sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

QUEM SOIS!

Dia desses alguém falou à Dona Therezinha que quando foi à APAE/Manaus, viu um garoto com paralisia cerebral e tomou um susto que saiu correndo dele. Ela ficou logo muito fula.
- Só quero dizer que aquele rapaz, os irmãos são desembargadores, médicos e ele mesmo, já escreveu vários livros. Fora o problema físico, é muito inteligente.
Eu me lembrei do Roberto Carlos no Refeitório da Faculdade de Ciências da Saúde. Os estudantes finalistas de Medicina iam fazer estágio no Hospital Psiquiátrico Eduardo Ribeiro e às vezes os pacientes os acompanhavam e ficavam por ali. O Roberto Carlos não fazia mal a ninguém. Ele cantava as músicas do “Rei”, como todo e qualquer maluco e pedia cigarros. Só. Uma vez o Refeitório estava lotado e chegou uma loura que era enfermeira no Hospital Universitário Getúlio Vargas – HUGV. Ela já com idade acima de querer ser gatinha, mas ainda querendo chamar a atenção como tal. Foi passando, depois de se servir, o Roberto Carlos só cutucou no ombro dela e pediu um cigarro. Ela largou o bandejão, correu entre as mesas gritando e o Roberto Carlos correndo atrás, não adiantava falar para ela parar, ela fazia o contrário. Na verdade, conseguiu seus 15 minutos de fama.
Eu sei que algumas coisas que não são do nosso convívio diário, podem realmente nos deixar chocados.
O Silvério Tundis foi professor de Química no Colégio e consequente, como estudei lá, eu também. Depois que entrei na Universidade, ele era um médico respeitado, professor universitário e diretor da Associação dos Docentes da Universidade do Amazonas – ADUA, da Federal. Então todos, soubemos que ele pegara AIDS e uma chapa para a Reitoria estava em campanha e ele fazia parte. Quando soube que ele estava na Economia, fui procurá-lo. No primeiro momento que o vi, realmente foi um choque, mas nada que não dê para segurar a onda. Era o começo da AIDS, não havia remédio ainda, ele estava todo cheio de catombos, cansado, exausto, outra pessoa daquela que conheci. Sentei ao lado dele, apertei a mão, conversei um pouco, pronto. Não precisa fazer charme de assustado, alguém que por qualquer motivo é capaz de desmaiar, de perder a noção das coisas.
Ah, já que estamos falando em gente fresca, deixa esclarecer o que é catombo. Segundo o Houaiss: s.m. B.N. tumefação cutânea, calombo, inchaço...
Pronto!
A MEDICRIDADE COMO META
Talvez eu esteja errado e esteja com preconceito, mas o grande legado das religiões é a mediocridade sem fim. A mediocridade não é a covardia em si, mesmo porque muitas religiões mandavam seus guerreiros à luta, pois o Deus que eles professavam, garantia que eles iriam se foder, mas uma fodida com classe. Morrer para a vida eterna, já com galardões e tudo o mais que não tiveram direito em vida. E os caras acreditavam que ao invés de ficar com a Maricota só na maciota, foder a cartola alheia, com o agravante de também poder se foder, iria colocá-lo numa vida melhor.
A mediocridade é uma covardia que não permite que os outros sejam, todo mundo tem de estar no mesmo patamar, na lama, no subsolo, mas se sentindo o tal.
Daí, sempre se busca uma fuga da realidade, não fugindo simplesmente, ou enlouquecendo, ou se apartando de tudo, mas uma fuga em que o cara num primeiro momento se ache o tal, no último, um merda, sem saída. Os medíocres procuram Deus, daí uns acham pouco e procuram as drogas, outros acham que Deus, Deus, é muito pouco, e querem fazer dos Discos Voadores, da UFOLOGIA, uma nova religião, dessas cheias de Ciência, mas uma ciência sem base alguma de nada, como dizem no Rosa Cruz, na Maçonaria, na Cientologia, no Espiritismo, esses caras que têm vergonha de se mostrar idiotas, mas não têm coragem de deixar a mediocridade e inventam essa papagaiada de misturar religião e ciência e quando acaba, não é porra nenhuma. Outros se querem mostrar acima dos pobres mortais, nas redes sociais, enfim, um sem fim de fugas, onde o leso pensa que está se elevando, na verdade, está se liquidando, está cada dia que passa, procurando algo que não existe, quando o mundo real é muito mais plural, muito mais cheio de tantas possibilidades.
