domingo, 1 de junho de 2008

O POLÍTICAMENTE CORRETO

Existem coisas consideradas de bom alvitre, de bom senso que não deixam a discussão fluir e as coisas avançarem, ou pelo menos, só querem nos fazer regredir, nos princípios básicos.
O papo do corretamente político parece estratégia de nazista, para ninguém discutir nada e se ir empurrando goela abaixo tudo que se quer e ninguém se mexer. E empurram umas coisas que já se discutiu, rediscutiu e agora voltou de novo, mesmo já se sabendo que é fato consumado e totalmente equivocado.
Eu tenho a impressão de que os órgãos que nos representam, corretamente político, viraram todos, sociedades secretas, onde o que discutem, não extrapola do âmbito interno. São as universidades e organismos públicos de pesquisa que não se vê um trabalho de longo prazo de extensão e quando algo assim acontece, é um, ou são dois dias, com muita pompa e pouca eficácia. É o parlamento em todos os níveis, onde os “representantes” do povo discutem coisas que nos afetam diretamente, sem pelo menos, nos colocar a par de suas decisões, ou de seus argumentos. Fecham-se, discutem a CSS, o IPCS, o KCTex e parece que o cidadão, não existe. Só serve para pagar as contas. Até na ONU, onde os embaixadores, os representantes dos países são escolhidos conforme o gosto de quem governa, sem nenhuma prestação de contas aos compatriotas, não nos dizem nada do que discutem, do que decidem, do que nos afeta diretamente e assim, vão nos levando, vamos levando e por fim, quando vemos, estamos sendo cobrados do que nem sabíamos, estava sendo discutido. De leve, vão colocando suas idéias, sem que possamos discutir, argumentar, ou mesmo concordar. Vão colocando de mansinho que a gente nem sente. Quando menos espera, é aquele bafo quente no nuca, dizendo que a gente está na trolha de alguma maneira, mesmo sem ser consultado.
Será que o Nazi-Fascismo perdeu mesmo a Segunda Guerra? O Japão é a segunda economia de mercado do mundo, primeira do Oriente. Ainda reverencia a Família Real. A Alemanha é a maior economia da União Européia e vota no partido da Senhora Merkel. A Itália, um dos mercados mais proeminentes do mundo, vota no Senhor Berlusconi. O Vaticano, ainda um grande formador de opinião através do mundo, é governado pelo Papa Bento XVI, antes, pelo Karol. Nem precisa dizer nada, as fotos da juventude, Juventude Nazista, falam por si. A Espanha, uma nação que se reergueu e soube aproveitar o bloco da Europa, ainda está nas mãos da Família Real, onde o sobrinho do Generalíssimo Franco, é o rei. O Neoliberalismo, escola social-político-econômica, remanescente do Liberalismo que era defendido pelos meninos malvados do Eixo, apareceu, tendo como balão de ensaio, o Chile do General Pinochet. Será que perderam a guerra mesmo? Ou será que nos iludimos até hoje, com os livros didáticos?
E com o a “globalização”, não a globalização a que o mundo sempre esteve ligado, mas a forma de dominação dos pobres pelos dominadores, cultural, política e economicamente, nos incutiu o tal de politicamente correto, e nos arremete a coisas como esta:
O cara está tendo de se desculpar publicamente, para não manchar a imagem, por que contratou uma putas para fazer putaria. O Fenômeno teve de fazer o mesmo, pelo mesmo motivo, por que fizeram putaria com ele e mandaram uns travecos que além de muitos feios, ainda quiseram aplicar o golpe. Se com a Roberta Close, eu já não iria, mesmo que ela hoje em dia esteja sem saco para a vida, com a Andréia, piorou. O Chico Tripa lá do Nordeste, tem de se desculpar, por que foi pego comendo uma cabra. Um alemão um dia desses, viu-se arruinado, por que “abusou sexualmente” de um tijolo. De verdade. Será que o órgão sexual do nosso colega, é feito de lixa, ou de concreto? Masturbação não pode, por que segundo o entendimento de umas bestas que queriam proibir as pesquisas sobre células-tronco, já é vida e depois, dá muita acne. Como é que a gente vai fazer para não deixar subir para a cabeça? Vamos ter de ser nazarenos? Não dar umazinha, até que eu agüento, por um tempo. Mas esse papo de não tomar banho, deixar os pelos crescerem, aí eu vos digo, vai ser uma catinga, pior do que a mortandade de peixes na Lagoa Rodrigo de Freitas. Eu acho que era por isso que uns e outros não brincavam com a varinha de condão. Ninguém agüentava o cheiro, muito menos a pele toda melada, toda pegajosa. Ai Jisus!
