quarta-feira, 9 de setembro de 2015

DIALÉTICA POPULAR DE VANGUARDA Ano 1 Edição 2

DIALÉTICA POPULAR DE VANGUARDA
Ano 1 Edição 2
HONRARIAS E COMENDAS
Nestes tempos em que parece ser essencial ter cara de pau este diário, semanário, quinzenário, mensário, anuário, tão alienado de suas funções e de como se pautar e se portar como a grande media nacional, instituiu o Troféu Diógenes.
O Silvio Santos tem o Troféu Imprensa, o Faustão, o Multishow, tanto troféu como a mesma característica, premiar só os seus aliado, então decidimos instituir este que pelo menos vai tentar premiar os alienados.
Sabe-se pouco sobre Diógenes, mas contam que na Grécia Antiga, Platão reunia seus seguidores em lugares públicos para praticarem a dialética. Dentre esses, Diógenes , que segundo alguns relatos, era morador de rua e outros, que empolgado pelos debates do que se tornaria chamado Academia, despiu-se inclusive de roupas de todas suas vaidades – despirocou-se como a Marina Silva, o João Dândi Junior que quer ser o líder de um novo golpe, no caso dele, porque por trás, vem uma multidão de uma dúzia de três, ou quatro, que foram no caminho contrario dele, da vaidade acima de tudo - e de qualquer ranço de veleidade e nu, literalmente nu, cobriu-se com um barril apenas.
Foi quem serviu de inspiração depois, para a produção de destilados que sempre se vale de barris de carvalho, no caso de Diógenes, era de outro pau.
E desde então, “armado” com um lampião, uma lamparina, como modelete em fim de carreira que no máximo só foi Top-Top Motel, passou a procurar um homem, mas diferentemente delas que procuram um homem que as “banque” Diógenes procurava um homem que demonstrasse de cara e no rosto, ser completamente ético, leal, verdadeiro, digno, cumpridor de seus deveres. E até o fechamento desta edição, parece que nunca encontrou e pelo que se diz, sumiu sem deixar lembranças. Uns dizem que o fogo apagou, outros que cansou de ficar com o facho acima da cabeça alheia e se recolheu a sua insignificância. Com o agravante de que ele mesmo era um cínico, ou seja, da Escola Cínica dos pensadores gregos da Antiguidade, ou Filosofia Grega.
Séculos e pelo menos dois milênios são passados e hoje, parece que o espírito – assunto aventado primeiramente na Grécia Antiga que depois virou símbolo religioso com outro significado, até fora de seu significante, mais ou menos como o tal de Terceira Via que se pensa ser atual, mas já foi explorada por Gandhi, Lenin em seus livros, já fala de como se usa para enganar o povo, enfim – de Diógenes  tem baixado nos cornos muita gente, mundo afora.
Difícil escolher um vencedor, quando os EUA que tanto falam em democracia, diante de seus interesses econômicos e até mesquinhos, desrespeita a vontade popular e soberana de povos no planeta inteiro, incentivando descaradamente golpes de estado, invasões, como se as regras estabelecidas nesses países fosse inferior às regras hegemônicas de mercado.
Em quem acreditar, quando os ditadores do Egito acusam os eleitos democraticamente, dentro das regras pré-estabelecidas, de usurpadores e mandam os políticos da Irmandade Mulçumana que foi a força mais votada, à pena de morte, com um julgamento de um Judiciário vesgo e capenga, como em todo o mundo, tendencioso, sempre, com o aval da comunidade cristã internacional que tanto chora a morte de Jesus e se alia a coisa pior do que Pilatos .
Um mundo estranho, onde a União Europeia sequestra valores monetários e financeiros aplicados legalmente, por divergirem de seu ponto de vista, de sua política de dominação subserviente de países de Terceiro Mundo. Onde existe legalidade de se confiscar contas bancárias, porque alguém não me é aliado? Na Alemanha de Hitler que fazia o mesmo, confiscando tesouros, riquezas e até vidas, de quem acusavam de inimigos. A Europa de sempre, o Velho Continente!
E se aprende nos livros didáticos que o Nazifascismo foi derrotado. Mas suas ideias e práticas, está cada dia mais vivas, tanto que nem nos damos conta, como usamos os mesmos métodos para conseguirmos o que queremos, mesmo que sejamos um grão de pó no meio de uma multidão necessitada de um novo mundo, um pensamento menos segregacionista e concentrador de rendas, oportunidades e bem estar.
O Nazifascismo surgiu na Europa, primeiramente na Espanha, como um porto seguro contra a URSS e seu desenvolvimento, enquanto o mundo capitalista ruía com suas leis de mercado, com seu Liberalismo, com sua falácia sem entrega do que diz. Será que hoje, o mundo capitalista de novo em crise, mesmo depois que uns fascistas liderados por Reagan, Tatcher e João Paulo II espalharam o fim do Comunismo e os otários incautos, sem conhecimento algum, apenas sectários acreditaram, precisa que se garanta o Capitalismo que é “natural”, tenha de mais uma vez apelar para o Nazismo e/ou o Fascismo, ou guerras de destruição, por não ter outras alternativas, quando diante de suas crises cíclicas que estão mais próximas?
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No Brasil, onde até antes da eleição de Lula, era comum se ouvir que quem não frauda, quem não corrompe, quem não paga a “cervejinha do guarda”, quem não é esperto, não sobrevive no mercado cada vez mais selvagem, hoje, esses mesmos, que muitas vezes fraudaram concurso público, ou “molharam” a mão do magistrado, mostram-se perplexos com a corrupção. Dos outros. Porque se não tiverem vendo, se tiverem oportunidade, continuam na prática danosa de desviar o caráter, mas parece que só na vida pública é que se requer uma postura mais digna, diferente da prática da elite que não quer dividir e acha sempre que o atraso é nosso futuro.
Sem contar que no Brasil se luta para ser funcionário-público e quando lá, como chamam o Bresser e o Serra, tornam-se tecnoburocratas públicos,  aliam-se à burguesia, acham que têm de ser servidos sobretudo, ao invés de ter em mente que são ”servidores” públicos, que têm de pensar como diminuir custos, melhorar o país e servir o público, sem distinção, sem diferença. Não, só pensam em como se locupletar, em viver nababescamente, mesmo que isso tenha custos exorbitantes nas contas públicas, onere o déficit futuro.
É indistinto o pensamento de que autoridade tem de ser servida, antes de servir. Nos Três Poderes. E ainda tem mais, no horário de trabalho, autoridade, fora, um cidadão comum que pode ser visto embriagado, pode brigar, pode ser visto em atos obscenos me pleno meio da rua que está de “folga”. Mas quando se pede decoro, ou se chama a polícia, a autoridade de folga, volta a ser autoridade, exige respeito para sua função.
Quando servi o Exército, era bem frisado que mesmo sem farda, mesmo distante do quartel, o soldado tinha de honrar a instituição. Se “mijasse fora do vaso”, seria penalizado, até com a expulsão das fileiras, a Polícia do Exército podia prender em qualquer lugar, desde que não cumprisse o código de conduta. Agora inventaram o “descanso” de quem não está ali por imposição, mas por vontade própria, mas, mais para se beneficiar, do que para contribuir.
Quando militava por organizações clandestinas, também era exigido postura em público, mesmo como pessoa física, mas se estava representando uma instituição, um pensamento. E qualquer deslize, diziam tanto no Exército, quanto no Partido, os adversários servem como um prato cheio.
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Na verdade o que tem acontecido nestes tempos, é o estouro da bolha das incapacidades tão incentivadas no auge do Neoliberalismo, onde Fulano ascendia a um cargo, alheio ao seu saber, ou por ter um sexo promíscuo, ou por ser do grupinho de quem tinha poder de decisão e tudo o que se fazia, era enganar o público de que Fulano tinha lá alguma capacidade que não fossem apenas as citadas.
Naqueles tempos de quimera como um sonho a ser conquistado, muito já se disse, as crianças ao invés de serem incentivadas a perseguirem a capacitação, a competência, viam que estudar não dava lucro e o lucro era o ideal a se perseguir apenas, pois os exemplos de “vencedores”, era de modelos, futebolistas, celebridades que se apresentavam cada vez mais, sem um nível mínimo de escolaridade, mas mostravam sua riqueza, como um escudo para não serem incomodados com sua parca inteligência. Mas ao mesmo tempo em que se apresentavam pessoas afetadas com o luxo, com um lixo interno muito grande, exigia-se das novas gerações que estudassem, fossem grandes pensadores, profissionais, fora dos padrões alardeados como a meta a ser perseguida. E essas “celebridades” ficaram a cargo de debates cada vez mais sem fundamento algum, que enlevasse e elevasse o nível intelectual, com seguidores, como se tivessem muito a contribuir.
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A hora da cobrança parece estar chegando, mundo afora e numa sociedade onde a luta de classes vem de berço, as forças do atraso querem manter o establishment nem se for na base do golpe, mesmo sendo visível a falência do sistema atual, de outra feita, os 99% de uma população relegada à pobreza, ao desemprego, a todo tipo de desrespeito, quando se vê que os grandes mitos mundiais são reverenciados apenas, por terem amealhado mais riqueza, sem que isso se traduza em outros valores, o que a cada dia mais, ficam esquecidos. 
Continua-se dando pouco valor à História, até mesmo, porque assim agindo, pode-se continuar prometendo o que não deu certo nunca.
