Ontem meu pensamento voou longe.
Recordei três fatos, dois na minha adolescência, entre os 18 e o 19 anos e o
último mais recentemente.
Desde os atentados à revista Charlie,
fala-se muito em liberdade de expressão, todo mundo é a favor, inclusive da
Charlie que é anarquista de princípio e ação.
Eu acho lindo quando todo mundo repete
sem nem pensar o que “viruliza”, ou vira meme.
Muita gente fala tanto em meme e nem
sabe que é um termo da Biologia. Eu tenho cá minhas questões se o pessoal
apenas não quer aparecer, ou não ser visto como o cara que rema contra a maré.
O Quarto Poder, a Imprensa Livre, eu questiono muito. Livre para quê? Poder
como? Nós vivemos em uma sociedade, ninguém pode se esquecer, de classes, de interesses
por todo lado, esse papo do profissional acima do bem e do mal, apolítico,
totalmente isento de parcialidade, não sei! Eu não acredito, mas eu sou ateu. E
que poder é esse que não tem de prestar contas a ninguém? Até o Judiciário,
único poder no Brasil que não é votado, é escolhido na base do gosto do poderoso
do momento, tem a quem prestar contas, a media
não? Nem é eleita, faz o que quer, o que pensa? Eu não concordo sem questionar.
Até ontem os meios de comunicação não
podiam ser cerceados, principalmente o humor. Todos eram Charlie, até quem é de
Extrema Direita, era Charlie, quase como uma forma de afrontar o Islamismo,
veladamente. Ontem, a coisa mudou, todo mundo acorreu para comprar sua edição
histórica, pós-atentando e ao mesmo tempo se deteve um humorista que não era
Charlie, era pelo terrorista morto.
E tem quem acredite nessas balelas. Tem
até quem acredite que a maioria que mostrava de toda forma o tal de je suis Charlie, estava fazendo por
consciência, por questão de pensamento arraigado das liberdades civis. E eu
acredito em Papai Noel?
Foi quando eu me recordei de fatos que
para mim, eram idênticos.
IZIDORO E O PROJETO DOS SONHOS
Quando entrei no Colegial, tive de
escolher entre Administração, Saúde, ou Construção Civil, fiquei com a última
opção.
Até hoje, falo com dois professores da
área. Um, amigo da família, é fácil, o Zé Roberto, o outro, um negão que não
recordo o nome agora, quando me vê, faz o maior escândalo. Eram de Geometria e
Topografia, o negão, fomos colegas e contemporâneos no Campus Universitário, o
Roberto já era formado naquela época em Engenharia e o Izidoro era quem dava aula
de Construção Civil. Mas no segundo ano, até o terceiro, entrou a matéria em
si, de Projeto de Construção e com ela, o Izidoro, um tipo metido a mal
humorado, ou a sério, como citavam na “Santa” Igreja anterior a São Francisco
de Assis que devia fumar uma maconha vencida dos Diabos. O cara falava com os
pássaros, a Clarice que não era a professora de Matemática, irmã da Luiza, que
virou Santa Clara clareou, a fim de dar para ele, ele com aquela mania de ser
santo, rapaz, é que ele era tão viciado que era brocha. Diferente de Jesus que
a Magdalena era a fim de uma pirocada, ele não gostava da coisa em si, tinha
nojo!
Mas o Izidoro, já nos primeiros dias,
mostrou a boa peça. Era espírita. Sinceramente, não é querendo rivalizar com o
pessoal que professa essa “ciência” do Além, metafísica e sem fundamentos, mas
eu prefiro os evangélicos, são mais avançados. Deus me livre!
Teve a primeira porrada, com a Gisele
que eu acho, tinha TPM todo dia. Um dia ela invocava com o professor que ficava
andando na sala, ela queria que ficasse parado, porque se ela o acompanhasse,
ficava e ficaria tonta. No outro, abriu uma porrada com a esposa do Professor
Orígenes, o dono do colégio, a Professora Berenice que era psicóloga, mas se
passasse em frente ao Hospital Eduardo Ribeiro, ou mesmo do Pinel, no Rio,
ficaria internada para sempre, porque a dita cuja foi substituir um professor e
a Gisele começou a se maquilar, era o último tempo, estava próximo da hora de
saída e a professora interveio.
- Minha filha, uma mulher decente, uma
mulher fina, de classe, não fica se maquiando em público. Ela se retira, pede
licença, vai ao toillet, ou a um
lugar em que esteja sozinha e faz isso. Nunca passa baton, nem pó facial no meio de todo mundo.
Aí o tempo ficou nublado com tempestades
no horizonte.
- Quem é a senhora pra me chamar a
atenção? Deixe que a minha mãe me ensina o que eu tenho, ou devo, ou não
fazer...
Aí foi o Izidoro com a mania de achar
que professor bom, é professor que reprova, mania no Brasil, principalmente,
perpetuada por quem nunca estudou licenciatura, nem pedagogia. Professor bom,
nem é o que passa todo mundo, nem o que reprova a todos, professor capacitado,
é o que faz as pessoas aprenderem, o que faz o aluno pensar sobre a questão e
até, que tome gosto pela matéria. Este sim faz o serviço ao qual se presta.