Estamos proibidos de dizer o que pensamos. Estamos proibidos, de puxar a discussão. Estamos proibidos, de pensar diferente. Graças ao bom Deus, a escravidão, o nazismo, a Inquisição, já morreram, senão, como estaríamos nós? E eu, pretinho, com o nariz e o cabelo de negão, sem poder discutir o fim desses tormentos? Dividido e mal pago. Já pensou, de repente me pegarem, discutindo sobre o fim da Inquisição, o fim da escravidão, ou outra coisa que o senso comum, dizia, era uma coisa divina, ter de ir a público me desculpar? “Desculpa minha gente, meu povo. Eu errei quando disse que queria o fim da escravidão. Eu até acho que nunca vai se acabar, é a melhor coisa do mundo. Tem mais é que fazer escravos mesmo. Eu queria dizer o fim da esculhambação. Como? Ah, os filho da mãe Joana se sentiram atingidos? Bem, também não é o fim da esculhambação. É o fim do ex-colhão sem ação. Como? Os aposentados de sexo não gostaram? Então, é o fim do... Ora, quer saber de uma coisa? Vão ver se eu estou na esquina. E se tiver, manda voltar que está me fazendo falta.”
Ninguém escreve mais carta de próprio punho, por que o chique, é pesquisar um modelo no Windows e as cartas parecem todas iguais, com as assinaturas, algumas vezes, diferentes. Ninguém fala a verdade, ou só se apresenta, depois de muito bem instruído por advogados que aprendem a inventar histórias, ao invés de só defenderem o cliente, ou então, contrata-se uma assessoria de comunicação que não discute como as declarações podem afetar problemas futuros. Inventa-se uma desculpa e tudo bem.
É como uma vez conversando com o um professor, ele que havia saído da universidade pública por imposição de um plano de FkHC e ingressado em uma instituição de ensino superior, privada, dizia: “Os trabalhos na universidade pública, são feitos em folhas de papel-almaço, em rascunhos de papel-ofício, até em papel-higiênico. Nas particulares, os trabalhos são feitos no computador, com um acabamento quase de gráfica profissional, desenhos, fotos, tudo. Mas quando vai se ver o conteúdo...” Sem falar que é proibido reprovar.
E o que está havendo com os assessores de comunicação, todos muito profissionais, mas quando se pensa de verdade, vê-se que é um trabalho de merda. Quando se podia evoluir, com as discussões que os casos que eles pegam, permite, de repente vem um “profissional” desses, ser politicamente correto e dá uma declaração de desculpas e fim de papo. Escolhe as melhores palavras, as melhores posições para as fotos, os veículos nos quais jogar a bomba, como não ferir “suscetibilidades” – sim, o pessoal pode não ter mais nem alma, mas agora tem essa tal de suscetibilidade que não pode ser ferida que enche o saco. Não se pode mais chamar negro de negro, tem de ser afro-descendente. Não se pode mais chamar lésbica de sapatão. É um tal de mulher com preferência sexualmente homossexual que nasceu feminina, mas só gosta de menina. Leproso, nem se fala. Tem de ser Hanseniano. Será que o Dr Hansen deixou alguma ideologia por aí? Daqui a pouco filho da puta vai se chamar: pessoa nascida de mulher com desvios de comportamento e moralmente desprovida que vendia a alma, para engolir a carne. E corno vai se chamar o corno daqui a pouco?: Pessoa osseamente calcificada que cresce na cabeça, o que deveria ficar escondido sob a pele -, pois qualquer coisa, alguém acha que se feriu a tal suscetibilidade. Está ficando igual o Ponto G. Já me disseram que eu acerto de primeira. Mas são anos de estudo e prática. Como dizia uma revista: “Coloque o dedão entre os lábios, com a outra mão, comprima delicadamente a parte entre o púbis e o umbigo e delicadamente, passe o dedão, como se estivesse dando cotôco para a torcida. E se a mulher liberar um líquido, nem pense que ela está mixando na sua cara. Está gozando por terem descoberto o que a maioria das pessoas nem sabe o que é.”
