A
História do Brasil, desde muito, acho que desde que os portugueses se arvoraram
a dizer que Descobriram o Brasil, é uma tentativa ininterrupta de fazer o cidadão
um tipo aparvalhado que só repete o que as elites querem e aceitam como “certo”
e “bom”.
Reitero
o que eu penso e digo. Eu considero que existem elites, pois é muito fácil
tirar o cu da reta, colocando todas as culpas na elite financeira, ou elite
política, quando se pode também mudar a sociedade com práticas com exemplos mais
consistentes, relativos às elites cultural, educativa, desportiva etc. e tal e
tal e coisa.
O
problema é que se deu acesso à educação para muita gente, o que até causou a
morte de Anísio Teixeira com quem a “Santa” Igreja ficou puta e aproveitou a
proximidade com os ditadores de plantão de 1964 e “desapareceram” com o cara, “enfartaram”
o cara, deram um chá de sumiço no cara que tirou a Educação do âmbito apenas
dos salesianos. Imagina se essa gente não tivesse Deus no coração. Égua!
E
a coisa piorou, ao invés de melhorar, pois a Educação tanto pode ser utilizada
para transformar, como para criar débeis mentais com uma maneira de tolher a
prática da busca de outro mundo, dar tudo de mão beijada, justamente o que
aprisiona o educando, onde se quer. É tipo o Mobral que ensinava os
analfaburros a assinarem o nome, só para serem lesados nas suas coisas, sem
saberem realmente interpretar o que estavam fazendo e dando de graça, até o
mais básico de sua existência.
Por
ora, segundo uma crônica de Ruy Castro, recente, os estudantes estão saindo das
escolas, sabendo ler, mas não sabem interpretar o que leram. E não é só isso,
com tantos meios de se ler, fica-se ligado apenas em redes sociais que
abestalham qualquer um, com tolice a toda hora. Não se evolui, fica-se marcando
passo no mesmo lugar.
-
Mas eu to conectado.
-
A quê Tonto?
-
Sei lá, um cara que se intitula de Anjo Caído do Pensamento Liberal Econômico
Radical. Sei lá, gostei do nome, aí me tornei sectário, o que ele fala, eu
reproduzo, sem nem pensar. Tem de virar meme,
tem de bobar rapidamente.
Um
tempo desses, o proprietário da Livraria Cultura, acho que foi entrevistado no
Ponto a Ponto – acho que é assim que se chama um programa da BandNews -, ou no
Observatório da Imprensa, dizia que não
são os meios que levarão as pessoas a lerem. Não é o tablet que vai por si, revelar novos leitores de cultura realmente.
É toda uma estrutura que permita a isso.
Aí
se fica com uma sociedade onde a falsidade é lugar tenente. Ninguém fala a
verdade, é todo mundo querendo ser simpático. Dia desses, falei que inglês diz
na lata, diferente de brasileiro que fica fazendo rodeios e não fode, nem sai
de cima.
Foi
por isso, também, que eu acho que fui reprovado com o Fares no curso de férias.
Primeiro ele era anticomunista e até anti-PT, apesar de hoje, ser filiado e
cônscio das diretrizes do partido. Mas de outra feita, porque era visível que
se apaixonou pela Solange que era minha vizinha e se meteu a fazer um curso de
Exatas, para ter crédito optativo. Como ele a devia nos ver chegando juntos,
pensou que tivéssemos alguma coisa, além de vizinhança de moradia. Depois, ele
que é uma daquelas pessoas que desmunhecam até coçando a orelha com a ponta dos
lábios, mas não assumem, também ficou enrustido na paixão platônica que sentiu
pela minha vizinha. Ao invés de fazer como o Folote, como o namorado da
Carolina, como um colega meu que queria paquerar a Minha Velha que vinham me
perguntar se eu tinha alguma coisa com as meninas, parecia que eu era o dono
das mulheres da academia, nem o fez, nem tentou fazer às escondidas. E se
vingou me reprovando. É típico, o cara fica com recalque por criar elucubrações
meio fantasiosas, depois os outros é que sentem o peso da ira dos abestalhados
de plantão. Uns homens que não têm coragem de chegar numa mulher, levar fora,
faz parte do jogo e às vezes, o cara já não tem nem esperança mais e Dona
Tibúrcia de Meneses e Tiltons, sente desejo e abre a guarda para quem já havia
dispensado. Acham que a vida é linear e não tem variáveis além do NÃO SEU
BROCHA!