A História da Revolução Burguesa na França e Bolchevique na URSS, mostra que o povo, os desvalidos, são sempre maioria e quando as classes abastadas pensam que os exércitos sempre do seu lado para agredir os seus iguais da mesma classe, a maioria nos quartéis é de pobres e humilhados, de soldados, até major que não são superiores como se acham os abastados, esses, finalmente atentam que não podem se digladiar com os seus, para preservar a arrogância, inoperância e irresponsabilidade de quem quer tudo só para si, sem atentar que outros também existem e que o mundo não vai acabar hoje com um consumismo que exaure os recursos de uma vez, atentando não só contra a espécie, como o meio-ambiente como um todo.
Às vezes quando esses pensam que tudo vai acabar em golpe indiscriminadamente, pode acabar em revolução popular, contra si.
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Pela eleição interna, feita com nossos “colaboradores”, o Troféu Diógenes vai para o discurso do fim da corrupção que sempre vem à baila, quando as forças do atraso tentam derrubar governos constituídos, desde o Império Romano até a Guerra Civil Espanhola que aniquilou as forças legais, vencedoras do pleito e republicanas e entronou as forças monarquistas que foi a centelha para o Nazifascismo mundo afora.
E todas as vezes que se arvora a acabar com a corrupção os golpistas que ascendem ao poder acabam sim com a corrupção, mas fazendo vista grossa aos seus desmandos e muitas vezes punindo quem denuncia os desvios havidos, como inimigo público.
Em A DITADURA ENVERGONHADA   AS ILUSÕES ARMADAS 2002 – 2014 by Elio Gaspari, editora Intrínseca, no capítulo a Roda de Aquarius, conta que Eremildo sempre foi um colaborador do golpe de ’64, que dizia ter vindo combater o Comunismo e a corrupção, achei interessante uma passagem elucidativa a esse respeito.
Quando o general Acyr da Rocha Nóbrega, chefe da comissão de investigações na Universidade do Brasil, concluiu sua inquisição, veio uma surpresa. Determinou a abertura de processo criminal para punir Eremildo por fraudes contábeis nas suas sucessivas gestões.”
Para esclarecer, visto que o texto é longo, Eremildo foi colocado como Reitor da Universidade do Brasil, hoje UFRJ, por ser contra os “subversivos” principalmente da Filosofia que eram tidos, todos, de Esquerda. Quando o inquérito chegou aos superiores ao General Acyr, teve um fim diferente do que se espera de quem luta no “combate incansável” contra a corrupção. E conclui o que seria longo demais copiar.
Não podemos faze isso com um dos mais destacados homens da “Revolução”, anunciou ao saber da decisão do general. Por ordem sua o inquérito foi arquivado.”
Quando se fala no desmando na PETROBRÁS hoje, é sempre bom lembrar da morte de Paulo Francis que foi trotskista por muito tempo, depois mudou de lado e serviu a Globo e os interesses da elite brasileira que já denunciava os desmandos da empresa no Governo do PSDB e, ao invés de investigarem, foi tão pressionado pelos Diretores indicados por FHC que morreu de enfarto nos EUA e a media nacional insiste em dizer que o Presidente Fanfarrão à época, quis apaziguar os ânimos, mas o Presidente da estatal e seus diretores, continuaram a processar o apresentador/jornalista/humorista bufão. Eu que estudei um pouco, até me pós-graduei em Administração e Economia, aprendi, talvez erroneamente que o que acontece em uma gestão, a culpa primordialmente é do chefe maior, que naquele tempo, acima do Presidente da PETROBRÁS, estava o falacioso Fernando Henrique Cardoso, que ficará na História, com a alcunha de o Espertalhão. Então Troféu Diógenes em Política Nacional, para a figura em questão.
- Esqueçam o que eu disse!
Agora sei que quem administra, quem se coloca à frente de um cargo, não está ali para ser agente da política do lugar, mas é apenas uma questão de lustrar o ego. A culpa é sempre dos subalternos. Poxa se o PSDB fosse uma universidade e a media nacional um curso de pós-graduação, como não seria administrar, tanto em público, quanto na privada. Como diria a Zélia Duncan em uma de suas canções.
- Por que eu não pensei nisso antes?
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Como diz o Zizeg Slavoj no PRIMEIRO COMO TRAGÉDIA, DEPOIS COMO FARSA, tenta-se colocar como natural, o que foi impingido à pessoas e povos, até introjetarem como se fosse tão natural que veio junto logo após o Big-Bang.
A inveja, a segregação na nossa espécie e corrupção não são naturais, só apareceram após a privatização das riquezas, a divisão social em classes e o aparecimento do estado que precisou da família, de Deus para se perpetuar.
Quem se arvora a querer o fim da corrupção, sem dar cabo a esses fatores citados, ou tem medo de ser investigado e quer a imediata suspensão de qualquer investigação, ou é Maria vai com as outras, e quer exercer o seu papel de bucha de canhão e nem pensa sobre o que segue.
Sem se acabar com as classes, o individualismo, o enriquecimento privado, o estado, não se pode esperar que se extingam a violência para adquirir bens materiais, a corrupção, a inveja, os privilégios a quem não tem capacidade, as crises éticas, financeiras e até ambientais.
Troféu Diógenes para o discurso pelo fim da corrupção, nas sociedades onde a desigualdade, a acumulação de poucos é a meta.
È como querer que a caixa d’ água encha, com todas as torneiras abertas e todo tipo de vazamento nos canos receptores.
Esse pessoal foi à escola, fazer o quê? O que tem de analfabeto funcional, ou pilantra que diz uma coisa, mas na realidade, mira noutra e tem quem acredite.
Troféu Diógenes a essa tal Educação que deforma gente que pensa que pensa e apenas é apensa aos interesses alheios!


DIALÉTICA POPULAR DE VANGUARDA
Ano 1 Edição 2
CULTURA INÚTIL
DESNATURADOS
Muito se fala em crise de valores não só hoje, nem em um único lugar. Talvez nem exista crise, por terem jogado os valores para escanteio. Quem mais reclama da crise de valores, é quem mais se vale da falta de princípios.
Observemos que a humanidade quando nômade seguia as leis da natureza. Sexo, sexo e sexo, pegar, caçar, pescar, comer, consumir só o que se necessitava.
Quando se tornou sedentária, a humanidade começou a inventar moda. Primeiro porque, como havia a agropecuária de subsistência agora, ao invés de matarem os adversários, começaram a escravizá-los, por poderem dividir o alimento inclusive com quem não era da tribo.
Mulheres, crianças, riquezas começaram a ter donos, eram os clãs das famílias dos guerreiros vencedores. E inventaram Deus, uma bosta que fazia crer que se podia mais do que o corpo, a compleição física, o tempo permitiam.
Porém, não se parou por aí. Quanto mais a sociedade sedentária, mais se amealhava riqueza para poucos, que depois se uniram para confiscar para as religiões politeístas – onde o Panteísmo dizia que Deus estava em tudo, nas flores, nos rios, no ar... – que depois deram lugar às religiões monoteístas, surgidas de uma único tronco, a espera do Messias para fazer plimplim e acabarem todos os problemas inerentes a este mundo mundano, materialista e caótico. Ai Jisus!
Não é querendo elogiar, mas desde aí, virou puteiro! Daqueles que a cafetina é uma puta velha e desbragada.
Os Deuses Gregos que depois foram plagiados, como faz tão bem, o Roberto Carlos, pelos Romanos, tinham valores fortes, tanto que Hércules e/ou Atlas, seguravam o mundo nas costas, o que depois, com o advento de nova religião, Anal, parece que a grande maioria leva nas costas. Cupido e/ou Eros espalhavam o amor e não tinha frescura de restringir, na hora do amor, entrava cu, buceta, piroca, suruba e até sentimentos.
Os Deuses Celtas que curavam seus ferimentos e eram ressuscitados, quando necessário, lutavam por seus humanos inferiores, de seu círculo.
Quando se falava em Deuses Hindus, tinha para todos os gostos e como a busca pelo estado superior está sempre aberta, todos podemos atingir um avatar superior e chegar ao Nirvana, tem até Deuses que tiram o gosto, chupando o pau dos outros e outros que passam seu tempo da eternidade, dando o cu para quem quiser.
Como Deus existe para justificar a propriedade privada, a segregação entre a espécie humana, quanto mais a riqueza se concentrava, mais as religiões diminuíam a quantidade de Deuses, até inventarem o Judaísmo.
Aí fodeu de vez, lascou-se por completo.
Os Deuses da Antiguidade justificavam-se, a serviço dos valentes, dos vencedores, até que o Judaísmo inverteu todo o raciocínio.
Os judeus eram frouxos, fracos, derrotados e por isso, escravos, mas com uma sanha de ficarem ricos, do caralho.
Antes, os mitos eram fortes, imbatíveis, mas desde o Monoteísmo, a história foi outra. Só filho da puta vagabundo. Tudo da pior espécie.
Moisés era drogado e pior, violento até a alma. Deus deu as tábuas, Moisés estava fumando mato, deu pití, quebrou tudo, inclusive o Bezerro de Ouro. Deus deu de novo, mas no fim, foi punido por D’ us, por fazer merda.
Nesse tempo, o pessoal que ouvia vozes, era dado como alguém destacado. Se eu ouvisse vozes, eu ficaria cabreiro, mas digamos que eu acreditasse que é Espiritismo, ao imvés de Esquizofrenia. Aquele vozeirão.
- Thevis!
