terça-feira, 23 de dezembro de 2014

QUEM TEM MEDO DA EDUCAÇÃO?

Eu sempre digo que quando entrei no Curso de Economia, havia uma aura de economista só ter visão Liberal.
Havia a velha-guarda da Economia que era formada principalmente por quem se formou em Direito e foi querer dar palpite na área dos outros e criou um nome e fez renome, como se fosse grandes coisas. Saul e Samuel Benchimol, Jefferson Peres, Tatu, Batistão etc.
Então a última matéria antes de formar, era Política e Programação Econômica, onde se aplicavam os conhecimentos adquiridos no curso inteiro. E o Tatu me deu um paísinho com todos os problemas do Brasil daquela época, dos países africanos mais pobres, todos os problemas sociais, securitários possíveis, para eu fazer a análise e fazer uma sugestão de política econômica para resolver a questão. Estávamos na época em que se queria resolver problema de inflação, com planos econômicos, feitos por iluminados, como a Zélia Cardoso. Então depois de resolver a matriz, de tudo,fiz a sugestão: INVESTIR EM EDUCAÇÃO. Fui reprovado, mesmo que a matriz me desse crédito para passar, já com o nome no convite de formatura, o jeito foi doar aos formandos, tudo. Até foi bom, porque o colega que se dispôs a ficar à frente das finanças, o “gênio”, segundo o Saul, avisou na última hora que o dinheiro acabou, ele não sabia explicar, como diminuiu, ao invés de multiplicar, mesmo parado nas aplicações financeiras, num tempo em que se investia de noite, de manhã estava rico. O jeito foi o pessoal se virar por conta própria. Como professor não precisa ter compromisso com o que faz, nem com quem faz, o Saul ficou do mesmo jeito e o colega, um “gênio”. É mesmo. O pessoal engoliu calado. E nem precisava ser tão “gênio” assim, a família tem recursos, como se a questão de ser indigno, tivesse a ver apenas e tão somente, com a condição social das pessoas, não fosse uma questão de caráter, de ensinamento familiar. 
Mas depois fiquei pensando, as propostas “subversivas” eram essas: EMPREGO, ALIMENTO, MORADIA E EDUCAÇÃO. Sim, ele era da Direita, compactuava com a Ditadura, portanto não aceitaria de maneira alguma, uma política econômica que contemplasse Educação e Bem Estar para todos. Foi como um colega me disse que eu errei. Eu tenho mania de manter minhas opiniões e isso no Brasil, é mal visto, é mal quisto, a gente tem de saber falar o que a plateia do momento quer ouvir. Meu colega veio me questionar, quando soube que eu fora reprovado.
- Tu não sabes fazer, por que tu não ficavas conversando com ele, sobre as menininhas? Ele adora!
As menininhas em questão eram crianças de 12, 13 anos. Hoje é pedofilia, mas muito praticado, por serem conceitos arraigados, muito arraigados que é preciso haver mudança estrutural, para se dirimir. Transar com menininha é uma forma de status. Uma maneira de dizer: “eu sou poderoso!” Não é qualquer menininha, é só menininha de famílias pobres, da periferia. A menininha das famílias abastadas, pode até ser mais vistosa, mais sensual, maior, mais mulher, mas as menininhas que se quer transar são as da periferia. O conceito não tem nada a ver com sexo, tem mais a ver com poder. Existem prostitutas, mulheres que transam com o cara que é socialmente bem de vida, mas isso, todo mundo faz. Estamos num estágio, em que é preciso se destacar, a coisa que só poucos têm acesso é que dá a sensação de poder. Então as menininhas são as escolhidas porque, muitas vezes, o sexo é o ganha-pão de famílias miseráveis em todos os sentidos, de outra, é uma maneira de emplacar alguém na classe abastada, para puxar o resto. E pior, famílias sem educação e sem estrutura alguma que pensam no imediatismo das coisas.
É mais ou menos como estratégia de guerra que se manda um pelotão servir de boi de piranha, para se salvar a batalha em si. Aliás, no caso de famílias que usam as filhas, de piranha de boi, que é castrado, o touro é que é macho de verdade, mas quem leva a fama é o outro.
A Educação que ainda se pratica no Brasil, é como se fosse uma lavagem cerebral, o professor tenha de faze do aluno, seguidor de uma única proposta política, de apenas um único ponto de vista social. Não se formam pensadores, mas dementes com títulos.
