sábado, 12 de setembro de 2015

DIALÉTICA POPULAR DE VANGUARDA Ano 1 Edição 4

DIALÉTICA POPULAR DE VANGUARDA
Ano 1 Edição 4
REFLEXÃO
Antes de deixar de acessar a internet, nosso Diretor Geral recebeu um email de sua amiga Acácia, com a seguinte questão: TU QUERES SER INTELECTUAL É?
Então o Thevis, nosso Diretor revelou que não havia entendido a razão da pergunta.
Digo eu, talvez seja consequência do brasileiro mostrar sempre esperteza ao invés de tentar aprimorar sua inteligência.
Ele mesmo diz que saiu do NPOR e foi para a CCS, quando cumpria o serviço militar, onde o nível de escolaridade era o mesmo, Terceiro Ano do Ensino Médio., com a agravante que na CCS havia dois universitários, dos quais, ele. Porém no NPOR as pessoas faziam questão de falar de maneira correta, enquanto na CCS, quase todos faziam questão de usar uma linguagem primária. Não concordavam gramaticalmente, não declinavam o verbo como devia. Então, mesmo isolado, durante a quarentena,chamou a atenção do fato de serem escolarizados e fazerem questão de falar relxado. Foi chamado de chato, assim quando chamou a atenção de fazerem as necessidades e não darem a descarga. Mas, apesar de acharem desagradável, tanto deram a descarga todas as vezes e de repente se expressavam como pessoas com conhecimento que tinham.
Resolvi pegar a defesa de nosso Diretor para mim e a primeira coisa que fiz, foi procurar no léxico, o significado de intelectual.
Segundo o Dicionário Aurélio: relativo ao intelecto.
Segundo o Dicionário Houaissssss, aquele que tem mais S do que verbetes: relativo ao intelecto.
A Estatística tem números mágicos, em se tratando de comportamentos minoritários, é sempre 10. 10% das sociedade é homossexual, 10% da socieade é formada de Síndromes de Down, 10%, formada de psicopatas  assim por diante. Parece que antes de se pesquisar os números se arbitra o 10, como o Perlingeiro anuncia a nota máxima das escolas de samba do Rio. Em se tratando de Educação, o número mágico é 11. 11% dos brasileiros têm acesso ao Ensino de Terceiro Grau. 11% é a média de tempo de estudo.
Fui fazer a contagem de tempo de nosso Diretor, contados separadamente, tem mais tempo de estudo do que a idade atual. Ou seja, acima da média geral.
Ele revelou que desde o Ensino Médio, só foi buscar o diploma, o Certificado de Conclusão, quando exigiram, e não foi no Colégio, foi na Secretaria de Educação. Desde esse tempo, talvez os diplomas que tenha ido à formatura, fora de Bateria e Percussão, Inglês e só. Portanto, diploma não é a meta.
Bem, se intelectual é quem exercita o intelecto, quem aplica o que aprendeu tanto na Educação formal, quanto na vivência e sabe discernir para ligar com a realidade a que se está exposto,  que já viveu realidades diversas e aprendeu a cominar os conhecimentos e a inteligência para procurara solução, ao invés de só ser problema.
De certa maneira, existe uma grande vergonha em ser inteligente, em usar os conhecimentos, e, para não se ser malvisto e malquisto por uma maioria que se basta na ingenuidade, iguala-se tudo, ou se nivela sempre pelo mais rasteiro possível, para se sentir integrando os grupos sociais.
Então se intelectual é quem tenta ser inteligente, quem utiliza os conhecimentos que se adquiriu por tanto tempo, ao invés de apenas repetir os chavões dos formadores de opinião para parecer “antenado”, então o Thevis, sim é intelectual, até por força do hábito e não é de hoje. Se isso faz alguém se sentir mal, ou incomodada, ele não vai baixar de patamar, quem quiser que o siga.
Além dos conhecimentos adquiridos, lê, discute, escuta as diversas visões, mesmo que discorde, mas não se fecha como se já tenha conhecido tudo, como é comum. É até bom, segundo ele, para formar uma ideia das coisas, mais abalizada.
Ele, há muito tempo, mesmo que isso já o tenha colocado em maus lençóis, nunca se furta a se posicionar diante dos fatos, o que muita gente faz questão de se abster, justamente para não ter problema. Dependendo onde se está, tem-se uma opinião diferente. Se a maioria é a favor de verde, posiciona pelo verde, se a maioria gostar de manga, diz gostar também, muitos não têm estofo para se posicionar, como seria de esperar, ainda mais em uma sociedade que diz se democrática.
Thevis é intelectual por não ser covarde e sempre dizer o que pensa, mesmo que a maioria seja contrária. Mas não só por isso, também por ter passado por testes de inteligência e todos diagnosticarem com níveis acima da média.
Mas isso não significa muito, pois a inteligência, assim como a beleza física, tem muito a ver com o poder aquisitivo. Quanto mais a sociedade tem acesso a poder aquisitivo elevado, tanto fica mais bonita, quanto mais inteligente. Vide os negros norte-americanos que eram horrorosos e até pouco instruídos. A partir do momento em que ascenderam social e financeiramente, surgiram negros como a Alicia Keys, segundo nosso Diretor, “a minha mulher ideal”.  Sem contar que é pianista. “Adoro!”
Muitos aprendem a passar pelo Primário e se bastar na mediocridade, passam para o Ensino Médio e aprendem a enganar o professor, a meta é apenas passar de ano, sem que isso ajude-nos a evoluírem como diz a Educação, chegam à graduação e esperam que o professor seja sempre camarada, ao invés de irem se aprimorar de verdade – o Chang diz que o grande problema dos países subdesenvolvidos, é que os estudantes escolhem as profissões, não para contribuírem com o país, em cursos como Biomédicas, Licenciatura, Exatas e Tecnologia, excetuando Engenharia Civil, escolhem pelo mais fácil, o que dê mais retorno para si, como Direito, Contabilidade, Administração, mas não ajudam no desenvolvimento geral -, entram na pós-graduação e ao invés de aprenderem mais, pagam para fazer trabalhos que servem para incutir conhecimento na área, acabam doutores, repetindo fórmulas prontas, sem poderem discernir por conta própria, e tudo o que conseguem discutir, é na base do achismo.
Todos temos condições de ser intelectuais, ainda mais quem faz parte dos 11% com acesso à pós-graduação – MBA, Especialização, Mestrado, Doutorado -,mas é preciso exercitar o intelecto, como diz o dicionário, não se bastar na mesmice.
