quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

HOJE É DIA DE ROCK BEBÊ!

Dia desses, entrei em um táxi e vinha conversando com o motorista e ele dizia que no fim de semana, foi ao sítio de um amigo que tem um criadouro de peixes, e comeram tambaqui, mas ele, do interior, diz que sente muita diferença entre peixe de criadouro e de rio, ou da natureza. Mas atentou.
- Mas eu acho que essa diferença vai acabar, com as gerações que já nascem comendo peixe de criadouro. Eles não vão ter essa exigência que nós temos, acostumados desde criança com peixe dos rios, não vão saber fazer a diferença, eles já nasceram provando os peixes de criadouros, nem vão se importar com isso.
MAS É ISSO MESMO
Quando era adolescente que eu datilografava o que eu pensava, não muito diferente do que faço hoje no computador, com a diferença que no computador, não tem barulho como tinha em máquinas de datilografia, a não ser os meus dedos que todo mundo reclama que eu digito tão forte que de longe se ouve. Então me lembrei da Dona Regina, depois que a Maria Eunice que era professora de piano e foi convidada à uma das provas finais da Escola Musical Ana Carolina e espalhou um monte de bobagem – moça velha – sobre mim, inclusive que eu tocava forte, é que um dos grandes nomes que entendem de música deu um workshop e dizia que hoje se toca piano, até com o punho, visto que o instrumento que sempre foi tratado com fricote, sempre foi um instrumento de percussão, antes mesmo, de ser um instrumento considerado completo. E eu tocava, no meu piano, de todo jeito, inclusive, percutindo direto nas cordas, tirava toda a “capa”, o piano ficava todo exposto e a Maria Eunice que era parente da minha avó e frequentava a casa, viu e não concordava e aproveitou para falar tolice, como muita gente que não tem o que dizer, inventa. E Dona Regina, desde então, achava que eu tocava o pianíssimo, muito forte.
- O pianíssimo do Thevis é tão forte que ele toca aqui no Teatro e se ouve lá no Educandos!
Mas como dizia, dentre tantos escritos, lembrei-me de um, em que dizia que o pessoal fazia uma coisa ser moda agora, depois o que tinha sido moda, virava brega e assim, ganhavam dinheiro com o que ficava fora de moda. Ainda tinha o Socialismo, como uma coisa feia, digamos assim, era Socialista Utópico, Pacifista, Ecologista e desinformado, mas, Comunismo para mim, era uma coisa demoníaca. Então, não sei como, dentre tantos livros, comprei alguns sobre Teoria Socialista Marxista e como não sou, como diziam no Neoliberalismo que livro virou desodorante, ninguém lia, mas andava com os best-sellers debaixo do braço para mostrar que podia adquirir, diferente desse pessoal, eu tenho mania de ler. Inclusive bula de remédio e manual do proprietário para não tomar no rabo.
ME ENCONTRE MONAI!!!
Engraçado, antes de ler os clássicos socialistas científicos, eu tinha isso, como algo que nem se devia chegar junto. É como falar de Umbanda, a um cristão desses que falam muito em pluralidade, desde que seja plural, na igreja dele. Mas então, lendo, cheguei à conclusão que era exatamente como eu pensava, sem saber. Era ateu, dizia o por que da religião e de Deuses, falava como eu pensava que para o Capitalismo que eu não sabia fazer essa diferença, mesmo porque não nos ensinam assim, como diz o Slavoj, fazem crer que o Capitalismo é algo natural, que sempre foi assim e sempre vai ser assim, o resto, é apenas uma tentativa de se fazer uma intervenção antinatural, só há esperança se houver a obsolescência, a troca do mesmo, pela mesma coisa, com nomes diferentes.
Talvez assim, sem se ensinar em História, a evolução dos ajuntamentos humanos, quando se retirou Filosofia, Sociologia, matérias assim dos curricula escolares, justifique-se tanto economista, inclusive o Stédille do MST, dizerem que o Brasil, quando Colônia de Portugal que tinha rei, rainha, conde, duque, baronesa, o caralho a quatro e os meios de produção estavam nas mãos da aristocracia, além do que o que significava riqueza, ser em grande parte, ter terras, tudo referente ao Feudalismo, mas tem muito economista que insiste que a Colônia era capitalista, desde a puta da Rainha Carlota. Foram picados pela mosca do aparvalhamento burguês. Aliás, o Stedille, luta pela reforma agrária que se estigmatizou no Brasil, que e é coisa de comunistas, mas é propriedade privada, ninguém nem se toca, todos os países capitalistas desenvolvidos, a fizeram, antes de desenvolverem de verdade.
Então conectei o que o taxista falou, com o que eu pensava e penso ainda hoje. Talvez não. Talvez no futuro, não seja tão fácil assim, a nova geração engolir goela abaixo, de repente a moda seja comer peixe de lago, todo discurso com esses garotos toscos que não estudam, por isso mesmo, nem tentam um lugar numa instituição de ensino superior público e entram nesses chiqueiros do ensino e depois, saem cheios de pose, de discursos sem pé nem cabeça, mas que tem muita gente que se enternece, é uma delícia. Vai ser “sustentável”, como diz o Noval, a palavra da moda. Mas aí, todo mundo começa a comer peixe de criadouro, então se mude de ideia. É coisa de pobre, rico tem de comer peixe da natureza, como a questão do alimento orgânico, caríssimo. Aí as garotada tenha de aprender a diferenciar entre peixe de lago e de rio, então façam cursos para “pisico-enólogos”, os caras que conhecem peixe, cheirando, fazendo bochecho, jogando fora, para mostrar capacidade acima da plebe rude.