Então, não sei por que, o Izidoro chamou
a atenção dela, nem era sobre a matéria em si, acho que eram as roupas, camisas
de malha bem finas, sem soutien,
calça Cocotinha na época, agora voltou como calça Saint Tropez, bem abaixo da
cintura, loura só nos pelos pubianos que àquela época, ainda existiam, já que
na cabeça, o cabelo era verde, de praticar Natação e o cloro agir com a cor
natural. Fechou o clima, acho que a primeira vez em que o Izidoro pegou alguém
mais brabo que não baixou a crista para ele.
- Eu não vou ficar com o senhor, um tipo
que não permite os outros se expressarem.
No outro dia a Gisele estava no Curso de
Saúde.
Depois, não sei qual outra discussão, acho
que foi do Izidoro com Mucureba, no outro dia subsequente, a sala de Construção
Civil ficou com 12 gatos pingados. Duas mulheres, a Gracilene que o sobrinho gay a matou e a vizinha dela no São
Raimundo que era canhota e como o Renato, tiveram de aprender a desenhar,
inclusive escrever com a mão direita, porque o Izidoro não admitia que se
fizesse projeto com a canhora, para ver quão evoluídos são esses espíritos de
luz.
Depois de tudo calmo, ou acalmado na
marra, o problema era visitar obras, com a Gracilene de minissaia e naquela
fase da adolescência, tinha uma protuberância anal, de respeito. Todo mundo só
queria subir nas escadas, nos gradis das obras, depois dela, ela não queria
subir na nossa frente, ficava o maior impasse, até o Izidoro dar ordem de todo
mundo subir, deixar de frescura. Só para deixar claro, quando a encontrei,
antes dela ser assassinada, ainda tinha um corpo de garota, acho que só perdeu
a intumescência “rabo-anal”, mas nem posso falar, porque ficamos frente a
frente, o pessoal da clínica do Detran já estava muito puto, com ela gozando as
perguntas idiotas, no questionário e não eram poucas. E falava em voz alta, numa
sala lotada de outros motoristas para renovarem a CNH.
- Thevis, olha a pergunta X. “Você fuma
maconha, já consumiu cocaína, é drogado?” O cara vai já responder. “Sim senhor,
eu sou maluco! Gsoto muito. Me amarro”” Já sai preso daqui.
Acho que foi em 2010, quando estávamos
com 50 anos, por isso, fomos logo atendidos, ela primeiro. Ela já estava
divorciada e me deu o cartão, para no dia em que nos encontrássemos, a turma do
colégio, para chamá-la, por mim, seria muito bom, visto que por muito tempo, eu
sentava na segunda fileira do meio, logo atrás dela e na frente da Vanessa e
nos dávamos muito bem.
Então o Izidoro falou que era a Santa
Ceia. Doze. O que quer dizer que ele se achava que o Salvador, o Messias. Bem
que eu deixei de fazer perguntas à ele, uma aula que começava às 13:00h, porque
quando abria a boca, parecia um cu. E ele falava “defronte” do nariz do aluno. Tudo
a ver com o Deus Vivo. Um pessoal que só escova os dentes uma vez ao dia, nem
passa fio dental, o quê que é isso! Vai tomar no Crush.
Ele se invocou comigo, todo dia de aula,
dizia que eu não iria passar. Nunca estudei tanto, diziam que se o aluno fosse
reprovado só em uma matéria, conseguisse boas notas nas outras, seria aprovado
de qualquer maneira, então se ele iria me reprovar, iria passar nas outras com
notas altas, só o Izidoro, no boletim, foi quem me deu Regular, naquela época.
E no terceiro ano, ficou pior. Estudava Inglês, piano, praticava Atletismo,
depois de terminada a aula, ficava até ás 19:00h para fazer a porra de um teste
vocacional, desde que a Luíza, Coordenadora do Colégio, perguntou o que eu
queria ser, eu falei.
- Parapsicólogo, psicólogo, físico e
químico.
Ela e Dona Therezinha, achavam que eu
tinha de me definir por uma categoria, só. E lá ficava, sem jantar, nem nada,
nem merenda, para fazer os testes que duraram dias, semanas, um saco.
O Doutor Waldir chegava depois das
19:00h, o pessoal do turno da noite, cedido ao Estado, ia para as salas e eu
esperando, inclusive a Norminha, pois chegou de Brasília, sua terra natal e não
tinha vaga em nenhum colégio, teve de estudar no Christus, turno da note.
Quando ele chegava, ficávamos na sala da Coordenação e ele baforando fumaça na
minha cara, fumava como o Tio Rodolpho que acendia um cigarro na bituca
anterior. Eu dava graças a Deus, quando ele me mandava ficar respondendo, ia
dar uma vota, no tempo determinado voltava e tome cigarro. E quando acabava
aquilo, ainda ia à pé para casa, depois das 21:00h e depois que levei meu
susto, achava graça ao ver os outros se desesperando. Um coveiro que vivia no
Cemitério São João Batista, ficava atrás do poste e naquele tempo, era tudo
muito escuro, principalmente nas imediações do dito cujo e a lâmpada do poste
onde ele se escondia, não funcionava, acho que ele a quebrava, então ele
deixava a pessoa passar pelo portão de trás que hoje é a entrada e fazia as
gracinhas.
