Certa vez, Bustela descrente que a
economia nacional havia desenvolvido realmente, com o acesso de uma multidão
que vivia na miséria absoluta, chegando ao que se chamou, como uma forma de
denegrir pejorativamente, de a nova classe média, perguntou como podia a
economia estar bem e o pessoal matando para roubar.
Eu até tento responder através só
da Economia, mas como diz o Piketty, o Chang, o Rosemberg – acho que é isso,
nunca me lembro do nome completo, eu chamo de Rosé – autores sobre Economia e
Administração que eu tenho lido recentemente dizem que não se pode ser
economista, sem saber Filosofia, Sociologia, mas isso, eu já sabia, quando
estudante, os professores diziam que quem tinha mais informações, podia tomar melhores
decisões, visto que Economia e Administração lidam com o futuro, com
expectativas. E depois, aprendi que o Curso de Economia se chama Análise
Econômica e Política, mas se tem esquecido da última parte, ou mudaram? Mas tem
um monte de estudante, dentre tantos, de Economia e de Administração que acha
que não têm de “perder” tempo, quer ser “profissionais” imediatamente e pula
matérias como Filosofia, Sociologia, Ciências Políticas, e como a falta de
escrúpulos é enorme, é estrutural, o Brasil que é conhecido como um país de
espertalhões, não de inteligentes, senão o número de patentes em nome de
brasileiros seria enorme, pela quantidade de esperteza, coloca-se no mercado,
“profissionais” assim que se fixam só na matéria que interessa, e tem quem ache
isso, um charme, engenheiro falar mal o idioma pátrio, o economista não
entender bulhufas sobre História, o administrador não entender de Psicologia,
nem mesmo Ciência Política e assim por diante, fica todo mundo bom na sua área,
mas uma besta diante da vida. Nos países de Primeiro Mundo, enquanto se abrem
as mentes, nos países subdesenvolvidos se fala em superespecialização completa,
um assunto somente para ver e saber. Até o PT tem essa proposta sobre Educação,
cada um só saber um assunto, só poder ser formar em uma matéria, ou uma área de
conhecimento apenas. E o Platão, quando falou em academia, a precursora das
universidades, dizia que se tinha de ter um conhecimento próximo ao que se diz
hoje, multidisciplinar e que o Carl Sagan usava tanto diferentemente do Isaak
Asimov que falava em uma sociedade do futuro, com robots para todo lado, mas o governos eram sempre reinos, a volta
do Feudalismo, pós-Capitalismo, ou seja, a falta de conhecimento de que o
social, o tecnológico, o ideológico, o político e tudo mais, relacionam-se, um
puxa o outro, para desenvolver. Imagina a aristocracia como proprietária dos
meios de produção, com uma produção enorme e para quem distribuir? Para quem
nasceu de sangue-azul, ou seja, uma minoria, contra uma maioria sem acesso à
produção. Pura estupidez de quem não sabe que a humanidade evolui.
Quando ainda era estudante de
Física a discussão daquele tempo, era de que se devia usar a intuição. Sim, uma
ciência que chamam de Exatas, pregava o uso da intuição. Aí lá vêm aqueles
brasileiros que ouvem o galo cantar e já saem cantando de galo o que não sabem,
como muito cristão que nunca leu a Bíblia e acha que é uma questão de lógica,
ou que todas as religiões pregam a mesma coisa, Deus é um só de todos, quando
existem vários deuses e só nas messiânicas é que Deus é único, ou quem nunca
leu o Inteligência Emocional e sai divulgando que IE, é não brigar com ninguém,
é só ser “bonzinho”. Mas a intuição tinha de vir acompanhada de muito, mas
muito conhecimento, não era só do eu acho, como é comum no país. O pesquisador
estudava um assunto, pesquisava, mas chegava à uma interseção e tinha de
decidir para prosseguir. Como decidir?
[...]
Álgebra Linear, não sei se I, ou
II, Professor Carlo Manoel, de repente estava resolvendo um problema na lousa, até
que chegou num ponto em que o professor não sabia ir adiante. Então chamou um
aluno metido a inteligente, um cara arrogante, de Direita e preconceituoso com os
colegas, principalmente os que vinha da África e da América Central, o que
havia de monte, assim como tudo, olhos azuis, era até meu vizinho em
Adrianópolis, dos fundos, também não conseguiu resolver. Então o Disco,
chamavam de Disco Voador, morava na Casa do Estudante, todo dia, já acordava
com os olhos vermelhos, ninguém sabia se era drogado, ou maluco, não dizia
coisa com coisa, não era o único, muitos já acordavam drogados. E ele queria
falar o Professor mandava não atrapalhar.
- Professor!
- Agora não, por favor.
- Professor.
- Não atrapalha meu filho!
Depois de muito encher o saco.
- Professor.
- Sim, o que é meu filho?
- Eu sei como sair daí.
- Tudo bem, venha para o quadro.
Até que venceu pelo cansaço. O
professor estava incrédulo, logo ele que era completamente fora de foco. Aliás,
na história, todos eram fora de foco. Uns, mais do que os outros, mas parecia
um manicômio. Lá foi o Disco para o quadro-branco. Saiu de onde havia um
gargalo, mas de repente deu a louca no Disco. No meio da equação, já faltava
pouco para o fim, ele escreveu bem grande, com o giz bem forte: 0 = 0. Isso é que é sair da intersecção, quando está na
linha de chegada, o cara bate de propósito no muro e morre. Mas o professor não
disse nada, ele disse que sabia sair, e saiu, tanto que o professor pegou a
equação de onde não havia chegado ao 0=0 e desenvolveu, até o fim, que ninguém
conseguia.
Pior do que ele, só a professora de
Álgebra também que uma noite, eu ia saindo da casa da Dona Regina, acho que era
fim de ano e devia haver apresentação no Teatro, eu tinha de ir mostrar as
músicas que iria tocar, várias vezes ao dia, quando saí, um carro parado no
acostamento, quando eu ia passando, o vidro baixou e era a professora que havia
sumido, porque de vez em quando, tinha de ser internada numa clínica
psiquiátrica, com problemas mentais.
- Psiu! Psiu!
Eu tomei até um susto. Depois a reconheci.
- Volta pro Campus, por favor. Está
tão calmo desde que tu saíste.
Égua, ela me chamou de bagunceiro?
