segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

NATURAL IDADE

Hoje acordei um pouco cedo, lá pelas 5:00h e não tinha nada para fazer, fui ler a Revista VIP que eu não assino, mas como assinava a Alfa, tive de migrar para a VIP e isso me deve ter influenciado o pensamento.
Um país onde todo mundo quer posar de civilizado, adulto e primeiromundista, é engraçado que uma revista como a Alfa tenha acabado por falta de público e sobreviva uma revista como a VIP que parece conversa de garoto na puberdade, completamente idiota e sem conteúdo. Mas vende e tem público cativo. Hoje, é o que interessa. A gente fala, eu não gosto da Xuxa por seu legado, vem sempre alguém dizer, mas ela é rica. O cara diz que não gosta do McDonald’s que é uma porcaria, mas tem sempre alguém dizendo que vende no mundo inteiro, ou seja, não interessam os meios, mas como chegar lá. E eu sempre digo para essa gente que quando falam em corrupção, fica indignada se a questão de ter vale tanto, então viva o Fernandinho Beira-Mar. Ele tem, pode, manda e desmanda, só que não agrada ao sistema. Não interessa se ele conseguiu o que conseguiu, com a desgraça alheia. Quantos não fazem isso e são exemplos? Coca-Cola, Monsanto, indústria farmacêutica, ontem mesmo, estava lendo que uma indústria - sim, nos EUA narcotraficante tem o pomposo nome de industrial, desde que seja estadunidense e favorece economicamente os EUA, a despeito de ainda estarem combatendo o narcotráfico no país dos outros – manufaturou milhões de cigarros de maconha, para vender no SuperBowl que lá, dizem que é remédio, deve ser calmante para o pessoal ver o New England Patriots, vencer e não ficar nervoso. O Capitalismo tem disso ainda, muita gente pensa como a aristocracia antiga e vende seu peixe, pela cara do freguês, não do burguês. E de repente o Phillip Jonstron vendendo drogas, é industrial do ano nos EUA e o Marcola é bandido no Brasil. É que um tem cara de gringo, o outro, o desembargador não gosta, pronto, para o mesmo produto, duas interpretações completamente díspares.
AI QUE TOLICE!
Eu sempre vejo as estatísticas na outra edição da VIP, sobre os assuntos mais comentados na rede social da revista. Só frugalidade, Deus nos livre.
E olha que aquele Brasil de mais de 60% de jovens, está dando lugar a um Brasil onde se consome muito Viagra, muita fralda geriátrica, muito gel-lubrificante vaginal e muita tintura para cabelo, feminina e masculina, ou para quem ainda não se tocou, o Brasil está envelhecendo e pior, os jovens que estão nascendo, estão sendo vítima de toda espécie de violência, ou morrem, ou acabam vegetando para sempre, ainda em tenra idade, o que para mim, é uma vergonha, um país que parece que sempre anda para trás e sempre tem quem ache que isso é progresso.
ERA DA TOLICE ILIMITADA
Dizem estudiosos da media que as empresas de televisão, principalmente, conseguem atingir o Rei da Cocada em São Paulo, até a Pocahontas de São Gabriel da Cachoeira, por isso tudo ficou singular. O Brasil perdeu sua diversidade, para todo mundo falar quase do mesmo jeito.
É a caboca lá de Parintins falando “você” ao conversar, a garota na Bahia, falando sem sotaque algum, para não parecer baiana. Ôxi!
Em 1997, logo depois de levar um pé na bunda da minha namorada à época, viajei com o pessoal, a Thânia e a Lelé e agregados. Como eles tinham planejado, já tinham as passagens, hospedagem, tudo em mãos, como eu tomei a decisão só quando soube, às 6:00h, quando desliguei o computador, depois de passar a madrugada conversando com a Bia, Bee, ou Bianca da Bahia, número para votar, 1540263, uma garota, à época, bem inteligente e muito mais adulta do que muita “gatinha” da minha faixa etária e ouvi o papo e decidi espairecer. Então, a primeira parada, Salvador e eles foram embora, eu tive de comprar a passagem na VARIG, lá no Centro, acho eu, um local antigo, mas a sede da empresa, linda, com jardim e tudo o mais, inclusive, tudo feito de pedra inclusive o chão de entrada. Fui atendido, quero dizer, fui direto à uma mesa, com uma garota bonita, loura, agradável que tinha só um probleminha.
- Tu não és baiana?
- Sou.
- E por que tu não tens sotaque?
- É que eu atendo pessoas do mundo inteiro, não pega bem.
O quê? Originalidade, naturalidade, personalidade, não pegam bem? E olha, como disse, era 1997 ainda.
Ficamos conversando o dia inteiro, só no fim da tarde é que resolveram meu problema, ela, a atendente que tem vergonha de ser o que é, já estava na hora de ir para casa.
CADA POVO TEM A REVISTA QUE MERECE
Eu era fã da Alfa, tinha uma mulher? Tinha, mas uma e pronto e o resto, páginas e mais páginas, com assuntos variados. A VIP é só foto e assim mesmo, é fininha, como a inteligência dos editores e de quem gosta.
Não adianta, revista adulta, que não sirva só para agradar, mas para tirar do lugar comum, não prospera. O brasileiro vive de pose.