- Sim Senhor!
- Me sirva!
- Mas nem morto.
- Mas por que não desgraçado?
- Porque todos que serviram ao Senhor se foderam. Abraão, Davi, Melquizedeque, Malaquias, Moisés, Noé, Josué, Micheias... Ora pois se é pra me foder, me foda logo, mas não sirvo!
Até que chegou um Deus e diagnosticou que ouvi vozes, é coisa de maluco e a penitência, era levar choque na cabeça. De repente a galera parou de loucura.
Moisés era pedófilo, ou estuprador, uma coisa assim, ou tudo junto. Digamos, já naquele tempo, era padre da Igreja Católico. E se for verdade, ainda devia ser viado.
Dizem as escrituras que todos no início, eram cordeiros, depois se acharam tão poderosos quanto D’us, foram punidos por isso. Ou seja, D’ us odeia concorrência.
Então Deus, mais uma vez entediado de coçar as gônadas sexuais masculinas, mandou o maior dilúvio e acabou tudo em lama. O leso da vez, foi Noé, a quem mandou fazer um mega-iate com não sei lá quantos côvados, nem sei que porra é essa e colocar uma monte de bicho no que chamou de Arca. E recomendou.
- Noé meu filho, só casal. Homoafetividade porra nenhuma. O cu, eu fiz, pra cagar e só.
O mundo que Deus fez, ele mesmo achou uma bosta, então passou a bola para Noé. Imagina, ainda mais que o cara era alcoólatra e tarado, queria meter no rabo da nora. Se ela não grita quando sentiu a cabecinha, sem gel lubrificante, nem uma cuspidinha sequer, iria para Sodoma. Noé foi punido também.
O Todo Poderoso mandou na voz.
- Noé o que fazes?
-Senhor, eu estou querendo criar uma nova humanidade.
- Mas pelo cu, tolinho? Se quando a mãe peida na cabeça da criança, ela fica abestalhada, imagina saindo pelo fundo, todo cheio de merda. Vás tomar no C.U..
- No meu, ou quê Senhor?
- No C.U., leso!
Enfim, a Mitologia Messiânica virou uma história de punições apenas.
De todos, quem se fodeu menos, foi Elias que ascendeu, não se sabe para onde, pois os judeus não conheciam o Céu, numa carruagem de fogo. Dizem as más línguas que era o anúncio, já naquele tempo, da Inquisição. Fogo! Fogo! Fogo! E não era nenhuma música cantada pela Gal Costa.
Elias foi esperto, queimou longe dos olhares maledicentes, pois o pessoal de Sodoma, só porque queimava o aro, virou “estauta” de sal. E quem não morreu na hora, morreu depois, cego e com a pressão elevadíssima.
Então, nas escrituras está escrito que vem um baitola, quero dizer, um Enviado, mais viado do que em, para preparar a humanidade para o Dia do Juízo Final que mais parece o Daí o Prejuízo Afinal, numa tradução mais próximo do hebreu arcaico. Dizem que os bons herdarão o Paraíso. E para ser bom, tem de limitar o sexo. Rapaz, o pessoal perdendo a virgindade na infância, os casais se traindo, o pessoal pensando que fazer sexo anal e fazer chupeta em quatro paredes, pode, porque D’ us não tem visão de raio-X. Não entendem bem o que significa Oniciência que não precisa estar em tudo, para saber o que se passa. Que bom, vou ter companhia no Sono Eterno.
Bem, com o monoteísmo a cor da pele determinou quem é de Deus e quem é miserável. Mulher é apenas um apêndice do homem e a natureza, algo a ser destruído.
Se o Judaísmo já era ruim, imagina o que veio depois.
De repente, numa determinada época em que Ágora na Turquia, era parte do Império Helênico e o lugar onde todas as discussões eram feitas, desde filosóficas, até psicotrópicas, apareceu Messias de todo jeito e de todo canto.
No Islamismo, outra degenerescência do Judaísmo, surgiu Maomé, um vagabundo ignorante que como todo analfabeto e semianalfabeto, é metido a ser esperto e passou a vara nas viúvas ricas dos amigos, passou a fazer menos do que fazia antes, nada, rico, virou “doutor” e começou a falar bobagem e como um Eike, tinha muita gente que o seguia como exemplo, que têm no dinheiro e no poder, seu Deus maior.
Então, depois de ser conhecido e reconhecido pela alcunha de Rasga-Velha, virou pedófilo e se casou com a única mulher que amos, quando essa estava na idade de 8 anos. Muito bonito. O pior que ele já estava na descendente, nem com Viagra dava mais no couro. Nem pousando de língua. Até a língua estava mole, como a do Xico Xavier, como se fosse maior do que a boca.  Quando ele dizia ao público.
- Eu sou másculo, hein!
E a plateia perguntava, vendo tanto cabelo na boca.
- Chupou Xiquita?
- Não, é da peruca!
E uma daquelas velhas que na juventude já pintaram e bordaram, sabem mais de posição na cama, do que jogador polivalente em campo, agora, carolas, suspirou em voz alta.
- Ai, graças ao Pai Eterno. É peruca, né? Eu tinha ouvido da piroca!
Depois do sedentarismo da humanidade, quando se pensa que pior não pode ficar, sempre nos surpreendemos da capacidade de se inventar porcaria.
O Império Romano que era imbatível, até então sem a divisão de gênero muito clara, tanto enrabavam, quanto eram enrabados, a aranha rainha comia o harém inteiro, os únicos que no máximo, só podiam tomar na tarraqueta eram os eunucos, por uma questão física de serem castrados e impotentes.
No auge do Império Romano onde rolava a maior putaria, da política à polaca, tanto sexual, quanto criminal, nunca o imperador anterior passava a faixa imperial para o sucessor, pois na maioria das vezes, acabavam mortos, a mulher se enchia do cara, queria o filho no poder, já davam um chá de sumiço no imperador e anunciava o sucessor ela mesma, assume Constantino, o Último Imperador Romano, porque faliu, como tantos cristãos, um incompetente vergonhoso. Pegou um Império Romano, pediu orientação ao SEBRAE, acabou mais por baixo do que o Governo do Amazonas, em todas as posições, se me faço entender. Alguém o convenceu de que o Céu era perto, ele renunciou ao Paganismo e se converteu em Carismático.
- Mas,Tino, tu já perdeste a virgindade até no nariz.
- Não importa, agora eu sou.
- Mas tu sempre foste, nunca ninguém teve dúvidas!
- Eu sou cristão miserável. O sangue de Cristo tem poder.
- Pode até ser, mas não é durepox para tapar rombo, né tia?
Uma das primeiras medidas que tomou, depois de dar o testemunho, foi mandar mensageiros avisarem aos irmãos que a partir daquele momento, era proibido dar a ré no quibe, no caso masculino, ou colocar a perereca na rinha para se agarrarem, no caso feminino.
O irmão, ainda com a macaxeira plantada nos fundos, mandou uma mensagem de voz, quase imperceptível, porque estava engasgado, para o Imperador.
- Tino, o que acontece louca?
- Agora eu sou de Cristo! Vim pregar o amor de Jesus. Quem der o rabo a partir de hoje, vai morrer na ponta da espada.
- Vixe, manda foto do bofe! Deve ser um espetáculo. Eu te conheço!
Bem, então Constantino ao invés de dar ordens, como dava antes, só sabia falar:
- Misericórdia!
-Abençoado!
- O sangue de Cristo tem poder!
- Aleluia!
Ninguém entendeu mais coisa alguma, o que se passava naquela cabeça.Dizem que a cabeça era que passava naquele corpo, mas como bom cristão, tinha de se esconder, para saciar sua volúpia. E nem era Jesus, era um tal de Padre Antonio II que se especializou em pedofilia masculina, mas na falta, ele colocava no irmão. Em Cristo, Jesus!
Até então, pensava-se que pior do que aquilo, não podia ficar. Pois ficou. O Cristianismo se espalhou pelo mundo, como uma praga. Matou gente, exterminou civilizações, trocou o saber pela estupidez sobrenatural, um estrago que por milênios, ainda vai custar caro.
A Mitologia Cristã é completamente fora dos padrões dos Deuses vigorosos, exemplos para seus seguidores, um bálsamo que guiava os seguidores, nos momentos difíceis.
Izabel era uma piranha que deu o golpe da barriga, só não virou apresentadora do Super Pop, nem do programa de sexo da Globo, porque naquele tempo ainda não havia televisão.
Gerou um filho drogado, no último estágio da perdição, tanto que não tomava banho e diziam quem se encontrou com ele, que fedia mais do que cebola guardada por meses, debaixo do sol. E por onde passava, dizia que sua missão, era abrir os caminhos do Salvador. Tipo assim, um Caboco Tranca Rua às avessas.
José, outra personagem bíblica, era um afortunado dono de embarcações pesqueiras, caiu no golpe da mocinha meiga e bonitinha. Virou corno. Mas tão corno, de quando a garotinha estava para ser apedrejada, pelas tradições judaicas, ele interveio e jurou que o filho era dele. Então o pessoal o apelidou de Jacamim, aquela ave que cria o filho dos outros, feliz e satisfeita. Mas ele relevava, pelo fato de já estar numa idade avançada, nem com “terra”, o bicho levantava.
