24 de setembro de 2015
Amigas, estava longe por um longo período,
mas, voltei.
Hoje, quando se fala tanto em crise, como
um mantra, vamos ensinar a não passar fome.
Uma receita de nossos ancestrais
autóctones. Tapioquinha, da macaxeira, mandioca, aipim, aipi, aquele tubérculo
muito nosso que virou até símbolo do falo. Talvez, porque a macaxeira tenha de
se plantar fundo, num buraco de pouco espaço. Quem gosta muito de plantar
mandioca no fundo, é cantor que canta música piegas. No palco, dizem que amam
as mulheres, mas no reservado, adoram que plantem a macaxeira, fundo. Não
acredita em homem piegas. É enrustido e não tem coragem de soltar a franga em
público.
Amiga, eu estou de saco cheio de tanta
crise. Na Ditadura, no Governo Sarney, até no Fernando Henrique, não se falava
tanto em crise, apesar de desemprego, inflação, dívida externa altíssimas e a
produção, lá no subsolo. Menina, é propaganda, é telejornal, até missa, tem de
se falar em crise. Crise comparada à Era dos Governos Populares que começou em
2003, antes disso, não era crise, mas, o caos. Eu nunca estudei Economia, como
a Miriam Leitão, mas menina, crise com os setores supérfluos em alta? Não foi
assim que me ensinaram. Mais vai ver que a Miriam Leitão, o João Dândi Junior,
a Cristina Lobo, o Silvio Santos, sabem mais do que eu que cozinho gostoso. O
problema é que estão cobrando as grandes empresas a pagarem seus débitos com o
Governo, aí inventaram crise. Uma mania de querer o estado-mínimo, mas achar
que o estado é uma mãe, só deles. Mas se tem crise, se essas empresas pagarem
seus débitos, vamos sair da crise e ainda ser do Primeiro Mundo, no dia
seguinte. Paguem caloteiros! Imagina a empresa do Plimplim, acostumada a
vantagens, desde a Ditadura, com um débito bilionário, se é honesta e paga, vai
fechar na hora, como fecharam a Excelsior, a Tupy, a Record, a Gazeta para ela
ser hegemônica. Foi na Ditadura, talvez por isso, toca tanto pela volta do
estado do obscurantismo.
Mas vamos aos ingredientes da tapioquinha:
√Fécula de mandioca
√Sal
√Ovo
√Cupuaçu inteiro
√Açúcar
√Canela
√Sal
√Coco ralado
√Leite de coco
Imagina querida, o Skaf dizendo o que é
bom para o trabalhador. Eu acreditaria mais no M’bomgo N’kongo O’longo, antigo
capataz do Engenho do Pau Nokengo, até 1788.
Os impostos estão escorchantes? Só no
Brasil menina. A cobrança de impostos nos países nórdicos, nos EUA, na Alemanha
é tanta, que a taxação no Brasil, seria piada se comparassem, honestamente. Mas
por que se reclama tanto no Brasil? Deve ser o espírito infantil de gente que
quer sempre tudo de primeira, sem pagar nada. É como se esse povo todo não
tivesse saído da infância, onde se tem tudo, não se sabe de onde vem e não se
tem preocupação alguma, em planejar seus custos e suas economias.
O Skalf fugiu do Julgamento de Nuremberg.
O último daquela gente, ainda na ativa.
Mas vamos ao que interessa.
A farinha de tapioca, ou a fécula de
mandioca minha filha, hoje, está industrializada, mas antes, vinha suja. E se
isso acontecer, pega a farinha toda, coloca num recipiente com bastante água e
muda pelo menos por algumas vezes e quando a farinha já estiver branca, deixa
na água limpa, até o dia seguinte. E aí, coloca um pano limpo encima para secar
por completo.
Aí, quando a farinha puder ser utilizada,
seja industrializada, ou não, coloca uma quantidade boa numa peneira limpa, com
uma pá, ou uma colher, raspa até virar pó. Então mistura com sal a gosto, se
quiser, com Hondashi, orégano, ou se quiser doce, açúcar e canela, ou coco.
Mistura bem e numa frigideira seca e
quente, coloca uma quantidade suficiente para a farinha se compactar com o
calor. Quando as bordas começarem a subir, vira.
Eu, por exemplo, ensinei a Suelem, uma
empregada lá de casa a virar a tapioca, jogando para cima. Ela não sabia, como
sou uma mulher muito boazinha, peguei na mão, para ela aprender sem medo. É
fácil. Enquanto a tapioca não desgrudar da frigideira, ainda não está na hora
de virar. Ela virou que foi uma coisa de louco.
Se gostar da tapioca mole, vira logo,
senão, deixa por mais tempo. O lado oposto deve ficar por menos tempo na
frigideira.
Quando pronta, é colocar a manteiga,
enquanto está quentinha, a manteiga de garrafa, ou a canela e o açúcar, ou que
quiser.
Aí o Governo acredita na crise criada e
cria um programa onde a empresa demite e o governo paga por um ano, para o
trabalhador ser enganado. No ano que vem, quando o ciclo econômico vier a
melhorar, o consumo de bens duráveis voltar a ser uma febre, esses
trabalhadores não vão voltar de maneira alguma a seus empregos. Sabe por quê? Porque
ainda existe um estereótipo no Brasil, de que passou dos 30, já é velho e a
empresa quer “carne nova”. Aquele pessoal vai ficar realmente desempregado, o
dinheiro gasto, vai ser jogado fora, vão contratar muita gente das “falcudades”,
para baixar salários, moldar do jeito que quiserem, pois dizem que o
trabalhador com know-how, “tem vícios”
e aí sim, vamos voltar às crises que estávamos acostumados, até o Governo
Fernando Henrique. E é isso que esse pessoal quer. A volta do quanto mais passado,
melhor. Quem sabe, com o reacionarismo pegando até gente que antes foi de
vanguarda, se não nos mancarmos, vão implantar a Escravidão, com a união da
Extrema Direita, as Igrejas Neopentecostais e um pessoal semianalfabeto à frente
de muita coisa, que influenciam muitos.