Uma vez, fui reclamar via telefone e quando atenderam, era direto na Redação, havia ligado errado e quem me atendeu foi a Ailin Aleixo que era a responsável pela moda, pelos estilos de roupa para homem. Na VIP, a responsável é a Olivia Hanssen que faz o gênero titia que compra roupa para o miché que ela apresenta como namorado, às amigas do colégio e todas já pagaram para ele fazer o mesmo com elas. Sem contar que é de um mal gosto, que sai da frente.   
Mas com a Ailin, foi um papo longo, mesmo porque permitia, as editorias são totalmente diferentes, ela e eu nos tornamos quase amigos de velhas datas. Então falei que não gostei dos desenhos, muito bem feitos, dos colunistas que substituíram as fotos.
- Puxa, eu me achei tão linda! Eu amei do jeito que está.
- Eu prefiro a tua foto. Eu te acho mais bonita de verdade, na foto, próximo ao natural.
Sem contar que também achava a Tati Bernardi que era até mais avacalhada, mas eram textos adultos, sem muita firula para agradar o leitor. É até bom que faz pensar.
Hoje, na VIP, o máximo que se pode ter, são os textos da Carol Teixeira que diz que é filósofa, só não diz em qual “falcudade” se formou, os assuntos que ela aborda, são “feministas” e tem milhões de seguidores. “A Escapadinha do Casamento” se é para escapar, faz como eu, não casa, parece mais lógico e eu não sou filósofo. “A Mulher Submissa Por Opção”. Como disse a um taxista, deixa a mulher depender do marido, principalmente na questão financeira, para ver se ele não manda e desmanda e ela tem de se adequar, por não ter como peitar. “Puta”. “Puta”. “Puta”. Tudo para ela é endeusar mulher que faz strip-tease, garota de programa, puta mesmo. E olha que ela é filósofa, quase uma Sócrates de blazer e chinelas Havaianas. E Feminista. Imagina se fosse a madre-superiora de um colégio de freiras que ensina as meninas a serem as esposas devotadas ao marido.
Entende como são diferentes os assuntos, apesar de se querer viver da publicidade, dizer que se é, sem ser, sem conteúdo, é disso que o consumidor de revista brasileiro gosta. Ah, a filósofa só aparece nas fotos, sempre maiores do que as das colunistas da Alfa, sem roupas. Quanta evolução, se o Diógenes de Sinope – não, não era conterrâneo do Rogério Ceni, mas muita gente o achava bundão, também que tem mais a ver com nossa sociedade, por ser também conhecido como Cínico, tipo muita gente que hoje está indignada com a corrupção, dos outros -, aquele abestado que andava com um barril e uma lanterna à procura de uma pessoa ética, digna, essas coisas, tivesse contato com a Neofilosofia, iria se achar o precursor. Quem sabe, acabariam tendo uma relação duradoura, entre a Teixeira que é tão honesta quanto o Ricaro de mesmo nome e o Cínico, o antecessor desses dois e de muito mais gente de hoje. Quanta evolução!
AI MEU OVO
Digo, já havia assinado a VIP, como já havia assinado um monte de revistas, Veja, Info, Exame, IstoÉ Brasil, Revista da SBPC, Number One, Drums, Guitar Player, Keyboard, Nam, The Archies, Super Interessante, Princípio etc., etc., e etc. Mas eu acho ou é uma questão de PVC, a porra da velhice chegando, ou uma questão de amadurecer, que eu quero e mereço coisa mais elevada do que só ficar batendo punheta por capa de revista masculina com umas mulheres secas e que não são do meu agrado, como a Débora que é Secco e para terem tesão por ela, é preciso fazer mais comercial de sua “gostosura”, do que propaganda da Coca-Cola. Sinceramente, nem de frango a passarinho, quando era moda, eu gosto, imagina ter de chupar perninha de mulher sem carne, sem nádegas, só osso? Ou talvez, nem seja isso. Seja que eu já saí do estágio de acreditar que os meios de comunicação são isentos de qualquer tentativa de influenciar a sociedade.
Assistindo uma entrevista com o Mino Carta ele falava como as grandes empresas de comunicação o usaram. Primeiro foi a Veja que ele fazia uma revista contestadora de verdade, com conteúdo. Aí então a Ditadura reclamou à Família Civita e eles o jogaram aos leões. Vendo que tudo o que fazia, era rejeitado, perguntou o que estava havendo, a Censura que tinha falado para ir devagar, ele viajou à Brasília, para perguntar o que estava havendo, o pessoal da Abril dizia que os ditadores não queriam, os ditadores diziam que não tinham dito nada, até que explicaram que reclamaram da linha editorial e o filho do velho Civita colocou-o como responsável. Resolveu sair, nem pediu as contas, foi embora e a Veja ficou uma revista da Extrema Direita. Eu já falei que há uma campanha enorme, para assinarem a Veja, é telefonema, eu abro meu email, são mensagens: “Você já foi assinante Veja, aproveite os descontos para voltar a receber a Veja de novo”. Quando falei o que achava para a atendente que me ligou, ela não gostou. “Eu também sou leitora da Veja”. Falei que a Veja era de Extrema Direita, mas o pior, é que para vender, inventa escândalos, depois tira o orifício da reta. Então Mr. Carta disse que foi para a Isto É Brasil. No primeiro momento, ele ficaria responsável pela redação e o outro sócio, pelas questões financeiras e administrativas. A IstoÉ passou a ser a Veja de antigamente. Quando de novo, a revista começou a ter público cativo, o outro sócio resolveu que a Isto É tinha de ser mais dentro dos “padrões dos leitores” e ficou uma Veja inclusive na questão de ser de Extrema Direita. É como o PP e o Democratas. É até difícil distinguir um do outro, senão, pela cara do Dornelles, quase na UTI, em seus últimos suspiros e do Pauderney Avelino. Talvez seja uma questão de maquilagem, ou uma questão de idade que os diferencie, só. Com o agravante que as gerações que têm substituído as passadas, estejam menos inteligentes, até sem capacidade alguma para discernir.  