Quem sabe, um dia, todos queiramos ser intelectuais, desde o primário, ao invés de querer ser o filhinho engraçadinho, o garotinho “inteligente”, quando muitas vezes é apenas uma criança em desenvolvimento, um garotinho mimado e chato de verdade, individualista e já aprendendo a ser egocentrado.
O Brasil e o mundo precisam sim, evoluir, usar os saberes que se dispõem, ao invés de nos vestirmos de estereótipos, chega de tanta discussão sem base em nada, apenas na base do eu acho, pensando-se ser pós-moderno e apenas se está sendo pré-histórico.
E ficam umas pessoas que por não terem argumentos, ao invés de debaterem, tentam destruir quem não é aliado, quem não é da mesma “tribo”.  Em situações diversas. Seja no campo de esporte, seja no campo político, até mesmo no campo das ideias.
E assim se basta na mesmice, no reacionarismo, da sociopatia de querer ganhar sempre, mesmo sabendo que não tem argumentos para isso.
Precisamos sim de intelectuais que defendam seus pontos de vista e não se escudem num tal de “apoliticismo” que nunca existiu que apenas demonstra covardia, aí sim, quando a inteligência, o conhecimento der o tom, aí podemos falar em democracia, um país onde as pessoas saibam lutar por seus pontos de vista, mas saibam que assim como há vitória, em toda disputa, também ´há derrota e assim, talvez o fantasma tantos golpes, passem longe de nós, liderados por pessoas que se dizem escolarizadas, mas não intelectualizadas.
Acostumamo-nos tanto com golpes que nos acostumamos a dar golpe no caráter de quem o tem, golpe nos princípios alheios, golpe em quem tem seus truísmos definidos, golpe na inteligência, quando nos conformamos a colar, ao invés de construirmos a inteligência, e aí, ao primeiro sinal de mudança da inércia político-social,  para favorecer à maioria, uma minoria sempre esteja a serviço dos interesse estrangeiros que nem são seus, só para parecer dentro dos padrões do que se pensa ser a elite.
O que falta para que as pessoas deixem de se bastar na mente turva e exerçam também a intelectualidade? Talvez seja o que chamam de Educação que é apenas uma maneira de manter as pessoas pensando que o subdesenvolvimento, é tudo o que se deseja e se pode esperar.
Já dizia Darwin, tudo o que não se usa, atrofia e/ou desaparece.
Será que essa minoria que de certa maneira deu duro para conseguir se diferenciar da maioria sem tanto acesso, não confia em sua capacidade de levar um pensamento adiantes, mesmo contrário ao que dizem os formadores de opinião, tantas vezes, tão rasteiros que fazem parte da maioria que falta tudo, principalmente conhecimento de verdade? Daqui a pouco, vão desconfiar de suas biografias, da capacidade que dizem ter, quando vão pensar que tantos títulos não passam de uma farsa.
Pensar não dói, mas no Brasil, pode criar inimizades, antipatias, por isso as pessoas acabam se bastando no CTL C, CTL V depois de assumirem cargos que deveriam ser pensados, e se acabam burocratizados ao excesso, com nem Max Weber gostaria. Pensar faz com que as pessoas saíam da sua zona do conforto. Então o brasileiro em sua maioria é anencéfalo.
Talvez uma tradução de intelectual, seja um descontentamento com o lugar-comum, ou um desconforto pessoal com a preguiça mental e isso seja o combustível para procurar entender mais sobre o que se passa em seu entorno, do que aceitar tudo sem questionamento.
Até na confeitaria, quem só segue receita de bolo, nunca inventa uma receita nova. Vai se manter igual a todo mundo, e sempre depois de alguém que foi além.
O conformismo é algo muito religioso e nosso Diretor diz sempre que deixou de crer em mundos fantásticos e sobrenaturais, desde muito tempo, pelo menos uns 40 anos, portanto, não aceita que as respostas caiam do Céu e sejam empurradas goela abaixo.
Tio Lenin, dia, em COMO ILUDIR O POVO.
Os objetivos claro, são muito louváveis. Mas não sabe qualquer pessoa que se ocupa de política que as políticas são julgadas não pelas declarações mas sim pelo verdadeiro conteúdo de classe?
Por que um exemplo político, quando se fala em intelectualidade? Porque dizem que a humanidade é constituída de seres políticos. E seja onde quer que se decida, as tomadas de posição, as decisões são políticas. Por que escolher utilizar o intelecto, ao invés de ser mais um na multidão? Por que procurar novos sentidos na vida, ao invés de se contentar com o que já está posto?
Talvez seja isto, no Brasil onde a elite, principalmente financeira ainda pensa como se fosse senhora de escravos, ser intelectual, pensar de maneira própria, saber inferir sobre a realidade, seja visto como esnobismo, mesmo que a política da ostentação seja a de mostrar penduricalhos, nem sempre necessários, ou ao menos que seus detentores saibam como utilizá-los, só para mostrar aos outros, de forma externa, que também podem integrar o grupo dos possuidores, e se aperfeiçoam em mostrar o exterior e se escondem quando precisam mostrar algo que sirva, que contribua, vindo do interior.
Um Brasil onde as classe abastadas só pensam em acumular bens materiais, sem acumularem na mesma medida, conhecimento, inteligência, que tiram das minorias políticas, para exorbitarem no exterior, como diz o Bresser, uma elite que imita o nível de consumo de países onde se distribui mais riquezas entre os cidadãos, por serem desenvolvidos, sem a contrapartida, como diz o Chang, de geração de empregos, de políticas desenvolvimentistas, dessas mesmas classes, inteligência ainda é malquista, pode ser subversiva, mas me desculpem, mas enquanto puder usar a inteligência, usarei, sem vergonha de ser o que quer que me chamem.
   


         
 DIALÉTICA POPULAR DE VANGUARDA
Ano 1 Edição 4
CULTURA
PENSAMENTO DO DIA
Ela já fez tudo na vida, até enfrentar a pecha de ex-trábica, ex-tabanada, ex-proprieda, ex-candalosa, ex-comungada e muito mais. Porém, desde que namorou um diretor da empresa de comunicação onde atua, virou garota de programa, com carteira assinada. Assim que se deixaram, voltou à sarjeta e a fama até de linda foi esquecida, assim como surgiu, descartada como papel usado. Então relsolveu dar mais um passou em sua vida pós-moderna, filiou-se à uma igreja neopentecostal e tem milhões seguidores “irmãos”, para seus selfies que tira, até abraçada ao pastor na hora do culto.
Uma empresa onde o critério de seleção e até de formação de celebridade é o arcaico “teste do sofá”, pode, em dias específicos, pode dar conselhos sobre Administração de Pessoas e ética laboral?
