domingo, 21 de dezembro de 2014

AI QUE LIIIINDO!

A História do Brasil, desde muito, acho que desde que os portugueses se arvoraram a dizer que Descobriram o Brasil, é uma tentativa ininterrupta de fazer o cidadão um tipo aparvalhado que só repete o que as elites querem e aceitam como “certo” e “bom”.
Reitero o que eu penso e digo. Eu considero que existem elites, pois é muito fácil tirar o cu da reta, colocando todas as culpas na elite financeira, ou elite política, quando se pode também mudar a sociedade com práticas com exemplos mais consistentes, relativos às elites cultural, educativa, desportiva etc. e tal e tal e coisa.
O problema é que se deu acesso à educação para muita gente, o que até causou a morte de Anísio Teixeira com quem a “Santa” Igreja ficou puta e aproveitou a proximidade com os ditadores de plantão de 1964 e “desapareceram” com o cara, “enfartaram” o cara, deram um chá de sumiço no cara que tirou a Educação do âmbito apenas dos salesianos. Imagina se essa gente não tivesse Deus no coração. Égua!
E a coisa piorou, ao invés de melhorar, pois a Educação tanto pode ser utilizada para transformar, como para criar débeis mentais com uma maneira de tolher a prática da busca de outro mundo, dar tudo de mão beijada, justamente o que aprisiona o educando, onde se quer. É tipo o Mobral que ensinava os analfaburros a assinarem o nome, só para serem lesados nas suas coisas, sem saberem realmente interpretar o que estavam fazendo e dando de graça, até o mais básico de sua existência.
Por ora, segundo uma crônica de Ruy Castro, recente, os estudantes estão saindo das escolas, sabendo ler, mas não sabem interpretar o que leram. E não é só isso, com tantos meios de se ler, fica-se ligado apenas em redes sociais que abestalham qualquer um, com tolice a toda hora. Não se evolui, fica-se marcando passo no mesmo lugar.
- Mas eu to conectado.
- A quê Tonto?
- Sei lá, um cara que se intitula de Anjo Caído do Pensamento Liberal Econômico Radical. Sei lá, gostei do nome, aí me tornei sectário, o que ele fala, eu reproduzo, sem nem pensar. Tem de virar meme, tem de bobar rapidamente.
Um tempo desses, o proprietário da Livraria Cultura, acho que foi entrevistado no Ponto a Ponto – acho que é assim que se chama um programa da BandNews -, ou no Observatório da Imprensa,  dizia que não são os meios que levarão as pessoas a lerem. Não é o tablet que vai por si, revelar novos leitores de cultura realmente. É toda uma estrutura que permita a isso.
Aí se fica com uma sociedade onde a falsidade é lugar tenente. Ninguém fala a verdade, é todo mundo querendo ser simpático. Dia desses, falei que inglês diz na lata, diferente de brasileiro que fica fazendo rodeios e não fode, nem sai de cima.
Foi por isso, também, que eu acho que fui reprovado com o Fares no curso de férias. Primeiro ele era anticomunista e até anti-PT, apesar de hoje, ser filiado e cônscio das diretrizes do partido. Mas de outra feita, porque era visível que se apaixonou pela Solange que era minha vizinha e se meteu a fazer um curso de Exatas, para ter crédito optativo. Como ele a devia nos ver chegando juntos, pensou que tivéssemos alguma coisa, além de vizinhança de moradia. Depois, ele que é uma daquelas pessoas que desmunhecam até coçando a orelha com a ponta dos lábios, mas não assumem, também ficou enrustido na paixão platônica que sentiu pela minha vizinha. Ao invés de fazer como o Folote, como o namorado da Carolina, como um colega meu que queria paquerar a Minha Velha que vinham me perguntar se eu tinha alguma coisa com as meninas, parecia que eu era o dono das mulheres da academia, nem o fez, nem tentou fazer às escondidas. E se vingou me reprovando. É típico, o cara fica com recalque por criar elucubrações meio fantasiosas, depois os outros é que sentem o peso da ira dos abestalhados de plantão. Uns homens que não têm coragem de chegar numa mulher, levar fora, faz parte do jogo e às vezes, o cara já não tem nem esperança mais e Dona Tibúrcia de Meneses e Tiltons, sente desejo e abre a guarda para quem já havia dispensado. Acham que a vida é linear e não tem variáveis além do NÃO SEU BROCHA!