E vendo a VIP, parece que é isso mesmo.
VOU DORMIR MAIS
Li uns artigos, sapatos, bermudas, camisas, calças, tudo tolice. As neobugigangas que eles apresentam na sessão Brinquedo de Homem, é o que já apareceu na Info, pelo menos há dois meses antes. Novidade, só se for no Terceiro Mundo, no Polo Incentivado de Manaus. Como a revista voltou a chegar no fim do mês, eu já havia reclamado, nem bem desliguei o telefone, passou a chegar todo dia 3 de cada mês, agora, só agora de novo,
Só reportagem tola, ou melhor, em conformidade com os novos tempos.
As mulheres famosas que se confunde com sensualidade, secas que se o cara colocar no fundo, é capaz de torar no meio, não no sentido sexual, mas no sentido dela bandar em duas, como tambaqui para compra. Tudo fazendo pose, para parecer que tem bunda, para parecer que é gostosa, só tem um jeito.
Agora me lembrei de uma ex-namorada que era macérrima e de repente apareceu com um nódulo no seio. Perguntei de todas as minhas conhecidas, uma ginecologista competente. Doutora Sônia. Levei-a e ela saiu muito zangada.
- Não gostei!
Outra, outro, ela não gostava de nenhum profissional. Então perguntei à velha-guarda, um ginecologista das antigas. Dr. Wallace se não me engano. Fomos, ele mandou fazer exames laboratoriais depois verificou o que havia e passou as receitas.
VITAMINADA DE BANANA
Batata duas bananas no liquidificador, se quiser, com leite e tome.
VITAMINADA DE ABACATE
Bata um abacate no liquidificador, de preferência com leite, adoce se quiser e tome.
FÍGADO ACEBOLADO
Cozinhe pelo menos dois pedaços de fígado, com cebola e coma.
Ela ficou indignada, queria estar doente.
- Minha filha, o problema é que você é muito magra e ainda tem uma anemia profunda. Coma, engorde um pouco e me procure seis meses.
Nunca mais ela quis voltar, e nem seguiu as receitas.
Imagina bife acebolado. Eram uns garotos metidos a muito cheios de dedos, a mãe japonesa, eles não comiam comida oriental, imagina, quando havia, eu comia a me fartar, acho até bom que sobra. Certa vez decidi cozinhar no jantar para eles. Fomos ao supermercado comprar as coisas e fomos para a casa dela. Então a mãe que fazia trouxinhas de salsa, cheiro-verde, todos os temperos, depois de cozidos, ela jogava fora veio me dar instruções.
- Não coloque cebola, porque a Fulaninha (era casada, adulta, tinha mais de aprender a cozinhar para o marido) não gosta de cebola. Não coloque alho, porque o Fulaninho não gosta. Se você quiser, bata no liquidificador, para eles não saberem.
- Eu não estou fazendo para eles. Se quiserem comer, tudo bem, se não quiserem, não vou ficar com raiva, até melhor.
Então coloquei todos os ingredientes que eu colocava e coloco na comida, à mesa a mãe deles até não acreditou, pediam para colocar mais molho, mais... mais...
- Mas Fulaninha, não é você que não come cebola? Fulaninho, não é você que não come alho?
Tinha alho, alho-poró, cheiro-verde, todos os temperos e cortados em fatias grandes. Não come. Deixa bater a fome.
SELVA
Sempre me lembro de quando entramos no quartel, ou melhor, quando eu fui deslocado para a CCS e batia o boião. O corneteiro tocava o Avançar CCS, então o Nunes pedia para sair de forma. Ia comer um sanduíche num carrinho ao lado, na Escola General Sampaio. Uma vez, um sargento, ou um tenente falou.
- Deixa esse rapa voltar da Operação Sobrevivência!
Dito e feito, ele era o 302, eu o 304, então fizemos tudo juntos, as equipes eram sempre formadas, inclusive quando pequenas, por nós, 300 Brito, 301 Monte, 302 Nunes, 303 Sebastião, 304 Bayma (eu), 305 Waldomiro, os últimos de sempre, nos beliches, em tudo. Comemos duas galinhas que estavam com gogo e quando acordamos, estavam mortas. Uns diziam que fora pelo gogo, outros, porque colocaram-nas depois dos meus pés, eu devo ter chutado-as. Comemos assim mesmo, ninguém era do CSI para investigar a causa-mortis. Tapuru de côco. Vivo é uma delícia, mas me deram morto também, é muito ruim. Dois macacos que quem não quis comer fui eu, por estarem parecidos com duas crianças. Tiraram todos os pelos, esticaram-nos sobre o fogo, pareciam duas criancinhas, mas bateu a fome, os princípios são outros, a gente deixa de filosofar muito e parte para o ataque. E desde quando voltamos, tocava o Avançar CCS, nunca mais nem o Nunes, nem ninguém, pediu para sair de forma, para não comer aquele merda que faziam no Bandejão. Devo dizer que depois de tudo, isso, quem dispensou um café da manhã de príncipe, fui eu.