Imagina uma sociedade assim, onde a Educação na verdade é para impingir um pensamento político, os meios de comunicação para proliferar o estilo “ostentação” e as famílias acham que dar limites aos coitadinhos dos filhos, é perversidade. Foi por isso que o Tatu me reprovou, eu estava estudando para o mundo real, ele ensinava para o sobrenatural. É por isso que o pessoal diz tanto que é católico – a maioria absoluta da população, mesmo que os evangélicos se juntem como um só pensamento religioso – mas mente tanto e não sabe que Mentira, é um dos 7 Pecados Capitais, ou por conveniência, finge que não sabe.    
POBRE NÃO
Em Manaus onde pouco se discute, discussão é uma coisa que alija as pessoas, além dos periquitos que está resolvido, o IPAAM diante da análise da UFMG, diz que foi obra do Divino, não tem culpados e mandou a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, torar as árvores em frente ao Condomínio Ephigênio Salles, como solução, ou seja, os periquitos procuram outra paragem, segundo o IPAAM, bom para eles, bom para quem não suporta natureza e bom para Manaus que encerra assunto, antes que vire uma discussão com vários pontos de vista; além da volta dos camelôs, para mim, outros querendo a mesma oportunidade, Constitucional de também serem agraciados com um subsídio de R$ 1mil e mais alocação em shoppings populares que para mim, é uma solução paliativa, eu sabia que outros viriam, pois têm de ter o mesmo tratamento, até quem não precisa, mas é uma questão dos direitos e deveres serem para todos. A questão é de inchaço de Manaus, de multiplicação demográfica e atender ao mesmo tempo, todos os reclames, ou então dar uma solução definitiva, quer-se tirar camelô das ruas, com soluções que não resolvem nada, visto que outros ficarão desempregados, vão ter de procurar levar alimento para casa, sustento e os problemas vão se repetir, até se resolverem-nos definitivamente, ou degringolar geral. Eu não acredito em filantropia, nem na Noite de Natal que não tem nada a ver comigo, de vez em quando volta a discussão de se cobrar nas escolas públicas e principalmente superiores, quem tiver recursos financeiros. Não pega, é inconstitucional. Está escrito, a lei é clara, Educação, Saúde, Segurança Pública e tudo o que o estado oferece, não pode ser discriminado, por nada, é isonomia, a menos que haja uma política de inclusão de mulheres, de raças, de classe, mas nem assim se discrimina por pagamentos; um assunto que passa despercebido da grande maioria é o fechamento da Escola Lóris Cordovil.
Para situar quem não está a par. A Escola que fica no Bairro da Praça 14, é municipal e pública, portanto, nestes tempos de Educação Gratuita ineficiente, infere-se que voltada para as classes mais baixas. Mas no IDEB, a tal escola foi classificada acima até do que escolas particulares de Manaus, atingiu um índice esperado para 2024, ou seja, antecipou-se em 10 anos. E qual a política da Prefeitura de Manaus, nas mãos do Arthur Neto, do PSDB? Fechar. Mas fechar? Sim, a própria Prefeitura constatou que o prédio onde funciona a escola há muito, mas muito tempo, da sua alçada, é irregular. Solução, como a dos periquitos? Fecha e não se fala mais nisso.
Mas o que está por trás é o medo de se dar educação de qualidade à “gentinha”. Imagina se a moda pega, esses “pobretões” começam a elevar o nível intelectual, de repente aparece um líder que não seja lúpen-proletariado, que não se venda ao patrão, com o pomposo nome de “colaborador” e aí a coisa vai feder. Ele vê que passou muito tempo de vida e sua família e vizinhos e comunidade, abaixo do que deveriam ter, e que não adianta resolver problema individual, quando o problema é estrutural, aí vai acabar em fezes, daquelas que se lança no ventilador.
Imagina na gestão do PSDB, concordar-se com Educação de qualidade para a periferia, para a formação de meninos de classe não agraciada com a sorte? Não mesmo, apesar do Senador por São Paulo Aluizio Nunes, garantir que o PSDB é mais Esquerda do que o PT, o que eu concordo, estão no mesmo nível, todos sociais-democratas que Deus nos livre. Oferece-se uma Educação onde o herói é o filantropo de momento que no dia de Natal leva uma cesta-básica para Uma família de 10, todos choram, oram pelo Menino Jesus, são todos filhos de Deus e só no ano que vem, e que os mesmos altruístas volta, mas a mesma cena. Uma maneira de tentar cobrir o sol com a peneira. O Capitalismo tem questões arraigadas que não se pode resolver, a social-democracia tenta colocar “pronticure” nas brechas. Crise econômica, uma solução paliativa, crise moral, outra paliativa, pobreza, mete band-aid, e fica uma colcha de retalhos de lona de caminhão, que não aguenta muita pressão, um dia rompe por inteiro.