As
pessoas começam a pensar uma coisa, nem ao menos para perguntar se é aquilo mesmo
que os outros estão pensando. Um ano depois de nos conhecermos no ambiente de
trabalho, a Tinão veio me dizer que era exatamente um ano que nos conhecemos e
perguntou.
-
Pensavas que eu era fácil, né?
Não,
eu não penso, nem dispenso. Eu não faço esse tipo de divagação. Tem mulher que
faz um cu doce danado, mas querendo parecer mocinha, e enganar o cara que não
faz sexo, é a primeira pombada que vai receber, aos 58 anos, ainda é coladinha. E tem quem dê na primeira vez,
porque sentiu desejo, confiou no cara, e não percisa fazer tipo para parecer
confiável. E a Tinão começou a achar que eu é que era fácil. Não sou fácil, nem
difícil, sou na medida de querer uma coisa e achar que vou ser correspondido na
medida que a outra pessoas esteja desligada de valores nem sempre reais e
esteja apenas ligado no momento. Mas se eu estava querendo, porque vou fazer
joguinhos, fazer cu doce, não faz o meu tipo. Eu sempre digo, eu tocava
razoavelmente, quando quero, desenho, tenho habilidades em várias expressões
artísticas, mas desde o Colégio, percebi que representar não é a minha área,
não tem nada a ver comigo, nem nos palcos, nem fora deles, eu tento responder o
mais fidedigno ao que estou pensando no momento, sem querer agradar os outros,
só por agradar e acabar sendo enjoativo, como açúcar, leite-condensado, mel,
melado de cana e adoçante ao mesmo tempo. Não tem quem aguente, pelo menos eu.
E olha que eu gosto de do sabor de doce.
Ou
como a Acácia com quem acabei de falar à pouco ao telefone, antes de vir para o
computador, quando saíamos juntos diariamente, há muito tempo e um dia eu cheirei o cabelo dela e disse que estava
cheiroso, ela estava usando um shampoo
muito gostoso, ela já interpretou de outra maneira e até hoje acha que a minha
intenção era outra.
-
Tu pensavas que o meu cabelo fedia!
Não,
eu disse naquele momento específico, que havia gostado do shampoo, o cabelo dela estava cheiroso, só. Daí se parte para
interpretar de outra forma, como se todo mundo só falasse de uma maneira que o
que se tem de entender, são as entrelinhas. Eu falo nas linhas mesmo, não
preciso de subterfúgios. Eu o fazia, mais ou menos assim, no Inglês. Mas era
porque as professoras perguntavam as coisas que estavam nos livros, para mim,
queriam que eu dissertasse sobre algo difícil de se expressar em Português,
imagina em Inglês eu ficava enrolando linguiça, até fazer uma ideia do que eu
pesava realmente, a respeito daquele assunto.
E
se criam três tipos de brasileiros.
1.
O TUDO LINDO E MARAVILHOSO
2.
O Ô PARA Ô
3.
O CRÉDULO ABSURDAMENTE CRÉDULO
O
primeiro eu reputo à uma parente que morava no Rio, era secretária dos Generais
do Exército e para ela tudo era lindo e maravilhoso, tudo estava muito bom, eu
achava tão falso, tão forçado, mas o pessoal dizia que era educação. Até o dia
em que estávamos na piscina do Formigal e eu joguei água no cabelo dela, com
laquê até nos cílios auriculares e se desmanchou daquele penteado que não se
desfazia nem cagando. Ela ficou muito puta.
