segunda-feira, 14 de setembro de 2015

UM SEIO

UM SEIO
CADERNO 4 22 de agosto de 2015
Observação: quando sem acesso à computadores, até quis conectar via smartphone do meu sobrinho, mas, nem com pós-graduação em paciência aplicada, não deu. Meus dedos não cabem nos teclados, eu tentava digitar uma letra, entrava outra, desisti.
Então eu escrevia, como já falei,em cadernos e vez por outra, dava para alguém íntimo analisar. Este artigo, minha Priminhazona achou muito bem escrito, mas não leu todo. Ficou impressionada de eu ter distendido uma colega, dançando. A Thânia que é ruim de leitura, apesar de trabalhar na Justiça, também não acabou de ler, muito menos um artigo da revista Piauí, sobre a eutanásia de uma pesquisadora que adquiriu Alzheimer. Já Maria Izabel, leu tudo, falei que só ela e o Noval que foram meus professores, entendiam minha letra, no que uma turma discordou, diz que é compreensível. Mas a Izabel fazia tanta careta que eu achei que ela fosse dizer que era uma bosta. Quando professora na Economia, foi uma das mais difíceis de passar. Tinha mais rigor nas minhas coisas, do que na dos outros. O que me salvava dos zeros das tarefas para casa que eu só fazia no corredor e ela não aceitava, eram os debates em sala, o que eu nivelava as notas. A Margá ficava indignada como eu ainda dava dicas pra essa mulher. Só no fim, quando entregamos a prova em dupla e ela leu na pagela, o sobrenome da professora, é que caiu a ficha.
- Valle? O que esta mulher é pra ti? Tia?
- Calma Margá, lá fora eu te explico!
É mais ou menos o que acontece hoje, quando a media tenta tumultuar mais uma vez o país, para mais um golpe para favorecer a elite financeira e as dívidas dessas empresas, trilhonárias, junto ao estado, sejam anistiadas para sempre. Houve concurso para o cargo de professore, a Izabel ficou em primeiro lugar, o bofe do Professor de Filosofia ficou em terceiro, mas ele denegria de todo jeito, a imagem da Izabel, jogava a turma contra ela e o único que não caía no conto de sereia, era eu, porque sabia dos fatos, o que estava por trás de tanta fúria.
Mas quando ela acabou de ler, depois de muita careta, muita mumunha, até elogiou, se disse agraciada com o que eu disse, ela também, uma mulher de meia-idade. Então vamos.
- Legal, como de uma simples pergunta, tu fizeste tudo isto!


Depois do encontro que houve com o pessoal do Colégio, a Thânia que estava dirigindo, deu carona ao Delmar Junior. Ele abriu a porta de trás, eu falei para ele ir na frente. Nunca disse à ele, mas sou muito grato, pela amizade de longo tempo. Quando, com uns nove anos, ainda não sabia dar laço no cadarço do sapato, ele baixava e o fazia para mim. São poucos amigos que se rebaixam, sem se sentirem inferiores. Quando no colégio, queriam brigar comigo e eu adotei a postura de pacifista radical, ele se oferecia para brigar por mime dava muita porrada no pessoal. É uma amizade que vem desde nossas mães que foram amigas de infância também. 
Estávamos em 4, colegas tanto do Colégio, quanto do Grupo Escolar Nilo Peçanha que ele estava emocionado de ter ido ao Centro, fotografar onde estudamos, quando criança. O único que inda habita Manaus, ali, era eu. Todos os outros, ou melhor, como dizia Dona Regina, minha segunda professora de piano, a maioria era de mulher, então eram todas as outras, morando fora.
Conversa vai, conversa vem, abordamos o fato de uma conhecida em comum, ter extraído um dos seios. Câncer. E o Delmar se virou para mim e perguntou:
- Thevis, um seio faz diferença? Não, não é mesmo?
Desde lá, tenho pensado.
O tempo não é algo linear. Hoje, em pleno 2015 naves já saíram do sistema solar, mas ainda há fundamentalismos religiosos de toda ordem; já se estuda a energia escura, a massa preta que dever ter alguma relação com a expansão do Universo e com a ligação entre galáxias, para não fugirem tanto, e se perderem, mas ainda se esgotam os recursos naturais, seguindo-se estereótipos feudais. Ou seja, repito parte da pergunta:
- Faz diferença?
Disse que não, no primeiro momento, já pensando que depende para quem.
O homem é um ser visual. A mulher é sensorial. Então o estímulo sexual masculino, começa no olhar.
