sábado, 31 de janeiro de 2015

POIS SIM NÃO POIS NÃO SIM

Dizem que só no Português do Brasil que existe essa dubiedade semântica, quando se quer dizer não, é pois sim, quando se quer dizer sim, é pois não. Talvez essa dubiedade não seja só semântica, mas seja uma característica do Brasil mesmo, a dubiedade de caráter que nos cerca e que até nos reprime.
Eu tenho sentido na própria pele, essa dubiedade. Existem coisas que é lógica pura, sabe-se de antemão o que vai acontecer, mas se não deixa que se diga  o que se pensa. E muitas dessas, aconteceram como eu havia dito. Mas antes, é um tal de cercear com frases até certo ponto, conhecidas.
- Olha, tu estás dizendo o que não sabes!
- Não seja leviano!
E acontece como o previsto e ninguém tem coragem de dizer nada.
Eu sempre digo se tem uma montanha que no topo, logo adiante acaba em um despenhadeiro e alguma coisa que não tenha asas, passa correndo, justamente para o abismo, o que se infere é que vai cair. Ou, a menos que se agarre em alguma coisa no meio do caminho, vai se esborrachar, estatelar no chão. Mas não se espera que passe um pássaro e o carregue no bico, ou que de repente ele bata as mãos e, pronto, saia voando. Mas no Brasil, primeiro se pensa no absurdo, para depois se pensar de forma lógica e realista.
Tenho visto que essa dubiedade é algo assim que depende, uma coisa pode ser feia, ou bonita, do mesmo jeito. Explico.
De repente o cara diz que manteve relações sexuais com a Mariazinha, uma prostituta do meio da rua. Muita gente vai dizer que é feio, que coisa indigna. E olha que pelo menos que me lembro, aquela prostituta da Copa do Mundo, linda, outra que dizia que não beijava na boca, porque as colegas diziam que prostituta não podia se apaixonar, acabamos nos beijando, e outra que se bem cuidada, era toda perfeita. Mas de repente a Mariazinha vira a Mariah, celebridade e o cara diz que transou com a dita cuja, as mesmas pessoas vão achar uma beleza, o cara realizou o sonho de todo mundo. Mas ai a Mariazinha que virou Mariah se cansa e vira a Mary e o cara diz que a tem como um cachorrinho de estimação na coleira, deu apartamento, deu carro novo, deu um emprego, só não dá ainda, mesmo no Século XXI, dignidade, as mesmas pessoas que em relação à Mariazinha acharam algo que não deve ser feito por ser pobre, vão achar que o cara é o fodão, quando na verdade, é mais antiquado do que todos os outros. A sociedade brasileira é galgada muito na condição social e financeira de quem é julgado. Uma hipocrisia que chegou com os colonizadores, mas até hoje não levantou âncora. O pobretão que invade terras, todo mundo acha que tem de haver repressão se possível, até pena de morte. Sim, no Brasil e digo mais, no Capitalismo, um bem material, vale mais do que uma vida. Faz parte. Se o cara invade uma casa para assaltar, a lei permite que mate para preservar o que é seu. Já se o Seu Empresário grila as mesmas terras, aí todo mundo silencia e quer comprar as glebas do condomínio de luxo.
Onde hoje é o Central Park, era uma área cedida para filantropia, acho que se chamava Montissoriano e caso acabasse, voltaria ao Estado, algo assim. Pergunta-se, e aí? O condomínio em questão é privado. É como o prédio da Maternidade Unimed na Constantino Nery. Era um hospital com nome de santo, acho que era São José, havia o pronto socorro de mesmo nome, na Dez de Julho, eu era até bem conhecido, tanto no pronto socorro, quanto no hospital, desde bem novinho, quando bebi um litro de tinta branca, quando ainda engatinhava, pensando ser leite e fui internado. Já me conheciam, quando eu entrava, eles já diziam.
- Lá vem ele de novo!
Para mim, era público, mas de repente virou privado e todo mundo cala. Assim, só bandido vira mocinho nesta película.  De Pastor Carlos Alberto a Omar Aziz parlamentares que todos os processos que tiveram, foram esquecidos, nem se fala e continuam a ser autoridade. E querem que os outros sejam éticos e cumpram as leis. É até cinismo. O Ronda no Bairro que é do Carlinho Cachoeira era o principal programa para acaba com a bandidagem. É a própria desvirtuação da realidade.
REBIOGRAFANDO
Virou moda se fazer tudo o que é bandalheira, depois reescrever a própria biografia, atualmente e se aceita, depois se quer que o povaréu é que seja íntegro, quando apenas segue o que vê como guia.