A Educação no Brasil, ainda é vista como coisa menor, no mesmo patamar da Cultura. Tanto faz ser PT, PSDB, PQP, os cargos da Educação, ainda são moedas de troca, não são voltadas para políticas de desenvolvimento. A Secretaria Municipal de Educação foi ocupada pelo Mauro Lippi que é médico, até há pouco Pauderney Avelino que é engenheiro, agora pelo Humberto Michilles que tenho certeza não é da área, por muito tempo, a Secretaria Estadual de Educação foi ocupada pelo José Melo que é economista, hoje, por um gaúcho que é advogado, o Ministério da Educação do Governo Dilma, tinha o Haddad que é advogado mas quer ser economista na marra e assim em diante. O maior nome da Educação no país de hoje, é o Senador Cristovão Buarque que também é economista. Já se teve grandes nomes nesse debate, Paulo Freire, Piaget, mas agora neoliberou geral. O Secretário acha que resolve o problema fazendo prédios, o outro, ambulatórios para os estudantes, ou outro distribui tablets, pronto, não se precisa preocupar com essa tolice. Eles não são da área, ademais, a Educação é perigosa. Então nada de querer colocar gente que entenda de licenciatura, muito menos de pedagogia, nas Secretarias e Ministérios da Educação, vamos deixando assim meia-boca, está bom não teremos problema nunca. Todo mundo é facilmente manobrado. É só dizer que isso é certo e bater, bater, bater, até todos acharem que é verdade inquestionável porque a Mirian Leitão disse, o PVC falou, transmitindo um jogo de polo-aquático, o Lobão falou, em recente conversa de bar, o MC Guimê acha que é assim mesmo e todo mundo acha que são autoridades no negócio. Difícil é discutir o contrário.
Educação? O Luciano Hulk faz um quadro, chama o Mr. Catra, o Latino que está se escondendo da polícia e só pode aparecer em vídeo, a Luciana Gimenez, a Íris, o Bambam, o Lulu, a Lalá, pronto, é o que se tem de fazer, como o Jornal Hoje de segunda-feira, quando aborda o tema de emprego. É como se o Marx Groucho viesse hoje, debater um assunto tão relevante e atual, com seus conhecimentos de antigamente. E todo mundo acha que é assim mesmo, ou então vai aprender com O Aprendiz.
- Está demitido!      
UMA QUESTÃO DE LAISSEZ-FAIRE
Eu sempre digo que o brasileiro, desde que nasce, é levado à pia batismal e para o Pensamento Liberal.
Até hoje se paga para a “Santa” Igreja, alugueres de cidades antigas como Salvador e Rio de Janeiro. Fiquei sabendo no programa Brasil Místico, quando abordaram o tema do Brasil laico, mas que usa todos os símbolos, nem dos cristãos como um todo, mas só do Catolicismo, em Símbolos Nacionais. O Centro do Rio, o Centro de Salvador, acho que do Recife e de São Paulo, talvez de Minas Gerais, 60% para a “Santa”, 30% para o estado e 10 para o proprietário. Assim, é mamão com mel. Eu posso falar em Deus, em humildade, em pleno Capitalismo, como se ainda estivéssemos no Feudalismo mais baixo, quando o clero era quem mandava em tudo, em nome de Jesus. Aí, eu como católico, posso gozar os evangélicos, batistas, crentes, protestantes, neopentecostais e o escambau, por cobrarem dízimos dos “cordeiros”. E precisa?
Quando o Enéas, meu primo, que aliás, mandou uns chocolates pelo Sed-Ex que eu me fartei, a minha dieta para emagrecer, estavam ótimos, j[a vou adiantando, pena que acabou, era casado com a Suzane Wahl e moravam no Brasil, juntos, ela se dizia indignada em ser ateia e de Esquerda – pelo menos alguém na família – e como alemã, ter de pagar um imposto para as igrejas protestantes, da Alemanha, uma lei instituída por Hitler.   
