Eu sempre
digo que quando entrei no Curso de Economia, havia uma aura de economista só
ter visão Liberal.
Havia a
velha-guarda da Economia que era formada principalmente por quem se formou em
Direito e foi querer dar palpite na área dos outros e criou um nome e fez
renome, como se fosse grandes coisas. Saul e Samuel Benchimol, Jefferson Peres,
Tatu, Batistão etc.
Então a
última matéria antes de formar, era Política e Programação Econômica, onde se
aplicavam os conhecimentos adquiridos no curso inteiro. E o Tatu me deu um
paísinho com todos os problemas do Brasil daquela época, dos países africanos
mais pobres, todos os problemas sociais, securitários possíveis, para eu fazer
a análise e fazer uma sugestão de política econômica para resolver a questão. Estávamos
na época em que se queria resolver problema de inflação, com planos econômicos,
feitos por iluminados, como a Zélia Cardoso. Então depois de resolver a matriz,
de tudo,fiz a sugestão: INVESTIR EM EDUCAÇÃO. Fui reprovado, mesmo que a matriz
me desse crédito para passar, já com o nome no convite de formatura, o jeito
foi doar aos formandos, tudo. Até foi bom, porque o colega que se dispôs a
ficar à frente das finanças, o “gênio”, segundo o Saul, avisou na última hora
que o dinheiro acabou, ele não sabia explicar, como diminuiu, ao invés de
multiplicar, mesmo parado nas aplicações financeiras, num tempo em que se
investia de noite, de manhã estava rico. O jeito foi o pessoal se virar por
conta própria. Como professor não precisa ter compromisso com o que faz, nem
com quem faz, o Saul ficou do mesmo jeito e o colega, um “gênio”. É mesmo. O
pessoal engoliu calado. E nem precisava ser tão “gênio” assim, a família tem
recursos, como se a questão de ser indigno, tivesse a ver apenas e tão somente,
com a condição social das pessoas, não fosse uma questão de caráter, de
ensinamento familiar.
Mas depois
fiquei pensando, as propostas “subversivas” eram essas: EMPREGO, ALIMENTO,
MORADIA E EDUCAÇÃO. Sim, ele era da Direita, compactuava com a Ditadura,
portanto não aceitaria de maneira alguma, uma política econômica que contemplasse
Educação e Bem Estar para todos. Foi como um colega me disse que eu errei. Eu
tenho mania de manter minhas opiniões e isso no Brasil, é mal visto, é mal quisto,
a gente tem de saber falar o que a plateia do momento quer ouvir. Meu colega
veio me questionar, quando soube que eu fora reprovado.
- Tu não
sabes fazer, por que tu não ficavas conversando com ele, sobre as menininhas?
Ele adora!
As
menininhas em questão eram crianças de 12, 13 anos. Hoje é pedofilia, mas muito
praticado, por serem conceitos arraigados, muito arraigados que é preciso haver
mudança estrutural, para se dirimir. Transar com menininha é uma forma de status. Uma maneira de dizer: “eu sou poderoso!”
Não é qualquer menininha, é só menininha de famílias pobres, da periferia. A
menininha das famílias abastadas, pode até ser mais vistosa, mais sensual,
maior, mais mulher, mas as menininhas que se quer transar são as da periferia.
O conceito não tem nada a ver com sexo, tem mais a ver com poder. Existem
prostitutas, mulheres que transam com o cara que é socialmente bem de vida, mas
isso, todo mundo faz. Estamos num estágio, em que é preciso se destacar, a
coisa que só poucos têm acesso é que dá a sensação de poder. Então as
menininhas são as escolhidas porque, muitas vezes, o sexo é o ganha-pão de
famílias miseráveis em todos os sentidos, de outra, é uma maneira de emplacar
alguém na classe abastada, para puxar o resto. E pior, famílias sem educação e
sem estrutura alguma que pensam no imediatismo das coisas.
