sexta-feira, 18 de setembro de 2015

INTOLERÂNCIA IGNORANTE


CADERNO 4 15 de agosto de 2015
Volto a repetir que ao mesmo tempo em que se trabalha a economia do país, é necessário também, mudar velhas e arcaicas concepções que não morrem.
O Brasil, em um cenário de crise capitalista internacional, ainda está em melhor condição do que muitos, até à sua frente. Mas ao mesmo tempo em que nos 13 anos melhorou para os que sempre foram invisíveis, parece, ter piorado para quem gosta de manter os outros na miséria, Mas, apesar de tudo, a velha Direita continua dando as cartas sozinha, manipulando os meios de comunicação. Além disso, ainda propagou-se tanto canal religioso e toda religião, sempre é canhestra, apesar de ser de Direita, falsa, mentirosa e se faz de bobinha, mas atinge centenas de milhares de gente sequiosa por um lugar no Paraíso que nem percebe que está mais para mula do jumento do pastor, do que para cordeiro de Deus.
Hoje, 15 de agosto, na coluna do Dimes, ele cita a revista Veja que como diz, tem se colocado com factoides inventando notícias que foi desmascarada pelo Romário a quem acusou de ter conta secreta na Suíça, o Senador pediu um tempo, foi diretamente ao gerente do banco, no próprio país e pediu uma declaração de isenção de qualquer conta no país e voltou para mostrar como estão as notícias. Como diz Dimes, espera-se uma retratação da Revista, mas essa, diz que foi culpa de um informante, mas o Redator Chefe que deveria ter a hombridade de pedir demissão, continua calado em seu canto. A responsabilidade é dele, não de “informante”.
E quantas mentiras não se propagaram na praça, impactando inclusive na economia e levando de chofre, as classes que ascenderam econômica e socialmente a acreditar nesse estereótipo falso e nocivo, do empresário,da empresária só poder ser assim, ou assada, quase sempre, como o Senhor de Escravos e a Sinhá Moça.
Temos vivido um tempo de intolerância, intransigência e autoritarismo, a serviço da subordinação e submissão aos interessea estrangeiros, desta vez, contra o governo, pelas velhas classes atrasadas que não permitem o prosperar como deve. Democracia deixou de ser a vontade das urnas, agora, até a urna eletrônica é suspeita de ser “engravidada”.
Parece que reuniram a KKK, a Inquisição, as Cruzadas, os campos de concentrações nazistas, tudo num mesmo lugar. A burguesia nacional.
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No dia 13 de agosto, a contragosto, fui fazer exames em uma clínica e tive de ficar em jejum, segundo me orientaram, inclusive de água, desde as 8:00h. Depois, o próprio pessoal da clínica disse que não necessitava ficar sem beber líquido. É a velha prática no país de não haver comunicação entre os setores e parece que na mesma empresa, cada um é isolado, é uma empresa diferente e trabalhando para o seu lado. E são esses que dizem que sabem governar. Imagina! Passei mais de 8 horas, no seco total, até chegar a notícia que líquido não se suprime.
Como sei que demora e agora, ninguém conversa com mais ninguém, inclusive namorados, todo mundo vive num mundo particular e cada vez mais pobre de se completar com o outro, depois da internet móvel, levei alguns lápis de um jogo, outros de outro, lapiseiras grafites de outros jogos, borracha, caderno de desenho e prancheta e comecei a desenhar. Antes do táxi chegar, vi alguém em um programa de TV, desenhando uma vagina, perfeita, com profundidade e até sombra. Depois de ser deslocado para a sala de espera, comecei a desenhar. Eu sentia que finalmente as pessoas tiravam o rosto dos aparelhos e de esguelha, ficavam tentando ver o que eu estava desenhando, apesar de eu tentar ser o mais discreto possível. Depois de muito tempo, de muita gente fungando no meu cangote, querendo não dar bandeira, a moça da limpeza que me lembrou a Suelem, uma empregada aqui de casa, que diziam, tem um corpo muito bonito, a moça, tirando aquela bota e aquele macacão de serviço, parece que tem algo por baixo, aproveitável, quase se pendurou no meu pescoço.
