sábado, 17 de janeiro de 2015

REVISTA CARAS DE QUEM entrevista MADAME NAUM NUMEL

A Revista Caras de Quem, mais uma vez inovando para criar conformados, trás a vidente médium de classe alta mais famosa do mundo para as previsões do início do ano. Em seu vasto curriculum, tem serviços prestados às Primeiras Damas do Amazonas, como a ex-Senhora Vivaldo Frota que logo depois, baeu as botas, e ele, a acompanhou agora, com a fama de maior rapinador do erário, desde que assumiu o Governo para um mandato tampão, nunca se viu rapinagem tão grande, o que só teve, depois de anos, algo idêntico, quando o Carijó assumiu a Prefeitura, para o “Buchada”, como é conhecido o Alfredo Nascimento, ser ministro. Mas a rapinagem teve consequências, ficou por isso mesmo, no campo da ética, mas o levou a casar com uma mulher centenas de anos mais nova, mas era tudo amor e até que durou muito, só agora comprou a passagem para Além, pelo visto, deve estar se dirigindo ao Céu, ou ao Nosso Lar, ambiente de gente vazia, mas que acredita piamente em tolice, sem deixar de ser desleal e corrupta e amoral.
Não esperavam nossa astúcia, não é mesmo? Pois nada de prever o que vai acontecer no ano que vem, vamos prever o que está acontecendo hoje, fundamentada numa ideologia “democrática” de exclusão sem a percepção da mesma. Com vocês, Madame Naum Numel.
Madame nos recebeu em sua mansão em Paris, ao lado do Rio Sena, o que ficou difícil saber se quem fedia era ela, ou a poluição aquática, com muita champagne bebida preferida de toda e qualquer pessoa fútil, caviar, comida de todo boçal mesmo que tenha restrição ao sal e morango, fruta de qualquer novo-rico, para um bate-papo saudável que durou... Durou... Durou o tempo necessário para pensar e colocar para fora tudo o que via, previa e revia. Eis a entrevista concedida em 17 de janeiro de 2015, exclusivamente, como fez o José Melo, depois de discursar em sua posse ao auditório, depois de dar uma coletiva de imprensa e depois ainda teve pique para entrevistas exclusivas.
- Bom dia Madame Naum!
- Bom dia? Tu não sabes o que está por vir.
- Antes de mais nada, feliz ano novo!
- Ano novo? Está maluca mulher? Depois que estouraram os miolos dos chargistas do Charlie o ano ficou velho nos primeiros dias. Não deu nem para se enganar que era um ano diferente, continua do mesmo jeito e vai piorar.
- Vixe Madame são suas previsões?
- Não, é meu pessimismo de sempre. Eu só faço o tipo otimista, para ganhar dinheiro dos otários, no dia a dia, eu não acredito que nada dê certo. Sou mais incrédula do que o Padre Marcelo Rossi sobre sua masculinidade.
- Alguma previsão sobre o Amazonas?
- As piores possíveis. Um povo aparvalhado, com um Governador que Deus nos livre, quase infantil, vai ser uma roubalheira infindável, com uma gestão que vai levar à bancarrota até o país que tem de carregar nas costas o tal Modelo Zona Franca e não faz o povo, nem os dirigentes evoluírem. O figura se faz de bobo, quando o povo pensa que ele é tolo, ele está colocando no de todo mundo, sem vaselina, desde que deixou de ser dedo-duro se especializou em tirar o seu, nas licitações. E por falar em licitação, aquele garoto que entrou na tal de Comissão de Licitação do Estado, era gordo, fez uma bariátrica, voltou a ser gordo, era um garotinho, agora está mulher, mulher, mulher, vai continuar e ninguém o tira, talvez por saber os podres do poder no Amazonas.
- Quer dizer que ninguém vai gostar desse povo?
- Vai sim, Dona Themis que acha o garoto, “bonzinho”, parece que também acredita em alma penada e outras coisas do Além, por que aqui, estão aquém da convivência dentro de ditames éticos e morais. Aliás, esse pessoal que faz filantropia com o flaite, só pode ser bonzinho. Eu não dou o meu, nem por um bilhão de dólares, esses caras, chega alguém reclamando que nunca mais comeu um toín, eles cedem o deles, só por bondade, vão ser bonzinhos assim, lá...
