20 de setembro de 2015
Mario de Andrade sintetizou o caráter do
brasileiro, em uma figura totalmente sem caráter, chamada Macunaíma.
Ele mesmo pegou um mito de Roraima, do Norte,
quando em missão federal, chamado Macunaima e sem dar crédito, até transformou
o nome, para parecer concepção sua.
Mas aquele maucaratismo de Macunaíma parece
estar grassando hoje, entre os brasileiros, não a aqueles deserdados de
fortunas, ou de títulos escolares, como o ídolo antigo, muito pelo contrários,
pessoas que parecem estar se especializando, não em suas profissões, mas em discursos
e atitudes inescrupulosas. O que falta de caráter é vergonhoso.
Quem Diria que o Senador Zé Serra, aquele
Presidente da UNE em 1964, AP até morrer, que teve um livro escrito todo sobre
suas maracutaias não investigadas, envolvendo a filha, um espanhol casado com
uma prima e uma horda de piratas, recentemente, tivesse coragem, ou audácia de
lutar contra a corrupção. Dos outros?
O Sinistro Gilmar Mendes, aquele que até a
pouco, era o único a não ter seus títulos em seu perfil no STF que foi indicado
pelo Fernando Henrique para dar habeas-corpus, até aos domingos, quase madrugada,
para o Banqueiro do PSDB, fizesse do Judiciário, palanque político eleitoral?
E o Senador Aluízio Nunes que tem a cara que
o Lombrosio, já mandaria para a câmara de gás, abismado com a roubalheira. Dos
outros. Por que até hoje, a crise hídrica e a questão dos trens, parece que nem
aconteceram e ele era Vice-Governador de São Paulo. Ou não?
E a Pastora Vereadora de Manaus que foi tudo
o que se abomina na família cristã e hoje, é quase a imagem da Virgem Maria que
os evangélicos não idolatram, que só faz proposta para o “povo evangélico”,
como se fosse constitucional, inclusive querendo punir quem fale mal de Cristo
e do Cristianismo, como se tivéssemos voltado à Inquisição, achando-se
perseguida por ser mulher, ou evangélica. Não, quem persegue é ela, como muitas
agremiações neopentecostais, mas foi eleita, não para fazer média com os “irmãos”,
mas para legislar para todos, o coletivo. Ninguém a persegue, ela que quer usar
esse artifício, para parecer aos “irmãos” que é combativa e por isso é
coitadinha. Quem fez o que fez na vida pregressa, tem algum estofo moral, seja
por que motivo, para querer colocar a todos, inclusive quem não professa
nenhuma religião, na Idade Média?
E o Jornal A Crítica que virou a voz de
oposição ao Governo Federal que até na página de Esportes, um dos articulistas,
só não fala de esportes. Até a “mobilidade urbana”, “até a infraestrutura das
cidades”, “até as questões de Primeiro e Segundo Graus do Ensino, são
contabilizados para a União”. Ou é má-fé, ou é ignorância mesmo. A Constituição
é fina, dá para ler num fôlego. Lá tem que as questões básicas, foram
municipalizadas. Mas como é a voz do PSDB, não iria constatar que o Prefeito de
Manaus se tornou falacioso, muita saliva e pouca realização. O rapaz do
Esporte, em breve vai ser deslocado para a Editoria Econômica, Administrativa e
Financeira. Como conhece esses saberes. Estudou na Escola Eu Acho. Com a Miriam
Leitão e o João Dândi Junior.
O Jornal O Globo, A Folha de São Paulo, O
Estado de São Paulo, o Valor Econômico, representantes da grande media nacional, reduziram o número de
funcionários das redações, não por causa da crise, mas para colocar esses
meninos novos das “falcudades” e tirar o pessoal que não corrobora com o ideal
de dar mais um golpe de estado, capitaneado pelos jornalões nacionais. Se tudo
criticam, porque não abrem espaço para ao menos discutirem isso?
Quanto à Copa do Mundo e às Olimpíadas. Um
prato cheio para mau caráter. Começa alegando os gastos. Não chegou a 1% do
PIB, o PIBinho. Mas quando interessa, fala-se em estatística, quando não, em
números cheios. Mas o maucaratismo não é só isso. Quando anunciaram que o
Brasil sediaria tais competições, eu fui contra, justamente por saber que
setores no Brasil, bem delineados, são módicos em serem liderados por
verdadeiros marginais, contra nós. Transportes – ônibus urbanos,
intermunicipais e interestaduais, cargas -, usinas de engenhos, agronegócios e
a construção civil, parecem covis de grupos de maus elementos, não é de hoje.