Maria era o que hoje chamam de periguete, peguete, socialight do Cheik Club, daquelas que se mandar fazer um O na praia, ela não sabe, mas um talento para enganar homem leso, incrível. Principalmente velho babaquara, daqueles que quando é casado, é o macho em casa e a besta no apartamento montado para a amante e quando é viúvo, ou solteiro, pensa que é amor, liberar o cartão de crédito sem limites e internacional, para as despesas “básicas” da garotinha. Um Audi R8, um iate de 40 pés, uma apartamento em frente ao Central Park e ainda reclama que precisa de mais, tipo aquelas que batem no peito e dizem.
- Eu sou uma mulher cara.
E a gente vai para a rua, tem puta barata que faz muito melhor, muito mais bonita e gostosa, sem ser tão pedante.
Estudiosos chegaram à conclusão de que também era do signo de Gêmeos, por causa das características que apresentava. Dava para todo mundo, só não para o namorado, o noivo e/ou, o marido. Perguntar-me-ão, por quê? Dizem que toda geminiana é bipolar. Está contigo no funga encolhe, fala que está gostando, meu amor para cá, meu benzinho para lá, de repente fica zangada do nada, muda de opinião.
- O que foi Maria?
- Zanguei.
- Por quê?
- Sei lá. É o meu jeito! Eu só peço que me entendas. Mas se não me entender, não importa mesmo.
Putz! Só tem um remédio. Lexotan! Tarja roxa.
Maria apareceu grávida, sem José nunca ter dormido, nem de conchinha com ela. Era comum na noite de núpcias, quando o noivo descabaçava a noiva, colocar o lençol com a mancha de sangue na janela. Ela colocou um edredom, que mais parecia toalha de mesa de açougue. Muita gente estranhou e José perguntou como tinha acontecido aquilo.
- Seu imoralzinho, tu és sonâmbulo.
- Ah!
Apesar de anunciar a gravidez, jurava de pés juntos que era Virgem. Ela até tinha uma explicação, mas ninguém fez a pergunta certa.
-Sim, virgem nas fossas nasais.
Quando se pensa que pior do que isso, não pode, eis que surge o Messias. Bem, nem lendo a Bíblia dá para entender. De repente Ele se apresentava como o Messias, depois foi se empolgando, já dizia que era Filho de Deus, mais à frente ele não dizia claramente, mas deixava dúvidas.
- Tu o dizes!
Então era. Aí, ele mesmo já era Deus. Depois o Rei dos Reis e pendurado na cruz, dizia que era o Salvador. Vá entender. É como o Dunga, técnico da Seleção. Depois de 7 X 1, nem com roupa de bobo da corte, não tem mais do que salvar. É como pai de família tradicional que a filha cai na boca do povo, ele manda abortar nos EUA, fazer períneo na clínica do Doutor Pitangui e só permite que a garota volte, quando todo mundo se esqueceu. E ainda anuncia, todo pimpão.
- Cabacinho!
Ao Deuses da Antiguidade eram vigorosos. Jesus era uma lástima. Até preguiçoso. Já nasceu filho da puta, pegou o jeito de enganar os outros, tornou-se mitômano até a morte e anunciava que viera redimir os pecados do mundo, não foi bem o que aconteceu, depois de virou purpurina e saiu do casulo, mandando beijinhos para todo mundo, como Miss desfilando em carro de Bombeiros. O que apareceu de igreja, é até difícil apresentá-las todas. É Católica Ortodoxa, Ortodoxa Grega. Ortodoxa Russa, Católica Romana, Anglicana, Católica Sodomita, Católica Lesbianita, sem contar as subdivisões. Aí é integral indefinida. É Universal do Reino de Deus, Batista, Batista de Lima, Adventista, dos últimos dias, dos primórdios, Mundial, Nacional, Internacional da Restauração, da Renovação, bem, vou parar, senão não acabo hoje. O que as une, além de se dizerem de Jesus? O discurso de que todo mundo é pecador. Menos o padre, o bispo, o apóstolo e/ou o pastor que engana a galera e cada dia pede mais dízimos, mas sempre por uma boa causa. Na verdade, é por uma boa casa, um bom automóvel, viagens faraônicas, tudo o que o mundanismo pode oferecer. Até trocaram a oração ao Senhor.
O Senhor é meu pastor
E nada me fartará.
Dizem que começou no Pará, onde trocam o R pelo L. Celpa é a cerveja, Cerpa, era a companhia de energia. Calo, é automóvel e carro é o catombo no dedo. Daí, ninguém percebeu, até hoje, oram assim.
Todo mundo é pecador, só tem um jeito de ser salvo. Sendo financiador das igrejas de Jesus.
- Mas presbítero, não foi Jesus mesmo que disse que Seu Reino não era deste mundo?
- Sim e daí?
-Por que eu tenho de pagar tantos dízimos?
- É que eu estou fazendo uma reforma no cafofo lá no Céu e só o arquiteto, custou os olhos da cara.
- Mas Jesus não redimiu os pecados?
- Sim, mas a humanidade é tão cafifenta que Ele tem de baixar de novo pois já inventaram outros pecados, mais cabelos.
- O que é isso seu menino. Hoje, todo mundo se depila! Tá mais liso do que piso de salão de dança.
Para piorar a coisa, o Cristianismo serviu para justificar o Feudalismo. Todo aristocrata era parente de Jesus, em linha direta, tanto que tinha o sangue azul. Imagina o Príncipe Charles e o Rei Juan Carlos, com aquela fisionomia, serem da mesma árvore ginecológica do Menino Jesus. Mas, mesmo depois que Feudalismo foi para a guilhotina, Robespierre ressuscitou-o, para dominar a França Capitalista.
Mesmo assim, sendo empurrada goela abaixo, a “Santa” Igreja ainda teve suas crises de identidade. A mais dura, foi quando os aristocratas já nem existiam, mas as celebrações segregavam os ricos que ficavam sentados à frente e os pobres que ficavam em pé, bem atrás. Chamaram Francisco de Assis, Benedito e Clara para dizer que Deus tinha mudado de ideia, todos eram iguais.
- Deus é para todos.
Mas quando parente?
Aí virou moda, todo safado, cretino se fingir de humilde, para foder a cartola dos abestalhados. Surgiu a Madre Tereza de Calcutá que era nazista de trabalhar em campo  de concentração, uma mulher suja até no aspecto, depois fundou uma ordem, onde a ordem era receber dinheiro para os pobrezinhos e lá, eles tomavam um chá de sumiço e ela ficava com a parte dos pobrezinhos, exatamente como aprendera sendo partidária do Nazismo e trabalhando dando fim à vida humana. Depois veio o João Paulo II que também era nazista e serviu no campo de concentração de Auschwitz, mas jurava que foi engano. Enganado fomos nós. Para ascender ao Trono de Pedro, também deu um chá de sumiço para o Albione, um leso que não esquentou a cadeira.
Agora, de novo, quando a “Santa” estava voltada aos interesses dos ricos e poderosos, sentiu o peso de ter concorrência pesada. Coube à outro leso, o Papa Chico, fazer o trabalho de reconquistar a hegemonia no mundo. Esqueceu os dogmas e hoje o Sínodo manda acolher os “irmãos”. Vale tudo. Todos aqueles que a “Santa” escorraçou, agora são irmãos. Viados, mulheres separadas, putas, sapatão, aborteira, traidora, dentre tantos. Agora já não são mais a escória, são filhos de Deus também. Mais uma vez, Deus mudou de opinião. Foi por bondade? Deixa de ser leso, é um jogo de poder e interesses econômicos. Afinal, o Vaticano está endividado com a Loja P2 da Maçonaria e a Máfia que Marcinkus negociou para espalharem as Boas Novas, o Neoliberalismo como a salvação da economia mundial.
Mas parece que as camadas da Terra, são muitas. Ainda tem mais para onde ficar pior. Se chafurdar encontra. Apareceu Alan Kardek que era professor primário na França e depois de uma viagem à África, viu os cultos de pegarem cabocos e elitizou, “embranqueceu” a Macumba. Ao invés de Terreiro, o santo baixa na Mesa Branca. Êpa Rei meu Pai!
Eles têm tudo a ver com o Hinduísmo, onde os avatares vão evoluindo e mudando de plano, até atingirem o Nirvana, mas dizem que são de Jesus. Pode ser. Jesus não dizia que era Homem? E eu, sou o quê mana? Sai daí cabra safado!
De repente o pessoal que tinha miopia e estigmatismo em grau avançado começou a ver coisas. Não deste mundo, mas do Além. E cada vez que viam um “ispríuto”, acabavam bailando no Baile de Fantasia do Hotel Copacabana Palace. A gente tem a impressão de que é tudo biba, mas elas juram que têm filhos às pencas, que nem a Caitlyn, antes de se assumir. Pesquisadores dizem que é porque se acostumam com o “ispríuto” empurrando por trás, no plano astral, trazem essa mania, para o plano carnal. Outros, dizem que para ver “ispríuto”, é preciso abrir o terceiro olho. E eles abrem, olha o que acontece. Acabam tomando no olho.
Quando se pensa que não tem mais para onde ir, aparece a cada segundo, uma nova igreja. São boçais, ignorantes, viciados, pilantras que de repente juram que são outros homens. Até os baitolas de antigamente, juram que se “curaram”. E interpretam a Palavra ao seu jeito. De repente o cidadão sai da Igreja de Tordesilhas Divinas e entra na Igreja das Tortilhas do Senhor, a mesma pregação tem várias interpretações diferentes. Como na Igreja da Ordem Primeira de São Francisco, em Salvador, numa terça-feira que tem curas e o caralho a quatro, em 1997 que uma senhora de pele bem escura, já em idade avançada, não tirou os olhos de mim. Tenho certeza que ela adivinhou que eu era ateu. Agora encontrei. Sou outro homem. Velho, cabelos brancos, gordo, barrigudo, tomando nas nádegas mensalmente. Encontrei! Mas o padre interpretava a Palavra ao seu jeito.
