sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

COMO PODE?

Certa vez, Bustela descrente que a economia nacional havia desenvolvido realmente, com o acesso de uma multidão que vivia na miséria absoluta, chegando ao que se chamou, como uma forma de denegrir pejorativamente, de a nova classe média, perguntou como podia a economia estar bem e o pessoal matando para roubar.
Eu até tento responder através só da Economia, mas como diz o Piketty, o Chang, o Rosemberg – acho que é isso, nunca me lembro do nome completo, eu chamo de Rosé – autores sobre Economia e Administração que eu tenho lido recentemente dizem que não se pode ser economista, sem saber Filosofia, Sociologia, mas isso, eu já sabia, quando estudante, os professores diziam que quem  tinha mais informações, podia tomar melhores decisões, visto que Economia e Administração lidam com o futuro, com expectativas. E depois, aprendi que o Curso de Economia se chama Análise Econômica e Política, mas se tem esquecido da última parte, ou mudaram? Mas tem um monte de estudante, dentre tantos, de Economia e de Administração que acha que não têm de “perder” tempo, quer ser “profissionais” imediatamente e pula matérias como Filosofia, Sociologia, Ciências Políticas, e como a falta de escrúpulos é enorme, é estrutural, o Brasil que é conhecido como um país de espertalhões, não de inteligentes, senão o número de patentes em nome de brasileiros seria enorme, pela quantidade de esperteza, coloca-se no mercado, “profissionais” assim que se fixam só na matéria que interessa, e tem quem ache isso, um charme, engenheiro falar mal o idioma pátrio, o economista não entender bulhufas sobre História, o administrador não entender de Psicologia, nem mesmo Ciência Política e assim por diante, fica todo mundo bom na sua área, mas uma besta diante da vida. Nos países de Primeiro Mundo, enquanto se abrem as mentes, nos países subdesenvolvidos se fala em superespecialização completa, um assunto somente para ver e saber. Até o PT tem essa proposta sobre Educação, cada um só saber um assunto, só poder ser formar em uma matéria, ou uma área de conhecimento apenas. E o Platão, quando falou em academia, a precursora das universidades, dizia que se tinha de ter um conhecimento próximo ao que se diz hoje, multidisciplinar e que o Carl Sagan usava tanto diferentemente do Isaak Asimov que falava em uma sociedade do futuro, com robots para todo lado, mas o governos eram sempre reinos, a volta do Feudalismo, pós-Capitalismo, ou seja, a falta de conhecimento de que o social, o tecnológico, o ideológico, o político e tudo mais, relacionam-se, um puxa o outro, para desenvolver. Imagina a aristocracia como proprietária dos meios de produção, com uma produção enorme e para quem distribuir? Para quem nasceu de sangue-azul, ou seja, uma minoria, contra uma maioria sem acesso à produção. Pura estupidez de quem não sabe que a humanidade evolui.
Quando ainda era estudante de Física a discussão daquele tempo, era de que se devia usar a intuição. Sim, uma ciência que chamam de Exatas, pregava o uso da intuição. Aí lá vêm aqueles brasileiros que ouvem o galo cantar e já saem cantando de galo o que não sabem, como muito cristão que nunca leu a Bíblia e acha que é uma questão de lógica, ou que todas as religiões pregam a mesma coisa, Deus é um só de todos, quando existem vários deuses e só nas messiânicas é que Deus é único, ou quem nunca leu o Inteligência Emocional e sai divulgando que IE, é não brigar com ninguém, é só ser “bonzinho”. Mas a intuição tinha de vir acompanhada de muito, mas muito conhecimento, não era só do eu acho, como é comum no país. O pesquisador estudava um assunto, pesquisava, mas chegava à uma interseção e tinha de decidir para prosseguir. Como decidir?
[...]
Álgebra Linear, não sei se I, ou II, Professor Carlo Manoel, de repente estava resolvendo um problema na lousa, até que chegou num ponto em que o professor não sabia ir adiante. Então chamou um aluno metido a inteligente, um cara arrogante, de Direita e preconceituoso com os colegas, principalmente os que vinha da África e da América Central, o que havia de monte, assim como tudo, olhos azuis, era até meu vizinho em Adrianópolis, dos fundos, também não conseguiu resolver. Então o Disco, chamavam de Disco Voador, morava na Casa do Estudante, todo dia, já acordava com os olhos vermelhos, ninguém sabia se era drogado, ou maluco, não dizia coisa com coisa, não era o único, muitos já acordavam drogados. E ele queria falar o Professor mandava não atrapalhar.
- Professor!
- Agora não, por favor.
- Professor.
- Não atrapalha meu filho!
Depois de muito encher o saco.
- Professor.
- Sim, o que é meu filho?
- Eu sei como sair daí.
- Tudo bem, venha para o quadro.
Até que venceu pelo cansaço. O professor estava incrédulo, logo ele que era completamente fora de foco. Aliás, na história, todos eram fora de foco. Uns, mais do que os outros, mas parecia um manicômio. Lá foi o Disco para o quadro-branco. Saiu de onde havia um gargalo, mas de repente deu a louca no Disco. No meio da equação, já faltava pouco para o fim, ele escreveu bem grande, com o giz bem forte: 0 = 0. Isso é que é sair da intersecção, quando está na linha de chegada, o cara bate de propósito no muro e morre. Mas o professor não disse nada, ele disse que sabia sair, e saiu, tanto que o professor pegou a equação de onde não havia chegado ao 0=0 e desenvolveu, até o fim, que ninguém conseguia. 
Pior do que ele, só a professora de Álgebra também que uma noite, eu ia saindo da casa da Dona Regina, acho que era fim de ano e devia haver apresentação no Teatro, eu tinha de ir mostrar as músicas que iria tocar, várias vezes ao dia, quando saí, um carro parado no acostamento, quando eu ia passando, o vidro baixou e era a professora que havia sumido, porque de vez em quando, tinha de ser internada numa clínica psiquiátrica, com problemas mentais.
- Psiu! Psiu!
Eu tomei até um susto. Depois a reconheci.
- Volta pro Campus, por favor. Está tão calmo desde que tu saíste.