Perguntaram que queria ser voluntário para fazer uma limpeza na cozinha e no frigorífico do Batalhão. Eu pensava que era na hora do serviço, faria a faxina e ficaria de folga o resto do dia. Ledo engano Formiguinha. Quando deu 4:00h, estavam me acordando.
- Faxina!
- Deixa de palhaçada!
- Levanta logo!
E lá fomos. Tudo escuro, um sono do cacete, começou pelo frigorífico. Se disputasse com a francesinha, quem fedia mais, acho que a francesinha ainda perderia. Descongela. Caixas de caixas de carne, de frango, de um monte de coisa, ficava até difícil saber o que era, pela quantidade de sangue. Parece que haviam matado uns quinze de uma vez. E rato e barata, tudo bem. Depois, varrer e dar um banho nas mesas, no chão, tudo. Quase no fim, o Cabo Cozinheiro fez uns sanduíches lindos, cheios de tudo, quando vi, um filho da puta subiu na mesa que eram de pedra e varreu tudo, inclusive os sanduíches.
- Bayma, pegue o seu.
- Obrigado senhor.
Com a mesma vassoura que ele varreu o frigorífico, o chão, tudo, o idiota varreu a comida, não que fosse sacanagem, era dele, tanto que comeu o seu.
SER QUEM NÃO SOMOS
Fui cair na besteira de ler a entrevista com a Letícia Brikheüer que acham linda, eu não acho nada. As mulheres posam para os machos, mas saem pagando de pós-feministas. Depois, Elas vivem querendo vender a imagem que não é delas, mas querem dizer que têm personalidade, estão com a autoestima em dia e a gente que não é tolo, sabe que é exatamente o contrário.
A Letícia, é do tipo de mulher para vender beleza, não serve, mas só nós dois, principalmente dentro d’ água – acho que o signo de Câncer é de água -, brincadeira vai, brincadeira vem, a gente acaba se apaixonando, o coração começa a bater dentro da sunga e para mostrar o quanto ama, tira tudo para fora e coloca, só por brincadeira, acabou, lava, até um dia quando nos encontrarmos de novo, nem se for no Inferno. Não sei por que, eu acho o tipo de rosto dela, com alguma coisa que me lembra a Margá.
Depois caí na besteira de ler uma sessão, onde as celebridades, falavam como não fazer para conquistar uma mulher. De novo, só ator, humorista, como se o mundo fosse feito só por essa gente e essa gente tivesse muito a aproveitar. O Oscar Filho que é do CQC. Eu gosto do formato do programa, mas tem uns que aparecem, como o Rafinha Bastos, o Danilo Gentili que são uns idiotas completos, mas o Oscar Filho, supera qualquer um, é tolo, quase infantil, sem graça e desrespeitoso. Se eu fosse prefeito, ou autoridade, ele chegasse fantasiado de imbecil e jogando as coisas, eu pessoalmente, iria dar umas porradas. Tudo tem limite e todos têm de saber respeitar, nem a pessoa em si, mas o cargo, a instituição que representam e ele é do tipo de humorista que vive fazendo mungangos, caretas, pior do que tudo. Tipo palhaço de circo que eu não suporto e a Turma do Didi, idem e agora, o tal de Hassum, sem graça, mas famoso.
E outro que diz que marcou com uma garota pela internet, não gostou e foi embora.
Aconteceu comigo, perguntei a um colega de trabalho que disse que a família em questão, era só de mulher bonita, então fui ao encontro, no tempo em que não havia voz, nem foto, nem nada, na internet. Quando vi a cidadã, peguei o carro no estacionamento e me mandei. No meio do caminho, questionei meu ato. Completamente cafajeste, procurei o retorno e conversamos, ficamos amigos, até ela resolver ir para a França se não me engano Mas o tal de Diego Amaral, o Alan de Malhação como está explicado, diz isso, como se fosse muito bonito, ser moleque.  
Receita de comida que agora tem de vir com a “harmonização”. E passou o tempo de se “harmonizar” só com vinho. Agora vem uma área para a melhor harmonização com vinho, com champagne, com cerveja. E não é vinho pinoir, cerveja ale, como sabem que os leitores estão ficando cada dia que se passa, mais idiotas e sem personalidade, já vem a marca e o preço. É muito descaramento, mas estamos na era do comercial no meio do programa, nem se precisa ir aos comerciais, o cara assiste a novela e mocinha faz a propaganda na cara e não tem quem acabe com isso, pois regulamentação da media, é censura, justamente levado a cabo esse pensamento, quem apoiou e se locupletou com a Ditadura Cívico-Militar.
É ISSO MESMO
Mas a leitura em si, não foi completamente infrutífera. Vi uma frase, não sei onde, que diz: “Hoje em dia o homem tem de ir aprender a conquistar uma mulher. Desaprendemos o básico que é ser nós mesmos”.
Tudo se tem de aprender num curso que no fim tenha de dar um diploma.
Sempre dizem que homem antigamente, aprendia a dançar, a lidar com mulher, no bordel. Eu aprendi quando eram realizadas festas aos sábados no Diretório, quando a Banda Carrapicho ainda não era conhecida e pedia para tocar de graça e eu organizava com o pessoal, quando era de noite ia para casa, tomava banho me aprontava e ficava sentado no balcão, vendo o pessoal dançar, até que veio uma menina, acho que da Odontologia e me puxou.
- Vamos dançar!
- Eu não sei!
- Eu te ensino!”