A história de Manaus e agora do Amazonas, foi toda construída sob grilagem. Um tempo desses, Dona Therezinha estava falando que pelo visto, só ela havido comprado o terreno dela no V8. O Tiradentes estava falando que o Felipe Daou grilou terras, atrás do sítio dela onde hoje é a Avenida Constelação e imediações, era o Zé Nascimento que quis grilar as terras de todo mundo, no terreno de Dona Therezinha, entrou 50 metros só, ao lado e em frente, as terras dos Sousa Arnaud que agora parte, virou a Estrada das Torres e assim por diante.   
E são os ex-grileiros que hoje são contra a grilagem, os que se arvoram de boa gente, de exemplos para todos. Quantas empresas surgiram de grilagem, de biopirataria, de narcotráfico etc. e hoje a gente vê essa gente cheia de dedos, se o Juquinha pega uma bolacha sem pedir, nem pagar, querem que se reduza a maioridade penal, já se fala em pena de morte e tudo o mais. E se disser o que são esses “carolas”, logo dizem para calar. E assim vamos levando, os que cumprem as leis e as regras e se calam e quem manda, desmanda e comanda, que são os que se beneficiam com o silêncio dos inocentes. Eu chamaria o silencio dos covardes que se deixam dirigir pelos que seguem o que são contra.
POR QUE NÃO TE CALAS?
Existem dois tipos de pessoas que querem calar os outros. Uma, é como o Rei Juan Carlos da Espanha, um safado, um cretino, um nazista, um assassino do irmão a mando do Generalíssimo Franco, um pilantra que passa suas características para as descendências. E as outras, por ingenuidade mesmo.
Dia desses contava a história de quando Seu Clóvis ganhou um processo que ele mesmo redigiu, fez sua própria defesa e deu para um colega de faculdade que era formado, e disso ganhou um dinheirão dos custos que eram devidos e falei ao Noval, pegou um cheque vultoso, foi até o Saul Benchimol e disse que daria tudo aquilo à uma instituição de caridade. Podia muito bem ter investido em outra coisa, mas tinha uma concepção de vida, completamente diferente da minha. Achava que os filhos só podiam ter alguma coisa, depois de adultos, porque achava que a vida é linear. O que pegou dinheiro para ajudar até quem não precisava, é a mania de fazer filantropia, mas quando eu fui convidado para entrar no Partido, ele me chamou para perguntar o que era aquilo, a filantropia faz o bem para uma pessoa de cada vez, o Comunismo resolve a pobreza de uma vez e Noval falou uma frase da mãe dele.
- Enquanto não alimentar os meus, não posso alimentar o filho dos outros.
Concordo. Foram tantas vitórias que tinham lucros, ele doava, parecia que era feio ficar com o dinheiro ganho legalmente, enquanto muita gente enriquece sem o menor escrúpulo, até ilegalmente, não tem a menor dor na consciência. Podem dizer que Dona Letícia era judia e colocar sobre a frase dela, todo estereótipo sobre judeu. Mas é isso mesmo, a diferença entre judeu e brasileiro, é que um tem todo um passado de ter de conquistar o pão de cada dia, ter de matar um leão por dia e não desperdiça, aproveita cada oportunidade, enquanto no Brasil se tem o conceito de que tudo é fartura e nunca vai acabar pode gastar que sempre vai ter tudo.  
Outra coisa que ele fazia muito facilmente era calar, silenciar, ao invés de lutar pelo respeito devido, ao invés de se colocar como uma pessoa íntegra que não tem de ter medo de quem é justamente o contrário.
Conversava com a Mayra que estava em Manaus e dizia sobre os pilotos que chegavam e bebiam, bebiam, bebiam, até a hora de voarem. Ela perguntou se eles voavam bêbados. Não, eles pilotam bêbados. Um tempo desses uma comissão internacional sobre aviação, estava discutindo o que fazer, para evitar tanto piloto bêbado, com sono, muitos viram o dia pela noite, trabalhando, ou se divertindo, queria até fazer teste de bafômetro para as tripulações. Mas se dissesse isso, que é conhecidíssimo, era um Deus nos acuda. Teria um monte de gente dizendo que não se deve falar o que não se tem certeza. Só seu eu for leso!   
CONFORMAR É DIVINO
Então falei uma coisa que Dona Therezinha até achou engraçado. Havia um piloto que era alcoólatra, vivia bêbado. Quando chegava, invocava comigo.
