- Bom dia amiga bombada, animada, estuprada, sem
vergonha, piranha de luxo, voltamos em mais um Programa Fancy-se. Vou ensinar à
mulher pós-informatização, como ser mulher contemporânea. Pegar o marido pela
barriga. Sim a mulher deste tempo, pega macho com o golpe da barriga e segura o
otário, no cozinho. Tudo a ver com barriga. Ou cresce pela frente, ou por trás.
Pela frente leva 9 meses, por trás, dizem que dura a vida inteira. Esse negócio
de engolir pela boquinha, dizem, dá uma barriga se for verdade, eu quero pegar
quem está me sodomizando, sem eu sentir.
Vamos ensinar um Uddon com Pimenta Calabresa.
Dia desses a amiga de Dona Therezinha que queria que
eu namorasse uma das filhas dela e desistiu, quando eu disse que até podia
fazê-lo, desde que fizesse um test-drive
com cada uma, em tempos diferentes. Mas a filha que casou e teve filho e veio
buscá-la, está, como diria, “comestível”. Nada como uma pirocada de jeito para
dar formas à uma mulher.
Ela me perguntou se nunca mais eu havia cozinhado
nada.
- Um bolo, um biscoitinho, uma comida nova!
- O espírito de Mariazinha me deixou.
Faz tempo que eu só faço o básico e de vez em quando.
Mas eu tenho vontade de fazer de novo, a Torta Vandermint que deu tudo errado.
[...]
No dia posterior seria o aniversário de Dona Therezinha,
decidi preparar um bolo para ela.
Eita bolo difícil. Primeiro, encontrar o tal de
leitelho, foi uma dificuldade. Rodei Manaus inteira, até que enfim, encontrei,
a água que sobra do leite, da nata, do queijo, só aquela bosta que parece água
suja de cueca branca, ou calcinha usada por mulher sem higiene. Comprei todos
os ingredientes e fui trabalhar, malhar, fazer as coisas normais da vida.
Depois, comecei a fazer, depois das 21:00h. Usei as
pás erradas no batedor e fumaçou de todo jeito. Foi perda total, só lixo. Nem o
senhor que conserta tudo numa rua de frente à Escola Santa Terezinha, atrás de
onde era a AmazonasPrev. Nem ele deu conta.
Não dava tempo de trocar de roupa, fui assim mesmo ao
Shopping, estava para fechar, só fui
atendido quando a gerente me vendo rodando por algum tempo, perguntou se eu
havia sido atendido. Não. Eu estava de bermuda, camiseta suja, chinelo, todo
sujo de ovo, de farinha, até as mãos, não deu tempo de lavar, nada, pensavam
que eu era um mendigo pedindo esmolas. Até que finalmente fui atendido, voltei
correndo, acho que lá pelas 23:00h, consegui colocar no forno, ou no dia
seguinte e Dona Ivette que não admite que ninguém cozinhe tortas melhor do que
ela se meteu e o bolo solou. Dizia a receita para deixar 40 minutos em forno de
180ºC, ela se meteu, colocava o palito, dizia que ainda estava molhado, mas é
assim mesmo, fica molhado no centro, acho que levou mais de uma hora, quando tirou, estava duro.
No aniversário, só comeu o Junior, meu primo e um
casal argentino, amigo dele. Alguém falou que é assim mesmo, só argentino para
gostar de coisa dura, solada, foi feito para eles.
[...]
Um dia refaço a Torta e mando à elas. A filha médica
que foi muito simpática, quando fui ao Pronto Socorro, antes de operar a
vesícula, saiu de onde estava de plantão
para ficar conosco e disse que qualquer coisa a chamasse, ainda é solteira, e
muito melhor, uma profissional competente, adoro mulher assim, nada mais sensual
do que mulher competente no que faz. Faz
um trabalho tão bom que ganhou ume bolsa de estudos, lá no fim do mundo, acho
que na Europa, na área de atuação dela. Já disse, agora eu janto. Almoço, tomo
café, faço lanchinho... Como é grande profissional, não precisamos casar, coisa
mais atrasada.
Mas eu estou com duas ideias na cabeça, dois tipos de
fazer língua, com molhos inusitados. Só que eu pensei em fazer na panela de
pressão, só 30 minutos, além da selagem, do molho, mas é coisa rápida, Dona Therezinha
diz que pega mais gosto, feito na panela normal, sem pressão, ou seja, umas
oito horas, não tenho paciência. Mas quem sabe o “ispríuto” de Marie Antoinette
– também conhecida como Maria Antonieta - baixe, eu prove para ver se dá certo
mesmo, o que eu estou pensando.
Bem amiga desesperada, gelatinosa, tira esse monte de
gel para ficar de perna grossa, de bundona, gostosa sem ser a sua pessoa de
verdade, vamos aos ingredientes.
Uddon;
Pimenta Calabresa;
Manjericão;
Champignon que nunca sei em Português, deixa
perguntar, cogumelos;
Cebola roxa, ou se preferir, normal, se
for como Dona Therezinha que acha sem graça;
Brocolis;
Tomate;
Pimenta de cheiro;
Sal vegetal;
Ervas finas de preferência moídas na hora;
Sardinha em lata;
Azeite de oliva para cozinhar;
Óleo de gergelim;
Sal marinho.
