E se mandam os filhos para o EJA, o Supletivo, depois para uma dessas “falcudades” e aprendem a dar discursos muito bonitinhos, como aquele idiota que diz que por causa de uma balsa em frente à Manaus para ver o Encontro das Águas, os turistas virão em grande quantidade, e se mantém a sustentabilidade da floresta. Só discurso, mas como ninguém discorda, o cara parece um gênio.
[...]
Nunca me esqueço de uma conversa que escutei, há muito, mas que se mantém muito atual. Estávamos numa sala de espera, não sei se era de uma pet-shop, ou de um médico, ou algo assim. Duas garotas conversavam sobre um garoto que não queria ir à Nova Iorque, antes da política econômica popular, garantir que muitos tantos tenham essa possibilidade, nem se for só para consumir, nada para se aprimorar com o conhecimento de locais diferentes.
- O Fulano não suporta quando os pais viajam para os EUA. Ele não quer ir, mas os pais o levam e ele fica zangado.
- Mas por quê?
- Ele não sabe falar Inglês.
- Ora, é simples, é só comprar um diploma...
- Ele compra o diploma e continua sem saber falar Inglês.
- Ah, é mesmo!
Parecia um prenúncio para o que tanto acontece hoje. Todo mundo achando que vai ficar inteligente, fazendo essas “falcudades”, esses cursos primários com títulos de terceiro grau.
[...]
Como disse um garoto, desses ligados ao Polo Incentivado de Manaus, quando passou no vestibular e outra pessoa perguntou se era na Federal.
- Não, Federal é pra pobre que tem de mostrar inteligência. Meu pai é do Distrito, eu formo e já tenho um lugar certo!
Eu fiquei indignado, mas é o correto. Ele apenas reproduziu em palavras, o que acontece silenciosamente. E não é de hoje. São guetos de imigrantes que só deixam entrar no meio, quem é muito submisso, na casa dos outros, têm preconceito contra quem é da área. É fácil se justificar, sendo minoria, para manterem o poder, têm de segregar, têm de manter o discurso do colonizador, têm de fazer pensar que são imprescindíveis, tudo só aconteceu, por sua causa, não o contrário. E têm os que aceitam, para se sentir tão forasteiros quantos os que se apegam à segregação, para se manterem no posto.
Outra pesquisa diz que o Ensino de Jovens e Adultos e os Supletivos estão lotados de jovens. Pessoas com mais de 30 anos, são minoria, estão escasseando, o que se tem visto, são jovens de famílias que podem estudar em colégios bons, mas que deixam de estudar e que depois de completarem uma idade tal, fazem esses cursos rápidos e depois se valem das “falcudades”. Não sou eu quem digo isso. Está pesquisado. Imagina gente sem nada a oferecer com esses, sendo a classe dirigente. Para onde estamos indo? Posso dizer o que eu penso?
- À merda!
CURTI
Mas e daí? Daí é que se vai repetir o que outros já erraram, por falta de capacidade de pensar. É como o tal Modelo Zona Franca que não dá certo, não tem como dar, mas até hoje, só é benquisto, bem quisto, quem é a favor. Quem poderia pensar de outra maneira? O Presidente da FIEAM, do FECOMÉRCIO, do CIEAM, o Governador, muitos “intelectuais” das faculdades que só sabem repetir, sem se posicionarem...? Um monte de gente que sabe que não tem capacidade alguma, só repete o que fizeram e que não dá certo, mas é melhor errar em grupo, do que acertar sozinho.
O que se tem visto é gente que pega um cargo, repete, repete, troca José por Zé, a mesma coisa não muda nada, mesmo que não esteja dando certo. Por quê? Por falta de capacidade, por se aprender apenas a dar discurso bonito, a repetir, os mesmo erros, nem se for mascarando com cara de novo.
Isso é violência e pior, leva à violência. Dizer mentiras, para mascarar a verdade que se nos apresenta, como uma mediocridade, como fator preponderante para se integrar à elite local.
Uma incapacidade completa de analisar por si, o que nos cerca.
- O que você achou do meu Feijão Caboclo Chique?
- Maravilhoso! Nunca comi nada igual.
O cara pensa que fez grandes coisas, mesmo porque, muitas vezes quando se pergunta, está se querendo que se digam os pontos positivos, e o negativos, até para evoluir, mas a bosta é insosso, é rançoso, mas todo mundo só elogia e quando se muito elogia, quando ninguém discorda, nada muda, tudo se mantém na mesma. É o Amazonas. Talvez, até o Brasil.