- Lindo! O senhor desenha muito bem.
Continuei desenhando e tentando alguma privacidade, para não constranger um povo que às escondidas, faz tudo o que deplora em público, quer ser visto como santo, porque tem muito cristão que ainda pensa que “dentro de quatro paredes, pode tudo”. Não pode, o Deus monoteísta e messiânico é oniciente. E eles que creem, não entendem bastante o significado. Que diferença faz, fazer anal em quatro paredes, ou na moita, quem faz anilíngua, no motel, ou na piscina, quem pega nos peitos, arreganha as parte, em qualquer lugar, não tem salvação.
Então me dirigi para outra sala de espera e continuei desenhando. A moça da limpeza apareceu e começou a conversar.
- Meu filho também desenha, mas ele tem de ver, para seguir.
E falou, falou e eu já estava acabando de desenhar, até que decidi dá-lo à ela, para levar para o filho.
Pegou e deixou na cadeira, ao meu lado. E se afastou. Quando fui chamado para o exame, perguntei-a se não iria levar o desenho.
- Não, meu filho é muito novinho, não vou mostrar isso p’ ra ele.
Isso? Eram três mulheres nuas, duas de frente e uma de costas. Então percebi que o pessoal da empresa, é quase todo evangélico. Um passava pelo outro e se cumprimentava.
- Graça e paz irmão!
- Abençoado seja irmão!
Será que evangélico ainda faz sexo como manda as Escrituras? Tem gente pecando! Pelo menos a segunda colocada no quesito bola-gato dizia que era tesoureira de uma igreja evangélica.
Opa, havia esquecido. Digamos, a segunda colocada em não pagas, porque havia uma maluca, bonita de corpo e de rosto, mas drogada até a alma,prostitua na Djalma, depois na Ponta Negra que parecia o Clóvis Bornay em baile à fantasia no Copacabana Palace, no quesito chupetinha. É hors-concours. Se alguém sabe colocar uma camisinha só com a boca, ligue djá! Só ela, de um jeito que nem se sentia, tirava do invólucro, engolia, de repente encapava o poste inteiro. Mas drogada, vai acabar, se já não se acabou como a Shirley, uma garota que quando nos conhecemos, ela era bonita, dentes brancos, quase me matou com uma bundada, loura, mas uma rabiola enorme.
- Duvido que você conheça uma mulher mais cheirosa do que eu.
Podia não ser a mais, mas era bem cheirosa. O problema é que ficou uma hora trancada no banheiro do motel, cheirando pó. As últimas vezes que a vi, uma, estava fazendo ponto em frente ao INPA, as “donas do ponto” deram tanta porrada que ela quebrou os dentes e me pediu para tirá-la dali, senão iriam matá-la. Estava um bagaço. A outra, a única vez em que fui ao Rêmulo’s, não é frescura, é um lugar que parece que se vai pegar doença no ar de tão sujo, apesar de umas mulheres bem apresentáveis, ela estava levando um anilíngua de um velho preto, racista que era flanelinha no Gaúcho’s Churrascaria, encima de uma mesa. Não é ambiente para mim, é para homem casado, como muitos, pareciam que iam à uma reunião, elegantemente vestidos, só profissional de respeito. Médicos, advogados, empresários... E o marido de uma que foi contemporânea do Campus e agora está tão metida, bem na frente do palco. Ela cheia de orgulho, toda esnobe e cheia de ostentação e ele pegando e pagando o Rêmulo’s. Que bonito!
Eu gosto de putaria, mas a coleguinha engolindo lata de Coca-Cola com os grandes lábios, o cara puxando a mulher para ela se arreganhar toda vai além do que eu chamo de sacanagem. É para misógino, que trata mulher como lixo. Se fazem isso em público, imagina com suas esposas.