Foi-se a era da informação, para dar lugar ao tempo da deformação de caráter e formação de consumidores tratados como massa de moldar.     






           DIALÉTICA POPULAR DE VANGUARDA
Ano 1 Edição 4
EDUCAÇÃO
HEY PROFESSOR HOW RICH ARE YOU
Observação, será feito um resumo, por causa das 17 páginas .

Dia desses assisti a pedaços do filme POLICARPO QUARESMA datado dos anos ’90 passados, retrato do Brasil República, logo após a derrubada da Monarquia. Qual não foi minha surpresa? O Brasil, já naquela época é dirigido por interesses econômicos e mesquinhos e puramente pessoais, apartados dos interesses coletivos. Oh que surpresa!
Em parte, parecia com estes tempos, em que o jogo democrático e eleitoral, porque uma horda de descontentes nazifascistas não aceitam as regras do jogo, quando derrotados e querem manter o mesmo Brasil voltado aos interesses concentrados de poucos.
Outra coisa que parece ter mudado pouco, é como a elite, tanto naquele tempo, quanto neste, é pródiga em estupidez, muito dinheiro no bolso, mas pouco conteúdo intelectual.
Desprovida completamente de ética, utiliza, sempre que conveniente, do moralismo, para continuar a se manter marginal da própria ética, quando necessário.
Todas as vezes em que se tenta levar dignidade e distribuir as riquezas com e para as classes menos favorecidas, quando se tenta ver o Brasil além do Sudeste e Sul, a elite cria uma crise política. Detentora dos meios de comunicação, desde sempre, podem muito bem, convencer as massas, com falsas notícias, ou criando factoides.
Dias desses, o Gaguinho Elétrico, Doutor Bresser Pereira, entrevistado em um canal de televisão, garantia que a crise que se estava criando, era justamente porque finalmente um governo distribui rendas e se faz popular, quando reparte melhor entre todos, o que era quase constitucional, serem drenados para uma classe e uma região quase em sua totalidade. Era no programa do Conti, na GloboNews, aquele que, como o Gugu, inventou falsos bandidos, para entrevistar e tanto ele, quanto o outro, saírem incólumes, como é costume no país.
Não podemos esquecer que recentemente, os Governos Populares tomaram uma medida que desagradou a dita grande imprensa, ou grande media nacional. O dinheiro público que era carreado quase que exclusivamente para Globo, Estadão, Record, Valor Econômico, da Exame, da Você S.A. e outros poucos, foi dividido com empresas de comunicação menos visíveis, também no Cafundó do Judas, fora do eixo do poder. Isso deixou as grandes empresas insatisfeitas, além do fato de quererem impingir ao país, seus candidatos do mais elevado reacionarismo em tudo.
Então lembrei-me de um de seus livros, de quando eu era estudante de Economia, na matéria do Professor Jefferson Peres. Tanto o livro, quanto a matéria se chamam ECONOMIA BRASILEIRA. O livro tem um subtítulo. UMA INTRODUÇÃO CRÍTICA.
O entrevistador, como que querendo já diminuir o discurso do entrevistado, já perguntou, antes de qualquer coisa.
- O senhor era ligado ao PMDB, agora parece mais próximo do PT...
São coisas que se pensa inocente, mas têm um grande efeito, tanto em quem está diante das câmeras, quanto quem está assistindo. É mais ou menos como se fazia na Ditadura.
- Tu és comunista, né?
Não é tolice, é para colocar a pessoa contra a opinião pública que é levada a crer que ser isso, ou aquilo, não dá o direito a discutir, a debater, a apresentar seu ponto de vista.
E o pior nesse tipo de abordagem tão comum no Nazismo, é que se expõe o outro, mas se fica numa posição como se não tivesse um lado, não atuasse por um determinado interesse. O entrevistador tem cara de imbecil, mas é bem ardiloso nesta questão de identificar ideologicamente o convidado. Aliás, o Bresser apenas avalia de fora, sem ser ao menos militante, mas hoje, no Brasil próximo do que se viveu de 1964 à 1985, a minoria nazifascista, de novo, quer criar um mundo que só lhes favoreça e a miséria volte a grassar e a dependência subdesenvolvida nunca acabe. Foram eles que endividaram o país junto ao FMI, que diziam que não era possível dar qualidade de vida às classes mais pobres, que o Brasil não podia ser soberano, mas hoje, parece que foram eles que resolveram esses tantos outros que depois de 2003, o Brasil se debruçou e pelo menos saiu do marasmo de privilegiar apenas a poucos.
O livro e as tabelas do Bresser, servem bem, para comparar o Brasil de hoje, com o Brasil que os golpistas, os nazifascistas enrustidos e/ou encubados tentam desestabilizar.
Aliás,  depois que uma mínima parte da sociedade inventou Deuses para justificarem o estado, a divisão em  classes, a propriedade privada, vive em fuga. Foge na busca por religião, tenta disfarçar sua falta de capacidade em lidar com a realidade, com drogas, tenta se esquecer de si, com hedonismo, pois como disse, certa vez, um sertanista, esse pessoal tem tanto medo de se conhecer que se por um azar, tiver de ficar em uma ilha sozinho, sem celulares, filmes, rádios, tudo o que os faz se distraírem e tiverem de conviver consigo apenas, em segundos atentam contra a própria vida. E cada vez mais inventam fugas, para evitar que as pessoas tenham contato com o seu interior. Os viciados em redes sociais que sabem muito bem que fora a autopublicidade, eles não se aguentam a si, o seu verdadeiro ser. É preciso mentir para si.
Em POLICARPO QUARESMA, a velha mania de prosperar às custas do estado, sempre contra o povo, onde se infere que a corrupção é antiga, mas, a criminalização, algo muito contemporâneo, só agora visto, no Brasil, onde os desmandos, o fazer a coisa pública, particular, eram até bem vistos por igrejas, Maçonaria, entidades empresariais, até escolas. E agora como combate, essas mesmas instituições e representações de classe se mostram apavoradas com a continuação do combate. Como sobreviverão?
Até na literatura, aparecem acordos espúrios sendo feitos na calada da noite, em bordéis, na Maçonaria, nas quermesses, em lautos banquetes, e agora, esses que se locupletaram com isso, exigem o “fim da corrupção”. É como se a meretriz mais famosa do lugar de repente encabeçasse uma campanha, pelo fim da prostituição. Algo cheira mal no império do faz de conta.
