quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

SEX UAU!

Naquele tempo em que o pessoal, não sei por que, achava que o mundo ia acabar, era o fim do mundo, apareceram deuses, profetas e messias para todos os gostos e Paulo, o apóstolo, um grande pilantra, escutou tudo o que os outros apresentavam e apresentou o seu Deus-Vivo. Mas Deus vivo eram os faraós. O Deus que andava sobre as águas. Já havia nas Mitologias Grega, Romana e Celta. O Deus dos milagres. Também, então ele disse que o Deus dele, era como caderno universitário feito de Bombril, o 1.001 utilidades em 1 só. Pronto, chegou aos ouvidos de Constantino que gostou e parou de brincar de dar ré no croquete, de chupar pirulito de couro e beijar o saco de ovos, com pentelhos dos outros, ainda mandou mensageiros para avisar ao irmão que a partir daquele momento, não podia mais enroscar o parafuso no bocal, e avisou à irmã que ela parasse de fazer MMA com a perereca das amigas, agora, tudo era pecado. Quem viu e quem viu depois o Constantino. Parecia um desses evangélicos que foram travestis, chupavam um pau com gosto, roubavam, matavam, faziam tudo o que não prestava e de repente, porque deu o testemunho, é outro homem.
- O sangue de Cristo tem poder!
- Mano, no teu caso, nem Cola Mil gruda o que foi perdido. Te aqüenda biba! A partir do momento que sentiu o tronco bater na espinha dorsal e tu engoliste a seco, pela boquinha baixo, não tem volta. Deixa de fantasia!
Desde aí o modo de pensar das pessoas ficou pobre, singular e muito simplista. Tanto que por muito tempo depois que se saiu da visão do Geocentrismo, ainda se pensou em um sistema fechado, do Universo, ou o Universo Euclidiano que um dia ainda iria chega a um ponto limite, ao invés de expandir indefinidamente.
As pessoas quando não estão fingindo sentimentos, estão se fazendo de coitadinhas. Faz parte do show, senão não vão para o Céu.
NÍVEL ELEVADO
Como a moda é fazer tipo, para enganar a Deus, o discurso é sempre fechado, os “carneiros” de Deus, são como aqueles jumentos com aquele aparato do lado dos olhos, para não se distraírem e sempre enxergarem um único caminho.
Quando se pensa em sexualidade, aí fica claro como se pensa sempre muito miudinho, muito apequenadamente.
Depois de Constantino, o mundo diverso morreu, era o “homem” contra a natureza, só o homem e a mulher, o Céu e a Terra, tudo muito simplista.
O bacana são os discursos.
- Eu aceito a sexualidade dos outros!
- Ah, eu não aceito!
Parecem os imperadores romanos antigos. A aceitação, ou não aceitação deles, parece que faz uma grande diferença, vai mudar alguma coisa. É uma questão como tantas outras que não têm interferência de ninguém para acontecer. A vida na Terra, tanto faz o cara aceitar ou não, é fato. A cor da pele. A região de nascimento. A salinidade dos mares. A cor dos rios e mares. Pode ser quem for, estão cagando para o que pensam, gostam, ou querem, é uma coisa que acontece, mesmo sem a complacência humana. É que os espertalhões inventaram Deus e os lesos pensam que são a imagem e semelhança e são semideuses, o que pensam e acham, vai influir alguma coisa no mundo.
No dia em que descobrirem como fazer filhos, filhas, filhos gays, filhas lésbicas, até se pode discutir, mas por enquanto, é questão de jogar o cubo e perceber que existe vários lados, sem se poder acertar exatamente o lado que vai cair, mesmo porque há fatores externos como aves, ventos que mesmo o cara sabendo como jogar, podem aparecer de repente e mudar o jogo.
- Eu até aceito que as pessoas sejam gays, mas desde quê...
Esse desde quê, é como o But em filme de suspense, policial e de mistério.
- I liked so much the gift you give me. I’ll wear it in an appropriate moment. But…
Quando dá essa paradinha, pode saber que vem merda.
-          Ok, but, But what? What But man?
-          But I guess, it’s a queer stuff.  I am heterosexual one. In Brazil nominate Hétero.