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Nesta onda de reacionarismo, ou de santidade, o Brasil está se tornando um país fundamentalista, não como os países árabes, que nos mostram como perigosos, sem discorrer o que, ao longo dos tempos, levou àqueles países, usarem o Islamismo como identidade regional e se fecharem para o Ocidente, sempre tão bonzinho! O Brasil está se tornando fundamentalista cristão, tem até proposta de punir quem falar mal do Cristianismo, como uma Neoinquisição. E a História, tem nos mostrado, o quanto o Cristianismo, sem regras, é danoso para a civilização. Não se tem de adotar nenhum combate à Cristofobia, os cristãos é que têm fobia contra tudo e todos e acham que são perseguidos, quando não são maioria. Ou o pessoal tem de estudar um pouco mais, ler mais sobre a História do Mundo, ou deixar de ser canalha.
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É entrar em um táxi, tome música religiosa, de um mau gosto tremendo, não se sabe se estão tendo orgasmos múltiplos, orando ao Pai, chorando, rindo, ou cantando. É tanta putaria quanto no Rêmulo’s. E quando o cara faz sinal, o taxista já coloca no mais alto grau de decibel, parece que com isso, o cara, principalmente eu, vou sair do carro e correr à igreja para me converter. Na verdade apenas estão mostrando quão imaturos, inclusive como cidadãos, as pessoas que recorrem à fugas, como Deus, estão na sociedade.
Quem se emprenhou pelo ouvido, foi a Virgem Maria. Mas isso é mitologia. Na real, a pomba tem de pegar a periquita, senão não tem jogo.
Quanto mais se foge da realidade, mais se infantiliza a todos.
Um país desenvolvido economicamente, com um povo beirando a Idade da Pedra, imagina, nunca vi isso. Ah, nos livros do Asimov, onde a sociedade era tão desenvolvida que todos eram servidos por robôs, mas quem governavam, eram rei, ou seja, produção capitalista como se prega de vez em quando, sistema Feudal e os meios de produção nas mão de uma classe aristocrática. Como o Asimov era tolo. Não entendia que produção, política e ideologia andam juntas. Não dá para os meios de produção estarem nas mãos dos nobres, com produção em escala.
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Hoje, assistindo ao mundial de Natação na Rússia, todos os desportistas, ou nadadores que eram chamados, inclusive dos países árabes, ruins demais, apareciam por um lugar que soltava fogo e iluminava cada um, entravam normalmente. Chegou a vez do nadador brasileiro, já entrou se benzendo, as mãos espalmadas para o Céu, num exercício de soberba imenso. Um pessoal que pensa crer em Deus é mais pecador do que eu. Vive pecando, por ser ignorante no que diz seguir.
Como jogador de futebol brasileiro que tem de entrar em campo e rezar o Pai Nosso, aos berros. Deus é oniciente estúpido e o Todo Poderoso, mesmo se fosse surdo, leso, compraria um aparelho auricular. É preciso isso?
O maranhense até foi bem nos primeiros 50 metros, depois foi caindo, caindo, caindo, chegou em sexto lugar, dois lugares acima do último. Se não tivesse feito aquilo tudo, não teria exposto Deus a uma situação vexatória dessas. Parece o Imperador Constantino que levou o Império Romano à bancarrota e dizia que tinha se convertido. Que vergonha. Era melhor ter continuado pagão que não faria vergonha. Com uns filhos desses, Deus deve querer se enfiar num buraco bem grande, para sumir do mundo, de vergonha.
Isso nos faz crer que treinar com afinco, com técnica e com exercícios específicos, dá melhor resultado do que ficar fazendo macacada em público. Por um motivo simples. Desde que Constantino forçou com a espada, que se acreditasse em Deus e no Oriente Médio se força com a forca e jogando pedras nos hereges que se creia em Alá, mais da metade de todo o mundo, é religiosa. Em sendo assim, se todos esperassem por milagres, ao invés de buscar melhor capacitação, só iria ter empate. E outra coisa que esses religiosos fajutas não compreendem, é que Deus, o Deus Messiânico, tanto judeu, cristão, islâmico ou mulçumano, sabe o que faz, já delineou tudo até o Dia do (pré)Juízo (a)Final. Então pedir para Virgem, Santo, Anjo, intercederem, é acreditar que Deus estipulou o destino de todo mundo, mas para si que se acha grande, maior do que a consciência de Deus que era Sofia, também o lado feminino de Deus que mataram com o tempo, é de certa maneira se achar mais esperto até do que o Criador do Mundo. Deus vai mudar os destinos, só porque Joaninha, ou Tomazinho intercedeu, pediu com muita fé, pronto, vai mudar todos os planos. Uma mania de se acreditar pela metade. O que é conveniente se cumpre, do capitulo 5, versículo 12, já não se observa lei alguma.
