27
de setembro de 2015
Existe uma crise? Sempre, ainda mais
depois do Estado, da sociedade de classes. Uma crise constante, arrivista.
Arrivista para quem talvez não saiba,
é aquele tipo que pratica tudo o que tem de ser feito, de passar por cima de
tudo, não se importando com as consequências, desde que atinja os objetivos.
A crise de hoje, vem sendo maturada
desde muito.
Depois do Movimento Hippie que
era de contestação às normas quase aristocráticas ainda, de uma sociedade que
falava muito em amor de Deus, mas fazia guerras e matava muitos, para manter o
nível de riqueza de poucos, mais um tanto o quanto pueril. Veio o Movimento Punk que
já tinha uma conotação mais política e de classe, mas se perdeu com
estereótipos, ao invés de refinar a filosofia. Então para combater tanta
crítica ao Capitalismo, em plena Guerra Fria, veio o que se chamou de Yuppie,
uma juventude que tinha de se alinhar ao pensamento de ter, de ostentar, de
combater “àqueles pobretões”.
Justamente quando se colocava o
Neoliberalismo como pensamento de combate ao Socialismo, mas o Socialismo da
então URSS já desvirtuado e muito mais com as características de opressão de
classe.
Depois da queda do Muro de Berlim,
veio a hegemonia dos EUA à frente da ideologia capitalista. Falava-se muito, como
se fala muito em liberdades, mas os EUA lideravam todas as ditaduras através do
mundo, inclusive a Ditadura Chilena que foi para servir de laboratório ao
Neoliberalismo de Milton Friedman.
Crise, crise, crise e mais crise, o
ciclo capitalista de consumo, recessão, quebras e períodos de reconstrução, mas
com um diferencial de não se deixar perceber. Gritaram que acabaram o Comunismo
e implantaram o consumismo.
Quanto mais se busca o consumo pelo
consumo, perde-se no pensamento do que acontece à volta. A alienação completa
do que seus atos interferem nas consequências.
Mas consequência? Tem-se de viver o
aqui e o agora. Sim, pessoas que se dizem religiosas, pensam assim. Nem eu que
sou ateu, sou mais consequente. Eles não acreditam na vida depois da morte, na
vida eterna? Então como viver o aqui e agora, sem atentar aos princípios que
dizem, levar ao Céu, ao Edén, ao Nosso Lar, ao que seja depois?
Quando eu era jovem, o mote era ter
“seu primeiro milhão de dólar antes dos 30”. Muita gente que eu conheço, muita
gente próxima, sempre se portanto como cachorrinho de estimação, embarcando em
qualquer barca furada, só para não ir contra a corrente, entrou nessa, mesmo
que alguns, hoje, digam que nunca correram atrás de serem riquíssimos. Outra
característica de gente assim, não assumir suas cagadas.
Era gente entrando em Pirâmide, na
AmWay, em maracutaias e negociatas que fossem, na intenção de ficar rico, rico,
rico, num piscar de olhos. E pior, detratando discussões mais profundas, sobre
esse espírito arrivista safado e quase marginal. Quem discute até onde se tem
de ter limites, é visto como atrasado, como pessoa sem espírito vencedor.
Valia tudo, tanto que era comum os
pais incentivarem os filhos a não terem caráter. O caráter atrapalha a busca
pelo ter, assim como discutir Sociologia, Filosofia, essas “baboseiras” que só
atrapalham a entrada no “mercado”, esse ser quase sobrenatural, tão falado, mas
pouco conhecido realmente. Tempo é dinheiro, dito à exaustão, como uma verdade
absoluta. Todo mundo tem pressa. Nem que seja pressa em morrer e nos matar a
todos. Quem não se adequar ao modelo capitalista, está no ostracismo. Mesmo que
o cara seja uma besta quadrada, tem de repetir palavras prontas, mesmo sem se
dar conta o que significa. Tempo é dinheiro. Ponto de inflexão. Mudar
paradigmas. Lei de mercado. Estado-mínimo. Enxugar a máquina...
O cara vai ler DERRUBANDO MITOS; 23
COISAS QUE NÃO NOS FALARAM SOBRE O CAPITALISMO; PRIMEIRO COMO TRAGÉDIA, DEPOIS
COMO FARSA; O NASCIMENTO DAS FÁBRICAS, O CAPITAL NO SÉCULO XXI etc. e se vê que
na verdade, são uns lesos que são feitos só para repetir, como gravadores, ou
papagaios bem treinados.
