Dia desses, duas notícias com certa fatalidade, foram
ao mesmo tempo, alvissareiras e tristes. Em todas as duas notícias, abelhas
atacaram seres humanos.
Para as famílias que perderam seus entes, foi uma
tragédia, mas em se levando em conta que as abelhas servem dentre tanto, para
inseminar plantas, arbustos, árvores, é ótimo, Ademais, há uma nítida escassez
de abelhas, inclusive para gerar alimento e remédio, o que se faz com o mel e
com o própolis. Eu, particularmente utilizo o própolis, mas o mel em si, dá uma
caganeira, sem contar que eu só de cheirar, já tenho o estômago embrulhado,
talvez, consequência de quando éramos criança, era ficar doente, tinha de vir
algum chazinho com mel, enjoei que não entra, nem forçado. A última vez que
tomei mel, fomos a um luau, cada um levava uma garrafa de vodcka, o Flávio que malhava comigo, ia para o meio do mato e
preparava, até o Fofolete que ainda era “macho”, teve uma briga, nem se
conheciam, apresentei-os todos, para ver uma porrada entre o pessoal. No outro
dia, vazei por todos os poros, depois que ele me disse que colocava mel, para
adoçar a caipirinha. Eu quase me acabo, todo melado.
“Abelhas matam!”
Ótimo, parecia uma contradição, mas é ótimo para a
diversidade, péssimo para as vítimas e quem os tinha próximos. Ainda existem
abelhas.
É como morcegos que tem tanta gente com pavor. Gente
que não sabe nada. Todo morcego não ataca quem está em vigília, mesmo os
hematófilos, eles esperam que os seres estejam imóveis, senão nem pousam.
Apesar de toda mística do mau que há em torno, as figuras bíblicas do mau,
morcego, urubu, rato, barata, serpente, mas têm sua finalidade no
meio-ambiente, o morcego serve para reflorestar em uma única noite, extensões
de terra que levariam anos, para seres humanos normais. Dia desses, estava
nascendo um pé, rente à calçada do quintal, o jardineiro tirou, levou para
plantar em outro lugar, pois diz que é uma árvore enorme, tronco largo que
quebra tudo. Era azeitona amazônica, quem plantou? Só podem ser pássaros,
insetos e/ou morcegos, os mamíferos alados, ou melhor, com uma película que age
como asa. E em pensar que por duas vezes, por causa de morcego, na outra casa,
marmanjos deram show de viadagem. Uma
vez, Seu Clóvis, com medo do morcego, Dona Dolores que estava em casa, pegou a
chinela e deu uma porrada e jogou-o fora. Da outra vez, o gaúcho que é pai da
minha sobrinha, um Zé Buceta em tudo, metido a muito macho, mas covarde que faz
nojo – é por isso que incendeia tanta coisa no Rio Grande do Sul, o pessoa,
fica queimando a rosca, acabam as fagulhas em locais públicos – viu um morcego
entrar na cozinha de casa, correu para o quarto da Tia Ivette, ela entrou
primeiro e bateu a porta na cara do “macho”. Eu fiquei com uma vassoura fazendo
pêndulos, o morcego se desorientou, bateu no cabo, caiu, o resto foi levar para
fora, ele se recuperou e foi fazer seu serviço em prol da vida.
Mas a vida parece ser a contradição pura e simples.
Até hoje não se sabe como da Química Inorgânica, H2O, N, He, H2SO4,
pode surgir vida que é Química Orgânica, da cadeia do carbono C. É tudo
contraditório. Do caos é que surge a mudança, diferente do que até hoje se
acredita no Brasil, da ordem e do progresso, imagina! O correto seria, Entropia
E Progresso, o caos completo, senão fica um povo marcando passo, achando que é
progresso, burro que faz dó.
Como do nada, pode surgir tanta coisa? Um cosmo
inteiro, tem até quem fale em Universo Paralelo, ou Universos no Universo. É
mais fantástico do que fumar maconha, cheirar pó, ou procurar um Deus que é
limitado, por ser completamente, fora da realidade.