Se ela tivesse aparecido antes, lembro do primeiro Congresso da UNE que fui, na hora da festa, todo mundo dançando agarrado, uma noite resolvi tirar a garotinha que também estava parada. Só nós dois. Foi tanto chute na canela, tanta tentativa de suicídio que resolvemos voltar para escanteio e ficar conversando. A Gisele que assim que eu saí da militância estudantil, ela veio até Manaus e virou Presidente da UNE, linda e gordinha, e inteligente.
A PERSONALIDADE EXÓGENA
Mas hoje, o cara entra em uma academia de dança, até por questão de timidez. Um monte de homem tímido, para mulher, para dar a bunda, é tudo tão safado. O cara tem de beber para paquerar, o cara tem de fumar maconha para trepar, o cara tem de cheirar pó, para achar sexo bacana, não sei não. Eu prefiro, caretão, só a presença de uma xana, de uma bundinha, de um umbigo, de uns peitos, de uns dentes bonitos, de uma sobrancelha que chame a atenção, de umas coxas bonitas, umas pernas que agradem, até de uma unha, só isso já me faz ficar feliz e de repente o coleguinha lá de baixo fica tão alegre.
O cara aprende a dançar na academia, toca forró, ele dança jogando a mulher para cá e para lá. Muda, lambada, ele joga a mulher para lá e para cá. Samba, ele joga a mulher para lá e para cá. Tango, ele... Foi por isso que eu fui dançar com a Lia, uma menina que apareceu, quando fomos para um flutuante e a primeira coisa que me aconselharam, era na mexer. Eu estava olhando pelo retrovisor do carro, quando estávamos esperando a balsa, para atravessar. Mas, depois de algumas tentativas, consegui agarrar a Lia. Era muito bonita, um rosto bonito, mas o corpo era que era mais lindo, Um bundão. Então atravessamos o rio, o mesmo rio que eu estava nadando Golfinho e só via as meninas no flutuante, lá distante, gritando e balançando os braços. Não ouvia nada, por estar com protetor auricular e via bem pouco, pelos óculos estarem embaçados, apesar de dizerem que eram Anti Fog. Então parei no meio do rio e tirei os óculos e perguntei o que era, estava tão distante tanto da margem do outro lado, quanto do flutuante que nem ouvia o que estavam falando, foi quando elas apontaram para os lados. Eu olhei, dois botos tucuxis, boto preto, da lenda do boto encantado. Nunca havia visto criaturas aquáticas, tão grandes e olha que eu já havia visitado fazendas de criação de pirarucu. É um daqueles momentos em que o boga faz com que nós saibamos que ele sabe falar Francês.
- Oui!
Nadei desesperado, elas queriam que eu ficasse para baterem foto. Eu queria pelo menos uma punhetinha, isso sim, levei camisinha, sempre ando prevenido, me perguntaram para quê, até o dono do flutuante aparecer com a noiva e as amigas dela, de repente cada um pediu um pacote, que no fim, devolveram intactos, ninguém usou, nem para fazer balão de festa infantil. Ainda mais, por que o irmão da Acácia e da Aline, foi para ficar bêbado, servir de chacota para as meninas e só fazia atrapalhar, o próprio Empatáfodas. Eu estava com a garota de Parintins que estava me explicando que foi em uma alegoria, onde ela virava sereira, debaixo do flutuante, ele apareceu, uma, duas, três, diversas vezes, com um copo na mão, cambaleando e um papo besta: “estou atrapalhando alguma coisa?” A garota resolveu ir embora. Nada feito,. Estava um pouco gordinha, mas nada que uma malhação não dê jeito. Eu já estava preparado, ela estava para furar o soutien, com os bicos e o nosso colega nem Ford, nem sai de Synca. Mas no forró, do outro lado do rio, finalmente peguei a Lia pela cintura, para mim, de todas, era a mais bonita no grupo, depois de um tempo, já animado, ela foi sentar.
- Você não sabe dançar forró!
- Eu?
- É. Não é assim que se dança. Você não gira a mulher, é o tempo todo agarrado.
- Ah, é assim sim, não tenho culpa de tu seres acostumada a frequentar forró de viado, o cara parece que tem medo de mulher e ao invés de acochar, fica jogando para cá, para lá, depois sai com o bofe e a garota, com a amiguinha, para colocarem as aranhas para brigar.
É CADA UM
Ninguém quis dançar comigo, até que os alunos do ex-marido da Margá chegaram, peguei uma paranaense, até mais alta do que eu, branca, bonita, agradável, dançamos, até o Manoel vir encher o saco.
- Acabou gente, vamos embora!
A festa estava começando. Cara chato. Tentei acompanhá-la, eles estavam em barracas, próximo da igreja da cidade, cada um na sua, eu estava na entrada, sou um cavalheiro, quando quero e o cara veio de novo, parece que é invocado comigo.
- Você dá licença? Nós temos de acordar cedo, para coletar dados.
A vontade que me passou pela cabeça, foi dizer
- Mermão vai dar o cu e não enche o saco!
Mas mamãe me falou para ser educado, é o uma merda.