Esse caras com a suscetibilidade delicada, vivem sifu, transam sem camisinha, nem usam KY, muito menos, na falta do produto, nem dão aquela tradicional cuspidinha, vivem colocando piercings, furando o corpo como se querendo voltar ao tempo das cavernas, mas se sentem feridos com palavras. “Sei não meu brother”.
A gente tem de medir as palavras, tem de pensar muito, antes de falar. Em breve, a gente vai viver num mundo cheio de Senador Eduardo Suplicy que é tão lento na hora de falar, ou será de pensar que a gente se esquece o que ele falou antes, duas palavras à frente. Imagina o nobre parlamentar tirando o atraso, trocando o óleo. Não tinha botóx que agüentasse. Eu não sei qual é o problema, mas aquilo não é normal. E ainda tem de encher a boca, para jogar a palavra fora. É esquisito. Muito estranho.
Então, todo mundo tem de viver pesquisando os manuais. Manual de etiqueta, manual de boas maneiras, manual de como se comportar, manual de bom senso, manual politicamente correto. Aliás, hoje em dia, ninguém pensa por si. Todo mundo vive consultando manual do escoteiro, nas assessorias de comunicação, nas administrações, nos shows de rock, na propaganda/publicidade e aí, por diante. Todo mundo se parece, no fim. A gente acaba confundindo Cachorro Grande, com Mulher Melancia. Até os agudos são parecidos. Fica em dúvida se é o Sergey, a Hebe Camargo, ou Zezinho. Todo mundo louro, todo mundo com botox, todo mundo plastificado e todo mundo muito afetado, dá um trabalho difícil, para distinguir um do outro.
Diz o manual, faça assim e logo o cara imita. O manual da propaganda diz que propaganda de cerveja, tem de ter mulher, então toda propaganda de cerveja vem com as mulheres mostrando a bunda, mostrando os peitos... Corretissimo, segundo os ensinamentos atuais. Mas como isso afeta o todo? Como fica a discussão sobre a inserção feminina no mercado, como profissional, como pessoa competente, como contribuição intelectual e não só, como uma pessoa que tem de ser subjugada e usada como um ser sem grande contribuição a dar, a não ser o peito, a bunda e um bola-gato de vez em quando, para se mostrar competente? Quer dizer, quem não corresponder ao estereotipo, ou estereótipo, não vai galgar grandes coisas no mercado? Mulher feia nunca vai crescer no mercado? Toda mulher, para ser reconhecida local, nacional, ou internacionalmente, tem de ser uma Marilin Monroe? – “este foi o último pau que eu chupei, para conseguir o que eu quero” -. É o próprio exemplo de como quem sempre se rende aos apelos do mercado, mesmo contra sua vontade, fica escravo das coisas e tem de realizar o que não gosta, ou não quer fazer com quem não interessa e tem de se render mais e mais vezes, para conseguir o que deseja, através desse mesmo artifício, mesmo que pense que isso a rebaixe, que denigra até sua percepção de pessoa e o tratem como objeto que a cada dia tem de se valer de novos boquetes, para conseguir o título de pin-up. É bola-gato no Presidente do estúdio, para conseguir projeção internacional. Boquete no Presidente dos EUA, para não desagradar a CIA. Um blow-job no irmão do Presidente, para não desagradar a família do Presidente. Para não ser dedurada pelo dedo-duro do cantor cretino, amigo de mafiosos, ball-cat no Frank, frankly. Para ser lembrada para novos papeis no cinema, umas chupadas com blowtex com os mafiosos... E de uma hora para outra, essa bola fica tão