Como falei há algum tempo, ao Noval. A moda era assistir televisão aberta. Mas aí, “rico” tinha a opção de assistir TV à cabo.Então, todo mundo migrou para a TV fechada e aí ficou popular. Aí se inventou o Pay Per View. O cara paga o canal fechado, mas para assistir algum programa exclusivo, como se faz questão de fazer a sociedade, é preciso despendera ainda mais grana. No dia em que muita gente estiver usando-o, o chique vai ser outra invenção, cada vez, mas elitista que faça umas pessoas sem nada a apresentar, exclusivas, para não mostrarem que são apenas toscas, com dinheiro sobrando. Nossa sina da sociedade rastaquera, muda João por John, o Barão pelo Coronel, do Coronel pelo democrata, mas a essência continua, amealhar dinheiro, muitas vezes, com golpes, mas depois, querendo uma sociedade cheia de escrúpulos. Mas como cara-pálida? Só se caírem pessoas “justas"que falam em “preço-justo” em pleno Século XXI para fazerem um país de “justos”. Sem mudar consciência alguma. Eu duvido, mas eu sempre digo, eu não conto, pois sou herege.     
Agora, eu sei mais ou menos, porque esse glamour todo é tão incentivado. O Capitalismo só sobrevive com a destruição. São guerras, é o pensamento da obsolescência programada, o que significa política do descartável, com nome pomposo, tudo para não deixar pensar.
E como se faz isso? Simples, colocam-se pessoas deslumbradas à frente das coisas, melhor ainda, que nem pensem, só sigam qualquer porcaria, pronto, a Monica Waldvogel é “âncora” da GloboNews, o William Waak, é a cara do Jornal da Globo, a Rachel Sheherazade quer se firmar no SBT, falando tolice, mas tudo isso, faz parte da Publicidade Moderna, fazer escândalo, ao invés de fazer obras que sirvam para alguma coisa que sejam consistentes. Aí até o Thiaguinho é cantor/compositor/celebridade. É só impingir uma coisa a toda hora, pronto, “uma mentira dita cem vezes, vira verdade”.
DAZZLE NEWS
É assim, faz-se crer que o cara que aparece na frente das câmeras, é inteligente, por si só. Aí nós vemos a Ana Maria Braga, o Mainard que não é o pai que construiu o nome, mas o idiota que nem lê, mesmo que a L&PM editasse, ou edite tanto livro de base e comentado, dentre tantos que na verdade, estão ali, para fazer idiotas do outro lado.
Tipo programação onde o telespectador é instigado a aparecer na media. Mas sempre, por tolices. Debate com profundidade, nem pensar, aí não tem conectividade com o telespectador. Só para fazer tolice e achar que fez grandes coisas, apareceu no Fantástico como um completo idiota, mas teve seus 15 minutos de fama, não interessa o que vier depois. 
De manhã, o Bom Dia Brasil falava sobre uma propaganda do Governo Francês, para evitar a adesão de jovens europeus, aos grupos considerados terroristas, como o Estado Islâmico. Eu achei que na verdade, como fizeram, é terrorismo de estado e psicológico, mas a repórter Araújo, deu sua opinião, meio assim.
- Tomara. Esses jovens não merecem!
Só faltou gritar.
- Ai que loucura!
Quem não merece, somos nós, pelo menos quem não é bronco, de umas análises sem fundamento, só na base do glamour. A mesma Globo que chamava todos que não concordavam com a Ditadura de terroristas, que chamou o Mandela de terrorista, que chamava até recentemente, a OLP e a Autoridade Palestina de terrorista, ou seja, não informa, apenas coloca no ar, a ideologia vigente. E nem desculpas pede, vai aos funerais do Mandela, ao invés de fazer uma análise, inclusive dessa mania de taxar todo mundo de terrorista, sem ao menos dar a versão do outro lado, nada e de novo, tome deslumbramento.
- Oh coitadinho, sofreu tanto. Porque tem gente assim que faz as pessoas alijadas por pensarem diferente? Malvadinhos!
É chamar todo mundo de otário. Mas faz parte, o que antes era moda, amanhã é brega e o contrário também. Vender sem deixar que o consumista pense se necessita, ou se está ajudando a exterminar a humanidade.
THE SOUND OF IDEOLOGY
Quem não se lembra que até há pouco, aquela música Você Não Me Ensinou A Te Esquecer era impensável ouvir, sem ser considerado brega? De repente o Caetano, o guru dos neointelectuais sem muito o que apresentar, gravou, pronto, é neo-sertanejo, é madame, é todo mundo querendo comprar, para se mostrar “antenado” com as novas tendências,mesmo que sejam arcaicas e só recauchutadas.
O Waldik Soriano sempre foi execrado pela elite, até a Ângela Rorô, quando estava no auge, gravar. O que teve de gente comprando, para mostrar que também faz parte do grupo que sabe o que é bom, é engraçado. E assim se fazem os cults, quanto menos cultura, mas muita arrogância, mais se entronizam a Maria Gadú, o Seu Jorge,, mas antes deles, outros já fizeram esse papel e desapareceram.
Eu sempre me recordo da discussão nos anos de 1980 das revistas de música, internacionais que diziam que o consumo de cd’s estava diminuindo drasticamente e, segundo a maioria, a culpa é dessa mania de se fazer um ídolo hoje, todos ganharem muito dinheiro, principalmente as grandes gravadoras, amanhã, a Pink já seja descartável, aí se faça sucesso, a Rihanna e assim por diante, não se contribui em nada, para a formação de conhecimento de música, só consumidores que são levados a consumir, por serem bobos e por não terem para onde fugir, é isso, ou isso mesmo, então de vez em quando um mito cult aparece e do mesmo jeito, nem deixa saudade. Lembras daquela garota que era do TRT e virou moda cantar a balada dela? Ela até pediu exoneração, tinha uma música nas novelas da Globo: “Aí, será que você volta, tudo à minha volta, é triste!” Pois é. Cadê? Quando pensou em voltar, já havia novas celebridades sem muito a oferecer. O pior de tudo, é quem não sabe de nada, aparece de paraquedas e querem discutir que é assim mesmo deixa estar que tudo vai dar bem. Laissez-faire!