É com a discussão sobre mudanças de matriz energética. Alguém diz que leva tempo. Não cara-pálida. Dependendo da vontade política, como aconteceu com os estádios para a Copa de 2014, dá para se fazer em prazo curto. O problema é que se acostumou às empreiteiras que custam tempo, tempo, por, primeiro, serem incompetentes de planejar e depois, porque a Lei 8.666/93, a Lei das Licitações, prega que a cada ano que passa, pode-se fazer um adendo encima da inflação calculada, mas sempre, é acima de uma inflação de décadas e é isso que faz esses “empresários” que são bandidos, serem eleitos e pagarem para aparecer como grandes empreendedores e se ficar num vício eterno do empresário fazer o colunista, o colunista dar prêmios ao empresário de muita gente acreditar que é verdade. É violência contra a nossa inteligência, e quanto à resolução dos problemas que nos cercam, pagamos caro, para termos à frente, muita porcaria, como o asfalto em Manaus que é feito para durar duas chuvas e de novo, fazer-se licitação para enriquecer o mesmo grupo de sempre, com cara de inimigos. Arthur Neto, Serafim Correa, Amazonino Mendes, Manoel Ribeiro que foram pupilos de Mestrinho. Depois fizeram suas crias. Omar Aziz, Carijó, Castello Branco. E os que vieram da Ditadura e se agregaram ao grupo, pois o poder é a única coisa que interessa. José Melo, Vivaldo Frota...
E como diz o Chomsky, quando fala em atomizar, segregar e isolar pessoas. Muita gente pensa igual, mas a media, o establishment, até com “pesquisas”, faz crer que só ele pensa assim. E se todo mundo pensa igual, só ele discorda, é melhor não se expor ao ridículo. E assim se mantém o que não agrada, mas ninguém tem coragem de lutar sozinho, pensando que é o único a não querer aquilo. Assim, não há violência contra quem nos violenta.
É como a violência verdadeiramente dita, o narcotráfico. Dá lucros a uma minoria, a uma elite qualquer.  Parece que não tem como resolver, os narcotraficantes, os grupos que disseminam a violência, parecem ser superiores aos grupos que são para manter a “ordem”. Vão à guerra, agridem a população quando se posiciona, mas contra esses grupos, parecem impotentes, na verdade, são coniventes. Primeiro que não se permite pensar que a violência é uma questão coletiva. Todo mundo faz tudo particularmente.
[...]
Ontem estava conversando com o Noval, falava sobre a reunião do Condomínio, onde entregaram o Estatuto, coisa que eu já demandara, faz tempo e diziam que não era possível fazer.
- Lembras do Janio que deve ter sido teu aluno em Economia?...
- Ah, sim, foi meu aluno.
Papo vai, papo vem na reunião recente, até que bem concorrida, quando cheguei, só havia três pessoas, comigo, depois que chegaram os Diretores, Vice e Presidente.
Então, discutindo sobre energia que está um caos aqui, como tudo, desde quando entregaram as casas, não existe nada feito, o engenheiro responsável, não sabe nem onde estão as plantas civis, elétricas, nada. Então pedi a palavra, mais uma vez. Dessa vez, pessoas diferentes e até mais abertas à discussão. As outras diretorias, talvez por serem de pessoas arrogantes e boçais, o clima ficava meio pesado, as pessoas tinham até medo de abrir a boca e eu fiquei como cara que só quer fazer a desagregação, o chato, até que Dona Therezinha me pediu para não participar, vieram dizer à ela que eu só fazia confusão. Mas fui, pois era a entrega do Estatuto, do Código de Conduta Interno.
- Vou fazer uma pergunta, nem é à Mesa, mas ao engenheiro eletricista. Dá para mudar essa iluminação amarela dos postes da rua? Fica até difícil enxergar.
O Vice emendou.
- Eu também concordo, mas tem gente que acha romântica!
Então o engenheiro falou que era econômica, mas sim, podiam trocar, não seria muito difícil. Eu queria saber se afeta, a energia gerada que já está no limite. Lá de trás, o Janio interveio.
- Thevis, compra uma lâmpada e troca na frente da tua casa.