Finalmente ela mostrou que também é humana, também tem pelo menos dois
lados da moeda. Não dá para gostar de tudo todo tempo, achar que o mundo é
perfeito e maravilhoso à toda hora, já deixa transparecer que a pessoa está
forçando a barra para ser simpática, para ser aceita. E não dá para agradar a
gregos e troianos toda hora. É como eu discutia com Seu Clóvis sobre esse papo
de “senso-comum”. O que é senso-comum se o mundo é feito de pessoas diferentes?
Eu sou ateu, ele era religioso, como vamos ter um senso-comum em relação à
vida? Ele era de Direita, eu era assim, digamos não aliado, como seria o
senso-comum sobre política?
O
segundo grupo é o que parece um boneco da Eliana, logo no começo da carreira
que apertava a barriga, ele falava: “ô para ô!” A imagem que eu tenho, é da
Juju, neta do meu padrinho de batismo, paulista que parece estar sempre em
desacordo, nada agrada, por sua vez, para também ser vista como uma pessoa com
opinião forte, quando pode ser apenas uma capa, não dá para achar tudo uma
merda o tempo todo, toda hora. Alguma coisa tem de ser boa, ao menos. Parece
aqueles papos de quem se divorciou recentemente.
-
Menina, eu vivi com aquele homem 36 anos diretos, sem tirar. Mas era só sofrimento.
Eu me sentia triste a todo o momento! Era muito infeliz.
OU
está mentindo, ou é lesa de não gostar e ficar grudada tanto tempo, quando
podia muito bem procurar sua turma muito antes.
E
o terceiro grupo, é a imagem de Dona Themis, que falou que cocô é divino, ela
compra a ideia e ainda divulga e passa adiante. Até um dia desses, Dona
Therezinha que cansou de embarcar na barca furada, falou alguma coisa, com
restrições, finalmente.
-
Vamos esperar mais um tempo, foi a Themis que me falou!
Sim,
nas Eleições Presidenciais recentes, ela que era advogada de uma coligação, estava
torcendo pelo perdedor, ligou esfuziante e esbaforida, lá pelas 18:00h, pois
estava no TRE para dizer que o perdedor havia vencido. Até Dona Therezinha
soltou um palavrão.
-
Puta merda!
Não
custou muito, o pessoal da Globo na mesma tocada, abriram as urnas que
faltavam, devido ao horário de verão e a verdade se revelou.
Eu
falei, como sempre falo.
-
Calma, Dona Themis é ótima advogada, mas péssima em discernir, em destrinchar
as coisas da realidade. Ela embarca fácil em qualquer loucura.
Como
a Aline que também gosta de ser a primeira a divulgar as coisas. Num 1º de
abril, liguei para ela e perguntei.
-
Aline, o que está acontecendo no teu Boi – o Vermelho, acho que é Garantido? -?
-
Não sei, por quê?
-
Rapaz disseram agora, que acabaram de matar o Presidente.
-
É isso, está uma disputa acirrada, os grupos estão se digladiando, eu sabia que
ia acabar assim, espera aí que te ligo já, já.
Era
de manhã bem cedo. Eu nem sabia que estavam brigando, que tinha disputa
interna, ela desligou, tenho certeza que divulgou a notícia para todo mundo do
Boi de Parintins. Já no começo da noite ela me ligou muito puta. Aquela voz de
quem se pega o interlocutor, mata de porrada.
-
Olha, eu admito tudo (mentira, ela não admite passar por enganada), mas brincar
com morte, uma coisa tão séria, vamos convir que é demais. Se tu queres
brincar, não fica fazendo esse tipo de coisa, falando em morte dos outros.