MUDAR PARA CONTINUAR NA MESMA
Se um nome fica muito marcado, muda-se, para continuar o mesmo. Quando eu ia vender a Tribuna da Luta Operária no Centro, ainda na Ditadura e na ilegalidade, na zona dos puteiros, quero dizer a zona do baixo meretrício, ouvia um estilo de música que eu gostava muito, chamava de Puteiro’s Music. Mas era vergonhoso dizer que gostava. Aí, fomos à Itacoatiara e de novo, aquele som, eu e a Acácia que fizemos as pazes, depois de mais umas “patadas amigas”, fomos dançar, lá na porta, só se via a cabeça da cabocada subindo e descendo. Era aquele ritmo que se misturava á guitarrada que eu acho lindo.
Num desses clubes, Botafogo, ou Náutico de Itacoatiara, estava se apresentando um Fulano do Sax, que instrumentalizou aquele som, sem canto. 
Numa festa popular, na Praça de São Sebastião, hoje, Largo, quem se apresentou foi o Teixeira de Manaus que fazia sucesso com uma música famosa, quase instrumental, que tinha um refrão.
Abra suas pernas
Deixe o meu sax
Entrar
E o pessoal veio me pedir para dançar com uma francesinha que queria dançar, mas eles não sabiam. Dançamos a noite inteira, gordinha, bonitinha, mas que francesinha que cheirava mais forte do que um estivador em fim de expediente. Tinha de manter o nariz ao alto, para pegar ar. Mas quando acabou, saímos caminhando, para fazer alguma coisa, para nos conhecermos melhor, aquele bando de filho da puta que não sabia dançar, veio todo atrás, onde íamos, os abestados acompanhavam, dancei legal. Aquele estilo, representa muito mais, do que o tal de Boi de Parintins que já nem é mais uma toada, mas uma baladinha muito mal feita, que os fanáticos acham lindo. Falta de conhecimento de tudo, inclusive sobre folklore, ou folclore.
Então, de repente se deu um nome àquilo, a moda viera da França, era Lambada. Todo mundo dançando Lambada ê, dançando Lambada ah, dançando lambada. Nas danceterias mais chiques, dançava-se Lambada, a música da moda. Imagina! Nem por isso as meninas ficaram nem mais, nem menos putas. E eu gostava, tinha boa forma, ia até o fim da note. Dia desses estava fazendo o supermercado, pouca gente, quando no sábado, tudo o que é gostosa, vai com roupa colada, mas nesse sábado específico, poucas pessoas, amazonense é gostoso, as mães passam açúcar, quando chove, todo mundo tem medo de se derreter. Estava uma chuva forte, só depois que foram chegando aquelas bundonas que mordem a malha, com tênis que são mais altos do que salto alto e aquelas meias que fazem volume no tornozelo. Então alguém parou no meio da rua e aumentou o som. Só Lambada de antigamente, até o clima ficou diferente, parece que ilumina tudo, depois de um apagão completo. Mas aí, a Lambada passou a ser antiga, brega de novo. E de novo, o velho Puteiro’s Music, veio com outro nome. Zumba. E antes que fique brega, trocaram, é Zouck, depois Zuck e os abestados vão consumindo, porque é moda.  Não importa o que se consuma, importa mostrar que se pode consumir, nem se for cocô em farelo para comer como tira-gosto.
Como diz o Noval, sobre o consumo de peixe de pele que por muito tempo, foi associado à doença de pele e só depois que os grandes Chefs Franceses serviam alguns deles, como dourado e surubim como iguaria fina, é que se passou a consumir peixe de pele, como era conhecido por aqui, no Amazonas, onde se pesca.
- Quem disseminou essa ideia, foram os padres que vieram catequizar os índios. Eles fizeram crer que os peixes lisos eram problemáticos e como o pessoal deixou de consumir, eles traficavam para a Europa, onde consumiam a se fartar e enriqueciam!
É assim que se fazem os terroristas, os inimigos do mundo, os demonizados de todo momento. Interesses “ocultos”, em nome do Senhor. É como o golpe de estado que os EUA fizerem em um desses países latino-americanos que dizia que era para combater o Comunismo, e hoje, até riem, eles mesmo, dizendo que era porque os EUA consumiam a banana de lá e como elevaram o preço, então deram aquele “Migué” e todo mundo se aliou ao combate ao “fantasma do Comunismo”.
O SONHO DE DONA THEREZINHA
Dona Therezinha tem como meta, antes de morrer que eu seja como as minhas irmãs.
Dia desses conversava com o Adams Júnior, sobre a mania de tomar decisões, de forma disparatada, de uma hora para a outra, com impulsividade, impetuosamente. Ele diz que a mãe dele é igual à “Tia Themis”. Eu disse que as duas estudaram no Colégio Auxiliadora e são religiosas. Faz parte do conformismo, fazer pessoas que acreditam até em Papai Noel e achar que fazer merda, é deslumbramento.  E é assim que Dona Therezinha gostaria que eu fosse. Deslumbrado, irresponsável, conformado, sempre ligado aos modismos, religioso e leso, ou pior, fazer o tipo de leso, mas apenas ser arrivista e pensar que os outros acreditam.