É mais ou
menos como estratégia de guerra que se manda um pelotão servir de boi de
piranha, para se salvar a batalha em si. Aliás, no caso de famílias que usam as
filhas, de piranha de boi, que é castrado, o touro é que é macho de verdade,
mas quem leva a fama é o outro.
A Educação
que ainda se pratica no Brasil, é como se fosse uma lavagem cerebral, o
professor tenha de faze do aluno, seguidor de uma única proposta política, de
apenas um único ponto de vista social. Não se formam pensadores, mas dementes
com títulos.
Imagina
uma sociedade assim, onde a Educação na verdade é para impingir um pensamento
político, os meios de comunicação para proliferar o estilo “ostentação” e as
famílias acham que dar limites aos coitadinhos dos filhos, é perversidade. Foi
por isso que o Tatu me reprovou, eu estava estudando para o mundo real, ele
ensinava para o sobrenatural. É por isso que o pessoal diz tanto que é católico
– a maioria absoluta da população, mesmo que os evangélicos se juntem como um
só pensamento religioso – mas mente tanto e não sabe que Mentira, é um dos 7
Pecados Capitais, ou por conveniência, finge que não sabe.
POBRE NÃO
Em Manaus
onde pouco se discute, discussão é uma coisa que alija as pessoas, além dos
periquitos que está resolvido, o IPAAM diante da análise da UFMG, diz que foi
obra do Divino, não tem culpados e mandou a Secretaria Municipal de Meio
Ambiente, torar as árvores em frente ao Condomínio Ephigênio Salles, como
solução, ou seja, os periquitos procuram outra paragem, segundo o IPAAM, bom
para eles, bom para quem não suporta natureza e bom para Manaus que encerra
assunto, antes que vire uma discussão com vários pontos de vista; além da volta
dos camelôs, para mim, outros querendo a mesma oportunidade, Constitucional de
também serem agraciados com um subsídio de R$ 1mil e mais alocação em shoppings populares que para mim, é uma
solução paliativa, eu sabia que outros viriam, pois têm de ter o mesmo
tratamento, até quem não precisa, mas é uma questão dos direitos e deveres
serem para todos. A questão é de inchaço de Manaus, de multiplicação
demográfica e atender ao mesmo tempo, todos os reclames, ou então dar uma
solução definitiva, quer-se tirar camelô das ruas, com soluções que não
resolvem nada, visto que outros ficarão desempregados, vão ter de procurar
levar alimento para casa, sustento e os problemas vão se repetir, até se
resolverem-nos definitivamente, ou degringolar geral. Eu não acredito em
filantropia, nem na Noite de Natal que não tem nada a ver comigo, de vez em
quando volta a discussão de se cobrar nas escolas públicas e principalmente
superiores, quem tiver recursos financeiros. Não pega, é inconstitucional. Está
escrito, a lei é clara, Educação, Saúde, Segurança Pública e tudo o que o
estado oferece, não pode ser discriminado, por nada, é isonomia, a menos que
haja uma política de inclusão de mulheres, de raças, de classe, mas nem assim
se discrimina por pagamentos; um assunto que passa despercebido da grande
maioria é o fechamento da Escola Lóris Cordovil.
Para
situar quem não está a par. A Escola que fica no Bairro da Praça 14, é
municipal e pública, portanto, nestes tempos de Educação Gratuita ineficiente,
infere-se que voltada para as classes mais baixas. Mas no IDEB, a tal escola
foi classificada acima até do que escolas particulares de Manaus, atingiu um
índice esperado para 2024, ou seja, antecipou-se em 10 anos. E qual a política
da Prefeitura de Manaus, nas mãos do Arthur Neto, do PSDB? Fechar. Mas fechar? Sim,
a própria Prefeitura constatou que o prédio onde funciona a escola há muito,
mas muito tempo, da sua alçada, é irregular. Solução, como a dos periquitos?
Fecha e não se fala mais nisso.
