AINDA NÃO FOI DESTA VEZ!
CADERNO 3 11 DE junho de 2015
Observação: este texto, Dona Therezinha começou a ler,
achou que tinha muito neoliberalismo, muito comunismo e largou no começo. A
Marly Correa leu e não acabou, mas achou muito interessante e o Noval leu, mas
não concordou com meu posicionamento.
O Brasil tem se consagrado em ser um país com
grandes riquezas naturais e ao mesmo tempo, um fosso enorme entre as classes,
beirando ao Apartheid com a divisão em castas.
Mais uma vez, quando as forças populares tentam
dirimir um pouco essa distância, como agora em que se pensou em distribuir
riquezas equanimemente, ou melhor, com o poder de compra, elevar o patamar da
economia nacional a elite histérica foi às ruas, forçou uma crise midiática e
espalhou o terrorismo psicológico e coletivo, e, mais uma vez, estamos
retornando, com o vigarista do Joaquim Levy, à estaca zero.
O FMI elogiou a política adotada, sinal de que é
neoliberal, não é só uma elucubração minha.
Quando o FMI adota uma política, é neoliberal,
monetarista e voltada somente a beneficiar o capital internacional, a burguesia
e os interesses capitalistas.
É como em Ciência, quando a religião gosta, ou não
de uma teoria nova, é sinal de que alguma coisa está no lugar errado. Quando
gosta, é sinal de que está errado, não tem nada a ver com Ciência e muito com
conceitos ultrapassados e reacionários. Se não gosta, pode prosseguir no estudo
que daqui há pouco, vai ser revelar verdadeira e a própria igreja vai adotar
como coisa de Deus.
-...-
O vigarista Levy, como seu padrinho político,
Palocci, são furtos da ignorância na área, e, portanto, têm de apelar para o
caos, para a repetição do que não dá certo, mas é o que deixaram de herança,
sem muita base, não podem fugir do lugar comum, para serem aceitos.
No ANTI-DÜHRING, no prefácio da Primeira Edição,
Engels escreve o que ainda é muito comum de se ver em todo o mundo.
Da mesma forma que
no Estado moderno, todos os cidadãos se supõem aptos para julgar as questões em
que são chamados a dar voto; da mesma maneira pela qual em economia política,
se considera o comprador com conhecimentos profundos sobre todas as coisas que
adquire para o seu sustento; da mesma forma se pretende proceder com respeito a
ciência. A liberdade científica, consistirá, assim, na possibilidade de cada
qual escrever sobre ciência tudo o que nunca aprendeu, dando-o como o único
método rigorosamente científico.
Em um país, onde até hoje, doutor é um título para
massagear o ego, ou ter um acréscimo salarial, as discussões se baseiam sempre,
no tema da moda.
Se os jornalistas sensacionalistas e à serviço de
interesses escusos, pregam a penalização de crianças e adolescentes, sem dar
chance a outro ponto de vista, mais de 80% das pesquisas, são a favor da
redução da maioridade penal, com discursos cretinos, que denotam, falta
completa de conhecimento no assunto. Mas se essas mesmas leis sejam aplicadas
contra crianças e adolescentes do círculo em que se vive, essas mesmas pessoas
vão se rebelar, dizendo que são muito rígidas e suas crianças não merecem ser
tratadas como marginais.
Porque se tem acesso à internet, melhor qualidade de
vida, a criança e o adolescente já nascem adultos, não precisam mais superar as
fases de seu desenvolvimento enquanto pessoas. Isso dito no Parlamento
Nacional, por pessoas que nunca estudaram nada a respeito, discutem a partir do
que acham. É o mesmo É o mesmo pensamento rasteiro de se achar que porque um
indígena tem certo nível de escolaridade, tenha acesso a aparelho ortodôntico
para consertar os dentes, acesse as redes sociais, ele deixa de ser indígena. Por
vestir uma marca europeia, o cidadão deixe de ser negro. O outro, por ler The
Economist e The Times, deixe de ser brasileiro. É o estereótipo, como vitrine
da estupidez geral.
Como também, ser guiado por modelos estereotipados,
nem é atual, muito menos, só nacional.
Em O NASCIMENTO DAS FÁBRICAS, Decca atenta para o
que ate hoje, muitos seguem.
Deste modo,
compreendia-se o homem de empresa sob outras dimensões, como expoente de uma
fidalguia de inteligência e de ética, que completava
o homem de ação. (Alice P. Canabrava, p. 43).
Até hoje se tem essa visão, que no livro DERRUBANDO
MITOS, Phill Roszenweig chama de Efeito Aura. Todas as boas qualidades são
colocadas no homem próspero e todas as más, nos pobres e menos favorecidos.
Se nem os adultos conseguem ter justeza na interpretação
da realidade, imagina menor de idade, tendo discernimento rígido, por causa de
um smartphone, ou outro aparelho externo que está mais para dispositivo de
alienação.
Então em um país onde se mantém a ignorância até com
quem é pós-graduado, é muito fácil discutir encima do pavor, do que se espalha
para causar medo, do que do conhecimento, da argumentação baseada em algo já
experimentado e concreto.
-...-
Foi assim que o capital internacional conseguiu
emplacar o engenheiro eletricista Joaquim Levy no Governo Dilma, egresso do
M.I.T., a escola dos Chicago Boy, tanto em tecnológica, mas neste caso, em
Economia, de onde surgiu o modelo neoliberal que implantou uma ditadura
sangrenta no Chile, para servir como laboratório e o Chile, da Suíça da América
do Sul, virou algo como o Sudão do fim do mundo; uma teoria que levou, além
disso, à(s) crise(s) de 2008/10 e até hoje, infelicita o mundo inteiro, como
salvação.