As pessoas começam a pensar uma coisa, nem ao menos para perguntar se é aquilo mesmo que os outros estão pensando. Um ano depois de nos conhecermos no ambiente de trabalho, a Tinão veio me dizer que era exatamente um ano que nos conhecemos e perguntou.
- Pensavas que eu era fácil, né?
Não, eu não penso, nem dispenso. Eu não faço esse tipo de divagação. Tem mulher que faz um cu doce danado, mas querendo parecer mocinha, e enganar o cara que não faz sexo, é a primeira pombada que vai receber, aos 58 anos, ainda é  coladinha. E tem quem dê na primeira vez, porque sentiu desejo, confiou no cara, e não percisa fazer tipo para parecer confiável. E a Tinão começou a achar que eu é que era fácil. Não sou fácil, nem difícil, sou na medida de querer uma coisa e achar que vou ser correspondido na medida que a outra pessoas esteja desligada de valores nem sempre reais e esteja apenas ligado no momento. Mas se eu estava querendo, porque vou fazer joguinhos, fazer cu doce, não faz o meu tipo. Eu sempre digo, eu tocava razoavelmente, quando quero, desenho, tenho habilidades em várias expressões artísticas, mas desde o Colégio, percebi que representar não é a minha área, não tem nada a ver comigo, nem nos palcos, nem fora deles, eu tento responder o mais fidedigno ao que estou pensando no momento, sem querer agradar os outros, só por agradar e acabar sendo enjoativo, como açúcar, leite-condensado, mel, melado de cana e adoçante ao mesmo tempo. Não tem quem aguente, pelo menos eu. E olha que eu gosto de do sabor de doce.
Ou como a Acácia com quem acabei de falar à pouco ao telefone, antes de vir para o computador, quando saíamos juntos diariamente, há muito tempo e  um dia eu cheirei o cabelo dela e disse que estava cheiroso, ela estava usando um shampoo muito gostoso, ela já interpretou de outra maneira e até hoje acha que a minha intenção era outra.
- Tu pensavas que o meu cabelo fedia!
Não, eu disse naquele momento específico, que havia gostado do shampoo, o cabelo dela estava cheiroso, só. Daí se parte para interpretar de outra forma, como se todo mundo só falasse de uma maneira que o que se tem de entender, são as entrelinhas. Eu falo nas linhas mesmo, não preciso de subterfúgios. Eu o fazia, mais ou menos assim, no Inglês. Mas era porque as professoras perguntavam as coisas que estavam nos livros, para mim, queriam que eu dissertasse sobre algo difícil de se expressar em Português, imagina em Inglês eu ficava enrolando linguiça, até fazer uma ideia do que eu pesava realmente, a respeito daquele assunto.    
E se criam três tipos de brasileiros.