Mas o que
está por trás é o medo de se dar educação de qualidade à “gentinha”. Imagina se
a moda pega, esses “pobretões” começam a elevar o nível intelectual, de repente
aparece um líder que não seja lúpen-proletariado,
que não se venda ao patrão, com o pomposo nome de “colaborador” e aí a coisa
vai feder. Ele vê que passou muito tempo de vida e sua família e vizinhos e
comunidade, abaixo do que deveriam ter, e que não adianta resolver problema
individual, quando o problema é estrutural, aí vai acabar em fezes, daquelas
que se lança no ventilador.
Imagina na
gestão do PSDB, concordar-se com Educação de qualidade para a periferia, para a
formação de meninos de classe não agraciada com a sorte? Não mesmo, apesar do
Senador por São Paulo Aluizio Nunes, garantir que o PSDB é mais Esquerda do que
o PT, o que eu concordo, estão no mesmo nível, todos sociais-democratas que
Deus nos livre. Oferece-se uma Educação onde o herói é o filantropo de momento
que no dia de Natal leva uma cesta-básica para Uma família de 10, todos choram,
oram pelo Menino Jesus, são todos filhos de Deus e só no ano que vem, e que os
mesmos altruístas volta, mas a mesma cena. Uma maneira de tentar cobrir o sol
com a peneira. O Capitalismo tem questões arraigadas que não se pode resolver,
a social-democracia tenta colocar “pronticure” nas brechas. Crise econômica,
uma solução paliativa, crise moral, outra paliativa, pobreza, mete band-aid, e fica uma colcha de retalhos
de lona de caminhão, que não aguenta muita pressão, um dia rompe por inteiro.
A Educação
no Brasil, ainda é vista como coisa menor, no mesmo patamar da Cultura. Tanto
faz ser PT, PSDB, PQP, os cargos da Educação, ainda são moedas de troca, não
são voltadas para políticas de desenvolvimento. A Secretaria Municipal de
Educação foi ocupada pelo Mauro Lippi que é médico, até há pouco Pauderney
Avelino que é engenheiro, agora pelo Humberto Michilles que tenho certeza não é
da área, por muito tempo, a Secretaria Estadual de Educação foi ocupada pelo
José Melo que é economista, hoje, por um gaúcho que é advogado, o Ministério da
Educação do Governo Dilma, tinha o Haddad que é advogado mas quer ser
economista na marra e assim em diante. O maior nome da Educação no país de
hoje, é o Senador Cristovão Buarque que também é economista. Já se teve grandes
nomes nesse debate, Paulo Freire, Piaget, mas agora neoliberou geral. O
Secretário acha que resolve o problema fazendo prédios, o outro, ambulatórios
para os estudantes, ou outro distribui tablets,
pronto, não se precisa preocupar com essa tolice. Eles não são da área,
ademais, a Educação é perigosa. Então nada de querer colocar gente que entenda
de licenciatura, muito menos de pedagogia, nas Secretarias e Ministérios da
Educação, vamos deixando assim meia-boca, está bom não teremos problema nunca.
Todo mundo é facilmente manobrado. É só dizer que isso é certo e bater, bater,
bater, até todos acharem que é verdade inquestionável porque a Mirian Leitão
disse, o PVC falou, transmitindo um jogo de polo-aquático, o Lobão falou, em
recente conversa de bar, o MC Guimê acha que é assim mesmo e todo mundo acha
que são autoridades no negócio. Difícil é discutir o contrário.
Educação?
O Luciano Hulk faz um quadro, chama o Mr. Catra, o Latino que está se
escondendo da polícia e só pode aparecer em vídeo, a Luciana Gimenez, a Íris, o
Bambam, o Lulu, a Lalá, pronto, é o que se tem de fazer, como o Jornal Hoje de
segunda-feira, quando aborda o tema de emprego. É como se o Marx Groucho viesse
hoje, debater um assunto tão relevante e atual, com seus conhecimentos de
antigamente. E todo mundo acha que é assim mesmo, ou então vai aprender com O
Aprendiz.