E aí essa galera toda que foge de si, inclusive, não consegue pensar por si, tem sempre de pensar em grupo. De certa maneira, somos animais gregários, até no Genesis, quando a humanidade foi mandada à puta que a pariu, saiu em bando. Deus estava muito puto com a Eva que não se conformava na mediocridade e foi procurar algo mais e sentou na cobra que a apresentou à Árvore do Saber.
- Ai que cobra inteligente.
- É mana, eu sei o ponto G, o ponto I, até o ponto parágrafo! Estás gostando?
Parece que desde aí, a mulher é sempre mais do que o homem. Eu gosto de mulher, acho que é bacana, mas se houvesse uma reencarnação, iria pedir para nascer homem. Imagina dar o cu, levar vara na piriquita, chupar pau e dizer que é feliz? Deixa como está, que eu estou muito bem.
Mas a mulher sempre é mais decidida do que o homem. Talvez pela cultura passada pela religião de que tem de ser submissa, ficou assim meio abobalhada, mas ainda mantém alguma característica da fêmea animal e mamífera. Principalmente em uma relação. O homem se acostuma, o homem facilmente se acomoda, mesmo que não esteja bem, vai levando, vai procurando sublimar nem que seja com uma amante, a mulher não. Acordou com a piriquita quente, a braguilha para trás, acaba com a putaria.
- José Eduardo da Silva Siqueira, eu quero o divórcio agora!
O cara faz de tudo para continuar na mesmice, mas ela já decidiu, não tem volta.
- Tu vais pra onde mulher?
- Nem se eu for pra casa do caralho, mas contigo não fico mais.
O cara jurava que iria ficar naquela merda até o fim dos tempos, estava ruim, mas já havia se acostumado e não tinha coragem de sair de cima do saco.
Se a mulher disser que não quer mais, pode assinar o divóricio, a recisão de contrato, tudo, colocar os 10 dedos das mãos, os 10 dos pés, assinar com a direita, a esquerda, procurar novo rumo porque não tem volta. Decisão feminina é mais incisiva, ou mais impositiva do que de homem que fica procurando desculpas. E se tiver volta, um dos dois vai sacanear o outro e provavelmente é a mulher.
O cara vai se aboletando, acostumando, está mal, mas é melhor um pássaro na mão, do que dois voando. Para a mulher não, é possível duas rolas nas partes, uma cobra na boca e duas pombas em cada mão, ela pode mais do que ficar numa situação que nem Ford, nem sai de Synca.
Sinceramente a mulher submissa é só nas religiões messiânicas. Nas outras, tem um papel de destaque.
O MODISMO
Com esse conformismo que até as religiões impingem aos seus “bodes” de Deus, ninguém tem coragem de sair da linha.
E o engraçado é que de repente todo mundo pensa igual.
Hoje, alguém me disse que outrem falou que a Dilma é uma estúpida, falando bem do Estado Islâmico. Hoje, ainda, é comum que todo mundo seja contra, afinal a Globo, a CNN, a BBC, a Reuters e outras empresas de comunicação apresentam-no assim, então todo mundo quer estar “conectado” com eles.
Um tempo desses deixei de publicar um texto, por três motivos. Um, porque deu problema na porra do computador e não conseguia acessar a internet. Dois, porque antes da Dilma, eu já falava que o Estado Islâmico, tem de ser ouvido, é uma maneira de conservar o que ainda resta da tradição daqueles povos que o Papa, o Obama e outros, querem, “humildemente”, ocidentalizar, algo assim, como a educação cristã, o amor de Deus, umas coisas muito falaciosas, mas que na verdade quando se apresentam, são uma bosta. E terceiro, porque podia mexer com as suscetibilidades de muita gente próxima, então está salvo na memória auxiliar e não tem como publicar, mesmo porque já ficou velho.
Estupidez é o cara chamar o Marighela de terrorista e o General Médici de Presidente, ainda. Estupidez é o cara achar que o Saddam era o vilão e ainda acreditar nas boas intenções do Bob Bush Filho. Completamente sem base na realidade.