Mas pelo visto, deve estar calmo mesmo. A TV Universitária, há anos, fora do
ar, por falta de saber o que fazer e ninguém discute, eu já teria falado para
se puxar uma assembleia geral. E os irmãos do Omar Aziz que invadiram o Campus,
para dar porrada no professor e deram, que deu um exemplo de como se utiliza o
Jornalismo, a partir do Governo Omar e ficou por isso mesmo, calou-se, o
professor é que ficou com cara de leso, mais do que sempre teve e já parece,
pessoalmente, desde quando fomos contemporâneos. Ficou intramuros, como tudo,
hoje, fica como um círculo de “iniciados” apenas. No tempo em que eu era
estudante, que o Prefeito Arthur Neto diz que era uma ditadura, todas as
propostas eram tiradas em assembleias, todas as vezes em que fui diretor de
centros acadêmicos, do Diretório, representante dos estudantes nos Congressos,
ou dos estudantes nos Conselhos Universitários, todas as decisões eram tiradas
através de votação, votados, e com todos, o mesmo. Era um tempo em que havia
comprometimento de todos, participação crescente. Se eu e outros colocávamos os
nomes para serem eleitos e éramos, não temos culpa de termos sido mais
populares do que o cunhado dele que era um pomba-lesa, ou a atual esposa que
nem se manifestava e olha que fazia parte dos grupos que atuávamos e podia
dizer que era contra a maneira que atuávamos, ou do PCB quando ele era líder e
na hora de arregaçar as mangas, tirava o time de campo e achava que a
militância estudantil, era só discurso de fundo de bar. Essas coisas eram
discutidas com todos, e a Universidade Federal do Amazonas, não era só um
Jardim de Infância, onde se ia só aprender o ponto, mas discutia o mundo, e
levava a discussão extramuros, muito diferente de hoje, onde parece um lugar de
gente que apenas segue a moda e sem opinião própria. Por exemplo, na primeira
greve de motorista de ônibus em Manaus, o Sindicato dos Rodoviários que ficava
na Constantino Nery, foi fechado, por ser pelego, então levamos, uma garota que
não me lembro o nome, era Secretária da Sede do Partido, o Eronildo que hoje se
chama Eron e eu, levamo-los, para a sede do Diretório, entre o Rio Negro, a
antiga Faculdade de Administração e Contabilidade e o Colégio Militar, na
Epaminondas e dali, partimos todos, para a frente da Antiga Prefeitura de
Manaus e lá, deu a maior porrada, um ônibus vazio, um bêbado que nem era
estudante, muito menos motorista, da zona do baixo meretrício, pegou uma pedra e
jogou no para-brisa do veículo e saiu a Tropa de Choque que estava sentada no
chão, já saiu quebrando todo mundo. Por exemplo, no tempo, em que era Diretor
do CA de Física, estava chegando à universidade, discutia-se a meia-passagem e
a reunião foi na Praça São Sebastião no tempo do Lindoca que como todo
enrustido, era violento além da conta e mandou fuzilar os estudantes, como não
conseguiram, metralharam a estátua de São Sebastião, na igreja de mesmo nome
que hoje, substituíram, ao invés de imagem da guerreira tarada, muraram a uma
de um capuccino, típico da religião,
São Sebastião era guerreira, num tempo em que nem se falava em capuchinho.
Mesmo assim, não se deixou de fazer manifestações, até que os estudantes
conseguiram, com o apoio de toda a sociedade, a meia-passagem do transporte
público. Quando eu ainda era estudante e Diretor do Diretório dos Estudantes, a
União dos Estudantes Secundaristas do Amazonas – UESA e nós, levamos uma
manifestação contra as ações da Prefeitura à época, o Governo Mestrinho à época
e conta a Ditadura. Só sei que por três dias, o Centro de Manaus, ficou
intransitável. Na noite anterior, chamamos o Sávio que antes de morrer, foi
para o PSDB e expusemos o que diziam, haveriam atiradores de elite, à mando de
Mestrinho, para eliminá-lo e ao Fred Arruda, conhecido ambientalista local. Ele
que era Presidente da UESA, disse que não tinha medo e mesmo que os bombeiros
tenham jogado água nos manifestantes, mesmo que o cordão da PM não permitisse
que se avançasse e ainda investiu contra a passeata, mesmo assim, as questões
avançaram, os populares, não os estudantes, foram à porrada com as forças de
repressão. Se eu fosse estudante hoje, essa papagaiada da Prefeitura de Manaus
elevar o preço do transporte público, depois baixar, para dizer que o Prefeito
baixou o preço, quando na verdade, voltou ao mesmo patamar anterior, seria
debatido e sugeriria que se fosse para a rua. Utilizaria os meios de
comunicação disponíveis, uma luta antiga que por culpa do Reitor Anderson
Dutra, um merda, a UFAm perdeu o centro de comunicação, para a Federal de
Pernambuco e um laboratório de Física completo, para São Carlos. Agora com tudo em mãos, a
Reitoria não tem competência e está para perder o canal.
Dia desses falei de quando fomos à
casa do Amazonino e ele deu uma esculhambação no namorado da filha. Era
Festival Universitário de Música e combinamos com o Prefeito Amazonino,
previamente que o transporte do Campus, para fora, rota Japiim e Coroado,
ficariam até duas horas depois de terminar, todas as noites. No primeiro dia, à
meia-noite, um dos motoristas me chamou e disse que aquela, seria a ultima rota
que fariam.
- Eu falei com o Prefeito.
- Mas a ordem da garagem, é de
pararmos.
Tudo bem, o Omar que sempre foi
íntimo do Amazonino, já fazia parte do Partido, peguei-o e fomos à casa do
Prefeito, deviam ser umas 3:00h. Entramos, acho que pulamos o muro, um jardim
enorme, dizem que havia cachorros, mas acho que conheciam tanto o Omar quem nem
chegaram junto. Entramos, a porta da sala escancarada, de repente um cara
apareceu do nada.
- Dá pra chamar o Amazonino?
- Eu estava no estúdio de música,
no porão... Mas espera aí, vou chamar a minha namorada, para ela chamar o pai.
O cara entrou na área dos quartos,
o do Amazonino era o primeiro, depois da sala, ia caminhando para o quarto da
namorada, sem segundas intenções, não sei como, lá apareceu o Prefeito, achou
que o namorado meio abobalhado queria meter de jeito na filha, deu um esporro
danado. Era parecido com o promotor
público que foi eleito recentemente. Mas depois nos viu e veio à sala e falamos
da promessa e que era tudo mentira. A velha maneira Amazonino de ser, faz que
não sabia, não tem nada com isso, está sempre preocupado em resolver as coisas.
“Então morra!”
- Vou já telefonar para o Diretor da
EMTU...
De repente os ônibus voltaram, não
sei como, se foram pegar o pessoal em casa, só sei que deram jeito. Como
prometido. Depois que descobri que trabalhou junto com Dona Therezinha e são
conhecidos.
Agora está muito fácil ser
autoridade, mesmo que tudo esteja bem pior, tenha mais incompetentes do que
antes, tantas instituições de ensino superior, e tanta gente cada vez mais
alienada, os governantes podem voltar a ser Coronéis de Barranco de novo que
ninguém sai da sala, com medo de ser reprovado por faltas. Todo mundo esperando
que sendo “bonzinho”, vá receber sua recompensa mais tarde. Mais um táxi na
praça.