Ainda bem que o maranhense não pegou nem medalha de lata, senão iria ser aquele discurso babaca.
- Em primeiro lugar quero agradecer a Deus. Em segundo lugar a Jesus. Em terceiro lugar à Virgem Maria. Em quarto a São Longuinho meu protetor. Em quinto, ao Pastor Mão Leve de Prisão Domiciliar, Em sexto...
- Hey filho da puta e eu, o técnico?
Mas o grande problema de se deixar um país inteiro nas mãos de líderes religiosos que em sua grande maioria se vangloria de já ter matado, “estrupado”, de ser ignorante, de ser ladrão, de tudo o que não presta e de repente virou o condutor de ovelhas, é permitir que essa gente com má índole e uma ficha criminal extensa, com problemas psico e sociopáticos tremendos, muitas vezes, sem nenhum caráter, sem dignidade que parece quererem ganhar no grito, podiam fazer propaganda de pastilha contra rouquidão, é achar que tudo muda, porque se diz que viu a luz. O cara era ladrão, de repente do nada, sem tratamento algum, vira pastor. O outro, pedófilo, mas viu a luz, pronto, padre. Virou assexuado, virou carola, virou boa gente pacas.
De repente o Bispo Edinho, expulso do banco, quando deu um rombo tremendo, vira formador de opinião, com um colégio eleitoral enorme, acha que pode opinar sobre tudo, principalmente o que não conhece, Física, Economia, Música, Esporte, e esse pessoal se reúne no INPA, no IMPA, no INPE nas universidades e passa a desconsiderar a Teoria da Evolução, como a ser considerada, ou diz que não é o Sol, o núcleo de nosso sistema estelar, mas o contrário, o Sol gira em torno de seu umbigo. Onde vamos chegar, achando que não ligando para isso hoje, amanhã vai ser resolver sozinho?
A fórmula perfeita para se manter o país no atraso e com uma visão de mundo estreita e sectária de mundo, e, pior, deixando que se valham da exclusão do próximo, para irem se arvorando de maioria.
Não se pense que eu digo que o sectarismo está só com os evangélicos, ou neopentecostais. Eu falei, cristãos, aqueles que repudiam os comunistas, por “comerem criancinha harmonizando com Grappette”, mas na verdade, quem coloca no Guri, são eles mesmos. Toda religião é uma bosta, mas o Cristianismo é bem pior e o Catolicismo, nem se fala. Vade retro coisa ruim!    
É por isso que pessoas de pensamentos diferentes, porque as igrejas invadiram as ruas, não podem se manifestar, pois estão sendo constrangidas de todas as formas e maneira. Enquanto se atinge uma, ou duas pessoa por vez, a media atinge centenas e milhares. Só de rede de comunicação católica, é uma “benção”. Tem até espírita e isso não é democracia, é uma esculhambação que falta regulamentar, é tentar fazer lavagem cerebral, com pulos, com gritos, com um espetáculo midiático totalmente na direção contrária de Deus. Do Deus que diz pregar.
E é negociar com a religião, quando empresa de comunicação, tem de ter um proprietário sabido e com residência fixa no país.
- A Rede Viva a quem pertence?
- A Deus.
- Dados residenciais.
- Além, depois da morte, esquina com a Terra do Nunca.
- Número.
- Zero! Não, coloque, sem número, sem veracidade, sem confiança, sem vergonha.