- Psiu!
Ainda bem que meus esfíncteres são e
sempre estão em dia, acho que o sangue sumiu, foi para o dedão do pé, ou ficou
concentrando no black-power que eu
usava como corte de cabelo. Caralho, o cara passando sozinho pelo cemitério,
naquele tempo não havia trânsito depois das 18:00h, tudo escuro e no pé do
ouvido, aquele psiu. Mas não deixei o inimigo perceber o meu temor, nem iria
correr, pois podia escorregar na merda. E então ele perguntou.
- Que horas são?
- Olha, eu não tenho relógio, mas devem
ser umas 9 e meia, eu vim do Centro, do Christus, eram 9, agora devem ser umas
9 e meia.
- Obrigado!
E ficamos amigos, toda noite eu confiava
nele, qualquer coisa naquelas imediações. Ele não queria saber hora alguma, era
pura sacanagem. Uma vez, duas garotas vinham passando, atrasei o passo lá na curva
do Boulevard Álvaro Maia, com a Major
Gabriel, ele fez essa gracinha, quando fez psiu, elas largaram livros, bolsas, cadernos,
lápis, canetas, correu uma para um lado, outra para o outro, acho que nem foram
pegar as anotações nunca mais. Compraram tudo novo no dia seguinte. E imagina a
gritaria.
Mas foi pior emenda do que o soneto, o
resultado do teste vocacional foi pior do que querer Parapsicologia,
Psicologia, Física e Química. Tudo, acima do acima da média. Destacavam-se, bem
acima, no topo, Música, Matemática e Ciência da Persuasão, até hoje não sei que
porra é essa. Mas ainda encima, todo o resto. Na média, nada e na divisão entre
a média e o abaixo da média, Biomédicas.
- Meu filho, você tem de se mostrar
mais, tem de apresentar suas ideias, o que tem na cabeça.
Desde então, mostro a cabecinha, lembro
de quando ainda era adolescente, dei uma carona à uma mulher feia, para o
Tarumã, mas conversa vai, conversa vem, fiquei hirsuto, mostrei a cabeça a
coleguinha nem pegou, falou para marcarmos outro dia, só sei ela deve ter
perguntado, mas Dona Izaura dizia que umas meninas perguntavam sobre mim, ela
achava que não eram para mim. Mania dos outros se meterem, eu quero é meter!
E ainda, no último ano, tinha a merda do
serviço militar, fiquei o ano inteiro tendo de fazer testes, primeiro, na 29ª
CSM, uns psicólogos acharam que eu era inteligente e me colocavam para fazer
testes, numa sala com carteiras e eles ficavam do outro lado do vidro, observando,
depois tinha de ir para o NPOR todo dia, até o meio-dia, era quase um serviço
militar de meio tempo e depois, ir para o Colégio. Uma vez, ainda na 29ª Circunscrição
do Serviço Militar, ficamos em fila numa rua próxima à Frei José dos Inocentes,
atrás da CSM e passaram umas garotas que vinham da escola, para a casa delas.
Os caras fecharam encima, agarraram, deram dedada, foi uma confusão, por uns,
pagam todos e pior, é começar que logo os outros acompanham, como diz o Russell
n’ O Poder sobre a histeria coletiva, em turma, em grupos, em ambientes onde se
é maioria, tanto se pode fazer coisas excepcionais que valham, ou que não
sirvam para nada, mas as pessoas se veem desobrigadas de obedecerem regras,
leis, perdem até seu senso. Tivemos de ficar em um quarto pequeno, todo mundo
apertado, uma lâmpada enorme encima, com um buraco no meio, até, acho, as 13:00h,
ainda teve gente com vontade de urinar, de defecar, não deixavam sair, faziam
no buraco no meio da sala, imagina o sufoco. Ainda tive de ir direto para o
Colégio, pedi para meus vizinhos Mario e Paulo Sahdo, levarem minha mochila que
eu deixava pronta no dia anterior, ou Dona Therezinha foi deixar, não estou
lembrando agora.
E Dona Therezinha queria que eu fizesse
cursinho pré-vestibular, só se fosse de madrugada. Uma vez, vinha caminhando na
Doutor Moreira, estava ela e a mãe da Haideé, minha “esposa” que nos casaram no
Colégio, e elas nem me viram, estavam dizendo.
- Ah, o Thevis, eu tenho certeza que não
passa. Ele não estuda.
- A minha filha também. Ela vai pro
cursinho, mas não entra na sala, fica namorando no meio da rua, o tempo todo...
Passamos os dois, na primeira opção.