[...]
Mas, voltando à questão da análise
do porque, justamente quando a economia nacional prospera, mais a violência
aumenta.
Não tenho uma resposta, mas talvez
possa contribuir. Algumas considerações que talvez contribuam com o
entendimento.
§
COLONIZAÇÃO
– dizem os estudiosos sobre o assunto que as Colonizações Portuguesas e
Espanholas, forram só para explorar e exaurir os recursos de onde se arvoravam
de donos. Diferente das colonizações inglesas e holandesas, principalmente,
onde tinham um conceito de desenvolvimento, ao invés de crescimento, segundo
conceito do Florestan Fernandes, de onde se conhece os EUA, a maior economia do
mundo, antes mesmo da Independência, já haviam empresas norte-americanas que
inclusive, negociavam com o Império, o que era inimaginável, no Brasil,
Colômbia, Goa, países onde Portugal e Espanha passaram e deixaram a ideologia
do Deus por todos e salve-se quem puder. Imagina, pegando-se só Brasil, uma
região continental, só o mapa da Colônia descoberta na Bahia, sem o Norte, nem
o Sul que eram outras colônias, nações e mais nações indígenas, de repente
chegam uns desconhecidos e dizem que tudo isto é seu, como se os indígenas ali
presentes, nem existissem. Os conhecimentos seculares, adquiridos até ali,
jogados fora, porque eles pregavam Jesus, um Deus que além de homossexual
enrustido, é exemplo para todo ditador e burro. Os conhecimentos tiveram de dar
lugar àquela baboseira toda, os ameríndios que já faziam ideia de como se
comportava o Universo, tiveram de regredir, para acreditar na estupidez do
Geocentrismo, enquanto na Europa, matavam e/ou segregavam cientistas que diziam
o mesmo que a Terra não era o centro do Universo. Umas nações indígenas que já
negociavam o excedente da produção e na Europa, com aqueles ignorantes em nome
de Jesus, os Templários, em busca da salvação eterna, só se conhecia a
conquista de novas terras que ainda era a riqueza das nações. Umas tribos onde
mulheres, crianças, idosos tinham o mesmo peso em tudo, do que os homens,
enquanto na Europa e todas as regiões onde cagaram, até hoje, mulher ganha
menos, negro é discriminado pelo fato da pele, uma segregação enorme, dentre
todos, com prisões, com clínicas psiquiátricas, com crianças enjauladas, com
casamentos, onde o macho, ainda é soberano em casa e a mulher tem de fazer
dupla jornada, “por amor”. E mais do que tudo, dois países conhecidos por sua
falta de escrúpulos, muito comum a quem tanto fala em Deus. Portugal e Espanha
são conhecidos pelo excesso de burocracia, justamente para vender facilidades,
e mais do que tudo, conhecidos pelo excesso da corrupção em tudo, com o cinismo
de sempre, de quem se locupleta e não sabe por que as coisas são assim;
§
DIVISÃO DE CLASSES
– desde o início dessa palhaçada conhecida como Descobrimento do Brasil, ficou
uma divisão, não só de classes, mas de tudo. O discurso do colonizador que até
hoje, rege o país, para fazer pessoas sem grandes contribuições, quererem posar
de galo, só por pregar que o resto que conhecemos e nos pertence, não presta,
só o que é seu. “Eu sou melhor, tu tens de ser pior, para eu te dominar”. E
daí, até hoje, quando já se tirou milhões da linha de pobreza, ainda existe uma
divisão entre pessoas, entre classes, entre tudo, absurdas. Nos países
nórdicos, existia um teto que não podia ultrapassar tantos por cento, do
salário da base. Mas acho que com o Neoliberalismo que esculhambou ainda mais o
mundo capitalista, deve ter acabado. Mas no Brasil, não dá para calcular. O
próprio Judiciário que deveria ser o guardião das leis, é quem não atenta às
leis, principalmente, nas questões salariais. Não há teto, ou melhor, o céu é o
limite. Inventam tanta ajuda de custos, parece que recebem pouco e pior, um
exige, começa o efeito-dominó, como se dinheiro fosse uma coisa que se faz e
não afeta no resto, inclusive na inflação e na renda nacional. Ainda bem que o
Brasil é um país riquíssimos, senão, já com Dom Pedro I, estaríamos falido, sem
ter para onde correr. As elites acham que sempre é pouco, pouco, querem mais,
mais, parece que o mundo foi feito só para si, só eles são filhos de Deus. O
salário-mínimo é uns US$ 200.00, muita gente ganha até menos, uns R$ 200,00 e
tem quem chegue a perceber, mais de milhões, como o Bial, para fazer bobagem e
se acha que é lei de mercado, muitos discípulos do Marquês de Cairu, aquele
filho da puta que nasceu na Bahia, mas traduzia os Clássicos Econômicos, sempre
de maneira a favorecer o poder. Depois veio o Bulhões de Carvalho, eu não
errei, o nome daquele Pai da Economia Brasileira, era esse mesmo, mas também se
podia chamar de Colhões do Caralho pois só pensava em foder o país mesmo, para
beneficiar os interesses internacionais, como muita gente, ainda hoje. Ontem,
lendo a coluna do Veríssimo, ele abordava sobre o medo que se tinha, ou tem, do
morro descer ao asfalto. Mas um dia tem de acontecer, a menos que se mantenha a
maioria que vive sem poder sobreviver, sob alienação constante. A divisão de
classes no Brasil, onde muita gente que está bem, nem gosta que se fale em luta
de classes, é absurda e muita gente fica fula se alguém tenta diminuir o fosso
existente, não se fala nem em acabar, o que é impossível no Capitalismo, mas
diminuir a boa vida de uns e a merda de outros, tão gritantes, parece que ainda
estamos na Escravatura, onde a Casa Grande podia e tinha tudo e à Senzala, eram
jogados os restos e se possível, mantida na chibata. Sim que o Capitalismo é
uma sociedade de classes e leva ao monopólio, mas no Brasil, o Capitalismo veio
com todos os seus conceitos, sem que se tivesse mudado o conceito do poderoso
que pode tudo e os desvalidos, jogados à pocilga. Dia desses assistia à um
programa chamado Adolescentes Rebeldes, lá pela 1:00h da madruga. Dois idiotinhas
com pais que têm preguiça de educar os filhos foram à Argentina, para serem
“amestrados” por uma família considerada rigorosa, aliás, é o título do
programa em Inglês, acho que é: Strict
Parents. Em determinado momento, o pai argentino diz que vai levar os
garotos para conhecerem a Argentina de verdade, pois eles são minoria, podem
viver em condomínio de luxo, ter tudo, como poucos, mundo afora. E a Argentina
de verdade, é igual ao Rio de verdade, à Manaus de verdade, à Paris de verdade
que era justamente o que o Veríssimo falava, uma região escondida na Paris de
Luz que não é morro, mas plano, mas não diferia em nada com os morros, as
periferias de qualquer lugar do mundo. Pois é, a riqueza pode ser diferente,
mas o que une o mundo capitalista todo, é a pobreza. É sempre igual. Segregada,
esquecida, maltratada etc. E olha que foi a concentração sem fim que levou à
Revolução Francesa, Revolução Industrial, Guerra da Secessão – capitalistas -,