É mais fácil tirar caboco nas televisões de programas cristãos, do que em templos de religião afrobrasileiras, mesmo porque os cristãos são pródigos em pedirem respeito para si, mas não respeitam ninguém. Estão constrangendo os seguidores dessas religiões, sem que se dê notícia, sobre. É a velha História do Cristianismo que sempre matou e eliminou culturas diversas, mas até hoje se apresenta como o amor de Jesus. Têm medo de quando matam bode, mas não têm, das tantas tribos, de tantos povos autóctones, de tanto conhecimento, que fizeram desaparecer, na porrada. Deveriam ter medo do Cristianismo que esse sim, não mata a retalho, mata por atacado. O Cristianismo, sempre foi e é o maior perigo da humanidade.
Começou com uma família de vigaristas e desregrados e se não tiver limites, acaba com todos nós.
Se o pessoal tem medo do fundamentalismo mulçumano hoje, espera a Pastora que é vereadora em Manaus, cantar de galo.
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Sem contar com essas “falcudades” que antes de ensinarem, pregam uma ideologia como Educação. Os egressos dessas pocilgas saem todos, pensando iguais, todos ideologicamente feitos marionetes. Pensando que serão miliardários, só seguindo o que o professor, também, muitas vezes muito mal formado, falou.
- Vou abrir uma ONG e ser empreendedor. Pronto, em 5 anos, no topo da Forbes.
Grupos, muitas vezes dirigidos por religiosos que nunca são flor que se cheire, por narcotraficantes, por gente inescrupulosa que parece querer incutir uma linha de pensamento, de que pode tudo, para vencer.
Eu já vi este filme antes, de tentar ter seu primeiro milhão de dólares antes dos 30, entram em Pirâmides, em Am-Way, dão golpes até na família, quando veem que não é tão fácil assim, aos 40 viram “trabalhadores à exaustão”, aos 50, niilistas, de nada prestar, de quererem quebrar tudo, por ódio de terem sido otários.
Mas ainda se estão formando gerações de estudantes, com o mesmo discurso e ainda tem quem defenda o Delfim Neto, o Roberto Campos, o Simonsen, sem atentar para o que eles serviam.
O Delfim, numa entrevista, não sei onde, disse que tomou certa direção, na política econômica, “porque todo mundo estava fazendo”. Hoje é moda dar o rabo. Tem muita gente fazendo. Topas? E vir dizer que gente assim que não sabe nem o que faz, é competente? É o suprassumo da porra nenhuma? Só sendo leso, ou golpista.
É não estudar a História e querer posar de bacana. “Exportar é o que importa”, mas sem uma programação de indústria de transformação nacional. Insumos e commodities sem transformação alguma? Depois, corria ao FMI, para fechar as contas, superavitariamente. É como o cara que compra no cartão de crédito, fazer um empréstimo bancário para saldar a dívida todo mês e gritar que e rico.
Exportamos urânio, frango, ferro, madeira, petróleo etc., in bruto, quando voltavam transformados, modificados, pagávamos o quíntuplo do que nos pagaram antes, muitos, financiados pelo BNDE, atual BNDES. Grande economista, formado na Contabilidade.
A economia não presta, o governo não presta, o mundo não presta, nada presta. É a negação da negação. Não é novidade alguma. Assim Falou Zaratustra. Nietsche, um dos maiores símbolos do Nazismo.
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Essa prepotência e arrogância de gente despreparada para exercer seu papel de cidadão, acaba em cusparada no rosto do jogador do Vasco da Gama, profissionais que não estavam brincando, mas assim como podiam ganhar, o adversário também, são tratados como brinquedos, por pessoas imaturas, muitas vezes, sem ter como explodir seu ódio de ser um bosta social, quer fazer crer que acredita que o mundo foi feito só para si e seu deleite.
Eu não gosto de violência, mas, desde o Exército, mudei a maneira de pensar o Pacifismo. Ao invés de aguentar calado, eu acho que a melhor maneira de combater a violência, é se defendendo de quem agride. Um cara desses cuspiria na minha cara, ficaria pelo menos com a mandíbula pendurada. É muita covardia de parte a parte. Uns por se acharem superiores, outros por não terem coragem de se mostrarem humanos, em público.
- Se te esbofetearem a face direita, oferece-o a face esquerda.
Tudo bem, mas quando ele vier pensando que tu és leso, dá um chute nos colhões e quebra pelo menos umas duas costelas. Quando ele se lembrar da dificuldade em respirar, nunca mais abusa de sua imaturidade.
