Tem quem diga que coligação nesta nova abordagem política do Brasil pós-moderno, ultra-mega-hype-super-contemporâneo pareça o samba do crioulo doido. Nem tanto, eles sabem o que querem. Loucos somos nós, os crioulos que trabalhamos à exaustão para pagamos as contas deles em forma de impostos e taxas que eles aprovam a cada dia, mais e mais.
Talvez ainda tenha quem não saiba, mas crioula, é uma raça de eqüino, ótima para executar tarefas pesadas. Carrega peso, perfaz longas jornadas, sem dar sinal de cansaço, nem reclamar. Daí a correlação com os escravos dos Lusitanos, aqueles cristãos que até hoje acham que descobriram o Brasil. É muita pretensão. Não sei como não disseram que descobriram a pólvora também.
O Ernesto Guevara de la Serna, certa vez definiu a América Latina, como “uma pessoa com braços longos, cabeça grande e corpo pequeno”, tenho até um desenho com essas características, é o que estão se parecendo as coligações no Brasil.
Sabe quando uma pessoa está querendo nos dizer uma coisa e não diz diretamente, usa metáforas, ou outros artifícios? Por exemplo, um adolescente querendo chamar a atenção dos pais, achando que tem pouco carinho, ou pouca atenção, começa a se ferir no corpo, a se imolar, usar piercings, fazer tatuagem, quando não sabe definir exatamente o que sente e não sabe se expressar por linguagem verbal? Pois então, nossa democracia é adolescente e ainda não sabe se expressar como deve e os nossos políticos querem chamar nossa atenção, querem dizer alguma coisa e não estamos compreendendo.
Bem, não sou formado em Psicologia, mas além de ter lido muito livro sobre o assunto na adolescência, tive matérias do ramo em todos os cursos pelos quais passei. Até fora de sala de aula, quando me colocaram para fazer um tal de teste vocacional e o psicólogo dizia que eu tinha de me mostrar mais. Eis no que deu.
Seu Clovis dizia que tinha empregado que faltava tanto ao trabalho que o patrão acabava percebendo que ele não fazia falta. Não só empregado, entre as pessoas também acontecem coisas assim. Eu tive uma namorada que pedia mais tempo do que técnico de handball. No princípio, até me segurei. Lembro de um show em que saí do camarote e uma morena espetacular falou em ficarmos juntos – acho que é a minha beleza estonteante que atrai as mulheres -. Achava que estava namorando e não ficaria bem, ceder aos meus desejos – ai que vontade de me dar uma porrada -. Mas foram tantos pedidos de tempo, até que a cada novo intervalo, quando aparecia alguém para fazer o que eu não estava fazendo com a minha namorada, nem pensava duas vezes. Quando ela pensou voltar, já havia perdido por abandono de quadra.
Bem, analisando pelo pouco conhecimento que tenho as atitudes de partidos e de candidatos, posso afirmar uma coisa: “Eles querem nos dizer que não estão nos fazendo falta. Querem nos mostrar o quanto somos imbecis e o quanto deixamo-los fazerem o que bem entendem.” Parece que o Executivo e Legislativo, são castelos intransponíveis, onde os políticos só saem a cada nova eleição e não permitem que a plebe transponha seus muros, quando discutem assuntos onde decidem sobre, sem consulta à população. Discutiste sobre a lei seca no trânsito, o PAS, o PAC... Tudo isso nos afeta diretamente, mas a plebe rudimentar só ficou sabendo, quando estavam promulgadas as leis. A CSS ainda não foi promulgada, mas mesmo assim, foste ouvido, ou sabes como forçar a te ouvirem? Estão nos empurrando goela abaixo, que nem namorado quando a namorada está fazendo um bola-gato e ele segura a cabecinha dela. E se ninguém falar nada, reclamar que seja, as coisas vão acontecer assim para o resto da vida.