Peguemos um exemplo no citado livro do Bresser
QUADRO X – DISGTRIBUIÇÃO DE RENDA NO BRASIL (%)
CAMADAS DA POPULAÇÃO
PARTICIPAÇÃONA RENDA DE SALÁRIOS
1960
1970
1980
20% MAIS POBRES
3,9
3,4
2,8
50% MAIS POBRES
17,4
14,9
12,6
10% MAIS RICOS
39,6
16,7
50,9
5% MAIS RICOS
28,3
34,1
37,9
1% MAIS RICO
11,9
14,7
16,9
Não é preciso ser nenhum gênio, para perceber como a divisão das riquezas a cada década ficava mais desigual, os pobres mais pobres e a maior concentração nas classes mais abastadas. Só um exemplo gritante, escorchante, vergonhoso. Em 1980, os 10% mais ricos, concentravam para si, mais da metade da riqueza produzida, 50,9%, enquanto os 20% mais pobres, ficavam apenas com 2,8%. É isso que chamam de democracia de mercado? É este país que lutam para voltarmos?
E o grande ídolo desse indisfarçáveis nazifascistas, é o ex-Presidente Gluglu, aquele que fala e enrola a língua que ninguém entende nada. É proposital, assim como disse para esquecerem o que escrevera, baseado em Celso Furtado, quando assumira a Presidência e quase leva o país à bancarrota.
Outro exemplo, segundo o livro do Bresser, vou me ater apenas ao terceiro quadrante, pois é muito grande.
QUADRO VII – TAXAS DE ACUMULAÇÃO E DESENVOLVIMENTO
ANOS
TAXA DE CRESCIMENTO
1970
8,3
1971
12,0
1972
11,1
1973
14,0
1974
9,5
1975
5,6
1976
9,7
1977
5,4
1978
4,8
1979
6,7
1980
7,9
Havia até um crescimento considerável, o problema sempre foi da concentração em poucas mãos e regiões privilegiadas. O Brasil, desde o “Descobrimento”, se não fosse só a fonte de commodities, de insumos vendidos a preço de banana, a velha prática de trocar minério precioso por espelhinho, já estaria em patamares acima do seu eterno subdesenvolvimento. Isto é, se as classes mais abastadas, até hoje, não fossem apenas capachos dos mandos e desmandos de fora.
Muitas vezes esse crescimento era sustentado por empréstimos de fora, o que recaía nas costas dos mais desvalidos, com impostos indiretos que tratam os desiguais, da mesma maneira e desses, muitos não falam nada. O problema deles, são os impostos diretos, o que é mais justo.
Hoje, além da renda ser melhor distribuída, inclusive entre Estados e regiões, o PIB até pode ser um pentelhésimo de porra nenhuma, mas é a produção que temos, são as trocas feitas, é o Brasil de verdade, não dependente do FMI para mascarar nossas debilidades.
É a grande falácia de que está tudo mal, quando se tenta tirar o Brasil da miséria, e tanto se joga para a população de que está mal que acaba atrapalhando a economia e o país, como um todo.
Ai9nda tem gente falando que o golpe de 1º de abril de 1964, decorreu das Reformas de Base que trazia consigo, o Fantasma do Comunismo. Foi a mesma coisa que fizeram e hoje tentam reeditar. Muito se fala nas Reformas de Base, mas não se vai ver quais eram. É como diz o Slavoj, quanto ao discurso deo Marthin Luther King. Todos dizem: “Eu tive um sonho”, mas não saem disso, não discutem a essência, que sonho era esse, o que o discurso queria revelar, fica o discurso apenas no “eu tive um sonho”. É como as “Reformas de Base”. Mas o que elas podiam tumultuar o país, fazer passar de capitalista, para comunista? Como os meios de produção, de repente, com uma canetada, passariam das mãos da burguesia, para as mãos do proletariado? É uma maneira de enganar o povo, fazendo ficar na superficialidade o resto da vida. I had a dream. A dream on the Basic Changes…” Eu hein.
O capitalismo hegemônico está dando corda para se enforcar. A China que de certa maneia ainda é socialista, um socialismo revisionista, está comprando todos os ativos das grandes potências, não fossem os BRICS, capitaneados pela China, a crise de 2008/10, seria muito pior segundo Thomas Piketty e sem um bode expiatório, como fazia com a URSS, para jogar a culpa, das falhas do sistema. Agora a culpa é única e exclusiva do Capitalismo. Não tem outro mundo, outra ideologia, desde que os EUA se tornaram tão hegemônicos, quanto o Império Otomano, Império Helênico, Império Austro-Húngaro, ou o Império Romano.
Segundo o Chang, a grande falácia é dizer que o “livre mercado” traz prosperidade. Nem na América Latina, muito menos na África, em lugar algum. Trás crises, trás miséria, até se ter de apelar à guerras e invasões territoriais, como os exércitos do Século XII.
Voltemos à mais uma tabela. De novo, como é uma tabela enorme, pinçarei apenas parte.
QUADRO I – PRODUÇÃO POR HABITANTE NOS 30 PAÍSES MAIS POPULOSOS DO MUNDO - 1978
  
PAÍSES
POPULAÇÃO
PNB PERCAPTA
(1.000 HABITANTES)
US$
CHINA
952.223
230
ÍNDIA
643.896
180
ESTADOS UNIDOS
218.548
9.770
BRASIL
119.461
1.510
Menos de 40 anos depois, a China é a segunda economia mundial, até 2020, quando previsões dizem que chegará à ser a primeira, mas previsão inclusive em Economia, é algo que não se pode confiar muito, como diz o Phil Roszewig no DERRUBANDO MITOS, os institutos que dão notas prevendo crises, não previram a bancarrota de 2008/10 e até hoje, segundo ele, as notas dos EUA e de algumas empresas que foram o estopim da crise, não foram rebaixadas, nem ao menos, um AAAAAAAAAAA-, parece que nada aconteceu por lá. O que se infere que a classificação de mercado por essas empresas, é mais político, do que econômico e depende da proximidade com suas ideologias, ou não. O J.P. Morgan que foi um dos principais focos que levou à crise, continua intocável, desde quando deteve toda a produção de petróleo, o controle absoluto das ferrovias, o mando na eletricidade e atuou inclusive para atrapalhar inventos que poderiam tirar o mundo da dependência absoluta das grandes empresas, podendo-se, há muito tempo, ter energia limpa e sem dono, abundante, para se usar a qualquer hora e onde se bem quisesse. Mataram o Tesla. Primeiro socialmente, depois, fisicamente. Era doido, mas o FBI confiscou todos os estudos que ele fez e aos poucos, até o Marconi foi tendo as mesmas ideias, sem estudar nada. Isso é o que chamam de democracia?