Mas elas são como muita gente que nem pensa, segue qualquer coisa, até guru que fala que o “ispríuto” já negociou que vai subir para o Limbo, às 16:00 horas.Tem de tudo, tudo para aparecer.
Mas decidir por impetuosidade, ao invés de planejar, é uma maneira de se mostrar poderoso. No Brasil, até hoje, a arrogância é uma maneira de mostrar poder. Quem é arrogante, só toma decisão assim, intempestivamente. O cara é tão o cara que pode fazer qualquer merda que tem um Deus que conserta, é como o empregado que leva o cachorro da madame para passear e vai recolhendo a merda. É a imagem que se faz de Deus, hoje, Ele tem de satisfazer os crentes, não o contrário. O cara quer dar a bunda, Deus tem de aceitar e ainda tem de procurar o bofe para introduzir. Desvirtua-se tudo.
Dia desses entrei num táxi e o cara estava ouvindo uma música que identifiquei como um dos sucessos do Martelo Digital, o me “amigo Charlie Brown”.
- Esta música é do Benito de Paula, né? Mas a voz não é dele.
- Ah, é o Sorriso Maroto que gravou.
Ou seja, a coisa está tão ruim, fez-se tanta gente sem competência de nada, como exemplo de tudo que é preciso procurar o que foi brega antigamente que comparado à bosta que se consome hoje, é música clássica. E vai ficar pior, todo mundo só quer se dar bem, os pais repassam aquela esperteza de se dar bem de qualquer maneira aos filhos, depois reclamam de tanta violência e todo mundo só pensa em enriquecer, sem ao menos se capacitar. O cara faz EJA, Supletivo, uma “falcudade” de merda, como disse o garoto: “papai é do PIM, não preciso ser inteligente, ele me coloca!”, mas um dia, vamos precisar de engenheiros, de médicos, de dentistas, de mestres de obras, de camareiras, mas com tanta gente que só pensa em se dar bem, dando golpes, mesmo que pequenos e se aceitam como natural, vamos voltar ao tacape nas mãos.
[...]
O último Congresso da UNE que me coloquei para ser votado, como representante dos estudantes, a discussão maior, era se as “falcudades” que naquele tempo, eram minoria, deviam, ou não, receber dinheiro do erário. Eu e a maioria, votamos que não, mas depois veio os Fernandos, Collour e o Henrique Cardoso, os líderes do Neoliberalismo no Brasil, e se jogou à própria sorte, as universidades públicas, inclusive com programas que faziam mestres e doutores, em pleno exercício intelectual, pedirem demissão, para irem servir às “falcudades”, com a regra de que “professor, o senhor tem de ver que estes meninos, não são da Federal...”, ou seja, são uns débeis mentais que vamos colocar no mercado para competir e baixar salários, sem critério algum. Logo, as instituições de ensino superior, grátis, viraram quase uma coisa brega, o cara já faz “vestiburlar” para as “falcudades”, é só responder na pesquisa sócio-econômica: “Empresário de grande empresa, com ganhos diários, acima dos US$ 500mil”. Mesmo zerando na Redação, ou não fazendo nenhum ponto nas perguntas fechadas, já está na cabeça das listas. Hoje, nem foi preciso discutir na UNE, o Governo Popular, ainda continua investindo nas “falcudades”, É PROUNI, são tantos investimentos, para não causar desconforto. O Governo não investe nas Universidades Públicas, não acaba com a porra do vestibular, parece que é coisa que tem necessidade, era como antigamente com o Exame de Admissão, só podia saber, uma minoria, então é necessário afunilar, sempre, isso, desde que o Cristianismo se apropriou da Educação, antes só podiam ter acesso homens, brancos, aristocratas. É por isso que eu fico matutando, quando dizem: “Santa Ignorância, viveu na Idade Média, deu todos seus bens aos pobres e passou a vida enclausurada na Ordem das Irmãs Taradas e aproveitou para ler, estudar e se aprimorar nos conhecimentos”. Égua! Na Idade Média, só podia ler e escrever, uma elite mínima e mulher não fazia parte e a aristocracia se lixava para a pobreza. Religião é mitologia, entende? Entendi! A Mentira é Pecado Capital, mas para inglês ver.
Mas é assim, formam-se idiotas que acreditam em qualquer sofisma. Depois se matou o Anísio Teixeira num conlúido da Ditadura Cívico-Militar com a “Santa” Igreja, por ele ter tirado das mãos salesianas, o ensino e massificado. Mas ainda tinha de haver uma elitização e se criou o Exame de Admissão e muita gente acreditava piamente da necessidade imperiosa, para só permitir que os “bons” aprendessem. Depois, o vestibular e no auge do Neoliberalismo, tu te lembras? Era moda, fazer exame para crianças entrarem no Primário e muita gente que não eu que tenho mania de procurar me informar, antes de sair falando tudo o que é estupidez, achava normal e ainda queriam segregar os mais inteligentes, dos mais burros. Bakunin já dizia que se as pessoas tiverem as mesmas condições de frequentar um ensino, alimentadas, incentivadas, só se poderia determinar quem é “mais melhor” nessa, ou outra área, no futuro, mas os “grandes” pensadores pós-modernos, não leem, não estudam, nem são inteligentes, mas acham que estão descobrindo a pólvora, quando na verdade, apenas estão alimentando a sociedade de segregações. Como tudo no Neoliberalismo que tem muito de religião, desvirtuou-se a realidade. A escola que devia ensinar virou um local que só servia para gerar lucros e pegar os que já sabiam, na velha política do menor esforço. Lembras-te? O pessoal esquece, quando é conveniente.