- Bem Madame Naum, a senhora faz parte de um grupo de celebridades que acha que o mundo tem de ser mais excludente, é verdade isso?
- Sim, o grupo se chama Ignorantes Burguesas Atrasadas. O IBA. No Brasil, nossas partidárias gritam: Eba!
- E do que trata, por qual causa vocês lutam?
- Pela causa dos poderosos, nós leiloamos nossas consciências e quem der mais, nós defendemos e até nos insuflamos contra quem não concorda.
- Como diria Chomsky: “as pessoas não veem motivo para se envolver em aventuras externas, mortes e tortura. Portanto, você tem de instigá-las. E para instigá-las, é preciso amedrontá-las.” Mas me diga que são os líderes deste movimento internacional da restauração do Pensamento Liberal e Neoliberal completo?
-  Ah, nossa Presidenta é a Hildegard Angel, aquela mulher que assassinaram a mãe, a estilista de moda, Zuzu Angel, o Irmão Stuart Angel Jones e acunhada Sonia Stuart folha do Brigadeiro que mandou torturá-los, por serem do MR-8 e mesmo assim, ela puxa o saco dos assassinos, da burguesia que apoiou a Ditadura e atos infames como esses, de estuprar mulheres e colocar um preso político com a boca no escapamento de um Jeep e sair arrastando-o vivo, na Base Aérea do Rio de janeiro, e a filha, irmã e cunhada dessa gente com aquela cara de abestado anestesiado e acéfalo que quer privatizar as praias cariocas, ao menos que sejam cobrados ingressos de acesso, caríssimos, para pobre ficar longe. O exemplo acabado da pessoa arrivista pragmático, sem pena de si. E nossa Diretora de Relações Públicas é a Silvia Pilz, que também tem coceira só ao ver pobre nas novelas, quer distância e acha que pobre só sabe fazer uma coisa, ficar doente. São essas culturas elevadas que nos dirigem e que formam a opinião pública. Eba!
- E vocês estão sendo bem aceitas nas suas propostas?
- Imagine que o Davison, um morador da Rocinha, veio rebater o texto da nossa fascista mais ativa, a Silvinha Pilz.
- Será que Freud não explicaria? Uma mulher feia com um queixo quadrado e proeminente que nem vilão de história infantil, que ascendeu socialmente não dizendo nada relevante, continua muito pobre, de espírito o que é mais grave, não estaria aí essa prática de instilar o ódio contra os pobres, como se fossem sub-raça, como se ainda pensasse essa gente que ainda não vou abolida a escravidão?
- Olha, nossa luta é pela manutenção das minorias. Minorias mesmo, numericamente, as classes privilegiadas, pois se não o fizermos, podermos ser vítimas da insanidade dos pobres que querem ascender ao poder, tem até quem defenda que a riqueza seja distribuída mais equanimemente, veja você.
- A senhora fala de luta de classes?
- Não minha filha, a luta de classes, o Bush já acabou com um decreto no Salão Oval, eu falo da inveja da pobreza, em relação ao nível que adquirimos, cultural, financeiro e tudo o mais. Nossa professora de boas maneiras, é a Luciana Gimenez e a nossa mestra em cultura, a Sabrina Sato, sem se esquecer da Xuxa, nossa fiel ministradora de como atrair os paparazzi e depois dizer que não sabe como eles advinham onde está e o que está fazendo que seja tão irrelevante para publicarem, como os relacionamentos do Zezé de Camargo, Grasi Massafera e Kaká. Bombando a todo instante.
