Naquele tempo em que o pessoal, não sei
por que, achava que o mundo ia acabar, era o fim do mundo, apareceram deuses,
profetas e messias para todos os gostos e Paulo, o apóstolo, um grande
pilantra, escutou tudo o que os outros apresentavam e apresentou o seu
Deus-Vivo. Mas Deus vivo eram os faraós. O Deus que andava sobre as águas. Já
havia nas Mitologias Grega, Romana e Celta. O Deus dos milagres. Também, então
ele disse que o Deus dele, era como caderno universitário feito de Bombril, o
1.001 utilidades em 1 só. Pronto, chegou aos ouvidos de Constantino que gostou
e parou de brincar de dar ré no croquete, de chupar pirulito de couro e beijar
o saco de ovos, com pentelhos dos outros, ainda mandou mensageiros para avisar
ao irmão que a partir daquele momento, não podia mais enroscar o parafuso no
bocal, e avisou à irmã que ela parasse de fazer MMA com a perereca das amigas,
agora, tudo era pecado. Quem viu e quem viu depois o Constantino. Parecia um
desses evangélicos que foram travestis, chupavam um pau com gosto, roubavam,
matavam, faziam tudo o que não prestava e de repente, porque deu o testemunho,
é outro homem.
- O sangue de Cristo tem poder!
- Mano, no teu caso, nem Cola Mil gruda o
que foi perdido. Te aqüenda biba! A partir do momento que sentiu o tronco bater
na espinha dorsal e tu engoliste a seco, pela boquinha baixo, não tem volta.
Deixa de fantasia!
Desde aí o modo de pensar das pessoas
ficou pobre, singular e muito simplista. Tanto que por muito tempo depois que
se saiu da visão do Geocentrismo, ainda se pensou em um sistema fechado, do
Universo, ou o Universo Euclidiano que um dia ainda iria chega a um ponto
limite, ao invés de expandir indefinidamente.
As pessoas quando não estão fingindo
sentimentos, estão se fazendo de coitadinhas. Faz parte do show, senão não vão para o Céu.
NÍVEL ELEVADO
Como a moda é fazer tipo, para enganar a
Deus, o discurso é sempre fechado, os “carneiros” de Deus, são como aqueles
jumentos com aquele aparato do lado dos olhos, para não se distraírem e sempre
enxergarem um único caminho.
Quando se pensa em sexualidade, aí fica
claro como se pensa sempre muito miudinho, muito apequenadamente.
Depois de Constantino, o mundo diverso
morreu, era o “homem” contra a natureza, só o homem e a mulher, o Céu e a
Terra, tudo muito simplista.
O bacana são os discursos.
- Eu aceito a sexualidade dos outros!
- Ah, eu não aceito!
Parecem os imperadores romanos antigos. A
aceitação, ou não aceitação deles, parece que faz uma grande diferença, vai
mudar alguma coisa. É uma questão como tantas outras que não têm interferência de
ninguém para acontecer. A vida na Terra, tanto faz o cara aceitar ou não, é
fato. A cor da pele. A região de nascimento. A salinidade dos mares. A cor dos
rios e mares. Pode ser quem for, estão cagando para o que pensam, gostam, ou
querem, é uma coisa que acontece, mesmo sem a complacência humana. É que os
espertalhões inventaram Deus e os lesos pensam que são a imagem e semelhança e
são semideuses, o que pensam e acham, vai influir alguma coisa no mundo.
No dia em que descobrirem como fazer
filhos, filhas, filhos gays, filhas
lésbicas, até se pode discutir, mas por enquanto, é questão de jogar o cubo e
perceber que existe vários lados, sem se poder acertar exatamente o lado que
vai cair, mesmo porque há fatores externos como aves, ventos que mesmo o cara
sabendo como jogar, podem aparecer de repente e mudar o jogo.
- Eu até aceito que as pessoas sejam gays, mas desde quê...
Esse desde quê, é como o But em filme de suspense, policial e de
mistério.
- I liked
so much the gift you give me. I’ll wear it in an appropriate moment. But…
Quando dá essa paradinha, pode saber que
vem merda.
-
Ok, but, But what? What But man?
-
But I guess, it’s a queer stuff. I am heterosexual one. In Brazil nominate
Hétero.