Nada bate com o discurso oficial, mas
as escolas fazem questão de jogar à frente, para passarem a imagem de
“antenadas” com os novos tempos. Contratam professores que pouco leem,
pouco pensam, feitos exatamente para replicarem o que lhes foi dito. Como diz o
INTELIGÊNCIA MULTIFOCAL, quem não esteve em contextos, onde se prima pela
democracia de ideias, tende a repetir as ideias que lhes passaram como ensino,
como verdades absolutas e de forma sectária, não permitem que outros pensem
diferente.
O Massachusets Institute o’
Technology, inventou outra coisa que interfere no caráter das pessoas, quando
deveria formar cidadãos. O cara estudar uma área e atuar em outra. Quem não tem
caráter, é assim mesmo, faz a maior média dizendo que ama isso, depois se mete
naquilo, jura que ama e ama e ama, só não se sabe realmente o que esses tipos
assim, amam de verdade, senão o desejo de obter seus interesses, acima de tudo.
O cara é preguiçoso, vai fazer um
curso bem fácil, depois, sai se arvorando a ser capaz, na Escola da Vida,
repetindo cagada encima de cagada, mas se achando o tal. Mesmo por que, imagem
é tudo. A roupa faz o homem, a maquiagem faz a mulher. Se o cara for da pior
espécie, mas fizer uma imagem de si, da melhor qualidade, pronto, vira cidadão
de bem.
Aí vieram as “falcudades”, onde o
objetivo não é criar nem pensadores, muito menos profissionais, mas clientes e
exageraram no mau caratismo de seus egressos. Ninguém aprende nada, mas sai com
um discurso sempre agradável à audiência. Isso é deformar caráter, mas esse
pessoal nem se toca para isso. Quem não tem consciência, não pode ter crise de
consciência.
Então aqueles que tanto lutaram pelo
seu “primeiro milhão”, são os pais de hoje, na grande maioria, recalcados por
não conseguirem, nem seu primeiro quinhão de reais, mas ainda pensando que ser
rico é possível a todos, é só um jeitinho que ainda não conseguiram aprender.
Aprimoram a alma arrivista nos filhos, vale tudo, passem por cima de tudo e de
todos, não liguem para essas bobagens de ficar pensando muito etc. Resolvam
seus problemas mais mesquinhos que os outros se lasquem. No máximo, usar a
filantropia, para se mostrar pessoa preocupada com a miséria humana. Sigam o
que disse Calvino, ser avaro não é mais pecado, Deus mudou de ideia, desde que
se enriqueça, mas se reserve algum para os miseráveis que se tornaram por sua
prática de amealhar tudo sozinho e só para si.
Ou seja, é pilantra de todo lado,
fazendo crer que tudo é possível, desde que se atinja o objetivo final. Como
dizem, os meios justificam os fins, que muitos juram que leram n’ O Príncipe de
Maquiavel. Eu li, mas não vi isso.
E o que fazem esses recalcados que
ainda pensam em enriquecer, mas agora, nas abas dos filhos bem situados?
Colocam os filhos nas escolas, não é para educarem as crianças, mas para elas
aprenderem a ser tão mais mau caráter do que seus pais. Tanta gente formando,
sem capacidade alguma, sem nada a acrescentar, mas com títulos.
Depois, colocam os filhos nas
“falcudades”, onde aprimoram o espírito arrivista. Sabem que não vão aprender
nada, mas pelo menos vão aprender a ser inescrupulosos. Palmas aos pais. Que
filhos legam ao mundo e depois não sabem de onde vem tanta violência, tanta
corrupção, tanta bandidagem. Quer que eu explique mesmo? Não vou magoar
suscetibilidades?
O cara se inscreve numa corrida, os
pais orientam logo, como pegar atalhos, como enganar os outros competidores e
chegar na primeira e subir ao podium, agradecendo a Deus ao Diabo a
quatro.
Sempre digo que as matérias de
Direito que tive tanto em Economia, quanto em Administração, a maioria dos
professores ensinava como fraudar as leis, do que ensinar as leis em si. Era
incrível, com o discurso de que.
- Na realidade, as coisas não
acontecem assim.
Lógico que não, quando se ensina a
ser marginal, com pose de autoridade, como o mundo pode ser melhor?