- Tu és feio assim mesmo, ou estás do avesso?
Eu tinha uns quatorze anos, o cara era branco, magro, curvado, nariz adunco e grande, nem eram rugas, ele era engilhado que nem maracujá de gaveta, acho que até impotente, apesar e uma aeromoça morena que eu era a fim, apesar da distância de idade sempre estar próxima dele, um dia resolvi que já tinha bastado, acho que corri para cima do cara, ou o chamei de bêbado, Seu Clóvis me chamou a atenção.
 - O que é isso rapaz. Ele só está brincando.
Eu sempre acho que brincadeira que se repete muito, quer dizer algo que não se tem coragem de dizer às claras. Quase tudo com ele, tinha de se relevar, aceitar, acomodar. Eu não sou e nem era religioso, como ele era e até chato com isso. Eu não sou muito de conformação, até o Papa Chico diz que aquela baboseira de te darem um tapa na bochecha direita, virar a esquerda, logo eu que até hoje, até sinto a bofetada que levei e só não reagi, para não usarem o fato como questão político-estudantil. Arde que é uma coisa, eu prefiro que deem um soco, quebrem os dentes, pelo menos passa, uma tapa, nunca.
Dona Therezinha falou o porquê comprou o sítio. Segundo ela, aos domingos íamos para o clube onde se reuniam todos os sócios com Seu Clóvis. Como havia um igarapé, ela achava por bem, tomar conta dos filhos que eram crianças e colocava um maillot de bain, e ia para a beira do igarapé, tomar conta, para evitar tragédia, mesmo porque eu já havia quebrado os dedos, pulando da ponte e estava seco, entortou tudo. Então um dia, senhoras e senhoritas chegaram com ela, “amigavelmente”, para dizer que ela atraía a atenção dos homens, não devia fazer isso, essas coisas. Ela calou, mas foi atrás de um sítio para comprar e podermos estar à vontade, inclusive ela poder usar roupa de banho e se divertir também. E nem era biquíni. Depois essas pessoas são contra a burka, mas só das outras que não as deixa se sentindo carta fora do baralho. Só que todo mundo, inclusive senhoras e senhoritas que falaram aquilo, foram juntas para o sítio que ela adquiriu e ela ao invés de se divertir, ficava como a empregada para “bem receber” e desde então, nunca mais vi Dona Therezinha entrar nem na piscina do sítio dela, nem mesmo na piscina de casa, ao invés de reagir, ela se conformou, fez exatamente o que as outras queriam, que ela que era bem feita de corpo, ficasse abaixo de quem era mal ajambrada e não fazia nada para melhorar a forma física, mesmo que não tenham nascido com uma genética que as beneficiasse.
Dizem que era uma mulher muito atraente, muita gente, não é para agradar, foi à um Congresso Internacional na Venezuela, o Presidente à época quis que ela ficasse. O pai da Acácia e da Aline, diz que quando ela atravessava a rua, levantava suspiros e nem por isso se tornou profissional com o golpe da vagina, até quiseram chamá-la de coisa assim, deu parte na polícia, quem divulgou o boato, quando chamado para confirmar, colocou o rabo no meio das pernas. E tem uma história muito elucidativa sobre isso. Um senhor que veio para Manaus, para assumir um banco e conheceu Seu Clóvis, estava conversando com ele e com o Tio Sylvio que estava por aqui. Então ela atravessou e foi falar com ele e quando ele voltou para conversar, o turista quis saber quem era aquela mulher.
- Clóvis me apresenta, eu estou de olho naquela mulata, faz tempo, eu sei que tu conheces, ela acabou de conversar contigo, quebra essa, me apresenta que eu estou a fim dela.
- Aquela mulher é a minha esposa, mãe dos meus filhos.
O cara não conseguia falar, gaguejou tanto que os dois, Tio Sylvio e Seu Clóvis até acharam muita graça da ignorância sobre o fato de não saber que era marido e esposa. E quando uma pessoa se destaca, muita gente tenta rebaixar, ao invés de se preparar melhor.
Mas aí, ao invés de aproveita e matar de inveja as senhoras e senhoritas, preferiu se calar e ainda ficou na retaguarda, comprou um sítio, onde, nunca mais pode entrar na piscina, com medo que falassem. Comigo iriam falar, morrer falando, o problema não era dela, era dos maridos das outras e até das outras que não tinham competência de competir com ela, nem em plasticidade, nem na área profissional onde se destacou, ao invés de ser apenas a Senhora Fulano de Tal, eu é que vou recuar para os incompetentes dominarem a área?