Revolução Bolchevique – socialista – e tantas outra, mundo afora. No Brasil,
ainda há o ranço de termos sidos o último país a abolir a escravatura e a
Abolição, foi outra palhaçada. Colocou-se os negros na sarjeta, sem emprego,
sem casas, sem terras, sem nada e eles que se virassem e essa mania dos
“poderosos” tratarem os outros que acham inferiores, como lixo, como “recurso“
que se pode trocar sem preocupação, continua. A história do surgimento das
favelas é justamente isso, os poderosos prometeram mundos e fundos a quem se
alistasse para eliminar o Antônio Conselheiro que na volta se vitoriosos,
teriam emprego, casas, uma ajuda de custos para sempre, blábláblá. Muito
parecido com os Soldados da Borracha que prometeram mundos e fundos, num
primeiro momento, para geraram insumos para os pneus para os carros produzidos
lá longe e num segundo momento, para gerar commodities,
para os Aliados e até hoje, para receberem ao menos aposentadoria, é uma luta
danada, parece que finalmente a Senadora Vanessa, conseguiu alguma vantagem, ao
menos para os descendentes. A velha
mania de colocar pobre lutando contra pobre, para favorecer os nababescos do
Brasil que não difere muito do Capitalismo internacional, o que se vê aqui, é o
que se vê no mundo, o microcosmos reproduzindo o macrocosmos, como diz o
Hawking e o Taoísmo: “no todo existem as partes e nas partes, o todo. Numa
casca de noz, existe o Universo inteiro”. Os soldados que foram eliminar os
insurgentes, venceram, voltaram, a única coisa que receberam, foi a porta na
cara. Então subiram os morros que eram as áreas que eram desabitadas e
consideradas sem importância e construíram casebres com o que podiam encontrar
e encontraram uma árvore semelhante a que conheceram no agreste e era conhecida
como favela. Mas hoje, com a especulação imobiliária, ricos até internacionais,
por modismo, só para terem uma casa de inverno, ou de verão, estão se
apoderando dos morros, vai se ter de procurar outras áreas, sempre indo para
mais longe, até onde exista o mais longe, ou senão, cair na real, acabar com
essa miséria de tudo, principalmente essa pobreza de espírito de se segregar,
para se achar o bacana e uns bacanas que aparecem, não por uma contribuição
consistente, mas bacanas que se fazem com golpes, com negociatas, com grilagem,
com amizades que mesmo sem competência alguma, são feitos “grandes” nomes que
servem de exemplo e querem que com uns exemplos desses, os outros sejam
diferentes, menos corruptos, menos pilantras e mais competentes se nem a elite
consegue ser, por não ter estrutura alguma, principalmente moral;
§
FALTA DE CONSCIÊNCIA – existe uma falta de consciência estrutural que
podem mudar Vargas por JK, de Jango para Castello Branco, Sarney, por Collour,
Fernando Henrique, por Lula etc., mas não se muda essa total falta de
consciência, a consciência de não se ter consciência, justamente para não ser
questionado pela ideologia que se segue. E qual é essa consciência, é imitar o
que vem de fora – “felicidade foi-se embora...” -, é manter o discurso do
dominador que para se dar bem, é necessário fazer dos outros, inferiorizados,
e, principalmente, ser esperto, viver de dar golpes sobre todos, para se dar
bem sozinho, é o individualismo completo, quando temos milhões de pessoas,
convivendo diuturnamente, mas cada um tem de pensar o mundo, tudo, a partir da
sua conveniência, como se cada brasileiro fosse único e o resto fosse só o
resto e sós. A consciência que se perpetuou, foi da amoralidade, com cara de
carola, da falta de ética, com a mania de fazer pose como se a roupa é que
fizesse o homem e, acima de tudo, uma mania de tentar silenciar quem pode falar
o que não interessa, faça criar consciência de verdade, principalmente, para
quem sempre é subjulgado, sempre é visto como porcaria que se pode brincar,
inclusive utilizando para fazer sexo e depois jogando para se virar sozinha e ainda
sendo contra o aborto e o planejamento familiar. Foi por isso, dentre tantas
coisas que Cuba virou socialista, só servia para os norte-americanos se
divertirem, fazerem filhos, espalharem doenças, principalmente venéreas e
fazerem de conta que não era com eles. Quando os socialistas tomaram o poder,
aí sim, os EUA começaram a perceber que Cuba era mais do que uma ilha de putas,
de jogatinas, de putaria completa que se podia dispor ao bel-prazer. E o
Brasil, ainda hoje, parece Cuba do Sargentão Fulgêncio Bastistão onde os
estadunidenses queriam foder os cubanos, mas no Brasil, os brasileiros querem
foder os brasileiros e o Brasil, portam-se como se os abastados, fossem os
norte-americanos e os pobres, os cubanos, um dia ainda pode acabar uma ilha, ou
um país que desenvolve, mesmo sob o julgo fascista que chamam de internacional;
§
IMEDIATISMO
– outra questão muito incentivada no país é o imediatismo. As pessoas
ascenderam social e financeiramente, mas não querem ser só classe média, elas
têm de ter acesso a tudo, ascender ao topo, sem um projeto sequer pessoal, só
para consumir mesmo. Então o cara que ganhava R$ 800,00, passa a ganhar R$ 2.500,00,
pronto, ele quer consumir tudo, sem planejar, os cartões de crédito fazem crer
que utilizando-os, não se precisa pagar a conta depois, é só consumir. Se
pessoas graduadas e pós-graduadas não sabem lidar com dinheiro, o que pode até
denotar um certo pensamento infantil e/ou juvenil, para todo o sempre, vamos
querer que os mais ignorantes o façam? Poupança no Brasil, não existe. Diz o
Pensamento Liberal que para investir, primeiro se tem de poupar, o que muita
gente não Liberal, diz que é tolice. Mas a Tyffany’s, a maior joalheria do
mundo, diz que só no Brasil, vende joias à crédito. E olha que tem mais de uma
loja no país, É isso. O cara pode comprar três meias, quatro cuecas, uma calça
comprida, duas camisas por mês e ainda poupar um pouco, mas não, de repente ele
quer comprar todas as camisas que vê, todas as calças que vê, viajar para todo
o mundo, comprar todas as joias de uma vez, e vai parcelando, ao invés de
poupar, para comprar de uma vez e pedir desconto sobre a compra de uma vez, mas
o imediatismo diz que é tolice planejar,, é coisa de pobre, as decisões têm de
ser tomadas intempestivamente, é assim que os poderosos se portam e todo mundo
gosta de parecer poderoso, para não ser discriminado, desde que pobreza virou
doença perigosa. Quando fiz um curso na FGV em Manaus, só três homens na
classe, o professor, um colega, Sérgio e eu e só nós, os três, éramos de
Administração, ou de Economia, ou Contabilidade, ou Finanças, como demandava o
assunto. Mas um dia o professor aproveitou uma folga e foi fazer compras na
“Zona Franca” e chegou abismado com os preços. “Tudo caro, mas o pior são os
juros no cartão!” Um monte de mulher que ia fumar e fazer pose, contestou. “Não professor, é tudo sem juros.