- Sim, como cita Chomsky sobre Walter Lippman e os Pensadores da Democracia Liberal: “Essa teoria defende que somente uma pequena elite, a comunidade intelectual a que se referem os deweynistas, é capaz de entender os interesses gerais, aquilo com que todos nos preocupamos, e que esses temas “escapam às pessoas comuns”” [...] “Assim, precisamos de algo que domestique o rebanho desorientado, e esse algo é a nova revolução na arte da democracia: a produção do consenso. A mídia, as escolas e a cultura têm de ser divididas” [...] “A propaganda política está para uma democracia, assim como o porrete está para um Estado totalitário”. Vocês vão além,  querem dividir até os espaços considerados públicos, as praias só para quem puder pagar. Imagina Jesus querendo ir à praia, como quis entrar no templo sagrado e ter de pagar, vindo de ônibus que vocês querem que até desviem as rotas que saiam das favelas, para não passarem nas praias, já tudo elevado, inclusive a passagem do busão, ainda tendo de despender mais dinheiro para se divertir. O piti que deu na porta do templo seria pouco. Imagina em Ipanema, na Farmer de Amoedo, concentração de viados e sapatões, no Rio, onde todo mundo adora seguir seja o que for, sem pensar, só para postar no FaceBroco e no Instagram, Jesus dando chilique para entrar na praia, iria ser penas e sandálias para todos os lados. Como diria Chomsky: “é preciso manter as pessoas atomizadas, segregadas e isoladas”. E explica como fizeram pela primeira vez, para fazer dos grevistas, inimigos públicos de pessoas que até tinham os mesmos direitos a reivindicar, os empresários passaram a ser os bonzinhos, os trabalhadores, os vilões contra a “harmonia” e o outras tantas palavras vazias que não significam nada, como: “je suis Charlie”, mas servem para tantos intentos, dependendo do interesse de quem os utiliza. E conclui: “Afinal de contas, estamos falando do mundo dos negócios, que, portanto, controla a mídia e dispõe de amplos recursos”. Mas, mudando de pau para cacete, coisa que as senhoras não devem ter contato, faz tempo e se tiveram, quando tiveram, não tiveram o prazer de ao menos gozar, ter um orgasmo sequer na vida, era aquela fornicação mecânica, pimbou, melou, vai lavar, qual sua previsão para o desnudamento da queda do avião que levava o candidato Eduardo Campos?
- Hmmmm, vejo aqui, muita gente dizendo: “Não! Eu nunca disse isso!” “Era só brincadeira, nada sério!”
- Mas o que significa isso?
- Ah minha filha, nem te conto, gente que não tem medo de que sua credibilidade fique manchada com mentiras e práticas pouco sérias que se escuda no esquecimento coletivo. O pessoal que dizia que havia sido um atentado, aquela forma de fazer política, sem argumento, de forma rasteira, cada dia mais comum num país onde as pessoas são levadas pela media, as novelas, os reality shows, os telejornais que a tudo deturpam, querendo tirar o C.U da reta agora.
- Como diria Chomsky: “É necessário, também, falsificar completamente a história. Essa é outra maneira de superar as tais restrições doentias: para passar a impressão de que quando atacamos e destruímos alguém, na verdade estamos nos protegendo e nos defendendo de agressores e monstros perigosos, e assim por diante”. Tipo o Estado de Israel que sempre é o coitadinho e os judeus, façam o que façam, têm o discurso do antissemitismo na ponta da língua. Se matam e são julgados, se a decisão for contrária a seus interesses, é antissemitismo. Se grilam o Oriente Médio e alguém fala que não está certo, como agora que o nazista do Netanyahu está chamando os judeus franceses para as colônias no Oriente Médio, sem terem tanto espaço e alguém for contra, é antissemitismo. Enfim, tudo é antissemitismo, desde que não esteja a favor do que desejam, como na Diáspora que quiseram dominar o Egito, mesmo sendo escravos, portanto, perdedores, mas os donos da terra é que saíram como monstros sanguinários. O que a senhora tem a dizer?