Quando se conversa, é sempre dessa forma, ou isso, ou aquilo, sempre segregando, ao invés de juntar, ou dar possibilidades de se ver gente de verde, de azul, de vermelho, de roxo, como dizem os cabocos do Amazonas, RRRRRUXU, cinza, branco, tudo ao mesmo tempo, sem a necessidade de ter de ser ou, ou apenas.
A caboca apanha do marido e vai dar queixa na Delegacia da Mulher em Manaus, onde o  pessoal pensa que é forasteiro, a maior cara de caboco, mas todo mundo fazendo tipo de ser de fora.
- Dutura, então ele me pegu e me deu muita purrada que eu estu tuda rrruxa.
E a delegada, a escrivã, ninguém entende o que nossa colega quer dizer. Faz como a Margá no dia em que quebraram o vidro do carro do amigo dela e fomos os três, dar parte no Primeiro DP, exatamente na hora em que haviam matado o Bebetrinho da 14,  em plena época do carnaval. Ela deu um depoimento, o escriba errou. Deu outro, o cara errou. Ela lia, estava errado aqui, ia consertar, errava mais do que antes, e eram escrivãs concursados, imagina como não são esses concursos, na frente do computador que é só corrigir uma letra, ou outra, ele estava todo embananado. ela se emputeceu e pediu para ele levantar que ela mesma iria fazer da cabeça dela, digitar e redigir. E o fez, imprimiu e assinou, senão não sairíamos dali, nunca.
Antes do Cristianismo, onde as pessoas mais safadas, mais criminosas são as mais metidas as carolas, o sexo nem tinha classificação, aliás, antes, tudo era natural, depois é que inventaram uma porra de um sobrenatural que querem que as pessoas se integrem a isso e acabam matando todas as vidas, sem Paraíso, nem Céu porra nenhuma.
QUAL A SUA?
Não adianta fazer tipo, ainda mais em se tratando de sexualidade. O cara faz o maior tipo de macho, mas tem gradações. Não existe um macho, existem machos.
Sábado passado, o Mini-Maciste estava com a barba grande que Dona Therezinha que o viu antes de mim, disse que ficou muito bem, se ele não falasse com ela, no dia em que se encontraram, não o reconheceria, o peito todo cabeludo, o cabelo grande, só faltava a caverna, a folha de parreira e o tacape. Estavam gozando-o, falando para ele fazer uma depilação, quando intervi.
- Acabou o tempo do metrossexual, agora a moda é hubersexual, o bicho-grilo.
Ele está na moda. Um homem do seu tempo. O problema é o cara dar uma cagada e não ter como limpar o furico. Fica aquele cabelo no rego, fazendo trancinhas, duro que dá nojo. O urologista vai dar a dedada profissional, não entende bem que porra é aquela, sai com a luva cheia de merda e o consultório fica empestado com fedor de bosta, a luva faz uma fenda, o médico pega tétano e nem chega perto da próstata.
Seria bom que as pessoas descessem do salto, viessem para o mundo real.
Imagina de zero a dez, definir quem é mais macho. A Tamy Miranda, filho da Gretchen, ou a Lea T, filha do Toinho Cerezo.
Bem que antigamente os boiolas eram mais simpáticos, mais bonitos de rosto, pelo menos, a Roberta Close era lindo, um cabeleireiro que era todo cabeludo que morreu de Aids, alguma coisa com Toinho, Chiquinho, ah, é Silvinho, agora que inventaram essa operação de jogar as coisas para os cachorros, só tem transexual travoso, nem é o fato de ser trans, mas o fato de serem muito feios. Acho que essa porra mexe com a fisionomia. Porra, tanta mulher no mundo, o cara vai “comer” um transgênero desses, sem ser funcionário da Monsanto, além de não ter pinguelo, ainda tem perna fina, bunda murcha, ou dura de silicone e olha para a cara do cara, Deus me livre, só falta ter um enfarto.
- Amor, o que foi, assustou? Você está pálido que nem o pessoal com Ebola na África.