Hoje, quem diz que a luta pelo Estado Palestino é terrorismo? Mas até os anos de 1980, quem se dizia aliado, era mal quisto. Quem diz que Mandela e o Bispo Tutu, Biko e companhia, só queriam tumultuar a África do Sul, dos Africanders, uns imigrantes nazistas que tomaram conta do país e colocaram o Apartheid, tão defendido antes, até por quem hoje chora ao ver qualquer coisa correspondente ao Mandela. E até os anos de 1980 também, quem se dizia aliado à luta dos povos sul-africanos, por democracia racial, era visto como estúpido, também.
As pessoas parece que não têm coragem de dizer o que pensam, elas têm de se aliar ao senso-comum. E como sempre discuti com Seu Clóvis, o que é essa merda de senso-comum? Eu era ateu, - graças ao bom Deus, encontrei Jesus... -, ele era religioso até a alma. Eu era comunista, ele era empresário de Direita até a medula. Numa discussão sobre política, como pensar a partir do senso-comum? Ou é mais uma tentativa de enquadrar todo mundo no mesmo princípio que as elites querem?
Amanhã, quando, ou se, o Estado Islâmico lograr êxito, mesmo sendo mulçumano, de manter o povo árabe e imediações com alguma soberania, aí vai se chorar, fazer a maior média com os mortos que lutaram pela causa. Se alguém ainda mantiver a defesa contra, vão cair matando, ninguém vai aceitar opinião contrária.
É assim. Todo mundo só fala o que é aceito pela maioria, ninguém tem coragem de ir contra. E alguns que vão, é para querer aparecer, sem conteúdo algum, apenas são contra. E vestem o estereótipo contrário. Como os punks de boutique, ou os revolucionários de bares. Só fachada.  
O que nos falta é acabar de ser estereotipados. Querer ser Maria vai com as outras. Procura uma pessoa assim, sem coragem de ser o que é de verdade e questiona do que gosta. Ela vai seguir o que parece agradar à todos, ou à maioria.
   TIME DO CORAÇÃO:
o   Flamengo/Corinthians – Barcelona/Real Madrid
   ESCOLA DE SAMBA:
o   Estação Primeira de Mangueira/Gaviões da Fiel
   CANTOR PREFERIDO:
o   Roberto Carlos/Padre Marcelo Rossi – Julio Iglesias/Frank Sinatra.
É uma coisa tão forçada, tão falsa que quem está do outro lado vê que é uma “melação” danada, igual ao garoto que come pipoca de micro-ondas, chupa Balas Juquinha, fica tudo melado, mete a mão na xoxota da namoradinha, dentro da calcinha, ela começa a ficar molhadinha e a gritar. Sim, só em filme de Hollywood que o cara chega na grama, deita a garota, tiram as roupas e fazem sexo, não tem mucuim, meruim, formiga, abelha, vespa, marimbondo ou caba, nada, é tudo lindo e maravilhoso. Na vida real, é como a piada da fanha.
[...]
Um casal estava a fim de ir para o abraço, fazia um tempo que já estava namorando e como dizem as senhoras aqui de casa.
- Hoje em dia, namorar é fazer tudo. É safadeza.
Então a fanha resolveu levar o “gato” para a moita, onde poucos sabiam o que se fazia ali. O rapaz imitou filme de Hollywood, deitou-a embaixo da árvore, tiraram as roupas, ele introduziu, como as caixas de supermercado e lojas de shopping dizem e eu fico excitado, quando apresento o cartão.
- Introduza por favor!
Ou.
- O senhor pode introduzir, por favor?
Quanta elegância. Eu penso logo outra coisa. Nunca me falaram isso na hora do bem bom. No máximo, é:
- Me come logo porra. Eu acho que vou gozar!
- E faz muito bem. Eu paguei o motel pra isso mesmo, não foi para conversarmos sobre o momento econômico mundial. Não tenha parcimônia, pode gozar à vontade. Eu queria que nós “se fodessemos” mesmo. Depois a gente pega uma sauna vertical, aquela que o cara entra nu, tem mais informação do que guichê de aeroporto, de como abrir as torneiras e quando sai a água, pega logo no saco, dá uma dor desgraçada, parece agulha furando na bunda, no saco, na cabecinha, Deus me livre!
Na mesma hora em que ele meteu, a fanha gritou.
- Fornica!
O cara estava fornicando.
- Fornica!
Ele já não sabia o que fazer.
- Fornica!
Então apressou o ritmo, gozou, a fanha o empurrou de cima.