Porra, a questão não é individual, é iluminação pública, mesmo que no Condomínio. Imagina cada um colocar a lâmpada que quiser. No dia em que acontecer uma violência nas vias públicas, duvido, acharem romântico, ainda mais se for com um ente seu, ou que cada um tem de fazer por conta própria, a troca a iluminação. Mas como diz Chomsky, é preciso atomizar, cada um na sua, cada um fazendo o que deveria ser do todo, para não haver mudança. É assim que se quer acabar a violência, cada um dando seu jeito individualmente, o resto que se ferre!
[...]
Como se mantém esse pessoal sem grandes contribuições, mesmo intelectual, por tanto tempo acima da plebe? Simples, com a violência do silenciamento.
O Governo é do Governador, a Prefeitura, do Prefeito, invertem-se os conceitos. O Governador, o Prefeito, o funcionário público ao invés de atenderem aos cidadãos, pensa-se e faz-se crer o contrário, eles é que têm de ser servidos. Mas é assim também, no setor privado, o dono da empresa é que tem de ser servido, ao invés de servir ao cliente para fidelizar, para se manter no mercado, mesmo que o “Rosé”, do Derrubando Mitos, diga que se pensa até hoje que empresa no Capitalismo, tenha de dar certo, tenha de se manter para todo o sempre. E vai buscar uma explicação na Teoria Socialista que não é possível isso.
NÃO TEM JEITO!
Por exemplo, Seu Joaquim Levy pode até querer consertar a economia, o que eu não acredito, sou diametralmente contrário à política neoliberal dele e do Palocci o padrinho dele. Mas, enquanto não se discutir os ralos, ou gargalos que jogam dinheiro fora, não tem como desenvolver nada. Pode-se fazer tudo, que logo acham que podem “comer” mais e mais do erário.
Imagina um país de pobres, que para terem alguma coisa em casa, nem que sejam gêneros de primeira necessidade, tenham de ralar muito. De repente o Juquinha decide ser “político”, ou seja, deveria ser representante do povo. Digamos, Deputado Federal. Um povo que tem um salário-mínimo e pronto. Mas os representantes deste mesmo povo, ganham um salário que não tem nada a ver com a média salarial do povo que representam. Mas não é só isso. Têm gráfica de graça, ou seja, quem quiser se candidatar e não seja do “grupo”, vai ter de gastar mais, por conta própria, para se opor a quem tem tudo de graça, sem gastar nada. O cara tem salário-alimentação, mesmo recebendo um monte de dinheiro. Ajuda-paletó, salário-moradia... Sejamos justos, é tripudiar sobre a inteligência do cidadão comum. A Direita diz que está certo, para manter privilégios particulares, a Esquerda concorda, para fazer caixa aos partidos e todo mundo sabe que é um acinte, mas todos querem se fazer de espertos. Até aqueles que não são da boquinha, mas querem que se mantenha, pois espera chegar lá para enriquecer, num cargo que deveria ser representativo.
Aí vem o pessoal que trabalha no Judiciário, um pessoal que parece que saiu de contos infantis, só príncipes e princesas que acreditam que jurumum vira carruagem de ouro, ratinho, jumento para puxar coches essas tolices. Um pessoal que trabalha pouco, muito pouco, se dia 28 vai ser feriado, o pessoal já fica de folga no dia 20, só volta, depois do dia 10 do próximo mês, para descansar do feriado, mas o pior, é como veem dinheiro. Parece que nasce em árvores, ou como melão, no chão mesmo, aos borbotões. É inacabável. Por isso que muita gente vai estudar Direito, para fugir da Matemática. E dinheiro, é Matemática, o pessoal acha que pode tirar sem repor, uma entrada de 4 milímetros e uma saída de 20 centímetros e nunca acaba. Produção zero, ganhos mil.
Certa vez, no blog do Zé Serra, ele discutia a “Aristocracia do Funcionalismo Público”. Eu sei, ele como bom neoliberal e como bom covarde que foi, não suporta serviço público. Tem de “enxugar”. Deve ser enxugar gelo. Mas ele dizia que um povo que deveria servir à população, ganha tanto, não é o caso de todos, mas tem casos em que eu concordo, que acaba até discriminando os mais pobres, os que têm de ser servidos, afastam-se da visão de povo, começam a pensar como se fossem aristocratas, sangues-azuis, têm de ser servidos e o contribuinte tem de lhes render homenagem. É muito do Poder Judiciário, a elite da “nobreza” do setor governamental. É como o pessoal da PDVSA na Venezuela que ganhava tanto, sem contribuir com a economia local que quando decidiram distribuir rendas, até hoje, é um falatório falacioso de que falta democracia, quando na verdade, democracia também é distribuição de riquezas, se antes, havia mais de 80% na miséria, só menos de 20% todo poderoso, então a democracia não podia existir. Existe hoje, quando se dá oportunidade de pelo menos estar na base da pirâmide social. Mas a violência da mentira faz crer que é ditadura, incluir a maioria à economia nacional. A violência da deturpação da idiotia.   