Dia desses, a vizinha que tudo sabe desta casa, chegou
para pegar manjericão. Eu queria saber como ela sabe. A plantação fica do outro
lado, só quem fica diante é que vê, ela já queria um galho.
- Leva assim, eu tiro assim, porque acho que cresce mais.
Já está pegando um boi cheio de chifres ainda quer
dar ordem? Incrível. Dona Ivette acha que é porque ela contratou o jardineiro
que vem aqui e ele disse à ela. Meu Deus do Céu. Dei um galho para o Noval,
espero que tenha plantado. Eu disse para colocar em água gelada e açúcar,
depois de uns 3 dias, podia plantar. Nem precisa fazer o galho em diagonal,
porque o talho foi tão certeiro que saiu certinho.
Plantei outro galho em um vaso, mas estava morrendo.
Faltava furo embaixo. Uns vasos para plantar, sem furos, dá fungos, como deu na
pimenteira que já estava crescida. Fiz mais furos e um rombo no meio. Tirei do
vaso e plantei na terra, ao lado do muro da vizinha. Parece que está se
recuperando. Os galhos estão ficando verdes e a catinga de mulata está verde
desde muito tempo.
A pimenta que plantei, daquelas de saquinho, está
grande, coloquei terra com húmus e plantei no vaso antigo, agora com um rombo
embaixo, como muita gente boa. A outra plantação de pimenteiras, acho que vou
tirar do vaso e colocar na terra. O problema é o jardineiro e seus assistentes.
Já me toraram uma pimenteira que estava na terra, o rapaz achava que era mato, as
chicórias todas, cortou a erva-cidreira e o capim santo que não crescem mais,
só vou tirar dos vasos, depois deles virem aqui, senão é um trabalho em vão.
Chega que os jambus que estavam bem espalhados, nossas colegas jogavam água
suja, água usada e Dona Therezinha mandou acabar com tudo.
Vem, vamos ao modo de preparo mulher inteligente,
golpista e metida a muito esperta.
Dona Therezinha diz que o manjericão, ou catinga de
mulata, é para se comer cru, só para dar gosto. Eu discordo, ele pega gosto se
cozinhado.
Então pega o brócolis e coloca para amolecer em água
com um pouco de sal marinho. Quando garfo já entrar, pode tirar e dar um banho
de água congelada, para ficar visualmente apetitoso, o que se chama choque
térmico se fosse com um humano, daria baixa à enfermaria, com tuberculose, ou
uma pneumonia de matar.
Então coloca numa vasilha o Uddon, com sal marinho,
só, não precisa de óleo. Dão uns 8 minutos, eu faço em 7:30min, para ficar ao
dente que eu não gosto muito, mas o pessoal adora.
Depois, de novo, um choque térmico, assim que a água
quente sair no escorredor, água super gelada nos cornos.
Uma vez, o marido de uma conhecida me encontrou em um
supermercado de japonês e veio me perguntar se eu era japonês. Quer dizer que
para ser ginecologista, só quem tem buceta? Para ser proctologista, só quem dá
o cu? Aliás, já contei a minha primeira e única experiência com um proctologista,
quando eu estava com uns 20 anos, o prepúcio ficou todo cheio de catombos, o “doutor”
me mandou tirar as calças, a cueca, e fazia perguntas, segurando na cabecinha,
parecia que não queria largar mais. Perguntas que não tinham nada a ver com
porra alguma.
- Você mora há muito tempo em Manaus?
- Você gosta de Manaus?
- Você é casado?
Não tinha pica alguma a ver com a rola em questão.
Aquele, pelo visto, era o perfeito proctologista, se funga no cangote ele
entrega, então entende tudo de orifício. Ele me indicou uma operação, eu fui
para casa, a cabecinha voltou ao normal.
-Muito esforço!
Devo ter colocado no rabo da mãe dele. Um boga velho,
deve ser uma dureza.
Outra vez, no mesmo supermercado, uma japonesa
bonita, bem bonita, nunca nos havíamos visto antes, levou-me para provarmos os
queijos. Então falei que estava procurando um saquê, ela não sabia de nada,
disso não, fomos atrás do japonês, mas japonês mesmo, marido dela. Fez
perguntas e mais perguntas.
- É pra beber ou cozinhar?
- Um pra beber outro pra cozinhar.
- É pra beber gelado, ou quente?
- Fodeu-se né. Sei lá porra!
- Quando se esquenta saquê, ele fica com o teor alcoólico
mais acentuado.
E me ensinou como esquentar saquê. Depois de muita
pergunta, indicou uns bons para cada sentido. Esse japonês era simpático, pelo menos
não tinha ciuminhos, a esposa podia fazer o que bem entendia, voltamos à degustação
dos queijos, enquanto nosso amigo continuava a fazer compras nas gôndolas.