Quando fui professor universitário, o
maior problema em classe, era da turma que era matriculada em Administração,
mas queria estudar Direito. Inclusive minhas “admiradoras” que queriam que eu
fosse ao BBAmazonas, uma atividade extracurricular de beber e de tirar as
calcinhas delas, com a boca. Mas faz parte do aprendizado de ser arrivista.
Usa-se o sexo para ter notas, mas depois não se chama a isso, de prostituição,
é apenas esperteza. E profissionais desses, quando se avizinham de algum
problema, apelam para tudo, inclusive o sexo de novo, para se darem bem. E como
concorrer com gente que aprende a dar golpes, a dar pernadas nos outros, a usar
a bajulação como método profissional, apelando apenas à própria capacidade?
Como confiar que essa gente que não resolve problema algum, só aumenta os
problemas existentes, pode ser capaz de trazer contribuição às áreas onde atua?
Ou seja, virou moda o cara não ter
capacidade para passar no vestibular, ENEM, seja como for, ao invés de estudar
mais um pouco, entra num curso que não tem nada a ver com o que deseja, como o
pessoal que entrou de Segunda Opção que eu acho uma imoralidade, faz com que
quem queira o curso, perca a vaga para quem só está dando pinta e se usa o
curso para servir de escada, para depois galgar postos que não têm nada a ver
com o que aprenderam. Hoje, nem Segunda Opção, os filhos dos Yuppies, ou dos
crédulos que ficariam ricos, já vão direto para uma “falcudade”. Não têm
dinheiro,ao invés de ir ao curso que desejam, fazem qualquer bosta, depois, aí
se tem um monte de gente incompetente, numa área onde não tem nada a ver, dando
até conselhos sobre o que só faz merda.
Eu perguntei a muitos estudantes, por
que eles eram tão apáticos e até sem vontade de estudar numa área que eu achei
instigante.
- Professor, na verdade nós queremos
estudar Direito, mas não temos dinheiro, entramos em Administração.
Atrapalham quem quer estudar e pior,
reclamam na Coordenação de Curso que o professor é muito rigoroso. Na verdade,
querem professores que assinem em branco, passem todo mundo, sejam vistos como
“bacanas” e não se responsabilizem em colocar no mercado, gente completamente
despreparada.
- Professor, o senhor tem de ver que
nossos alunos não passaram na Federal!
Quando eu pensava que por ser
particular, uma empresa, o interesse fosse para ser vista como especializada,
com um nome a zelar.
Ninguém zela pelo nome, quando se
pode fazer discurso bonito. Pais que se valeram de tudo para se darem bem, mães
que usam inclusive o sexo, para atingirem suas metas, têm moral para ensinarem
aos filhos, o que é ter caráter, princípios, ou vergonha?
Diz na Administração que quando se
coloca alguém incapacitado em um cargo, ele procura se assessorar de mais
incompetentes ainda. Imagina isso nas famílias. Esses pais se não vão fazer
seus filhos, cada vez mais arrivistas, longe da discussão filosófica.
[...]
Existem muitos exemplos de pura alma
arrivista, muito próximos de nós e bem atuais.
Dia desses, o Secretário Estadual
Perpétuo de Cultura do Amazonas, fez um artigo no Jornal se elogiando pela
Orquestra, pelos Cursos, pela Ballet, pelos Festivais. Ele é
formado em Direito, como sempre repito. O Direito é a única área de
conhecimento acadêmico, onde se entra só para decorar. Ninguém no Direito é
dado a pensar. Qualquer jumento sabendo ler e escrever e inventar discursos
enganadores, pode muito bem ser graduado em Direito. Ele se elogiou tanto, ele
se acha tanto, mas falta muito com o caráter. Não citou nem ao menos em breves
palavras, o Maestro Julio Medaglia que esse sim, foi quem organizou tudo, quem
planejou inclusive os concursos internacionais para os músicos estrangeiros,
principalmente no Leste Europeu, que fez todo o arcabouço de tudo, até se danar
com o Governador Amazonino que tudo o que faz, é sempre na intenção de tirar o seu.
Tanto arrivista, quanto advogado. Imagina!
Mas o Direito tem muito disso, de
formar pessoal muito arrivista que passa por cima de tudo e de todos, conforme
suas conveniências. Não é nem só cá, nem só lá, mas é uma concepção espraiada
em todos os cursos. Caráter zero, o que vale é o cara se dar bem.