Acho que o colega é apaixonado por mim, desde quando entrou na Física e eu o coloquei no CAFis e depois a mãe que é uma simpatia  o colocou na Engenharia. O cara é invocado, ou é a fim de dar para mim. A Margá operava, principalmente os seios, tirava tumores das pancadas do Handball e me mandava chamar, quando eu chegava lá, nosso amiguinho já estava antes. Se fungar ele entrega. E olha que eu pensava que só eu o considerava um saco, mas uma vez a Acácia me convidou para irmos à inauguração de um bar de uma colega dela e encontrei a Tárcia, a Jucimara, uma porrada de gente, inclusive o dito cujo, logo na entrada. A Acácia ficou conversando com o cara, eu fui procurar minha turma, de repente lá vem ela.
- Esse cara é sempre chato assim?
- Quem?
- O Manoel! Toda vez que me encontra, pergunta como está o meu irmão. Eu já disse que não é meu irmão.
- Quem?
- Tu. Ele invocou que somos irmãos.
Ele sabe, estudaram, ele, a Margá, a Norminha, uma caralhada de gente no mesmo cursinho, pelo menos dois anos seguidos, ele sabe quem são as minhas irmãs. O problema é da chave do armário que deve ter empenado, ou quebrado na abertura. Quando resolverem o problema ele sai.
E olha que eu sempre disse isso, e a mãe dele me pedia para parar com a brincadeira, até que umas garotas da academia de ginástica, entraram para a Educação Física e tinham a maior raiva de uma professora. Perguntei o nome, eu conhecia um monte, eu fazia as matérias de Licenciatura, com eles, todo mundo de biquíni, de sunga, as professoras da FACED queriam que fossem de paletó completo, eles que tinham de estar na piscina, no campo, mas elas me disseram o nome da professora, com raiva nos olhos.
- A Professora Margareth.
- É mesmo?
- Ela não sabe nada.
- Porra, ela foi a maior jogadora de Handball do Brasil, quando jogava, a Canhotinha de Ouro.
- Mas ela não tem didática alguma e ainda tem aquele marido dela que é uma bichona.
-Êpa, Manolo? Eu conheço, é macho!
Ele até fala grosso. Uma vez, como tantas, havia umas festas na Associação dos Servidores do INPA, a ASSINPA e nesse dia específico, fiquei conversando com a Margá, , afastado do salão de dança, perguntei sobre o “maridão”, estava lá no morro, conhecido por fazerem fumaça e queimarem. Lá pelas tantas, escutei uma voz muito máscula, grave, em todos os sentidos.
- Margareth, vamos embora!
E foi levando pelo braço, foram embora. Benza Deus!
É um macho desses que eu queria para vigiar lá em casa. Lá no quintal. Eu até me assustei. Ele não é disso, mas deve ter ficado zangado, não queimou direito, nem uma coisa, nem outra.
No meu tempo de garoto se aprendia a dançar em festas, agora, até isso se tem de pagar, para jogar mulher, como ioiô e o pior, atrapalha quem gosta de dançar junto, elas pensam que a moda é ser brocha, que todo dançarino tem de ser boiola de qualquer maneira.
Ah, quanto à Lia, tempos depois, muito tempo depois, a encontrei. A pele de sapo, ainda continua bonita, mas de tanto sol – vivia bronzeada até em tempo de chuva -, de tanto cigarro, nem parecendo uma perereca por completo, não tem jogo. Uma pele áspera, escurecida, envelhecida, agora é capaz de dançar forró juntinho, sem querer que o cara fique jogando para cima, para baixo, enrolando os braços dela, para depois, quando cansarem, irem discutir sobre a melhor maquiagem, para as meninas.
- Olha, eu prefiro Max Factor.
- Não querida, a moda agora, é O Boticário.
- Mas eu sou internacional. Só gosto de coisa chique, tá pra ti mulher?
COVARDES
Esta se ensinando as pessoas a se acovardarem, para serem recompensadas depois e a recompensa é uma banana, é um cinto. “Sinto muito mas vá se foder!”
Estava vendo a capa do jornal e dizia que a segunda colocada no concurso de Miss Amazonas, foi desclassificada. Minha tia falou.
- Viu o que ela queria?
Mas eu concordo com ela. Já passei por essa. Eu dizia que havia uma Ditadura, em casa, diziam que eu estava louco, para não falar para as pessoas que me conheciam, para não pensarem que eu era maluco. Quando eu ia fazer vestibular, já vinham as recomendações: “Olha o que tu escreves” E eu acredito que foram as redações que me ajudaram e muito. A única que não consegui nem prosseguir, a Thânia ia fazer vestibular e marcava os cartões segundo critérios que diziam, era só A, ou em forma de cruz, ou fazendo zigue-zague, ela entregava, saía e ficava gritando, querendo que eu fosse embora logo e nesse vestibular específico, o Paraná estava de fiscal e com fome: “vamos meu irmão, tu és o último, eu estou com fome, entrega logo”, eu queria me lembrar o nome do Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, o primeiro ditador, vinha Alberto, Roberto, só não vinha Humberto, se me lembrasse do nome, a redação estava toda pronta, o Paraná com fome, a Thânia gritando do lado de fora, entreguei no meio, sem concluir, foi o único vestibular que não passei. Eu sempre fui aconselhado, a ser “simpático”, na verdade, ser como muita gente que se dá bem, por sempre estar bajulando, estar agregado a algum poderoso, dizendo que está tudo bem, tudo legal. Conheço o que é isso.