O discurso que levou o Governo do PT a atender quase
que exclusivamente à burguesia e seu interesse em um país subserviente aos
interesses do capital externo, parece atualíssimo, para quem se basta em
conhecer o mundo através do “me disseram”.
O discurso anticorrupção, antiviolência, sempre
boia, quando os interesses do capital começam a dividir espaço.
Incrível como Engels no ANTI-DÜRING, descreve a
violência, a corrupção, tudo que até hoje serve de discurso moralista, e jogado
como se fosse coisa da Esquerda, como um legado da Revolução Francesa que não
conectam com o início do Capitalismo, que eu prefiro chamar de Revolução Burguesa,
ou Primeira Revolução Burguesa, pois consigo, veio a Revolução Industrial,
burguesa da Inglaterra, a Guerra da Secessão, a passagem dos EUA feudal, para
os EUA capitalistas e progressistas que insistem em tratar assim, nos livros
didáticos.
A
estatística criminal crescia de ano para ano
[...]
A
“fraternidade” da divisa revolucionária tomou corpo nas desigualdades e na
inveja da concorrência. A opressão violenta cedeu lugar à corrupção, e a
espada, primeira arma do poder social, foi substituída pelo dinheiro.
[...]
E
assim deparamos por exemplo, o fato de “na civilização, a pobreza decorrer da
própria abundância”.
Mas os gritos, por vezes, carolas
e moralistas da elite brasileira, capitaneadas por interesses além-fronteira, é
apenas uma maneira de manter seus privilégios intocados. Desde a Escravidão,
passando pela tal Revolução Constitucionalistas de ’32 – que pretendia tão
somente preservar a Política do Café com Leite -, à Ditadura, e agora, o caos
pregado pela media nas mãos de poucas
e antigas famílias poderosas de sempre, contra as políticas tributaristas e
distributivas de riquezas, muito pouco mudou, inclusive a maneira que preparam
a população para os golpes de estado.
-...-
Até agora,toda medida adotada
pelo Ministro da área econômica, Joaquim Levy, é extremamente neoliberal,
recessiva. Mas se discute na base do “eu acho”, uma questão tão relevante.
Em Economia, existem duas
políticas diametralmente opostas que dizem distribuir riquezas.
Política Tributária que eu,
particularmente engulo melhor, que distribui riqueza a partir dos impostos
arrecadados e aplicados nas questões sociais e para todos. Usada desde Marx e
Engels, quando diziam que no Socialismo, para diminuir o disparate entre os
cidadãos, dever-se-ia taxar as grandes fortunas, as grandes heranças e hoje, Thomas
Piketty diz o mesmo, que a França e a Inglaterra, por 200 anos, só conseguiram
sair de suas crises perversas, taxando as grandes fortunas.
Mas a media critica a arrecadação de impostos, como coisa de outro mundo
e como poucas pessoas sabem a diferença entre uma e outra, acabam odiando
impostos e taxas e contribuições sociais, como o Diabo na cruz.
De outro lado, a Política
Monetarista que prega que carreando as riquezas arrecadadas, para a burguesia,
os grandes empresários, criar-se-á empregos e assim, através dos salários,
distribuir-se-ão as riquezas entre todos. E todos seremos felizes para sempre,
onde o maior problema é saber onde gastar tanta fortuna.
Não é bem o que pensam o Há-Joon
Chang no 23 COISAS..., nem o Thomas Piketty, n’ O CAPITAL NO SÉCULO XXI.
A Política Monetarista do livre
mercado, do laissez-faire, liberal e
neoliberal, já mostrou que sempre nos leva à crises e à muita miséria espalhada
pelo mundo e que a riqueza, todas as vezes, concentram-se em poucas mãos.
Pregam sempre o estado-mínimo e a
não intervenção do estado, até começar a sucumbir e aí, são os primeiros a
quererem auxílio do estado.
Já os heterodoxos, acham sim, que
o mercado tem de conhecer z regulamentação, a intervenção estatal, para não se
criar uma diferença entre ricos e pobres, cada vez mais longas.
Chang no capítulo sobre a África,
diz que por algum tempo, os países do Continente que são tratados como se
fossem uma coisa só, principalmente subsaarianos, conheceram algum crescimento
econômico, desenvolvimento social, com políticas distributivas que ultrapassavam
por vezes, o 1,5% de taxa, mas a partir de gestores que adotaram o “livre
mercado”, a África, principalmente subsaariana, tem se visto diante de uma
miséria crescente e os estados que adotaram tão política, cada vez mais
endividados com as agências de fomento e financiamento internacionais, como o
FMI e o Banco Mundial.
-...-
E é sempre esse pano de fundo que
leva o Brasil às crises artificializadas, a partir dos interesses de concentrar
mais e repartir cada vez menos.
Quando se tenta dar ordem no
“livre mercado!”, as forças que sempre lucram e lucraram com isso, já se
articulam para novo golpe à democracia, como ocorreu em 1964, mas desde antes
do suicídio de Vargas em 1954, forças externas e da media nacional nazifascistas, já articulavam uma intervenção
política, para favorecer o mercado internacional que culminou na Ditadura, mas
foi tramada, desde a participação da FEB, junto ao Exército Norte-Americano, na
II Guerra Mundial.
Como dizia Marx, não existe
guerra religiosa, todas, têm fundo econômico. Eu digo que não existe ditadura
política, todas, sempre visam favorecer um grupo econômico.
Dizem que a Ditadura ocorreu por
causa das Reformas de Base, propostas pelo Governo João Goulart. Vistas hoje,
parecem coisa de amador. Não é possível continuar crendo que dar garantias
políticas e sociais a grupos, antes indefesos, fosse coisa de Revolução
Comunista.
Tem gente que joga cocô no
ventilador, para ver no que vai dar.