- Fornica porra!
E mostrou o formigueiro onde estava deitada, a bunda toda cheia de catombos e algumas “fornicas”, ainda penduradas na bochecha anal.
Deixa eu deixar claro. Catombo: Origem banto segundo Nei Lopes.
Parece a história do japonês que estava a fim de “comer” a garota mais bonita da cidade. Ele tentou por dias, até que conseguiu, então queria levá-la para o contato peito a peito, mas ela impôs uma série de restrições. O japonês concordou.
1.  No escuro;
2.  Só a cabecinha;
3.  Só aquela vez...
O nipônico concordou e lá foram. Apagaram as luzes, só então tiraram as roupas, e o japa correu para o abraço. Na hora do funga-funga, a moçoila gritava.
- Mete mais! Mete mais. Eu quero tudo, coloca até o fundo.
O japa tinha um instrumento sexual de algo em torno de 9 centímetros, não podia fazer mais nada, os ovos não entram, pode empurrar que é como técnico de competição, participa de tudo, mas na hora do bem bom, só pode ficar na linha demarcatória.
E a caboca gritava.
- Mete tudo, por favor, eu quero tudo. Ai Jisus!
E o japonês se vingou.
- Não, de maneira alguma. Japonês quando faz acordo, cumpre! O acordado foi só a cabecinha!
Ele já estava enfiado até o umbigo, não tinha mais do que dispor.
[...]
A humanidade depois que inventaram Deus, ficou assim, só sabe seguir o que mandam. Não por menos, chamam os seguidores de Deus, de “ovelhas”, “carneiros”, “cordeiros”, só não gostam de bezerro. Eu gosto, dependendo do estágio da coleguinha de segurar as bolinhas do pompoir, tem até quem faz o exercício com o rego, goza todo mundo e a bicha apertando. Os judeus quebraram o Bezerro de Ouro. Meu Deus do Céu, se um bezerrinho de iniciante na arte do Fisiculturismo de Xana, já é uma delícia, imagina o Bezerro de Ouro. Moisés devia ser enrustido.
Um dia, todo mundo se esconde para assistir filme de putaria. No outro dia, as mesmas meninas, só gostam de pornô-feminino, antes, liam a coleção que Seu Clóvis tinha na minha adolescência e eu ficava de pau duro, só de ler. ELE, ELA, ELE & ELA. Era só putaria. Hoje, são capazes de dizer que só leem 50 Tons De Cinza, “é um sexo mais voltado às necessidades femininas”. É uma mania de querer se fazer de carola, justamente quem já fez de tudo e um pouco mais, de graça.
O pior dessa sociedade carola, é que quem mais faz as putarias, quer se mostrar como o mais atingido por coisas que conhece bem, mas que em público, soam como pecaminosas.
Tem gente que engana a esposa, faz coisas que Deus duvida, mas aí, na turma, se alguém fala porra, é um Deus nos acuda, se um conhecido trai o casamento, cai matando, quando a própria pessoa faz e nem se toca que é apenas o reflexo da sociedade que defende, de todo mundo ser cínico e falso. Tudo tem de ser às escondidas, porque o que os outros podem pensar. Aí o pessoal se arvora de sobrenatural. Eu sempre falo para mim, o que os outros podem pensar de mim, mas eles sabem o que eu penso deles?
A REBRIOGRAGIA, UMA HISTÓRIA QUE SE INVENTA
Eu fico vendo pais que ficam putos com os filhos, quando na mesma idade, fizeram pior. Cônjuges que julgam os traíras de outros relacionamentos, quando eles mesmos já fizeram, fazem às escondidas, mas todo mundo querendo viver de pose.
É como a tal de Venina da Petrobrás que jura que é ética. Para mim, sem fundamento algum, sem saber, foi um caso de ser enganada. De duas uma.
1.  Ela era da turma do Paulo Roberto - o nome do maluco que foi meu colega do quartel -, pensava que iria lucrar muito com o esquema, acabou sendo passada para trás, agora vem posar de boa moça;
2.  Ela deve ter tido algum caso com o chefe para alçar cargos maiores, sem competência, de repente caiu na boca do povo, o marido soube, divorciou, o chefe também dispensou-a, ela quer se vingar, agora quer se fazer de santa.