- Gente, não foi nada. Mas eu pensei que tinha visto o filho do Chuck vestido de baby-doll. Deixa pra lá. Passou! Passou até a vontade.  
Mas voltando à gradação, para mim, mais macho é a Lea T. Imagina tomar nas nádegas e dizer que gosta de quem saiu ferindo as partes com um objeto perfurocortante, como chamam na investigação criminal e ainda chamar o filho da puta que empurra por trás, de meu amor? Duvido se a Tamy teria coragem, aguentaria, apesar de fazer aquele jeito gaúcho de ser.
Por falar em gaúcho, se formos ver quem é mais macho, entre gaúchos e baianos, sinceramente, todos são machos, até o Caetano Veloso e a Daniela Mercury, mas tem muita diferença. Uma masculinidade mas macho, uma masculinidade mais amena.
Um baiano com aquela baianidade de ser, fala bem baixinho para o bofe, cantado.
- Põe devagar, põe devarinho que é pra não machucar, põe bem de mansinho!
Dizem que ejaculação precoce de baiano dura dias. Pelo menos nisso eles levam vantagem, porque dizem que uma boa transa em São Paulo que não pode parar, o cara tira a cueca e já pergunta se foi bom, a mulher tira a calcinha o cara já está na terceira ejaculação e já está pedindo para fechar a conta, a rotatividade em motel é muito grande, porque o pessoal sai rapidinho, senão se stressa. Sexo para paulista, é algo sem graça. É por isso que vibrador e artigo de luxo. O marido tem os seus, a mulher outros e vivem satisfeitos a vida inteira, cada um na sua cama. Só se encontram em recepção, onde precisam mostrar seu lado familiar, para pode ascender dentro da empresa.
 Eu sempre digo que gaúcho é que é macho. Não canta como baiano, ele grita como a Ivete Sangallo.
- Gente, vamo estourar a boca do balão. E pega! E pega! Quem está feliz aí, grita alto!
E só se ouve voz feminina.
- Bah tchê! Trifeliz guri!
E pronto, o gaúcho já fica na posição das três facas. Ainda não sabes por que gaúcho usa três facas tchê?
Ele chega no balcão com aquela calça de quem tem hérnia escrotal, enorme no fundilho e manda trazer a cachaça mais filha da puta que tiver. Começa os achar todos os bofes lindos, lá pela metade do copo, até que exista a conectividade, ele fica louca, louca, louca e vão arrivar nas facas. O gaúcho pega uma faca na mão esquerda e enfia no balcão. Faz o mesmo com a outra faca, na mão direita. Com a terceira tira com os lábios e morde nos dentes, apresenta o furo e fica no jeito para entrar sem problema e está pronto.
- Mete negão! Mete que eu sou mui macho!
Dou a maior força. Eu não sou, tenho certeza que se colocassem só na entrada, eu já estaria me cagando todo, não iria dar certo.
Eu, pessoalmente, não sou contra, nem a favor, mesmo porque eu não me acho tão importante assim, para estar me imiscuindo nas questões alheias, principalmente em questões de sexualidade que é tão íntima e cada um sabe onde mete o nariz. Ou outras coisas, depende da criatividade.
ÀS ORDENS
Dia desses, o taxista que fala sempre que eu votei na Dilma, ele era da Direita, é investigador da polícia, está fazendo pós-graduação para ganhar mais, veio me pegar, íamos passando na frente do Condomínio, na subida, antes de chegar à Portaria e uma senhora com uma criança com a farda do Latu Senso, fazendo parada, falei para ele parar e dar carona, ele foi embora, até acelerou ainda mais. Depois, passamos em frente do colégio, ele se fez de besta.
- Olha, acabamos passando na frente...
É sacanagem. Poderíamos dar carona, só eu e ele, atrás sem nada, nem ninguém, a senhora devia estar atrasada, visto que viu que estava ocupado, mas continuou a fazer sinal. Eu sabia que teríamos de passar pela frente.
Ele estava puto com o pessoal que está de recuperação, aí é que eu soube que o garoto estava fazendo aulas para ver se passa, já haviam acabado as aulas do período normal. A filha dele também estuda lá e está de recuperação, também.