Dia desses, ouvia um discurso na
TV Câmara, de um “intelectual”, acho que do PSDB que dizia que o Brasil está no
caminho do Socialismo Bolivariano.
-O quê rapaz?
E tem quem repita tal sandice.
Estado Socialista, como o Ministro da Indústria e do Comércio, a Sinistra da
Agricultura, o SISUS, o PROUN e outras políticas de entregar a coisa pública
nas mãos privadas? Ou eu sou leso, ou tem gente querendo espalhar boatos,
quando na verdade é mais um estúpido querendo virar celebridade.
As pessoas deviam estudar o que é
Feudalismo, Capitalismo, Socialismo, Comunismo, antes de saírem dizem que isso
é capitalista, aquilo é comunista, quando na verdade, só estão fazendo o samba
do crioulo doido.
-...-
Na verdade, a elite não tem
coragem de dizer pública e claramente, mas em sua concepção, o trabalhador, o
desvalido, a periferia, ainda deveria ser tratada como se fazia na Senzala. Direitos
atrapalham, que tal tirarmos as leis que favorecem o operário e deixar o “livre
mercado”. Que tal tirar as vantagens do trabalhador e deixar que o “mercado”
direcione o que é melhor para todos? E tu acreditas?
Ainda se dizer que reforma
agrária, direitos aos marinheiros que ainda eram tratados na chibata,
literalmente, aos estivadores, regulamentação das leis dos alugueres, são
coisas de comunista, é até assinar cheque em branco, mostrando o quanto certas
pessoas são desatualizadas e pouco estudadas, ou cheias de má-fé e de vigarice
descarada.
Até hoje, as ideias neoliberais
são ditas, até por quem não sabe o que está dizendo, como a salvação da
lavoura, mas a miséria que trouxe consigo é tão grande que não dá para
disfarçar, a migração para a Europa mostra muito bem. Tenta-se dizer que essa
rotação de povos, é por causa de guerras nacionais que começaram por interesses
internacionais do G7 e da OTAN, ou de grupos terroristas, como o ISIS que só
chamam na media, de Estado Islâmico
que aliás, só tomou fôlego, por causa do caos que as grandes potências legaram,
ao Oriente Médio, em países produtores de petróleo, para aplacar suas crises
capitalistas internas.
Em se tratando dessa tragédia
contemporânea, da busca de um naco sequer para sobreviver, a solução não é
distribuir entre países europeus, ou até sul-americanos, como sempre se costuma
querer dar soluções paliativas, para problemas muito mais profundos e
estruturais.
A solução, no meu ponto de vista,
é mudar radicalmente, celeremente, a política econômica internacional.
Por mim, a Revolução Socialista
Total, mas em se permanecendo no Capitalismo, políticas opostas ao Liberalismo
Econômico e ao Neoliberalismo, ainda vistos como grandes coisas, por gente
inescrupulosa, burra, que a despeito de duas grandes guerras mundiais, do
crescimento do Nazifascismo, inúmeras ditaduras para favorecer mercados
específicos, inda insistem na manutenção do que nos causa crise sobre crise,
desde a economia, até a questão ambiental, pois as medidas monetaristas
dependem da destruição, seja em guerras, seja exaurindo recursos naturais, ou
até numa tal obsolescência programada que nada mais é, do que a política do
descartável, do imediatismo da troca de tangerina por mexerica, ou de
macaxeira, por aipim.
Dizer que essas medidas são
sustentáveis, só se for no bolso de quem sustenta a miséria humana, para posar
de grande pensador, ou empreendedor.
-...-
Bem, o Chang escreve:
A
principal razão para a falta de crescimento da África reside na política, - a
saber, a política de livre comércio, de livre mercado que foi imposta ao
continentepelo PAE.
E o Pikettry demonstra:
O
sistema de preços desempenha o papel fundamental de coordenar as ações de
milhões e indivíduos – no caso do mundo atual, de bilhões de indivíduos. O
problema é o sistema de preços não conhece nem limites, nem moral.
Infelizmente no Segundo Governo
Dilma, o PT se acovardou ao tal de livre mercado, que segundo um dos pensadores
socialistas, só é livre para quem detém o poder econômico, ou os meios de
produção. A burguesia.
Ninguém questiona porque se pensa
que todos seremos ricos, como pregam os clássicos econômicos e ainda muito
creditado entre as massas, mesmo que, desde Marx, até Piketty, saibamos que a
tendência da livre economia, é da miséria, cada vez mais ser para muitos e as
riquezas ficarem concentradas.
Segundo Piketty, o capital fica
parado, sem criar empregos, sem gerar produção, nada do que pregam, a
disposição de quem se locupleta com a ciranda financeira, para ter mais.
Dinheiro gerando dinheiro, nem Adam Smith poderia prever uma degenerescência,
uma discrepância tão grande entre as classes.
O PT, desde o Primeiro Governo
Lula, pegou o programa de Educação do PSDB, sem mudar uma vírgula. É política
visivelmente monetarista, carear recursos públicos, para a iniciativa privada.
Sem se considerar nenhuma contrapartida para quem recebe. As instituições
privadas recebem bilhões por mês e jogam no mercado, gente que parece não ter
passado por uma academia, apenas um estudante que se comportou para repetir
conhecimentos, sem nada mais.
PROUNI, SISU e FIES tiram bilhões
todos os meses, da União, de alguns Governos Estaduais e Prefeituras, para
enriquecerem donos de “falcudades”, quando poderiam melhorar e até aumentar o
número de vagas nas instituições públicas e privadas que inegavelmente, têm
melhor ensino, melhor pesquisa, muitas vezes, só lá e melhor visão do todo, ao
invés da prática do curso com especialização, já na graduação, o que não
permite que se tenham uma visão holística de nada e se pense que o mundo é só a
sua área de atuação.