“Liberdade é uma calça frouxa, azul e desbotada...” Isso se não forem aquelas bombachas de gaúcho tradicional que vêm com facas, armas de fogo, cintos, pelegos, bombacha, botas, mas só não pode faltar um furo atrás. Não me pergunte por que, pois eu não sou muito chegado a tradições. Mas que todo gaúcho muito macho tem um furo na calça e na cueca pode reparar. E só onde a bochecha esquerda se junta à bochecha direita do lado posterior à frente. 
Só isso. “Deixa a vida me levar, vida leva eu...”
A maioria acredita que existe uma ordem no Universo, onde tudo tem de dar pé. “Ev’rything’s gonna be all right... No woman no cry!” Depois se chora pelo leite derramado, ou o bezerro desmamado.
Por que ser duro com a Educação das crianças? “Liberdade”. Limites é querer ser ditador.
E de repente uma competição infantil, juvenil, os estadunidenses, os russos, os ingleses, os cubanos fazendo coisas que até Deus duvida. Horas e horas de treino, de repetição para ser melhor. E os brasileiros?
- Ah, eu quero que a minha filha seja igual a este rapaz!
As mães queriam que as filhas tocassem iguais a mim, mas eu tinha anos de estudo, de dedicação, de leitura de História da Música, de solfejo, de teoria musical, o que muita gente acha uma perda de tempo e as mães queriam que a Dona Regina fizesse milagre, para anteontem, sem ao menos as “fofinhas” se esforçarem, chegarem e baixar a Jurema, o Zé Pilintra e zás. E vão competir, ao invés de torcermos pelos nossos, sabendo da pouca capacidade que temos e que damos, torcemos contra os outros.
- Tomara que o ônibus da Delegação do Arzebaijão fure os 4 pneus e só chegue depois do tempo limite! Temos de vencer de WXO, senão levamos de 7X1.
- Tomara que o craque deles quebre a perna no treino!
Isso é uma demonstração de que não se confia no seu taco, é preciso desejar o mal para os outros, para ver se tem chance.     
Dona Themis é a rainha da frase feita que não tem consistência alguma.
- As mulheres que não têm regras é que têm sorte na vida!
Eu sempre disse que ela deixava a filha dela, muito à vontade, sem regras, uma adolescente que fazia as próprias regras. Ia e vinha do Colégio Auxiliadora, um antro de maconheiros e sapatões, onde se formou a maioria das mulheres-macho de Manaus e muito drogado, além de outras inconsistências, talvez até por uma política interna que leve a isso, sozinha de ônibus. Aos 11, 12, 13 anos. E não adianta contra-argumentar que logo eu sou visto como o cara que gosta de brigar.
- Ela sabe muito bem o que faz.
Então mudou, pois quando estudei as matérias de Licenciatura, o que diferia o adolescente do adulto, era justamente a instabilidade emocional. Ele diz uma coisa agora, jura que não faz um minuto depois a turma diz que é “da hora”, “é irado fazer”, lá está o adolescente fazendo, para não ser visto como “careta” e por alguns motivos básicos, um que ele acha que não morre nunca, outra que ele acha que com os outros não deu certo, mas com ele, vai ser diferente, ele sabe como fazer e outra, porque não quer ser visto como o diferente da turma, o chato, ainda está formando a personalidade e muitos pais acreditam também que falar em personalidade aos filhos, é tolher sua “criatividade”, ou seu crescimento. E criam uns Maria-vai-com-as-outras que nem apresentar nada demais, sabem fazer.