São só elucubrações de uma cabeça poluída, mas são tantos casos assim e ela mostra que realmente de Administração, entende tanto quanto eu sobre absorvente.
Em Administração tem um case – agora, tudo é case – em que se tira o melhor engraxate de sua função, para ser chefe, porque ele mostrou competência no que fazia, sem capacitá-lo. Num primeiro momento, pode até se dar bem, ter “sorte” e acham que ele é o cara, continua subindo, sem se qualificar, de repente começa a fazer cagada, chega no ponto onde ele não pode contar com a sorte e o que se faz? Despede-se. Perde-se um bom engraxate, perde-se um chefe, a empresa vai ter de procurar novos profissionais para as áreas que estão descobertas, vai gastar mais dinheiro qualificando-os, perdendo tempo sem aqueles profissionais da área, muitas vezes pega outros com menores capacidades, é um transtorno desgraçado, quando se poderia apenas elevar o salário, dar vantagens relativas à competência, mantendo todos no cargo do qual entendem.
Em Administração também, mesmo nas organizações que não têm tantos níveis para comunicar, mesmo assim ainda se tem de seguir regras. O chefe imediato, o chefe mediato, o presidente, a ouvidoria, os meios de comunicação, agora a senhora procurou a Graça Foster, quando era do mesmo nível gerencial, para falar assuntos que diz serem sérios e acha que é ética? E eu sou gay, viu bonitona?
Sinceramente, nem quando eu fazia Fisiculturismo, consegui um pescoço daquele! E ainda vou aprender a falar apertando os dentes, para não mostrar a língua a ninguém.
Se todo mundo acha que ser corrupto é bonito, tem até frase repetida por todos: “Não se pode vencer neste meio empresarial, sem burlar as regras!” Eu ouvi muito isso. Agora que a moda é ser ético, contra a corrupção, os mesmos querem derrubar Deus e o mundo, como se a corrupção só existisse do outro lado do muro. Os que concordavam que é preciso fraudar impostos, agir com maracutaia, agora se apresentam como os paladinos dos bons costumes. As pessoas mudam casaca, dependendo dos ventos.
Agora que de certa maneira a Ditadura Cívico-Militar de 1964 é vista com maus olhos, dizer que era a favor, mesmo pertencendo às classes mais abastadas, americanista de alma e pele, fica difícil.
Imagina que hoje, ninguém gosta do Nazifascismo. Os EUA, o Vaticano, os judeus, ninguém diz que apoiou os Monarquistas na Guerra Civil Espanhola, ninguém apoiou a ascensão de Hitler contra a Revolução Bolchevique, ninguém ficou tentado da Alemanha invadir a Polônia e fazer um corredor para acabar com a Rússia. Hoje, até o Churchill é exemplo de democrata e todos se dizem contrários aos nazistas, os Kennedy, até o João Paulo II e a Madre Tereza de Calcutá que era uma nazista europeia de carteirinha, são democratas até a alma. Hoje se faz e acontece, vira bicho, mas depois se reescreve a própria biografia. A Xuxa era santa, a Lucianta Gimenez, carola, a Narcisa Tamborindeguy, sempre foi careta. Todo mundo só apresenta seu lado mais bonito, até para tirar fotos, as pessoas praticam, até saberem o lado que mais agrada. O meu, o lá de baixo. Pega para ver.
As pessoas se conformam, eu acho ridículo, mas eu não vou para o Céu, os outros também não, mas eles acreditam que fingindo, estarão salvos da morte, morte. Espera!
AMARAL JR.
Agora, a moda é “consentir” o homossexualismo alheio. Daqui a pouco, a Katia Abreu e o Bolsonaro se dão os braços, para serem padrinhos de uma união homoafetiva, com lágrimas nos olhos.
Agora todo mundo até fica feliz em revelar o homossexual da família. É a Gretchen, o Toinho Cerezo, o Marcelo Tas, quem não tem um viadinho, ou uma sapatão, não pode ser feliz. Antigamente era quase um acinte, era colocar o nome da família no esgoto.
As coisas mudam, ainda bem, mas permanece o ranço de só poder ser isso, ter de alijar o contrário. A mulher quer entrar no mercado de trabalho, mas faz tantas exigências que estão fora da luta feminista, de certa maneira querem ser tratadas como garotinhas do papai, ao invés de aprenderem a se defender do mundo. E ai de quem for contra. O homossexual tem de ser visto como o cara, todo mundo tem de dizer que é bonito, é inteligente, é vocacionado, tudo. Ai de quem discutir encima de fatos, ao invés de estigmas.