E existe um teto salarial que não deveria passar o salário do ou da Presidente, mas eles da Justiça que deveriam ser os guardiões da lei, são os primeiros espertalhões que vivem de dar golpe. Ganham muito, mas acham que é pouco, aí têm ajuda de custos, ajuda de papel-higiênico, ajuda-dentadura, automóvel, combustível, viagem de graça, ajuda... Como vamos querer que os outros, até que ganham menos e têm menos regalias, tenham mais consciência e mais responsabilidade e mais compromisso com a coisa pública e que respeitem os demais?
Para mim, a arrogância que é uma maneira de violência extrema, leva a se pensar que não tem de se preocupar em ser competente, é só esconder sua falta de capacidade, com coices, com chiliques, e aí se conhece um povo que se acha acima de tudo e de todos. Qualquer coisa que achem que são contra si, mesmo que nem estejam falando com eles, logo dão um jeito de eliminar o “subversivo”. Hoje, todo mundo se acha o mocinho do Bang-Bang. Só tem Durango Kid, Billie the Kid, Jim das Selvas e Tarzã. Sozinhos, são capazes de derrotarem tudo. Invadem o bioma de espécies silvestres, mas acham que eles é que estão corretos, mudando tudo de lugar, e quem quiser manter seu território, tem de ser eliminado, como o bandido. É a pura ideologia judaico-cristã. A realidade tem de se adequar ao sobrenatural.
Estamos criando pessoas arrogantes, incapazes de tudo e muito egocêntricas. É por isso que uma batida de trânsito acaba em morte. A homofobia seja levada às últimas consequências. Eu, o ego é o senhor de tudo. Não se associe a nada, resolva sozinho. O mundo está violento? Cerca-elétrica em casa, carro blindado, segurança particular... É por isso que as pessoas mais abonadas no país, qualquer coisa, reclamam, não podem pagar mais, estão endividados até a alma. Realmente ganham muito, mas gastam mais. Eles têm de mostrar que não precisam de escola pública, de saúde grátis, de segurança coletiva, podem pagar e pagam sempre mais para acharem que são muito espertos, ao invés de demandarem serviços públicos de qualidade, como acontecia, antes da Ditadura Cívico-Militar de 1964 e acabaram, para deixar essa merda toda, todo mundo dependente da coisa privada, inclusive privatizaram tudo, muita gente dizia que iria ser maravilhoso, ficamos reféns de Unimed, de NET, de um monte de empresa particular de merda, mas que não tem para onde fugir, é isso, ou isso mesmo, o monopólio público, agora está em mãos privadas, muito pior, mas lucros maiores, exorbitantes, para produtos que regrediram, a não ser a oferta de novas tecnologias que tem quem diga que faz parte do avanço dos serviços. Eita gente imbecil!
É feio, ou é pobre, discutir soluções coletivas. E se chega a uma paranoia tal, até para parecer acima de quem não pode, então se contrata segurança, para vigiar o guarda-costas, porque se começa a desconfiar que até o segurança particular, quer fazer mal e assim se contratam mais e mais serviços que poderiam ser resolvidos para todos de uma vez. E quando se vê, toda segurança contra os desconhecidos, todo um aparato para se apartar do cidadãos comum e a Susane von Hichthofen é quem mata os pais, a filha amabilíssima que deveria ter consciência, ato por estar estudando Direito, não, ela só aprendeu e só pensa no imediatismo, quer ser rica logo, mata os pais na esperança de pegar a herança e ser feliz para sempre. É o que tem acontecido, os próprios pais que ensinam aos filhos a serem espertos, a darem jeitinhos que em outros países são chamados de sociopatia, acabam vitimados pela esperteza familiar. É tanta esperteza que acabam vítimas dos espertos que criam. Pessoas sem limites que só são incentivadas a darem golpes para se darem bem. Acabam mal.