E como acompanhamento da tapioquinha, ovo,
ou geleia, ou gelatina de cupuaçu.
Modo de preparar um ovo frito.
Menina do céu, eu ouvi dia desses, não sei
onde, quando, por que, nada, mas corroboro que hoje, todo mundo tem de saber a
cozinhar. Eu aprendi, desde os 12 anos. Sou uma mulher à frente do meu tempo. Não
tem mulher que queira ser profissional que não tenha de saber a cozinhar, não
tem homem que queira ser muito macho que também não tenham de aprender. Cozinhar
é essencial para todos. Hoje, ninguém pode ser dependente de nada, nem ninguém.
Então, como fritar um ovo.
Pega um ovo de galinha, ou de pato, ou de
peru, ou o ovo que quiser, se não tiver, pega o meu, quero dizer, do meu amado
Thevis, ele é um amor. Quebra o ovo, aí, esquece o ovo do Thevis e coloca em
uma frigideira. Se for de teflon, molha e coloca no fogo, é colocar o ovo e o sal
a gosto. Não precisa de óleo. Tira com uma espátula de silicone, para não ter
câncer sua besta. Se numa frigideira comum, uma colher de sopa de óleo, ou
azeite acima de 1% de acidez, para não ser cancerígeno também, ou manteiga, uma
colher, também. Quando começar a esquentar, coloca o ovo. O Thevis já tentou,
mas não passa. Por isso, chamam de apoio colhão. A coisa participa da festa,
fica toda animadinha, mas nunca entra.
Se gostar do centro mole, deixa por tempo
bastante, para a clara ficar dura, mas a gema mole. Se quiser a gema mais dura,
ou rega com o óleo, ou vira de lado. Eu me lembrei de todos os namorados da
Adriana Galisteu. Menina do céu, não tem um que não desconfiem, já percebeu? O
mais másculo, foi o Ayrton. Isto é Justus? Mas isso não vem ao caso.
Assim que o ovo estiver pronto, coloca na
tapioca e bom apetite. Fecha a tapioca e cai de boca.
Ou se quiser a tapioca doce, o acompanhamento
com cupuaçu que eu vou mostrar como fazer.
Maninha, sabe o caroço do cupuaçu? Dá uma
gelatina gostosa demais.
Pega uma panela, coloca água, quando estiver
em ebulição, coloca os caroços. Vai mexendo e acrescenta açúcar, até
caramelizar. Se quiser, acrescenta uma essência de qualquer coisa. Baunilha,
limão, damasco etc. Quando a gelatina se formar, tira do fogo e está pronto.
Não vai engolir o caroço, porque pode até entrar, mas a saída, dizem, é
dolorida. É para arrombar a boca do
canhão.
Quando começar a ficar mais consistente,
baixa o fogo sua estúpida, ou faz em banho-maria para não queimar.
A geleia do cupuaçu é mais fácil. Pega a polpa,
coloca numa vasilha, em fogo baixo, ou banho-maria e quando começar a ficar mais
quente acrescenta o açúcar. E vai mexendo, até a consistência que quiser, antes
de queimar. Deixa ficar morena, está no ponto.
Pronto, é só colocar sobre a tapioca e
comer.
Para acompanhar, uma limonada com hortelã
e mangarataia; um suco de laranja, com mangarataia, ou com cenoura, ou com
beterraba que deve ser cozida antes, para não ficar dura e deixar o seu gosto,
junto com a fruta; suco de tomate com sal, pimenta do reino, molho inglês e molho
de pimenta, o tradicional blood-mary,
mas se quiser, acrescenta uma dose de vodka; ou um suco verde, com sumo de
limão, alface, couve, mangarataia, também conhecida com gengibre, se quiser,
uma pimenta e água de coco. Tem quem adoce com açúcar mascavo, mas eu,
particularmente, acho que altera o gosto, fica o gosto de rapadura menina.
Nada de catchup, de maionese, molho inglês, mostarda, creme de leite, na
tapioquinha, isso é sacanagem, não é alimento. Essas coisas e mais chantilly, whisk irlandês, doce de leite
etc. se coloca na hora do bola-gato, traduzido do Inglês, ball-cat. Eu estou falando de tapioquinha, não esculhambem, como fizeram
com o cachorro-quente que colocam tanta coisa, batata frita, ervilhas,
cogumelos, queijo ralado alem desses molhos doidos, creme de leite etc., que já
estão chamando de coioite-morno.
Pronto, ninguém morre de fome na crise. E
se quiserem acabar a crise mesmo, é aumentar imposto direto para quem tem mais
e distribuir renda, elevar o poder de
compra da população, aumentar salários, diminuir a distância salarial entre o
maior e o menor salário e imputar quem demitir a partir de 5% do total de
trabalhadores, transformar insumos e commodities,
antes de exportar feito uma besta quadrada e por fim, ter um planejamento para
desenvolver o país, política a longo prazo, diferente de hoje que se faz
política econômica, pensando na eleição vindoura. Se o Japão, Coreia do Sul,
China, Índia conseguiram desenvolver, quando estavam atrás de nós e hoje, em
pouco tempo, já estão distantes, porque temos de ficar seguindo propostas que
já não deram certo e só favorecem a gente atrasada como o pessoal da FIESP e os
Neonazistas enrustidos?
Engula se puder. Tem gente querendo
aprender nas coxas. Isso se faz no puteiro, quando a puta nova ainda é virgem.
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