Foi nessa que o filho do Amaral, aquele jogador que tinha um olho fechado, foi coveiro, feio que até os mortos se assustavam com ele, mas casou com uma descendente de oriental, muito bonita. Tudo por amor. O amor é lindo! Se ele fosse coveiro a vida inteira..., mas deixa para lá.
É mais ou menos, como essa discussão de que a paquera, uma cantada, é um ato de agressão contra a mulher. Sim, se for o gari no meio da rua, mas deixa o cara chegar em um Lamborghini, todo bem vestido, bem apresentável, nem precisa ser bonito, dono de várias empresas lucrativas, solteiro, pode até ser casado, que pode tudo.
- Que fillet! Ah isso lá em casa, coloco com alho, azeite, de qutro e como até chupar o caroço.
- Puxa, como você é delicado, inteligente, isso sim é que é cantada. Vamos? Tem azeite e alho em casa, ou precisa passar no supermercado? Estou molhadinha, só em ouvir esse elogio bom moço!
É um pessoal que vive de fazer média, fazer tipo.
A REVELAÇÃO
E o Amaral Jr., finalmente achou que estava na hora de se revelar. Afinal, todo mundo diz que dá a bunda. O cara que quer ser evangélico diz que dava, não dá mais. E eu acredito! O cara que era famoso e está no ostracismo de repente aparece na media, dizendo que sempre deu a bunda, mas não tinha coragem de revelar e volta a ser falado. Qualquer dia desses a Maria Gadú vai revelar que é mulher, mulher, mulher. Enganou todo mundo. O difícil é beijar aqueles lábios de caçapa. Mas tem de tudo. E lá foi o Amaralzinho.
- Papi, eu quero dizer uma coisa.
- Diga meu garanhão!
- Eu nem sei como começar. Mami, pode vir aqui?
E lá se reuniu a família feliz.
- Olha gente, eu na verdade, estou preso neste corpo masculino, está entendendo, eu não sou quem vocês pensam que eu sou.
- Sim filho, nós sabemos, você é muito mais do que se pode imaginar.
- É mami, mas não é bem isso que eu quero dizer.
- Diga meu filho, sem “vergonhamente”! Afinal nós somos seus pais.
- Ah, vou falar!
- Fala filho da puta, já estou curioso pra saber!
- Zeeeente, eu sou gay!
- Eu sei, o nosso rei de casa.
- Eu falei gay, ouviu?
- Sei, você vai seguir a carreira eclesiástica. Frei, tudo bem.
- Ah, eu sou gay, boiola.
- O quê? Vaqueiro de rodeio? Boi olha, mas é o touro, tome cuidado meninão!
- Eu sou viado!
- Jesus também, dizia que era Enviado de Deus!
- Bem, já marquei minha operação de mudança de sexo.
- Menino pense bem. De costas, todo mundo come, mas olhando para a cara, você é a cara do pai. Eu gosto, eu amo o seu pai, com o tempo fui vendo que um homem tem mais do que um rosto bonito e uma conta bancária.
- É mesmo mami, e o quê mais?
- Bem, não vamos mudar de assunto. Continua!
- Menino do papai, pensa bem. Depois dos 30, o homem começa a ficar careca, você já pensou, uma mulher com a minha cara, sem cabelo, perna fina...
- Eu já me associei à Lea T. Ela é tudo isso e não dizem que é linda?
- Bem, se é o que você quer, bola pra frente.
- Não papi, eu vou tirar as bolas e nada de bola nas costas mais, cansei!
E lá foi o Amaral Jr., entrar no esquema. O cara virou viado, tem de ser bom costureiro, bom cozinheiro, bom cabeleireiro, bom arquiteto e por aí vai. É como se todo brasileiro tivesse de saber jogar futebol e fosse bom de samba. É como espírita, o cara vive 40 anos sem enxergar nada, nem óculos de grau dava jeito, de repente vira espírita, pronto, começa a ver tudo, até alma penada atrás dos outros, e fala com morto, enxerga mais o Além, do que este aquém. É muita palhaçada.  