Eu até estou deixando de dar minha opinião, porque eu estou perdendo amigos. Não vou concordar, porque acho que é ser muito safado,quando não concordo, mas estou me educando para ser covarde como muitos que conheço, só me abstedh de dizer o que eu acho, ou senão, o que me parece mais lógico e o que sempre fiz, desde criança, procurar outro grupo que aceite opiniões contrárias. Pronto. Senão vou ficar só. Até para escrever, tenho de perguntar se não incomodo suscetibilidades. Todo muito é muito susceptível, uma sensibilidade para certas coisas, além do normal. Para outras, não. Mata-se por bobagem, esquarteja-se por brincadeira, trata-se a vida, desde que não humana, como coisa inferior, mas falar coisas que vão contra os ideais dessas pessoas, aí fere suscetibilidades. Vou começar a ligar para a Acácia, para o Benjamin, para o Noval, que dizem ler o que eu escrevo, para perguntar se devo falar sobe certos e determinados assuntos. Mas nem aí há singularidade. A Acácia adora quando eu falo dos vampiros de alma, as pessoas que sugam a energia da gente, o Noval, sobre política, o Benjamin odeia que eu pense dentro da ideologia comunista, apesar de ter deixado de ser faz tempo. “Atrasado!” Mas eu da minha parte aceito que as pessoas coloquem seu ponto de vista, sem pensar que são católicas, ou fascistas, ou brancas, ou homossexuais, para só depois dizer o que eu acho, aceito ou não, mas até hoje, desde o tempo em que eu militava no movimento estudantil, parece uma tônica, muita gente nem quer ouvir o que os outros têm à dizer, porque são comunistas, porque são subversivos, porque são terroristas, colocando uma barreira entre as pessoas, mas engraçado que são essas que dizem depois que os outros não são democratas. Muita gente ainda entra num debate, com a ideia preconcebida sobre o outro e nem escuta se a proposta que apresenta, pode oferecer alguma solução ao problema em questão.
Acho que é por isso que o meu blog, DuTheco, quem mais lê é estadunidense. Eu fico abismado. Dia desses, não sei se ontem, eram 17 dos EUA, 7 do Brasil, aí vinham outros países, França em primeiro lugar, muito próximo do Brasil, depois, até Rússia e Islândia que eu sei que é frio todo tempo, a diversão é beber e ir ver os geisers estourarem, além do sol da meia-noite, a terra da Bjök e que gostam muito de sexo, duas coisas que eu gosto muito também e se pudesse fazer sexo com a Björk, até melhor, unir o inútil à desagradável. Por que eles estão perdendo seu tempo com isto? Eu sou atrasado, eu só quero brigar, eu tenho ideia fixa sobre as cosias. Brasileiro mesmo é instável, ele diz uma coisa agora, a mesma coisa, tempos depois, de outra forma, é como se quisesse ser eternamente jovem. Forever young, I want to be, forever young, do you really wanna live forever, forever, and ever... Talvez esteja aí, a grande dificuldade em saber quem é adolescente, ou não. As atitudes são perpetuadas, até depois da menopausa, ou do Exame de Toque Retal. E eu é que sou como o cachorrinho do Asterix e Obelix que são um casal homoafetivo e ninguém percebeu, o Ideiafix.       
Sábado passado, estava conversando com um amigo e passou a filha de outro amigo, o dono da festa. Falei que os dois são da mesma área de construção civil, deviam conversar para ver o que poderiam tirar com isso. A garota, estudante de Arquitetura falou que realmente estava precisando de um estágio, estava em uma empresa que o chefe era muito grosso, achou que não precisava engolir sapo, foi para outra que fechou as portas e estava precisando continuar a estagiar.
- Ah, eu só gosto da área financeira, cálculos de material, de obras etc. Eu não gosto de projetos, desenhos, essas coisas.
Eu intervi, na minha inconveniência de sempre.
- Tu és estagiária, tens de passar por todas as áreas da tua categoria.
Interveio o meu amigo.
- Não, faz muito bem, faz só o que tu gostas!
Deixa para lá, o que mais se falava na pós-graduação que era de Administração de RH, de pessoas, era EMPREGABILIDADE. Mais deixa, eu devo estar defasado. O recém-formado deve sair da escola procurando emprego e já vai avisando na entrevista de emprego.
- Olha, eu sou advogado, mas odeio advogar. Me coloca num cargo de Gerente de Logística que eu adoro e acho que sou bom nisso. Outra coisa, eu não gosto de me reportar ao chefe imediato, nem a nenhum chefe. Eu sou da escola da Venina da Petrobrás, passou por cima de tudo e de todos e acho que sou muito ética. Ela está certa, vai ver que é advogada no cargo de Administração e esse negócio de regras, de normas, é ultrapassado, a “Neoadministração” diz que cada um é seu chefe, não precisa passar pelos níveis acima e tudo vai correr muito bem. Se não for assim, nem me empregue que eu vou procurar meus direitos, dizer que fui discriminado por ser preto, judeu, homossexual e pobre.
- Mas tu não és nada disso.
- Eu invento!
E o discurso da pieguice, de se basear no coitadismo é que pega. Dia desses chamei Dona Therezinha para dar uma opinião sobre uma cantora.