- Irmãos, Maria era uma muié!
- Uma muié!
- Sim, era uma muié!
Até hoje não encontrei nos dicionários, o que significa ser muié. Será que ele queria dizer que era de Muriaé? Eu era ateu, irmãos, não compreendia os encantos do Evangelho. Mas muié?
E assim caminha a humanidade, no que se chama de História. De saberes e culturas diversas, ao Cristianismo, ao Islamismo, cada dia mais, quanto mais se dividem, mais fundamentalistas e irascíveis, segregacionistas e violentos.
E vence, não quem tem qualidades superiores, desde aí, mas quem não tem caráter, não tem o que acrescentar. Destroem-se obras importantes para erigir a estupidez perpétua. E se vale, não do discurso do viril, do poderoso, como nas religiões antigas, mas da piedade, do coitadinho, da violência dos covardes que se mostram valentes em superioridade, nem que seja de armas, para os edificar os desclassificados.
- Amen!


DIALÉTICA POPULAR DE VANGUARDA
Ano 1 Edição 2
COLUNISMO
Numa reunião social, na Mesa Branca de Madame Bouvary, Divalgo Pereira Franco, da irmandade, anunciou que em breve deve deixar este mundo imperfeito, para tomar nas nádegas de vez. Ele só sabia dizer que o fim está próximo. E a Madame dizia que ainda era cedo, podiam ficar até de manhã.
Não que seja uma grande premonição, mas sendo uma biba velha, uma mona em fim de carreira, tudo leva a crer que ele vai bater as botas e fechar o paletó de madeira, antes de muita gente, caso todos morram de morte natural que nunca é natural para quem pavor de morrer e até inventa uma vida posterior. Algo como morda, ou vite. A morte da vida, ou vida da morte. Vá entender. Só os entendidos, mesmo.
Desde já convida a todos a se unirem a ele no Nosso Lar, no que muita gente agradeceu, mas declinou do convite, dizendo não querer atrapalhar a ambientação do guru no seu novo plano. Algo assim, como plano de saúde no Brasil, onde se paga caro e todo mês e quando se precisa, cadê?
A Madame até se envaideceu, mas mandou uma mensagem pelo convidado.
- Senhor, eu sei que o Céu é perto, por isso me deixe ficar por mais tempo. Juro que vou à pé.
-...-
Cid Gomes com sua fineza de lorde, pediu para sair em apenas 3 meses. Não, nada a ver com a Tropa de Elite, mas a Tropa do Proletariado da Dilma. O pior que era Ministro da Educação, com toda aquela educação que lhe é peculiar.
Não que tenha falado alguma inverdade, mas no Brasil onde se tem de pedir desculpas até por ser heterossexual, ou não gostar de um determinado alimento, ser educado é corroborar com o que vira verdade, vindo de um boato, ter de se aliar a safadeza e os conluios de uma elite que vem desde a Escravidão, sendo perdoada por seus crimes de lesa pátria e por isso, vive articulando golpes, como se fosse uma partido sem votos, do Quarto Poder.
Quem não se aliar a este pensamento de se abrir o país aos interesses estrangeiros, desde Pedro Álvares Cabral, acaba mal visto, mal falado e mal quisto, porque a media tem uma arma mais potente do que muitas bombas atômicas e só usa para fazer seguidores em detrimento aos seus interesses. O que se pensa ser, muitas vezes, informação, é uma propaganda vergonhosa, mascarada e subliminar.
-...-
É hora de me ir já. Plagiando um grande pensador brasileiro a serviço dessa elite que tem urticária quando se fala em cultura, só posso dizer: “As caravanas passa, enquanto os cão ladra!”
Agora é hora de descanso, para me preparar para um novo dia. Vou relaxar com “dois pastel e um chopps!” Lógico que em São Paulo a Cidade que nunca para e algum dia acaba no abismo!   


DIALÉTICA POPULAR DE VANGUARDA
Ano 1 Edição 2
OPINIÃO
RESPEITO A QUEM?
Respeito é como o bocal, o boga, a bufunfa, o caneco, o fedegoso, o toín. O seu, tem de ser respeitado mas no dos outros, todo mundo quer colocar de jeito.
Certa vez estávamos conversando sobre religião no trabalho e falei à uma das colegas, neopentecostal fundamentalista que se for para crer em Deus, que se acredite então nos Deuses Primitivos, pois se Deus fez o mundo, mais próximo disso, só aqueles.
A dita cuja pulou nas tamancas e gritou que o Deus dela era o único, a única verdade, o único caminho.
Sim, único, depois de tantas religiões antecessoras. Quanta inteligência!
Engraçado que essas religiões de Deus Único, monoteístas, monocó enrustidas, herméticas no pensar, são as que mais desrespeitam, inclusive as religiões ancestrais, o pluralismo, mas de outra feita, são as que mais pedem respeito para consigo.
Talvez por consolidação desse mesmo ponto de vista, de não respeitar, mas querer ser respeitado, tem acontecido o mesmo com o candidato derrotado nas últimas Eleições à Presidência da República do Brasil, justamente de uma família fundamentalista católica de Minas Gerais.
Tenho ouvido dizerem muito, cá, acolá em muitos lugares.
- Respeitem os milhões de votos do...” (Derrotado)
De vez em quando as coisas no Brasil, são ditas como um mantra. Alguém joga, pessoas até com nível elevado de escolaridade repetem, como se cantassem.
Hare Krishna
Hare Krishna
Krishna, Krishna
Hare, Hare.
Hare Rama
Hare Rama
Rama, Rama
Hare, Hare
Um mantra que tem de ser recitado diversas vezes ao dia, em andamentos cada vez mais rápidos e de diversas maneiras. Alguém se referiu à investigação de dinheiro para os partidos, todo mundo só sabe falar.
- Mensalão!
Agora, é o tal de “respeitem o derrotado”.
Lógico, o conceito mais atualizado de democracia, é justamente esse, de respeitar os opositores e dar voz à minorias, coisa que até há pouco, antes de 2003, pouco se ouvia falar. No máximo, eram os “vencedores”, contra os “derrotados”. Como o jogo virou, os “vencedores” vivem sendo derrotados, agora querem merecer mais respeito do que todos os que sempre relegaram ao esquecimento.
Mas usemos a lógica, nem que seja só por agora. Se o candidato derrotado conseguiu 51 milhões de votos, a Presidenta Dilma que se sagrou vencedora, obteve 58 milhões, ou seja, pelo menos 7 milhões a mais. Deveria merecer muito mais respeito, o que não vem sendo feito, por uma minoria que não aceita as decisões das urnas, quando seus interesses não são observados. E se dizem democratas.
As velhas forças do atraso que já governaram o país por uns 502 anos e nunca conseguiram índices como os atuais, quando não atendidos seus interesses, estimam os golpes, mesmo que com mentiras e boatos. Interesses esses, que por muito tempo, só serviram à uma classe, numericamente minoritária e a alguns setores elitistas que só sabem sobreviver, segregando o quanto puderem.
Uma coisa o partido derrotado, tem. Falácia e líderes fanfarrões, canastrões, parlapatões quase bufões que se colocam numa redoma, como se nunca tivessem passado por governos que sempre atuaram apenas a favor das classes mais abastadas.
Recentemente, no máximo, uma semana atrás, houve a Marcha pela Democracia em 13 de março. Mas a media elitista, não deu uma linha qualquer. Talvez por superstição, era sexta-feira 13.
Já a Marcha com Deus, pela Família e pelo Estado II, a Revanche, o Auto Esporte parou, o Esporte Espetacular parou, para conclamar o “povo” nas ruas. Lógico que a Globo tem uma dívida com a Ditadura, pois de outra feita, a Rede Globo, e, consequentemente, todos os canais que detém, desde a Época, o SporTV, Gloob, Bis, Multishow. GloboSat, GloboNews, G1, PFC, para não me estender muito. E por isso, quando se fala em regulamentação da media, é a primeira a invocar o mantra de que regulamentação é censura. Só se for no Brasil, pois nos EUA, na França, na Alemanha, na Inglaterra, na Finlândia, no Canadá, dentre tantos países, há uma censura, visto que todos regulamentaram as comunicações e não é de hoje. E na Constituição já diz que uma mesma empresa não pode ser detentora de tantos veículos ao mesmo tempo, só resta regulamentar.
Uns veículos de comunicação que são concessão pública, no mundo todo, que se arvoram a chamar para si, o combate oposicionista, só informando o que lhes interessa e/ou a seus correligionários. É censura se colocar só gente que pensa da mesma maneira, para fazer crer que só existe uma linha de pensamento.
Daí, desde a Marcha dos Derrotados, o chavão da Direita Nazifascista, é que se respeite seu ponto de vista, só o seu. Como se agora, voto não significasse mais nada. O que tem importância, é uma meia dúzia de 1, ou dois gatos pingados que não permite a livre expressão de quem não é aliado, mas diz que luta pela democracia.
De novo, se usarmos nossa inteligência, queimarmos neurônios, estranharemos que em 3 meses de governo, quando ainda se está arrumando a casa, quando boa parte dos assessores mudaram, o “povo” já se sente inconformado?