Bem, então em uma frigideira, uma colher de sopa de
azeite normal – nada de azeite extravirgem para cozinhar pois acaba sendo
cancerígeno, extravirgem, só no alimento pronto -, outra colher de óleo de gergelim,
quando estiver aquecido, coloca a pimenta calabresa e o manjericão e deixa dar
uma refogada. Enquanto estiver ainda verde, a cebola picada. Antes de fritar
completamente, acrescenta a pimenta de cheiro e aí, é colocar o resto,
brócolis, tomates, cortados. É hora de moer as ervas-finas e o sal vegetal.
Prova para ver se está no gosto. Mesmo se salgar, não afeta a pressão, pois não
é sal de verdade, só dá a sensação de salgado. Antes do fim do refogamento, os champignons, no fim, as sardinhas em
lata. Deixa refogar, pegar gosto, quando estiver no jeito, antes de secar,
desliga o fogo e acrescenta o uddon e mistura na frigideira.
Lógico amiga telespectadora, uma frigideira de bom
tamanho. As mulheres de hoje não querem aprender a cozinhar, mas não aprendem
nada na escola e ficam ignorantes em todos os sentidos, só aprendendo a dar
golpe em marido rico. Mas rico vai ficar cada dia mais difícil, então muita
gente vai continuar burra, solteira, ou vai casar com um ignorante igual que
não pode dar uma vida nababesca a essas galinhas de boutique. Deixa de ser burra, porque tanto o homem, quanto a
mulher, inclusive a criança, hoje, têm e devem aprender a cozinhar, a lavar
roupa, até a costurar. Acabou-se o tempo em que se podia ser dependente da
esposa, da namorada, como dizia Lenin, o ser humano tem de ser plural, aprender
várias habilidades, diferente do jumento capitalista que se especializa ao
extremo e fora do seu ofício, parece uma besta.
Zeeeente, algo me diz que estava uma delícia.
Reservei um pouco para Dona Therezinha e não disse nada. Toda noite ela toma
uma sopa, nesse dia, até dispensou.
Comeu tudo.
- E aí, gostou?
- Muito bom, apesar de estar muito pimentoso.
Ela adivinhou que tinha pimenta e pimenta calabresa.
Uma vez, só de cair o molho de pimenta que eu havia feito, teve queimadura na
pele. Desta vez, ou estava muito bom, ou ela estava com muita fome, ou os dois,
comeu tudo, mesmo muito apimentado, como diz ela. A primeira vez em que comeu
uma comida apimentada e sem deixar nada no prato.
Para harmonizar, um detox maravilhoso.
Sim hoje tudo tem de harmonizar, quando eu era
adolescente, só podia beber água, uma hora antes de comer e duas, depois. Hoje,
todos temos de nos alimentar acompanhado com líquidos. E tudo é desintoxicante,
que os profissionais, dizem que não interfere em porra alguma, é só modismo
mesmo.
É rápido e simples. Um detox caseiro. Aos
ingredientes.
Limão;
Mangarataia;
Maçã;
Adoçante;
Canela se quiser;
Água;
Manjericão se quiser.
Bem telespectadora pós-moderna, pega dois limões,
corta em estrela, tira a parte do centro branca que amarga, os caroços e coloca
no liquidificador. Um pedaço farto de mangarataia e lava, não é possível que tu sejas tão porca assim. Lava as coisas
sua porca preguiçosa. Coloca a mangarataia, ou gengibre, direto. Duas maças,
sem o centro, sem os caroços e só. A água,
mineral, de torneira, de coco, mas água. Se quiser pode acrescentar a canela em
pó e o manjericão e se quiser também, o adoçante. Bate tudo, côa, gela e toma
junto.
Uma vez, quando ainda malhava muito e consumia
Gatorade, um médico me falou que eu estava jogando dinheiro fora.
- O melhor isotônico que tem, é água. H2O.
Depois, água de coco, então comprei uma garrafa térmica japonesa e levava água
de coco para a academia. Só eu não bebia. Enquanto estava com a Inês, o pessoal
pedia um pouco, um pouco, um pouco, quando via, não sobrava nem a polpa, o que
tem muita caloria e que batido com a água, vira óleo de coco natural. Uma vez,
quando ainda não haviam descoberto que eu tinha hérnia de hiato, estava no
hiato entre as crises e a descoberta, o médico cardiologista disse que eu
poderia sair nas escolas de samba, mas que tinha de manerar. Então só saí em 3.
Entre uma e outra, ia para o carro, ligava o ar-condicionado e ficava tomando
água de coco. Dessa vez, levei uma garrafa térmica de respeito. Até o fim das
escolas, não havia secado e ainda comia a polpa. Uma ex-namorada achava que ela tinha sido a
causa da minha melhora. Quando me conheceu, eu tinha piripaquis, depois que o
Doutor Massulo descobriu a causa, ela achava que ela que me trouxe o bem estar.
É cada uma.
Bem amiga, quando eu fizer as línguas e se der certo,
se baixar o “ispríuto” de Marie Antoinette, que era austríaca e dizem, causou a
Revolução Burguesa, Revolução Francesa com o que falou aos pobres, eu coloco a
receita em programa próximo. Lógico, só não digo o algo a mais que eu coloco.
Não sou leso!
Beijos e abraços. Até a próxima!
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