Eu estudei em escola pública, até o quarto ano Primário. Logo de início, a professora do Grupo Escolar Princesa Izabel, era a Maria Eunice e a Diretora, a irmã do Saul Benchimol, não me lembro agora do nome. Depois, passamos para o Grupo Escolar Nilo Peçanha e a professora, a Tia Jória. Só depois, quando a Ditadura esculhambou  a Educação, é que passamos, nós, os Portela, o Delmar Júnior e as irmãs e quem podia pagar. E esculhambou tanto que hoje, tanto faz estudar em escola particular, ou pública, até os professores são os mesmos, então só serve para diferenciar rastaqueramente do pobre comum que não tem como se mostrar consumindo porcaria. Mas serve ao sistema. Quanto mais tosco o cidadão, mas consome. O Capitalismo está salvo, pelo menos no Brasil.
Agora o ensino superior não supera essa mania de só poder saber mais, uma pequena elite. Até hoje, o índice de brasileiros que ao menos frequentam o ensino superior, é de 11%, não muito diferente do meu tempo de estudante, nos anos de 1980/90. Mas, o Governo, ao invés de gerar mais vagas públicas e gratuitas, apenas incentiva com dinheiro público, essa bandalheira, a deformação com títulos de ensino superior, inclusive pós-graduações fuleiras. É cômodo, estamos no Capitalismo e a maioria é religiosa. A conformação faz parte do pacote. Então não se abrem novas vagas, não se possibilita a participação de muita gente, faz-se pior, fecham-se vagas e apenas se pagam as “falcudades” para sobreviverem, com dinheiro jogado fora. Mas eu repito, faz parte do Capitalismo, quem detém os meios de produção, manda. Então pedófilos, narcotraficantes, grileiros, assassinos podem muito bem ser donos de “falcudades” e de repente viram grandes pensadores e são pagos para manterem essa falta de escrúpulos, inclusive repassando à novas gerações. Ninguém reclama que faltam vagas, ninguém discute que o Ensino está uma merda, tudo bem, o cara aprende a administrar com o Justus – “tá demiitido” –, justamente o contrário que eu aprendi na faculdade, demitir, é um custo mais pesado do que especializar, mas os caras são celebridades, aprende-se a selecionar pessoal, no Jornal Hoje às segundas-feiras, quando chamam uns idiotas, para falarem bobagem e quem não disser que está tudo bem, tudo legal, vira o chato. E aí vêm os índices internacionais e a Administração no Brasil, pública, privada, ONG, OSCIPE, seja qual for, é uma bosta. Não sou eu quem o diz, é a certeza de que a esperteza não nos leva muito longe.   
E sempre digo que no Brasil, somos levados a pensar que a exclusão que é boa, nunca podemos nos esquecer que a Escravidão acabou recentemente, na História do Brasil, conhecido no mundo inteiro, como o último país a aboli-la. Vem daí o exemplo de se tratar tudo, como se fosse a Maçonaria, a Rosa Cruz, essas sociedades exotéricas que só participam, “iniciados”.
Já faz algum tempo, nem sei onde, li uma comparação da SWAT, BOPE do rio e Rocam de São Paulo. Tudo diferente. Primeiro que o BOPE, a Rocam, no Brasil se diz tudo  o que a polícia tem e faz. Armas, no Brasil se sabe até o alcance, quantos projéteis podem ser disparados por milissegundos. Na SWAT é norma não se informar. No Brasil, todo mundo sabe onde estão as câmeras de segurança, como funcionam, em que ângulo estão. Na SWAT é proibido informar. Mas a grande diferença é que a palavra de ordem no Brasil, é: “pede pra sair!” Todo mundo acha fodona. Na SWAT, segundo as normas, eles pegam os melhores policiais de todos os EUA e tentam fazê-los concluir o curso inteiro. A explicação
- Bem, nem todos servião à SWAT, mas pelo menos, quando voltarem à seus estados, estarão mais qualificados, poderão participar das ações, com mais especialização.
No Brasil não, exclui-se, como diziam, uma peneira, onde a entrada é difícil, mas a saída, todo mundo sai. O cara faz qualquer pós-graduação, especialização, MBA, Mestrado, Doutorado, até pós-Doutorado, só não conclui se não tiver como pagar, porque ninguém é reprovado e pior, não se exige que os estudantes saiam mais qualificados, entram toscos, saem pior. Diferente do que se pensa no Primeiro Mundo, onde todos são incentivados, mesmo que nem todos cheguem lá, mas pelo menos se formam pessoas melhores, por aprenderem de verdade, irem se especializar, de verdade, não só no faz de conta e depois queremos um país melhor, quando só aprendemos a enganar, até nos estudos.    
[...]
Como diz o Chomsky, quando se começou a falar em crise ambiental, a Exxon, contratou um “cientista” e um grupo de jornalistas para “debaterem” sobre o assunto.  De repente os cientistas que pregavam o aquecimento climático foram deixados para lá, os jornalistas pagos, celebridades em grandes empresas jornalísticas, convidavam só o “cientista” para dar sua versão de que era tudo besteira, é coisa natural, o que acontece, acontece de era em era. Até se descobrir essa deturpação, a ideia do “eco-chato” já estava disseminada, todo mundo quer ser “inteligente”, tem uma opinião, sem ao menos procurar embasamento.
