domingo, 16 de março de 2008

HOMEM OSGA NA ESCOLA

Nosso super-herói agora que tem se tornando conhecido internacionalmente, está adotando a nomenclatura de Gecko Man. E ele não é herói apenas contra a criminalidade das ruas. Ele atua em várias frentes e de preferência na frente dos outros. E nas horas vagas, vai dar com as crianças.
Não caro leitor, ele não faz parte da trupe do Vaticano. Ele vai dar aulas, para as crianças, é diferente.
E ele, como a trupe do Vaticano, está demonstrando às crianças boas maneiras e educação e civismo. Justamente quando entra num assunto polêmico, onde demonstra que o rego não é playground e foi feito apenas para duas coisas: Como cano de descarga, para despejar na atmosfera mais gás carbônico e o pior, gás metano caracterizado pelo mal cheiro. E para extravasar as cagadas da vida, depois de uma lauta feijoada, com joelho de porco e vatapá. De outra forma, o briôco, não tem serventia.
Atento, mas mostrando toda sua divergência ao balançar da cabeça, de repente, do meio da sala, uma mãozinha, delicada, com as unhas pintadas à la francesinha, com cremes por todos os poros, relaxada sobre o pulso, pede a palavra.
Pela primeira vez, uma mão pede a palavra. A mão que fala.
- Fessora, me explique uma coisa.
- Olhe, eu não sou professora. Sou apenas um amigo da escola. Um projeto Rede Globo e Fundação Roberto Elefante Marinho. Mas pode falar mana. Como é teu nome?
- Emanoel Augusto.
- Vixe, mas já, mana? Ai menino. Jesus! Quantos aninhos menina?
- Olha bruta, para isto não tem idade. A senhora devia saber que isto é uma coisa que vai fundo na gente.
- Eu sei louca. Eu só estava brincando. Mas qual o questionamento? Não vai me perguntar que bicho eu gostaria de ser se pudesse escolher renascer, né?
- Pra que perguntar se está na cara? Deixe de leseira, viu? Tá pensando que eu só uso a cabeça dos outros?
Vou perguntar, hein.
- Ai, pergunta logo. Que suspense. Já estou nervosa.
- Olha Homem Osga...
- Por favor, não me chame mais de Homem Osga. Agora eu sou internacional. Me chame de Gecko Man, ok baby?
- Já comeu quem? Vai dizer que já comeu o Homem Aranha, o Besouro Verde, e A Mosca? A gente te conhece!
- Não te mete no meio, pois se eu te meter no meio, não vais gostar.
De onde surgiu este?
- É o Mario César, um dos piores alunos da sala. Só senta no fundão.
- Ah, ele não senta só no fundão. Ele senta esse fundão também?
- Sei não.
- Tem todo o jeito. Mas continue Emanoel Augusto.
- Olha fessora, pra mim, tanto faz se o seu nome é em português, ou em inglês. O que importa é que você solta. É sãopaulino também.
Mas a minha pergunta é a seguinte. Todo santo dia, vem uma tia falando mal do ato de comer croquete sentando. De esconder a varinha mágica, mesmo não sendo o Mr. M. E quando a gente menos espera justamente esses que se colocam contrários à causa, são os que causam acusações assombrosas. Parece que só eles querem se colocar em posição contrária aos outros. Ao invés de brincarem com mangueira de bombeiro, eles ficam brincando com o escapamento de carrinho de autorama e a coisa fica feia. É um escândalo atrás do outro. Justamente, por ser atrás. Eu já estou ficando apavorada, com tanto abuso sexual contra criança. Será que as pessoas têm no sexo, apenas um ato mecânico de gozar e ir para casa, e usam o papo de custo/benefício, como desculpa?
- Olha menina, se usam como desculpa, eu não sei, mas o que mais se usa na cama, nestes tempos pós-modernos-contemporâneos-já-beirando-o-extemporâneo, é o outro instrumento.
- Qual mana?
- Tira a pá da culpa que vais saber.
Era esta a tua pergunta?
- Não. Eu estou abismado com o abuso contra as crianças, como se as pessoas não soubessem que dialogar na hora do sexo, também, dá um imenso prazer e preferissem procurar pessoas com níveis mentais, à sua altura. Então, procuram cafetinas que oferecem crianças, como programa sexual, para autoridades que decidem sobre vários assuntos relativos às nossas vidas.
Mas não é esta a minha questão. Eu faço questão de perguntar.
- Pergunta louca. Até parece que tu escreves novela da Globo. Deixa de suspense.
- Mana, o Papa, com aquela cara de donzela sem esperança, vive metendo o pau na gente. Quero dizer, nas pessoas que têm prazer nas costas. Aliás, pela condição dele, nunca meteu o pau.
- O que é isto menina?
- É. Ele não fez voto de castidade? Infere-se com isto que o aparelho frontal masculino dele, só sirva para fazer xixi.
- Ah sim. Continua.
- Nem todo mundo é o Hulk, nem o Homem de Ferro que são a própria ignorância em pessoa. Nós somos diferentes. Somos delicados. Né mesmo?
- Sim, sim. Mas pergunta logo.
- Aí, quando a gente lê as notícias internacionais, lá vêm notícias sobre a tropa do Papa que papa tudo o que é criancinha. Não é uma coisa assim meio dicotômica para quem prega a castidade?
- Vixe, mas que papo é este? Oh menino mais fresco. Eu não discuto sobre religião. Eu apenas sigo. Na frente. Sou devoto de São Sebastião, o Guerreiro. Aiiiii que tronco!
- Bem, resumindo meu questionamento, Gecko Man, você não acha que na verdade, as manas que pregam para não se mamar com a boquinha de macaco, na realidade, estão querendo tirar a concorrência do mercado?
- Égua, mas o que é isto? Não entendi bulhufas.
- Para ser bem explícito, como filme do Jabor no tempo da EMBRAFILME. Aliás, taí um homem de sorte. Até hoje é pago com muita grana, para viver de sacanagem.
Mas vamos ao que interessa. Você não acha que essas campanhas contra o
homossexualismo, nada mais são do que medo da concorrência?
- Égua do menino mais cabuloso. Que garotinho mais abestalhado. De onde surgiu isto? Olha bem pra minha cara e vê se eu tenho medo da concorrência? I am a super-hero baby. Acabou a aula por hoje. Eu me recuso a discutir assuntos pessoais.

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