- A mulher não tem nem voz, uma música muito chata...
- Pois é. É a Pitty que Dona Themis insiste em gostar, porque “ninguém sabe o que eu passei. A análise dela, ao invés de se aterem à melodia, letra, música em si, não vai buscar a vida pregressa do sujeito. Como o pessoal do sertanejo que ela gostava, porque “coitadinho, eram pobres, plantavam banana nas coxas, macaxeira nos fundos e bananeira nas horas vagas”, como se a música fosse INSS, ao invés de se escolher o sujeito pela obra, escolhe-se para tirar da miséria, sem resolver nada. E se criar gente arrogante que depois se esquece de onde veio, como “venceu” e se acha no direito de pisar todo mundo.  
Não tem jeito, o brasileiro, mesmo sem saber, acha que o mundo está em ceteris paribus, existe uma ordem, inclusive no Universo, em que tudo está em “equilíbrio”, o que chamaram de a Mão de Deus, uma regulação acima do bem e do mal, e que se pode viver eternamente no Laissez-Faire, não só na Economia, como na Educação Caseira e o Saber como um todo, cada um aprende o que quer, como quer, se quiser,  deixa para lá, por que que se esforçar, uma sociedade que resiste na base dos privilégios, eu faço uma “falculdade” qualquer, depois me alio ao poderoso de momento, no fim das contas, ainda saio como o exemplo a ser seguido pelas gerações e gerações. O que me desabona na biografia, eu reinvento minha história e se alguém quiser falar a verdade, entro com uma ação na Justiça, mas não é censura e quem fica mal é que insiste em discutir embasado em fatos.
EM 2014 COMO EM 1980
Dia desses ia no táxi e havia uma garota nova, mas nova, grávida, uma barriga enorme, andando na calçada. Atentei ao fato, o taxista me mandou ir às maternidades.
- Essa aí é velha! Vai nas maternidades públicas, para ver as criancinhas tudo grávida.
Hoje, com tanta informação, com tanta tecnologia, apareceram gerações que vivem como antes de se conhecer os perigos da AIDS, antes de se ter preservativos que data do Império Romano que usavam com pele de carneiro, antes do Woman’s Lib. Uma geração quase na ignorância de nossos ancestrais mais antigos. Como se uma pessoa que vive fossilizada, desde o tempo do Trogloditismo fosse ressuscitada e tivesse de se virar por conta própria, num mundo completamente novo.
Neste Condomínio mesmo, meninas de colégios de “rico”, engravidaram aos 12/15 anos. Meninas de pais com graduação e pós-graduação, recursos financeiros, bons colégios, acesso a todo tipo de informação, mas ficam só no I LIKE, que se espera, tivessem uma maneira de ver o mundo um pouco melhor, acima das outras que vivem mal e porcamente e só servem para a Globo nas campanhas sobre felicidade. Um monte de menina buchuda, ou de vermes, ou de filhos, mas tudo se dizendo muito feliz. E se acontece aqui, imagina na periferia.
A Aids que estava caindo nos índices, voltou com tudo. Jovens que não acreditam, como se fosse uma questão de religião e que se acostumaram a ter tudo de fora. Exógenos em sua criação.
- Calcule!
- Só se for no celular!
- Responda o ENEM!
- Só se for com o ponto!
- Dê sua opinião!
- Só se eu procurar no Google!
- Viva!
- Só se eu consumir os produtos da moda, mesmo sem necesidade!
As pessoas se acostumaram a usar tudo, como uma muleta. Nada depende essencialmente delas, elas precisam sempre de algo mais, para se sentirem “gente”.
- Ora, a Aids já tem remédio. Eu posso pegar que depois eu compro os remédios.
Mas são remédios fortes, debilitantes, com consequências danosas, diuturnamente, para o resto da vida, ou até haver cura.
É como muito homem casado da minha faixa etária que não usa casinha, quando transa fora do casamento, ao menos.
- Ah, eu não sei usar, depois é como chupar bala com papel.
É muito engraçado, engraçado, a irresponsabilidade parece que é um fator de alegria geral, mas as contas são caras.
Usar preservativo é careta, a vez que eu deixei de usar e confiei na parceira, peguei uma gonorreia braba, não fosse uma amiga do coração pega dentro da cueca e dizer o que eu tinha, eu iria chorar a vida inteira pela cabecinha. Mas o cara diz que não usa, todo mundo acha muito engraçado, o cara que fala sobre a necessidade de usar é que é antipático.