(lógico que eu só poderia falar da morte dos outros. Eu vou ligar e dizer:
Aline, sabe de uma coisa, eu morri! Só liguei para te convidar para minha Missa
de Sétimo Dia, não falta. Ela estava muito puuuuuta, deve ter falado para todo
mundo e no fim, alguém falou que era 1º de abril, aí é que ela se tocou. Ela
falou em tom ríspido: “Eu não gosto dessas brincadeiras”, quando caiu a ficha, para não deixar
transparecer a raiva, logo deu ma desculpa e fez voz mais calma: “de
brincadeira com a morte dos outros”. Ano que vem eu te ligo para dizer que eu estou
inaugurando um novo canal 4Z, de Banda-Rasa, diretamente do Nosso Lar, não
aquele motel escroto, com uns quartos na base do ventilador, mas do Além. O
chato vai ser acreditar).
Quem
sai desses estigmas, estereótipos, tipificações, é mal visto, mal quisto, como
o Jamie Olivier que veio ao Brasil na Copa 2014 e ofereceram Brigadeiro, aquele
docinho que faz a festa dos dentistas e dos produtores de vacinas de diabetes e
ao invés dele ficar querendo equilibrar as palavras para ser simpático, disse
que era uma bosta. Caíram matando, “um símbolo da nossa cultura”. É muita
abestalhação, um doce que serviu para a campanha eleitoral do Brigadeiro
Eduardo Gomes, “cultura de um povo”, eu entendi muito bem. Ele faz campanha
contra a obesidade, principalmente infantil, mundo afora, iria dizer que o Brigadeiro,
um doce com leite-condensado, manteiga, tem quem coloque açúcar e achocolatado,
é delicioso? Convenhamos. Mas se fosse brasileiro, poderia fazer campanha
contra a obesidade e dizer que consumir calorias absurdas em uma pequena bola,
é maravilhoso e ficaria bem visto, nunca iriam dizer que falta nexo em suas
palavras, é uma pessoa em quem não se pode confiar muito, pois, dependendo da
audiência, ela é uma pessoa totalmente diversa dela de antes. Assim se quer os
brasileiros. Mas a quem serve esse discurso simpático, mas artificial e canalha?
Para
mim é que não.
Talvez
para um país que quer que todo mundo não saia da mesmice. Para um Judiciário
que dá uma sentença de um jeito agora, daqui a pouco, a mesma coisa, no mesmo
Judiciário, interpretam de outra maneira, daqui a mais uns minutos se manda
buscar quem foi libertado, mais tarde se dá um habeas-corpus preventivo e se
fica com esses critérios de fornicação. Um puxa-encolhe, um coloca e tira e não
se precisa ter critérios sólidos, é só saber ser simpático. E cínico.
-
Não, a lei diz que...
-
Vendo pelo lado da brecha da lei...
-
Por uma jurisprudência de 1500 e bundas...
-
A lei é uma porcaria, eu vou julgar segundo meus critérios de Iluminado.
Foda-se o mundo!
Não
são só os políticos que poderiam dar melhores exemplos, as novelas, o
Judiciário que trabalha pouco, quando se anuncia um feriado, eles já estão
feriando há uma semana e quando acaba, ainda estão descansando do feriado
prolongado e parece que se pensa que dinheiro nasce em árvore, porque do nada,
querem dinheiro para “ajuda-moradia”, dinheiro para os mais abastados salários,
quase uma nobreza no setor público brasileiro, para carros novos, como e depois
acham que o Governo está gastando mundo, devia maneirar, ter critérios. O
Judiciário Brasileiro é djou! De outro mundo. Quer que se solucione a questão
das aposentadorias, sem mexer na sua diferenciada, seu regime quase elitista .
Quer que se cumpra a lei, de repente um juiz, desembargador dá uma sentença
contrária ao que está escrito nos códigos, na Constituição, por não aceitar
aquilo.
-
Ei tiozinho, o senhor não legisla. O senhor tem de ser o guardião das leis.
Quer legislar, vai procurar ser votado.
Como
o Pastor/Político Sousa que é outra moça enrustida. Ele mudou a residência
eleitoral para Manacapuru, quando fizeram a biometria dos dedos, para as
próximas eleições, ele não estava presente, justamente porque nem mora ali e
perdeu o título de eleitor. Ficou sem poder votar e como diz a Constituição, só
pode ser eleito, quem vota. Tanto fez que agora venceu no TSE e diz que é “milagre”.