Quando se conversa, é sempre dessa forma,
ou isso, ou aquilo, sempre segregando, ao invés de juntar, ou dar
possibilidades de se ver gente de verde, de azul, de vermelho, de roxo, como
dizem os cabocos do Amazonas, RRRRRUXU, cinza, branco, tudo ao mesmo tempo, sem
a necessidade de ter de ser ou, ou apenas.
A caboca apanha do marido e vai dar queixa
na Delegacia da Mulher em Manaus, onde o pessoal pensa que é forasteiro, a maior cara
de caboco, mas todo mundo fazendo tipo de ser de fora.
- Dutura, então ele me pegu e me deu muita
purrada que eu estu tuda rrruxa.
E a delegada, a escrivã, ninguém entende o
que nossa colega quer dizer. Faz como a Margá no dia em que quebraram o vidro
do carro do amigo dela e fomos os três, dar parte no Primeiro DP, exatamente na
hora em que haviam matado o Bebetrinho da 14,
em plena época do carnaval. Ela deu um depoimento, o escriba errou. Deu
outro, o cara errou. Ela lia, estava errado aqui, ia consertar, errava mais do
que antes, e eram escrivãs concursados, imagina como não são esses concursos,
na frente do computador que é só corrigir uma letra, ou outra, ele estava todo
embananado. ela se emputeceu e pediu para ele levantar que ela mesma iria fazer
da cabeça dela, digitar e redigir. E o fez, imprimiu e assinou, senão não
sairíamos dali, nunca.
Antes do Cristianismo, onde as pessoas
mais safadas, mais criminosas são as mais metidas as carolas, o sexo nem tinha
classificação, aliás, antes, tudo era natural, depois é que inventaram uma
porra de um sobrenatural que querem que as pessoas se integrem a isso e acabam
matando todas as vidas, sem Paraíso, nem Céu porra nenhuma.
QUAL A SUA?
Não adianta fazer tipo, ainda mais em se
tratando de sexualidade. O cara faz o maior tipo de macho, mas tem gradações.
Não existe um macho, existem machos.
Sábado passado, o Mini-Maciste estava com
a barba grande que Dona Therezinha que o viu antes de mim, disse que ficou
muito bem, se ele não falasse com ela, no dia em que se encontraram, não o reconheceria,
o peito todo cabeludo, o cabelo grande, só faltava a caverna, a folha de
parreira e o tacape. Estavam gozando-o, falando para ele fazer uma depilação,
quando intervi.
- Acabou o tempo do metrossexual, agora a
moda é hubersexual, o bicho-grilo.
Ele está na moda. Um homem do seu tempo. O
problema é o cara dar uma cagada e não ter como limpar o furico. Fica aquele
cabelo no rego, fazendo trancinhas, duro que dá nojo. O urologista vai dar a
dedada profissional, não entende bem que porra é aquela, sai com a luva cheia
de merda e o consultório fica empestado com fedor de bosta, a luva faz uma
fenda, o médico pega tétano e nem chega perto da próstata.
Seria bom que as pessoas descessem do
salto, viessem para o mundo real.
Imagina de zero a dez, definir quem é mais
macho. A Tamy Miranda, filho da Gretchen, ou a Lea T, filha do Toinho Cerezo.
Bem que antigamente os boiolas eram mais
simpáticos, mais bonitos de rosto, pelo menos, a Roberta Close era lindo, um cabeleireiro
que era todo cabeludo que morreu de Aids, alguma coisa com Toinho, Chiquinho, ah,
é Silvinho, agora que inventaram essa operação de jogar as coisas para os
cachorros, só tem transexual travoso, nem é o fato de ser trans, mas o fato de
serem muito feios. Acho que essa porra mexe com a fisionomia. Porra, tanta
mulher no mundo, o cara vai “comer” um transgênero desses, sem ser funcionário
da Monsanto, além de não ter pinguelo, ainda tem perna fina, bunda murcha, ou
dura de silicone e olha para a cara do cara, Deus me livre, só falta ter um
enfarto.
- Amor, o que foi, assustou? Você está
pálido que nem o pessoal com Ebola na África.
- Gente, não foi nada. Mas eu pensei que
tinha visto o filho do Chuck vestido de baby-doll.