Uma menina grávida tem de largar a escola, os pais a sustentam, ou casa com outro adolescente que tem de dar seu jeito de sustentar a família e mais uma vez, relegar a Educação, sendo de classes abastadas, vão se valer das amizades para estarem nos melhores postos, mesmo sem a menor capacidade e por aí à fora, vamos continuar marcando passo.
Uma pessoa com Aids, problema para a saúde pública, mais remédios para a rede de estoque, caros, problemas com os problemas que vêm com os remédios e atacam outros órgãos, mais gastos públicos, mais leitos ocupados, e ao invés de pensarmos como pessoas desenvolvidas, parece que estamos puxando para o atraso, sempre. É como uma canoa que vai contra a maré e dois remam para frente, um não rema porque não quer suar, o outro fura o casco, para ver o que acontece e ainda têm os que remam para trás. É preciso ser muito esperançoso, para que a coisa dê certo. E me chamam de pessimista, até que eu li sobe o otimismo de boca e o pessimismo de verdade. Segundo o artigo, muita gente é muito otimista quando tudo vai bem. Mas ao sinal do menor problema se desesperam, acham que anda vai dar certo, aí é que entra o otimista de verdade. Diante dos fatos, procurar meios para resolver os problemas e tentar sair do marasmo. E continua, tem muita gente se dizendo otimista, quando na verdade, é uma forma de chamar a atenção e querer ser bonzinho, quando os fatos apontam para outros rumos que muitas veze desagradam quem não gosta de lidar com a realidade.
E quanto menos Educação, aquela que transforma, que cria cidadãos conscientes, que acham que também têm de fazer a sua parte, não só esperar dos outros, mais problemas.
Então eu estava certo na minha dissertação sobre a política econômica para tirar aquele país do Subdesenvolvimentismo absoluto. Educação, que transforma, que edifica, que faz com que as pessoas saibam discernir por conta própria, não seja títeres de qualquer bobão que apareça oferecendo coisas que não podem ser realizadas.
E por que, até nas famílias com mais recursos, parece que regredimos, estamos nas cavernas? Culpa da Dilma e do PT. Não acredito, pois antes deles, esses conceitos eram fartamente disseminados.
Já disse um educador que veio conhecer o Brasil.
- As crianças brasileiras são tratadas como Pequenos Príncipes.
Sim, é o estudante que diz ao professor o que quer estudar, é o estagiário que diz como quer trabalhar, é a cria que em todas as espécies animais, aprende com os mais velhos, que ensina o caminho das pedras aos mais velhos, aqui é diferente.
- Deixa que tudo é uma questão de sorte!
E os outros que têm política de Educação de verdade, parecem sempre ter mais sorte do que nós. A Indonésia, um país aquém do PIBinho Brasileiro, refez-se do tsunami, coisa que o Brasil, mesmo sem furacão, intempéries fortes, as estradas são uma lástima, as favelas e até o asfalto não têm ainda esgotos, imagina tratados, a Baía de Guanabara que há 7 anos, sabe-se que vai ser palco de disputas aquáticas em 2016, está tão poluída que ao menor contato com suas águas, está dando doença séria, não só de pele e nos oferecemos para comandar o Haiti, o Japão, os países asiáticos que sofreram grandes transtornos climáticos já se refizeram e o Haiti está do mesmo jeito, até pior, mas os brasileiros estão ensinando piadas aos haitianos, estão jogando bola com a garotada, que liiiindo, os haitianos estão vindo para o Brasil, como uma tábua de salvação, mas de resto, é uma questão de sorte. Pode crer amizade!
- Laissez-Faire. Alargar conhecimentos, só para quem é muito chato. Nossas crianças nascem adultas, os pais é que continuam irresponsáveis, querendo que o Governo cuide da educação caseira, sem se imiscuir no pensamento de cada família.
Aí, é preciso ser muito sortudo.
E continuamos a ter pavor da Educação, senão ninguém cai numas desculpas toscas e quase infantis dessas. Vamos ter de debater como adultos.
- Ai que chato!    

É o Brasil Mágico de Pirlimpimpim. Não por menos, a maior audiência do Show da Xuxa era dos pais que forçavam as crianças a assistirem, para terem uma desculpa, ao invés de assumirem como adultos.  

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