Muitas vezes, três, ou mais vezes sem juros!” Ele até riu. “Juros embutidos. Eu
perguntava o preço no cartão, era X3, então perguntava quanto era
caso eu pagasse á vista. X-6. Então, colocam juros na compra à
crédito, vocês é que acreditam que é tudo sem juros!” É assim que se pensa o poder, enganando os
outros, pagando um salário incompatível com a função, mas se quer que os
“colaboradores” deem tudo de si para a empresa e para o empresário, um
pensamento tão atrasado que até mesmo diminui a chance do consumo dos outros, a
não se o seu consumismo desmedido. Tira-se de um monte que poderia ser melhor
remunerado, para ostentar. Mas até isso, não é culpa da elite, uma elite burra
que nem fazer cálculos, consegue, faz tudo nas coxas e acha lindo, aprender na
tal de escola da vida, tudo no eu acho;
§
PODER
– o poder ainda hoje, é algo que se tem de enganar o outro, passar a perna em
quem está próximo, é corromper, ser corrompido, é dar todo tipo de golpe, onde
se cria uma sociedade de sociopatas que são considerados espertos. Eu sempre
digo que uma vez, estava na fila da lotérica da Bemol, no Amazonas Shopping e
como sempre, lenta e longa, a mania de tratar mal o cliente, desde que não haja
concorrência; e conversando, uma caboca muito bem vestida, uma bolsa que daria
nós dois dentro, mas o que mais chamava a atenção, eram as nádegas
proeminentes, apaixonei na hora, outra mulher e eu, alguém perguntou se iríamos
fazer jogo e a caboca falou que ela não joga nada, se depender de jogo para
enriquecer, sabe bem que não vai ser rica nunca, ela trabalha. Ledo engano
Robin. No mundo inteiro as pessoas trabalham e ganham bem. No Brasil é que o
cara quer ser empresário e pagar abaixo do que pode e ter tudo que pode tirar
do trabalhador, não sabe calcular como dar o preço, dentro das variáveis
envolvidas e coloca um valor absurdo, como compram, o resto é lucro e de
preferência, participando de esquemas para se dar bem. Ganhar em jogo, também
faz parte da realidade, mesmo porque, o Capitalismo é um jogo a céu aberto.
Empreender numa empresa é uma questão de jogatina. Concorrer num mercado
incerto é uma espécie de jogo. A Bolsa de Valores, é jogo de azar, mesmo que se
possa prever o futuro, com o que se sabe do presente e do passado, mas é uma
aposta. Mas tem gente que é capitalista e acha que jogo de azar, é apenas
loterias, ou carteado. Não por menos, joga-se tanto no Capitalismo. É uma
maneira de quem não tem,, tentar chegar lá e quem tem, mostrar que é tão fodão
que pode até ser mais eficiente do que a banca. No resto do mundo se enriquece
fazendo uma música que vire sucesso, ou sendo desportista competente, ou
pesquisando e gerando royalties que
geram lucros à si e ao país, ou se pode ficar rico e permanecer rico, gerando
empresas sólidas, com pesquisas de verdade, inovação e principalmente, o tal
“capital humano”, que se tem de pagar bem para manter, o funcionário querer se
manter no emprego, ter compromisso com o que faz e deixar esse pensamento de se
dar bem sozinho, para longe, onde se quer empregados capacitados ao máximo, de
Primeiro Mundo, mas o salário e as vantagens oferecidas, como se remunerasse um
funcionário sem grandes capacidades, do último mundo. É a mania de todo mundo
querer tudo só para si. Imagina que ainda hoje, a Administração Brasileira é
considerada uma bosta, justamente por não se abrir o pensamento, ainda se ter a
questão do poder, como uma coisa que só pode existir, se for pisando no resto. Muita
gente acha que administrar, inclusive a Rede Globo, acha que o administrador é
aquele senhor de tudo que fica lá no pedestal e os trabalhadores, no chão de
fábrica é que têm de descobrir o que se tem de fazer, encontrar soluções,
quando no fim do mês, recebem um salário-mínimo, enquanto o fodão Chairman que nem sabia liderar, recebe
os tubos, sem nem levantar dos próprios testículos. O Ford, quando inventou a
linha de produção – eu sei, não foi o Ford, mas um trabalhador da empresa, mas
o Ford era o dono do negócio – fez o Modelo T que tinha menos custo para
produzir, do que todos os outros carros, até aquele momento e perguntaram,
porque aquilo, “todos tinham a cor que o cliente quisesse, desde que fosse
preta”, justamente para diminuir custos, ele respondeu, que era para
possibilitar que quem trabalhava na empresa, tivesse acesso ao consumo do próprio
carro que faziam. Isso para mim, é visão além, de vanguarda, no Capitalismo. O
que gera riqueza é consumo, só há consumo se as pessoas puderem consumir,
automóvel, é bem durável, poucos podem ter mais de um, então, quanto mais se
possibilitar o poder de compra de muitos mais, mais se vai lucrar. Simples,
não? E no Brasil, Terceiro Milênio, o poder ainda é uma questão de comer
sozinho e querer foder todo o resto, e ainda se espera que o consumo aumente. Paga-se
mal, explorasse ainda, muita gente, mas todo mundo espera que ló consumo seja
maior até do que países que remuneram muito mais e muitos mais. É que o capitalista
brasileiro, ainda pensa com a mesma cabecinha do Senhor de Escravos e se acha
de vanguarda. Se houver consumo, com uma ideologia escrota dessas, só com
milagre. Ainda se produz pão e se apreça tão caro que nem quem não é padeiro,
não consegue consumir e o cara não sabe porque o nível de consumo cai tanto. Quando
eu era criança, garoto que queria tudo o que via e de uma vez, era conhecido
com menino-barrigudo e tinha uma coisa que diziam que se tem de deixar de comer
com os olhos. Muita gente coloca tudo no prato, depois deixa mais da metade,
por comer só com os olhos, não ser realmente sua necessidade, enquanto tanta
gente não tem nem o que se alimentar por dias;
§
MEIOS DE COMUNICAÇÃO – como diz o MÍDIA-Propaganda política e
manipulação do Chomsky: “Afinal de contas, estamos falando do mundo dos
negócios, que, portanto, controla a mídia e dispõe de amplos recursos”. Não há,
nem nunca houve isenção das pessoas em relação a nenhum assunto, assim como das
notícias e dos estudos realizados. Como aprendi na Física. Porque se gastou
fortunas com Programa Espacial, quando ainda não se estudou nem metade dos
fenômenos na Terra, como a formação de furacões, os vulcões, o fundo do mar e
tantas outras coisas? Porque se dá verbas vultosas para a pesquisa da AIDS e
não se vê o mesmo, em relação às doenças tropicais? Até na hora de se nortear
um estudo científico, não há isenção, os interesses comerciais, ideológicos, de
poder, de classe, todos e muitos mais, estão por trás. Todo mundo tem uma
perspectiva de mundo e diante do que espera, coloca-se diante do que faz e
fala. Não faz muito tempo, a América Latrina estava nas mãos dos EUA e os meios