Então, se quem é inferior não se comporta, com uma cultura de violência, desde a Escravidão, com o disfarce de Deus é o Senhor, Jesus é bondade, essa babaquice toda, tudo o que se conhece como forma de eliminar o outro, desde os seringais, onde o Coronel de Barranco se valia da distância, para cobrar inclusive a moradia, a alimentação de quem deveria ser empregado, até hoje quando o pé-rapado vira grileiro, de grileiro, classe abastada, contrata pistoleiros para eliminar quem não se comporta e a Justiça que serve ao estado, faz vista grossa e assim, chega até a Ministra da Agricultura. Nossa história é esta, chegar à elite, não para contribuir, para desenvolver, mas para poder matar, roubar, com o beneplácito de toda a sociedade, e, principalmente, de quem se diz autoridade que se junta numa patota de incompetentes que se defendem ente si, para manter a mesmice de sempre. É o exemplo que temos, o poderoso não tem de se submeter a nenhuma lei, quem cumpre regras, é pobre. Nem mesmo aprender, ou evoluir, enquanto pensamento, é só ter e pronto, manter a ignorância, como uma forma de dizer que os outros são tolos, ele é que é esperto, tem dinheiro no bolso, está salvo!
Quando a pobreza, depois do Neoliberalismo, virou uma doença transmissível e perigosa, como se todos pudessem ser ricos, ninguém quer ser pobre. Então, ninguém precisa cumprir as leis, para não ser visto como inferior.
E aí, se mata um surfista em Santa Catarina, por pedir para tirar o carro de luxo, para um policial militar que além do carrão, tem uma casa de praia em condomínio de luxo, com um salário incompatível. Mas ele apenas colocou em prática, o que pensa ser o poder. Não pode ceder, e além do mais, tem de se mostrar intocável. Todo mundo tem de posar de rico. Não, o rico de ideias, o rico de conhecimento, mas o boçal, analfabeto, com um diferencial, tem dinheiro no bolso e muita presunção para mostrar. É por esse tipo de exemplo que se divulga que no Rio, o crime organizado desfila com fuzis, na própria comunidade onde vive, para ser “respeitado”. É isso que eles veem que é poder. A novela Windek da TV Brasil, feita em Angola, tem a mesma cultura de poder do Brasil. Todos negros, mas arrogantes, um puxando o tapete do outro, fui saber, foi feito por brasileiro, ou seja, está se exportando a arrogância, a estupidez dos poderosos do Brasil. Quem quer que se cumpram as regras, mas não pode cumprir, para não ser confundido com povo. É uma questão de poder. E como digo, vivemos em uma sociedade de classes, ninguém quer ficar por baixo, justificam-se a corrupção, os desvios de caráter, a falta de amor próprio e respeito ao próximo. Fique rico! Uns conseguem e são os Eike Batista, outros são pegos, antes mesmo de chegarem lá, como o Marcola. Como dizia Goethe, mas todos, bandidos, todos que usam e abusam da indignidade, mas têm de participar da classe do poder. Justifica-se que a Índia, justamente quando está saindo da merda, tenha tanto estupro. Faz parte do poder. Tanta violência, justamente quando a economia cresce, é uma maneira de se fazer poderoso. A violência, queira, ou não, sempre é uma forma de poder. É que todos querem, logo, “chegar lá”. Fique rico, não dizem, “fique rico com escrúpulos”, apenas dizem, fique rico, ou seja, até sem respeitar as regras, se tiver sorte, não for pego antes de poder contratar a Justiça, o cara vira elite e lá de cima, é intocável. Bons advogados, meios de comunicação fazendo a defesa, tudo se justificando.
Até quando vamos aceitar? Eu não estou ganhando nada com tanta violência, até, estou perdendo muito, não aceito o establishment que não é exatamente o que eu penso ser satisfatório para todos, mas muitos, acham que um dia, “chegam lá” e por isso, não se precisa mudar nada. Engano tolo. De cada um milhão, um consegue ascender, neste sistema obsoleto. De dois ricos, um fica pouco tempo no topo, logo desse de classe.
E vamos nos violentando, pensando que vai nos possibilitar viver bem, quando na verdade, possibilita a morte eterna, em nome de Deus, para manter o estado, a propriedade privada de poucos e cada dia mais, bem poucos.