sem controle que a pessoa que se vendeu a isso, v6e-se tão enredada nessa trama e totalmente usa que já não sabe até onde vai o seu talento, ou até onde tudo não passou de uma chupadinha, uma bundinha, ou um bezerrinho e só vê uma solução. Acabar com tudo agora, mesmo, quando ainda tem tempo de virar mito, por que, o futuro está próximo e o corpo se transforma com o tempo, com a maternidade, com a maturidade e com os acidentes de percurso e quem não tem mais do que isso a apresentar, é fadada ao esquecimento e é substituída, sem nenhuma dó. Chupar, até a Andréa do Fenômeno, sabe. Atuar como profissional, além do sexo, é que se faz um tanto o quanto, mais difícil. E a Marilin, errou de profissão. Era uma ótima cantora. Cantava muito bem. Não aquela papagaiada do Happy Birthday Mr. President... Mas ela gravou umas músicas que eu tenho em cd e se saiu muito bem. Nem precisaria ficar com a boca no trombone.
Estamos na era das fases. Estamos aprendendo, como se a vida fosse um jogo eletrônico, onde as pessoas só têm de saber como pular de fase. Então, todo mundo repete o que deu certo, ou foi bom em um determinado tempo, sem precisar pensar. É só imitar. Já’dizia o Lavoisier: “Nada se repica. Está todo mundo na... no amor de pizza, quando bate fixa.” Acho que não foi bem isso que ele falou. Ainda bem que ele falou, antes dos revolucionários, senão depois que perdeu a cabeça, por uma burguesia tresloucada, como iria dizer alguma coisa? Acho que foi, mais, ou menos assim: “Nada se cria congelado, mas não implantado no útero.” Não, ainda não foi isso. Essa frase devia ser dita no STF. Lembrei: “Nada se cria, tudo se copia!”
O Mosley, poderia contribuir com a discussão, sobre a privacidade das pessoas, logo ele, PhD em Física, caso não simplificasse tudo e pagasse a uma acessória de comunicação, para fazer o que todo mundo faz e se parecer com o Ronaldo o Fenômeno e tantos outros que têm sua privacidade invadida e apenas repetem o “corretamente político” de pedir desculpas.
As pessoas estão no armário, com o maior medo de se mostrar. Não só os incubados sexualmente que não dizem publicamente que são homossexuais e contribuem com a discussão, para se diminuir a homofobia, mas todo mundo, heteros, ou GLBT, com medo de não sair da linha, de não desagradar o senso comum do momento.
Qual foi o erro tanto do Moslye, quanto do Fenômeno? Terem se reservado ao direito de fazerem o que gostam? Sexo. Eu também gosto. E não sou padre, mesmo por que eu não gosto de criança. Prefiro mulher que dá para conversar, no intervalo de cada pimbadinha. Isto é uma falta grave? Eu, particularmente, não acho. Nem acho que seja uma falta. No máximo, é pênalti. É colocar na marca e empurrar as bolas para o gol.
Mas querem nos incutir, de uma maneira, ou de outra que sexo é sujo, sexo é feio, que as pessoas têm de ser castas, sexo só no casamento – já pensou? Os convidados reunidos, o padre devidamente guardando sua castidade, o coroinha batendo uma no padre e os noivos transando durante o casamento. É muita falta de educação, deixar todo mundo com água na boca, menos o coroinha que deve estar com a boca cheia, mas nem é de água. E se o noivo pegar a noiva por trás, vai ser o maior Fenômeno - etc. Mais uma vez, a religião, querendo transformar a realidade. E as pessoas vão levando, sem se tocarem. Os ensinamentos judaico-cristãos, influenciando até quem não professa essa coisa.