Engraçado! Mas até é louvável essa crítica feroz de Dona Therezinha. Ela não
gosta que eu fale, mas é sempre negativa em sendo para mim. Nunca me viu
tocando no Teatro, mas dizia que eu não tocava bem. Quando começo a trabalhar
num emprego novo, ela sempre recomenda.
- Não vai procurar fazer inimizades.
E quem sempre faz isso, sempre tem quem
a persiga, quem não goste dela, faça logo inimigos por onde passe, é Dona
Themis.
Já nem revela os dias de reunião do Condomínio,
pois diz que eu vou brigar. Enfim, estou vacinado contra o que diz de mim.
Quando ela elogia alguma coisa da minha parte, eu posso saber que é
excepcional, como a Minha Velha que foi deixar o convite de formatura e ela
queria saber quem era aquela “moça tão linda”. A Tinão que ela e Dona Themis,
quando estávamos tomando café da manhã, desceram as escadas, depois de
acrodarem e acharam-na “linda”. E a minha outra amiga, Ayana, das academias que
era gerente numa loja de material de casa, mesa e banho, naquele tempo, muito
chique que ficava atrás de casa e eu comprei uma coleção de pratos de mesa e
ficou dias, sem ter quem fosse deixar, ela se comprometeu dela mesma ir deixar,
era um quarteirão só. Eu não estava em casa, quando ela foi deixar, na hora do
almoço e Dona Therezinha a atendeu.
- Quem era aquela moça tão bonita que
veio deixar os pratos?
Quer dizer, não eram bonitas, estavam
acima da média, Dona Therezinha gostou delas, eram lindas, lindíssimas. E
quando soube que a Minha Velha é filha de uma família que ela conhece, foram
vizinhos na infância, aí achou mais bonita ainda.
Como uma namorada que antes de
namorarmos, ela teve um entrevero e a moça estava no meio, achou linda, depois
que começamos a namorara, já achou sem graça, sem sal... Das citadas, todas, a
única que não era assim farta nas partes retais, no fim do espinhaço, era
justamente a namorada da época, aliás nenhuma namorada, não posso dizer nada
sobre a paulistinha dos 13 anos, pois vivia sentada, mas a segunda para a
terceira, tinha mais carne nessas partes, coisa que a primeira das duas era uma
Kombi com um acidente exatamente por trás. Já não tinha nádegas e o obstetra
ainda bateu com remo para que ela chorasse e expulsasse as secreções internas.
Mas o Izidoro mandava fazer projetos e
nem media, dizia que tinha uma régua nos olhos, passava e já rasurava,
principalmente os meus.
- Esta parede não tem 15cm em escala
1:50.
E tinha de começar tudo de novo, pois
ele deixava imprestável. 15cm em escala 1:50, são 3ml, ela dizia que sabia
quando não tinha. Tudo bem, eu era estudante.
Uma vez, chegou e mandou que todos,
fizéssemos um projeto da “Casa dos Seus Sonhos”.
Eu nunca pensei em casar, eu me conheço,
duas semanas comigo, daria porrada, nossa coleguinha já iria querer me matar, não
que as mulheres sejam chatas, eu é que sou um saco de aguentar por mais de uma
temporada no motel, então deixa como está. Reputo grande parte disso, ao
Colégio. Só porque passamos a sentar juntos, a Haideé e eu, lá no fundo da
última fila de carteiras e não descíamos para a merenda, o pessoal chegou um
dia de surpresa e de supetão e armou um casamento forçado. Eu acho que na
cabeça deles, pensavam que ficávamos fazendo coisas indevidas, eu sou um moço
de família. Respeito é bom e eu gosto. Tenho certeza que traumatizei com esse
negócio de casamento, desde então, apesar da Haideé ser muito bonita, dupla
nacionalidade, brasileira e americana, baixinha, mas tudo encima. É o que dizem
até hoje, meus colegas que ainda são apaixonados por ela. Bustela, Mini Maciste
e Pirocka que foi o primeiro namoradinho dela, quando ainda eram criancinhas e
ele nem pensava nessas coisas imorais de quando se namora. Acho que eram tão
novinhos que ela nem devia ter seios que segundo eles dizem, eram tamanho norte-americano.
Até hoje durmo em cama de solteiro, de
repente nossa colega acha que é de casal, tem uma mensagem sub-reptícia embutida,
ela pode ficar, vai ficamos, vai trazendo calcinha suja, boneca favorita, acabamos
casando, nem se for na “amigação”, é melhor a cama de solteiro mesmo. E olha
que já deitou um monte de amiguinhas, mesmo sendo de solteiro.
Lembrei-me de uma vez em que fomos
acampar e no domingo, chegaram duas, ou três senhoras de idade que ficaram
abismadas da quantidade de gente que saía da barraca principal.
- Meus filhos, cabe tudo isso aí dentro?
- Cabe!
- Não é muito pequena?
Um engraçadinho, acho que o Juscelino da
Engenharia Civil que estava com a namorada em outra menor e só os dois, falou.
- Não senhora. É só ficar um encima do
outro, dá mais gente ainda.