O Sol que pode matar toda a vida de uma vez, com uma
simples explosão cósmica, solar e/ou estelar, é justamente o que “alimenta” a
vida, os seres vivos. Coisa mais escrota é por isso que o pessoal se suicida,
por não conseguir viver num mundo real, onde o que serve para saciar a sede,
também pode matar afogado. Fizeram crer num mundo onde as pessoas do sexo
masculino, são soberanas, só a esses seres é dado o poder da vida eterna, aí
quando se sai dessa visão tosca de mundo, ninguém concebe como agora, as
mulheres, as lésbicas, os homossexuais masculinos, transexuais, transgêneros em
geral, têm aval para entrar no Céu, quando o último emissário do Senhor, foi
Jesus e faz tempos pacas, gostava de ser chamado de Enviado, pelo jeitão, meio
batráquio de ser, gostava até que tirassem o EN, para não atrapalhar, o que era
dogmático, dependendo dos avanços políticos, econômicos, sociais e
tecnológicos, Deus muda de ideia, ou pelo menos seus representantes na Terra,
mudam de opinião que uma porra, agora, do nada, o Lutero diz que pode sim, ser
rico e ir para o Céu, dá para meter no cu do camelo uma agulha dos poderosos,
fez uma miscelânea completa, para confundir mesmo, não veio para esclarecer, o
Kardec inventou o Nosso Lar, o Bispo Macedo inventa moda, o Pastor RR Soares
diz que as regras são outras e o Papa Chico, diz que liberou geral, as pessoas
podem casar quantas vezes quiserem, Deus aceita, o cara pode rabear, a colega
pode colar velcro, Deus aceita, e pior, não se precisa mais dar uma cacetada só
para procriar, já se pode foder à vontade, sem precisar se preocupar em
engravidar, ou seja, com preservativo, com o coito interrompido, até nas coxas
que já não é mais pecado, Deus aceita. Ou seja, Deus é meio filho de uma puta,
diferente das contradições da vida. Quantos deixaram de bater uma punhetinha
sequer, quantos se mantiveram virgens, para não pecarem, até viraram mártires,
porque o Deus de hoje, é tremendamente temporal, o que disse ontem, não vale
para hoje, mesmo que nos dissessem, até para mim que sou ateu, que Deus era o
Alfa e o Ômega, portanto, o ontem, até o amanhã, sabe tudo, passado, presente e
futuro, como Madame Luluzinha das Candongas que lê as mãos, lê os pés, mas, principalmente,
parece que tem visão de raio-X, fica vidrada na carteira do cliente. Agora não,
Deus de ontem, é de A, a M, o de hoje, do N, até o Z. Não tem mais conexão
alguma. E como ficam aqueles que viraram estátua de sal, só por estarem ligados
fisicamente pela tromba nas costas e aquelas que sem poder se mexer,
continuaram botando as aranhas na rinha? E o pessoal que nunca deu uma
pirocada, com medo de pecar e preferiu morrer, a dar o que era seu? O Rei Luís
XIX que morreu leproso, por não tomar banho, para não mostrar as “vergonhas” ao
Senhor? Era francês, duvido se algum africano, ou haitiano tenha morrido com
lepra, para que o Senhor não visse suas vergonhas. Vergonha é ter pau pequeno e
não saber como satisfazer a parceira. Mas pelo menos o Rei foi recompensado,
virou São Luís Gonzaga, o Leproso Fedido. Antes do Protestantismo o Catolicismo
já colocava gente que viveu nababescamente, no Céu. Quanta contradição, é tanta
mentira que eles mesmo se esquecem do que pregam.
Quer ver mais contradição do que os movimentos
terroristas que matam, sacrificam, em nome de um Deus, ou de Alá? E estes
grupos que se dizem religiosos, não seguem estritamente as leis divinas, apesar
de os acusarem de fundamentalistas, querem amealhar tantos bens, tanto
dinheiro, de repente os terroristas mulçumanos pedem milhões de dólares para
libertarem os japoneses que aparecem no vídeo, com os olhos esbugalhados. Se o
Japão conceder, eu viro terrorista agora mesmo. É melhor do que abrir uma
igrejinha para ficar rico rápido. Grupo É Amor Mas Fresca Para Ver, o GEAMFPV.