Égua, ela me chamou de bagunceiro? Mas pelo visto, deve estar calmo mesmo. A TV Universitária, há anos, fora do ar, por falta de saber o que fazer e ninguém discute, eu já teria falado para se puxar uma assembleia geral. E os irmãos do Omar Aziz que invadiram o Campus, para dar porrada no professor e deram, que deu um exemplo de como se utiliza o Jornalismo, a partir do Governo Omar e ficou por isso mesmo, calou-se, o professor é que ficou com cara de leso, mais do que sempre teve e já parece, pessoalmente, desde quando fomos contemporâneos. Ficou intramuros, como tudo, hoje, fica como um círculo de “iniciados” apenas. No tempo em que eu era estudante, que o Prefeito Arthur Neto diz que era uma ditadura, todas as propostas eram tiradas em assembleias, todas as vezes em que fui diretor de centros acadêmicos, do Diretório, representante dos estudantes nos Congressos, ou dos estudantes nos Conselhos Universitários, todas as decisões eram tiradas através de votação, votados, e com todos, o mesmo. Era um tempo em que havia comprometimento de todos, participação crescente. Se eu e outros colocávamos os nomes para serem eleitos e éramos, não temos culpa de termos sido mais populares do que o cunhado dele que era um pomba-lesa, ou a atual esposa que nem se manifestava e olha que fazia parte dos grupos que atuávamos e podia dizer que era contra a maneira que atuávamos, ou do PCB quando ele era líder e na hora de arregaçar as mangas, tirava o time de campo e achava que a militância estudantil, era só discurso de fundo de bar. Essas coisas eram discutidas com todos, e a Universidade Federal do Amazonas, não era só um Jardim de Infância, onde se ia só aprender o ponto, mas discutia o mundo, e levava a discussão extramuros, muito diferente de hoje, onde parece um lugar de gente que apenas segue a moda e sem opinião própria. Por exemplo, na primeira greve de motorista de ônibus em Manaus, o Sindicato dos Rodoviários que ficava na Constantino Nery, foi fechado, por ser pelego, então levamos, uma garota que não me lembro o nome, era Secretária da Sede do Partido, o Eronildo que hoje se chama Eron e eu, levamo-los, para a sede do Diretório, entre o Rio Negro, a antiga Faculdade de Administração e Contabilidade e o Colégio Militar, na Epaminondas e dali, partimos todos, para a frente da Antiga Prefeitura de Manaus e lá, deu a maior porrada, um ônibus vazio, um bêbado que nem era estudante, muito menos motorista, da zona do baixo meretrício, pegou uma pedra e jogou no para-brisa do veículo e saiu a Tropa de Choque que estava sentada no chão, já saiu quebrando todo mundo. Por exemplo, no tempo, em que era Diretor do CA de Física, estava chegando à universidade, discutia-se a meia-passagem e a reunião foi na Praça São Sebastião no tempo do Lindoca que como todo enrustido, era violento além da conta e mandou fuzilar os estudantes, como não conseguiram, metralharam a estátua de São Sebastião, na igreja de mesmo nome que hoje, substituíram, ao invés de imagem da guerreira tarada, muraram a uma de um capuccino, típico da religião, São Sebastião era guerreira, num tempo em que nem se falava em capuchinho. Mesmo assim, não se deixou de fazer manifestações, até que os estudantes conseguiram, com o apoio de toda a sociedade, a meia-passagem do transporte público. Quando eu ainda era estudante e Diretor do Diretório dos Estudantes, a União dos Estudantes Secundaristas do Amazonas – UESA e nós, levamos uma manifestação contra as ações da Prefeitura à época, o Governo Mestrinho à época e conta a Ditadura. Só sei que por três dias, o Centro de Manaus, ficou intransitável. Na noite anterior, chamamos o Sávio que antes de morrer, foi para o PSDB e expusemos o que diziam, haveriam atiradores de elite, à mando de Mestrinho, para eliminá-lo e ao Fred Arruda, conhecido ambientalista local. Ele que era Presidente da UESA, disse que não tinha medo e mesmo que os bombeiros tenham jogado água nos manifestantes, mesmo que o cordão da PM não permitisse que se avançasse e ainda investiu contra a passeata, mesmo assim, as questões avançaram, os populares, não os estudantes, foram à porrada com as forças de repressão. Se eu fosse estudante hoje, essa papagaiada da Prefeitura de Manaus elevar o preço do transporte público, depois baixar, para dizer que o Prefeito baixou o preço, quando na verdade, voltou ao mesmo patamar anterior, seria debatido e sugeriria que se fosse para a rua. Utilizaria os meios de comunicação disponíveis, uma luta antiga que por culpa do Reitor Anderson Dutra, um merda, a UFAm perdeu o centro de comunicação, para a Federal de Pernambuco e um laboratório de Física completo, para  São Carlos. Agora com tudo em mãos, a Reitoria não tem competência e está para perder o canal.  
Dia desses falei de quando fomos à casa do Amazonino e ele deu uma esculhambação no namorado da filha. Era Festival Universitário de Música e combinamos com o Prefeito Amazonino, previamente que o transporte do Campus, para fora, rota Japiim e Coroado, ficariam até duas horas depois de terminar, todas as noites. No primeiro dia, à meia-noite, um dos motoristas me chamou e disse que aquela, seria a ultima rota que fariam.
- Eu falei com o Prefeito.
- Mas a ordem da garagem, é de pararmos.
Tudo bem, o Omar que sempre foi íntimo do Amazonino, já fazia parte do Partido, peguei-o e fomos à casa do Prefeito, deviam ser umas 3:00h. Entramos, acho que pulamos o muro, um jardim enorme, dizem que havia cachorros, mas acho que conheciam tanto o Omar quem nem chegaram junto. Entramos, a porta da sala escancarada, de repente um cara apareceu do nada.
- Dá pra chamar o Amazonino?
- Eu estava no estúdio de música, no porão... Mas espera aí, vou chamar a minha namorada, para ela chamar o pai.
O cara entrou na área dos quartos, o do Amazonino era o primeiro, depois da sala, ia caminhando para o quarto da namorada, sem segundas intenções, não sei como, lá apareceu o Prefeito, achou que o namorado meio abobalhado queria meter de jeito na filha, deu um esporro danado.  Era parecido com o promotor público que foi eleito recentemente. Mas depois nos viu e veio à sala e falamos da promessa e que era tudo mentira. A velha maneira Amazonino de ser, faz que não sabia, não tem nada com isso, está sempre preocupado em resolver as coisas. “Então morra!”
- Vou já telefonar para o Diretor da EMTU...
De repente os ônibus voltaram, não sei como, se foram pegar o pessoal em casa, só sei que deram jeito. Como prometido. Depois que descobri que trabalhou junto com Dona Therezinha e são conhecidos.
Agora está muito fácil ser autoridade, mesmo que tudo esteja bem pior, tenha mais incompetentes do que antes, tantas instituições de ensino superior, e tanta gente cada vez mais alienada, os governantes podem voltar a ser Coronéis de Barranco de novo que ninguém sai da sala, com medo de ser reprovado por faltas. Todo mundo esperando que sendo “bonzinho”, vá receber sua recompensa mais tarde. Mais um táxi na praça.     