A media incute padrões elitistas, inclusive nas classes que não podem consumir tanto quanto mandam. Como diz o Decca n’ O NASCIMENTO DAS FÁBRICAS, o “mercado” dita, quando as leis de mercado, não é algo para fazer mais eficiente a produção nada, é apenas uma maneira de se manipular a população, com um conceito de classe, da classe dominante.
Dia desses, meu sobrinho mais velho, dizia que a empresa do pai que é terceirizada da PETROBRÁS, estava com dificuldade financeira, pois as regras da maior empresa nacional, estavam sendo mais rigorosas.
- A empresa que ele é sócio, sabe?
- Nem sabia que ele era sócio de nada. Aqui, sou sempre o último a saber. Uma sina de corno até nas questões familiares.
Aí, o mais interessante, a solução que ele deu.
- Privatizar a PETROBRÁS!
Que gênio. Papai está em dificuldade financeira, privatiza-se a maior empresa nacional, como se fez com a Vale, com a Siderúrgica Nacional, com a EMBRATEL, com a EMBRAER e outras e além de não decolarem, como se dizia, ainda o setor público tem de fazer políticas para não deixar que elas sucumbam. Privatiza-se a PETROBRÁS, o que sempre se quis, desde quando a UNE e a Esquerda demandava uma empresa petrolífera nacional e os EUA diziam que não havia petróleo no Brasil e desde então, empresas ligadas a eles e outros países, vivem jogando essa ideia no “mercado”. O Fernando Henrique, o Presidente Gluglu, até tentou, iria transformar em PETROBRAX  então, vender a preços amigáveis, com o financiamento do BNDES. Quem diz que privatizada para o capital externo, a empresa de papai vai continuar prestando serviço? Chang diz que o conceito de empresa trasnacional, é apenas uma enganação, pois toda empresa obtida por um capital nacional, toda a pesquisa, toda a área administrativa, toda a parte estratégica e vital, é transferida para o país de onde proveio o capital principal. Privatizando-se a PETROBRÁS, sendo assim, toda linha de pesquisa, de exploração, até de administração,sai do Brasil, e passa a ser gerido de longe. Mas tem muita gente tola! Meu sobrinho é como o povo que Cristo disse que não sabe o que fala. É advogado.
Neste momento, a Vale, antiga Vale  do Rio Doce, está colocando sua participação societária, à venda.
No mês passado quando Dona Therezinha estava em Brasília e eu quis me comunicar com ela, ouviu uma mensagem o dia inteiro, nestes dias que as previsões histéricas, diziam que a privatização seria a solução para todos os problemas.
“EMBRATEL informa: Neste momento, todos nossos canais estão fora de área. Não podemos efetuar sua ligação. Tente mais tarde!”
E eu tentei de manhã, à tarde, à noite e até já decorei a mensagem. Ah se fosse uma empresa pública, no sentido de estatal. Mas é privada, fazemos de conta que é normal.
Eu digo que a maior crise que enfrentamos, é a crise de capacidade. Uns ricos que amealham coisas, mas são paupérrimo em conteúdo e buscam cada vez mais, para si e para suas descendências, “conhecimento”, nas “falcudades” que todos sabemos, é tão eficaz quanto perfume francês para combater o inseto da dengue.
As soluções são tão infantilizadas, quanto a discussão política, cheia de argumentos da parte dessa gente que pensa que é Peter Pan, ou Cinderela, em pleno Brasil, com problemas estruturais, deixados debaixo do tapete, por séculos. Mas, só agora quem se valia da política de segregação, até mais penosa do que o Apartheid sul-africano, quer  que se resolva tudo num interregno supersônico, coisa que levaram mais de 500 anos e não fizeram, ou resolveram, querem tudo em 12, ou menos.
- Pra ontem, viu!
O problema da crise de capacidade, é que gera crise ética, pois quem não tem certeza de sua capacidade, é capaz de se aliar a tudo e tome corrupção, tome desvio inclusive de caráter. É o que as “falcudades” estão jogando da porta para fora, com um papel que parece dólar americano, na crise de 1929. Era só papel, sem valor algum.
Somos o país da esperteza, o que não se traduz em inteligência de maneira alguma. Quanto mais esperta a pessoa, menos consegue formular um pensamento com nexo, ou ao menos, ter solução para problemas simples.
Bem, agora me valho do livro-tese do Professor Doutor, Noval Benaion que esqueci de perguntar à Dona Letícia, onde encontrou esse nome que parece mais marca de papel-higiênico, ou nome de remédio para psicose.
TABELA 10 – PRODUÇÃO CIENTÍFICA: NÚMERO DE ARTIGOS PUBLICADOS, PAÍSES SELECIONADOS.
POSIÇÃO
PAÍS
NÚMERO DE ARTIGOS
1
ESTADOS UNIDOS
243.269
2
JAPÃO
68.047
3
ALEMANHA
62.941
4
INGLATERRA
58.171
5
FRANÇA
45.214
6
CANADÁ
31.985
7
ITÁLIA
29.482
8
RÚSSIA
25.629
9
CHINA
24.923
10
ESPANHA
20.847
16
COREIA DO SUL
12.218
17
BRASIL
9.511
Bem, em menos de 20 anos a China passou a ser o segundo país e termos de publicação de artigos, em termos de patentes e o Brasil tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, continua a buscar o título de consumidor, com a ajuda do modelo elitista de classe que continua a querer imitar o que veem dos países mais desenvolvidos.
E se investe muito em “falcudades” que continuam formando idiotas, buscando ainda o sonho de ficar ricos, só pelo jeitinho, a promessa neoliberal, ainda muito ativa na formação, quero dizer, de gente que busca seu lugar no Parthenon, mas se recusa a buscar pensar a verdade. É possível todo mundo enriquecer? Não. Isto é Capitalismo xará.   Sem pobreza, não tem como garantir a riqueza.
Agora a moda é fazer tudo, de forma glamourosa, como se todos estivéssemos em uma novela, ou num reallity-show, como os principais protagonistas. Todo mundo representando um papel, da hora de acordar, até dormindo, o que faz cada vez, pessoal imaturas. Quem não consegue ser, acaba buscando fingir o que não é.
Ainda se acredita que todo mundo tem de buscar seu US$ milhão, antes dos 30 anos, ainda se propaga que as pessoas poderosas, têm de tratar os menos favorecidos, como Senhor de Escravos, ainda se tem uma segregação muito grande, mesmo entre pessoas de classes inferiores que pensam que imitando a pose do “poderoso”, vá sair da pobreza, para a riqueza, num passe de mágica.
Ora, ainda tem muito filho  vagabundo, repetindo a velha frase do “tempo é dinheiro” que n’ O NASCIMENTO DA FÁBRICA, explica tão bem.