Qual a grande diferença de ação dos partidos que permita grandes mudanças de atitude da população, entre os Governos Fernando Collour, FkHC e Lula? Se a pessoa não for fiel, quero dizer sectária, percebe que não há mudança alguma entre esses e outros governos. Nem uma diferença estrutural que modifique as concepções que quebre o modus-vivendi, que revolucione, que rompa os paradigmas – eu fiz pós-graduação também -, nada. E olha que o Collour era do PRONA, um partido considerado neo-fascista, o Cardoso do PSDemB, considerado um partido social democrata moderado e o Lula, do PT, partido que se diz trabalhista, mas que é social democrata também, só que mais à esquerda.
As coligações são feitas para levar idéias adiante? Não. Por que se um partido atua de um jeito na política, não é possível que em Brasília ele seja oposição, em Manaus, seja da base e em Erechim, seja adversário. Querem nos dizer que política no país, é feito conforme a conjuntura. O Collour que era neo-fascista não apóia o Lula que era considerado comunista? Onde está a coerência? O Governador do Amazonas e o Ministro dos Transportes foram chamados à Brasília para que se evitasse que dessem apoio ao pai político deles e que dizem não serem mais do mesmo grupo, pelo Presidente que os manteve na base, mesmo sabendo como jogam politicamente? No Rio de Janeiro, o Presidente apóia o sobrinho do Bispo, mesmo sabendo que eticamente, não são as pessoas mais indicadas? E em Minas, não quer que o partido dele que ele passa por cima das decisões e do programa quando quer, coligue com o PSDemB, o maior adversário do seu governo?
Os partidos são como as casas das novelas na Globo. Só t6em fachada. Não têm estudos estratégicos de como chegar ao poder, com suas propostas, não têm posições firmes quanto as questões que se apresentam na discussão dos problemas, não obedecem nem ao que dizem, serem os seus princípios, só atuam na base da enganação.
Por que se coliga tanto no Brasil?
Na Segunda Guerra, dizia-se uma frase célebre: “Quando o inimigo a combater é mais forte, una-se aos outros para conseguir ter forças.” Acho até que é uma frase anterior ao século das Grandes Guerras, mas não tenho certeza.
Na Ditadura, as forças contra o estado de exceção se reuniram no MDB. Acabou a Ditadura, o PMDB se uniu a tudo o que foi governo. E todos os governos precisaram se coligar com gente totalmente dispare de suas pretensões políticas e ideológicas. Será que a cada nova eleição, existe um adversário tão forte assim que se tenha de unir forças para combater?
Na verdade o grande adversário que os políticos se unem para combater e têm pavor, é a falta de propostas conseqüentes, a falta de identidade política, a falta de um planejamento dentro de suas ideologias que sirvam para ascenderem ao poder e permanecerem, fieis tanto aos eleitores, quanto aos seus ideais.
De outra feita, como o PSDemB e o PT podem se coligar na esfera municipal e no Congresso, serem inimigos mortais e para isso, tenham de coligar com outros partidos para se fortalecerem que se coligam contra os dois em outras frentes? É possível ver PT, PSB e PCdoB na mesma base, dizendo lutarem contra o PSDemB, a grande força reacionária que nos quer engolir e de repente, ver o PT coligado com o PPS que acha o PT nacionalmente, um embuste; o PSB coligado com o PSDemB, o grande inimigo a combater nacionalmente; e na outra ponta, PMN coligado com o PCdoB, considerado um partido de aluguel a quem sempre se combateu?
Os políticos estão nos dizendo apenas uma coisa que não estamos sabendo interpretar: “Enquanto a representação política for paga com valores tão exorbitantes quanto os atuais, vão lutar, não para representar propostas, ideais, ou eleitores, apenas para não perderem essa boquinha o que de outra feita, os fará ter de voltar a ralar. E isso é função do povo status que já lutaram para deixar de ser.” Já pensou terem de trabalhar para sustentarem os políticos? Outros que não eles? Aí sim, vão ter de mostrar competência.
p.s.: “Um anão com uma cabeça enorme e um peito possante é subdesenvolvido no sentido de que suas pernas frágeis e seus braços curtos não correspondem ao resto de sua anatomia. Ele é o produto monstruoso de sua deformação que falseou o seu desenvolvimento.” Dr. Ernesto de la Serna. El Comandante Che Guevara.