E se fica com uma Educação
pública de muita qualidade, relegada ao esquecimento, contra umas instituições
privadas que investem pesado em propaganda e na mentira e ao invés de
oferecerem qualificação de qualidade, visam apenas o lucro empresarial.
- Professor, o senhor tem de ver
que nossos alunos, não são da Federal!
Traduzindo as entrelinhas:
- Passe esse monte de bocoió, que
o problema não é nosso, do mercado ficar lotado de gente incapaz e por isso
mesmo, muito próxima a qualquer negociata, qualquer falcatrua, visto que não
têm certeza de suas capacidades, no máximo, saem com um discurso que nunca
chegam próximo da realidade.
Culpa-se a política de
distribuição de renda, mas pouco se fala que o que causou desnível nas contas
públicas, foram de novo, políticas monetaristas, de IPI zero para a ANFÁVEA,
IPI reduzido para a linha branca e a linha marrom que não geraram a mesma leva
de economia, do que os programas sociais, e o que se tirou desses, no primeiro
momento, principalmente a ANFÁVEA, quando viu seus lucros baixarem, por não
terem planejado, pensando que o boom
do carro novo – bem de consumo durável – é para todo dia, não é sazonal, e
quando todos que podiam, já tinham seu carro, os estoques começaram a inchar, o
que é normal em qualquer economia, a contribuição com a economia nacional, é de
demissão em massa. Culpa do Governo, concordo, mas de outro ponto de vista.
Quando se faz acordo com setores econômicos, ainda mais do empresariado,
devem-se amarrar pontos sólidos. Por exemplo, IPI zero, ou redução de IPI,
para, pelo menos, 5 anos sem demissões em massa, nas horas das vacas magras.
Essa política foram muito mais
danosas, do que o Bolsa Família, ou o Minha Casa Minha Vida que de qualquer
forma, fazem girar a economia, desde Mr. Keynes. Enquanto as outras,
concentraram rendas e pelo que se constata, ao invés de gerarem, tiraram
empregos e distribuíram muito menos riquezas. Welfare.
Até aí, políticas adotadas por
antecessores, mas vem seu engenheiro para dirigir a Economia e repete tudo o que
deu errado nos EUA, pré-2008, na França, na Grécia e até no Brasil de Fernando
Henrique.
Um programa do Governo subsidiar
os trabalhadores para que não sejam demitidos num primeiro momento, tirar a
responsabilidade do setor privado e sobrecarregar o público.
Eu já vi isto e não deu certo.
Podem até mudar de nome, mudar a máscara, mas é a mesma coisa. Eu ainda era
estudante de Administração, acho eu e se chamava Reengenharia, que tinha
críticos dentro do país, com outras propostas, no Rio Grande do Sul, mas a media abafou qualquer debate que não
favorecesse esse ponto de vista. Seu Joaquim, como todo mundo que só tem acesso
a parte da informação, só sabe reproduzir o que viu no M.I.T.. Justamente por
não ter base consistente.
A Reengenharia, talvez tenham que
não saiba, pregava um tal de “enxugamento da máquina”, uma disputa entre colgas
na própria empresa, um clima de terrorismo interno, onde toda semana saía uma
lista de demitidos, e quem permanecia empregado, tinha de dar conta da sua
função e da função de tantos outros, desempregados, para favorecer o
“enxugamento da máquina”, e o trabalhador, ou “colaborador”, tinha de se
especializar cada vez mais, sem a oferta na mesma medida, ou em medida alguma,
de empregos para acolher esse exército de reseva, altamente qualificado. Deu no
que deu, baixo consumo, que gerou uma bola de neve que acabou na Crise
Capitalista de 2008, onde a concentração era tanta que dentro da própria
empresa, o Zé Mané recebia R$ 500,00 e o CEO, recebia US$ 5,000,000.00, com
participação nos lucros e parte das ações em seu nome, o que Bresser Pereira
diz que sempre foi aplicado no Brasil, onde os tecnoburocratas sempre receberam
tanto, tanto no setor público, quanto privado que falta o que dividir com os
outros níveis da empresa e se acaba pagando salários de miséria, para garantir
a vida nababesca de quem está por cima. E diz mais. Essa deformidade conceitual,
acaba gerando o funcionário público que é contra o próprio público, pensa igual
o burguês e acha que merece sempre receber mais, mesmo que esteja sempre acima
da realidade da média nacional.
Foi o que aconteceu, quando as
minhas irmãs, vieram para o encontro do Colégio. O discurso pró-golpe. Dona
Themis, por ter sido amestrada no SNI, mas a Thânia que o próprio filho diz que
é perdulária, porque acha que o Judiciário tem de ter aumento, sem se dar conta
que a situação nacional, não está assim tão boa de dar dinheiro em árvore. Mas
o se3rviço público, antes de ser um lugar onde se vá contribuir, tem como
atrativo, primeiro, a estabilidade de emprego, depois, altos
salários,principalmente no Judiciário, para os servidores aprenderem a
trabalhar com CTL C e CTL V, depois, uma aposentadoria integral, diferenciada
do Brasil real, onde se aposenta com 50 anos, ou 60 e se fica ganhando, com as
vantagens de quem está na ativa, por 20, 30 anos, ou mais, como se isso não
interferisse no todo. A plebe rude, o peão de obras, o chão de fábricas,
levando essa elite que sempre acha que é pouco, nas costas.
E ninguém tem coragem de discutir
isso, primeiro, para não ser antipático e como eu já dissera, nos anos de 1980,
ou 1990, a legalização dos partidos, antes clandestinos, nos moldes fascistas
do estado determinar como devem se portar, levaria a partidos sem ideologia,
sem contato com o povo, sem coragem de sair da linha, visando apenas a próxima
eleição. E todo mundo tem de ser bonzinho, simpático e não pisar no calo alheio.