Dizem que amor à primeira vista não existe, na verdade é desejo sexual, tesão que, satisfeito, poder acabar quando se esvai a paixão/tesão, ou pode progredir para amor, companheirismo, compromisso.
Uma mulher sensual, não vulgar, sabendo atrair a atenção de qualquer homem, leva vantagem. Mas, e depois? Beleza, forma física, plasticidade, mesmo em se mantendo, acaba não sendo prioridade, com a rotina, vira costume que quem se lembra como foi encantadora num primeiro momento.Ajuda, mas precisa de algo mais.
Quanto à questão visual, já fui atraído por mulheres que só tinham bico, outras, macérrimas, pernas finas, sem bunda, algumas com cortes no abdômen devido à cesariana que no frigir dos ovos, pouco importou.
Sempre me lembro de uma frase do meu primo Benjamin, quando a esposa traída de um ex-cliente da Bruna Surfistinha, foi largada, linda, mas ele preferiu ficar com a Bunda Suadinha que para mim, não tem nada de atraente. Mas, muitas mulheres só atraem realmente, quando se está perto, para conhecê-las, mais profundamente, não são superficiais, nem no desejo. E ele falou:
- Quem está fora, não conhece como é a relação a dois.
Exatamente, já dizia um ditado popular aliás, todo ditado que eu conheço, é popular, não existe nenhum ditado privado, nem impopular -: Beleza não põe a mesa!
Hoje mesmo, tive um sonho esquisitíssimo. De repente saía de uma festa e entrava em uma porta, estava dentro de um hospital. A atendente era uma mulher de pele escura, cor de jambo, olhos verdes e fez a maior confusão, só porque eu a paquerei. Superficialmente, era linda, quando se expressou, foi como água na brasa. Toda a beleza física foi menos importante do que a maneira errada de falar, a falta de coerência em formular ideias. Um sonho, muito próximo à realidade.
Realmente, desde o reencontro com as e os colegas, tenho pensado bastante na frase: Uma mulher é muito mais do que uma bunda, uma buceta e dois peitos!Fora a brincadeira, tenho de concordar, principalmente agora, quando percebi que uma dessas colegas, continua muito bonita, independe da beleza exterior, o que se extrai, é como se pudesse ver seu interior, e esse, construísse o seu visual. Eu não sabia o que era tão bonito nela, além do físico. Personalidade. Pode ter se transformado na superfície, mas a personalidade parece que tomou mais fôlego.
Eu tenho 55 anos, alguns dos colegas, mais velhos, outros mais novos, mas todos, nesta faixa etária.
Um colega que não declinarei nome, porque, segundo a Thânia, ele dizia às mulheres que está solteiro e segundo Bustela, ele continua muito bem casado, chegou junto à Cynthia e falou:
- Tu eras a menina mais linda do colégio. No que reiterei.
- Era, é e tem mais, uma das poucas meninas lindas que não tinham frescura, bem acessíveis.
É outra pessoa que eu tenho de dizer o que nunca disse. Tenho de me desculpar. Quando éramos adolescentes, da minha parte, havia um sentimento de raiva e admiração. Uma das vezes em que foi em casa para conversar com minhas irmãs, eu estava de bicicleta, quando a vi, pedalei para cima dela, no último momento quando vi que a iria machucar desviei a bicicleta para cima de um monte de areia de construção e saía todo sujo. Ela passou e disse algo:
- Eras desse menino!
Morávamos no mesmo bairro, uma quadra de distância, na diagonal.
Pena que segundo a Thânia, há dois dias não acessava o Whats APP do Colégio e quando finalmente deu sinal de vida, veio me acusando de a ter machucado, lesionado. A Thânia achava que só hoje havia acordado e postou:
- Me recuperando da quebradeira do Thevis, com seus requebros. Eu tenho muito o que falar com ele, pena que ele não acesse.
Ela jura que a distensão muscular que teve, até para se deslocar, era preciso ser carregada, foi porque dançamos juntos e para azar dela que não conseguiu me acompanhar, tirou até os sapatos, é que na vez de dançarmos, o DJ colocou Rockabilly, que é muito intenso.
Logo no início da festa, quando nos encontramos, falei de duas coisas que me fazem recordar dela. Um deles, foi quando o Chiquinho, Professor de Comunicação e Expressão que era diferente de Português, onde haviam outros professores, colocou uma foto de uma escadaria enorme na parede que ia quase próximo às nuvens, só a escadaria, nada mais, e mandou fazer uma redação com um número tal de linhas. Eu, particularmente, tirei zero. Olhava para a foto, não conseguia pensar em nada, além dos degraus que não me faziam sentido algum. Talvez por já ser ateu, naquela época. E ela, uma, dentre tantos colegas judeus que tivemos. Que me lembre, uns cinco, fixos. Outros tantos árabes e um rodízio de outros tantos que moravam um tempo em Manaus e estudavam entre nós.