É o pensamento vigente, ainda hoje, de quem se acha superior, inclusive, social e economicamente, de só um lado ter de ganhar sempre, como se o outro não existisse, ou se existisse, fosse só para fazer-lhe a festa, dar-lhe do bom e do melhor, sempre.
Essa história de se querer sempre vantagens só para um setor, uma família, ou uma classe apenas, no Brasil, já está enfadonha e não nos levou a lugar algum. Muito pelo contrário, fez-nos sempre atrasados.
Fomos ultrapassados pelo Japão, pela Coreia do Sul, pela China, estamos sendo pela Índia, pela África do Sul e ainda se discute a volta da mesma política que se vangloria, mas só nos dá resultados pífios e vergonhosos.
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O Capitalismo como um todo, está falido, das oligarquias cheias de virtudes, levarem ao bem estar coletivo, não é possível e hoje, quem dá as cartas? Narcotraficantes, a Máfia, os rappers que são sempre ligados ao crime, todos com o conceito arrivista de se dar bem de qualquer maneira, o pragmatismo estadunidense, sem muita instrução e com seguidores às pencas, nas redes sociais que os imitam, até se matarem os outros, imagina o que esperar.
Não adianta dizer que acabando esse, ou aquele, fica tudo bem. É como o sistema solar, ou as órbitas estelares. Calou-se Kepler, exilou-se Galileo, não adiantou. O discurso anterior era furado, podiam ter matado metade do mundo que a lei do Heliocentrismo iria aparecer de qualquer maneira. A culpa não era de quem o pregava, mas de quem queria manter o Geocentrismo, em nome de Deus.
É por isso que se usa tanto a violência, até em palavras, para cercear o outro, achando que coagindo e agindo coercitivamente, mesmo tendo sido derrotado, tudo vai continuar imutável, por falta de argumentos, de conhecimentos, de base. É só no “ouvi falar”, quando se tem de aprofundar a discussão, parte-se para a aniquilação.
Os esquadrões da morte estão voltando, aquela organização que o Delegado Paranhos Fleury aprendeu na Escola das Américas, no Pentágono e até hoje, tenha quem ache que o justiciamento, é democrático, mesmo quando a serviço de grupos, hoje, inclusive de grileiros, como tem acontecido em Manaus, em Manacapuru, no Iranduba, em Apuí, quando se instituiu a Região Metropolitana, mas não se disseminou a presença do Estado e do estado, na mesma medida. A especulação imobiliária chegando ao Amazonas, com incentivo dos vários níveis de governo, eliminando líderes comunitários, sem a devida busca em esclarecer os fatos, pela autoridade policial que vê o outro, menos rico, como coisa sem importância, não como uma vida, mas como se viam e tratavam os escravos, por mais de 300 anos, a maior escravidão registrada no mundo que deixou sequelas e está difícil em dirimir essa sensação de que sempre o outro, é um escravo e nós, não, somos o Senhor de Engenho.
E as construtoras vão se valendo da luta no campo, depois quando vierem a público, não vão saber dizer como ficaram grandes. É que o povo esquece e não investiga.
E se vai fazer condomínio de luxo em Iranduba, em Manacapuru, em Apuí, como se faz em Manaus que imita o que se fez em São Paulo e que imitou como se fazia na Europa Vitoriana. Luxo nas fachadas, muito lixo nas águas servidas, na energia depreendida, despreocupação com o subsolo, enfim, luxo na fachada, mas como sempre, uma estupidez que vai ser nociva para eles mesmos. Mas sempre tem o discurso
- Ah, é muito cara energia renovável, câmaras de tratamento de efluentes, filtros de água... R$ 50 a R$ 100mil? Vai fazer falta no mármore da porta de casa.
Quando são invasões populares, a media acusa de degredarem tudo. Quando é grilagem para grandes nomes e empresas, não se tem a mesma veemência de investigar, sequer se não acontece o mesmo, de forma particular. Quer dizer, neste tempo do discurso das leis de mercado, principalmente por jornalistas, advogados, seminaristas, gente que passa longe de saber do que se trata, invadir terreno para casas populares, é crime, já invadir, para construir o AlphaVille, o Jardim das Américas, o Efigênio Salles etc., pode?