As senhoras ficaram tão indignadas, acho
eu que foram embora.
Dizem que mulher menstruada, deitando na
nossa cama, dá um azar danado. Eu acredito. E quantas não “bodaram”, e foram se
deitar na minha cama? Lascou-se. Deu o maior azar a quem queria casar o que
nunca foi o meu sentido de vida.
Eu acho o casamento uma coisa chata,
antipática, um medo do outro ir embora e não se ter a nota fiscal de compra, aí
se apela para uma corrente mental, uma prisão social, enfadonha e pior que faz
as pessoas não terem mais peito para nada, por causa da “família”, prefiro como
estou.
O meu projeto de “Casa dos Meus Sonhos”,
era uma casa ampla, sem divisões. Para solteiro, o que depois, muito tempo
depois, muitos projetos viraram must.
A sala, ampla, a cozinha nas laterais, ampla, o quarto amplo nos fundos, dava
para ver da entrada, todos os cômodos abertos, sem portas, só os dividia uma arremedo
de parede de 15cm no vão de cada divisória, para o caso de quererem
privacidade, ainda coloquei no projeto: “dividir com biombos, ou cortinas”. O
único cômodo que tinha paredes era o banheiro, que eu acho um incômodo, ficar
fazendo o número 1, ou o número 2 e o pessoal olhando. Eu brigava com a Tinão,
quando ela ia para casa e ia ao banheiro no quarto e não trancava a porta, eu
entrava quando estava apertado, pensava que estivesse livre, ela de pernas
abertas, sentada, sinceramente, não é como eu gosto da coisa. É muito
inconveniente na hora de jogar o barro fora, as pessoas reparando, conversando,
como no Motel Nirvana onde existe tudo de dois, inclusive o “cagadouro” duplo, um
peidando daqui, o outro derrubando o barro ali, conversando sobre as novas
tecnologias por vir, não é meu sonho de consumo. Só uma vez que eu estava
esvaziando os intestinos, uma amiguinha estava tão sedenta por putaria que fez
uma chupetinha sem se importar com nada. Égua! E as coisas caindo que nem navio
contratorpedeiro jogando bombas nos submarinos. “Plof. Tchua!” Agora me
lembrei, sabe por que o nome Pataxó? Diz a lenda que o índios estavam próximos
de uma pedra, onde o mar batia. A onda vinha, batia na pedra e fazia: “Pa Ta.
Xó!” Se eles escutam na hora de sentar no trono, seria outro nome. “Preeee Tum.
Xiiiiii!”
O Izidoro não gostou do projeto que eu
fiz, pegou o vidro de nanquim, abriu e fez um X de cima abaixo, nas minhas
perspectivas e expões, entre todos os trabalhos, no saguão de entrada do
Colégio. E o pessoal ria, porque eu coloquei no desenho de frente da casa, dois
vasos de xaxins, com samambaias, não sei qual era a graça. Só sei que depois,
virou febre, tanto os apartamentos/casas para solteiro, como muito produtos no
mercado, para pessoas que estão vivendo cada dia mais, de modo individual, assim
como ter plantas e jardins, inclusive hortas, até verticais, não só na entrada,
como na janela, também no prédio todo, as plantações nas paredes.
Esse pessoal que fala muito em
liberdade, muitas vezes, deseja sim, a liberdade de falar o que quer, mas não
permite que se pense diferente. Se alguém discorda, ou não faz como pensam, aí
a coisa muda, ou querem que os outros fiquem mudos. É muito como o Cristianismo
que vive pedindo respeito para seus dogmas, seus ídolos, mas historicamente,
até hoje, não respeita ninguém que não seja filiado a uma de suas igrejas. Se
eles se desrespeitam enquanto cristãos, de uma para outra corrente religiosa
dentro do Cristianismo, imagina respeitar outras formas de visão de mundo.
VIRAR À DIREITA!
Quando no quartel, acho que já estávamos
para dar baixa e estávamos em forma, acredito que depois da ginástica matinal.
Era uma porra de correr, correr, correr, eu nunca gostei de longas distâncias,
a não ser no Cross Country e nós corríamos com coturno, com calça de selva,
mochila, uma parafernália enorme. A maior parte das corridas, era do Batalhão,
até a Ponta Negra e voltar, sem parar, nem um banho, nada. Tudo bem, na descida
eu ia com todo mundo, até cantando.
- Um, dois, três, quatro!
- Quatro, três, dois, um.