“Utilize cada um dos minutos como a coisa mais preciosa. E empregue-os todo no seu dever.” Pregações desse tipo, ou aquelas em que o tempo se relaciona com dinheiro nos mostram todo o artefato moral de uma classe de mercadores que se impõe a si mesma os critérios de sua identificação.
Nossa democracia é só o discurso da classe dominante, sem objeções, batidas e rebatidas nos meios de comunicação sempre nas mãos de famílias reacionárias e de “falcudades” que ao invés de pensar profissionais cidadãos, pensadores de sua realidade, deformam pessoas em busca da riqueza e que é possível ser rico, muito rico, só sendo “bonzinho”. A riqueza é uma questão de ser bom, ou ruim. Quem se comporta, vai ser recompensado regiamente.
Ainda não foi possível repartir o bolo, como dizia Delfim Neto, porque o bolo azedou, baixou e virou borracha.
Sempre se disse que não era verdade de que no Capitalismo a riqueza é uma possibilidade para todos. Primeiros foram os subversivos, depois os comunistas e agora o Occupy  que revela que para cada rico no mundo, são necessários 99 pobres para servir-lhes. Mas ainda tem quem acredite que é possível um Capitalismo “menos selvagem”. Não tem jeito, é questão de princípios. Selvagem ou manso, o Capitalismo é isso, geração de muita miséria, para a riqueza privada de poucos.
Mas até aí, era discurso de derrotado, de gente extemporânea, com ideias impossíveis de vingarem. Até que veio o Piketty, só 1% de toda a sociedade mundial é rica e que mais da metade dessa riqueza está parada, para gerar mais lucros, enquanto a grande maioria, ou seja os 99%, têm de se contentar em comer o pão que o Diabo amassou. E apesar de não ter nenhuma ligação com o Socialismo Científico, Piketty chega à mesma conclusão de Marx, de que a concentração de riquezas está cada vez mais forte, o que sugere que se vai chegar ao monopólio se nada mudar.
Os capitalistas militantes, ao invés de discutirem isso, preferem desviar os assuntos para Papai Noel e Duende da Sorte, mas pelo visto, vão acabar com a Mamãe na Égua e o Sem Dente do Azar.
Se bobearmos, chegamos ao desrespeito do começo das fábricas, onde a classe operário não tinha direitos e os turnos, cada vez mais duros, sem higiene e longos. E quando o pessoal que estiver em regime de semiescravidão, vai ficar que nem cachorro de automóvel cafona, balançando a cabeça para tudo, sem poder decidir nada.  
A PETROBRÁS, umas das 20 maiores empresas do mundo. Depois o Banco do Brasil, maior instituição financeira do Brasil e uma das 10 maiores do mundo. Um pessoal que tem essa ideia de favorecer sempre o capital internacional, como uma meta de família, passa de pai para filho, não importa se o país fique sem empresas próprias, desde que se resolva a questão pessoal, com a destruição do que é público, tudo bem. Uma visão de que o país é meu, só meu, os outros são apenas penduricalhos de enfeite e eu posso dispor do que deveria ser de todos, ao meu bel-prazer. O individualismo acima de tudo. Ah e se depois der tudo errado, “derruba o Governo”, mesmo que não se saiba quem vai assumir, qual sua plataforma, é o imediatismo.
A media cria uma crise artificial, para não perder suas vantagens e reconquistar as perdidas e se possível, levar mais vantagem. Jogam o terrorismo psicológico nas ruas, os agentes econômicos começam a se proteger contra o possível futuro sombrio, cada um começa a elevar o preço de seu produto, gerando o que se chama de Inflação Inercial que um primeiro momento, não corresponde à inflação real, mas depois, gera inflação incontrolável, pois cada um quer tirar o seu de qualquer maneira, todo mundo querendo ser esperto, mas acaba levando a todos, para o fundo do poço, uma crise com consequências danosas para a grande maioria, que concentra poucas mãos e vira um círculo virtuoso, como o cachorro correndo atrás do próprio rabo. Por fim, só o capital externo consegue se dar bem e elite fica cada vez mais, como capataz dos intersses dos outros.
Cada vez mais a elite se torna autômata, cada vez mais, obreira, sem pensar, só realizando, pois pensar, ler, estudar, apreender, é coisa de chato, de subversivo, de perigoso, de pessoa tóxica.
Imagina, meio século depois do golpe de 1964, ainda tem gente que se dirige á Presidenta chamando-a de terrorista, apesar de se dizer democrata. Ou não é, ou é burro. Se havia um tempo obscuro, se os direitos civis foram banidos, se o estado de direito e a constituição foram jogados no lixo, então, subversivo, terrorista, tudo o mais, é de quem apoiou a Ditadura. Quem lutou pela democracia, de outra feita, era o herói, o democrata de verdade. Só tem duas formas do cara ainda continuar a se dirigir a quem lutou clandestinamente de terrorista, se for tapado e otário, ou se estiver com saudade da Ditadura, mas como bom covarde, não tem coragem de se expressar como deve.
Uma elite burra, imatura, covarde e fascista, imagina!
É como o papo de que o “soldado foi morto pelos terroristas”. É muito cinismo. Numa luta contra o inimigo, ou se mata, ou se morre. É como, depois da II Guerra, um ignóbil vir querer julgar os soldados da frente aliada, sob a acusação de que matou o “soldado alemão”.
O cidadão acredita mesmo que antes dos 30 vai ser rico, conseguir seu primeiro, não é o único, é apenas o primeiro milhão de dólar. O tempo passa ele não consegue nem guardar R$ 100.000,00, o recalque e o ódio contra todos e tudo, vai fazendo-o ficar cada vez mais sem esperança em nada
Cuidado com as ilusões que te vendem, pois na verdadeira história de Alice no país das maravilha, ela era viciada em LSD e tudo aquilo, não passou de uma dose. Doidona, tentou passar pelo meio do espelho,acabou toda cortada, jugular, femoral, cabeça e tronco. Teve uma hemorragia tão grave que ficou anêmica em segundos. E o pessoal quando chegou, pensou que havia se suicidado, sem nem ao menos com um bilhete explicando tal ato. Ledo engano , ela, mais do eu muitos, estava sequiosa pela vida, em viver,mas fugiu tanto da realidade que acabou se automutilando.
E assim, vamos substituindo professores que formam pensadores, por consumidores que consomem inclusive a fofoca da celebridade de momento e esquece de formar caráter.
Como diz o livro que trás esclarecimento de práticas ditatoriais. DITADURA NUNCA MAIS!