Mas era como Seu Clóvis pensava. O importante era competir, achava que não se devia ganhar sempre, tinha de dar chance aos outros. Eu sempre disse que se os outros querem ganhar que se preparem. Sempre falei que o importante é ganhar. O tal de Barão de Coubertin que falou essa idiotice, era do Comitê Olímpico Internacional. Sabe como se calcula quem é primeiro lugar nas competições olímpicas? Pelas medalhas de ouro. Se o Brasil tiver 5 medalhas de prata, 8 de bronze, mas nenhuma de ouro, diante da Jamaica que tenha só uma medalha de ouro, sem nenhum outra, a Jamaica ultrapassa o Brasil, é considerada vitoriosa, porque venceu. E se fica repetindo essa coisa que parece que é para manter os outros acreditando que é lindo perder? Então está implícito que o que vale de verdade, é a vitória. Disse alguém que o segundo lugar, é o primeiro dos perdedores. Quem foi o campeão da Copa de 1974? E o vice, alguém se lembra? Quem foi o campeão da Fórmula 1 de 1972? E o vice? Quem venceu os 100 metros masculino no Diamond League de 2013? E o vice? Quem venceu o troféu Maria Lenk de 1998? E o vice? Eu chamo isso de demagogia, ao invés de se debater encima de conteúdo, fica-se com palavras feitas e pior, palavras sem sentido, sem conexão alguma com a realidade que nos cerca.
PAPO FURADO
Esse papo de só falar o que todo mundo fala, é ridículo e se calar sobre o que realmente nos afeta, ou pode nos colocar em maus lençóis.
Sobre a declaração de um passageiro da Aerolíneas Argentinas que reclamou da plasticidade das aeromoças, falei para a Mayra, de novo, que antes de se escolher por critérios profissionais, relativos à atividade, escolhia-se por beleza. Muitas chegavam, só trocavam de roupa, saíam com clientes e só voltavam na hora do voo. Ela perguntou se era assim. Era até pior.
Tudo em que o critério é só de beleza é muito improvável que não se venda sexo que não se aproveite a oportunidade, para vender o corpo, ainda mais quem não tem outra competência, ou quem sabe que de outra forma vai continuar na pobreza. É como o cara que não sabe nadar e se joga num rio com pelo menos dois metros de profundidade ele só tenha um metro e meio. Se não tiver em que se segurar, se não aprender a nadar nem se for o estilo Hot-Dog Gel, no susto, é de se esperar que vá se afogar. É lógica, mesmo que a lógica, nem sempre seja critério de avaliação para tudo.
Dia desses assistia a um programa no Canal ID, onde a Adriane Galisteu apresenta, com aquele “charme” todo. E quando acabou um dos episódios, ela disse algo mais ou menos assim.
- A mulher tem de ganhar o seu dinheiro, sendo profissional.
Logo ela que “namorou” o Senna, que era modelete, sim, profissional, tem até do sexo, depende de quem se queira enganar, sem falar a verdade.
Brasileiro é muito ambíguo, ou melhor, muito dúbio, ou incoerente, muitas vezes para não ter de desagradar a plateia, como se todos fossemos protagonistas de peças teatrais a vida inteira. Hoje, quando se fala tanto da corrupção da Petrobrás, como se só agora se conhecesse corrupção, têm-se o Garnero, como um “rapaz competente”, sem mácula. Todo mundo assiste os programas do Garnero, 50 por 1 se não me engano, muita gente se encanta com a forma física dele, todos que são telespectadores, até querem fazer o mesmo, a maioria se esqueceu de como ele e o pai enriqueceram, o escândalo que se abateu sobre eles. E o João Dória, o dândi oficial do Brasil? Depois dele, a EMBRATUR fechou as portas, porque órgão público não vai à falência, mas hoje, é o exemplo da pessoa mais correta do mundo. Êta povo que adora julgar, com dois pesos e duas medidas.  Bandido pobre é bandido, enriqueceu, é doutor.