Não interessa se o réu matou,
estuprou, roubou, o advogado “bom”, é aquele que inventa um álibi e melhor
ainda, o que se mancomuna com o magistrado, para vencer a causa. Imagina como
não é o caráter de gente assim? O que vale, é ganhar, nem que se coloque na
rua, gente que se saiba vai causar muitos danos.
O egresso do Direito, que só tem de
decorar Códigos, tem a cara de pau de ser “professor” de Português, de
Filosofia, de Historia, até de Matemática, só sendo afeito à decoreba. E
depois, acha que marginal, que gente que faz mal à sociedade, é só o outro.
Outro espírito arrivista muito
próximo é o que está fazendo o Papa Chico. A “Santa” Igreja foi dirigida por
uma horda de nazistas de carteirinha, João Paulo II, Marcinkus, Madre Teresa de
Calcutá, Ratizinger e um monte de palhaços e pilantras, por um longo período.
Esqueceu-se do lado espiritual dos seguidores e só tratavam de combater o
Comunismo – o que eles achavam ser Comunismo – e levar o Neoliberalismo para o
mundo inteiro, aliados a grupos ultrapassados e fora da lei, como a Máfia e a
Maçonaria.
A “Santa” Igreja voltou a ser um
lugar só para os ricos e poderosos, o assassino, nazista, ditador, ladrão João
Paulo II, alijou todos aqueles de movimentos eclesiais de base, para dar valor
aos tipos, como os Folcolares, ligados à riqueza e “santos” ligados à tudo o
que não presta, como o criador do Opus Dei que na verdade era drogado e fazia
orgias com garotos contratados só para enrabá-los. Virou Santo José Maria.
A “Santa” perdeu seguidores, tanto
para os neopentecostais, quanto para o Islamismo, por ter se colocado de novo,
longe das pessoas e agora, tem sentido a baixa em suas fileiras. O que fez o
Mario Bergoglio? Adotou logo o nome de Francisco, pois foi Francisco de Assis,
Clara, ou Clarice e Benedito que quando a “Santa” Igreja perdeu seguidores, na
Antiguidade, eles chamaram de volta, com uma igreja mais humilde que aceitava
os excluídos. A Igreja nesse tempo era voltada só aos aristocratas, que
sentavam à frente, enquanto os pobres ficavam em pé, lá atrás e por isso,
quando surgiram outros movimentos religiosos e cristãos, foi perdendo seus
fiadores. Agora, o Papa Chico tenta fazer o mesmo, chamando de volta aqueles
que se sentiram desprezados por uma igreja neoliberal, nazifascista e
segregacionista. Mas, desta vez, como disse o Coronel Senador Jarbas Passarinho
que se fodam os escrúpulos. O que está fazendo a “Santa” Igreja, para
reconquistar suas lebres, ou cordeiros, ou jumentos, sei lá que bicho é esse?
Passando por cima dos dogmas que sempre disse que era a Palavra e vale tudo.
Aborto? Está valendo.
Homossexualismo? Está valendo.
Divórcio? Está valendo.
Gula? Está valendo.
Luxúria? Está valendo.
Ira? Está valendo.
Vale tudo para chamar os cordeiros de
volta à Casa de Deus.
Agora eu pergunto como o cara diz
crer em Deus e não acredita que Jesus tenha andado na água. Crê em Deus, mas se
utiliza do divórcio. Crê em Deus, mas faz sexo anal, chupa, pega nos peitos,
perde a virgindade antes de casar, faz sexo que não seja para procriar, essa
putaria toda que está na Bíblia e diz bem que é contra os princípios do Todo
Poderoso? Ou será que religião hoje, é um lugar onde todo mundo dá pinta, para
levar vantagem pessoal? O que tem de gente que jura que é religioso, mas não
está a fim de seguir dos dogmas, de maneira alguma. Então para o que serve essa
religião, senão para dar vazão ao fantasma arrivista? Usa-se até o nome de D’
us, para atingir o que se estipulou conseguir de qualquer maneira.
- O Papa é bonzinho, né?
- Como todo arrivista, como todo
vigarista, como todo mau caráter, fodam-se os escrúpulos, se todo mundo diz que
fazer justiça com as próprias mãos, é a moda, o Papa é a favor, se caçar onça é
moda, essa gente se diz a favor, nunca é contra o “senso-comum”, ao pensamento
disseminado de momento, a não ser, o que vai contra seus interesses.