Deixa pra lá. Passou! Passou até a vontade.
Mas voltando à gradação, para mim, mais
macho é a Lea T. Imagina tomar nas nádegas e dizer que gosta de quem saiu
ferindo as partes com um objeto perfurocortante, como chamam na investigação
criminal e ainda chamar o filho da puta que empurra por trás, de meu amor?
Duvido se a Tamy teria coragem, aguentaria, apesar de fazer aquele jeito gaúcho
de ser.
Por falar em gaúcho, se formos ver quem é
mais macho, entre gaúchos e baianos, sinceramente, todos são machos, até o Caetano
Veloso e a Daniela Mercury, mas tem muita diferença. Uma masculinidade mas
macho, uma masculinidade mais amena.
Um baiano com aquela baianidade de ser,
fala bem baixinho para o bofe, cantado.
- Põe devagar, põe devarinho que é pra não
machucar, põe bem de mansinho!
Dizem que ejaculação precoce de baiano
dura dias. Pelo menos nisso eles levam vantagem, porque dizem que uma boa
transa em São Paulo que não pode parar, o cara tira a cueca e já pergunta se
foi bom, a mulher tira a calcinha o cara já está na terceira ejaculação e já
está pedindo para fechar a conta, a rotatividade em motel é muito grande,
porque o pessoal sai rapidinho, senão se stressa. Sexo para paulista, é algo
sem graça. É por isso que vibrador e artigo de luxo. O marido tem os seus, a
mulher outros e vivem satisfeitos a vida inteira, cada um na sua cama. Só se
encontram em recepção, onde precisam mostrar seu lado familiar, para pode
ascender dentro da empresa.
Eu
sempre digo que gaúcho é que é macho. Não canta como baiano, ele grita como a
Ivete Sangallo.
- Gente, vamo estourar a boca do balão. E
pega! E pega! Quem está feliz aí, grita alto!
E só se ouve voz feminina.
- Bah tchê! Trifeliz guri!
E pronto, o gaúcho já fica na posição das
três facas. Ainda não sabes por que gaúcho usa três facas tchê?
Ele chega no balcão com aquela calça de
quem tem hérnia escrotal, enorme no fundilho e manda trazer a cachaça mais
filha da puta que tiver. Começa os achar todos os bofes lindos, lá pela metade
do copo, até que exista a conectividade, ele fica louca, louca, louca e vão
arrivar nas facas. O gaúcho pega uma faca na mão esquerda e enfia no balcão.
Faz o mesmo com a outra faca, na mão direita. Com a terceira tira com os lábios
e morde nos dentes, apresenta o furo e fica no jeito para entrar sem problema e
está pronto.
- Mete negão! Mete que eu sou mui macho!
Dou a maior força. Eu não sou, tenho
certeza que se colocassem só na entrada, eu já estaria me cagando todo, não
iria dar certo.
Eu, pessoalmente, não sou contra, nem a
favor, mesmo porque eu não me acho tão importante assim, para estar me
imiscuindo nas questões alheias, principalmente em questões de sexualidade que
é tão íntima e cada um sabe onde mete o nariz. Ou outras coisas, depende da
criatividade.
ÀS ORDENS
Dia desses, o taxista que fala sempre que
eu votei na Dilma, ele era da Direita, é investigador da polícia, está fazendo
pós-graduação para ganhar mais, veio me pegar, íamos passando na frente do Condomínio,
na subida, antes de chegar à Portaria e uma senhora com uma criança com a farda
do Latu Senso, fazendo parada, falei para ele parar e dar carona, ele foi
embora, até acelerou ainda mais. Depois, passamos em frente do colégio, ele se
fez de besta.
- Olha, acabamos passando na frente...
É sacanagem. Poderíamos dar carona, só eu
e ele, atrás sem nada, nem ninguém, a senhora devia estar atrasada, visto que
viu que estava ocupado, mas continuou a fazer sinal. Eu sabia que teríamos de
passar pela frente.
Ele estava puto com o pessoal que está de
recuperação, aí é que eu soube que o garoto estava fazendo aulas para ver se
passa, já haviam acabado as aulas do período normal. A filha dele também estuda
lá e está de recuperação, também.