A redação mais criativa que recebeu nota máxima, não me lembro, mas acredito, 10, foi da Cynthia, que ela mesma não se recorda.Dizia mais ou menos assim:
A vida é feita de degraus que se vai subindo, assim que se aprende coisas novas, que se tem compreensão de coisas que nos cercam e nos servem. E quem consegue chegar ao último degrau, encontra Deus!
- Jura que eu já era poética naquele tempo?... Quero informar que estou me formando em Psicologia.
Que ótimo não se ter aquela inércia de achar que por atingir certa idade, não se precise galgar novos degraus e para ela, talvez assim, içar mais perto de Dus.
Devo dizer que quando o Chiquinho apresentou novas fotos, novas formas de estimular a criatividade aliás, tenho o livro CRIATIVIDADE, até hoje nunca mais deixei de me expressar, de saber o que dizer.
Eu vi ali - no reencontro de 40 anos que eu discordo, são 37, só se o referencial foi do tempo de Ginásio -, mulheres que tiveram filhos, que passaram por momentos de satisfação, outros momentos de angústia, alegrias e tristezas, com a tintura de cabelo que não expressam o que eram, como falei à Monica Abrahim, logo na chegada, depois de perguntar o que foi aquilo, dela não falar comigo, num shopping da cidade, com a filha, numa das vezes em que veio à Manaus.
- Fala o meu nome, fala alto.
- Eu falei e tu te encolheste toda.
Os cabelos dela,eram negro, quase com a escuridão plena, lindos.
- Não gostei deste louro!
- Este cara não entende que mulher com a idade, fica loura.
Mas o que perderam da beleza juvenil, ganharam em beleza madura. A mulher segura, a mulher realizadora, a mulher com história, experiência e um charme que eu tenho me sentido mais atraído, do que pelas meninas novas, bunda, buceta e peitos, mas ainda não sabem o que fazer com isso. 
Como eu digo, eu, nem ninguém, represento, representa, ou representamos a totalidade dos homens, porque somos diversos, plurais e a cada momento, nós mesmos mudamos.
Se eu me atraio por mulheres diversas, e, principalmente maduras para o sexo casual, imagina quando a relação deixa de ser só momentânea e passa a ser de lealdade. A beleza que se nota, passa a ser menos exógena e o que importa, cada vez mais, é a beleza endógena, como a mulher se constrói,não somente o que recebeu de herança genética que tende a se transformar em vazio.
Portanto, sendo uma relação de compromisso, um seio, ou dois a menos, é o que menos importa. Os dois já se conhecem nus, não só no sentido de despidos materialmente, mas despidos de artifícios, o seio murcho, caído, extirpado, o que seja, o corpo modificado, faz parte da nossa existência. Só existem 3 maneiras de conviver com a maturidade. Acostumar, tentar se mutilar para ficar mais próxima à juventude e todo mundo ver que é coisa de quem é velho imaturo, ou morrer.
-...-
Transcrevo agora, passagens, excertos do INTELIGÊNCIA MULTIFOCAL:
É possível que haja muita gente vivendo exteriormente em excelentes condições  sociais, mas vivendo interiormente uma verdadeira miséria emocional. É possível também que haja pessoas que vivam exteriormente em condições miseráveis, mas são emocionalmente livres e alegres.
[...]
No universo da emoção, ter não é ser.
[...]
A vida dos adultos e, principalmente das pessoas idosas, quando é exteriorizada, mal resolvida, sem a experiência da arte da contemplação do belo, se torna angustiante, tediosa, infeliz, essa trajetória existencial ocorre frequentemente.
[...]
De um modo geral, quantitativamente, o prazer vai diminuindo da meninice, à velhice. Por isso, na vida adulta e na velhice, a redução quantitativa de prazer dever ser compensada pela expansão qualitativa do prazer, através da interiorização, das amizades profundas, das artes, dos projetos sociais, dos projetos de vida. Se com o decorrer da idade a quantidade de prazer não for compensada pela qualidade do prazer, essas fases da vida se tronam um tédio existencial, um poço de angústia e insatisfação.
[...]
 É possível envelhecer o corpo mas a emoção nunca deveria envelhecer no cerne da alma.
[...]