- Está
demitido!
UMA QUESTÃO DE
LAISSEZ-FAIRE
Eu sempre
digo que o brasileiro, desde que nasce, é levado à pia batismal e para o
Pensamento Liberal.
Até hoje
se paga para a “Santa” Igreja, alugueres de cidades antigas como Salvador e Rio
de Janeiro. Fiquei sabendo no programa Brasil Místico, quando abordaram o tema
do Brasil laico, mas que usa todos os símbolos, nem dos cristãos como um todo,
mas só do Catolicismo, em Símbolos Nacionais. O Centro do Rio, o Centro de
Salvador, acho que do Recife e de São Paulo, talvez de Minas Gerais, 60% para a
“Santa”, 30% para o estado e 10 para o proprietário. Assim, é mamão com mel. Eu
posso falar em Deus, em humildade, em pleno Capitalismo, como se ainda
estivéssemos no Feudalismo mais baixo, quando o clero era quem mandava em tudo,
em nome de Jesus. Aí, eu como católico, posso gozar os evangélicos, batistas,
crentes, protestantes, neopentecostais e o escambau, por cobrarem dízimos dos
“cordeiros”. E precisa?
Quando o
Enéas, meu primo, que aliás, mandou uns chocolates pelo Sed-Ex que eu me
fartei, a minha dieta para emagrecer, estavam ótimos, j[a vou adiantando, pena
que acabou, era casado com a Suzane Wahl e moravam no Brasil, juntos, ela se
dizia indignada em ser ateia e de Esquerda – pelo menos alguém na família – e
como alemã, ter de pagar um imposto para as igrejas protestantes, da Alemanha,
uma lei instituída por Hitler.
“Liberdade
é uma calça frouxa, azul e desbotada...” Isso se não forem aquelas bombachas de
gaúcho tradicional que vêm com facas, armas de fogo, cintos, pelegos, bombacha,
botas, mas só não pode faltar um furo atrás. Não me pergunte por que, pois eu
não sou muito chegado a tradições. Mas que todo gaúcho muito macho tem um furo
na calça e na cueca pode reparar. E só onde a bochecha esquerda se junta à
bochecha direita do lado posterior à frente.
Só isso.
“Deixa a vida me levar, vida leva eu...”
A maioria
acredita que existe uma ordem no Universo, onde tudo tem de dar pé.
“Ev’rything’s gonna be all right... No woman no cry!” Depois se chora pelo
leite derramado, ou o bezerro desmamado.
Por que ser
duro com a Educação das crianças? “Liberdade”. Limites é querer ser ditador.
E de
repente uma competição infantil, juvenil, os estadunidenses, os russos, os
ingleses, os cubanos fazendo coisas que até Deus duvida. Horas e horas de
treino, de repetição para ser melhor. E os brasileiros?
- Ah, eu
quero que a minha filha seja igual a este rapaz!
As mães
queriam que as filhas tocassem iguais a mim, mas eu tinha anos de estudo, de dedicação,
de leitura de História da Música, de solfejo, de teoria musical, o que muita
gente acha uma perda de tempo e as mães queriam que a Dona Regina fizesse
milagre, para anteontem, sem ao menos as “fofinhas” se esforçarem, chegarem e
baixar a Jurema, o Zé Pilintra e zás.
E vão competir, ao invés de torcermos pelos nossos, sabendo da pouca capacidade
que temos e que damos, torcemos contra os outros.
- Tomara
que o ônibus da Delegação do Arzebaijão fure os 4 pneus e só chegue depois do
tempo limite! Temos de vencer de WXO, senão levamos de 7X1.
- Tomara
que o craque deles quebre a perna no treino!
Isso é uma
demonstração de que não se confia no seu taco, é preciso desejar o mal para os
outros, para ver se tem chance.
Dona
Themis é a rainha da frase feita que não tem consistência alguma.
- As
mulheres que não têm regras é que têm sorte na vida!