Sexo é uma necessidade básica do reino animal. Sexo serve tanto para procriar, como para relaxar, para divertir, para conhecer mais intimamente outras pessoas, serve, inclusive, como ato de negócios. É sério. Muitas empresas utilizam o sexo, para fazer negócios. A Mata Hari, utilizava o sexo, para obter informações. Era espiã dupla que começou, servindo aos nazistas. Devia ter algum encanto também. E não se pode dizer que os nazistas não são religiosos. Mas utilizam-se do sexo. Mesmo sujo.
Então, o que tanto o Mosley, quanto o Ronaldo estavam fazendo era alguma coisa demais, fora dos padrões? Não. Não para mim que acho o sexo sujo, só quando a coleguinha não lava a calcinha, não é higiênica nas partes e ainda vem com mau cheiro. Aí, não que o sexo seja sujo, mas é uma grande sacanagem. É muita putaria.
Até quem tem essa visão de que sexo é sujo, é isso e aquilo, trepa mais do que trapezista em dia de espetáculo no circo. Então o sexo não é tudo isso. E se fosse um ato só para procriar, quando alguém quisesse colocar nas fendas e nos buraquinhos, com outro intuito, essas partes não abririam, nem com reza. A orelha não serve para o sexo. Não que não se possa colocar, mas por que corre-se o risco de deixar a outra pessoa sem audição. São coisas tão imbecis que a gente ainda discute hoje. Ai Senhor! Misericórdia! Vade Retro Coisa Feia.
Mas dirão que o Ronaldo estava acompanhado por uns travecos hor-ro-so-sos. Valha-me Deus. Nem se eu gostasse de me agarrar com zagueiro, eu teria coragem de me agarrar com a Andréia. Como diz o cara do TOMA LÁ DÁ CÁ, o cara tem os olhos juntos. Meu “espríuto”, não bateu com o dele. Mas isso é questão de mal gosto e isso, é que nem órgão sexual. Cada um tem o seu e é cada um, mais estranho do que o outro. Alguns, até bonitinhos, outros passam. Até o útero. Questão de opção. Mas um direito que é dele, é ter a sua privacidade. É dele, é tua, é minha, é de todos, senão, daqui a pouco vão invadir a privacidade de todo mundo e estampar em manchetes no mundo inteiro: “Provas de que Maria Joana, transava com o marido dela, no seu leito conjugal.” Vai ser estranho para todos. E a Maria, ainda vai ter de se desculpar, para preservar a imagem? É de cantar uma paródia de uma música que fez sucesso, há muito tempo:
Eu fodo sim,
Estou vivendo,
Tem padre que não fode
Está enchendo
Eu fodo sim
Se o Fenômeno foi enganado, ou se ele estava querendo fazer sexo com os zagueirões, problema dele.
Nos ensinaram que sexo é uma coisa que tem de ser feita na intimidade. Mais uma lição religiosa que vamos levando, sem nos tocar. Somos os únicos animais que precisamos nos esconder, para realizar o ato, fora da Holanda que depois que mais de 50% dos cidadãos caíram na real e declararam que não acreditam em deuses, as discussões, avançam e escandalizam a maioria que ainda pensa de forma religiosa. Mas por que temos de fazer sexo escondidos? E por que agora, até escondido, tem quem ganhe dinheiro, escancarando a intimidade dos outros? E por que, tem quem compre umas bostas dessas? Sexo é ielgal, é proibido? Só falta impetrarem um projeto de lei para proibir, para quem não casou. Eu juro que casaria no dia anterior da aprovação. Deus me livre!