E chamam de democracia.
Democracia, seria o PCdoB manter
seu estatuto internacionalista e revolucionário. Não pode. Tem de ser
nacionalista e afeito somente ao processo eleitoral, nem sempre democrático e
justo, fora dos interesses capitalistas.
-...-
No auge da Reengenharia, que eu
bem me lembro, foi a pergunta que fazia aos professores da pós-graduação que
ficavam sem responder, ou se faziam de mocos, porque tantos curso de
pós-graduação, quando o mercado para pessoas pós-graduadas no país é reduzido?
A elite nacional que culpa os pobres pela pobreza, justamente o que o Chang
desmente, a pobreza dos países pobres, é causada pelos ricos dos países pobres
que não geram empregos, querem ter o mesmo nível de consumo dos ricos dos
países ricos, e não deixam quase nada do que concentram, no próprio país,
gastam tudo no estrangeiro, não geram empregos e ainda acham que é pouco, o que
amealham.
Para achatar salários,
principalmente do meio e dos baixos níveis das empresas, demitiam altos
executivos e admitiam mulheres. Algumas, mal informadas, diziam que finalmente
as mulheres estavam mostrando seu valor, eram melhores do que o homem,
repetindo para si, o que diziam os machistas. Depois que já reduziam o salário
dos postos ocupados por mulheres, voltavam a admitir homens, até os mesmos, com
uma negociação inferior ao que percebiam antes. Não é machismo da minha parte,
foi um estudo feito à época, comprovando que usavam mais uma vez, o sexo
feminino, para obterem vantagens privadas.
Só que tanto “enxugamento da
máquina”, é como o caixa ficar com R$ 0,10 de cada compra. Individualmente não
é nada, no cômputo geral, é um bolo enorme. Foi o que levou à bancarrota muito
empresa considerada sólida pelas agências de classificação de risco, o que
levou muito CEO aos analistas, pois como dizem, antes, acostumados a se
apresentarem, primeiro como o cargo da empresa e só depois com o próprio nome,
quando na rua, perderam a própria personalidade, não sabiam bem quem eram. Não
eram mais o “Gerente de Aperfeiçoamento de Produtos da Clonchex Cor.. José
Manuel.” Agora, eram apenas o José, sem lenço, nem documento, o que levou muita
gente, principalmente nos EUA a um estado próximo à loucura, à alienação
completa.
Agora vem o Doutor Levy, com um
programa que não tem o que tirar da Reengenharia. As empresas demitem os
funcionários, mas não demitem, o Governo paga para ele ficarem em casa coçando
o saco e se especializando. Dirão.
- Que marravilha!
Eu direi. Cada ano fora da
produção,a idade aumenta. Ainda temos a sensação de que uma pessoa aos 30 anos
é como uma velhinha de 30, num conto do Machado de Assis, no começo do século
passado. O mundo muda, mas a percepção custa a acompanhar. Ainda se acha que
uma pessoa aos 40 anos, já tem senilidade crônica e brocha incontinentemente,
como nos anos de 1950. O que acontece e que se está jogando fora. O
“colaborador” vai ficar se especializando, quando surgirem novos postos de
trabalho, quando de novo a produção chegar ao pleno emprego, vai se chamar mão
de obra mais nova, mesmo menos especializada, onde se costuma dizer, é mais
fácil “manipular ao estilo que queremos”. O tabalhador na reserva vai continua
na reserva, porque já vem com “vícios antigos”. O discurso pode até mudar o
sinônimo, mas é sempre o mesmo.
A Direita mundial, é repetitiva,
é reacionária, portanto rumina práticas antigas, por não ter capacidade de
vislumbrar novas frentes.
-...-
O problema de se aplicarem
políticas neoliberalizantes, neste momento, quando de novo se tenta dar mais um
golpe, para mudar para o passado, é que se desmobiliza a massa, vai se
reduzindo a força dos sindicatos, as mobilizações proletárias e a Direita pinta
e borda, sem ter quem rebata as tolices de sempre.
O Neoliberalismo e a Reengenhar,
têm como meta primeira, tirar a força dos movimentos sociais, para não haver
contestação. Desde a desmobilização de sindicatos, até dos grêmios estudantis.
E de certa maneira, é o que pretende o vigarista do Levy, fascista, covarde e
mascarado.
-...-
Não dá para brincar, quando o
mundo e o Brasil, foram tomados por uma horda de reacionários, de todos os
lados. Aos poucos, vão eliminando as conquistas sociais, como se fosse um
avanço. É pena de morte, é redução da maioridade penal, é Cristofobia, como se
o Cristianismo precisasse de proteção e não o contrário, o Cristianismo, desde
seu início, sempre foi de exclusão de segregação, de impor sua ideologia,
debaixo de muita violência, física, mental e às vezes, até cultural.
Nada que não se tenha visto, pelo
menos nos livros de História, quanto a falácia de Paulo em Ágora, apresentando
seu Deus, Jesus, que era o arcabouço de todos os outros, anteriormente
apresentados, a conversão de Constantino ao Cristianismo, a Inquisição, a
Guerra Civil Espanhola, o Eixo, as ditaduras que se diziam necessárias para a
preservação da democracia, mas na verdade, principalmente nos quartéis e nos
colégios militares, era a imposição de uma pensamento e de um sentimento
únicos.
O Neoliberalismo causa a
confusão, o caos e prega que para resolver o problema, é preciso se valer de
salvadores da pátria que sempre acabam em Hitler, Franco, Salazar, Bush etc.
Como diz Slavoj, a culpa pela
crise neoliberal, nunca é do Neoliberalismo, é sempre porque não permitiram que
se levasse a cabo, todas suas propostas e só há ma maneira de sair da crise,
com mais Neoliberalismo.