Eu sempre
disse que ela deixava a filha dela, muito à vontade, sem regras, uma
adolescente que fazia as próprias regras. Ia e vinha do Colégio Auxiliadora, um
antro de maconheiros e sapatões, onde se formou a maioria das mulheres-macho de
Manaus e muito drogado, além de outras inconsistências, talvez até por uma
política interna que leve a isso, sozinha de ônibus. Aos 11, 12, 13 anos. E não
adianta contra-argumentar que logo eu sou visto como o cara que gosta de
brigar.
- Ela sabe
muito bem o que faz.
Então
mudou, pois quando estudei as matérias de Licenciatura, o que diferia o
adolescente do adulto, era justamente a instabilidade emocional. Ele diz uma
coisa agora, jura que não faz um minuto depois a turma diz que é “da hora”, “é
irado fazer”, lá está o adolescente fazendo, para não ser visto como “careta” e
por alguns motivos básicos, um que ele acha que não morre nunca, outra que ele
acha que com os outros não deu certo, mas com ele, vai ser diferente, ele sabe
como fazer e outra, porque não quer ser visto como o diferente da turma, o
chato, ainda está formando a personalidade e muitos pais acreditam também que
falar em personalidade aos filhos, é tolher sua “criatividade”, ou seu
crescimento. E criam uns Maria-vai-com-as-outras que nem apresentar nada
demais, sabem fazer.
Eu até
estou deixando de dar minha opinião, porque eu estou perdendo amigos. Não vou
concordar, porque acho que é ser muito safado,quando não concordo, mas estou me
educando para ser covarde como muitos que conheço, só me abstedh de dizer o que
eu acho, ou senão, o que me parece mais lógico e o que sempre fiz, desde
criança, procurar outro grupo que aceite opiniões contrárias. Pronto. Senão vou
ficar só. Até para escrever, tenho de perguntar se não incomodo
suscetibilidades. Todo muito é muito susceptível, uma sensibilidade para certas
coisas, além do normal. Para outras, não. Mata-se por bobagem, esquarteja-se
por brincadeira, trata-se a vida, desde que não humana, como coisa inferior,
mas falar coisas que vão contra os ideais dessas pessoas, aí fere
suscetibilidades. Vou começar a ligar para a Acácia, para o Benjamin, para o
Noval, que dizem ler o que eu escrevo, para perguntar se devo falar sobe certos
e determinados assuntos. Mas nem aí há singularidade. A Acácia adora quando eu
falo dos vampiros de alma, as pessoas que sugam a energia da gente, o Noval,
sobre política, o Benjamin odeia que eu pense dentro da ideologia comunista,
apesar de ter deixado de ser faz tempo. “Atrasado!” Mas eu da minha parte
aceito que as pessoas coloquem seu ponto de vista, sem pensar que são
católicas, ou fascistas, ou brancas, ou homossexuais, para só depois dizer o
que eu acho, aceito ou não, mas até hoje, desde o tempo em que eu militava no
movimento estudantil, parece uma tônica, muita gente nem quer ouvir o que os
outros têm à dizer, porque são comunistas, porque são subversivos, porque são
terroristas, colocando uma barreira entre as pessoas, mas engraçado que são
essas que dizem depois que os outros não são democratas. Muita gente ainda
entra num debate, com a ideia preconcebida sobre o outro e nem escuta se a
proposta que apresenta, pode oferecer alguma solução ao problema em questão.