No que realmente, a visão de duas pessoas copulando, pode deturpar a personalidade dos outros, pode ser maligno para os outros, pode ser nociva para a sociedade em geral? Em nada. Só se nos ensinarem a nos importarmos com isso e ao vermos um ato sexual humano, só faltemos morrer do coração. O que o ato entre um cachorro e uma cachorra, afeta a normalidade da vida? As pessoas passam nas ruas e tem uns imbecis que jogam água quente, mas aí, é querer castidade demais. Outros, enxotam-nos, por colocarem nos outros animais, toda a imoralidade, toda concupiscência que têm na cabeça. Mais aí, é uma questão religiosa, viver se reprimindo e pensando em sacanagem e só ver nos outros, o que pensa ser pecaminoso. A maioria passa pelos cachorros, sem se importar. Ninguém é atingido por isso. Só se o vira-lata tirar antes do clímax e sair esguichando sobre todo mundo.
O que o Mosley fez demais, para tanta gente o criticar? Pagou um quarto e umas prostitutas e as fez se vestirem de nazistas e praticou atos sado-masoquistas. “Oh meu Deus, mas que coisa horrível!” Na verdade, muita gente que criticou, estava a fim. Parece a propaganda do Sonho de Valsa: “Ai que vontade que dá!” Tem outras pessoas que já pensam diferente: “Ai que vontade de dar!”
O que é pior, o cara se fechar em um recinto, como pede o senso comum e fazer da vida o que bem entender, ou o cara que não fode, ficar atrás do sexo dos outros, fotografando e mostrando para público o que deveria ser privado, invadindo a privacidade alheia?
O que é pior, as mulheres estarem vestidas de nazistas para uma festa particular, ou alguém que invade a privacidade alheia, querer fazer como faziam os nazistas de verdade, invadindo a privacidade, para escravizarem a todos? Terem as pessoas nas mãos?
Tomara que esse tal de politicamente correto, acabe logo, essa mania de consultar manual para não sair um centímetro do que está colocado, acabe logo, para as pessoas começarem a discutir, a darem suas versões de verdade, para o que nos atinge, senão, vamos ficar remando na mesma poça a vida inteira, pois só quem foi além do bom senso, é que trouxe contribuições em todos os níveis do saber, para a humanidade. Trem que anda nos trilhos, nunca encontra novos caminhos.
Parece com uma coisa que eu ficava indignado, quando freqüentava a igreja - e logo, a Catedral Metropolitana de Manaus -, aquela falsidade ideológica de todo mundo seguir as normas de Deus, fazer cara de bom moço, viver sacaneando todo mundo e pedindo perdão:
DOMINGO 1º de Janeiro
- Padre, eu pequei, comi a Eudalina, atrás da cortina da casa do marido dela.
- Reze três Ave Maria e dois Pai Nosso. Está perdoado!
DOMINGO 8 de Janeiro
- Padre, eu pequei, comi a Eudalina, atrás da cortina da casa do marido dela.
- Reze três Ave Maria e dois Pai Nosso. Está perdoado!
DOMINGO 15 de Janeiro
- Padre, eu pequei, comi a Eudalina, atrás da cortina da casa do marido dela.
- Reze três Ave Maria e dois Pai Nosso. Está perdoado!
DOMINGO 22 de Janeiro
- Padre, eu pequei, comi a Eudalina, atrás da cortina da casa do marido dela.
- Reze três Ave Maria e dois Pai Nosso. Está perdoado!
DOMINGO 29 de Janeiro
- Padre, eu pequei, comi a Eudalina, atrás da cortina da casa do marido dela.
- Reze três Ave Maria e dois Pai Nosso. Está perdoado!
DOMINGO 5 de Fevereiro
- Padre, eu pequei, comi a Eudalina, atrás da cortina da casa do marido dela.
- Reze três Ave Maria e dois Pai Nosso. Está perdoado!
DOMINGO 12 de Fevereiro
- Padre, eu pequei, comi a Eudalina, atrás da cortina da casa do marido dela.
- Reze três Ave Maria e dois Pai Nosso. Está perdoado!