Alguém se lembra do Governo
Fernando Henrique que o Brasil estava a um passo do abismo, do caos total e ele
dizia que era assim mesmo, era a globalização e só se tinha um caminho, aceitar
as políticas neoliberais, sem gemer?
- Pois é, amigos da Globo!
-...-
A proposta de mais capacitação da
mão de obra já foi feito pelo Fernando Henrique e a Força Sindical que nasceu
para ser pelega, apoiava. Agora é proposta do vigarista do Levy e a CUT apoia.
Foi justamente em culpar o
trabalhador, ao invés de se discutir o sistema, quando as crises estouraram que
zilhões de igrejas neopentecostais que prometem mundos e fundos ainda em vida,
apareceram. Algumas, financiadas pela CIA, para atuar, não só na questão
religiosa, mas também política, como virou moda, cada agremiação ter sua
instituição de ensino e seu partido, onde pastores e afiliados, servem para
disseminar os pontos de vista da Igreja Universal do Reino de Deus, a
Assembleia de Deus, a Igreja Mundial, o Movimento Internacional da Restauração
etc.
E aí o trabalhador se vê
desesperado diante da crise, sem a devida discussão sobre a falência do sistema
vigente, ele se penitencia, acha que a culpa é sua, mesmo que bilhões, mundo
afora estejam sendo demitidos do mesmo jeito, acaba procurando solução na
Igreja do Bispo Macedo que jura resolver qualquer problema, dos outros, mas não
resolve o do líder principal que está todo entrevado, mais uma pouco, vai coçar
as gônadas sexuais masculinas, com os dentes, de tão torto que se acha a cada dia,
sem fazer milagre para si.
Ao invés de se politizar as
discussões políticas, procura-se uma subterfúgio, onde ninguém pense que o que
acontece cá, acontece lá e acolá, em qualquer lugar onde esgotou a
possibilidade do enriquecimento privado e individualizado.
-...-
Quando se pensava que o Brasil
finalmente iria sair da política de trocar espelhinhos por minérios de alto
valor agregado, ou se iria acabar com os privilégios dos Senhores de Engenho
que da Casa Grande, só articulavam, como tirar mais do povo que habitava a
Senzala, eis que de novo, o pavor de mudanças nos faz regredir a patamares como
as Cruzadas, ou a Inquisição, de grupos que devem trilhões ao Governo,
inclusive as empresas de comunicação e acham que têm de ser anistiadas, e não
vê que isso também, faz parte da corrupção, da esperteza de poucos, escorchando
todos os outros que não participam de negociatas privadas.
Quando, ainda em pleno Século
XXI, com o estado de direito restaurado, veem-se práticas aprendidas pelo
Delegado Paranhos Fleury, na Escola das Américas, na CIA, e disseminado em
todos os países que tinham ditaduras financiadas pelos EUA, como grupos de
extermínios oficiais, a arma, ou asalha drogas, deixadas próximo dos corpos,
para incriminar o morto, torturas de todas as formas, só se pode comparar esse
elitismo, essa segregação, inclusive na própria classe de onde proveem os
policiais, que é resquício ainda, da Escravidão e ainda tem gente que acha que
é uma boa pedida, desde que adotada com os outros, o povo nas Senzalas sociais
que persistem e ainda tem quem seja contra as políticas de quotas. Como diz
Decca n’ O NASCIMENTO DAS FÁBRICAS.
O
regimento sido recrutada para o
paíselaborado por João Fernandes Vieira em 1663, com respeito ao castigo do
escravo, estipulava que: “depois de bem
açoitado, mandará pisar com navalha, ou faca que corte bem. E dar-lhe-á com
sal, sumo de limão, e ur covardeina e o meterá alguns dias na corrente, e sendo
fêmea, será açoitada à guisa de baiona, dentro de casa com o
mesmo açoite”.
E até, no mesmo dia que faziam
isso, iam à igreja, chorar a morte de Jesus. Não podemos nos esquecer que a
Escravidão no Brasil, foi a mais longa, a que mais utilizou escravos, a mais
violenta,inclusive depois que se fez o teatrinho da Abolição da Princesa
Izabel, onde os escravos “libertos”, saíram da Senzala, sem conhecer nada de
onde estavam e foram jogados na sarjeta, sem um pedaço de terra, como se fez
nos EUA, após a Guerra da Secessão, sem emprego, onde foram buscar na Europa,
uma escória de tudo que podia se trazer de pior, para o pais. E tem gente que
não diz que é racista, é eugenista, mas vira bicho, quando se propõe uma
política de inclusão, de cotas para pretos e negros. É um país de gente falsa,
de gente covarde que ainda chora por Cristo e se esquece das tragédias atuais e
nunca se revela, a não ser, nos porões, em grupos majoritários.
-...-
Quando a gente lê de verdade,
estuda de verdade, o que tem consistência de verdade, só pode chegar à
conclusão de que os métodos ditos pós-modernos, pós-industriais, pós-informatização,
quantos pós quiserem nomear, nada mais são do que a repetição de métodos
antigos, arcaicos, sem solução, apenas com retoque cosmético e um nome pomposo
atualizado.
O Brasil, mais uma vez perdeu a
chance de sair da mesmice, por manter uma elite que deveria ser exemplo para as
classes menos esclarecidas, mas cria pessoas imaturas, pouco inteligentes,
semianalfabetas, que acusam a violência gerada por tanta concentração de renda,
aos comunistas, quando na verdade, o problema das crises cíclicas, é de ter se
adotar o consumismo, cada vez mais devastador, para não se deixar parar um
sistema falido, sem ter para onde correr, com sinais de senilidade em grau
avançado.
Quanto mais se geram riquezas,
mais pobres e miseráveis se coloca no mundo, como disse Engels.