Acho que é
por isso que o meu blog, DuTheco, quem mais lê é estadunidense. Eu fico
abismado. Dia desses, não sei se ontem, eram 17 dos EUA, 7 do Brasil, aí vinham
outros países, França em primeiro lugar, muito próximo do Brasil, depois, até
Rússia e Islândia que eu sei que é frio todo tempo, a diversão é beber e ir ver
os geisers estourarem, além do sol da meia-noite, a terra da Bjök e que gostam
muito de sexo, duas coisas que eu gosto muito também e se pudesse fazer sexo
com a Björk, até melhor, unir o inútil à desagradável. Por que eles estão
perdendo seu tempo com isto? Eu sou atrasado, eu só quero brigar, eu tenho
ideia fixa sobre as cosias. Brasileiro mesmo é instável, ele diz uma coisa
agora, a mesma coisa, tempos depois, de outra forma, é como se quisesse ser
eternamente jovem. Forever young, I want to be, forever young, do you really wanna live
forever, forever, and ever... Talvez esteja aí, a grande
dificuldade em saber quem é adolescente, ou não. As atitudes são perpetuadas,
até depois da menopausa, ou do Exame de Toque Retal. E eu é que sou como o
cachorrinho do Asterix e Obelix que são um casal homoafetivo e ninguém
percebeu, o Ideiafix.
Sábado
passado, estava conversando com um amigo e passou a filha de outro amigo, o
dono da festa. Falei que os dois são da mesma área de construção civil, deviam
conversar para ver o que poderiam tirar com isso. A garota, estudante de
Arquitetura falou que realmente estava precisando de um estágio, estava em uma
empresa que o chefe era muito grosso, achou que não precisava engolir sapo, foi
para outra que fechou as portas e estava precisando continuar a estagiar.
- Ah, eu
só gosto da área financeira, cálculos de material, de obras etc. Eu não gosto
de projetos, desenhos, essas coisas.
Eu
intervi, na minha inconveniência de sempre.
- Tu és
estagiária, tens de passar por todas as áreas da tua categoria.
Interveio
o meu amigo.
- Não, faz
muito bem, faz só o que tu gostas!
Deixa para
lá, o que mais se falava na pós-graduação que era de Administração de RH, de
pessoas, era EMPREGABILIDADE. Mais deixa, eu devo estar defasado. O
recém-formado deve sair da escola procurando emprego e já vai avisando na
entrevista de emprego.
- Olha, eu
sou advogado, mas odeio advogar. Me coloca num cargo de Gerente de Logística
que eu adoro e acho que sou bom nisso. Outra coisa, eu não gosto de me reportar
ao chefe imediato, nem a nenhum chefe. Eu sou da escola da Venina da Petrobrás,
passou por cima de tudo e de todos e acho que sou muito ética. Ela está certa,
vai ver que é advogada no cargo de Administração e esse negócio de regras, de
normas, é ultrapassado, a “Neoadministração” diz que cada um é seu chefe, não
precisa passar pelos níveis acima e tudo vai correr muito bem. Se não for
assim, nem me empregue que eu vou procurar meus direitos, dizer que fui discriminado
por ser preto, judeu, homossexual e pobre.
- Mas tu
não és nada disso.
- Eu
invento!
E o
discurso da pieguice, de se basear no coitadismo é que pega. Dia desses chamei
Dona Therezinha para dar uma opinião sobre uma cantora.
- A mulher
não tem nem voz, uma música muito chata...
- Pois é.
É a Pitty que Dona Themis insiste em gostar, porque “ninguém sabe o que eu
passei. A análise dela, ao invés de se aterem à melodia, letra, música em si,
não vai buscar a vida pregressa do sujeito. Como o pessoal do sertanejo que ela
gostava, porque “coitadinho, eram pobres, plantavam banana nas coxas, macaxeira
nos fundos e bananeira nas horas vagas”, como se a música fosse INSS, ao invés
de se escolher o sujeito pela obra, escolhe-se para tirar da miséria, sem resolver
nada. E se criar gente arrogante que depois se esquece de onde veio, como
“venceu” e se acha no direito de pisar todo mundo.