DIALÉTICA POPULAR DE VANGUARDA
Ano 1 Edição 4
TENDÊNCIAS
SER OU FINGIR
Bem, encima da pergunta se eu queria ser intelectual, ainda, no meu ponto de vista o verdadeiro questionamento está subentendido, é preciso ler nas entrelinhas, para responder o que se quis perguntar de verdade.
Quando era universitário, saía com umas meninas que moravam juntas. Cada uma, diferente da outra, física e mentalmente.
Eu queria “comer” a mais nova, mas não consegui. Era o que se chamava de “gostosona”, um corpo maravilhoso, uma rabiola de dar tesão até no Papa Gay, uma cintura mínima, e uma cabeça em termos de pensar, tão útil, quanto cabeça de camarão. Ninguém é perfeito, mas essa menina, tirante o pensamento, a conversa, essas coisas sem muita importância, estava muito próxima. Então uma noite, a amiga que dividia o apartamento, saiu comigo, as outras não foram e ela se virou para mim e perguntou.
Por que você não me olha como mulher?
Sabe quando é preciso pensar uma resposta rápida? E se ela quisesse me estuprar? Eu era um moço de família. Tinha uns 20 anos, hoje sou um coroa de família. O quê é isso?
Era uma dessas perguntas que se tem de entender o que não foi dito, mas que tem mais importância. Na verdade ela quis dizer.
- Por que você não me come?
- Por que você não tem desejo sexual por mim?
À época entendi muito bem, mas preferi me fazer de tolo. Resolvi responder com outra pergunta.
- Alguma vez já te chamei de sapatão?
Parou por aí mesmo.
Tempos atrás pensei, por quê não tinha desejo sexual por ela. Não era feia, era agradável, gente fina, mas nada, nem cócegas. Diferente da colega de moradia não tinha vergonha de acentuar suas curvas. Então pensei. Talvez o problema da que estava a fim de “dar” para mim, é que ela era do tipo que esconde o corpo e até as emoções. Como cursava Educação Física, de manhã era calça de moletom, camisa de algodão, tudo muito frouxo e tênis. À tarde, moletom, malha e tênis. À noite, fosse em festa, em bares, o que fosse, calça de moletom, camisa de algodão e tênis. Não soube responder exatamente, mas hoje eu entendo que o tesão depende mais do que apenas testosterona e uma paudurecência juvenil. Precisa de uma mãozinha, no sentido figurado, ou literalmente, para endurecer o pau.
-...-
Agora, com mais idade, decidi não mais me fazer de tonto, responder a pergunta subentendida.
Se me fosse feita a mesma pergunta hoje, responderia completamente diferente.
-Eu não te vejo como mulher, porque tu não te apresentas como mulher, não passa segurança de quem sabe o que quer, não pareces ter qualquer sexualidade. No máximo tu te apresentas como uma amiga, alguém com quem eu dividiria uma piada, uma putaria, um segredo, mas nunca uma relação na cama.
Como diz o Ananias.
- Já comi coisa pior pagando!
Mas pagando, é puta e elas aprendem que para ter clientes, é preciso saber se vender, expor-se para o que desejam.
Realmente a pergunta da Acácia é outra, também.
- Por que tu não utilizas a inteligência para ficar rico, só queres “aparecer” pensando?
Mesmo não querendo, a Acácia tem em si, toda carga jogada por milênios, para responder.
Colocava-se para a sociedade feudal que o rei e a aristocracia por sequência eram bonitos, inteligentes, boa gente, , agradáveis etc. A rainha ou a princesa tinham de saer vistas como lindas, assexuadas, submissas, indefesas. A feiura era associada à pobreza, quem tinha verruga no nariz era antipático, de difícil convívio, éramos vilões, como as bruxas que tinham, todas, uma verruga sequer.
Mas na realidade, nem sempre o perfil se adapta ao que representa.
Vide o Príncipe Charles quanto à beleza e quanto à sagacidade. É feio e meio aparvalhado, um sanguessuga, não tivesse nascido na Família Real Inglesa, seria, quem sabe, um ladrão de quinta categoria, sem capacidade para mais nada.
O Rei Juan Carlos, não tem nada a ver com o perfil do aristocrata. Não é simpático, não tem caráter, é assassino, fratricida, matou o próprio irmão a mando de Franco e sua filha parece que herdou essas características, é o resumo da ópera . O que desmente estereótipo do poderoso sem defeito.
Quanto à verruga, quando tive contato com o Sicuca que era feito, albino, nariz chato e pelo menos naquela época, com uma verruga no meio do nariz. Mas estar próximo, ao menos comigo, deixava a sensação de paz, de bem estar, até pela forma que ele tentava reconhecer a todos, como ser-humano.
Na coletiva com a imprensa, fez uma roda com as cadeiras e pediu a cada que se apresentasse, nome, profissão etc. Quando chegou a um rapaz, ele disse que passassem. O Sivuca perguntou por que ele não se apresentava.
- Ah, eu sou apenas o motorista do jornal.
- Não, você é tão pessoa quanto todos os presentes. Você no que faz, também é importante.       
Até o Feudalismo, justificava-se uma minoria com tudo, frente uma grande maioria na miséria, por serem da árvore genealógica de Deus, portanto tinham a missão de guiar o mundo. Veio o Capitalismo e a imagem do poderoso que a tudo enfrenta, que é incólume aos maus e aos males, inclusive à caganeira, o perfil do safo, do inteligente, do belo, do digno, passou ao burguês.
-...-
No livro DERRUBANDO MITOS, está descrito que a imagem do poder, do dinheiro, enganam aos muitos. Podem vestir externamente o que o dinheiro pode adquirir, mas também pode ter todos os defeitos internos que a falta de caráter, de conhecimentos pode levar.
Pobre, em pleno Século XXI ainda é visto como preguiçoso, desleal, sem higiene, um ignorante, todo o efeito aura;
Uma passagem do POLICARPO QUARESMA, a elite vigente incomodada com a intelectualidade do protagonista, pergunta se aquele saber, aquela cultura é esnobismo, ou o fato de ler, se é coisa de louco, inclusive o internam numa nosocômio por esses hábitos. Mas no manicômio, o protagonista pegou os livros que “decoravam” a bibioteca do psiquiatra e os leu, após isso, começou a diagnosticar, segundo o que estava escrito, direcionando o próprio médico que não os tinha lido. Diagnosticou os pacientes de outra maneira, embasado nos estudos, ao invés de apenas de título. Por fim, discutir a profissão sem o título de “doutor”, foi isto como insubordinação.