Talvez ainda tenha quem não saiba, mas crioula, é uma raça de eqüino, ótima para executar tarefas pesadas. Carrega peso, perfaz longas jornadas, sem dar sinal de cansaço, nem reclamar. Daí a correlação com os escravos dos Lusitanos, aqueles cristãos que até hoje acham que descobriram o Brasil. É muita pretensão. Não sei como não disseram que descobriram a pólvora também.
O Ernesto Guevara de la Serna, certa vez definiu a América Latina, como “uma pessoa com braços longos, cabeça grande e corpo pequeno”, tenho até um desenho com essas características, é o que estão se parecendo as coligações no Brasil.
Sabe quando uma pessoa está querendo nos dizer uma coisa e não diz diretamente, usa metáforas, ou outros artifícios? Por exemplo, um adolescente querendo chamar a atenção dos pais, achando que tem pouco carinho, ou pouca atenção, começa a se ferir no corpo, a se imolar, usar piercings, fazer tatuagem, quando não sabe definir exatamente o que sente e não sabe se expressar por linguagem verbal? Pois então, nossa democracia é adolescente e ainda não sabe se expressar como deve e os nossos políticos querem chamar nossa atenção, querem dizer alguma coisa e não estamos compreendendo.
Bem, não sou formado em Psicologia, mas além de ter lido muito livro sobre o assunto na adolescência, tive matérias do ramo em todos os cursos pelos quais passei. Até fora de sala de aula, quando me colocaram para fazer um tal de teste vocacional e o psicólogo dizia que eu tinha de me mostrar mais. Eis no que deu.
Seu Clovis dizia que tinha empregado que faltava tanto ao trabalho que o patrão acabava percebendo que ele não fazia falta. Não só empregado, entre as pessoas também acontecem coisas assim. Eu tive uma namorada que pedia mais tempo do que técnico de handball. No princípio, até me segurei. Lembro de um show em que saí do camarote e uma morena espetacular falou em ficarmos juntos – acho que é a minha beleza estonteante que atrai as mulheres -. Achava que estava namorando e não ficaria bem, ceder aos meus desejos – ai que vontade de me dar uma porrada -. Mas foram tantos pedidos de tempo, até que a cada novo intervalo, quando aparecia alguém para fazer o que eu não estava fazendo com a minha namorada, nem pensava duas vezes. Quando ela pensou voltar, já havia perdido por abandono de quadra.
Bem, analisando pelo pouco conhecimento que tenho as atitudes de partidos e de candidatos, posso afirmar uma coisa: “Eles querem nos dizer que não estão nos fazendo falta. Querem nos mostrar o quanto somos imbecis e o quanto deixamo-los fazerem o que bem entendem.” Parece que o Executivo e Legislativo, são castelos intransponíveis, onde os políticos só saem a cada nova eleição e não permitem que a plebe transponha seus muros, quando discutem assuntos onde decidem sobre, sem consulta à população. Discutiste sobre a lei seca no trânsito, o PAS, o PAC... Tudo isso nos afeta diretamente, mas a plebe rudimentar só ficou sabendo, quando estavam promulgadas as leis. A CSS ainda não foi promulgada, mas mesmo assim, foste ouvido, ou sabes como forçar a te ouvirem? Estão nos empurrando goela abaixo, que nem namorado quando a namorada está fazendo um bola-gato e ele segura a cabecinha dela. E se ninguém falar nada, reclamar que seja, as coisas vão acontecer assim para o resto da vida.
Qual a grande diferença de ação dos partidos que permita grandes mudanças de atitude da população, entre os Governos Fernando Collour, FkHC e Lula? Se a pessoa não for fiel, quero dizer sectária, percebe que não há mudança alguma entre esses e outros governos. Nem uma diferença estrutural que modifique as concepções que quebre o modus-vivendi, que revolucione, que rompa os paradigmas – eu fiz pós-graduação também -, nada. E olha que o Collour era do PRONA, um partido considerado neo-fascista, o Cardoso do PSDemB, considerado um partido social democrata moderado e o Lula, do PT, partido que se diz trabalhista, mas que é social democrata também, só que mais à esquerda.