Não tem
jeito, o brasileiro, mesmo sem saber, acha que o mundo está em ceteris paribus, existe uma ordem,
inclusive no Universo, em que tudo está em “equilíbrio”, o que chamaram de a
Mão de Deus, uma regulação acima do bem e do mal, e que se pode viver
eternamente no Laissez-Faire, não só
na Economia, como na Educação Caseira e o Saber como um todo, cada um aprende o
que quer, como quer, se quiser, deixa
para lá, por que que se esforçar, uma sociedade que resiste na base dos
privilégios, eu faço uma “falculdade” qualquer, depois me alio ao poderoso de
momento, no fim das contas, ainda saio como o exemplo a ser seguido pelas gerações
e gerações. O que me desabona na biografia, eu reinvento minha história e se
alguém quiser falar a verdade, entro com uma ação na Justiça, mas não é censura
e quem fica mal é que insiste em discutir embasado em fatos.
EM 2014 COMO EM 1980
Dia desses
ia no táxi e havia uma garota nova, mas nova, grávida, uma barriga enorme,
andando na calçada. Atentei ao fato, o taxista me mandou ir às maternidades.
- Essa aí
é velha! Vai nas maternidades públicas, para ver as criancinhas tudo grávida.
Hoje, com
tanta informação, com tanta tecnologia, apareceram gerações que vivem como
antes de se conhecer os perigos da AIDS, antes de se ter preservativos que data
do Império Romano que usavam com pele de carneiro, antes do Woman’s Lib. Uma
geração quase na ignorância de nossos ancestrais mais antigos. Como se uma
pessoa que vive fossilizada, desde o tempo do Trogloditismo fosse ressuscitada
e tivesse de se virar por conta própria, num mundo completamente novo.
Neste
Condomínio mesmo, meninas de colégios de “rico”, engravidaram aos 12/15 anos. Meninas
de pais com graduação e pós-graduação, recursos financeiros, bons colégios,
acesso a todo tipo de informação, mas ficam só no I LIKE, que se espera,
tivessem uma maneira de ver o mundo um pouco melhor, acima das outras que vivem
mal e porcamente e só servem para a Globo nas campanhas sobre felicidade. Um
monte de menina buchuda, ou de vermes, ou de filhos, mas tudo se dizendo muito
feliz. E se acontece aqui, imagina na periferia.
A Aids que
estava caindo nos índices, voltou com tudo. Jovens que não acreditam, como se
fosse uma questão de religião e que se acostumaram a ter tudo de fora. Exógenos
em sua criação.
- Calcule!
- Só se
for no celular!
- Responda
o ENEM!
- Só se
for com o ponto!
- Dê sua
opinião!
- Só se eu
procurar no Google!
- Viva!
- Só se eu
consumir os produtos da moda, mesmo sem necesidade!
As pessoas
se acostumaram a usar tudo, como uma muleta. Nada depende essencialmente delas,
elas precisam sempre de algo mais, para se sentirem “gente”.
- Ora, a
Aids já tem remédio. Eu posso pegar que depois eu compro os remédios.
Mas são
remédios fortes, debilitantes, com consequências danosas, diuturnamente, para o
resto da vida, ou até haver cura.
É como
muito homem casado da minha faixa etária que não usa casinha, quando transa
fora do casamento, ao menos.
- Ah, eu
não sei usar, depois é como chupar bala com papel.
É muito
engraçado, engraçado, a irresponsabilidade parece que é um fator de alegria
geral, mas as contas são caras.
Usar
preservativo é careta, a vez que eu deixei de usar e confiei na parceira,
peguei uma gonorreia braba, não fosse uma amiga do coração pega dentro da cueca
e dizer o que eu tinha, eu iria chorar a vida inteira pela cabecinha. Mas o
cara diz que não usa, todo mundo acha muito engraçado, o cara que fala sobre a
necessidade de usar é que é antipático.
Uma menina
grávida tem de largar a escola, os pais a sustentam, ou casa com outro
adolescente que tem de dar seu jeito de sustentar a família e mais uma vez,
relegar a Educação, sendo de classes abastadas, vão se valer das amizades para
estarem nos melhores postos, mesmo sem a menor capacidade e por aí à fora,
vamos continuar marcando passo.