Concordo que quando se sente que as injustiças estão grassando, mesmo que se perca uma vantagem pessoal, é digno que se bote a boca no trombone. Imagina se todo mundo fica dizendo que não havia Ditadura, hoje estaríamos mais endividados com o FMI, hoje, não seríamos um país soberano. Imagina se eu escrevo só o que é simpático aos professores que corrigem as redações, mas pior, achar que era simpático a eles, escrever só a favor da tortura, dos desmandos. Acho que meu estilo agradava. Pelo menos, até ser escolhido Representante Discente no Conselho Universitário, no tempo do Reitor Hamilton Mourão. O Professor Nina que era muito famoso, subiu na mesa e me puxou pelo colarinho.
- Você não! Você não! Saia do lado dessa gente.
Era metido a maluco, para passar, agora está com Alzheimer, ou finge muito bem. Ele era do SNI, como todo mundo da Reitoria naquele tempo. Até hoje quero saber, porque, eu não. Parece que fumava maconha vencida.
- Que é esse?
- O Professor Nina.
Pata que o pariu!
GOSTEI!
Dou todo apoio à garota, é uma vergonha mesmo, rola um dinheirão. Antes quem realizava era o Waisser Botelho, nem havia concurso, o “picão” queria que a garota que ele estava desfrutando fosse a escolhida, ele já apresentava. Passou para esse outro idiota que a Portuguesa do Mestrinho mandou que ele fosse embora do Amazonas, o ìntimo e ele ficou no lugar, é essa papagaiada, escolhe um cafetão que nem sabia se expressar, para apresentar o concurso e fica todo mundo calado?  
Eu me lembro, quando a minha amiga Vera Uchoa concorreu, era uma morenaça, meio Kombi, mas dava para o gasto e venceu uma tal de Batholoti, magra, feia, mal feita de corpo, mal enjambrada, mal ajambrada, perna fina, escrota, mas era loura, branca e era dos meios sociais, é uma vergonha. A Fera Atchoa ficou em segundo também.  
E esses tais, todos, sem tirar, esses caras que são viados e se arvoram de lidar com modelos e formar modeletes, foram acusados de serem agenciadores de garotas menor de idade, para empresários, executivos, desembargadores, políticos e mais um processo desapareceu, sumiu e eles continuam na mesma função e só o Adail Pinheiro está preso, ou ao menos, finge que está cumprindo pena no Batalhão de Polícia, em cela especial, sem nem o curso Primário completo e muita gente acredita ainda que se pague pena no BPM, sem regalias, sem sair quando quer, até tem quem veja o Adail algumas noites, numa pickup importada, para cima e para baixo e os jornais, coniventes com essa gang no poder, querendo saber porque a criminalidade tem crescido. Quer saber mesmo, ou é só para fazer média na media?
QUANDO CHEGA Á PERIFERIA
A violência sempre existiu. Mas era o Senhor, o mais forte, contra os desvalidos. A bandidagem no campo, sempre existiu, mas eram os latifundiários, contra boias-frias e trabalhadores rurais. A corrupção, sempre foi aviltante, mas só servia aos grandes. Quando a periferia começa a fazer o mesmo, a gritaria é enorme, parece que só vigeu, só começou agora. Ninguém sabia antes, era todo mundo tolo.
É a mania de queremos imitar os outros, fazendo pose de adultos, quando a grande maioria quer um tutor para todo o sempre, por não se sentir com capacidade de tomar decisões por si.
E se espalha essa tolice. Quanto mais, melhor, acaba-se a Alfa e a VIP tem público que só aumenta. Onde queremos chegar!
Chega. O mundo até que discutia temas relevantes e com visões diversas, mas desde o Neoliberalismo que todo mundo se acovardou para manter seus empregos, sua posição social e os poderosos se valem da media, para impor seu pensamento vigente, nem discutem mais, impõem, com cara de aparvalhado e quanto mais se mantém gente assim, mais se coloca a fofoca, a discussão de futilidades, como mais importante do que tudo.
E no Amazonas, até antes do Neoliberalismo, já se criam pessoas assim, a bajulação que um dia é recompensada, como o José Melo que até a cara é de baba-ovo, acabou Governador, sem capacidade alguma, só querendo chamar a atenção pelas tolices.
Não se discute nada, não se tem uma posição definida, justamente para sempre se estar lambendo botas, até de quem só quer nos roubar.
Gostei da atitude da moça do Concurso de Miss. Tomara que se abra uma discussão, para mudar um pouco essa gente que está se fodendo, sabe por que, de onde vem a violência, de que secretarias de Estados saem os grupos de extermínios e fica todo mundo calado e inda faz pressão para que todo mundo fique como se nada de inescrupuloso estivesse acontecendo diante dos nossos narizes. Quando toda essa bandalheira, bandidagem e violência chega perto, querem gritar, estão sozinhos, todo mundo quer calar, silenciar, para ficar tudo como está. Políticos sem conteúdo algum, só pose, executivos ignorantes sobre como administrar, professores, servidores e estudantes das faculdades, completamente alheios, todo mundo só pensa na sua recompensa. Uma canoa furada, um remo em péssimas condições, mas o discurso cheio de lágrimas de que todo mundo ama o Amazonas e só quer fazer bem, estão entregando a embarcação,para o desenvolvimento regional e pior, o discurso da “sustentabilidade” que já ficou mais do que chato, por nã ter nada a ver com a realidade. Se não sabem nem o que fazer, vão fazer o quê?
E sempre se beneficiando os grandes, qualquer coisa, a PM mata quem fala demais, os tribunais esquecem os processo e assim vamos levando. No rabo! E só o Adail é pedófilo, só o João Persotto da periferia, fuma, vende, negocia, drogas, os das classes abastadas, são todos santos.