Mas na subida, eu deixava o pessoal
mostrar que é macho, inclusive o Zani, o Sargento Nery e o Mendes e eu ia
caminhando no meu ritmo. Outras vezes, todo vestido, cheio de coisas, dava a
volta no Batalhão, pegava a Constantino, passava em frente ao Bafururu,,
voltava pelo São Jorge e carros, motocicletas parando o trânsito por onde
passávamos, uma forma de mostrar que eles mandavam no Brasil, como ainda deixam
que pensem assim. Mas o pior era correr dentro do Bairro, umas ladeiras de
filho da puta, para corno safado, de longe, lá no vale a gente olha, não vê nem
o horizonte, de tão íngremes e verticais, e sobe, desce, corre, desce, sobe, eu
já estava servindo o “Glorioso” Exército de graça, sempre falei que não queria
servir, eu havia passado no vestibular e dispensaram um idiota ignorante, porque
era jogador do Nacional Futebol Clube e não podiam me dispensar. Depois de um tempo, quando deixava de correr e
ia caminhado, comecei a ter companhia, o Cabo armeiro, gordo pacas e outros que
iam e voltavam, acho que tinham vergonha, ou não tinha coragem de parar quando
cansavam. E quando chegava ao quartel, o comandante me mandava ficar perfilado
na frente da tropa e todo mundo pagando pulinho de galo, flexão, polichinelo...
- Reverência ao Bayma. Nunca se deixa um
companheiro sozinho, em momento algum. E vocês o deixam na corrida.
E o pessoal” gostava” muito de mim. Eu descansado
e descansado, só esperando a hora de tomar o Leite Glória para correr ao
banheiro e fazer o número 2 e eles continuando a se foder. Suando ao sol.
Mas um dia, não sei por que, fui chamado
para responder uma questao. Não sei por que eu sempre era o sorteado, o
escolhido nessas horas.
- Soldado Bayma, fale para todos, o que
você aprendeu no Exército e vai levar para depois de dar baixa.
- Nada senhor.
- Como nada?
- Não aprendi nada, deixei de estudar,
deixei de fazer um monte de coisa para ficar aqui um ano inteiro.
- 100 pulinhos de galo, 10 flexões, 50
polichinelos.
- Sim senhor!
Tinha de fazer, fazer o quê? Fiz e
voltei a ficar em forma.
- E agora? O que você aprendeu na vida
militar que vai levar para quando voltar à vida civil?
- Ah, aprendi muito. Aprendi a matar os
outros, muito importante, aprendi a fazer tapiri na selva, muito importante
para a minha vida na cidade, quando eu for atravessar uma rua, vou colocar uma
faca entre os dentes, um fuzil sobre os braços e rastejar entre os carros, aquele
que não parar eu dou um tiro no motorista, jogo uma granada e chego do outro
lado da rua são e salvo. Muito importante senhor. Depois de grande, voltei a
brincar de guerrinha, de Fort Apache,
de esconde-esconde, realmente uma experiência muito importante para mim.
Eu já estava com 19 anos, fui aprendendo
que nem sempre o que dizem, é realmente para se fazer. Liberdade de expressão é
uma coisa muito propalada, mas é como a democracia desde quê... Liberdade, até
o momento em que não se atinja a minha conveniência dos poderosos.
EU SOU LIVRE!
Dia desses, estava assistindo um
programa, desses que quase ninguém assiste, pois a maioria está ocupada vendo o
BBB, a novela da Globo, a oração do pastor da Record, só cultura de massa
capitalista.
Eu estava assistindo TV, passando de
canal em canal, quando de repente estava passando Chomsky, acho que no Arte 1, parei
e fiquei vendo. Falava justamente em liberdade de expressão, essa balela de que
o Comunismo é totalitário, o Capitalismo é democrático e confundem com
Democracia de propósito...
E uma das propostas, foi entrevistar o
maior número de jornalistas, acho que nos EUA, para eles dizerem se eram
livres, ou não, para publicarem, relatarem o que bem quisessem.
É como falar em felicidade para o
brasileiro. O Brasil em termos de felicidade tem um dos povos mais felizes do
mundo. Em outra discussão, diziam que é simples, o brasileiro não discute as
coisas, não internaliza, então é feliz, a sensação de felicidade que para
outros povos mais conscientes, mais debatedores, mesmo em melhores condições de
sobrevivência, é depende de muita coisa que acham que falta, para o brasileiro,
acham que são menos felizes, mesmo na merda, como dizia o Boris Karlof, quero
dizer o Bóris Kasoy, pensando que estivesse fora das telas, sobre o gari que
dizia que era muito feliz.
- Desdentado, gari, passa mal: “eu sou
feliz! Muito feliz!”
Bem que para mim, felicidade é mais uma
condição pessoal e interna, sim que muitos fatores externos podem influenciar,
mas que não pode ser colocado na Constituição, para imitar mais uma vez os EUA
que são endinheirados, mas meio abestalhados. Dessa forma, a sensação interna
de felicidade, é aceitável. O cara não tem infraestrutura na região, é
assaltado de um lado e destratado pelo outro, por umas polícias que ainda
pensam que são para servir ao rei, tratar o cidadão contribuinte como lixo, ai
sim, o povo brasileiro tem felicidade, mais do que o suíço que se suicida aos
montes. Deve ser por vivermos no calor e eles, no frio. Eu me sinto depressivo
no frio, para baixo, não gosto mesmo. E dia desses, estava vendo uma pesquisa de
um cientista internacional, onde dizia que o sexo é afetado e muito, por muitos
fatores, inclusive pelo calor. Lembrei da pesquisadora do INPA que comparou a
sexualidade da amazonense, com a gaúcha, a sulista. Cá as meninas são expostas
à sexualidade, desde muito tempo, tanto que menstruam antes e por isso, ficam
baixas e têm uma vida sexual mais longa do que as outras lá de baixo que
menstruam com 16, 18 anos, mas, também aos 35 já estão na menopausa e se alguém
falar em foder com elas, só se for para foder a cartola alheia. É o calor.