Uma pessoa
com Aids, problema para a saúde pública, mais remédios para a rede de estoque,
caros, problemas com os problemas que vêm com os remédios e atacam outros
órgãos, mais gastos públicos, mais leitos ocupados, e ao invés de pensarmos
como pessoas desenvolvidas, parece que estamos puxando para o atraso, sempre. É
como uma canoa que vai contra a maré e dois remam para frente, um não rema
porque não quer suar, o outro fura o casco, para ver o que acontece e ainda têm
os que remam para trás. É preciso ser muito esperançoso, para que a coisa dê
certo. E me chamam de pessimista, até que eu li sobe o otimismo de boca e o
pessimismo de verdade. Segundo o artigo, muita gente é muito otimista quando
tudo vai bem. Mas ao sinal do menor problema se desesperam, acham que anda vai
dar certo, aí é que entra o otimista de verdade. Diante dos fatos, procurar
meios para resolver os problemas e tentar sair do marasmo. E continua, tem
muita gente se dizendo otimista, quando na verdade, é uma forma de chamar a
atenção e querer ser bonzinho, quando os fatos apontam para outros rumos que
muitas veze desagradam quem não gosta de lidar com a realidade.
E quanto
menos Educação, aquela que transforma, que cria cidadãos conscientes, que acham
que também têm de fazer a sua parte, não só esperar dos outros, mais problemas.
Então eu
estava certo na minha dissertação sobre a política econômica para tirar aquele
país do Subdesenvolvimentismo absoluto. Educação, que transforma, que edifica,
que faz com que as pessoas saibam discernir por conta própria, não seja títeres
de qualquer bobão que apareça oferecendo coisas que não podem ser realizadas.
E por que,
até nas famílias com mais recursos, parece que regredimos, estamos nas
cavernas? Culpa da Dilma e do PT. Não acredito, pois antes deles, esses
conceitos eram fartamente disseminados.
Já disse
um educador que veio conhecer o Brasil.
- As
crianças brasileiras são tratadas como Pequenos Príncipes.
Sim, é o
estudante que diz ao professor o que quer estudar, é o estagiário que diz como
quer trabalhar, é a cria que em todas as espécies animais, aprende com os mais
velhos, que ensina o caminho das pedras aos mais velhos, aqui é diferente.
- Deixa
que tudo é uma questão de sorte!
E os
outros que têm política de Educação de verdade, parecem sempre ter mais sorte
do que nós. A Indonésia, um país aquém do PIBinho Brasileiro, refez-se do tsunami, coisa que o Brasil, mesmo sem
furacão, intempéries fortes, as estradas são uma lástima, as favelas e até o
asfalto não têm ainda esgotos, imagina tratados, a Baía de Guanabara que há 7
anos, sabe-se que vai ser palco de disputas aquáticas em 2016, está tão poluída
que ao menor contato com suas águas, está dando doença séria, não só de pele e
nos oferecemos para comandar o Haiti, o Japão, os países asiáticos que sofreram
grandes transtornos climáticos já se refizeram e o Haiti está do mesmo jeito,
até pior, mas os brasileiros estão ensinando piadas aos haitianos, estão
jogando bola com a garotada, que liiiindo, os haitianos estão vindo para o
Brasil, como uma tábua de salvação, mas de resto, é uma questão de sorte. Pode
crer amizade!
- Laissez-Faire. Alargar conhecimentos, só
para quem é muito chato. Nossas crianças nascem adultas, os pais é que
continuam irresponsáveis, querendo que o Governo cuide da educação caseira, sem
se imiscuir no pensamento de cada família.
Aí, é
preciso ser muito sortudo.
E
continuamos a ter pavor da Educação, senão ninguém cai numas desculpas toscas e
quase infantis dessas. Vamos ter de debater como adultos.
- Ai que
chato!
É o Brasil
Mágico de Pirlimpimpim. Não por menos, a maior audiência do Show da Xuxa era
dos pais que forçavam as crianças a assistirem, para terem uma desculpa, ao
invés de assumirem como adultos.
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