NÃO SE LIGA O NOME À PESSOA
Todo mundo aprende a fazer tipo, não se busca conteúdo algum.
Antes de começar a digitar, estava pensando em dois exemplos de como a realidade não bate com o discurso, por aqui.
As meninas de colégios religiosos, tudo “virgem”, como a Maria, que o diga o tal de Divino e seu amigo, o Corpo, corpo de bombeiros inteiro, mais a torcida do Barcelona, ainda saem dessas instituições de ensino, com o pensamento na mulher da antigamente, onde eram enganadas por um discurso qualquer, coitadinhas. A mulher, sempre vítima, talvez por ainda considerarem umas incapacitadas para tudo e achem que são tão feministas, quanto a filósofa da VIP.
A Aline, graças a Deus, não suporta ler coisa muito longa, apesar de ser professora universitária, não vai ler isto, tem a mania de achar que é a Fada da Paixão. Tem quem seja a Foda do Paizão. É uma mania de atrapalhar, ou querer jogar as amigas para cima dos outros.
- Não, esta não serve pra ti. Pega esta.
Parece que é assim, a empatia entre as pessoas, é por escolha lógica. Maria com Mario, José com Josefa, Antonio com Antonia e o mundo seria perfeito. No aniversário dela quis me jogar uma amiguinha que não tem nada a ver comigo. Pode ser atraente, ter requisitos muitos, mas comigo não tem nada a ver. Dia desses, acompanhei Dona Therezinha à Unimerda Manaus e encontrei com outra colega que ela queria me empurrar. De outras vezes, atrapalhou, quando eu estava a fim, ela deu um jeito de entrar no meio, porque não era compatível, segundo ela. Parece Doutora em relacionamento. Dos outros. Os dela, até pela quantidade, puxa, deveriam ter dado certo, ao menos, um, ou dois.
E eu me lembrei da Teca também, que tem todo o acabamento de quem é de Direita, mas é comunista, pelo menos diz isso.
Quando ainda estava conhecendo a Acácia, encontramo-nos no Galvez, um bar que havia na Major Gabriel com a Ipixuna. Estava vazio, nós estávamos à mesa do lado do prédio, conversando, sem ligar para convenções e outras coisas, que não dissessem respeito à conversa em si, quando chegou a Teca, esbaforida e já separando tudo.
- Acácia, tu és noiva!
E deu um discurso. Eu fiquei com vergonha. Só porque a Acácia estava com as pernas por cima das minhas coxas. Se isso não é coisa de freira de colégio das irmãs enclausuradas. Depois se formou em Agronomia e foi ser professora de Sociologia. Mas até aí, eu entendo, como uma questão pessoal, coisa que para comunista, fica complicado se pensar só em si. Muita gente entra na universidade, não por vocação, mas por ter tido mais créditos. Fulano optou como primeira opção, para Engenharia e como segunda, para Matemática, não conseguiu Engenharia, mas tem mais pontos do que a Raimunda que quer estudar Matemática, tem vocação, então quem escolheu como segunda opção, o que eu sou contra, é que entra, mas o interesse era outro, acaba atrapalhando os outros, acaba fazendo um curso que não tem nada a ver, só para não dizer que não entrou na universidade e são esses profissionais que quando são graduados, vão procurar entrar na seara dos outros, nunca atuam na sua área de conhecimento, o Levy é engenheiro eletricista, mas atua como economista, se um dia pedirem para ele fazer um projeto elétrico, nem que de uma casa de boneca, é bem capaz de dar curto-circuito, não era bem aquilo que queria, vai ver que optou por Engenharia Civil, foi levando a Elétrica, quando pode, foi se formar no M.I.T., com uma pós-graduação em outra área sem conhecimento do todo, mas é nos EUA, mesmo que tenha uma visão curta, fala-se tanto em democracia, mas as escolas inclusive de ensino superior, só dão uma visão de mundo, a deles e pronto, acaba Ministro, para nos levar de novo para o FMI, quando a Europa que se fodeu, com um monte de entreguista sem vergonha, está voltando a requerer sua dignidade, sua soberania, o Brasil quer regredir com gente safada. Típica ação neoliberal.
Mas o pior de tudo, é que a Teca aprendeu um estereótipo da comunista que odeia todo mundo, parece que tem TPM 366 dias por ano, até nos não bissextos. Imagina. Já olha para a pessoa, parece querer fuzilar com os olhos. Justamente por não saber a teoria como devia, só fazer o tipo, a “comunista revoltada”.
E assim vamos levando. A filosofia das coisas, ninguém liga, todo mundo quer fazer pose. Ainda bem que chegou o pau de selfie. Feito para nossas condições climáticas. Todo mundo fazendo pose, calando, depois quer saber porque tanta violência, tanta falcatrua, tanta gente despreparada. E eu acredito em Papai Noel!
E a naturalidade no Amazonas? Estás de sacanagem? Natural, nem mais o guaraná, nem mesmo a lenda do boto que quem não conhece, já desvirtuou, dizendo que é o boto vermelho que o pilantra do Jacques Cousteau, quando esteve fuçando por aqui, chamou de boto cor de rosa e até caboco do beiradão, só chamar de cor de rosa. Só se for a cabecinha!!!

De certa maneira, quem se mantém calado, conivente, tem vencido, mas a que preço e até quando vão nos dar subsídios para sermos incompetentes?

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OBSERVADORES DE PLANTÃO