Imagina no aquecimento global. Vai todo mundo se foder!
Acho que foi ontem – hoje eu estou num
achismo danado -, entrevistavam, acho que no Canal Brasil, no telejornal, as
pessoas, para dizerem o que pensavam sobre o carioca. Uma entrevistada definiu
exatamente como eu também penso, mas pelo visto, ela disse com outro pensamento
que não o meu.
- O carioca só quer curtir, é
descompromissado com tudo. Só quer festa...
Concordo. Quem não tem compromisso, quem
não tem subsídio para concatenar as ideias, quem não está nem aí, tudo é uma
maravilha, hoje é a favor do aborto, amanhã já está na Marcha da Família Pelo
Feto, hoje é anarquista, amanhã já está na Marcha Volta Milicos, e assim se vai
pensando ser feliz. É falta de consistência como pessoa, como cidadão. Só
discordo da generalização, porque o carioca Zona Sul, tudo bem, mas tem
carioca, a maioria que dá um duro filho da puta, que tem de trabalhar pesado,
na volta de casa tem de se desviar de bala-perdida e ainda é confundido com
bandido, por ser preto e pobre. Esse, não vai à praia depois do trabalho, mesmo
se não quisesse, tem de pensar na vida, pode não ser como um grande filósofo,
mas pensa. Mas no Ri, a grande maioria segue a opinião das celebridades, todo
mundo pensa que participa de uma novela diária, ou que o Ri é um grande reality-show, com o Cristo Redentor no
lugar do Bial e mesmo que se esteja fodido, lascado da Silva, todo mundo vive fazendo
pose de bacana, o bacana das novelas do horário nobre.
Mas voltando ao programa, Chomsky dizia
que a repressão do estado totalitário nos países capitalistas, era substituída
pela media que faz as pessoas se
adequarem aos estereótipos.
Por falar em Chomsky, o livro que pedi
na MegaSaraivaManauaraShopping, até agora, necas. Reenviei um email, pois estou achando que é
retaliação comigo, nem para atenderem o telefone, é uma dificuldade, apesar do glamour. Desde o Ciclo da Borracha que
se quis fazer Manaus, como um bairro do Ri, todo mundo querendo imitar os
jeitos e trejeitos dos cariocas, mesmo que se dissesse que era a Paris dos
Trópicos.
E no aludido programa que não é como
muita celebridade chama sexo pago, elas recebendo para depois ganharem um
programa sem sexo, saíram questionando os jornalistas de importantes veículos
de comunicação se eles eram livres para fazerem o que bem entendessem.
- Oh Yes!
- Oui! Oui!
- Ja! Ja! Ja!
- Si! Si! Si! Si!
Então reformularam a pergunta e todos se
enrascaram em responder, aquele risinho amarelo.
- Se você publicar uma matéria em que o
financiador, o patrocinador da empresa se achar atingido, você acha que não vai
sofrer represália, o artigo sai assim mesmo?
Eu sempre digo, a ditadura econômica,
não só eu, como muitos, inclusive o Russell, é mais difícil de perceber, mais
difícil de lutar contra, é mais difícil de chamar os outros para a luta, porque
é invisível e tem meios de dizer que não é bem isso, não é assim, a pessoa está
equivocada e o cara fica com cara de tacho. O Neoliberalismo no mundo e o Governo
Fernando Henrique no Brasil foi uma ditadura branca. Eu sei muito bem, o que é
discordar do senso-comum. E só depois é que veio a conta salgada, do que diziam
era uma questão de fé, de pensar positivo, não era, acabou em merda e ainda
está um mar de lama com desemprego e a economia mundial na corda bamba.
A tal liberdade, é uma maneira de
propagar uma ideia e quem não é a favor, mesmo que depois esteja correto, fica
como o bobo da roda. Só se pode falar o que mandam, o que os formadores de opinião
propagam. E o que tem por trás de gente como o Pedro Bial que para fazer o tal
de BBB, ganha R$ 3milhões? Tem a mania de fazer o povo de otário, para manter o
sistema, mesmo que não tenha saída, ainda se ficar ridicularizando quem prega o
Comunismo, ou outra alternativa que não seja o Capitalismo que não tem mais
volta. Não é possível que se viva com milhões de miseráveis, com divisões entre
privilegiados e degredados sociais, crises cíclicas, a vida inteira e ainda
tenha quem ache que é assim mesmo, vamos deixando. Se O Capitalismo não tem
solução para isso, a única maneira de avançar é para o Socialismo Científico.
Simples. Inventaram a Terceira Via, mas nem nas estradas de rodagem, ou se pega
a direita, ou a esquerda, não tem como pegar nenhuma outra via. Cadê a Terceira
Via filho da puta? Eu quero embarcar nessa barca furada, só para me divertir.