Por falar nisso, todo mundo fala tanto “Je Suis Charlie Hebdo”, fala que não se pode censurar o humor. Eu acredito tanto, quanto acredito no Coelhinho da Páscoa. Mas alguém procurou saber o que significa Hebdo? Eu procurei, eu sou curioso. É o sobrenome do Charlie, sabia? Pronto, um monte de gente vai sair dizendo que sabe o que significa Hebdo, já sai dizendo que é o nome de família do Charlie. Não abestalhado, hebdo é semanário filho da puta, em Francês. Tem tiragem semanal. Só isso, mas as pessoas, mesmo com tantos instrumentos em mãos que facilitam muita coisa, ainda têm preguiça de pensar de evoluir mesmo, fica todo mundo conformado em marcar passo. A conformação é coisa de Deus e mantém o regime. Subversivo é que pensa diferente e às vezes, muda inclusive o pensamento e leva à inovação. Remar contra a maré, dá muito trabalho. Como diria o Nelson Rodrigues: “Toda unanimidade é burra. Quem pensa com a unanimidade, não precisa pensar.” O pessoal só gosta do primeiro parágrafo, esquece o complemento: “Quem pensa com a unanimidade, não precisa pensar”. Prefiro esta frase fora do contexto total.
TUM TOC BUM PATCHUTZ
Dia desses eu me lembrei do Paulo Monte, que foi guia turístico e depois, Professor de Filosofia e só agora, soube que ele morava próximo a nós, quando morávamos no Centro da Cidade.
Quando o auge do ser “gatinho”, era colocar a cadeira do motorista lá atrás, o encosto quase deitado e colocavam um som muito alto, de preferência, música estrangeira, onde o baterista só toca os pratos, é “tchu/tchá/tchu/tchaaaap”. De longe, fica algo muito agudo, sem sentido algum. Então quando saíamos e ele parava ao lado de um carro de “gatinhos”, o som com os pratos, ele parava ao lado, abria as janelas, eu ficava com a maior vergonha e aumentava o som dele que era brega, forró, esses ritmos que são discriminados, muitas vezes, só por serem nacionais e populares. O garotão tomava um susto e se mancava, ou, às vezes, ficava a guerra de quem aumentava mais o som, até que o sinal, graças a Deus, abria e todos iam embora. É a mania de achar que todos têm de fazer o que bem entendem. Então o Paulo Monte também fazia. Se o cara podia invadir o espaço alheio, com música brega estrangeira, ele também tinha o direito de fazer o contrário.
Então, dia desses, entrei num táxi e o motorista estava assistindo, não era ouvindo, era assistindo uma apresentação onde a plateia ia ao delírio. Aí me lembrei da Margá, logo que ela divorciou do ex-marido, uma moça de pessoa. Fomos sair, havia o precursor do que chamam de rave e fomos lá. Havia a área de música eletrônica, música lounge, forró etc. Então fomos à área do baticum, do bate-estaca. Entramos e saímos.
- Vamos! Eu não aguento tanta luz e esse som de Tum Tum Tum.
Eu até estava gostando, é uma repetição danada, mas para dançar, nem se precisa mudar o ritmo. Tudo já vem mastigado, tudo filho de pássaro que os pais colocam a comida, já deglutida, na goela.
Ela não se adaptava a mais nada, até que fomos à área do forró. Eu estava a fim de dançar, ela não. Então a Ayana apareceu e me puxou para a pista. Lá veio a Margá.
- Vamos!
Nem cagou, nem desocupou o vaso. Estava um porre, apesar de estar completamente sóbria. Aliás, eu não tenho sorte com a Ayana. Num carnaval de rua, eu estava ao lado do tio dos meus sobrinhos, quando de repente ela apareceu. De longe, já vinha mostrando os dentes. Eu acho que ela acha que eu tenho cara de palhaço, ou de dentista para ela. Malhávamos juntos, ela ria o tempo todo, até se eu peidasse, era capaz de rir. Eu hein! Aí nós nos abraçamos, de repente o tio dos meus sobrinhos nos separou, com arrogância mesmo, esses tipos que brigam de turma, mas quando sozinhos, até desmaiam de medo.
- Epa, minha sobrinha não.
Ele trabalhava com a mãe dela, muito cheio de pudores, mas a história pessoal, não diz isso. E não deixou que nos tocássemos mais, não era brincadeira, ela ficou ao lado da hoje, ex-esposa e eu fiquei do outro lado do casal. O jeito foi entrar no bloco e procurar o que fazer.
Como uma vez em que fomos a uma apresentação da Zélia Duncan e eu ia com a prima da Aline, atrás, no carro. Ela que dirigia, não olhava para frente, dirigiu o tempo todo com o olho no retrovisor, eu não podia nem encostar  na prima dela. Esse pessoal é tolo. Eu fazia uma corrida de casa, na Paraíba, até a Djalma, depois ia caminhando, até a Feira de Domingo, na Eduardo Ribeiro. E a prima dela tinha uma loja que abria, junto com a irmã e eu ficava lá. Bem, até tentei, mas estava difícil ao menos conversar com a Karina, fui ver quem estava presente. Encontrei tanta gente, fiquei com tanta gente, quando voltei quase no fim da festa, a Aline estava puta.
- Onde tu estavas?
- Dando uma voltinha por aí.
- Porra, eu não quero que aquele ex-namorado da Karina se encoste de novo e tu, nem para ficares com ela.
- Eu não sou vigia dos outros!
O cara é meio assim, mesmo. O Ricardinho, dia desses o encontrei com um filho já crescido, quase da altura do pai, mas uma vez em que fomos escolher fantasias para escola de samba, o cara se invocou com a minha namorada que a Aline, a Andrea, a Suely, ninguém gostava dela. Para tudo o Ricardinho se dirigia á minha namorada, eu já estava ficando puto.
- Esta é muito curta, a senhora não acha?
- Esta é muito azul, a senhora não acha?