- Vejo aqui o pessoal matando crianças nas praias, como disse o Presidente Turco com nome impronunciável, mas tudo por uma boa causa. “Je suis Charlie”. Aquele atentado, parece que bem articulado, foi o estopim de um monte de coisa que não podia ser colocada em prática e agora sim: “Je suis Charlie!” Vale tudo. A crise econômica       que não acaba nunca e o nazismo tão comum do Capitalismo que estava escondido, veio à tona e toda vez que isso acontece, a Europa fica nazifascista, a culpa sempre é dos imigrantes, judeus, ciganos, latino-americanos, pretos, pobres, agora, mulçumanos que antes eram aliados aos nazifascistas e hoje, quem pratica o nazismo é justamente o Estado de Israel. Com esses dizeres: “Je suis Charlie”, pode-se em um primeiro momento dizer que a expressão tem de ter toda liberdade e o humor tem de ser respeitado e na sequência, se reprimir a expressão de um humorista que não era Charlie, mas o terrorista que executou a ação. Xenofobia, homofobia, misoginia, até mesmo, muita antipatia, vêm à tona, quando o Capitalismo não dá conta de sair das crises cíclicas econômicas. E Netanyahu que sabe muito bem como se fazer de coitadinho, já está chamando todo mundo para grilar mais terras palestinas, em breve, muito breve, a media internacional capitaneada pela CNN, France Press, BBC, vai dizer que os garotos jogando pedras para o lado da fronteira israelense, é um ato infame, enquanto aviões, helicópteros e até navios torpedeiros, lançando bombas e até testando-as sobre cidades povoadas, é apenas um ato de defesa. E tome terras tiradas da Palestina e tome chororô pelo Holocausto Nazista e tome o discurso de que tudo que se refere às práticas judias que não estão corretas, até desumanas, é antissemitismo. Depois o “seu History”, do Seu Murdoch conta a História do jeito mais conveniente para o Capitalismo, como tem feito, inclusive com a Segunda Guerra Mundial, que há uns 20 anos, tem programação sobre o evento que levou até menos tempo. Não sei nem como têm assunto.
- Sim, como diria Chomsky...
- Vem cá minha filha que merda é essa de Chomsky? É um Chokito mais caro, com leite suíço e chocolate belga, alguma coisa assim? Já estou ficando puta com isso.
- Ah, sabe, é que eu pedi na MegaSaraiva Manauara Shopping, desde 28 do mês passado do ano velho, um livro do citado autor e só chegou ontem. Isso, porque fui  diretamente à loja, estava todo mundo recebendo suas encomendas e o rapaz que me atendeu, falou que a Livraria mudou de transportadora e é uma bosta. Perguntei que merda é essa, ele me falou: “SkyLab”. Quero distância de umas fezes dessas. O livrinho é fuleiro, umas duas páginas, quando cheguei em casa, depois de um dia inteiro pegando sol e depois chuva, fui ler, acabei rapidinho. Mas o pior é que fui à casa do meu amigo do peito, Thevão e a sobrinha e o namorado que finalmente não se chama Mateus, mas também tem nome de santo, estavam jantando e eu falei sobre o acontecido e ele falou que quem faz o transporte terrestre, é a empresa onde ele é da logística. Tive de mudar de assunto, fui fazer outra coisa, dei o artigo do Luis Fernando Vianna que fala justamente das dondocas da media nacional, segregacionistas como se isso fosse muito bonito. Só para finalizar, citando Chomsky: “Comecemos com a primeira operação de propaganda governamental de nossa era, que aconteceu no governo de Woodrow Wilson, eleito presidente em 1916.” [...] “Esse é o objetivo principal de uma propaganda bem-feita: criar um slogan do qual ninguém vai discordar e todos vão apoiar”. Isso o PSDB é craque em fazer, no Governo Fernando Henrique, quase o país vai à bancarrota, mas até hoje, dizem que quem entende de economia, são os militantes do PSDB. Dentre tantas coisas, como educação que em São Paulo, inclusive na USP, está uma lástima e serviços básicos, como água que acabou e só veio à tona para o povo saber, depois de elegeram o Sorvete de Chuchu, mais uma prática de ditadura branca, disfarçada como é típico desse povo. Um dia o que eles pregam sem trégua, inclusive na GloboNews, vira verdade e eles finalmente pegam o país de novo, para entregar aos seus donos. [...] “A figura de destaque no campo das relações públicas, Edward Bernays na verdade veio da Comissão Creel” [...] “”engenharia do consenso”, ele definiu como a “essência da democracia””. Bem, muito obrigada à Madame Naum Numel por nos aclarar para o futuro que se nos aproxima.
- Eu? Não falei nada, só tu com essa porra de Chomsky, Chomsky, Chomsky, vou sair daqui muito fula, estou com água na boca, agora vou procurar barras de chocolate porque pensei que Chomsky fosse um novo chocolate no mercado. Vou ter de me reciclar. Só lendo minhas amigas brasileiras, para reacender o espírito de fascista enrustida. Obrigada digo eu.

E assim, encerramos mais uma edição da nossa, na tua, da minha Revista Caras de Quem a futilidade em forma de entretenimento capitalista.          

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