Como dizia ao Noval que também leu o Piquetty.
- Engraçado, o Piquetty diz que nasceu num tempo, onde não se tinha a ilusão do Comunismo. Ele é onze anos mais novo do que eu. Nasceu justamente na queda do Muro de Berlim, no fim da União Soviética. Mas de todos os autores que abordam Economia, ou Administração que li nos últimos tempos, Piquetty – O Capital no Século XXI, Chang – 23 Coisas Que Não Nos Falaram Sobre o Capitalismo, Rosé, um cara que tem um nome grande – Derrubando Mitos etc., todos dizem que depois da crise econômica de 2008, os economistas têm de revisitar Marx. E dizem que acreditam no Capitalismo.
E eu, em Deus, imagina! Prefiro o Slavoj que diz que os comunistas têm de voltar a discutir o Comunismo, têm de deixar de vergonha, que colocaram os capitalistas dizendo que o Comunismo é inviável, sem discutir a viabilidade do Capitalismo, primeiro. È preciso voltar a levar a experiência do Comunismo, para as massas de novo, um Comunismo que discute o Comunismo, segundo ele, pois até hoje, discutiu-se o Socialismo, muitas vezes se esquece que o Comunismo é o fim do estado, das classes, de oligarquias, sejam quais forem. Mas também é violência, divulgar mentiras e boatos, para se desviar a atenção.
É por isso que os Frigoríficos JBS, da marca Friboi, está gastando uma grana para dizer que não tem nada com o filho do Lula, como a boataria fez crer. Existe há mais 60 anos, mas é assim mesmo, quem não tem plataforma, tem de se valer de mentiras, de fofocas. Foi o que aconteceu, o avião do Eduardo Campos foi sabotado, o filho do Lula era o dono do Friboi, e muita gente acreditou, uns por conveniência, outros por ignorância mesmo. Como dizia Stalin, boato, fofoca é tão violento, é tão perigoso que pode levar à morte de pessoas, como aconteceu com aquela mulher no interior de São Paulo que foi linchada, por colocarem que fazia magia-negra, assim como pode até a derrubar governos, o que tentaram e ainda estão tentando, em todos os países que saíram da órbita dos EUA, como na Argentina que a morte do promotor que tudo leva a crer, foi suicídio, logo virou um crime de estado, para inglês ver. É a velha Direita se valendo desses artifícios de sempre. Não aprende mesmo, não tem argumentos, só falácia.    
É a violência silenciosa de se saber que estamos na merda, mas querer mentir aos outros, para que não vejam, tenham sempre uma venda nos olhos, ou como jumentos, tenham aquele troço para só olhar para frente. Quando vão sair dessa mesmice? E cada dia que passa, tudo fica medíocre, é o ensino que faz jumentos diplomados, é a cultura que não tem nada cultural, é a política, onde não se parla, não há atividade parlamentar, que é de dizer, ouvir, discutir, dialeticamente. Agora, é só na base da violência, uma violência que parece uma coisa glamourosa, justamente porque as pessoas estão fazendo tudo, ao invés de enfrentar a realidade, todo mundo quer passar por baixo das barreiras, quer ganhar a maratona pegando atalhos amorais e isso tudo. Cada dia, empobrecemos o mundo, não só com multidões de miseráveis, mas com uma pobreza de caráter e de espírito que dá nojo.
O que não diriam os pensadores acima, nesta era da tal comunicação, onde as pessoas só têm a mostrar, pose no Instagram, ou Curtí no FaceBroco e nada mais? Formador de opinião é gente que nem tem opinião, muito menos algo a acrescentar. É a celebridade pelo escândalo, e sempre, pelo pior, mais rasteiro que se possa apresentar.

Por isso, quando falo “puta que o pariu”, tanta gente quer que fale, “misericórdia”. É a cultura do vazio, ao invés de se ligar no todo, fica-se discutindo semântica, que em Filosofia se diz, a cadeira é cadeira, porque alguém disse que se chamaria assim. Mas poderia ser “sentadoura”, “porta-nádegas”. Se ao invés de chamarem vagina, o primeiro nome que viesse fosse buceta, quem falasse vagina, genitália feminina, seria execrado, mas faz parte dessa violência silenciosa, ter de medir cada palavra, justamente para não se dizer nada e ficar “tudo bem”, “tudo legal”. Ótimo. Para quem?   

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