Por ora, a maior pobreza, é a
pobreza de espírito, de gente mesquinha, arrivista e burra, resolvendo tudo,
pragmaticamente, sem se aprofundar em nada, por falta de conhecimento mesmo. Gente
que sai dos porões, do subterrâneo, só sabe agir na base do sectarismo e da
estreiteza mental.
Enquanto havia a Política Fiscal,
distributiva, a crise foi artificializada, pelos órgãos da elite. Com um
vigarista à frente da Economia Nacional, iremos conhecer crise real, como nos
Governos anteriores ao do Lula.Inflação descontrolada, juros estratosféricos,
desemprego elevado, produção decrescente, e dependência ilimitada ao capital
internacional, a começar pelo FMI, Banco Mundial etc.
Tudo isso, estava destinado ao
Armínio Fraga, capacho dos investidores do mercado financeiro que levou o país,
à beira do caos, desemprego elevadíssimo, taxa de juros exorbitante, produção
pífia e uma importação muito atuante, as Reservas Nacionais no vermelho, mas se
tenta fazer esquecer esse período que nem está tão distante, de Sarney à
Fernando Henrique, o homem que se colocou numa redoma como grande pensador e
até, economista. Égua!
-...-
Quem manteve a Economia Mundial nas
costas, nas recentes crises neoliberais, foram os BRICS, muito mais os BRIC.
Justamente os países que não se submeteram ao laissez-faire, como Argentina, Bolívia, Venezuela obtiveram taxas de
crescimento nunca vistas, mas a media
pouco informou, na verdade, apresenta só o lado que interessa, dos interesses
dos patrões.
O perigo, segundo os aliados aos
interesses do G7, é que esses países mantenham sua insubordinação, comecem a
fazer um mercado à parte, só dos explorados e acabem mudando o sistema de
manter a miséria, mundo afora, para manter a boa vida, a vida nababesca de
poucos.
Trotsky dizia que o Socialismo
Científico só pode dar certo, quando se fizer uma Revolução Mundial. De certa
maneira, concordo.Logo com o Trotsky. Foi assim com a Revolução Capitalista que
começou nos países mais desenvolvidos à época e foi pegando o mundo de roldão,
a maneira de produção e, principalmente de distribuir riquezas, mudou quase que
na mesma hora. França, Inglaterra, EUA, Haiti, Brasil, onde a insurreição não
deu certo e Tiradentes acabou na forca, dedurado pelo Silvério dos Reis, um dos
tantos arrivistas que para se dar bem, não quer saber se vai fazer mal aos
demais.
Nada mais esperado do que ao
agentes econômicos, detentores, ainda do poder de decisão sobre o mundo,
espalhem o caos para não deixarem que seus explorados, finalmente se libertem.
Se ganha a Esquerda na Argentina,
começam a jogar crise. Na Bolívia, é o fantasma do Comunismo. Na Venezuela, é o
Socialismo Bolivariano que muito estúpido, confunde com Marx e Engels e Lenin.
Não dizem que a Colômbia, bem aqui ao lado, continua com índices de pobreza,
apesar das riquezas naturais, enormes e completamente dirigida pelos EUA, com a
DEA, a CIA,o Pentágono, quase todos os organismos dos EUA, determinando as
políticas internas. Não se fala nada sobre o Peru que ainda é dirigida por
antigos ditadores, em pele de cordeiro. Deixa a orientação política mudar, a
Colômbia passa a ser o inimigo número 1 da vez. E chamam de democracia!
-...-
Infelizmente, o Brasil que
enfrentou as crises internacionais recentes, mesmo depois de um Governo
desastroso do PSDB, da Direita Velada e Sistemática, como uma marolinha,
resolveu recuar na busca do desenvolvimento econômico, para dar lugar a ações
do velho Liberalismo Econômico e o Neoliberalismo nefando. Não tomou a Grécia
como exemplo, chamou o vigarista do Levy, para substituir o Fraga, todos
discípulos de Milton Friedman, todos, egressos do M.I.T. e a serviço do tal,
“livre mercado”, e da não intervenção do estado na regulação de mercado.
Quando a Grécia estiver saindo a
duras penas da crise que acabou campeando por lá, o Brasil vai voltar a estar
atolado, como sempre, em aportes externos, para nos fazer submissos, para
favorecer, justamente os interesses de quem manipula essas agências
internacionais financeiras que são da ONU, mas atuam como se fossem privadas.
Como diz Slavoj Zizeg no PRIMEIRO
COMO FARSA, DEPOIS COMO TRAGÉDIA, a culpa pelo fracasso das políticas
neoliberais, é da oposição que não permitiu que se chegasse ao extremo das leis
de mercado. E as crises geradas, só podem ser combatidas, com mais
Neoliberalismo, senão, nunca veremos a luz no fim do túnel.
A
razão disso é que vivemos numa época pós-política de naturalização da economia:
em regra, as decisões políticas, são apresentadas como questões de pura
necessidade econômica; quando medidas de austeridade se impõem, dizem-nos vezes
sem fim que isso é simplesmente o que deve ser feito.
Podemos até verificar um
crescimento econômico, com a política de mais um Levy na economia, mas de
crescimento em crescimento, o Brasil já está cheio, desde Pedro Álvares Cabral,
passando pelo Marquês de Cairu, Marquês de Pombal, Barão de Mauá, Bulhões de
Carvalho, Roberto Campos, Mario Henrique Simonsen, Antônio Delfim Neto, Zélia
Cardoso que o Brasil foca em ciclos econômicos, e planos mirabolantes que
mantêm o Índice de Gini, o IDH na mesma, com uma alta concentração em setores
sempre privilegiados, como os engenhos de cana e de álcool, desde o Brasil
Colônia, agora, privilegiando sobremaneira as montadoras de automóveis que se
permite um fosso imoral entre as classes, e ganhos aviltantes de verdadeiras
loterias mensais para executivos, proprietários dos bens de produção e uma
elite pública e estatal, de outro lado, uma miséria para a maioria, sempre
próxima ao chão de fábrica e à lama da periferia, onde as prefeituras elitistas
dizem não ter verbas para asfaltar.