Realmente minha intelectualidade não tem se convertido em riqueza material, externa, de contas bancárias polpudas. Não que eu não queira mais do que tenho, mas não conforme o modelo vigente atualmente onde só se acha riqueza, fortuna, a ostentação e se esquece que também se pode ser pródigo, também em interiorização, em conhecimento, em saber discernir sobre a realidade.
No Brasil, ainda hoje, quem pensa, quem apreende, quem lê mais do que apenas Sabrina, Contigo, O Alquimista, pode fazer com que o “equilíbrio” de nossa submissão seja colocado em perigo. Por isso, até hoje, ler o que tenha conteúdo, é perigoso, ainda é visto como coisa de maluco, de alienado, quando na verdade, é o contrário.
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Tempos desses, Como Doutor Talhari, falava que a Ditadura exilou o Doutor Mario Schenberg – um dos mais conceituados cientistas físicos do mundo -, o Doutor Pinguele Rosa dentre tantos, para dar poder e riqueza ao Coronel Curió e tantos outros sem valor algum, sem cultura alguma, porém perpetuando o modelo de sociedade rastaquera, do poderoso poder comprar, gastar muito, o que muitos não podem juntos, mas quando se os conhece de perto o que a elite rastaquera pensa e o que pode contribuir , é de lastimar, uma cabeça arcaica, ainda na Idade Média, sem contribuir mais do que consigo, mas inda colocado como o fino da bossa, para perpetuar o modelo da república de bananas que ainda troca tesouros por espelhinhos, e, mesmo cravado de riqueza exterior, é completamente sem conteúdo próprio, doisa que vai além da carteira de dinheiro e/ou do bolso do paletó.
Por fim, não, inteligência, saber, cultura, não se revertem em fortuna material, mas é uma fortuna para quem sabe aproveitá-los e pode fazer se ter mais do que apenas a riqueza de espírito, mas de outra maneira, o rico material, sem nenhuma riqueza intelectual, cultural não se revertem em contrário, senão com algum esforço e alguma “perda de tempo”, senão a Madonna seria doutora, a Luíza Brunet , mestre e o Neymar Júnior, especialista em muitos saberes.
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 Temos de ter critérios e cuidado com os estereotipos e não permitir que o Efeito Aura nos iluda, ou nos faça ver miragem onde não existe nem sinal de vida.
Hoje, quando até o pobre vive de ostentação para tentar se igualar ao rico, gastando o que não tem, onde a imagem vale mais do que o conteúdo, faz parte de se nublar a vista e confundir a mente de quem é apenas mais uma Maria vai com as outras. E ao invés de se discutir a fundo, com propriedade , os problemas que nos cercam, muita gente ainda procura a resposta fácil, a palavra pronta, mesmo que isso não ajude em nada.
Meu temor é que com uma media fascista, reacionária a serviço dessa mesma elite atrasada, que divulga factoides sem ter quem dê limites, uma Educação que não forma pensadores, tão somente sectários, e umas agremiações religiosas onde qualquer pilantra inescrupuloso e ignorante pode ter milhares de seguidores e influenciar social, político e economicamente, em breve descubramos que estamos agindo e pensando como antes do Big-Bang, não por estudos, pesquisas, mas por estarmos presenciando in loco o retorno de tudo o que é mais atrasado, de uma só vez, fazendo seguidores intransigentes.
Tem muita gente dizendo.
- Eu se fiz por si mesmo!
Quando na verdade, não revela, mas teve muita “sorte” na vida. Conheço um cidadão desses, como diria Maquiavel, cheio de virtudes, que se acompanha de muita “sorte”.
Quando estudante do Ensino Básico, a mãe, professora, pedia às colegas, professoras dele, para não sserem muito “rigorosas” . Passou sem precisar nenhum esforço. Foi fazer vestibular no Rio, numa dessas espeluncas, quando não haviam “falculdades” em Manaus, e, como muitos, depois de 3 semestres, pediu transferência para a hoje, Federal do Amazonas. Vai se aposentar como funcionário temporário do Governo do Estado. Pessoalmente, interditou a mãe como inválida, para gerir os bens dela e a deixou em situação de semiabandono. E assim, amealha riquezas materiais para si, mas não se pode iludir que junto, tenha adquirido caráter, ou seja ético, nem que tenha qualquer outra capacidade, senão de se aliar a todo tipo de negociata, de assuntos inescrupulosos e gente assim. Atende aos desejos do que seja digno e vai se assessorar sempre de outros, com muito menos capacidade intelectual que se destaca com o “saber” de bajular o superior e pisar em quem infere ser inferior. Tipos assim fazem qualquer coisa, inclusive crime horrendos, para não perder o posto, pois sabem que a “sorte” que tanto alegam, tem pouco a ver com o destino e muito mais, com todo tipo de sujeira social e até privada.
E como esse, tantos outros que sempre estão por cima e se sabem limitados em suas capacidades, e, mesmo com festas e poder aquisitivo, nunca se realizam de verdade, nunca estão felizes de verdade, apenas na hora da foto, onde todo mundo só apare sorrindo. Mesmo assim, querem nivelar a todos, não pela felicidade, mas no nível da infelicidade sem fim.
Ainda bem que cada um sabe bem qual o Paraíso que busca. Triste é ver quem sempre pensou que ser rico era abrir uma passagem ao Reino do Céu e quando cai na real, construiu uma passarela para o Inferno.
Quanto mais ascende, mais se desvia de seu objetivo de felicidade, de ser alguém respeitado pelo que possa contribuir , além da “sorte” que muitas vezes, é uma maneira doce de dizer que alguém viveu uma vida interia de fraudes, pérfida.
-...-
Um filme que traduz essa angústia atual de fingir, de querer parecer, do ter, ao invés da busca pelo aprimoramento do ser, é o ADVOGADO DO DIABO. O protagonista fez acordo com o Diabo, ou demandou muito, sair da pobreza para ter acesso aos luxos e quando achou que tinha muita “sorte”, quando já no topo, em Nova Iorque, percebeu que o simples ter, não significa saber, ou usufruir da felicidade que não pode ser fingida, tem de ser vivida de verdade, não com photoshop, mas internalizada.

Tem quem pense ser, quando se toca de verdade, percebe que não passou de estafeta do papai, marionete do chefe, e toda sua história de vida cabe em duas folhas de papel. A Certidão de Nascimento e a Certidão de Óbito, uma vida tão insípida, tão insignificante e vazia que a lápide do túmulo não diz nada mais do que as datas, tanto quanto foi sua vida inteira. Desses que não deixam saudade em ninguém, tão somente, em quem vivia próximo, mas mesmo assim, rapidamente. 

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OBSERVADORES DE PLANTÃO