[...]
Mas, voltando à questão da análise do porque, justamente quando a economia nacional prospera, mais a violência aumenta.
Não tenho uma resposta, mas talvez possa contribuir. Algumas considerações que talvez contribuam com o entendimento.
§        COLONIZAÇÃO – dizem os estudiosos sobre o assunto que as Colonizações Portuguesas e Espanholas, forram só para explorar e exaurir os recursos de onde se arvoravam de donos. Diferente das colonizações inglesas e holandesas, principalmente, onde tinham um conceito de desenvolvimento, ao invés de crescimento, segundo conceito do Florestan Fernandes, de onde se conhece os EUA, a maior economia do mundo, antes mesmo da Independência, já haviam empresas norte-americanas que inclusive, negociavam com o Império, o que era inimaginável, no Brasil, Colômbia, Goa, países onde Portugal e Espanha passaram e deixaram a ideologia do Deus por todos e salve-se quem puder. Imagina, pegando-se só Brasil, uma região continental, só o mapa da Colônia descoberta na Bahia, sem o Norte, nem o Sul que eram outras colônias, nações e mais nações indígenas, de repente chegam uns desconhecidos e dizem que tudo isto é seu, como se os indígenas ali presentes, nem existissem. Os conhecimentos seculares, adquiridos até ali, jogados fora, porque eles pregavam Jesus, um Deus que além de homossexual enrustido, é exemplo para todo ditador e burro. Os conhecimentos tiveram de dar lugar àquela baboseira toda, os ameríndios que já faziam ideia de como se comportava o Universo, tiveram de regredir, para acreditar na estupidez do Geocentrismo, enquanto na Europa, matavam e/ou segregavam cientistas que diziam o mesmo que a Terra não era o centro do Universo. Umas nações indígenas que já negociavam o excedente da produção e na Europa, com aqueles ignorantes em nome de Jesus, os Templários, em busca da salvação eterna, só se conhecia a conquista de novas terras que ainda era a riqueza das nações. Umas tribos onde mulheres, crianças, idosos tinham o mesmo peso em tudo, do que os homens, enquanto na Europa e todas as regiões onde cagaram, até hoje, mulher ganha menos, negro é discriminado pelo fato da pele, uma segregação enorme, dentre todos, com prisões, com clínicas psiquiátricas, com crianças enjauladas, com casamentos, onde o macho, ainda é soberano em casa e a mulher tem de fazer dupla jornada, “por amor”. E mais do que tudo, dois países conhecidos por sua falta de escrúpulos, muito comum a quem tanto fala em Deus. Portugal e Espanha são conhecidos pelo excesso de burocracia, justamente para vender facilidades, e mais do que tudo, conhecidos pelo excesso da corrupção em tudo, com o cinismo de sempre, de quem se locupleta e não sabe por que as coisas são assim;
§        DIVISÃO DE CLASSES – desde o início dessa palhaçada conhecida como Descobrimento do Brasil, ficou uma divisão, não só de classes, mas de tudo. O discurso do colonizador que até hoje, rege o país, para fazer pessoas sem grandes contribuições, quererem posar de galo, só por pregar que o resto que conhecemos e nos pertence, não presta, só o que é seu. “Eu sou melhor, tu tens de ser pior, para eu te dominar”. E daí, até hoje, quando já se tirou milhões da linha de pobreza, ainda existe uma divisão entre pessoas, entre classes, entre tudo, absurdas. Nos países nórdicos, existia um teto que não podia ultrapassar tantos por cento, do salário da base. Mas acho que com o Neoliberalismo que esculhambou ainda mais o mundo capitalista, deve ter acabado. Mas no Brasil, não dá para calcular. O próprio Judiciário que deveria ser o guardião das leis, é quem não atenta às leis, principalmente, nas questões salariais. Não há teto, ou melhor, o céu é o limite. Inventam tanta ajuda de custos, parece que recebem pouco e pior, um exige, começa o efeito-dominó, como se dinheiro fosse uma coisa que se faz e não afeta no resto, inclusive na inflação e na renda nacional. Ainda bem que o Brasil é um país riquíssimos, senão, já com Dom Pedro I, estaríamos falido, sem ter para onde correr. As elites acham que sempre é pouco, pouco, querem mais, mais, parece que o mundo foi feito só para si, só eles são filhos de Deus. O salário-mínimo é uns US$ 200.00, muita gente ganha até menos, uns R$ 200,00 e tem quem chegue a perceber, mais de milhões, como o Bial, para fazer bobagem e se acha que é lei de mercado, muitos discípulos do Marquês de Cairu, aquele filho da puta que nasceu na Bahia, mas traduzia os Clássicos Econômicos, sempre de maneira a favorecer o poder. Depois veio o Bulhões de Carvalho, eu não errei, o nome daquele Pai da Economia Brasileira, era esse mesmo, mas também se podia chamar de Colhões do Caralho pois só pensava em foder o país mesmo, para beneficiar os interesses internacionais, como muita gente, ainda hoje. Ontem, lendo a coluna do Veríssimo, ele abordava sobre o medo que se tinha, ou tem, do morro descer ao asfalto. Mas um dia tem de acontecer, a menos que se mantenha a maioria que vive sem poder sobreviver, sob alienação constante. A divisão de classes no Brasil, onde muita gente que está bem, nem gosta que se fale em luta de classes, é absurda e muita gente fica fula se alguém tenta diminuir o fosso existente, não se fala nem em acabar, o que é impossível no Capitalismo, mas diminuir a boa vida de uns e a merda de outros, tão gritantes, parece que ainda estamos na Escravatura, onde a Casa Grande podia e tinha tudo e à Senzala, eram jogados os restos e se possível, mantida na chibata. Sim que o Capitalismo é uma sociedade de classes e leva ao monopólio, mas no Brasil, o Capitalismo veio com todos os seus conceitos, sem que se tivesse mudado o conceito do poderoso que pode tudo e os desvalidos, jogados à pocilga. Dia desses assistia à um programa chamado Adolescentes Rebeldes, lá pela 1:00h da madruga. Dois idiotinhas com pais que têm preguiça de educar os filhos foram à Argentina, para serem “amestrados” por uma família considerada rigorosa, aliás, é o título do programa em Inglês, acho que é: Strict Parents. Em determinado momento, o pai argentino diz que vai levar os garotos para conhecerem a Argentina de verdade, pois eles são minoria, podem viver em condomínio de luxo, ter tudo, como poucos, mundo afora. E a Argentina de verdade, é igual ao Rio de verdade, à Manaus de verdade, à Paris de verdade que era justamente o que o Veríssimo falava, uma região escondida na Paris de Luz que não é morro, mas plano, mas não diferia em nada com os morros, as periferias de qualquer lugar do mundo. Pois