de produção, na grande maioria, colocados à força, nas mãos de uma elite que
pensa o seu país, a partir dos interesses da Matriz, ou seja, o país que tanto
fala em liberdades e quer ser hegemônico, com a imposição de sua ideologia. A
História recente foi cruel, não só na tortura e assassinato de quem divergia do
regime, do golpe de estado. Foi cruel também nos negócios. A Ditadura faliu a
TV Gazeta, porque o proprietário não era a favor do golpe, como faliu a Tupi, a
primeira rede do país e da América Latina e a quarta de todo o mundo, porque o
paraibano, ou seja, nordestino, Assis Chateaubriand não se curvava facilmente
para ninguém, a Record que tinha ações nas mãos dos proprietários da Gazeta, fecharam
todas que de certa maneira, eram nacionalistas, mesmo nas mãos da elite
nacional, para dar a hegemonia de mais de 60% da audiência diária, à Rede
Globo, o que estudiosos dizem, ser um perigo, de uma só vez, uma rede de comunicação,
tem poder para influenciar quase um país inteiro. Desde então, só ficaram as
empresas de comunicação que tivessem a serviço dos EUA, de um pensamento
internacional, que só existe no país, nos EUA mesmo, as empresas locais, são
menos “governamentais” do que as brasileiras. Só existe isso, no Brasil, uma
empresa ser quase, completamente hegemônica, dizem, eu não sou da área, tenho
apenas de concordar. Não foi diferente com a Panair do Brasil que era uma das
companhias aéreas mais conceituadas no mundo e só porque transportou o Jango,
depois do golpe de estado, nem faliu, fecharam, tomaram os aviões para
favorecer a VARIG, como o sistema de radares e de comunicação terra-ar e os
aeroportos no país inteiro, pertenciam à Panair, Brasil a fora, era tudo da
Panair, tiraram à força, os proprietários não podiam nem negociar a falência,
porque não faliu, até hoje, é um assunto esquisito no meio financeiro, não pode
negociar com os fornecedores, por não ter falido, mas na prática, faliram,
deixaram funcionários na sarjeta – o velho exemplo da Escravidão, “aos amigos,
os favores da lei, aos inimigos, os rigores da lei” que o Nazismo Alemão usava
como lema – e famílias inteiras que dependiam da Panair, sem rumo, a própria
empresa que até hoje não tem como ao menos fechar as portas, é uma empresa
fantasma, existe mas não existe, faliram, mas não faliu, algo esquisito, como a
Ditadura a serviço de uma minoria arcaica e até ignorante. Com uma media que primeiramente, surgiu para
elogiar os reis, a imprensa só surgiu no Brasil, depois que a Família Real
Lusitana, fugiu de Napoleão, depois, por tradição, está nas mãos de
reacionários que em outros países seriam considerados trogloditas, as notícias
sobre o país, são apenas aquelas que não prestam, o discurso do colonizador de
que tudo o que nos pertence não presta e só o que é dos outros, é mais verde,
como a grama do vizinho. É estranho como uma TV fechada, acho que a Fox Life,
faz tanta propaganda de Miami, de Cancun, do resto do mundo todo, como se fosse
um comercial, mas nada de alguma região do próprio Brasil. Estranho não, é bem
pensado. É como pesquisa de mercado. Isso também eu aprendi em Administração.
Toda pesquisa é por amostragem e dali se elucubra sobre. Mas como fazer uma
pesquisa tendenciosa, sem ser tendenciosa? É muito fácil, quando dizem que a
Perspectiva que o Durando é testa de ferro é tendenciosa, pode nem ser, é só
saber onde pesquisar. Por exemplo, se quiser pesquisar quem é a favor da
reforma agrária, é só ir ao campo, com as famílias que têm plantações para sua
subsistência, ou micronegócios. Se quiser saber se o Brasil tem de importar
mais, mesmo que bobagem, tolice, é só fazer a pesquisa nos grandes centros de
compras, principalmente, onde está a burguesia que como já falei, o poder no
Brasil, tem de vir acompanhado de uma falta completa de compromisso, uma
irresponsabilidade total, e, principalmente, com a visão imediatista e
egocêntrica, para tudo. Quanto mais se tomam decisões pela impetuosidade, mais
se mostra poder. Mesmo que não exista poder algum na estupidez, mas de outra
maneira, somos regidos pelos estereótipos. E é aí que entram as empresas de
comunicação. A manutenção de estereótipos. Brasileiro da elite tem de viajar
para fora, tem de foder o país, não precisa ter responsabilidade sobre o todo,
só consigo. Os estereótipos da media
nacional? Patrão bebe champagne,
mesmo que o cara não seja patrão, mas há a necessidade de se mostrar como tal e
se pensa que o que as novelas colocam como o exemplo a seguir é a realidade e o
cara vai imitar, se fode de verde amarelo. Vai seguir o comercial de um cartão
de crédito que um cachorro destrói tudo na casa e todo mundo comprar tudo novo,
fica endividado no cartão no primeiro mês e acaba matando o cachorro. Vai beber
da hora que acorda, até dormir e pilotar um helicóptero, como não tem um, vai
de automóvel, bêbado e causa um acidente com vítimas fatais, pensa que vai
viver sempre assim, como nas novelas, morre de cirrose hepática. Não se precisa
ter consciência de nada, não se precisa ter responsabilidade sobre nada, é
jogar, se colar, colou. Dia desses, falando sobre Jurerê Internacional que é
ilegal, uma praia particular no Brasil, mas um garçon dizia, como se fosse lindo, que faltou champagne. Uma mesa pediu trezentas champagnes. A mesa ao lado, pediu quatrocentas. Parecia que estavam
disputando para ver quem consumia mais champagne,
segundo o relato. Então, as outras mesas entraram na disputa, quando perceberam
não havia mais estoque, foi preciso pedir de outros estabelecimentos, mas ainda
assim, faltou em toda região. É o exibicionismo de um povo que não vê o poder,
como uma coisa de gente elevada, mas uma maneira de manter a imbecilidade de
sempre, do poderoso ser, quem mais gasta, quem mesmo sem vontade, tenha de
consumir para mostrar aos outros e acabe desperdiçando recursos, enquanto a
maioria não pode comer nem o feijão com arroz. E a media nacional perpetua essa visão, o rico das novelas, como diziam
um dia desses, não mostram que leem, não precisam mostrar que pensam para
manterem seus negócios, que estão sempre buscando se aprimorar, a única coisa
que fazem, é participar de festas, é beber, é consumir, o que até o mais pobre
e inconsciente pode fazer sem muito esforço. São ricos e nem precisam ir à suas
empresas e é esse o estereótipo que se faz crer e muita gente acredita piamente
e quer imitar, para parece o rico da vez. O Brasil ostentação, é novela, é BBB,
é A Fazenda, ainda agora estava ouvindo um assunto “tão interessante” no Studio
I, sobre como parecer rica, como ser exclusiva. Sim, tanta coisa para se
mostrar, mas esses assuntos são os que mais se divulga. Ideologicamente.