Não é crescimento econômico que
faz uma economia pujante e sempre procurando ir além, do lugar-comum. Mas sim o
desenvolvimento que é o melhor programa de distribuição de renda, de riquezas. Pois
permite consumo frequente, inclusive de bens duráveis, pois quanto mais gente
com acesso ao poder aquisitivo maior, mais fácil de mais gente consumir muito
mais, por muito tempo. Pois com poder de compras, ao invés de receber
“filantropia” apenas, cada um pode decidir onde aplicar a sua parte da renda.
E assim se mantém o nível de
emprego, melhores salários, pesquisa e investimento em Ciência, Tecnologia e
Inovação, e, consequentemente, mais soberania, inclusive em relação à
discussões internacionais, ao invés de se ficar apenas repetindo o que deturpam
os meios de comunicação, cada vez mais, monopolizados por famílias da Idade da
Pedra, com medo de perder seus privilégios, e pior, de ter de pagar o que
devem, para o caixa do estado e dirimindo um pouco, a tão propalada crise. Que
dizem, de valores. Sim, valores éticos e até contábeis que não fazem a sua
parte.
-...-
Um dia, quem sabe, a demagogia de
querer ser sempre simpático à opinião pública, dê vez a gente que saiba por que
é fundamental um país que trate a todos como gente, digna e condignamente, não
como escravos que os religiosos que disseminaram a falsidade entre nós,
tratavam como sub-raça, ou sub-humanos, algo sem alma, sem vida e sem valor,
senão de produzir nas moendas, até a exaustão. E esses mesmos que mantinham sua
concentração mundana e materialista, achavam que tudo o que faziam, era em nome
de Deus. Não muito diferente de hoje, onde muito soberbo, tenta ficar com tudo
só para si e diz que sua vida toda, é voltada ao nome de Jesus. Quanto
descaramento. O cara acaba de matar o outro, para evitar a concorrência ao
traficante da boca de fumo, diz que foi necessário e corre para a igreja, para
gritar contra os pecados do mundo.
Se a morte não for o fim da alma
e Keynes souber disso, de retrair o poder de compra, de retrair o mercado, de
diminuir a participação econômica de um grupo crescente, neste momento, deve
estar revirando no túmulo, pois foi exatamente o que fez seu antecessor na
economia estadunidense que levou ao Crack da Bolsa de Nova Iorque.
Quanto mais se dizia para intervir
no mercado, mais ele dizia que a não intervenção faria o mercado se
autorregulamentar, o que Marx dizia ser a “mão de Deus”. Nem “mão de Deus”, nem
nada, deu uma merda tão grande que acabou em guerra mundial e uma recessão
desgraçada, uma luta entre mercados, de um lado a Alemanha, a Itália, a França
– pelo menos suas classes mais abastadas que apoiaram o Nazifascismo, tanto que
depois, tornaram pública a fábrica da Renault, símbolo maior do Nazismo Francês
-, a Argentina, Portugal, Espanha, a Austrália, Suíça – ainda hoje tem jumento
que acredita que eram independentes, sem lado -, Suécia, o Japão etc., do
outro, Inglaterra, a URSS teve de entrar, para se proteger dos ataques que eram
voltados a si, a China, os EUA que só entraram em 1942, ate então, negociava
tanto com os Aliados, quanto com o Eixo, de armas, a mantimentos, o Brasil etc.
Onde vamos parar, insistindo
ainda com medidas neoliberais? Crises, temos aos montes, miséria, também,
desaceleração da produção mundial também, a obsolescência programada não dá
conta, pelas regras Liberais e neoliberais, é guerra. E como dizia a revista
para o Alto Comando do Exército que o Coronel não lia, eu aproveitava, para
passar meu tempo, as guerras atuais, não podem ser mais entre grandes
potências.Têm de ser realizadas entre grandes exércitos, ou ajuntamentos muito
fortes desses, como a OTAN e pequenos países, muitas vezes, desmilitarizados,
como o Iraque, como diz o Chomisky em MÍDIA, tão fraco que não conseguiu vencer
o Irã, que passava por uma guerra civil, com a tomada do poder, pelos Baitolás
e de repente, era o perigo do mundo, sendo invadido desde o Exército dos EUA, a
Frota Inglesa, até a OTAN com seu arsenal ultramoderno, na busca do Santo Greal
contemporâneo. Exatamente igual. Em 1212, um Papa querendo Jerusalém nas mãos
do Vaticano, as riquezas do Oriente Médio e a expansão territorial, inventou
que o Santo Gral, tinha de ser resgatado das mãos dos inimigos. Jerusalém que à
época, era governada por um rei mulçumano, a região mais harmoniosa do mundo,
onde conviviam, sem segregação alguma,
cristãos, mulçumanos, judeus, hinduístas e o cacete a quatro, de repente se viu
invadida por soldados templários, sanguinários, ignorantes, ladrões,
estupradores, tudo o que se possa imagina de porcaria. Mataram, estupraram,
pilharam e de certa maneira, expulsaram os mulçumanos para mais longe de
Jerusalém e até hoje o Santo Graal é só uma fantasia na cabeça dos
abestalhados. Muito parecido com a Guerra do Iraque, onde buscavam armas
químicas e biológicas de perigo em massa e até hoje, nada. Se tivessem
encontrado alguma, estaria estampado na caixa:
Made in USA. A gift from Bush Senior to kill kurds. In
the God’s name, and TEXA Co.
Quanto mais se tenta impingir o
mundo de Deus, mais se mente. Eu hein!
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