é, a riqueza pode ser diferente, mas o que une o mundo capitalista todo, é a pobreza. É sempre igual. Segregada, esquecida, maltratada etc. E olha que foi a concentração sem fim que levou à Revolução Francesa, Revolução Industrial, Guerra da Secessão – capitalistas -, Revolução Bolchevique – socialista – e tantas outra, mundo afora. No Brasil, ainda há o ranço de termos sidos o último país a abolir a escravatura e a Abolição, foi outra palhaçada. Colocou-se os negros na sarjeta, sem emprego, sem casas, sem terras, sem nada e eles que se virassem e essa mania dos “poderosos” tratarem os outros que acham inferiores, como lixo, como “recurso“ que se pode trocar sem preocupação, continua. A história do surgimento das favelas é justamente isso, os poderosos prometeram mundos e fundos a quem se alistasse para eliminar o Antônio Conselheiro que na volta se vitoriosos, teriam emprego, casas, uma ajuda de custos para sempre, blábláblá. Muito parecido com os Soldados da Borracha que prometeram mundos e fundos, num primeiro momento, para geraram insumos para os pneus para os carros produzidos lá longe e num segundo momento, para gerar commodities, para os Aliados e até hoje, para receberem ao menos aposentadoria, é uma luta danada, parece que finalmente a Senadora Vanessa, conseguiu alguma vantagem, ao menos para os descendentes.  A velha mania de colocar pobre lutando contra pobre, para favorecer os nababescos do Brasil que não difere muito do Capitalismo internacional, o que se vê aqui, é o que se vê no mundo, o microcosmos reproduzindo o macrocosmos, como diz o Hawking e o Taoísmo: “no todo existem as partes e nas partes, o todo. Numa casca de noz, existe o Universo inteiro”. Os soldados que foram eliminar os insurgentes, venceram, voltaram, a única coisa que receberam, foi a porta na cara. Então subiram os morros que eram as áreas que eram desabitadas e consideradas sem importância e construíram casebres com o que podiam encontrar e encontraram uma árvore semelhante a que conheceram no agreste e era conhecida como favela. Mas hoje, com a especulação imobiliária, ricos até internacionais, por modismo, só para terem uma casa de inverno, ou de verão, estão se apoderando dos morros, vai se ter de procurar outras áreas, sempre indo para mais longe, até onde exista o mais longe, ou senão, cair na real, acabar com essa miséria de tudo, principalmente essa pobreza de espírito de se segregar, para se achar o bacana e uns bacanas que aparecem, não por uma contribuição consistente, mas bacanas que se fazem com golpes, com negociatas, com grilagem, com amizades que mesmo sem competência alguma, são feitos “grandes” nomes que servem de exemplo e querem que com uns exemplos desses, os outros sejam diferentes, menos corruptos, menos pilantras e mais competentes se nem a elite consegue ser, por não ter estrutura alguma, principalmente moral;  
§        FALTA DE CONSCIÊNCIA – existe uma falta de consciência estrutural que podem mudar Vargas por JK, de Jango para Castello Branco, Sarney, por Collour, Fernando Henrique, por Lula etc., mas não se muda essa total falta de consciência, a consciência de não se ter consciência, justamente para não ser questionado pela ideologia que se segue. E qual é essa consciência, é imitar o que vem de fora – “felicidade foi-se embora...” -, é manter o discurso do dominador que para se dar bem, é necessário fazer dos outros, inferiorizados, e, principalmente, ser esperto, viver de dar golpes sobre todos, para se dar bem sozinho, é o individualismo completo, quando temos milhões de pessoas, convivendo diuturnamente, mas cada um tem de pensar o mundo, tudo, a partir da sua conveniência, como se cada brasileiro fosse único e o resto fosse só o resto e sós. A consciência que se perpetuou, foi da amoralidade, com cara de carola, da falta de ética, com a mania de fazer pose como se a roupa é que fizesse o homem e, acima de tudo, uma mania de tentar silenciar quem pode falar o que não interessa, faça criar consciência de verdade, principalmente, para quem sempre é subjulgado, sempre é visto como porcaria que se pode brincar, inclusive utilizando para fazer sexo e depois jogando para se virar sozinha e ainda sendo contra o aborto e o planejamento familiar. Foi por isso, dentre tantas coisas que Cuba virou socialista, só servia para os norte-americanos se divertirem, fazerem filhos, espalharem doenças, principalmente venéreas e fazerem de conta que não era com eles. Quando os socialistas tomaram o poder, aí sim, os EUA começaram a perceber que Cuba era mais do que uma ilha de putas, de jogatinas, de putaria completa que se podia dispor ao bel-prazer. E o Brasil, ainda hoje, parece Cuba do Sargentão Fulgêncio Bastistão onde os estadunidenses queriam foder os cubanos, mas no Brasil, os brasileiros querem foder os brasileiros e o Brasil, portam-se como se os abastados, fossem os norte-americanos e os pobres, os cubanos, um dia ainda pode acabar uma ilha, ou um país que desenvolve, mesmo sob o julgo fascista que chamam de internacional;  
§        IMEDIATISMO – outra questão muito incentivada no país é o imediatismo. As pessoas ascenderam social e financeiramente, mas não querem ser só classe média, elas têm de ter acesso a tudo, ascender ao topo, sem um projeto sequer pessoal, só para consumir mesmo. Então o cara que ganhava R$ 800,00, passa a ganhar R$ 2.500,00, pronto, ele quer consumir tudo, sem planejar, os cartões de crédito fazem crer que utilizando-os, não se precisa pagar a conta depois, é só consumir. Se pessoas graduadas e pós-graduadas não sabem lidar com dinheiro, o que pode até denotar um certo pensamento infantil e/ou juvenil, para todo o sempre, vamos querer que os mais ignorantes o façam? Poupança no Brasil, não existe. Diz o Pensamento Liberal que para investir, primeiro se tem de poupar, o que muita gente não Liberal, diz que é tolice. Mas a Tyffany’s, a maior joalheria do mundo, diz que só no Brasil, vende joias à crédito. E olha que tem mais de uma loja no país, É isso. O cara pode comprar três meias, quatro cuecas, uma calça comprida, duas camisas por mês e ainda poupar um pouco, mas não, de repente ele quer comprar todas as camisas que vê, todas as calças que vê, viajar para todo o mundo, comprar todas as joias de uma vez, e vai parcelando, ao invés de poupar, para comprar de uma vez e pedir desconto sobre a compra de uma vez, mas o imediatismo diz que é tolice planejar,, é coisa de pobre, as decisões têm de ser tomadas intempestivamente, é assim que os poderosos se portam e todo mundo gosta de parecer poderoso, para não ser discriminado, desde que pobreza virou doença perigosa. Quando fiz um curso na FGV em Manaus, só três homens na classe, o professor, um colega, Sérgio e eu e só nós, os três, éramos de Administração, ou de Economia, ou Contabilidade, ou Finanças, como demandava o assunto. Mas um dia o professor aproveitou uma folga e foi fazer compras na “Zona Franca” e chegou abismado com os preços. “Tudo caro, mas o pior são os juros no cartão!” Um monte de mulher que ia fumar e fazer pose,  contestou. “Não professor, é tudo sem juros. Muitas vezes, três, ou mais vezes sem juros!” Ele até riu. “Juros embutidos. Eu perguntava o preço no cartão, era X3, então perguntava quanto era caso eu pagasse á vista. X-6. Então, colocam juros na compra à crédito, vocês é que acreditam que é tudo sem juros!”  