Quando AmaralJr. cortou os troços, virou modelo internacional. De top-top, virou Top. Depois que o pessoal se enjoou dela, foi fazer programa. Mas isso, já fazia quando tinha todos os penduricalhos no lugar. Não, irmão, programa de televisão. Ah, tudo bem. Tem puta que nasceu para ficar no cais do porto, as que têm um pouco mais de sorte, no calçadão e tem gente que tem uma sorte do caralho, vira celebridade.
Aliás, nos EUA, a terra do M.I.T., o Yahoo impediu aquela atriz antipática e feia que tem um nome esquisito Gwyneth Paltrow, ou uma merda dessas, de ser contratada pela rede de internet, pasma cara, por não ter curso superior. E no Brasil, onde os macaquitos de repetición imitam tudo, só dá Sabrina Sato, Xuxa, os mais escolarizados, imagina, são Mr. Catra e Luciano Hulk que são egressos de faculdades de Direito. Égua! Formador de opinião no Brasil, celebridade, quanto menos escolaridade, melhor. São feitos para deformar a opinião de todo mundo.
E lá foi Amaral Jr. torar o objeto de seu desejo, fora.
Como tudo que se faz, é para seguir o que mandam, depois que insistiram em dizer que era uma mulher diferente, exótica, teve quem ficasse na fila de espera para transar com a moça. Podia até achar feia, mas a opinião pública dizia que ela era diferente, parece aqueles caras que só namoram artistas, modeletes, como o Leonardo di Caprio que antes diziam que era rosca e seguiu o caminho do Ayrton Senna e o pessoal acreditou. Só modelete, pelo menos elas não escrevem uma biografia contando tudo, porque deixam a escola em tenra idade e escrever, não é bem com elas. Podem até ser boas de línguas, mas pensar é um exercício muito rigoroso, então todo mundo finge. Finge que namora, finge que realmente gosta da fruta e vai se levando. No dia em que uma modelete dessas se apaixonar pelo bofe desses famosos que só namoram celebridades, aí vão botar os bofes para fora.
No terceiro encontro que Amaralzinho teve, como essas que fazem programa caro, mas acham que só as outras é que são putas, umas até dizem.
- Eu sou uma mulher cara!
Não condiz com a realidade. Muitas dessas que se acham, comparadas às outras putas mais rameiras, não são mais bonitas, nem mais gostosas e nem sabem foder para achar que merecem o salário tão alto e o título de mulher cara.
No terceiro encontrou caiu a ficha. Amaralzinho, ou Mara para os íntimos, estava toda romântica.
- Amor, chupa!
- Chupar o quê? O que era pra chupar tu jogaste fora, agora o que devia ter ficado no lugar não existe, eu vou chupar o quê mano? Ao menos tu tens um ponto G?
- Não amor, o meu ponto, é C.
- Olha, toma o dinheiro, mas eu vou procurar coisa melhor.
E a Mara que antes fora Amaral Jr., entrou em depressão. Fugiu tanto da realidade que a realidade a engoliu. Não tinha mais nada, estava como a Roberta Close, completamente sem saco e não podia sentir prazer como uma mulher, nem como o menino que fora. Acabou virando lésbica. Agora sim, dizia aos quatro cantos que havia se encontrado. E tarde. O problema é que entrou na seara da Tammy Miranda, quis paquerar a mulher da outra, acabaram na porrada. No outro dia as manchetes:
A HOMOSSEXUALIDADE É VIOLENTA! NÃO ACEITA IDÉIAS CONTRÁRIAS!
De repente os homofóbicos enrustidos puderam sair da fantasia e de novo se voltou ao estado em que ser homossexual é mal visto, é mal quisto, sempre em um sistema fechado. Ninguém pensa que pode haver homossexual, heterossexual – aqueles que chamam de héterossexual, para parecerem antenados -, bissexual, tudo ao mesmo tempo. Assim como se vê tudo, como um bolo de receita única. O “hétero” é bom, o homo, é mau, como se todos tivessem a mesma forma. Existem homossexuais bacanas, inteligentes, assim como burros, idiotas, o mesmo com os heteros, os bi, os trans, porque o mundo é plural, não é tão singular quanto quiseram fazê-lo, para idiotizar essa gente que só sabe ser sectária e tentar fugir do mundo real, o único que existe, mesmo que seja penoso ter de enfrentá-lo, ou menor, aprender a viver nele.

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OBSERVADORES DE PLANTÃO