1.       O TUDO LINDO E MARAVILHOSO
2.       O Ô PARA Ô
3.      O CRÉDULO ABSURDAMENTE CRÉDULO
O primeiro eu reputo à uma parente que morava no Rio, era secretária dos Generais do Exército e para ela tudo era lindo e maravilhoso, tudo estava muito bom, eu achava tão falso, tão forçado, mas o pessoal dizia que era educação. Até o dia em que estávamos na piscina do Formigal e eu joguei água no cabelo dela, com laquê até nos cílios auriculares e se desmanchou daquele penteado que não se desfazia nem cagando. Ela ficou muito puta.  Finalmente ela mostrou que também é humana, também tem pelo menos dois lados da moeda. Não dá para gostar de tudo todo tempo, achar que o mundo é perfeito e maravilhoso à toda hora, já deixa transparecer que a pessoa está forçando a barra para ser simpática, para ser aceita. E não dá para agradar a gregos e troianos toda hora. É como eu discutia com Seu Clóvis sobre esse papo de “senso-comum”. O que é senso-comum se o mundo é feito de pessoas diferentes? Eu sou ateu, ele era religioso, como vamos ter um senso-comum em relação à vida? Ele era de Direita, eu era assim, digamos não aliado, como seria o senso-comum sobre política?
O segundo grupo é o que parece um boneco da Eliana, logo no começo da carreira que apertava a barriga, ele falava: “ô para ô!” A imagem que eu tenho, é da Juju, neta do meu padrinho de batismo, paulista que parece estar sempre em desacordo, nada agrada, por sua vez, para também ser vista como uma pessoa com opinião forte, quando pode ser apenas uma capa, não dá para achar tudo uma merda o tempo todo, toda hora. Alguma coisa tem de ser boa, ao menos. Parece aqueles papos de quem se divorciou recentemente.
- Menina, eu vivi com aquele homem 36 anos diretos, sem tirar. Mas era só sofrimento. Eu me sentia triste a todo o momento! Era muito infeliz.
OU está mentindo, ou é lesa de não gostar e ficar grudada tanto tempo, quando podia muito bem procurar sua turma muito antes.
E o terceiro grupo, é a imagem de Dona Themis, que falou que cocô é divino, ela compra a ideia e ainda divulga e passa adiante. Até um dia desses, Dona Therezinha que cansou de embarcar na barca furada, falou alguma coisa, com restrições, finalmente.
- Vamos esperar mais um tempo, foi a Themis que me falou!
Sim, nas Eleições Presidenciais recentes, ela que era advogada de uma coligação, estava torcendo pelo perdedor, ligou esfuziante e esbaforida, lá pelas 18:00h, pois estava no TRE para dizer que o perdedor havia vencido. Até Dona Therezinha soltou um palavrão.
- Puta merda!
Não custou muito, o pessoal da Globo na mesma tocada, abriram as urnas que faltavam, devido ao horário de verão e a verdade se revelou.
Eu falei, como sempre falo.
- Calma, Dona Themis é ótima advogada, mas péssima em discernir, em destrinchar as coisas da realidade. Ela embarca fácil em qualquer loucura.
Como a Aline que também gosta de ser a primeira a divulgar as coisas. Num 1º de abril, liguei para ela e perguntei.
- Aline, o que está acontecendo no teu Boi – o Vermelho, acho que é Garantido? -?
- Não sei, por quê?
- Rapaz disseram agora, que acabaram de matar o Presidente.
- É isso, está uma disputa acirrada, os grupos estão se digladiando, eu sabia que ia acabar assim, espera aí que te ligo já, já.
Era de manhã bem cedo. Eu nem sabia que estavam brigando, que tinha disputa interna, ela desligou, tenho certeza que divulgou a notícia para todo mundo do Boi de Parintins. Já no começo da noite ela me ligou muito puta. Aquela voz de quem se pega o interlocutor, mata de porrada.
- Olha, eu admito tudo (mentira, ela não admite passar por enganada), mas brincar com morte, uma coisa tão séria, vamos convir que é demais. Se tu queres brincar, não fica fazendo esse tipo de coisa, falando em morte dos outros. (lógico que eu só poderia falar da morte dos outros. Eu vou ligar e dizer: Aline, sabe de uma coisa, eu morri! Só liguei para te convidar para minha Missa de Sétimo Dia, não falta. Ela estava muito puuuuuta, deve ter falado para todo mundo e no fim, alguém falou que era 1º de abril, aí é que ela se tocou. Ela falou em tom ríspido: “Eu não gosto dessas brincadeiras”,  quando caiu a ficha, para não deixar transparecer a raiva, logo deu ma desculpa e fez voz mais calma: “de brincadeira com a morte dos outros”. Ano que vem eu te ligo para dizer que eu estou inaugurando um novo canal 4Z, de Banda-Rasa, diretamente do Nosso Lar, não aquele motel escroto, com uns quartos na base do ventilador, mas do Além. O chato vai ser acreditar).