- Eu estou tão puto que nem dou dinheiro pra
merenda. Ela que morra de fome!
Eu concordo, mas por outro motivo, não sei
por que nós temos de ir ao cinema, à escola, até viajar, entre uma refeição e
outra e parece que temos de comer, senão morremos de fome. A sociedade força a
barra, acho que para que se consuma mais. Eu assisto a filmes, sozinho, nem por
isso me cai a honra, ademais eu passo
tempo todo, sem tomar nada, sem comer nada e não me acho fora de nenhum
círculo, ainda bem, talvez fora de um monte de gente sem personalidade que faz
as coisas que mandam, sem nem pensar. O cara entrou no cinema, tem de comprar
aqueles baldes de refrigerante, tem de mastigar chicletes, pipoca, doces que
até atrapalham, parece um monte de porco na hora da refeição, e ainda tem uns
lesos que deixam de assistir o filme, para repor. O líquido e a comida se
tornam mais importantes do que a história que está sendo mostrada. E se chegou
à conclusão que quem mastiga na hora de compreender uma coisa, acaba não
assimilando nada, imagina um monte de gente no cinema, acaba a gente pergunta o
que viu, ninguém sabe nada, um monte de zumbi com Alzheimer. É como o
condicionamento em restaurante. Eu pensei, pensei e cheguei à conclusão de que
em casa eu como, sem tomar líquido durante as refeições, é chegar a um
restaurante, não sei por que, até antes de escolher o que se vai comer, todo
mundo só pode comer se for com refrigerante, cerveja, whisk, vinho, suco, até água. Parece que nos amestraram desde
criancinha, para todo mundo virar cordeiro. Eu hein. Não sou bode para ser
guiado por pastor.
Mas então ele estava falando que proibiu a
filha de namorar. Descobriu que estava namorando com 13 anos, de recuperação,
com um menino de 12, menor do que ela.
- O tampinha foi lá em casa, pedir para
namorar, para eu não proibir e ainda falou: “tio, eu passei. Eu estou ensinando
à ela, deixa a gente namorar que eu não estou atrapalhando, até ajudando”.
O típico estereotipo do cara que entra na
polícia brasileira, pós-Ditadura e tem de ser macho, até as mulheres, os termos
usados, são quase como os usados por religiosos, muito repetitivos:
MISERICÓRDIA, ABENÇOADO, IRMÃO, DEUS É MAIS..., tem de usar óculos Ray-Ban
Aviador, tem de ser durão. A polícia deveria ensinar seus integrantes a
tratarem bem a todos. No Japão, policial faz ballet e origami, para
aprender a ter autocontrole, aprender a tratar o cidadão, como tal, não como um
bicho da rua, sem dono, aqui o policial tem de ser um jumento no tratar com o
cidadão, já chega, todo mundo é marginal, até se prove o contrário e os
programas que usam como Telecurso, são esses de Datena, .Marcelo Rezende e
companhia. Quem é do Primeiro Mundo mesmo? Ah, o Brasil, o Japão é um paísinho
desconhecido. Estão está certo, policial tem de se achar superior em tudo,
inclusive no trato com as pessoas.
Mas aí ele falou.
- Ainda bem que ela, pelo menos está
namorando com um menino. Imagina se me apresenta uma namorada?
- Rapaz, a sexualidade da tua filha, é
problema dela. Ela que tem de decidir. O que vale, é ela ser feliz e mais do
que tudo, não sair matando todo mundo, por se reprimir querendo fazer o tipo
que não tem nada a ver com ela. Tu tens de aprender a aceitar as outras
pessoas, do jeito que elas são, sem nenhuma restrição. Sendo feliz, estando
feliz, mesmo sendo sapatão, feia, torta, é o que vale. Melhor do que ser
bonita, feminina e recalcada.
Até quando o modelo Constantino ainda vai
fazer as pessoas se achando importantes, por aceitarem, ou não o que é uma
questão pessoal dos outros e até que não podem interferir para escolher?
É uma mania de Deus não quer, Deus gosta,
faz com eu faço no motel.
- Deus não gosta? Eu gosto. Então Ele não
faça, mas eu faço! Foda-se!
Vou me reprimir e reprimir os outros, por
um conceito que foi criado para tolher a humanidade? Nem morta, santa!
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