FINALMENTE
Eu sempre digo que nessa profissão de modelete, poucas não se prostituem. Analisemos, sem demagogia. A maioria, garotas da periferia do mundo inteiro que acabam sendo a salvação da lavoura, da família inteira, como muitos jogadores de futebol, os neoescravos internacionais que de repente enriquecem com preços abusivos. O período que vige a profissão de modelete, é dos quinze aos vinte e cinco anos, poucas, como a Naomi Campbell – uma mulher que no dia em que eu ganhar na loteria, contrato, para ser minha “namorada” também, por uns dias e pago o preço cobrado “para amar” – e a maioria sabe que não passa das seletivas, mas aproveitam para se venderem. Até muitas que viram Top Model, antes de saberem que o  serão, aproveitam para fazerem o Top Top Model. Esse negócio da Xuxa namorar o Pelé, o Senna, eu acredito? Namoro onde se paga para namorada? A Adriane Galisteu, as namoradas do Ronaldo Fenômeno, tudo modelete, não é de abismar que ele quando desligam os holofotes, goste mesmo é de travesti, a gente tem de ser tolinho para agradar? O pessoal se faz de tolo porque quer.
Mas vai falar.
Eu via tanta gente, até famosa, mas que sabe que não vai durar muito tempo como celebridade, como “atriz”, como jornalista, o que fazem? Têm “empresários”. Sim, empresários que vendem sexo que em bordel de pobre, é chamado de cafetão, gigolô, rufião, proxeneta. Se tu tens milhões para pagar, viras “amiguinho”, agora se fores pobre, ou não quiseres despender tanto, por nada, aí dizem que são profissionais, não fazem isso tu estás enganado.
Eu só me lembro de que contaram, de quando recebemos nosso primeiro soldo. Uns colegas pegaram o dinheiro e foram atrás de prostitutas no baixo meretrício, como eu sempre fui um moço de família, nem soube disso. Dissera que chegaram ao bordel, cada um pegou a sua e entrou em um quarto. Silêncio absoluto, quando de repente ouviram gritos, briga e foram ver o que acontecia. Era a prostituta que estava com o Xavier, negro, magro, sabe essas coisas. E dizem, ela jogou o dinheiro e gritava.
- Vai estronchar a tua mãe filho da puta. Tu achas que eu vou me lascar toda? E ainda quer me pagar só isso?
Ou seja, ela ficou com medo das medidas do membro do negão, mas se ele pagasse mais.
Lógico, prostituta, uma pessoa que perde todo e qualquer escrúpulo, é capaz de tudo, como tanta gente que só visa o dinheiro, tem sempre seu preço, se oferecer pouco, faz escândalo, mas dependendo do que se oferece, têm seu preço e ainda silencia os outros que não se vendem. Não acredito que todo mundo tenha seu preço, acredito que todo arrivista, todo cínico, todo cara que vive de fazer pose mas não tem princípio, aí sim, é fácil ser comprado. Mas a maioria, sempre acredito que é ética de verdade, não se vende, nem passando fome.  Esse papo de que pobre tem de pegar os pacotes que caem de um caminhão acidentado, ou não devolverem um dinheiro encontrado numa carteira com identidade, não é uma questão de classe social, mas de falta de princípios familiares.
Mas digamos, antes, até meretriz,  bandarra, biscate, hetaira, marafona, tinha vergonha de se mostrar como tal. Tinha algum princípio, algum escrúpulo. Podia até ser da zona, mas fingia que era de família.  Não se mostrava completamente arreganhada, para todo mundo. Hoje, moça de família acha que é lindo posar para revista masculina, mostrando o útero, até a Kardashian que nem precisa de dinheiro, acha que mostrar o bundão em selfie, mesmo sendo casada, mesmo sendo mãe, a coisa mais natural e tem quem defenda isso e depois se diga carola contra outros que apenas chamam o palavrão.
Mas, agora, até para aparecer, o que se tenta tanto, sem conteúdo algum, divulga-se que é puta e até o que faz na hora do vamos ver, nos meios de comunicação, como propaganda, como se fosse divulgação de um bem, ou de um serviço, ao mercado. Antes a prostituição era propagandeada nos Classificados, “a lourinha depravada”, “a morenaça sem frescura”, “a mulher dos sonhos disposta a tudo”, “siliconada topa tudo, mulher, homem, até de cachorro a elefante”, agora não, puta divulga seus serviços nas páginas de celebridades. Será que ainda vai ter gente dizendo que não se deve falar, sem provas?
Ontem, no Studio I, o assunto mais falado, foi sobre com ser “mulher rica”. Tanto tolice, quase como ser mulher-objeto de antigamente e digamos sério, mulher-objeto, muitas vezes era mercadoria e mercadoria se compra, se troca se negocia e se vende para quem pagar mais. E dizem que as mulheres contemporâneas são pós-feministas. Mulheres que se sacrificam para terem corpo comos manda a moda, têm de consumir o que manda o figurino, coloca isso, tira aquilo no próprio corpo, dependendo da moda de momento, para pegar marido, faz dupla jornada, para de trabalhar para manter o casamento, mas existem discursos que não dizem nada, mas justificam tudo isso, dizendo que é Feminismo, ou melhor, pós-Feminismo, como tudo que te um pós hoje em dia e não quer dizer bulhufas. Tem para todos os gostos.