Mas o programa perguntou ainda.
- E se você tiver uma ideia e escrever,
ou publicar, ou narrar para o público e o público não gostar e por isso, deixe
de consumir o seu produto, você ainda assim, vai continuar a fazer o mesmo, se
o diretor achar que você está atrapalhando a empresa, você vai ter de se
adequar ao sistema, ou não?
O engraçado como certos apresentadores
de expressão, até com graduação na área, são tolos, parvos, no dia a dia,
quando se mostram sem a maquiagem sob os holofotes.
A mesma coisa, risinho amarelo, aquele “ah,
mas!!!”.
Esse papo de “ah mais!!!” eu conheço,
faz tempo. O cara não consegue pensar e se volta para mim.
- Ah, mas tu estudaste!
E ele, porque não o fez, ou o faz?
- Ah, mas tu és solteiro!
Como o irmão da Acácia e da Aline, mas
quando divorciou, casou pela décima quinta vez, parece que não consegue viver
sem estar grudado.
- Ah, mas tu praticavas esporte!
Ou faz como a ex-vizinha da Aline que me
pediu para acompanhá-la ao médico e quando ele anunciou que estava com câncer
de pele, voltou-se com muita raiva para mim.
- Ah, mas você é negro... Você não
ficava nas praias do Ri, em Itacoatiara em Niterói, pegando sol o dia
inteiro... Ah, você não se expõe ao sol como eu. Eu sempre estive bronzeada,
desde novinha.
Bronzeada não, rosada. E eu que tinha
culpa das escolhas dela? Eu tenho certeza que ela foi favorecida muitas vezes,
por ser branca, olhos azuis e nunca se tocou, agora quando pegou câncer, eu
tinha culpa de ser negro. Engraçado!
Eu já disse, quando nadava horas, na
piscina de casa, cheguei a acordar às 4:00h, para nadar até a hora de ir trabalhar,
por causa do sol, a culpa é minha das pessoas ficarem que nem frango em “penteadeira
de puta”, aquelas máquinas na frente de bar fuleiro, pensando que beleza é só
exterior, sem trabalharem a alma, a parte do conteúdo? Eu não gosto de muito
sol, nem de ficar lambuzado com filtro solar, então escolho outros horários
para não ficar me expondo. Simples.
Democracia capitalista, como disse o
Coronel da Aeronáutica, respondendo a pergunta do outro que acho, foi meu aluno
na universidade, agora que eu sei porque ele me trata com tanta reverência.
- Com dinheiro, qualquer lugar é bom de
viver!
É bem capitalista, com dinheiro, o
grileiro vira ministro, o assassino vira doutor, o analfabeto vira até filósofo.
Liberdade de expressão, democracia, desde que se tenha “bons advogados”, “influência”,
poder, “amigos”...
É muita falácia, muita gente apenas que
só sabe repetir o que mandam, sem nem questionar. E que ainda tenta cercear “democraticamente”
quem tenha o que falar que não seja exatamente o que quer que se propague.
Ontem, um humorista que eu nem acho tão
engraçado, da linha idiota dos Rafinhas Bastos, sem conteúdo que querem chamar
a atenção pelo ridículo, foi citar o nome de um dos terroristas, ao invés de je suis Charlie, colocou o nome do cara,
foi até para a delegacia, foi fichado e tudo o mais e eu não vi, ninguém que
está fulo de se cercear a liberdade de expressão, de se tratar o humor com
tanta seriedade, indo a favor do humorista que não era Charlie, era pelo Estado
Islâmico.
Engraçado se não fosse cômico. Amanhã,
quando fizerem os cordeiros defenderem outra tese sobre democracia, vão, mesmo
que por trás estejam Rede Globo, Netanyahu, Angela Merkel, os neonazistas
disfarçados de paladinos da democracia, que na verdade se mascaram para não
dizerem que se está defendendo o Capitalismo sem contraposição, sua manutenção,
sem permitir que haja realmente a tão propalada liberdade de expressão.
O Capitalismo está em crise o que não é
de se estranhar e quando se fala muito em democracia, muito em liberdade, na
verdade, é como Marx dizia sobre a quantidade de advogados numa sociedade.
Quanto mais advogados existem, menos Justiça se tem.Exatamente o que acontece
com e na política capitalista. Para não deixarem que desviem as atenção das
massas, pregam que isso e aquilo, é uma infâmia contra as liberdades, ou um ato
contra a democracia, quando na verdade, muitas vezes é contra o Capitalismo,
mas assim agindo, não permitem que se aprofunde a discussão.
Liberdade de expressão. Conta outra Zé
Arigó! Serei leso? E na França, exatamente na época em que mais se fala em
liberdade de expressão e que não se deve cercear o humor, um humorista sem
graça é fichado como quem faz apologia ao terrorismo, imagina em outras
repúblicas menos afeitas ao ato democrático, de um povo feliz que pensa que
pensa e só pensa o que os donos do poder mandam.
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