- Eu estou tão puto que nem dou dinheiro pra merenda. Ela que morra de fome!
Eu concordo, mas por outro motivo, não sei por que nós temos de ir ao cinema, à escola, até viajar, entre uma refeição e outra e parece que temos de comer, senão morremos de fome. A sociedade força a barra, acho que para que se consuma mais. Eu assisto a filmes, sozinho, nem por isso me cai a honra, ademais eu passo  tempo todo, sem tomar nada, sem comer nada e não me acho fora de nenhum círculo, ainda bem, talvez fora de um monte de gente sem personalidade que faz as coisas que mandam, sem nem pensar. O cara entrou no cinema, tem de comprar aqueles baldes de refrigerante, tem de mastigar chicletes, pipoca, doces que até atrapalham, parece um monte de porco na hora da refeição, e ainda tem uns lesos que deixam de assistir o filme, para repor. O líquido e a comida se tornam mais importantes do que a história que está sendo mostrada. E se chegou à conclusão que quem mastiga na hora de compreender uma coisa, acaba não assimilando nada, imagina um monte de gente no cinema, acaba a gente pergunta o que viu, ninguém sabe nada, um monte de zumbi com Alzheimer. É como o condicionamento em restaurante. Eu pensei, pensei e cheguei à conclusão de que em casa eu como, sem tomar líquido durante as refeições, é chegar a um restaurante, não sei por que, até antes de escolher o que se vai comer, todo mundo só pode comer se for com refrigerante, cerveja, whisk, vinho, suco, até água. Parece que nos amestraram desde criancinha, para todo mundo virar cordeiro. Eu hein. Não sou bode para ser guiado por pastor.
Mas então ele estava falando que proibiu a filha de namorar. Descobriu que estava namorando com 13 anos, de recuperação, com um menino de 12, menor do que ela.
- O tampinha foi lá em casa, pedir para namorar, para eu não proibir e ainda falou: “tio, eu passei. Eu estou ensinando à ela, deixa a gente namorar que eu não estou atrapalhando, até ajudando”.
O típico estereotipo do cara que entra na polícia brasileira, pós-Ditadura e tem de ser macho, até as mulheres, os termos usados, são quase como os usados por religiosos, muito repetitivos: MISERICÓRDIA, ABENÇOADO, IRMÃO, DEUS É MAIS..., tem de usar óculos Ray-Ban Aviador, tem de ser durão. A polícia deveria ensinar seus integrantes a tratarem bem a todos. No Japão, policial faz ballet e origami, para aprender a ter autocontrole, aprender a tratar o cidadão, como tal, não como um bicho da rua, sem dono, aqui o policial tem de ser um jumento no tratar com o cidadão, já chega, todo mundo é marginal, até se prove o contrário e os programas que usam como Telecurso, são esses de Datena, .Marcelo Rezende e companhia. Quem é do Primeiro Mundo mesmo? Ah, o Brasil, o Japão é um paísinho desconhecido. Estão está certo, policial tem de se achar superior em tudo, inclusive no trato com as pessoas.
Mas aí ele falou.
- Ainda bem que ela, pelo menos está namorando com um menino. Imagina se me apresenta uma namorada?
- Rapaz, a sexualidade da tua filha, é problema dela. Ela que tem de decidir. O que vale, é ela ser feliz e mais do que tudo, não sair matando todo mundo, por se reprimir querendo fazer o tipo que não tem nada a ver com ela. Tu tens de aprender a aceitar as outras pessoas, do jeito que elas são, sem nenhuma restrição. Sendo feliz, estando feliz, mesmo sendo sapatão, feia, torta, é o que vale. Melhor do que ser bonita, feminina e recalcada.
Até quando o modelo Constantino ainda vai fazer as pessoas se achando importantes, por aceitarem, ou não o que é uma questão pessoal dos outros e até que não podem interferir para escolher?  
É uma mania de Deus não quer, Deus gosta, faz com eu faço no motel.
- Deus não gosta? Eu gosto. Então Ele não faça, mas eu faço! Foda-se!

Vou me reprimir e reprimir os outros, por um conceito que foi criado para tolher a humanidade? Nem morta, santa!

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