A síndrome da exteriorização existencial é uma doença psicossocial epidêmica nas sociedades modernas. Ela se expressa pela dificuldade  crônica de interiorização, ou seja, de aprender a se questionar, a se repensar, de assumir as fragilidades, de trabalhar seus estímulos estressantes e suas reações emocionais de usar os erros e as frustrações como alicerces para desenvolver a maturidade da inteligência; de se colocar como aprendiz no processo existencial; de aprender a se colocar no lugar do outro e a exercer a cidadania e o humanismo na relações sociais.
Como eu digo, eu, nem ninguém, pode se colocar, sozinho, como o referencial de gênero, nem a medida do mundo, a resposta para todos os questionamentos, porque somos muitos e nós mesmos, muitos em si e cada um, indivíduo.
Assim como eu tenho visto beleza em mulher madura, outros, inclusive próximos, não comem essas velhas, mesmo que em algumas vezes, sejam mais novas do que eles. E são casado, com mulheres na mesma faixa etária o que nos faz inferir que não há sexo, há muito tempo.
Antes de nosso reencontro, uma amigo que no colégio queria sempre sair no braço comigo e na Economia, fomos muito próximos,ligou-me para reclamar de uma trapalhada que havia feito no Whats APP e achava que tinha sido eu. Depois de tudo esclarecido,prometeu me arranjar umas bucetas para comermos. Falei para aproveitar que iríamos nos encontrar com nossas colegas e comeruma delas.
- Tás louco? Vou comer umas mulheres velhas. Tudo já caindo pelos lados...
E ele, era o mais velho da sala, porque reprovou duas vezes e acabou se integrando à nossa turma.
Quando chegamos que viu a Thânia, já estava me chamando de maninho.
- Eu vou comer a Thânia. Tá muito gostosa! Amanhã eu vou almoçar na tua casa...
- Pode ir, mas primeiro passa na casa da Dona... ( a sogra dele que é vizinha, no Condomínio.
Aliás, a velha Thânia, parece ter gerado tesão em muita gente que está se valendo de Viagra, por estes dias.
Há um velho ditado que diz: Nunca diga que desta água não beberei!
Ele mordeu a língua, em poucos dias, não o relembrei, para não estragar a língua. A Thânia também faz parte das velhas do Colégio.  Como disse à Cassandra que tão bem recrutou o pessoal e organizou a festa, junto com a Jô e me telefonava, para saber quem havia estudado conosco e para me pedir para não faltar.
- A Thânia estudou conosco? Ela não era de outra série? Eram os três?
Na verdade, sempre, eram as duas e eu. Nunca fomos três no sentido de estarmos sempre do mesmo lado.
-...-
Eu já havia queimado a minha língua aos 40 anos, quando fiquei completamente enlevado por uma mulher da mesma faixa etária, mãe, esposa, sem aquele corpo de exposição em frigorífico. Desde quando ficamos juntos, ou próximos, dei um tempo nas amigas mais novas. Apesar dela achar que eu mantinha casos com as outras.
Depois dessa passagem, talvez até pela idade, tenho me sentido atraído também por velhas. Que mesmo sem a aparência juvenil, podem proporcionar prazeres mais sólidos, proporcionar outro tipo de relação, inclusive sexual.
E trabalhando com a Estatística, há estudos que provam que com o passar dos anos, o leque de possibilidades se fecha para a mulher e se torna vasto ao homem. Hoje, meu leque de possibilidades, vai de 18 anos, à 65. Mas o mundo evolui e a mulher madura de hoje, continua com desejo sexual, tem outro charme e inteligência, atrai mais pela maturidade do que só pelo corpo físico, que algumas até mantêm em forma.
Minhas colegas mudaram, mas adquiriram a gostosura da mulher que sabe o que quer e não deseja qualquer porcaria e até se desejar, sabe quando descartar.
E essas mulheres maduras, com mais celulites, estira, peitos caídos, abdomens flácidos, o que quer que seja, trocaram o encanto de bebê, por momentos mais concretos, mais sólidos, onde o cara pode estar a fim de sexo e ela saber levar à relação, com outras expectativas e motivações.
Talvez um dia, o homem que se excita apenas com o visual, dê lugar a um homem que busca uma mulher plena, depois de satisfeito o tesão, ainda continue proporcionando momentos prazerosos, pelo conhecimento adquirido com o tempo, de que sexo, amor, relação vão muito além de orgasmos, somente. É postura, decisão, conhecimento inclusive de si e como interagir com os outros, o que não vem no parto, é preciso vivência e maturidade.
Portanto, eu teria outra resposta ao questionamento do Delmar Junior:
- Um seio faz diferença?