Quando Arthur Neto que se tornou tão falacioso quanto seus pares, depois que militou no dito partido, assumiu a Prefeitura de Manaus, pediu 100 dias. E foi dado, mesmo porque as condições anteriores eram de envergonhar qualquer um. Uma sucessão de incompetentes, de gente sem atitude. Mas, passados os 100 dias, muito pouco foi feito. E agora o mantra que ele joga para os desavisados, é que nada pode fazer, porque a União não manda verbas, como se Manaus e o Amazonas não tivessem arrecadações de Primeiro Mundo, infelizmente com uma mente atávica na Idade da Pedra. Pode carrear quanto for, com quem parou no tempo,ao invés de se fazer um festival internacional, vai se fazer uma quermesse. Ao invés de um ponto turístico, vai-se fazer uma piscina de diminutas proporções. O problema não é quanto, mas quem despende as verbas. E infelizmente, Manaus e o Amazonas já tiveram chance de saírem do marasmo, do provincianismo, mas talvez, pelos míseros índices em se tratando de qualidade de vida e na Educação, ainda são o celeiro do mundo, onde só servem para enriquecer os que não têm compromisso algum, sem fazer grandes coisas, além de muito discurso vazio, para um povo que cada dia mais, desaprende a discernir.
Em Economia, no Comunismo, em diversos momentos da minha vida, aprendi a fazer perguntas, antes de sair fazendo coisas, como um obreiro. São perguntas simples que muita gente tem se esquecido. PARA QUEM. COMO. QUANDO, ONDE, POR QUÊ.
A quem servir primeiro, como obter verbas, por que fazer isso e não aquilo? O Governo do Amazonas faz, mixuruca, mas faz. Mas atende a que propósitos? Temos duas Prefeituras em Manaus, enquanto o interior fica relegado a segundo plano. Como mais de 80% dos eleitores se concentra em Manaus, os Governos do Estado, sejam quais forem, governam como se fosse uma Prefeitura com verbas bilionárias, enquanto o interior fica desprotegido, sem a presença do estado e do Estado e a solução, para quem tem condições de mudar essa prática, é colocar o Exército nas calhas dos rios. É como o cara colocar o preservativo na carteira e transar sem utilizá-lo e achar que está seguro, por ter um. Mesmo que guardado.
Como eleitor, cidadão e democrata, antes de se ouvir as ruas, deve-se ouvir as urnas, onde junto com tantos, escolhermos a Presidenta. É como o cara discutir se foi, ou não, penalidade, depois do jogo encerrado, da súmula ser assinada e lacrada. Nem invadindo o campo, o placar muda.
Certa vez quando não participei das eleições para o Diretório e até retirei meu nome que constava da lista de apoiadores, sem me consultarem, meus ex-companheiros perderam para uma chapa Folcolares/Coca-Cola. Escrevi uma carta à Viração, mostrando os pontos onde haviam falhado. Fui convidado a participar de uma reunião, onde fui aclamado quando cheguei, com uma salva de palmas, duradoura, para mim que não suporto ser visto diferente dos outros. Nas outras eleições, quando já havia me formado, eles venceram. É simples, um partido, um pessoal com gente tão elitista que se acha superior aos outros, não pode sentar a pensar como atuar, dentro das regras democráticas e tentar mudar, ao invés de incitar o golpe?
Há quem pense que a “Santa” Igreja é divina, portanto, “apolítica”. Para esses, vou esclarecer o que é o Movimento Folcolares. É a Renovação Carismática dos tempos de Neoliberalismo. E são visceralmente antagônicos, entre si. Enquanto os carismáticos são metidos a humildes, os folcolares são os ricos, que administram bens da “Santa” Igreja, tendo alguns de seus membros, insuspeitos, pela condição social e financeira, como verdadeiros testas de ferro dos negócios que não podem aparecer como sendo do Vaticano no mundo inteiro, eram ligados diretamente ao “Santo” Papa João Paulo II.
Perguntar-me-ão, diante de tanta veiculação negativa quanto ao Governo se baixou o Caboco Déspota. Direi que não, é uma simples Matemática Democrática.
Os votos que elegeram a vencedora, foram de 58%, apesar de o TSE dizer que onde se contam os votos, é um lugar hermético, onde só sai o resultado, no fim e até hoje, ninguém questionar, como o Luciano Hulk, a Angélica pulavam de euforia por uma cálculo vindo de dentro do TSE, como se o Norte e o Nordeste não contassem e o ex-Presidente Fanfarrão até pegou o helicóptero para comemorar e no meio do caminho, deu meia volta volver, pois era informação como se tem feito na media atualmente. Falsa! Se o ex-Presidente não tivesse tantas aposentadorias ao mesmo tempo, o que ele não permitiu aos outros, indicar-lhe-ia o cargo de Bobo da Corte. Quantas trapalhadas, apesar de se achar a Inteligência Soberana.
- Loucura, loucura, loucura!
- Oh loco meu!
- Plimplim!
Respeitam-se os marchadores, quando,segundo a Polícia de São Paulo, ligada diretamente ao partido derrotado por mais de 20, coisa que diziam, ser um despautério nas mãos dos outros, foram 500 mil pessoas. A maior manifestação dentre todas. Como respeitar as ruas, sem antes respeitar as urnas? Ou será que a Matemática Pós-Moderna é diferente dos livros de quando eu era estudante do Ensino Médio e se chamavam de Matemática Moderna?
Como diria o Ulisses que foi do NPOR e depois meu colega na Exatas/FT, o Rei da Integral Infinita, agora professor de Engenharia Florestal.
- Sabendo-se que...
...O número de recalcados é sempre maior, em São Paulo, quando se fala em tratar o Brasil como um lugar de todos,  nem se em todos os estados, o contingente fosse o mesmo, nem assim a quantidade das ruas superaria às urnas.
Cálculo simples. Digamos que o Brasil, constituído de 26 Estados e mais o Distrito Federal, multiplicados por 500 mil, totalizaria, ainda assim, 13.500.000 de maus perdedores. Frente à 58 milhões. Até me recuso a calcular. Bem, uma defasagem de 40 milhões, no mínimo.
Uma vitória esmagadora, ainda mais em se levando em conta que a media tradicional desde o Brasil Colônia, atuou como parte da oposição, e nem assim, vence. Desde quando o Brizola havia recebido votos bastantes, mas por uma maracutaia Globo/IBOPE, quase ele perde, se não fosse macaco esperto, esses veículos tentam induzir o eleitor a votar nos candidatos que defendam seus interesses.
Diante do exposto, o que se tem visto, é que ninguém liga para respeito, o que se tenta, desde muito, é desqualificar quem não pensa igual e quando não se está em situação confortável, apela-se para o respeito, o mesmo que não tiveram para com os adversários. E se forem ouvidos e tiverem pena desses coitadinhos, assim que se sentirem fortes, vão rechaçar qualquer opinião que não lhes interesse, vão tentar singularizar um mundo tão plural.
A reação tem mania de pedir respeito, quando quer voltar ao poder. Lá, muito cuidado quem não é do mesmo time.


DIALÉTICA POPULAR DE VANGUARDA
Ano 1 Edição 2
PONTO DE VISTA
EU OU FAMÍLIA
Família é um desses conceitos que estamos tão acostumados a ouvir que acaba nos parecendo natural.
Não nasceu como mundo, como muitos pensam, mas nasceu do sedentarismo da espécie, da divisão de riquezas e da segregação a partir daí. Para consolidar a propriedade privada, inventou-se o casamento, ou seja, como os homens eram os mandatários e a mulher era vista como algo inferior, às vezes a uns bananas ignorantes, o casamento serviu como a consolidação de transformar um ser vivo, em propriedade, em mercadoria, com nota promissória e tudo o mais.
As famílias, assim como as religiões, têm de se adequar aos tempos.
A família atômica, onde o pai, o homem era o dono de tudo, inclusive da mulher e dos filhos, deu lugar a tantas formações, até se chegar à família de hoje, onde não existe o poder pátrio, mas a divisão de poderes entre os cônjuges. Depois dessa família, até os filhos começaram a ter poder dentro do círculo familiar. O mundo real é caótico, inconstante e mutável. Diferente do Além que por ser imutável, só poderia ser a morte.
Apesar de muitas famílias ainda professarem religiões onde o casamento é uma instituição inquebrantável, como divórcio, esses mesmos religiosos, foram os primeiros a requerer a anulação do que antes era coisa de Deus e o que Ele unira, vagabundo algum separaria. Ledo engano Pai Eterno. Vagabundos, vagabundas e até pessoas que apenas se apaixonam e têm interesses próximos, depois de anos de convivência, onde os pares estavam separados, nem se em horizontes e de repente o outro é mais próximo, do que o próximo em casa.
Hoje, falar em família tradicional está um tanto extemporâneo.  São tantos pais, tantas mães, tantos meio-irmãos, tantas casas para onde se mudar, que talvez, tenham pais que se confundam, quem são seus e quem é filho dos outros.
Não que isso seja pós-industrial, nas comunas primitivas, os filhos não eram propriedades, nem as mulheres, por isso o cuidado cabia a todos, sem distinção, como hoje a criança está na rua e ninguém faz nada, por não ser “meu filho”. Mas o problema quando se tornarem adultos, será de todos. Inverteram os sinais.