É assim que se pensa o poder, enganando os outros, pagando um salário incompatível com a função, mas se quer que os “colaboradores” deem tudo de si para a empresa e para o empresário, um pensamento tão atrasado que até mesmo diminui a chance do consumo dos outros, a não se o seu consumismo desmedido. Tira-se de um monte que poderia ser melhor remunerado, para ostentar. Mas até isso, não é culpa da elite, uma elite burra que nem fazer cálculos, consegue, faz tudo nas coxas e acha lindo, aprender na tal de escola da vida, tudo no eu acho;    
§        PODER – o poder ainda hoje, é algo que se tem de enganar o outro, passar a perna em quem está próximo, é corromper, ser corrompido, é dar todo tipo de golpe, onde se cria uma sociedade de sociopatas que são considerados espertos. Eu sempre digo que uma vez, estava na fila da lotérica da Bemol, no Amazonas Shopping e como sempre, lenta e longa, a mania de tratar mal o cliente, desde que não haja concorrência; e conversando, uma caboca muito bem vestida, uma bolsa que daria nós dois dentro, mas o que mais chamava a atenção, eram as nádegas proeminentes, apaixonei na hora, outra mulher e eu, alguém perguntou se iríamos fazer jogo e a caboca falou que ela não joga nada, se depender de jogo para enriquecer, sabe bem que não vai ser rica nunca, ela trabalha. Ledo engano Robin. No mundo inteiro as pessoas trabalham e ganham bem. No Brasil é que o cara quer ser empresário e pagar abaixo do que pode e ter tudo que pode tirar do trabalhador, não sabe calcular como dar o preço, dentro das variáveis envolvidas e coloca um valor absurdo, como compram, o resto é lucro e de preferência, participando de esquemas para se dar bem. Ganhar em jogo, também faz parte da realidade, mesmo porque, o Capitalismo é um jogo a céu aberto. Empreender numa empresa é uma questão de jogatina. Concorrer num mercado incerto é uma espécie de jogo. A Bolsa de Valores, é jogo de azar, mesmo que se possa prever o futuro, com o que se sabe do presente e do passado, mas é uma aposta. Mas tem gente que é capitalista e acha que jogo de azar, é apenas loterias, ou carteado. Não por menos, joga-se tanto no Capitalismo. É uma maneira de quem não tem,, tentar chegar lá e quem tem, mostrar que é tão fodão que pode até ser mais eficiente do que a banca. No resto do mundo se enriquece fazendo uma música que vire sucesso, ou sendo desportista competente, ou pesquisando e gerando royalties que geram lucros à si e ao país, ou se pode ficar rico e permanecer rico, gerando empresas sólidas, com pesquisas de verdade, inovação e principalmente, o tal “capital humano”, que se tem de pagar bem para manter, o funcionário querer se manter no emprego, ter compromisso com o que faz e deixar esse pensamento de se dar bem sozinho, para longe, onde se quer empregados capacitados ao máximo, de Primeiro Mundo, mas o salário e as vantagens oferecidas, como se remunerasse um funcionário sem grandes capacidades, do último mundo. É a mania de todo mundo querer tudo só para si. Imagina que ainda hoje, a Administração Brasileira é considerada uma bosta, justamente por não se abrir o pensamento, ainda se ter a questão do poder, como uma coisa que só pode existir, se for pisando no resto. Muita gente acha que administrar, inclusive a Rede Globo, acha que o administrador é aquele senhor de tudo que fica lá no pedestal e os trabalhadores, no chão de fábrica é que têm de descobrir o que se tem de fazer, encontrar soluções, quando no fim do mês, recebem um salário-mínimo, enquanto o fodão Chairman que nem sabia liderar, recebe os tubos, sem nem levantar dos próprios testículos. O Ford, quando inventou a linha de produção – eu sei, não foi o Ford, mas um trabalhador da empresa, mas o Ford era o dono do negócio – fez o Modelo T que tinha menos custo para produzir, do que todos os outros carros, até aquele momento e perguntaram, porque aquilo, “todos tinham a cor que o cliente quisesse, desde que fosse preta”, justamente para diminuir custos, ele respondeu, que era para possibilitar que quem trabalhava na empresa, tivesse acesso ao consumo do próprio carro que faziam. Isso para mim, é visão além, de vanguarda, no Capitalismo. O que gera riqueza é consumo, só há consumo se as pessoas puderem consumir, automóvel, é bem durável, poucos podem ter mais de um, então, quanto mais se possibilitar o poder de compra de muitos mais, mais se vai lucrar. Simples, não? E no Brasil, Terceiro Milênio, o poder ainda é uma questão de comer sozinho e querer foder todo o resto, e ainda se espera que o consumo aumente. Paga-se mal, explorasse ainda, muita gente, mas todo mundo espera que ló consumo seja maior até do que países que remuneram muito mais e muitos mais. É que o capitalista brasileiro, ainda pensa com a mesma cabecinha do Senhor de Escravos e se acha de vanguarda. Se houver consumo, com uma ideologia escrota dessas, só com milagre. Ainda se produz pão e se apreça tão caro que nem quem não é padeiro, não consegue consumir e o cara não sabe porque o nível de consumo cai tanto. Quando eu era criança, garoto que queria tudo o que via e de uma vez, era conhecido com menino-barrigudo e tinha uma coisa que diziam que se tem de deixar de comer com os olhos. Muita gente coloca tudo no prato, depois deixa mais da metade, por comer só com os olhos, não ser realmente sua necessidade, enquanto tanta gente não tem nem o que se alimentar por dias; 