Imagina um país, onde os meios de comunicação, só divulgam o que está ruim? “A
nova classe média é uma piada”, enquanto outros divulgariam como um grande
avanço econômico, financeiro, social e tudo. Até para o consumo, eleva o poder
de compra, a própria elite vai ser favorecida, como foi, com maior consumo de
TV à cabo, televisores, todas as necessidades que se consumia na base da
pirâmide social e econômica, passou, pelo menos, para o segundo patamar de
consumo. Além do mais, se formam “verdades absolutas”, como a “classificação”
das empresas de investimentos. Como diz o Derrubando Mitos, do Rosé, se as
notas dessas agências de classificação de riscos econômicos fossem confiáveis,
não estivessem a serviço de interesses, teriam baixado os índices das empresas
dos EUA, que levaram à crise mundial, baixariam a nota de confiança dos EUA,
diante da crise gerada, mas no Brasil, as notas dessas agências, parecem previsão
de Nostradamus, está dito, tem de acontecer e ainda se tem uma mania de análise
econômica, da Globo: “o dólar baixou, porque o Lula tirou a barba”. “A Bolsa de
Valores fechou em baixa, porque o Ministro Joaquim Levy peidou!” e todo mundo
acredita, influenciam sim na economia total, como dizia o Gaguinho Elétrico,
causam uma inflação inercial, a economia pode até indo bem, mas de repente se
divulga que os preços vão aumentar amanhã, aí o açougueiro eleva o preço da
carne, o dono do posto, eleva o preço do combustível, vai se fazendo um efeito
dominó, todo mundo inflaciona, sem que a inflação exista realmente, como na
questão recente da elevação dos preços das diárias dos hotéis e a elevação dos
preços imobiliários, sem conexão alguma com a realidade, só porque se chegou à
conclusão de que a economia, realmente passou daquele estágio setorial, para um
questão de distribuição nacional. Aí chamam a “economista” Mirian Leitão para
fazer análise econômica: “Hoje eu falei com Zé Bostinha e ele me falou que
acredita que o Brasil está fodido. Corram que o piloto sumiu.” Certo terrorismo
psicológico, com o intuito de atingir
que não concordam, até no esporte o cara aproveita para dar uma opinião
sobre economia. Mas ninguém percebe que quando falam que a NASDAQ, a Bolsa de
Londres, de Berlim de Tóquio, fecharam em baixa, não dizem que foi por causa do
Obama, ou da Merkel, ou da Rainha da Inglaterra, ou porque os japoneses estão
fodendo menos, literalmente, baixou, porque o mercado é assim mesmo, mas há uma
mania dos veículos de comunicação no Brasil, quererem impor sua ideologia, como
o pessoal que deu o golpe, junto com o “Doutor” Marinho e diz que era para
manter a democracia. Sim, a maioria estava indo por um lado, a elite, para
manter sua posição, gerou uma ditadura sanguinolenta, mas até hoje o discurso
era do fantasma do Comunismo, como se não fosse democrático, o povo decidir o
que quer, sobre uma minoria que controla, inclusive com armas, o silêncio
nacional. Tem como dar uma mesma notícia, a partir do que se pensa. Por
exemplo, a Miss Brasil que é cearense e sofreu toda sorte de racismo do pessoal
do Sul e do Sudeste, ficou em 15º lugar. Quem é a favor dela, pode dizer: “viu?
Ela ficou em 15º, à frente de tantas outras”. Já quem prefere a imagem da
mulher brasileira da Gisele Bündchen, da Fernanda Lima, pode dizer: “viu? Ficou
só em 15º lugar!” Como se divulga a Fernanda Lima que eu não acho nada de nada,
mas fazem um escândalo enorme. “Ela falou que é ciumenta!” “Ela apareceu com um
decote que chamou a atenção na Copa”. “Ela tem os dentes brancos”. Podiam dizer
o contrário. “Ela não tem bunda”. “Ela não tem cintura”. “Ela tem pernas finas
e até as coxas o que é uma merda”. “Ela é tão magra que parece que nasceu na
Etiópia nos tempos da fome”. “Ela é arrogante e boçal”. Depende dos interesses,
as notícias podem ser dadas diferentemente, sobre o mesmo assunto. “Hoje o céu
está azul” “Hoje o sol está muito quente”. É a mesma coisa, mas de forma
diferente. E dizem, depois que os países austrais americanos deixaram de fazer
parte da órbita dos EUA, formou-se uma força, como a Operação Condor, nas
comunicações. A Venezuela tirou milhões da pobreza extrema, mas só se noticia
que está tudo ruim. Mas o Chang que também concorda com o que foi feito na
Venezuela, diz que é assim mesmo, no primeiro momento, os meios de produção nas
mãos de uma elite contrária, vão causar desabastecimento, vão gerar menos
emprego, até a economia voltar, nem que seja com novos empresários, com nova
visão de mundo, das classes que ascendem. A Bolívia desenvolveu como nunca, desenvolveu,
inclusive os indígenas de onde provém o Presidente, mas se noticia só o fato do
Evo Morales ser eleito pela terceira vez, como se fosse um crime, não fosse
democrático também. É como se fazem as notícias, depois que o PT ascendeu ao
poder. Eu que não sou agregado ao Poder Judiciário, li a Constituição Nacional,
até por uma questão de cidadania. Inventaram que municipalizando tudo, iria ser
melhor, assim como privatizando, o Brasil seria Primeiro Mundo. Mas aí o PSDB
governa São Paulo por 20 anos e acontece uma crise hídrica, não se fala que o
problema é do Governo de São Paulo, a questão é que a Presidência da República
não faz nada e todo mundo vai atrás. Eu até concordo que se faça, como se fez
na França, que todos os recursos hídricos, sejam uma questão nacional, para que
um mesmo rio que passa em várias regiões, sejam tratadas de maneiras diferentes
e no fim, sofram todos. A questão da insegurança pública que é de competência
dos estados, de novo, não se diz isso, a Presidência não faz nada. O Ensino
Básico que constitucionalmente é função dos municípios e o Médio dos estados
vão mal, a Presidência da República não faz nada. Ou esse pessoal vive de
má-fé, ou é burro mesmo. Eu acredito que um pouco de tudo e muito mais, uma
tentativa de se chegar a um novo golpe, com a insistência de notícias só ruins
sobre o país, mesmo que tenhamos tanta coisa a mostrar, que também sirvam para
noticiarem. Pois, é, com uma media