Então apareceram as famílias homoafetivas, constituídas de pessoas de mesmo gênero, mesmo a despeito dos dogmas de muitas religiões que surgiram, justamente para manter o estado e a propriedade privada.
Inclusive esses ajuntamentos familiares podem adotar crianças, como suas. O que de certa maneira, desafoga tanto centro de crianças abandonadas até pela sorte, apesar de muito machista contrário, não fazer nem um milionésimo do que são contrários.
No Brasil, onde o Complexo de Vira-Lata é muito forte, perpassou-se o conceito de que família só pode ser para procriar. E o direito de quem não deseja ter filhos? Eu, por exemplo, não poderia casar, por não querer ter filhos, mesmo sendo uma união heterossexual?
Quanto mais querem parecer os tais, mais se mostram beócios, boçais, como diz o NASCIMENTO DAS FÁBRICAS, onde se dividiam os escravos em ladinos, os que tinham habilidades e boçais, os desprovidos de qualquer capacidade.
Até se eu quiser casar sem praticar sexo, não pode? Só pode se for para trepar, para acasalar, para cruzar, para gerar e parir filhos? A humanidade está em excesso, é preciso diminuir um pouco, ou mudar a relação desta, com o meio-ambiente, senão não teremos mais nem ambiente. E mesmo assim, é impositivo que se tenham filhos? Foder eu gosto, gosto pacaralho, mas daí partir para colocar mais gente no mundo, não é do meu estilo. Ainda mais que pela frente, até dá para engravidar, mas por trás e na boca, nunca ouvi dizer.
Èxiste outro mantra também, de que os pais tratam a todos os filhos, de maneira igual.
Ainda agora estava conversando com um amigo e ele dizia que o filho resolveu casar. Já alertou à noiva de que o filho é um vagabundo. Não sabe lidar com dinheiro.
O rapaz tem três empregos, faz faculdade, mas mesmo assim, o pai acha que é pouco. É pouco porque não é o Diretor da empresa, mas nem todos podem ser. As pessoas não atentam que o Capitalismo é de exclusão, como Deus, não trata de maneira igual.
Já, em outras famílias, talvez mais próximas ao discurso do colonizador, exaltam os seus, mesmo que esses não valham nada, sejam um lixo como pessoa.
Umas famílias, o filho trabalha, estuda, está começando a vida, mas dizem.
- É um vagabundo. Não tem futuro.
Já em outras, o menino é drogado,mal elemento, a escória social, mas elas continuam apostando no filho.
- O garoto é assim, porque é incompreendido, coitadinho!
Outro mantra que se dissemina, ninguém sabe como, nem de onde, é do.
- Tudo o que eu faço na vida, é para os meus filhos.
Pode até ser, mas é a mania de fazer sem consultar o principal interessado. Quantos pais chegam com os filhos e perguntam se é aquilo mesmo que eles querem? E se não for, os pais respeitariam a opinião dos filhos e mudaria sua relação com o mundo?
Meu pai por exemplo, morava em frente ao trabalho, por conveniência dele, o dinheiro era dele, mesmo dando uma mesada, mas quando recebia uma indenização, ao invés de repartir com os filhos, ou colocar para garantir um futuro mais próspero, resolvia fazer média, com a filantropia e o que chegava, entregava integral, sem questionar se as administrações dessas bibocas realmente investem no interesse das instituições. Se for para as obras sociais da Madre Tereza, apenas estava ajudando para que elas e suas seguidoras matassem idosos e crianças, com o discurso da caridade. Eu não acredito nessas coisas. Mas Seu Clovis era um homem crédulo até demais para o meu gosto.
Em se tratando de tratamento igualitário, não vejo assim, ainda mais quando o pai é machista e tem filhas. Como acredita pouco na capacidade feminina, carreia mais recursos a elas, do que aos filhos. Mas existem até famílias só de filhos, onde o tratamento é diferenciado. Mas o mantra tem de ser o mesmo.
- Meus filhos em primeiro lugar.
Como a sociedade gosta de se enganar.
Já nos países anglo-saxões, onde talvez não se reverbere esse mantra do “meu filho meu tesouro”, a prática é bem outra. Antes de casarem, já pensam na poupança do, ou dos filhos a virem. Não é só algo da boca para fora, é algo palpável, algo realizável a longo prazo.
No Brasil, outra falácia muito batida e debatida, é de que o grande tesouro que um pai lega aos filhos é a Educação. Como se fosse verdade, numa sociedade, onde o saber parece um acinte,  algo que o outro tenta humilhar a maioria e muitas vezes, o menos preparado, quem tem menos caráter e capacidade, é que é colocado nos cargos melhores, até para continuarem a permitir o Brasil subserviente, dependente e atrasado.
Talvez, mais do que a poupança e o planejamento, a diferença entre nossas famílias e as famílias de países mais desenvolvidos, seja o compromisso. Compromisso que começa com os seus e sai às ruas, com o que nos cerca que também temos responsabilidade e muitas vezes ajudamos a destruir.
Aqui, antes de se constituir a família, juram amor eterno e inseparável diante de Deus, do celebrante e da uma plateia com testemunhas. Poucos cumprem os votos. No primeiro percalço, já saem a procurar novas aventuras, nem que como dizem, “para oxigenar a relação”. Só se buceta, xavasca, virou máscara de oxigênio agora, e piroca, rola, tubo expansor pulmonar.
Eis o grande conflito interno dos chefes de família brasileiros. Ao mesmo tempo que querem ser vistos como pessoas sérias, porque casadas, como se tivesse relação, também acham que podem manter um lado de solteiro, sem responsabilidade com nada.
Há muito tempo, nos anos de 1990, quando levei um pé nas nádegas e mudei de academia de ginástica, fiquei amigo de uma colega de colégio da minha Priminhazona Naísa. Ela, goiana. Era alegre, bonita, magra, de repente mudou completamente. Fazia ginástica até o início da noite, começou a engordar, ficava isolada de todos, então resolvi conversar com ela.
- O que está havendo, porque tu não ficas mais?
- Ah, é que eu agora vou de ônibus... Meus pais separaram e eu tenho vergonha de pedir pro meu pai me pegar, mesmo que ele insista, mas tem a vida dele agora.
- Olha, quem se separou, foram os teus pais. Tanto ele, quanto ela, seja o que for, vão continuar a ser teus pais. Eles podem constituir outra família, tu não tens nada a ver com isso, o casamento é entre os dois, a relação de pai e filhos, mãe e filhas, mesmo separados da família, continua do mesmo jeito, não tem como pedir o divórcio.
Mas só nesses casos é que se discute a família, principalmente quando um dos cônjuges deseja sair como a vítima. 
A falta de princípios, de se basear numa filosofia de vida que se siga, mesmo nas intempéries, é que nos faz ensimesmados, egocentrados, mesmo que se decide constituir família. Antes de tudo, pensamos em nós, em seguir o estereotipo do homem/mulher sério, ou séria, só por colocar uma aliança no dedo, mesmo sem mudarmos nossa convicções pessoais e ainda agirmos como se o mundo girasse em nossa volta.
Se for de colocar um anel no dedo de ficar maduro, o que eu já coloquei os dedos em anéis e nem dente do siso eu tenho mais.
Talvez um ponto de inflexão onde as famílias tenham de mudar seus paradigmas – eu usei todas as frases feitas possíveis – seja em torno do respeito que ainda se tem, como em 1500, onde os pais têm de ser respeitados, mas, muitas vezes não querem nem saber o que os filhos pensam, querem, desejam, ou demandam.
Os tempos são outros, fala-se muito em democracia, mas ainda se pensa que o que eu penso, o que eu desejo, o que eu quero, é o que todos os outros também têm de pensar, desejar e pensar, como se cada um de nós fosse divino com a oniciência para ler até pensamento. Resquícios de umas religiões que pregam um tal amor, mas que têm o seu conceito, como verdade absoluta.
Quando se fala em casamento, os nubentes e até as testemunhas têm de passar por uma bateria de cursos. Eu sei disso, porque fui padrinho de casamento, representando Seu Clóvis que já tinha ido desta para pior. Também fui padrinho de batismo. E nas duas vezes, faltei aos cursos. Nem si por quê. Ora bolas, eu quero distância de igreja, ouvir a mesma ladainha que desde criança ouço, só sendo meio aparvalhado. Não faz o meu gênero.
-Pai Nosso que estás no Céu...
- Ave Maria mãe de Deus...
- Osana, Osana, Osana nas alturas...
Meu ouvido não é penico, pessoalzinho para gostar de repetição. Parece uma ex-namorada que decidiu que eu iria assistir à Pontes de Madison, lá pelas 3:00h da madrugada. Nós dois na cama, eu cochilava, ela me acordava e voltava o filme. Acho que a sessão acabou lá pelas 6:00h. Mas eu assisti integralmente. É bonito, mas é ridículo ao mesmo tempo. A mulher infeliz, encontrou um pau amigo, mas não teve coragem de ir em frente. Ah e o tal de Matrix que a Margá foi para a outra casa com os filhos, fomos para a área da piscina, cada cena os meninos viam um erro técnico. Volta a fita. Deu meia-noite, o filme estava no começo, pedimos uma pizza, os meninos já estavam dormindo no meu quarto, faz tempo. Eu juro que eles falaram uma coisa e os créditos eram outros. Decidiram que seria tudo em Inglês, até os créditos. A Margá jura que eu ouvi errado, mas não voltou.