- A chuva pode cair, esta não serve, a senhora não acha?
- Hoje está um dia lindo, a senhora não acha?
Chamei a Aline para pedir que o cara percebesse que a “senhora”, além de estar acompanhada de mim, era minha namorada.
- Mas ele não está fazendo nada.
- Só estou pedindo para ele parar de me fazer de leso.
- Ciuminhos agora?
- Não, é que ele está me desmoralizando e eu não estou gostando! Não vai dar certo se ele não parar.
A última vez que encontrei a Ayana, estava na porta de um supermercado, tinha de resolver um monte de coisas e contactava o taxista que servia à Dona Therezinha, para me levar. Estava ao celular, para dizer que estava pronto para ir a outro lugar, quando vi um carro ir para frente, para trás, acendeu a luz, buzinou, mas eu estava tão atônito ao que se passava ao lado, tão entretido na conversa que nem percebi que era comigo. De repente o vidro de trás do carro que parou quase encima de mim, abriu-se e uma pessoa colocou a cabeça para fora.
- Boçal. Eu passei do teu lado, falei contigo, estou chamando a tua atenção e tu te fazendo de metido.
Era comigo.
- Eu queria te mostrar a minha filha!
 E colocou a garotinha para fora. Puxa, juro que eu realmente estava desligado. A mãe é linda e digamos assim, plasticamente, como diria, gostosa. Mas a garotinha, coitadinha, nem tinha cabelo ainda, já estava com aquelas fitas na cabeça, eu acho brega, brega, brega, mas pode ser sacanagem da mãe, primeiro, pela filha ter dado tanto trabalho e causado até dor, até a hora do parto e depois, para já desmoralizar, quem vai assumir o lugar da idosa futura senhora. Se tiver as características da mãe, vai ser muito bonita. Gostosa, fica difícil, quando a medida que se segue, é da Barbie, um monte de meninas famélicas, por opção, ou pior, por imposição social. Égua!  
ACORDES
Voltando ao táxi onde o motorista assistia uma apresentação com uma plateia imensa, descontrolada.
Falei que a melodia, até que era boazinha, mas o arranjo, Deus me livre, como um compositor faz uma bosta dessas, é só acorde, tônica e dominante, tônica e dominante, do início ao fim. Nem precisaria de muito, dá para fazer um arranjo legal.
- Que banda escrota é essa?
- Não é banda, é DJ!
Estamos regredindo, involuindo – uma palavra, como “meme”, tirada da Biologia – todo mundo fazendo tudo nas coxas e muito mais gente sem conhecimento de porra alguma, colocando essa gente no pedestal, com a única intenção de lucrar imediatamente.
Toda base da percussão dessa tal música eletrônica, é de bateria de escola de samba. Então, por que não se faz samba instrumental eletrônico? Já pensou? Frevo, marchinha, sã dançantes e vibrantes. Se a Lambada pegou, imagina esse ritmos que são mais eletrizantes.
- Sabe o Jamiroquai?
- Não conheço.
- É uma banda de um DJ que classificaram de acid jazz. O baterista, ou é brasileiro, ou filho de brasileiro, mas a virada dele, é percussão brasileira, pura.  
Olha que o rock ‘n’ roll que era considerado uma porcaria, até ser imposto como a única coisa do mundo, era feito com três acordes. Não se precisava aprender a ler partitura, era só aprender acordes, no máximo, tablatura, aí o cara toca seguindo a partitura na mão direita e faz um acorde que bem entende, na mão esquerda, nem precisa ensaiar dedilhado, que todo mundo aplaude como grandes coisas. Todo mundo quer festa, não pensa que tem o outro dia, onde se vai ter de varrer, limpar, arrumar tudo.
Mas aí, até os rockeiros se cansaram e inventaram o rock progressivo, onde se tinha de estudar pelo menos, um pouco, saber o básico de música, para ser celebridade. Mas como vivemos na sociedade do enjoo constante, veio o punk que se dizia popular, com um pé no Nazifascismo e no estereótipo de tudo o que é do povo, tem de ser tosco, ignorante e sujo. Voltou a música de três acordes de novo. Mas pior, por falta de conhecimento, a Banda Da, imitava o acorde da Banda Lelê. Se aparecia um acorde novo, todo mundo imitava. No Brasil, todo mundo fez uma banda da reggae, ou de ska. Foi, de Paralamas que era do Sucesso, até o Skank. Mas o grande feito, não era criar personalidade própria, era imitar o The Police. Todo mundo imitava a virada do Copland que estudou percussão erudita, ou fazer o tipo do Sting, não se precisa ser criativo, apenas imitador e esperar sorte, ou melhor, uma rede de amizade que só por amizade, premia qualquer porcaria. Não, eu gosto o Skank e gostava do Paralamas, quando o Herbert não parecia que ia fazer cocô e tem de fazer força para a merda sair. Eu sei, ele é paraplégico, mas como digo, a música não é INSS.  
Mas, como estamos regredindo muito, até fazer música de três acordes, era muito pesado para quem não sai da mesmice e se inventou o rap. No Brasil há a embolada, o samba de breque, mas ficou mais fácil fazer aquela rima paupérrima e tosca.
Os manos vai se mostrar
As minas tá no ar
Eu canto ostentação
Eu e o meu mano João
Casado com um canhão
QueE gosta de carão!
Em pleno São João
Encima de um caminhão
Com aquele mulherão
Naquele casarão
Que chamam de mansão
Que mete o pezão
O narigão
O joelhão...