Daqui a pouco vai se imitar São Paulo, de tocar fogo nos ajuntamentos de pessoas miseráveis, para garantir a especulação imobiliária. E todo mundo faz vista grossa e passa, como coisa normal. Tiram-se famílias sem o guarda-chuva do estado, para abrigar imóveis, muitas vezes, comprados para especular, ou para aguardar uma oportunidade de vender duas outras casas, para se mudar para essa. Sim, isto é justiça e Justiça Capitalista. A vida vale menos do que um aro de magnésio.
Não dá para encobrir o sol com a peneira, essa discussão irada contra tudo e todos, um dia vai cansar e se vai ver que muita gente considerada “séria”, muitos órgãos de comunicação considerados “sérios”, mostraram claramente que não merecem a menor credibilidade e vão apelar para o niilismo, para ver se convencem alguém. Vai se ver que falta conteúdo, para defenderam o que defendem, por isso, a mania de cercear, de não permitir o contraditório.
Já dizia Seu Clóvis.
- Quando acabam os argumentos, entra a violência.
É o que tem mostrado essa gente que quer fazer o país, quase uma Era Vitoriana, onde nos salões palacianos, era uma imoralidade sem fim, inclusive ensejou o Jack, Estripador, mas em público, era um puritanismo, quase virginal.
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A mulher da limpeza não quis de maneira alguma, aquele desenho, entreguei ao taxista que falou que se ninguém quisesse, ele gostaria de ficar.
Imagina uma criança que não pode ser exposta ao corpo humano, o corpo nu de uma mulher. Foi por isso, essa vergonha de expor “suas vergonhas” a Deus que o Rei Luiz IX virou santo. Só tomava banho de toalinha, com um balde e sabonete, vestido com um camisolão, morreu leproso. Aí, a “Santa” Igreja, paga com grande soma, o tornou um santo bonzinho, boa gente, que dá até vontade de chorar.
Devo dizer que os seios e a genitália, foram muito bem desenhados.
Mas desde cedo, considerando o corpo nu, como um pecado, vai crescer imaturo e pensando como outro funcionário evangélico da mesma clínica me segredou.
- Ah, tem diferença sim. Tem mulher pra casar e mulher pra putaria!
Estamos regredindo cultural e mentalmente a passos largos.
Já ouvimos o “estupra mais não mata”, o “é inteligente, apesar de ser mulher”, tudo vindo da elite paulista, o que esperar mais, com essa campanha pela volta da ditadura?
- Mulher? Pega, mata e come!
E as mulheres que apoiam, vão achar que é uma forma de mostrar amor por elas.
Se Chiquinha Gonzaga que foi expoente tanto na luta pela mulher compositora, da mulher ganhando seu dinheiro, quanto da abolição da escravatura, quanto da República, ressuscitasse hoje e visse suas iguais, lutando pela manutenção de tudo o que as levou a serem vistas como produto de significado menor, o que não diria?
Do jeito que está, gente com títulos, pensando como analfabeto, daqui a pouco vai se estar digitando os smartphones de ponta, com um tacape e uma borduna e mandar fotos para os outros, só com uma folha de parreira, acreditando piamente que se está inventando a pólvora, que se é pós-moderno, quando com boa vontade, pode-se considerar um pessoal na Idade do Fogo.
E tome ignorância e despreparo de todas as formas.
Homens sem a menor hombridade e mulheres que sabem todas as posições sexuais, por aprendizado pessoal, mas que não podem ouvir um palavrão, ou ver um corpo nu de uma mulher, numa folha de papel. E sem muito o que apresentar, têm de se escudar mesmo na intolerância que além de religiosa, agora se tornou política e daqui há pouco, não se sabe onde termina uma, para dar vez à outra.
Parafraseando aquele livro chinfrim do Milan Kundera, diria que tudo isso, não passa da INSUTENTÁVEL LESEIRA DO TER.

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