É por isso que o hedonismo virou até
um novo dogma. Cada um faz seu Deus, como bem quiser. Deus fez Sodoma e Gomorra
mas foi antigamente, como se Deus, como se a Palavra fosse temporal, como se
tivesse prazo de validade e como se D’ us não fosse oniciente, o Alfa e o
Ômega, o Todo Poderoso.
- Venha irmão.
- Mas eu dou o cu.
- Não tem problema, Deus perdoa.
- Mas não perdoou meus antepassados
que transformou em estátua de sal.
- Isso, antigamente, agora Deus é
gente fina, vive em show de transformista, não liga mais para isso.
- Mas eu pratico a luxúria.
- Tolice. Deus até estimula.
- Mas foi o que derrubou Salomão.
- Antigamente, agora, o Messias já
vem num Rolls Royce, com ouro no pescoço e falando que só há salvação se
amealhar riquezas.
Isso é arrivista e por isso mesmo,
forma caráter cada vez mais dissimulado, mais aético no mundo inteiro.
E por fim, mais uma vez, o arrivismo
capitalista, o da imagem do “mercado”, do empresário ser bom, competente,
ético, isso tudo que o DERRUBANDO MITOS diz ser muito comum, ainda mais nessas
revistas de jornalistas que são incompetentes em suas áreas e se metem a
“entender” de Economia, Finanças, Administração e até sexo, divulgam como
grandes nomes, porque os tipos que servem de exemplo, têm dinheiro e poder e O
NASCIMENTO DAS FÁBRICAS também diz que era comum se ver o nobre, com as
melhores características de caráter, aconteceu na Volkswagen, com a crise de
mau caratismo, de maquiar o nível de poluição de seus veículos à diesel.
É o que se ensina nas “falcudades”?
Os estudantes a serem ricos, a perseguirem a riqueza de qualquer maneira, sem
ao menos questionarem o que acontece a sua volta.
Houve um tempo em que todo estudante
nas “falcudades” tinha de fazer sua ONG, mesmo sendo não-governamental, para mamar
nas tetas do estado. Agora, todo mundo tem de ser empreendedor, mesmo que se
diga que empreendedorismo, é política de país subdesenvolvido, para resolver
problema pessoal que não diz nada no cômputo geral da economia, da renda
nacional, do PIB, de nada, é só uma questão de resolver seu problema e o resto
que se foda. Eles se dando bem, o resto que se cuide.
Por isso que nada do que acontece, é
visto como o que é. Em tudo se mente. A Andressa Urach se vale do termo de puta
para se promover, mas se alguém a chama de puta, ela faz aquela média de se
sentir mal. É que ninguém a chamou para um novo programa muito bem remunerado,
ainda, não acredito em puta virar santa de repente, assassino virar carola,
ladrão virar gente fina só por ter dado o testemunho. Nem se desse o boga, nem
assim acreditaria em mudança tão radical.. Ela diz que foi puta, porque era
pobre. Dona Therezinha diz que mais pobre do que ela, não era e nem por isso se
valeu desse expediente de se dar bem de qualquer maneira e imediatamente. Mas o
Bispo que tem uma igreja onde vale tudo, inclusive colocar programação na TV
que lhes pertence, com conotação sexual, violento, tudo e depois vir pregar nos
programas específicos que Deus é contra tudo o que explora, em busca de pontos
na audiência.
Eu sou pobre, não vou dar o toba, nem
se o Diabo torcer o rabo. Tem graça? Se isso justifica, tem quem seja pobre e
por isso pode matar, ou roubar, e não se discute, só se dá um like de
coitadinha. Uns discursos que também não têm relação alguma com a realidade,
mas é tanta gente dando desculpas para tudo.
Onde vamos e queremos parar, com essa
gente arrivista, dando desculpas para sua falta de caráter e pior, passando às
gerações futuras, toda essa prática de se enganar, de enganar os outros e
depois querer reescrever sua história?
Pais arrivistas, mães arrivistas,
todo um discurso arrivista de se dê bem de qualquer maneira e quem vai limpar a
merda que deixam pelo caminho?
O cara faz tudo o que é pilantragem,
entra em escolas que sabe são tão eficazes, quanto xarope de urtiga para
caganeira, depois quer que os outros tenham pena e ao invés de se consertar,
quer continuar na mesma sina, posando de santo e com discursos cada vez mais
falsos e ineficientes.
O estilo arrivista, ou nos leva ao
fim, ou saímos disso e passamos a um estilo com mais conteúdo, sem tanto
discurso vazio.
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