E esse papo não tinha fim. É o papo religioso, corretamente político que ensina apenas a nos desculparmos, quando na verdade, seria melhor, pensarmos no ato e mudarmos o que tem de ser mudado.
Pena que eu não tenha estudado para ser padre, senão, mudaria esse papo:
DOMINGO 1º de Junho
- Padre, eu pequei, comi a Eudalina, atrás da cortina da casa do marido dela.
- Reze três Ave Maria e dois Pai Nosso. Está com um cartão amarelo. Fresca pra ver o que te acontece!
DOMINGO 8 de Junho
- Padre, eu pequei, comi a Eudalina, atrás da cortina da casa do marido dela
- Meu filho, vá tomar no cú, antes que eu me esqueça. Comer a Eudalina é bom ou é ruim pra ti? Eu já estou ficando com tesão, para o lado da Euladina. Daqui a pouco quem vai querer comê-la, sou eu. Pelo menos ela goza? Qualé meu irmão. Faz o seguinte, vai pensar no caso, o que fazer, como fazer e toma uma decisão. Tira a Eudalina do marido. Casa com ela. Continua comendo do mesmo jeito, mas sem esse papo de pecado. Só me faz um favor, ou pára de comer a Eudalina e vai dar o fiofó, ou não vem me encher a paciência com essa história, todo domingo, sem resolver nada. Vá se foder oh ovelha do Senhor! Ou pára de comer a Euladina, com esse pensamento de que tudo é pecado, ou continua, mas não vem me encher com a porra da mesma história todo domingo. Égua! É preciso ter saco pra agüentar esses filhos de Deus!
Estamos assim, pedindo desculpas, para aparecermos bem na foto, mas não discutindo o que aquilo contribuiu ou não para resolver os problemas, o quanto aqueles atos, podem influir nas coisas do dia-a-dia, o quanto estamos resolvidos a mudar, caso seja um ato realmente nocivo, o que fazer, para não se pecar, ou mandar todo mundo sifu, como a gente.
Nada! A solução mais fácil, é contratar um assessor de comunicação e repetir as mesmas coisas, seja aqui, seja alhures, seja no brejo santo da cruz. Se não nos tocarmos, vamos substituir em breve, o assessor de comunicação que só serve para isso, por um padre enclausurado, por um pastor piegas, ou um monge budista que só serve para foder a paciência dos chineses, para pedir desculpas por coisas que não dizem respeito a mais ninguém, a não ser, a nós mesmos, por que querem nos fazer pensar que o pensamento extemporâneo, é o correto.
Será que estudamos tanto, para acreditarmos inclusive que o raio, é um Deus se manifestando, ou que Deus está em tudo, como pensavam os panteístas e era considerado pecado, pela religião dominante? Evoluímos tanto, para chegarmos aí? Quanto desperdício.
O negócio é ir pesquisando as células-tronco, enquanto um outro bronco não impetra um novo mandato e queira discutir na Casa do K..., por que no STF, lugar que deveria julgar só crimes contra a humanidade, contra o conjunto dos cidadãos, crimes contra a Lei Maior, quiseram discutir uma coisa séria, com a visão religiosa, como se fosse brincadeira e perderam. Daqui a pouco entram com outro mandato para discutir o sexo das baratas, na visão do Deus tal, da mãe não sei de quem. É muita babaquice. É muita demagogia. É querer viver no mundo do faz-de-conta. A realidade é bem outra e o pessoal quer fazer uma realidade totalmente fora da realidade, onde as necessidades, são pecados. Vou já deixar de fazer o número 1, o número dois, de tomar banho, de dar uma pombadinha, por que um pedófilo, ou outro bandido convertido qualquer, quer mascarar a realidade, quando eles mesmos são os primeiros a utilizar os planos de saúde, quando sentem qualquer dorzinha no corpo, ou são os primeiros, a quererem comer todas as ovelhas, no espeto. E não é de churrascaria.
Politicamente correto, é ser realista e deixar de querer ser tão pudico, tão casto.

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