Até o rap, esse ritmo, tem gente boa, que eu gosto, o neto do Pensador, Eduardo Ribeiro, o Gabriel que pegou a alcunha do avô de Pensador, é muito bom, o Emicida, é muita fama para um cara até analfabeto, mas tem escolha, o único estilo que é uma bosta completa, é o pagode, não tem jeito.
THE FINAL CONTDOWN IS NEARBY
Mas chegamos a um estágio de tanta aceitação de tudo, para não parecer estar fora dO meio que como disse, outro dia, quando eu era jovem, nos anos de 1980, até os de 1990, íamos aos clubes para assistirmos bandas, compositores, artistas, cantores. Sim que até a Adriana Calcanhoto, virou celebridade com aquela vozinha miúda e aquela arrogância enorme, mas íamos assistir coisas novas, ou que eram feitas por eles mesmos. Agora, o pessoal vai aos clubes, danceterias, raves, para assistir DJ. O quê? DJ? Sabe o que eles fazem? Colocam as músicas dos outros, compram um sintetizador, inclusive de percussão e no meio da música, dão sua versão. Sabe como é o discurso oficial. A Raimundinha do Bolero não tem alcance vocal, não tem ritmo, é ruim em tudo, pronto, logo inventa que está cantando aquele música que fez sucesso, com uma nova interpretação, uma visão pessoal, tudo balela, é que é ruim mesmo. O cara faz um monte de merda, faz um bumbumbum com os dedos no sintetizador, um scratch – arranhão - nos discos dos outros, porra, mas para se apresentar, exige toalha de mil fios egípcios, com toques de ouro, sabonete prateado, com o nome, mais de mil caixas para um dia, papel-higiênico com o rosto do DJ, essas tolices que muita gente, acha que é arte, como o cara se drogar, antes mesmo de aprender a tocar qualquer instrumento, pronto, vai virar gênio. E se paga caro para uma porcaria dessas.
Eu falei a outro taxista que falava sobre as exigências do Roberto Carlos, para se apresentar, acho que no Uruguai.
- Foi por isso que eu dispensei o Biquini Cavadão, no Festival Universitário de Música. Os caras ainda estavam em início de Carrera, para virem, exigiram quatro Opala’s 0km, duas caminhonete Bandeirantes, 0km... Falei que não, vieram nomes como o Sivuca, para mim, mil anos-Luz à frente.
Mas faz parte da manutenção do sistema. Até as crianças que deveriam aprender a manufaturar, ou seja, usar as mãos, como significava no princípio, estão usando calculadora, celulares, smartphones, computadores e outras parafernálias e os pais, acham que assim, serão vistos como poderosos, utilizando as crias, para ostentarem no meio das outras crianças. Mas por outro lado, a Psicologia do Desenvolvimento se não mudou, quando estudei, dizia que usar a mão é importante para o desenvolvimento mental, intelectual e até de personalidade. Picar papel, rasgar, fazer esculturas com massinhas, não está ultrapassado, ainda cria pessoas mais preparadas, inclusive para enfrentar barreiras, ultrapassar obstáculos e ter caráter. Mas quem liga para isso, não é mesmo, quando o correto, é ser espertalhão, dar golpes a todo instante e achar que não se é sociopata, é apenas mais um brasileiro comum.  E ainda se tem a ideia de que estamos no tempo do Senhor e do Escravo. Só que a quantidade de senhores e senhoras, é maior do que de escravos. Todo mundo pensa que para a Senzala, só o que há de pior, porque todo mundo pensa que faz parte da Casa Grande. Nada os atingirá, nem mesmo se faltar água nos reservatórios, é só... Tira do Cantareira para o Guarapiranga, do Guarapiranga para a Billings, do Paraíba, do Pantanal, do Rio Amazonas, do Oceano Atlântico, do Polo Norte... Parece simples, não se precisa preocupar, tem água, é só gastar, como se não fosse faltar. Solução? Tolice, a gente faz média, quando acabar, acabou. Mas sabe o que significa tudo isso? Falta de capacidade. Todo mundo quer ser autoridade, político, empresário no Brasil, aquela imagem do dono da coisa que não precisa conhecer nada, não precisa se esforçar, não precisa saber liderar, não precisa procurar estar sempre em busca de mais qualificação, a imagem do poderoso que senta no Trono dos Louros e os plebeus é que têm de se virar para fazer dos espinhos, ouro, da água, barra de ouro. Isso é ultrapassado, mas tem muita gente que por ser burra mesmo, pensa que é novidade. Antigamente essa mania que querer transformar tudo em ouro, na Mitologia Grega se chamava Rei Midas, mas antes da Química, na metafísica, era conhecida como Alquimia, que fez o “glande” pensador Paulo Coelho, celebridade. Até quando? Ou seremos vítima do aquecimento global, onde o C – carbono – é que dá vida, mas o CO2 – gás carbônico, ou dióxido de carbono - é quem está nos tirando a possibilidade de sobreviver um pouco mais do que só isto, e até o fim dos tempos da vida humana, será que o Brasil só vai servir para ser subserviente, às ordens externas, ao mercado externo, à tecnologia e à inovação externas? Deus me livre!
A leseira de Paraguassú, agregada ao conformismo da imagem que se faz do brasileiro, no discurso do dominador. Fodeu-se! Mas tome discurso, todo mundo quer ser intelectual, sem ao menos se informar, ao menos utilizar a cognição. Só na base do pau de selfie. No fim, todo mundo vai cair de joelhos, no pau, não de selfie, chupando, para tentar se salvar.     

E sabe o que faz sucesso, qualquer discurso que não diga nada com nada. Drogados, bêbados, semianalfabetos, inventando moda! É melhor ser agradável, fazer gracinha, do que ter algum conteúdo.

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OBSERVADORES DE PLANTÃO