A tal de Gwyneth Paltrow divulgou que em um lugar para os deslumbrados, existe um tratamento para embelezar a vagina, também conhecida como xoxota. Quanta inteligência. Mulher ir longe, para fazer uma buceta que agrade o homem. A Luz Del Fuego que era tão conhecida e tão discriminada, hoje, seria considerada líder do Feminismo. Imagina.
A Andressa Urach que quase vira gelatina para aparecer, para ser formadora de opinião, a típica mulher que satisfaz os machos, mas acha que é pós-industrial, agora está revelando que fazia sexo por interesse.  Eu nem pensava nisso. Sexo por interesse, caso se precise de tradutor intérprete, é putaria, pior, é prostituição mesmo, mas no caso da Mulher-Gelatina, sacanagem de luxo. Mas eu sabia, ou será que alguém é tão tolo que acha que essas mulheres que vivem de se sacrificar para virar celebridade, deformarem-se tudo, para deixarem de ser elas mesmas, achas por acaso, é só por questão de ego, não entra aí  uma negociação para meter a boca no trombone, um dinheirinho para deixar que se coloque o leite no caneco, uma grana na conta para comer a perereca? E tu és lesa, ou tu és tolo?
E aí vem a Núbia de Oliver que já foi de Oliveira e já foi menos baranga, de novo, despencada, posar nua e dizer que homem para ela, só se bancar. Bancar, é manter uma puta só para um único cliente, se alguém não consegue discernir. Não que queira chamar a atenção, ela apenas já está deixando claro que sempre viveu de vender o corpo. Essas mulheres que têm como profissão, só mostrar o corpo, chamar de modelo, é até sacanagem com as modeletes que agora, estão virando garotas de programa em frente às câmeras e não precisam esconder o que sempre foram sem flash.
São celebridades que todo mundo sabe, não têm muito a oferecer que se valem dos escândalos, dos paparazzi que chegam e essas pessoas nem sabiam, coitadas, e até se formos ver a escolaridade, não vão mais do que o Doutor em ABC.
Um tempo desses, a tal de Gwyneth que logo que começou a ser famosa, foi à uma ilha do Caribe e quis furar a fila com o “sabe com quem está falando?”, por ser a Gwyneth e a vendedora baixou a bolinha dela, teve de ficar no fim, como qualquer um e agora, o Yahoo a selecionou para ter uma coluna sobre culinária, mas quando o curriculum subiu à Presidente Mundial do Yahoo, ela falou que nem a pau Juvenal. Sem curso médio completo, nem a pau. E aí se vê. Muita celebridade que tem uns discursos que não dizem nada com nada, não têm nem o ensino básico, mas depois, acabam sendo exemplo até dos pós-doutores, e esses, quando alguém quer questionar, mandam calar. E assim essas pessoas viram ídolos para todo o sempre, sem questionamento algum, falando bobagem e mantendo uma multidão inteira, pensando que as coisas são como essas celebridades vazias até de saber e de estudos, divulgam.
Quando da Ditadura, na Band que se chamava Bandeirantes, havia um programa chamado Abertura, apresentado pelo Ziraldo e os convidados eram intelectuais que debatiam assuntos relevantes da época. Como eles são mineiros e por isso amigos, o Pelé “namorava” com uma modelete semidesconhecida que virou garota de programa, profissional mesmo, ele introduziu, no mal sentido, no programa. Era uma tal de Xuxa que por “namorar” o Pelé, tinha um programa infantil na TV Manchete e usava só de Psicologia Infantil, as crianças eram as mais dóceis, ela dava cascudo, beliscão, empurrão para coagir as crianças e hoje é contra “palmada”, coisa linda. Então o Ziraldo a convidou, para fazer número. Os convidados começaram a fazer perguntas, a querer saber se ela pensava, o Ziraldo os calou.
- Gente, ela é apenas uma modelo.
Sim, mas se a gente deixar, vira Rainha, como muitos, sem escrúpulos, sem conteúdo algum, e daí, ficam arrogantes, pensam que são os donos do mundo.

Pois não!  E ao invés de evoluirmos, vamos ficando subdesenvolvidos, até no pensamento.

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