- Mais do que a falta de um seio, da aparência exterior, a verdadeira falta, que acomete os homens, é de evoluir com o tempo, e, principalmente, ainda, ver mulher, como objeto, como produto de vitrine. Quando adquirem e levam para casa, aquilo que coisificaram desde um primeiro momento, que ainda tratam como mercadoria, perdem o tesão, pois a idealização do outro, acaba com a convivência, onde a realidade acaba de vez, com a imagem que muitas vezes não tem nada a ver com o que se tirou do mundo real, para se formar no conceitual.
-...-
Quem pensa que relacionamento se compra em shopping,não aprende a construir junto, uma relação que precisa sempre de correções, de reformas. Acaba criando uma tal misoginia que se o cara parar para pensar, ele vai ver que realmente não gosta de mulher, nem do outro, quem quer que seja, apenas procura seu alterego pois pensa se o ser perfeito, sem defeito e sem mudanças estruturais dentro de si, vai morrer do mesmo jeito que nasceu. Burro, insensível com o meio e ensimesmado. O mundo gira em torno de seu umbigo e isso o faz ter medo de buscar novos mundos.
-...-
Eu gosto de mulher. Não que ache que quem goste de outros gêneros, mesmo homoafetivos, tenha menor valor. Eu gosto de mulher, porque não sinto atração por homem, mas se sentisse, não teria problema de buscar o que me satisfaz, mesmo que o código de postura social, ideológico e religiosos, ache que isso é frescura, ou algo mais. Quando dá aquele estalo por uma mulher em especial, pelo menos comigo, eu quero que se fodam os defeitos, o que se pode considerar uma imperfeição.
A falta de um seio pode ser compensada pela inteligência, pela companhia, pela empatia entre ambas as partes, enquanto de outra feita, com uma mulher perfeita, nem bem se goza e já se está se pensando em mandar pastar. Era só tesão, nenhum conteúdo, ou algo que fosse mais profundo, além da fornicação.
Aí, quando é só tesão, só paixão incontrolável que se traduz por vontade de transar, só tem um jeito, nem que seja em pensamento, para não ser rude, como um homem do passado, ultrapassado:
- Minha filha, obrigado, te veste, pega o vale-transporte e quando der vontade de novo, eu te ligo. Mas agora, já ficamos bastante tempo juntos. Não tem mais o que fazer.
É por isso que muita gente diz que sente um vazio, depois do clímax sexual. É o vazio de priorizar tão somente a plasticidade física, sem procurar a beleza consolidada no interior da alma de cada um que tende a ser maior, como tempo. Não se aprende no Google, nem no Yahoo, ou outro apetrecho de busca. Só quem caminhou na estrada da vida, pode ter adquirido uma identidade que nem o tempo desfaz, como beleza total.
Rugas, pés de galinha, menopausas, osteoporoses, o que vier, podem facilmente ser mais visíveis para quem sabe garimpar, pelo saber adquirido em ser.
A mulher, principalmente madura, é sim, mais do que apenas um cu, uma xoxota e dois peitos. Vai além. É útero, coração e cérebro no sentido de poder expor mais do seu interior, o que contribui inclusive para formar a capa. Uma mulher segura e se sentindo amada, é sempre viçosa, espalha a beleza de se conhecer, por onde passa. O contrário, também é verdadeiro. Uma mulher insegura e se sentido mal amada, pode ser linda como for, mas passa a imagem feia, macambúzia, desprezada.
A simples beleza física, é presente genético que se esvai e pouca contribuição se pode ter sobre. Só a maturidade consolida o que depende de cada um para construir, e quem soube e sabe se construir, atrai pela essência.
Quem não escuta essa voz do tempo, vai viver bancando as gatinhas.
“”Bancando, não só financeiramente, mas, bancando o leso, que paga para se enganar que é amado a acaba bancando para que outros usufruam do que lhe está sendo tirado.
O poder de aprender a amadurecer e de perceber que a vida é mutante, todos os seres vivos passam por fases, transforma-se e nos transforma na nossa cara.
Querer que as mulheres aos 50 anos sejam como as garotas de 15, no tempo do Colégio, é sinal de imaturidade, é de uma pobreza de espírito, sem par.
-...-
Amadurecer é saber trabalhar com a realidade, acima de tudo. De certa forma, conhecido como inteligência pessoal e emocional.
Talvez o INTELIGÊNCIA MULTIFOCAL nos ajude a aclarar mais do que disse.
As sociedades modernas vivem grandes e graves problemas psicossociais que impedem a formação de pensadores.
[...]

Até a busca da estética do corpo se tornou uma paranoia coletiva, pois procura-se ansiosamente por ela, mas não se importa em ser engenheiro de ideias que constrói a sabedoria existencial e a maturidade da inteligência.

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