Quem sai desses estigmas, estereótipos, tipificações, é mal visto, mal quisto, como o Jamie Olivier que veio ao Brasil na Copa 2014 e ofereceram Brigadeiro, aquele docinho que faz a festa dos dentistas e dos produtores de vacinas de diabetes e ao invés dele ficar querendo equilibrar as palavras para ser simpático, disse que era uma bosta. Caíram matando, “um símbolo da nossa cultura”. É muita abestalhação, um doce que serviu para a campanha eleitoral do Brigadeiro Eduardo Gomes, “cultura de um povo”, eu entendi muito bem. Ele faz campanha contra a obesidade, principalmente infantil, mundo afora, iria dizer que o Brigadeiro, um doce com leite-condensado, manteiga, tem quem coloque açúcar e achocolatado, é delicioso? Convenhamos. Mas se fosse brasileiro, poderia fazer campanha contra a obesidade e dizer que consumir calorias absurdas em uma pequena bola, é maravilhoso e ficaria bem visto, nunca iriam dizer que falta nexo em suas palavras, é uma pessoa em quem não se pode confiar muito, pois, dependendo da audiência, ela é uma pessoa totalmente diversa dela de antes. Assim se quer os brasileiros. Mas a quem serve esse discurso simpático, mas artificial e canalha?
Para mim é que não.
Talvez para um país que quer que todo mundo não saia da mesmice. Para um Judiciário que dá uma sentença de um jeito agora, daqui a pouco, a mesma coisa, no mesmo Judiciário, interpretam de outra maneira, daqui a mais uns minutos se manda buscar quem foi libertado, mais tarde se dá um habeas-corpus preventivo e se fica com esses critérios de fornicação. Um puxa-encolhe, um coloca e tira e não se precisa ter critérios sólidos, é só saber ser simpático. E cínico.
- Não, a lei diz que...
- Vendo pelo lado da brecha da lei...
- Por uma jurisprudência de 1500 e bundas...
- A lei é uma porcaria, eu vou julgar segundo meus critérios de Iluminado. Foda-se o mundo!
Não são só os políticos que poderiam dar melhores exemplos, as novelas, o Judiciário que trabalha pouco, quando se anuncia um feriado, eles já estão feriando há uma semana e quando acaba, ainda estão descansando do feriado prolongado e parece que se pensa que dinheiro nasce em árvore, porque do nada, querem dinheiro para “ajuda-moradia”, dinheiro para os mais abastados salários, quase uma nobreza no setor público brasileiro, para carros novos, como e depois acham que o Governo está gastando mundo, devia maneirar, ter critérios. O Judiciário Brasileiro é djou! De outro mundo. Quer que se solucione a questão das aposentadorias, sem mexer na sua diferenciada, seu regime quase elitista . Quer que se cumpra a lei, de repente um juiz, desembargador dá uma sentença contrária ao que está escrito nos códigos, na Constituição, por não aceitar aquilo.
- Ei tiozinho, o senhor não legisla. O senhor tem de ser o guardião das leis. Quer legislar, vai procurar ser votado.