Já alertava, há muito tempo que iria dar problema e já dizia que o mundo em
crise, a FIFA e o COI, exigindo projetos megalômanos, o que o Canadá tirou seu
nome da disputa para sediar um desses jogos, justamente por isso, mas, muitos,
como o rapaz da coluna de Esporte, comemoraram, quando o Nuzmann, sabidamente
uma pessoa que no Volley, teve atrito com a Jaqueline, por causa de suas
gestões que são quase abortos financeiros, o Gesta e o pessoal da CBF se
abraçavam, choravam, aquele festival de pieguice político-esportiva. Agora,
esse mesmo pessoal, muitos foram às ruas, soltar rojões, coloca a decisão de
trazer tais eventos, como um crime. Por que o mesmo jornal, ligado à Família do
Presidente da Federação Amazonense de Futebol, não fala nada, não faz uma
matéria, sobre o Futebol Amazonense, dirigido por mais de 20 anos, pela mesma
pessoa, mesmo quando é Prefeito no Interior, distante milhas, não larga o osso e
a cada ano, o futebol, dito profissional, perdendo até para competições como o
Peladão, ou a Copa Rede Amazônica de Futsal?
Por que, quando se fala exasperadamente
contra a corrupção, como se só hoje, só a Esquerda a praticasse, ainda se
exaltam figurões que ainda usam a artimanha do Quem Indica, para colocar gente
incapacitada em cargos de destaque? Não é corrupção, é o quê?
Como explicar que as manifestações dos
perdedores começou por causa da política econômica de distribuir rendas e hoje,
quando o Brasil “neoliberalizou” de novo, continuem com o ódio contra o
Governo? Ou é falta de conhecimento, ou
por que seus manipuladores ainda não perceberam que o Brasil mudou, voltou-se à
política de favorecer as classes abastadas e em pouquíssimo tempo, com um
engenheiro eletricista à frente da Fazenda, o Brasil está em choque e entrar em
curto-circuito, ou melhor, vai fechar circuito?
Se Mario de Andrade ressuscitasse no Brasil
de hoje, reescreveria Macunaíma, ou Macunaima, como for. Seria o X-Camaleão.
Dependendo do ambiente, muda de cor, de religião, de pensamento, até esquece
quem foi no passado, como se posicionou, ou seja, camufla até o próprio
caráter, a própria postura diante da vida. Engole cobra a jura que só come
perereca.
O que esperar de um país, com gente que deveria
ser elite, assim, em profusão? Diga Mario, é preciso fazer uma Semana
Pós-Moderna? Mas o que nos falta, não é
mudar a nomenclatura, isso se faz todo dia, falta conhecimento e,
principalmente, coragem de assumir seus erros, suas convicções, seu caráter. E
isso, setores econômicos nacionais, nunca tiveram coragem de se assumir, nem
sexualmente.
Puxa, a Xuxa, dia desses, respondendo na rede
social, não disse que comportamentos como da pessoa, é que denigrem o caráter
da Família Brasileira, do respeito à condição feminina? Xuxa, aquela dos filmes
pornôs, das revistas masculinas, dos “namoros” quando modelete, tudo rosa, a
que não se importava com nada que pudesse ser imoral, porque em casa, a família
toda andava nua e não tinha esses “preconceitos”, ou “pudores”?
Mudei eu, essa gente que pintou e bordou,
agora quer reescrever sua história de vida, ou o Brasil que é pródigo em imitar
o que vem de fora, virou um grande The Walking Dead? Coisa arcaica, superada,
nestes tempos, ressurgindo como zumbis das catacumbas?
Os tais “apolíticos” , finalmente se
revelaram, sentindo-se amparados pela histeria dos perdedores, mas se nada der
certo, como querem, não vão dizer que foram políticos em seus discursos
reacionários e cheios de ódio. Até quando? Até quando se prega uma coisa e
quando se responsabiliza, todo mundo tira o... da reta, mas espera que o brasileiro,
os outros, sejam cheios de virtude?
O Russell que morreu há tempos, dizia que as
classes abastadas e as pessoas que se sentem superioras a todos, exigiam leis
rígidas e duras, com punições exemplares. Para os outros. Quando se ia
penalizá-las, elas diziam que não eram do povo, sempre se isentavam, de cumprir
as mesmas leis que pediam contra os outros. Não é a cara desse pessoal que está
pedindo o golpe? Que sempre se valeu do “jeitinho”, dos “arranjos para chegar
onde estão”?
Má cu na rima!
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