As coligações são feitas para levar idéias adiante? Não. Por que se um partido atua de um jeito na política, não é possível que em Brasília ele seja oposição, em Manaus, seja da base e em Erechim, seja adversário. Querem nos dizer que política no país, é feito conforme a conjuntura. O Collour que era neo-fascista não apóia o Lula que era considerado comunista? Onde está a coerência? O Governador do Amazonas e o Ministro dos Transportes foram chamados à Brasília para que se evitasse que dessem apoio ao pai político deles e que dizem não serem mais do mesmo grupo, pelo Presidente que os manteve na base, mesmo sabendo como jogam politicamente? No Rio de Janeiro, o Presidente apóia o sobrinho do Bispo, mesmo sabendo que eticamente, não são as pessoas mais indicadas? E em Minas, não quer que o partido dele que ele passa por cima das decisões e do programa quando quer, coligue com o PSDemB, o maior adversário do seu governo?
Os partidos são como as casas das novelas na Globo. Só t6em fachada. Não têm estudos estratégicos de como chegar ao poder, com suas propostas, não têm posições firmes quanto as questões que se apresentam na discussão dos problemas, não obedecem nem ao que dizem, serem os seus princípios, só atuam na base da enganação.
Por que se coliga tanto no Brasil?
Na Segunda Guerra, dizia-se uma frase célebre: “Quando o inimigo a combater é mais forte, una-se aos outros para conseguir ter forças.” Acho até que é uma frase anterior ao século das Grandes Guerras, mas não tenho certeza.
Na Ditadura, as forças contra o estado de exceção se reuniram no MDB. Acabou a Ditadura, o PMDB se uniu a tudo o que foi governo. E todos os governos precisaram se coligar com gente totalmente dispare de suas pretensões políticas e ideológicas. Será que a cada nova eleição, existe um adversário tão forte assim que se tenha de unir forças para combater?
Na verdade o grande adversário que os políticos se unem para combater e têm pavor, é a falta de propostas conseqüentes, a falta de identidade política, a falta de um planejamento dentro de suas ideologias que sirvam para ascenderem ao poder e permanecerem, fieis tanto aos eleitores, quanto aos seus ideais.
De outra feita, como o PSDemB e o PT podem se coligar na esfera municipal e no Congresso, serem inimigos mortais e para isso, tenham de coligar com outros partidos para se fortalecerem que se coligam contra os dois em outras frentes? É possível ver PT, PSB e PCdoB na mesma base, dizendo lutarem contra o PSDemB, a grande força reacionária que nos quer engolir e de repente, ver o PT coligado com o PPS que acha o PT nacionalmente, um embuste; o PSB coligado com o PSDemB, o grande inimigo a combater nacionalmente; e na outra ponta, PMN coligado com o PCdoB, considerado um partido de aluguel a quem sempre se combateu?
Os políticos estão nos dizendo apenas uma coisa que não estamos sabendo interpretar: “Enquanto a representação política for paga com valores tão exorbitantes quanto os atuais, vão lutar, não para representar propostas, ideais, ou eleitores, apenas para não perderem essa boquinha o que de outra feita, os fará ter de voltar a ralar. E isso é função do povo status que já lutaram para deixar de ser.” Já pensou terem de trabalhar para sustentarem os políticos? Outros que não eles? Aí sim, vão ter de mostrar competência.
p.s.: “Um anão com uma cabeça enorme e um peito possante é subdesenvolvido no sentido de que suas pernas frágeis e seus braços curtos não correspondem ao resto de sua anatomia. Ele é o produto monstruoso de sua deformação que falseou o seu desenvolvimento.” Dr. Ernesto de la Serna. El Comandante Che Guevara.
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