Mas como dizia, para casar é uma festa danada, já para parir, é na base da escola da vida, da Lei da Gravidade, deixa vir. É justamente onde eu vejo falha. Infância e adolescência são as fases onde o caráter e a personalidade estão se formando e os pais, muitas vezes, ainda são imaturos para acompanhar essas fases. Deveriam passar por cursos de Psicologia do Desenvolvimento e até de Primeiros Socorros, para não telefonarem aos Bombeiros, quando o filho se engasga com saliva e os pais não sabem o que fazer. Nem eu que meus filhos foram todos pelo ralo – Asdrúbal, Abgobalda e Astolpho Dido -, sei.
Muitas vezes, coisas irrelevantes se tornam uma bola de neve e vão fazer relacionamentos péssimos, por falta de saber lidar com a questão. Pais imaturos, chamam logo os estorvos que têm em casa de “aborrecentes” e acabam sendo velhos infelizes.
Talvez um dia, o brasileiro evolua e se sinta responsável, compromissado, não só consigo, mas com tudo que o cerca e aí então, tenhamos aquela família pueril de amor, afeto e respeito mútuo.
E os machões homofóbicos não precisem se esconder, para cagar para dentro e depois saírem arrotando bacaba.

DIALÉTICA POPULAR DE VANGUARDA
Ano 1 Edição 2
NATUREZA
Bem, depois de dias chuvosos, como nunca mais vistos, finalmente uma noite, que pelo se infere,começa a baixar a umidade do ar e a elevar a temperatura. Não é elucubração da minha cabeça, apenas, simples observação do céu.
São 1:19h e se veem estrelas e planetas diversos, à profusão. Neste caso, quando a imagem da noite está límpida e clara, prenúncio de dia de temperatura elevada. No frio e na chuva, é mais difícil ver estrelas, astros e planetas. Justamente pela interferência da temperatura na ozosfera, ou sei lá que fera e aquela.
O reflexo da abóbada celeste, tem muito a ver com a luminosidade, a altitude em relação ao mar e a temperatura.
A natureza é linda e se eu trivesse de nascer de novo e escolher o que ser, a que reino pertencer, escolheria de novo, ser eu. A Acácia nos anos de 1980, dizia que meu hino oficial, era aquela música do Ultraje.
Eu me amo!
 Eu me amo!
 Não posso mais,
Viver sem mim!
É uma questão de autoestima. Se eu não me amar, a relação com os outros vai ser capenga, dependente e chata. Aio invés de procurar amor, vou querer sugar o que o outro tem que eu não consigo realizar em mim.
Ser humano, quão interessante ser. Ainda mais que não engulo que somos frutos proibidos de Eva e Adão e que eles e sua prole, tenham coexistido com os dinossauros, nem que tenham sobrevivido a todas as eras geológicas já passadas pela Terra, desde o Big-Bang. É o que prega a mitologia.
- Deus fez o Céu, fez o mar, fez os rios, fez as florestas, fez as estrelas e por fim, fez Adão do barro. E vendo Adão solitário, tirou-lhe uma costela e desta, fez Eva e disse-lhe. Adão, tudo que aqui existe, é para seu desfrute.
Pode não ser assim, mas está Gênesis que serve aos judeus, aos cristãos, aos islâmicos e aos mulçumanos.
Portanto, animal é o que eu acredito sermos, primata aprimorado, descendente do rato primevo que deu origem à muitas espécies, inclusive dos primatas inferiores, degenerescência da ameba unicelular que se originou do caldo hídrico de tempos passados, onde da Química Inorgânica, deu-se o mistério da Ciência, qual a relação que oportunizou tal mudança cosmológica.
Então se somos parte indissolúveis da natureza, numa simbiose constante, é de bom tom, conservarmos o que nos permite sobreviver ainda.
Pena que ainda coexistam concepções que nos dissociem do que realmente somos e levem a equívocos, até ignorantes.
Dia desses assistia a um episódio de um documentário, chamado 60 DIAS NA AMAZÔNIA e a protagonista, uma dessas meninas mimadas que acham que são “desenvolvidas”, por tomarem Coca-Cola, ou chuparem Chicabom, quando na verdade apenas reproduzem a estupidez do passado, perguntava.
- Eu, uma garota do mar, o que estou fazendo aqui, no meio do rio?
Uma oportunidade única que muitos não têm, outros, nunca terão, do contato com um mundo ainda inexplorado, de cenários idílicos, se pensasse um pouco, antes de verbalizar estereótipos, como se fosse inteligente, veria que os oceanos e os mares são consequência dos rios e das águas doces, principalmente do Rio Amazonas, o maior em extensão e tamanho, com um aquífero de mesmas dimensões. Junto com agumas geleiras que são reservas resfriadas, também de água doce no mundo e alguns icebergs.
O que eu vejo como problema, é que apesar dos saberes disponíveis, ainda discutamos o mundo, a partir de concepções arcaicas e já superadas.
A questão dos recursos hídricos, infelizmente ainda é uma dessas. Com toda crise hídrica no Sudeste do Brasil que o iguala às necessidades do Nordeste que tanto execraram, no Norte do país ainda se lava calçada, carros, cachorros, cavalos e tudo o mais com mangueira aberta, e a água em profusão, como se por existir um iro caudaloso, nunca vá faltar.
Eu sempre digo que água é feita de uma molécula de oxigênio, com duas de hidrogênio, portanto, pertence ao Reino Mineral que diferente dos outros, tanto o Animal, quanto o Vegetal e até o Plasmático, podem se reproduzir, mas minério, mineral, é feito de reservas. Acabou, babau.
O pior, é como se trata essa questão. Nascentes de rios, assoreadas, para dar lugar à pastagem, à estradas, à condomínios. O que se fez em São Paulo nos anos de 1930 à 1950 e até hoje causa transtornos com uma simples garoa, parece que não se aprende com os exemplos que deram errado.  Os próprios rios, servido de esgoto a céu aberto, com águas não tratadas que retornam, quando eles mesmos, servem para captar a água que nos serve e até servimo-nos delas, em tempos de folga.
E se tem tecnologia para reutilizá-las, ou até para tratá-las, antes de jogar de volta. Diria mais, tecnologias. Nossa tribos ancestrais já sabiam e faziam, para limpar a água, peixes, pedras e até plantas aquáticas, nosso “inteligentes progressistas” não sabem? Até as modernas com luz artificial, cloro – como fazíamos em operações de selva, onde pegávamos a água suja que fosse, era só adicionar uma pílula de cloro, em segundo, podíamos beber e ainda gelava -, até películas, como as utilizadas na Califórnia que limpam tanto, não deixam passar nada que é preciso sujar, para que a água não seja completamente artificial, sem vida.
Uma sociedade que se basta no sobrenatural e por isso, acha que pode destruir que nunca vai faltar, pode exorbitar que sempre tem um duende da sorte que vai nos restituir o que podemos ter consciência, acaba crendo que o natural não presta e procura o sobrenatural e acredita que demagogia é o elixir da vida.
Todo Dia Internacional da Águas, grupos se reúnem para “limpar” os mananciais.  A cada ano a sujeira aumenta, porque ao invés de se viver de pieguice, de filantropia em dias específicos, seria mais importante conscientizar a todos, para que a água nos é tão importante que o corpo humano é 70% líquido, o planeta, mais ou menos 80%, além da vida só poder existir, até hoje, com água e em abundância.    
É como se o caboco ficasse com uma cuia pequena, querendo tirar a água da canoa, quando o rombo deixa entrar por segundo, três vezes mais, do que a capacidade dele de usar a cuia.
Na verdade, muita gente não quer solucionar nada, apenas dar um lustre no ego,aparecendo de filantropo.
Mais sério ainda, é a política ambiental permitir que nascentes de rios, sejam privadas, sem fiscalização alguma e se deixe a cargo de indivíduo para indivíduo, uma questão que afeta o planeta por inteiro, não pode ser particularizada.
Um especialista francês, certa vez, falando sobre a questão da conservação dos recursos hídricos, atentou que na França, cada Estado, como no Brasil, era responsável pelo rio que passava diante de sua região. Mas se chegou à conclusão de que muitos rios não são locais, eles passam em muitas regiões ao mesmo tempo. Um gestor pode ter uma consciência tal, outro, diferente, o mesmo rio vai ser tratado, ou desprezado, ao bel-prazer de cada um, quando serve a todos. Então o Governo Francês tomou como questão nacional. No Brasil, com a Constituição de 1988, quase tudo foi municipalizado, o que eu já dizia, ser temeroso, ainda mais que quanto mais distante das vistas do povo, mais se desrespeitam as leis.
Ainda tem quem acredite que venha um ente sobrenatural restituir tudo o que destruirmos até por irresponsabilidade. Se veio, já foi e não fez muito.
Ainda tem outro Deus superior, a questão do lucro sobre todas as coisas, a qualquer preço, não interessam as consequências. Mesmo que nos prejudique a todos e que por isso, morramos à míngua, ainda tem gente que acha mais importante, morrer rico.
É gente que na infância ouviu histórias do feijão mágico que levava à casa do gigante, ou de ratos que se transformam em cavalos que puxam uma carruagem que fora um jurumum e não conseguiram discernir que tudo aquilo era apenas um conto de fadas.

Há os que ainda acham que como os faraós, levarão sua fortuna para uma outra vida. Mas mesmo assim, se morrermos todos juntos, quem pagará o féretro? Quem arrumará as pirâmides? Idiotas!  

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OBSERVADORES DE PLANTÃO