concentrada em apenas uma classe, e uma classe que ascendeu não pela
inteligência, mas de se valer do golpes, inclusive militares, a questão da
concessão pública dos meios de comunicação, acabam sendo quase uma “imposição
pública”, mexe com a Globo, com a Record, com a Band, com a media em geral,
para ver o que acontece. Aqui, no Reino Unido, na França, comunicação pública,
é concessão, nos EUA o país que tanto arrota democracia, Hollywood, a Fox, a
ABC, a NBC, a CNN, as medias, para
terem financiamento público, têm de divulgar o que manda o Governo dos EUA, o
que é interesse naquele momento, senão não recebem recursos federais e ninguém
fala em imposição. No Brasil, no dia que não concederem o direito de existir à
Globo, vira novo golpe de estado. Vão divulgar que só existe isso no Brasil, só
o Brasil é uma ditadura, como aconteceu na Venezuela que o Chavez fechou a
“Globo” de lá e foi um Deus nos acuda, ninguém fala dos países mais
desenvolvidos, que até têm como nortear as comunicações, mas só em dizer que se
vai debater isso, de comissões que tratam de como os meios de comunicação têm
de se adequar no Brasil, é ingerência totalitária;
§
CONSUMISMO –
e para finalizar, imagina um país de semianalfabetos, inclusive os
alfabetizados funcionais que não sabem discernir por si, imagina um país, onde
a grande maioria ficou sem acesso ao consumo por séculos, vivia no submundo,
imagina um país onde o imediatismo é quase uma questão de honra, todo mundo tem
de ter tudo agora mesmo, e diante de tudo isso, uma propaganda e publicidade
que impinge que se consuma, consuma, consuma, senão vai parecer comunista atrasado,
vai estar fora do meio, todo mundo tem de consumir, mesmo que depois dê merda.
Consuma, consuma, consuma, ao invés de se ensinar primeiro a poupar, para
depois, com planejamento, dentro de limites, consumir, para que uma cagada
pessoal, não pese no cômputo total da receita, até do PIB. E as classes que
foram miseráveis por muito tempo, precisam sim, consumir porque não tinham
condições, falta tudo, inclusive o básico, mas ascenderam sem que se mudasse
essa mania de querer ter tudo de uma hora para outra, como se o mundo fosse
acabar daqui há pouco e não se pudesse consumir com parcimônia, dentro de um
cálculo inteligente.
É este país que temos. Um país
injusto onde o poderoso é quem não respeita o próximo, nem as regras, é
poderoso, não por ter algo a apresenar, a não ser a força e a violência e se tem
de consumir para mostrar aos outros, ao invés do consumo para o deleite próprio.
Quem mesmo ascendendo social e economicamente, não tem condições de ter tudo,
como mandam, o jeito é apelar para roubos, para o narcotráfico, para os golpes,
nada diferente do que se tem feito, desde Pero Vaz de “Carminha” quem nem bem
chegou ao Brasil, já queria empregar o “sobrinho”, para dar o cu com o cu dos
outros, como se faz a filantropia. Mas, no Brasil é assim também. O Maluf, os
empreiteiros, os empresários, os ricos, os poderosos que não precisam tanto
quanto os mais desvalidos, vivem dando golpes, vivem matando muitos com fome,
para lucrar para gastarem em Las Vegas, ou no Show do “Rei” no cassino do
Uruguai, vivem furtando merenda escolar, ou seja, tirando pirulito da boca de
criança para gastar mais, se ao menos fosse para gerar mais emprego, ou mesmo, mais
poupança, não, é ter para gastar para se adequar ao estereótipo do poderoso que
não precisa nem se educar melhor, basta um diploma e se acha que é intelectual,
mas quando as classes menos privilegiadas querem ascender do mesmo jeito,
matando, muitos menos, quando querem ascender de qualquer maneira, para tão
somente ostentar, nada mais, quando se valem do latrocínio, não para dar uma
solução a sua miséria, apenas para matar aqui, roubar ali e gastar com putas,
com o consumo de coisas que de repente acabam e têm de voltar ao crime, as
classes acostumadas em serem exemplos, de sociopatas, de pessoas aéticas, são
as primeiras a gritarem que o Brasil mudou. Sim, mudou, porque se deu
oportunidades a muitos, mas se esqueceu de trocar essa ideologia do eu sozinho,
eu primeiro, só eu existo. O cara veio da miséria extrema mas de repente vira
um lúpen-proletariado e de repente é quem mais prega que os pobres se fodam,
ele quer mostrar que agora é o fodão.
Quem sabe, no dia em que conseguirmos
congregar o avanço econômico-financeiro, com o avanço mental, o avanço de
consciência, talvez consigamos ir longe, muito longe, até com gente que ao
invés de só pensar em ser esperto para viver nababescamente, use a
inteligência, para gerar royalties e
ao invés de jogarmos dinheiro fora, com bugigangas, possamos trazer mais
recursos, do que sai.
A China, sabe aquele país do “fim
do mundo” que até 1990 era completamente rural, ao invés de investir em
esperteza, em ostentação, investiu em conhecimento de verdade, não foi abrindo “falcudades”,
mas incentivando que se usasse a inteligência de verdade, que se busque
conhecimento, ao invés de só de título e de repente com coisas que geram
patentes, que geram marca, que geram riqueza concreta, emprego e desenvolvimento
prolongado. O Brasil que em 1950 já era um país industrializado, ainda está
marcando passo, jogando dinheiro fora e a China é a segunda economia do mundo.
Eu sei, os meios de comunicação vão dizer que a China não tem democracia, a
China só tem mulher feia que ao invés de ser ring-girl, são mulheres independentes, pensadoras, contribuem como
todos, pelos avanços havidos, eu sei, vão dizer que a China é fechada, só não dizem que a
China, desde antes de Cristo, para conseguir ser funcionário público, antes que
se falasse em Socialismo Científico, era preciso fazer concurso público e até
hoje, o Brasil, o país da felicidade, todo e qualquer concurso, seja fraudado,
os apadrinhados dos poderosos já tenham seu lugar garantido, mesmo sem
capacidade para nada, além de repetir o que se tem feito há muito e o país não
sai da merda.
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