Como o Pastor/Político Sousa que é outra moça enrustida. Ele mudou a residência eleitoral para Manacapuru, quando fizeram a biometria dos dedos, para as próximas eleições, ele não estava presente, justamente porque nem mora ali e perdeu o título de eleitor. Ficou sem poder votar e como diz a Constituição, só pode ser eleito, quem vota. Tanto fez que agora venceu no TSE e diz que é “milagre”. Eu acredito, graças a Deus irmão. Mas um milagre no TSE, no STJ, no STF custam caros. Quem vai pagar as contas? Os “irmãos” dos templos religiosos, a partir de hoje? E porque os religiosos querem tanto participar da política, quando a meta é a outra vida, o Além? Mistério! Pode dar pinta “irmão” em Cristo que Deus, pois se Deus é por nós, nem o Teori Zavasqui, aquele Ministro que te, nome de remédio para estômago estrangeiro, pode ir contra. A Justiça é cega, mas tem uma audição do caralho. Deixa tilintar as moedas para ver uma coisa. Vai no rumo certinha. Pelo cheiro e pelo som. Eita menina boa. Fala-se muita mentira, por se achar que a verdade dói e não agrada à muita gente, ou à maioria que gosta de ser bajulada, adora papo vazio e sem base em porra alguma.  É um povo de maioria religiosa, imagina, o cara acreditar ainda que a Terra é um Tabernáculo, onde depois das margens se cairia no Abismo Profundo do Inferno, que a Terra é o centro do universo, e de Adão é que surgiu a Eva, ou seja, a mulher foi parida pelo rabo, foi tanta força que peidaram na cabeça dela e até hoje são assim meio atrapalhadas. Eu sei que o “Irmão” Sousa, mesmo se segurando para não soltar a franga para sentar no peru, não teria coragem, nem deve dar tesão, de usar o poder da buceta, mesmo que ele não a tenha. Os meios foram outros, para fins indisfarçavelmente corruptos.
É um dos poucos países do mundo, onde o cidadão faz e acontece, mata, dá o rabo, pratica pedofilia, estupra, assalta, quando vira celebridade, pronto, pode reescrever sua própria história. Ou como virou moda, censura de biografia que não agrada ao biografado, mesmo se dizendo democrata, como Roberto Carlos que cheirou até talco infantil, agora não permite que se diga a verdade, aliás ontem, conversando com a Dona Ana Lúcia, também de luz, ela dizia que no filme do Tim Maia, o Roberto Carlos ajudou-o muito. Muito pelo contrário, como disse, o “Rei”, quando foi para o Rio, ficou na casa do Tim, quando já estava famoso e com o Programa Jovem Guarda que o Tim pediu paracantar lá, ele disse que não iria queimar seu filme, com um viciado, mas como no Brasil se conta a história mais conveniente para formar ícones intocáveis, o “Rei” aprendeu a contar vantagens; a Xuxa que para “vencer” na vida, fez muito programa e não era infantil, nem nas televisões, nem era colorida, teve de ver a coisa preta e agora quer dizer que sempre foi mocinha, fez tudo dentro do script e nunca foi arrivista; e pasma, a Lucianta Gimenez que censurou a biografia de Mick Jagger, justamente no capítulo em que revela que ele, “chapado”, pensando que era uma gostosa pelo menos de classe, pegou uma puta de beira de cais sul-americana que deu o golpe da barriga e até hoje ganha com isso. Então se está corroborando com o fato de não se falar a verdade. Tudo tem de ser maquilado, como o Fluminense que mandava os negros que jogavam em sua equipe, entrarem em campo, cheios de pó de arroz, para parecerem brancos e hoje diz que não é um clube racista, elitista, nada, era só brincadeira.   E querem que os políticos quando se apresentam ao eleitorado, descrevam também sua face não tão bem aceita pela sociedade.
- Bem companheiras e companheiros, depois de eleito, foi mandar fazer todo mundo voltar à fazer novo exame para a CNH, para pegar quem deu jeitinho para obter a autorização para dirigir.
Falar nisso, um taxista já de cabeça branca vinha reclamando que iria sair da praça.