Congrega principalmente ateus, em nome de Deus, até o Curupira está valendo. E
com tantas letras, tudo o que é viado e sapatão também, parece o antigo GLS que
virou LBTSXYZABCTTTTTTTTT. Rapaz, o que tem de T nessas questões de brincar com
o toba e com a buceta das amiguinhas, é até difícil contar quantos são. A maior contradição na homofobia, é justamente
dos enrustidos, serem os mais homofóbicos, com medo de se revelarem, ou de
outra feita, com medo da concorrência.
Mas enquanto eu estiver pensando sobre as
contradições da vida, é sinal de que eu estou vivo. O pior da vida, é que
ninguém sabe quando vai morrer, como, por que e ainda pior, é morrer e nem se
dar conta que já era. Até o pessoal que acredita na vida eterna, morreu, só
existe vida, nos micro-organismos que vão se servir da carniça, só há
transformação, da energia que sempre se transforma, nunca se perde e o pessoal
que era virgem, nunca foi furado, depois que não pode se manifestar, só em Mesa
Branca e tem muita gente que não acredita, acha que é tudo pilantragem, vai ser
comido como toda puta e todo fresco, sem reclamação.
E vou aproveitando a vida. Pode ser boa, péssima,
mais ou menos, mas, acima de tudo, é vida, dá para mudar. A morte é que é foda,
sem se poder praticar sexo, nem sacanear ninguém, é a única certeza de que não
tem volta, nem com o replay da
máquina de imagens.
E perguntar-me-ão, achas então que a morte é o fim?
Não, o fim daquela vida, particularmente, mas vai servir para alimentar o
mundo. Domingo passado estava falando para a Mayra que quando Dona Dolores
morreu e eu fui ao Cemitério para lidar com os trâmites para enterrá-la, os
coveiros abriram a cova e os ossos e a cabeça do Tio Rodolpho estavam de fora.
Parecia um roqueiro, logo ele que pelava o cabelo, a cabeça muito bem feita, um
cocoquinho, um cabelo enorme, do jeito que ficou, parecia até um véu de noiva.
E ela perguntou como pode. Cabelo, pelos, unhas são células mortas. Então,
quando morremos, há um grande extermínio de células, portanto, se conseguirmos
conservar o corpo, sem o contato da oxidação, de organismos vivos, nem do
formol, as unhas, cabelos e pelos tendem a se proliferar. Mas para aquele
corpo, com aquela alma e aquela mente, com um coração, não existe mais vida, é
a morte. Só nos telejornais da Globo que inventaram noticiar a morte, assim:
- Vai ser enterrado o corpo...
Não Tonto, vai ser enterrado, o corpo, a alma, a vida
e a morte, tudo de uma vez só. Só ficam lembranças. Mas é bem ideológico, “enterrar
o corpo”, fica implícito de que acreditam que a alma vagueia sem vida.
Discípulos de Gasparzinho. Um monte de alma penada. A alma, que traduzido do Latim,
anima, tanto significa espírito,
quanto movimento, depois que se morre, fica teso para todo o sempre, até
acabarem com os restos mortais, o pessoal ainda acredita que sobreviva. Égua
parente! Deixa de ser pávulo.
Um dia ainda procuro uma poesia que fiz, sobre a
transformação depois da morte, num ônibus, quando vinha do Campus e uns
companheiros de Partido perguntaram se era Espiritismo. Muito pelo contrário,
era vida, era contradição, era o mundo real. Não se precisa ir lá para a Casa
do Caralho, para que em morte se gere vida. Como dizia a vinheta do Repórter
Esso, parafraseando:
- Se não aconteceu em vida, não espere para depois da
morte!
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