Eu acredito, graças a Deus irmão. Mas um milagre no TSE, no STJ, no STF custam
caros. Quem vai pagar as contas? Os “irmãos” dos templos religiosos, a partir
de hoje? E porque os religiosos querem tanto participar da política, quando a
meta é a outra vida, o Além? Mistério! Pode dar pinta “irmão” em Cristo que
Deus, pois se Deus é por nós, nem o Teori Zavasqui, aquele Ministro que te,
nome de remédio para estômago estrangeiro, pode ir contra. A Justiça é cega,
mas tem uma audição do caralho. Deixa tilintar as moedas para ver uma coisa.
Vai no rumo certinha. Pelo cheiro e pelo som. Eita menina boa. Fala-se muita
mentira, por se achar que a verdade dói e não agrada à muita gente, ou à
maioria que gosta de ser bajulada, adora papo vazio e sem base em porra alguma.
É um povo de maioria religiosa, imagina,
o cara acreditar ainda que a Terra é um Tabernáculo, onde depois das margens se
cairia no Abismo Profundo do Inferno, que a Terra é o centro do universo, e de
Adão é que surgiu a Eva, ou seja, a mulher foi parida pelo rabo, foi tanta
força que peidaram na cabeça dela e até hoje são assim meio atrapalhadas. Eu
sei que o “Irmão” Sousa, mesmo se segurando para não soltar a franga para sentar
no peru, não teria coragem, nem deve dar tesão, de usar o poder da buceta,
mesmo que ele não a tenha. Os meios foram outros, para fins indisfarçavelmente
corruptos.
É
um dos poucos países do mundo, onde o cidadão faz e acontece, mata, dá o rabo,
pratica pedofilia, estupra, assalta, quando vira celebridade, pronto, pode reescrever
sua própria história. Ou como virou moda, censura de biografia que não agrada
ao biografado, mesmo se dizendo democrata, como Roberto Carlos que cheirou até
talco infantil, agora não permite que se diga a verdade, aliás ontem, conversando
com a Dona Ana Lúcia, também de luz, ela dizia que no filme do Tim Maia, o
Roberto Carlos ajudou-o muito. Muito pelo contrário, como disse, o “Rei”,
quando foi para o Rio, ficou na casa do Tim, quando já estava famoso e com o
Programa Jovem Guarda que o Tim pediu paracantar lá, ele disse que não iria
queimar seu filme, com um viciado, mas como no Brasil se conta a história mais
conveniente para formar ícones intocáveis, o “Rei” aprendeu a contar vantagens;
a Xuxa que para “vencer” na vida, fez muito programa e não era infantil, nem
nas televisões, nem era colorida, teve de ver a coisa preta e agora quer dizer
que sempre foi mocinha, fez tudo dentro do script
e nunca foi arrivista; e pasma, a Lucianta Gimenez que censurou a biografia de
Mick Jagger, justamente no capítulo em que revela que ele, “chapado”, pensando
que era uma gostosa pelo menos de classe, pegou uma puta de beira de cais
sul-americana que deu o golpe da barriga e até hoje ganha com isso. Então se
está corroborando com o fato de não se falar a verdade. Tudo tem de ser
maquilado, como o Fluminense que mandava os negros que jogavam em sua equipe,
entrarem em campo, cheios de pó de arroz, para parecerem brancos e hoje diz que
não é um clube racista, elitista, nada, era só brincadeira. E
querem que os políticos quando se apresentam ao eleitorado, descrevam também
sua face não tão bem aceita pela sociedade.
-
Bem companheiras e companheiros, depois de eleito, foi mandar fazer todo mundo
voltar à fazer novo exame para a CNH, para pegar quem deu jeitinho para obter a
autorização para dirigir.
Falar
nisso, um taxista já de cabeça branca vinha reclamando que iria sair da praça.