- Inventaram uma lei que taxista vai ter de fazer tudo de novo. Baliza, Psicotécnico, Legislação, eu vou tentar duas vezes, se não passar, já desaprendi muita coisa (mentira, ele nunca aprendeu, é dos muito que dirigem por ter amigo no Detran, por fraudar exame), sei que não faço mais, vou entregar o táxi para quem quiser e me aposento. Eu não vou me stressar para repetir tudo de novo. (Como se tivesse ido pelos caminhos legais, desde o começo).
Não falei nada, mas fiquei exultante. Tomara que chegue a todos. Eu me garanto fazer baliza, entrar em garagem, legislação, ate o Psicotécnico, já sei, não vou elogiar mais as pernas da instrutora na sala escura, nem se ela estiver sem calcinha, ainda demunheco, para ela pensar que eu não gosto da fruta.
Sabe quando eu iria eleito? Nunca!
Brasileiro gosta de ser enganado. Se o discurso fosse outro.
- Camaradas do meu Brasil varonil, assim que for eleito, juro por Deus que em dois anos, farei uma nave para levar quem quiser, de graça, até Júpiter. Prometo que vu ladrilhar o Rio Amazonas de cima abaixo e vamos ser felizes para sempre.
Aí, mesmo porque as pessoas não suportam discernir, iria ser visto como “glande” estadista.
Não é nossa Propaganda & Publicidade que estão fracas, não é nossa política que está safada, nós pedimos isso, nós admitimos isso, quem fizer Propaganda & Publicidade, só exaltando o produto e as qualidades embutidas, mesmo que sejam ótimas, não vende. Quem não apelar para o sofisma, não é eleito. Somos nós que não gostamos de ver nossa imagem refletida, por termos cara de caboco, mas querermos  parecer galã de Hollywood, branco, olhos azuis e que pula de um trem em velocidade, para um carro em disparada e nem batemos os colhões.   
É por isso que em pesquisa recente, feita pelos mesmos institutos de pesquisa que diziam que o candidato derrotado teria 16% no Primeiro Turno, mas no Segundo, iria deslanchar, dar de virada, de goleada, os entrevistados disseram e afirmaram que  acreditam nas informações dos meios de comunicação, sem tirar, nem por, integralmente. Imagina quanta estupidez, ainda mais umas empresas ligadas às ditaduras e agora, há uma Operação Condor Midiática, que só mostra o lado ruim dos governos latino-americanos que não são aliados políticos da linha obsoleta e obtusa deles.  Imagina um país de gente assim.
- Juro ser fiel todo dia, na alegria e na tristeza!
Eu me conheço, não diria isso, nem morto, mesmo porque iria me sentir um calhorda, mas faz parte da educação desses tipos brasileiros. O cara jura que acredita em Deus, jura na divindade da instituição casamento, jura na frente de todo mundo, dali a pouco diz que vai pescar e pega tudo o que é piranha, mas de cu doce e no seco. Mas jura que não engana ninguém. Ainda apresenta as desculpas mais deslavadas, como se pensasse que Deus só deu inteligência a si, todos os outros somos cabocos lesos e tolos.
- Não, meu vizinho coloca o carro na garagem de casa quando meu marido não está, a amante dele se invocou comigo, só porque eu trato bem o vizinho. Eu juro por Deus que eu sou fiel ao meu amado marido e que nunca me passou pela cabeça fazer saliências com outra pessoa que não seja aquele homem que eu tenho como uma imagem no pedestal. Imagina!
Só passou a cabeça do vizinho, quando ela esperava que ele iria colocar só a cabecinha, não passaria do ombro, ele a enganou e colocou até os ovos. É uma sociedade que se engana e finge que foi enganada, para enganar até a Deus e ir para o Paraíso. Eu hein!  

Ou será fruto de falta de aprofundamento,de busca por conhecimentos e nos limitemos ao básico, para sermos vistos como gênios, só com discursos vazios?

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OBSERVADORES DE PLANTÃO