§        MEIOS DE COMUNICAÇÃO – como diz o MÍDIA-Propaganda política e manipulação do Chomsky: “Afinal de contas, estamos falando do mundo dos negócios, que, portanto, controla a mídia e dispõe de amplos recursos”. Não há, nem nunca houve isenção das pessoas em relação a nenhum assunto, assim como das notícias e dos estudos realizados. Como aprendi na Física. Porque se gastou fortunas com Programa Espacial, quando ainda não se estudou nem metade dos fenômenos na Terra, como a formação de furacões, os vulcões, o fundo do mar e tantas outras coisas? Porque se dá verbas vultosas para a pesquisa da AIDS e não se vê o mesmo, em relação às doenças tropicais? Até na hora de se nortear um estudo científico, não há isenção, os interesses comerciais, ideológicos, de poder, de classe, todos e muitos mais, estão por trás. Todo mundo tem uma perspectiva de mundo e diante do que espera, coloca-se diante do que faz e fala. Não faz muito tempo, a América Latrina estava nas mãos dos EUA e os meios de produção, na grande maioria, colocados à força, nas mãos de uma elite que pensa o seu país, a partir dos interesses da Matriz, ou seja, o país que tanto fala em liberdades e quer ser hegemônico, com a imposição de sua ideologia. A História recente foi cruel, não só na tortura e assassinato de quem divergia do regime, do golpe de estado. Foi cruel também nos negócios. A Ditadura faliu a TV Gazeta, porque o proprietário não era a favor do golpe, como faliu a Tupi, a primeira rede do país e da América Latina e a quarta de todo o mundo, porque o paraibano, ou seja, nordestino, Assis Chateaubriand não se curvava facilmente para ninguém, a Record que tinha ações nas mãos dos proprietários da Gazeta, fecharam todas que de certa maneira, eram nacionalistas, mesmo nas mãos da elite nacional, para dar a hegemonia de mais de 60% da audiência diária, à Rede Globo, o que estudiosos dizem, ser um perigo, de uma só vez, uma rede de comunicação, tem poder para influenciar quase um país inteiro. Desde então, só ficaram as empresas de comunicação que tivessem a serviço dos EUA, de um pensamento internacional, que só existe no país, nos EUA mesmo, as empresas locais, são menos “governamentais” do que as brasileiras. Só existe isso, no Brasil, uma empresa ser quase, completamente hegemônica, dizem, eu não sou da área, tenho apenas de concordar. Não foi diferente com a Panair do Brasil que era uma das companhias aéreas mais conceituadas no mundo e só porque transportou o Jango, depois do golpe de estado, nem faliu, fecharam, tomaram os aviões para favorecer a VARIG, como o sistema de radares e de comunicação terra-ar e os aeroportos no país inteiro, pertenciam à Panair, Brasil a fora, era tudo da Panair, tiraram à força, os proprietários não podiam nem negociar a falência, porque não faliu, até hoje, é um assunto esquisito no meio financeiro, não pode negociar com os fornecedores, por não ter falido, mas na prática, faliram, deixaram funcionários na sarjeta – o velho exemplo da Escravidão, “aos amigos, os favores da lei, aos inimigos, os rigores da lei” que o Nazismo Alemão usava como lema – e famílias inteiras que dependiam da Panair, sem rumo, a própria empresa que até hoje não tem como ao menos fechar as portas, é uma empresa fantasma, existe mas não existe, faliram, mas não faliu, algo esquisito, como a Ditadura a serviço de uma minoria arcaica e até ignorante. Com uma media que primeiramente, surgiu para elogiar os reis, a imprensa só surgiu no Brasil, depois que a Família Real Lusitana, fugiu de Napoleão, depois, por tradição, está nas mãos de reacionários que em outros países seriam considerados trogloditas, as notícias sobre o país, são apenas aquelas que não prestam, o discurso do colonizador de que tudo o que nos pertence não presta e só o que é dos outros, é mais verde, como a grama do vizinho. É estranho como uma TV fechada, acho que a Fox Life, faz tanta propaganda de Miami, de Cancun, do resto do mundo todo, como se fosse um comercial, mas nada de alguma região do próprio Brasil. Estranho não, é bem pensado. É como pesquisa de mercado. Isso também eu aprendi em Administração. Toda pesquisa é por amostragem e dali se elucubra sobre. Mas como fazer uma pesquisa tendenciosa, sem ser tendenciosa? É muito fácil, quando dizem que a Perspectiva que o Durando é testa de ferro é tendenciosa, pode nem ser, é só saber onde pesquisar. Por exemplo, se quiser pesquisar quem é a favor da reforma agrária, é só ir ao campo, com as famílias que têm plantações para sua subsistência, ou micronegócios. Se quiser saber se o Brasil tem de importar mais, mesmo que bobagem, tolice, é só fazer a pesquisa nos grandes centros de compras, principalmente, onde está a burguesia que como já falei, o poder no Brasil, tem de vir acompanhado de uma falta completa de compromisso, uma irresponsabilidade total, e, principalmente, com a visão imediatista e egocêntrica, para tudo. Quanto mais se tomam decisões pela impetuosidade, mais se mostra poder. Mesmo que não exista poder algum na estupidez, mas de outra maneira, somos regidos pelos estereótipos. E é aí que entram as empresas de comunicação. A manutenção de estereótipos. Brasileiro da elite tem de viajar para fora, tem de foder o país, não precisa ter responsabilidade sobre o todo, só consigo. Os estereótipos da media nacional? Patrão bebe champagne, mesmo que o cara não seja patrão, mas há a necessidade de se mostrar como tal e se pensa que o que as novelas colocam como o exemplo a seguir é a realidade e o cara vai imitar, se fode de verde amarelo. Vai seguir o comercial de um cartão de crédito que um cachorro destrói tudo na casa e todo mundo comprar tudo novo, fica endividado no cartão no primeiro mês e acaba matando o cachorro. Vai beber da hora que acorda, até dormir e pilotar um helicóptero, como não tem um, vai de automóvel, bêbado e causa um acidente com vítimas fatais, pensa que vai viver sempre assim, como nas novelas, morre de cirrose hepática. Não se precisa ter consciência de nada, não se precisa ter responsabilidade sobre nada, é jogar, se colar, colou. Dia desses, falando sobre Jurerê Internacional que é ilegal, uma praia particular no Brasil, mas um garçon dizia, como se fosse lindo, que faltou champagne. Uma mesa pediu trezentas champagnes. A mesa ao lado, pediu quatrocentas. Parecia que estavam disputando para ver quem consumia mais champagne, segundo o relato. Então, as outras mesas entraram na disputa, quando perceberam não havia mais estoque, foi preciso pedir de outros estabelecimentos, mas ainda assim, faltou em toda região. É o exibicionismo de um povo que não vê o poder, como uma coisa de gente elevada, mas uma maneira de manter a imbecilidade