-
Inventaram uma lei que taxista vai ter de fazer tudo de novo. Baliza,
Psicotécnico, Legislação, eu vou tentar duas vezes, se não passar, já desaprendi
muita coisa (mentira, ele nunca aprendeu, é dos muito que dirigem por ter amigo
no Detran, por fraudar exame), sei que não faço mais, vou entregar o táxi para
quem quiser e me aposento. Eu não vou me stressar para repetir tudo de novo. (Como
se tivesse ido pelos caminhos legais, desde o começo).
Não
falei nada, mas fiquei exultante. Tomara que chegue a todos. Eu me garanto
fazer baliza, entrar em garagem, legislação, ate o Psicotécnico, já sei, não
vou elogiar mais as pernas da instrutora na sala escura, nem se ela estiver sem
calcinha, ainda demunheco, para ela pensar que eu não gosto da fruta.
Sabe
quando eu iria eleito? Nunca!
Brasileiro
gosta de ser enganado. Se o discurso fosse outro.
-
Camaradas do meu Brasil varonil, assim que for eleito, juro por Deus que em
dois anos, farei uma nave para levar quem quiser, de graça, até Júpiter.
Prometo que vu ladrilhar o Rio Amazonas de cima abaixo e vamos ser felizes para
sempre.
Aí,
mesmo porque as pessoas não suportam discernir, iria ser visto como “glande”
estadista.
Não
é nossa Propaganda & Publicidade que estão fracas, não é nossa política que
está safada, nós pedimos isso, nós admitimos isso, quem fizer Propaganda &
Publicidade, só exaltando o produto e as qualidades embutidas, mesmo que sejam
ótimas, não vende. Quem não apelar para o sofisma, não é eleito. Somos nós que
não gostamos de ver nossa imagem refletida, por termos cara de caboco, mas
querermos parecer galã de Hollywood,
branco, olhos azuis e que pula de um trem em velocidade, para um carro em
disparada e nem batemos os colhões.
É
por isso que em pesquisa recente, feita pelos mesmos institutos de pesquisa que
diziam que o candidato derrotado teria 16% no Primeiro Turno, mas no Segundo,
iria deslanchar, dar de virada, de goleada, os entrevistados disseram e
afirmaram que acreditam nas informações
dos meios de comunicação, sem tirar, nem por, integralmente. Imagina quanta
estupidez, ainda mais umas empresas ligadas às ditaduras e agora, há uma
Operação Condor Midiática, que só mostra o lado ruim dos governos
latino-americanos que não são aliados políticos da linha obsoleta e obtusa
deles. Imagina um país de gente assim.
-
Juro ser fiel todo dia, na alegria e na tristeza!
Eu
me conheço, não diria isso, nem morto, mesmo porque iria me sentir um calhorda,
mas faz parte da educação desses tipos brasileiros. O cara jura que acredita em
Deus, jura na divindade da instituição casamento, jura na frente de todo mundo,
dali a pouco diz que vai pescar e pega tudo o que é piranha, mas de cu doce e
no seco. Mas jura que não engana ninguém. Ainda apresenta as desculpas mais
deslavadas, como se pensasse que Deus só deu inteligência a si, todos os outros
somos cabocos lesos e tolos.
-
Não, meu vizinho coloca o carro na garagem de casa quando meu marido não está,
a amante dele se invocou comigo, só porque eu trato bem o vizinho. Eu juro por
Deus que eu sou fiel ao meu amado marido e que nunca me passou pela cabeça fazer
saliências com outra pessoa que não seja aquele homem que eu tenho como uma
imagem no pedestal. Imagina!
Só
passou a cabeça do vizinho, quando ela esperava que ele iria colocar só a
cabecinha, não passaria do ombro, ele a enganou e colocou até os ovos. É uma
sociedade que se engana e finge que foi enganada, para enganar até a Deus e ir
para o Paraíso. Eu hein!
Ou
será fruto de falta de aprofundamento,de busca por conhecimentos e nos
limitemos ao básico, para sermos vistos como gênios, só com discursos vazios?
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