de sempre, do poderoso ser, quem mais gasta, quem mesmo sem vontade, tenha de consumir para mostrar aos outros e acabe desperdiçando recursos, enquanto a maioria não pode comer nem o feijão com arroz. E a media nacional perpetua essa visão, o rico das novelas, como diziam um dia desses, não mostram que leem, não precisam mostrar que pensam para manterem seus negócios, que estão sempre buscando se aprimorar, a única coisa que fazem, é participar de festas, é beber, é consumir, o que até o mais pobre e inconsciente pode fazer sem muito esforço. São ricos e nem precisam ir à suas empresas e é esse o estereótipo que se faz crer e muita gente acredita piamente e quer imitar, para parece o rico da vez. O Brasil ostentação, é novela, é BBB, é A Fazenda, ainda agora estava ouvindo um assunto “tão interessante” no Studio I, sobre como parecer rica, como ser exclusiva. Sim, tanta coisa para se mostrar, mas esses assuntos são os que mais se divulga. Ideologicamente. Imagina um país, onde os meios de comunicação, só divulgam o que está ruim? “A nova classe média é uma piada”, enquanto outros divulgariam como um grande avanço econômico, financeiro, social e tudo. Até para o consumo, eleva o poder de compra, a própria elite vai ser favorecida, como foi, com maior consumo de TV à cabo, televisores, todas as necessidades que se consumia na base da pirâmide social e econômica, passou, pelo menos, para o segundo patamar de consumo. Além do mais, se formam “verdades absolutas”, como a “classificação” das empresas de investimentos. Como diz o Derrubando Mitos, do Rosé, se as notas dessas agências de classificação de riscos econômicos fossem confiáveis, não estivessem a serviço de interesses, teriam baixado os índices das empresas dos EUA, que levaram à crise mundial, baixariam a nota de confiança dos EUA, diante da crise gerada, mas no Brasil, as notas dessas agências, parecem previsão de Nostradamus, está dito, tem de acontecer e ainda se tem uma mania de análise econômica, da Globo: “o dólar baixou, porque o Lula tirou a barba”. “A Bolsa de Valores fechou em baixa, porque o Ministro Joaquim Levy peidou!” e todo mundo acredita, influenciam sim na economia total, como dizia o Gaguinho Elétrico, causam uma inflação inercial, a economia pode até indo bem, mas de repente se divulga que os preços vão aumentar amanhã, aí o açougueiro eleva o preço da carne, o dono do posto, eleva o preço do combustível, vai se fazendo um efeito dominó, todo mundo inflaciona, sem que a inflação exista realmente, como na questão recente da elevação dos preços das diárias dos hotéis e a elevação dos preços imobiliários, sem conexão alguma com a realidade, só porque se chegou à conclusão de que a economia, realmente passou daquele estágio setorial, para um questão de distribuição nacional. Aí chamam a “economista” Mirian Leitão para fazer análise econômica: “Hoje eu falei com Zé Bostinha e ele me falou que acredita que o Brasil está fodido. Corram que o piloto sumiu.” Certo terrorismo psicológico, com o intuito de atingir  que não concordam, até no esporte o cara aproveita para dar uma opinião sobre economia. Mas ninguém percebe que quando falam que a NASDAQ, a Bolsa de Londres, de Berlim de Tóquio, fecharam em baixa, não dizem que foi por causa do Obama, ou da Merkel, ou da Rainha da Inglaterra, ou porque os japoneses estão fodendo menos, literalmente, baixou, porque o mercado é assim mesmo, mas há uma mania dos veículos de comunicação no Brasil, quererem impor sua ideologia, como o pessoal que deu o golpe, junto com o “Doutor” Marinho e diz que era para manter a democracia. Sim, a maioria estava indo por um lado, a elite, para manter sua posição, gerou uma ditadura sanguinolenta, mas até hoje o discurso era do fantasma do Comunismo, como se não fosse democrático, o povo decidir o que quer, sobre uma minoria que controla, inclusive com armas, o silêncio nacional. Tem como dar uma mesma notícia, a partir do que se pensa. Por exemplo, a Miss Brasil que é cearense e sofreu toda sorte de racismo do pessoal do Sul e do Sudeste, ficou em 15º lugar. Quem é a favor dela, pode dizer: “viu? Ela ficou em 15º, à frente de tantas outras”. Já quem prefere a imagem da mulher brasileira da Gisele Bündchen, da Fernanda Lima, pode dizer: “viu? Ficou só em 15º lugar!” Como se divulga a Fernanda Lima que eu não acho nada de nada, mas fazem um escândalo enorme. “Ela falou que é ciumenta!” “Ela apareceu com um decote que chamou a atenção na Copa”. “Ela tem os dentes brancos”. Podiam dizer o contrário. “Ela não tem bunda”. “Ela não tem cintura”. “Ela tem pernas finas e até as coxas o que é uma merda”. “Ela é tão magra que parece que nasceu na Etiópia nos tempos da fome”. “Ela é arrogante e boçal”. Depende dos interesses, as notícias podem ser dadas diferentemente, sobre o mesmo assunto. “Hoje o céu está azul” “Hoje o sol está muito quente”. É a mesma coisa, mas de forma diferente. E dizem, depois que os países austrais americanos deixaram de fazer parte da órbita dos EUA, formou-se uma força, como a Operação Condor, nas comunicações. A Venezuela tirou milhões da pobreza extrema, mas só se noticia que está tudo ruim. Mas o Chang que também concorda com o que foi feito na Venezuela, diz que é assim mesmo, no primeiro momento, os meios de produção nas mãos de uma elite contrária, vão causar desabastecimento, vão gerar menos emprego, até a economia voltar, nem que seja com novos empresários, com nova visão de mundo, das classes que ascendem. A Bolívia desenvolveu como nunca, desenvolveu, inclusive os indígenas de onde provém o Presidente, mas se noticia só o fato do Evo Morales ser eleito pela terceira vez, como se fosse um crime, não fosse democrático também. É como se fazem as notícias, depois que o PT ascendeu ao poder. Eu que não sou agregado ao Poder Judiciário, li a Constituição Nacional, até por uma questão de cidadania. Inventaram que municipalizando tudo, iria ser melhor, assim como privatizando, o Brasil seria Primeiro Mundo. Mas aí o PSDB governa São Paulo por 20 anos e acontece uma crise hídrica, não se fala que o problema é do Governo de São Paulo, a questão é que a Presidência da República não faz nada e todo mundo vai atrás. Eu até concordo que se faça, como se fez na França, que todos os recursos hídricos, sejam uma questão nacional, para que um mesmo rio que passa em várias regiões, sejam tratadas de maneiras diferentes e no fim, sofram todos. A questão da insegurança pública que é de competência dos estados, de novo, não se diz isso, a Presidência não faz nada. O Ensino Básico que constitucionalmente é função dos municípios e o Médio dos estados vão mal, a Presidência da República não faz nada. Ou esse pessoal vive de má-fé, ou é burro mesmo. Eu acredito que um pouco de tudo e muito mais, uma tentativa de se chegar a um novo golpe, com a insistência de notícias só ruins sobre o país, mesmo que tenhamos tanta coisa a mostrar, que também sirvam para noticiarem. Pois, é, com uma media concentrada em apenas uma classe, e uma classe que ascendeu não pela inteligência, mas de se valer do golpes, inclusive militares, a questão da concessão pública dos meios de comunicação, acabam sendo quase uma “imposição pública”, mexe com a Globo, com a Record, com a Band, com a media em geral, para ver o que acontece. Aqui, no Reino Unido, na França, comunicação pública, é concessão, nos EUA o país que tanto arrota democracia, Hollywood, a Fox, a ABC, a NBC, a CNN, as medias, para terem financiamento público, têm de divulgar o que manda o Governo dos EUA, o que é interesse naquele momento, senão não recebem recursos federais e ninguém fala em imposição. No Brasil, no dia que não concederem o direito de existir à Globo, vira novo golpe de estado. Vão divulgar que só existe isso no Brasil, só o Brasil é uma ditadura, como aconteceu na Venezuela que o Chavez fechou a “Globo” de lá e foi um Deus nos acuda, ninguém fala dos países mais desenvolvidos, que até têm como nortear as comunicações, mas só em dizer que se vai debater isso, de comissões que tratam de como os meios de comunicação têm de se adequar no Brasil, é ingerência totalitária;          
§        CONSUMISMO – e para finalizar, imagina um país de semianalfabetos, inclusive os alfabetizados funcionais que não sabem discernir por si, imagina um país, onde a grande maioria ficou sem acesso ao consumo por séculos, vivia no submundo, imagina um país onde o imediatismo é quase uma questão de honra, todo mundo tem de ter tudo agora mesmo, e diante de tudo isso, uma propaganda e publicidade que impinge que se consuma, consuma, consuma, senão vai parecer comunista atrasado, vai estar fora do meio, todo mundo tem de consumir, mesmo que depois dê merda. Consuma, consuma, consuma, ao invés de se ensinar primeiro a poupar, para depois, com planejamento, dentro de limites, consumir, para que uma cagada pessoal, não pese no cômputo total da receita, até do PIB. E as classes que foram miseráveis por muito tempo, precisam sim, consumir porque não tinham condições, falta tudo, inclusive o básico, mas ascenderam sem que se mudasse essa mania de querer ter tudo de uma hora para outra, como se o mundo fosse acabar daqui há pouco e não se pudesse consumir com parcimônia, dentro de um cálculo inteligente.
É este país que temos. Um país injusto onde o poderoso é quem não respeita o próximo, nem as regras, é poderoso, não por ter algo a apresenar, a não ser a força e a violência e se tem de consumir para mostrar aos outros, ao invés do consumo para o deleite próprio. Quem mesmo ascendendo social e economicamente, não tem condições de ter tudo, como mandam, o jeito é apelar para roubos, para o narcotráfico, para os golpes, nada diferente do que se tem feito, desde Pero Vaz de “Carminha” quem nem bem chegou ao Brasil, já queria empregar o “sobrinho”, para dar o cu com o cu dos outros, como se faz a filantropia. Mas, no Brasil é assim também. O Maluf, os empreiteiros, os empresários, os ricos, os poderosos que não precisam tanto quanto os mais desvalidos, vivem dando golpes, vivem matando muitos com fome, para lucrar para gastarem em Las Vegas, ou no Show do “Rei” no cassino do Uruguai, vivem furtando merenda escolar, ou seja, tirando pirulito da boca de criança para gastar mais, se ao menos fosse para gerar mais emprego, ou mesmo, mais poupança, não, é ter para gastar para se adequar ao estereótipo do poderoso que não precisa nem se educar melhor, basta um diploma e se acha que é intelectual, mas quando as classes menos privilegiadas querem ascender do mesmo jeito, matando, muitos menos, quando querem ascender de qualquer maneira, para tão somente ostentar, nada mais, quando se valem do latrocínio, não para dar uma solução a sua miséria, apenas para matar aqui, roubar ali e gastar com putas, com o consumo de coisas que de repente acabam e têm de voltar ao crime, as classes acostumadas em serem exemplos, de sociopatas, de pessoas aéticas, são as primeiras a gritarem que o Brasil mudou. Sim, mudou, porque se deu oportunidades a muitos, mas se esqueceu de trocar essa ideologia do eu sozinho, eu primeiro, só eu existo. O cara veio da miséria extrema mas de repente vira um lúpen-proletariado e de repente é quem mais prega que os pobres se fodam, ele quer mostrar que agora é o fodão.
Quem sabe, no dia em que conseguirmos congregar o avanço econômico-financeiro, com o avanço mental, o avanço de consciência, talvez consigamos ir longe, muito longe, até com gente que ao invés de só pensar em ser esperto para viver nababescamente, use a inteligência, para gerar royalties e ao invés de jogarmos dinheiro fora, com bugigangas, possamos trazer mais recursos, do que sai.

A China, sabe aquele país do “fim do mundo” que até 1990 era completamente rural, ao invés de investir em esperteza, em ostentação, investiu em conhecimento de verdade, não foi abrindo “falcudades”, mas incentivando que se usasse a inteligência de verdade, que se busque conhecimento, ao invés de só de título e de repente com coisas que geram patentes, que geram marca, que geram riqueza concreta, emprego e desenvolvimento prolongado. O Brasil que em 1950 já era um país industrializado, ainda está marcando passo, jogando dinheiro fora e a China é a segunda economia do mundo. Eu sei, os meios de comunicação vão dizer que a China não tem democracia, a China só tem mulher feia que ao invés de ser ring-girl, são mulheres independentes, pensadoras, contribuem como todos, pelos avanços havidos, eu sei, vão dizer  que a China é fechada, só não dizem que a China, desde antes de Cristo, para conseguir ser funcionário público, antes que se falasse em Socialismo Científico, era preciso fazer concurso público e até hoje, o Brasil, o país da felicidade, todo e qualquer concurso, seja fraudado, os apadrinhados dos poderosos já tenham seu lugar garantido, mesmo sem capacidade para nada, além de repetir o que se tem feito há muito e o país não sai da merda. 

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